Somos Como O Vinho Do Porto Quanto Mais Velho Melhor?

  • Um vinho do Porto é sempre uma primorosa escolha… Há Vinhos do Porto para todos os gostos – tinto, branco e até rosé – e, por isso, basta escolher o sabor certo, a ocasião exata, e talvez a pessoa ideal para o apreciar.
  • Depois de o termos ajudado a identificar o seu Vinho do Porto de eleição, chegou a altura de o ajudarmos a apreciar este avultado néctar intensamente.
  • Encontramos 10 formas de podermos saborear um bom Vinho do Porto…

Vinho do Porto como aperitivo

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Se é daquelas pessoas que precisa que algo lhe aguce o apetite antes de cada refeição, então vai adorar um Vinho do Porto nestes momentos. E os Portos Brancos são excelentes neste contexto. São muito refrescante e muito pouco pesados.

Como aperitivo, este vinho não precisa de muito: basta acompanhar com azeitonas, pinhões, castanhas ou amêndoas torradas. Um verdadeiro primor…

Vinho do Porto à mesa

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A maior parte das pessoas prefere colocar à mesa um vinho maduro (como os intensos vinhos alentejanos) ou um vinho verde (como os cristalinos vinhos do Dão). Mas, na verdade, um vinho Duriense acompanha igualmente bem. É muitas vezes visto como um vinho de cálice. Contudo, o Vinho do Porto consegue ocupar o lugar principal na mesa de almoço ou jantar.

E tão bem que combinam os Portos com um bom prato português… Aqui o contraste é bom, mas tente encontrar um equilíbrio entre o vinho e o tipo de comida que vai ser servida.

Uma boa escolha são os vinhos LBV (Porto Late Bottled Vintage).

Ou então, faça como muitos chefes nórdicos e misture o forte sabor das carnes de caça e de cordeiro com os temperos exóticos de um bom Ruby.

Regra geral, sirva o Vinho do Porto tinto à temperatura ambiente e o branco bem fresco.

Vinho do Porto na receita

A primeira vez que vi o Vinho do Porto numa receita, foi há uns anos atrás, quando estava a entrevistar um reputado Chefe de cozinha português. Aquele toque final com um género de geleia de Vinho do Porto pareceu-me mais que delicioso. Não sou chefe, mas porque não tentar?

Acreditem que os chefes de cozinha são imaginativos o suficiente para retirar um digníssimo Porto Vintage de um pedestal e levá-lo para a cozinha. Mas não iremos tão longe… um bom Ruby não desilude.

E pode usar o Vinho do Porto de duas maneiras: à paisana ou como ingrediente primordial.

Regar um bom e intenso molho de carnes assadas ou pratos de caça é um truque quase divinal que alia fortes sabores ao frutado do vinho.

Vai ficar delicioso e ninguém se vai aperceber que o segredo daquele sabor… é um Porto. Ou, então, pode usar este vinho como o ingrediente principal e fazer molhos à base deste néctar.

Há uma grande palate de molhos de Vinho do Porto, elaborados pelos mais conceituados Chefes.

Vinho do Porto na sobremesa

Aliar um bom Vinho do Porto a uma sobremesa é um truque culinário de sucesso. Ele casa harmoniosamente bem com pudins, bolos, gelados e, claro, com sobremesas de chocolate. Juntar sabores e texturas não é difícil… basta ter imaginação!

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Assim, faça acompanhar uma boa sobremesa de um Vinho do Porto. Tem variadas hipóteses que pode tentar e que, certamente, irá surpreender o paladar apurado dos seus convidados.

Para sobremesas com amêndoas, nozes, café ou sabores de caramelo, tente um vinho do Porto envelhecido em madeira que vai dar um toque bem adocicado.

Um Tawny, por exemplo, combina perfeitamente com sobremesas mais clássicas como o arroz doce e as rabanadas.

E para um doce de chocolate ou frutas vermelhas, tente um vinho mais frutado, como o LBV. 

Vinho do Porto após a refeição

A tradição é beber um Porto antes da refeição… Mas e se for depois? Bem, tenha a ousadia de tentar. É simplesmente soberbo…

Após a refeição, e especialmente a acompanhar o café, o Vinho do Porto vai saber maravilhosamente bem 

Podemos dizer que o Vinho do Porto é um vinho social. É um vinho que acompanha bem uma boa conversa, um bom convívio. E, já com o estômago cheio, nada melhor do que sentar-se um pouco e apreciar um daqueles néctares dos Deuses.

Neste caso, aconselhamos um primoroso Vintage. Mas lembre-se: se abrir uma destas garrafas tem de a beber até ao fim. Após a abertura, este Porto começa a perder as suas prezadas qualidades. Se estiver sozinho tente um LBV. É igualmente um bom digestivo, economicamente mais acessível e não perde qualidade após a abertura.

E após o café? Bem… após o café, uma degustação de Vinho do Porto é essencial. Neste contexto, experimente um Tawny.

Vinho do Porto a acompanhar o queijo

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Quem pode não gostar de queijo? É uma excelente iguaria… sabia que também acompanha de forma exímia um Vinho do Porto?

Um doce e intenso paladar do Vinho do Porto LBV combina harmoniosamente bem com queijos igualmente intensos de pasta mole, queijos portugueses e azuis. Seja um pouco mais destemido e junte o Porto Vintage a um Queijo da Serra.

Vinho do Porto para aliar ao chocolate

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O chocolate quase que podia ser considerado um dos sete pecados mortais. Como dizia Tullius, “9 em cada 10 pessoas diz gostar de chocolate… e a décima está a mentir”. Assim também é o Vinho do Porto. Juntar estas duas dádivas só podia resultar numa combinação perfeitamente sublime.

Colocar Vinho do Porto em sobremesas com chocolate é uma tentação. Até como acompanhante de um simples pedaço de chocolate é surpreendente.

Chocolate preto ou trufas, com elevado teor de cacau, alia-se bem a um Vinho do Porto bem frutado como o LBV. Vai sentir o harmonioso contraste entre o amargo e o adocicado.

Ou então, opte por um Ruby, que vai ajudar na digestão das gorduras do chocolate.

Vinho do Porto num momento relaxante

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Um Tawny… o doce Tawny sabe tão bem nestes momentos. Uma boa dica é ter uma garrafa deste Porto sempre disponível. Assim, num momento relaxante, pegue num pequeno e redondo cálice deste inesquecível néctar e aprecie o momento. E, de facto, ninguém resiste a um bom Tawny!

Nestes momentos, também aconselhamos um Porto Branco. Refrescante e servido num copo alto com gelo, adicione água tónica e uma folha de hortelã e, simplesmente, aprecie…

Mas se na altura só tiver um Porto Vintage à mão, acredite que o momento será igualmente maravilhoso (na verdade, nunca encontrei ninguém que enumerasse uma ocasião em que um Vintage não sabe bem). Mas abra uma garrafa de Vintage só se estiver acompanhado… ou, então, vai ter de fazer o “sacrifício” de o beber até à última gota. Lembre-se: uma garrafa de Vintage não pode ficar aberta para o dia seguinte!

Vinho do Porto numa ocasião especial

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Esta toda a gente sabe: qualquer ocasião especial clama por um Vinho do Porto! Estes vinhos do Douro têm arrebatado os mais rigorosos e prestigiantes prémios internacionais, e por isso, apresentar um Porto numa festa vai ser, certamente, um sucesso.

Inclusivamente no momento do brinde, o Vinho do Porto é dos vinhos mais escolhidos. Aliás, uma pequena curiosidade: na Grã-Bretanha, este vinho é tradicionalmente utilizado no Loyal Trust em honra do monarca reinante.

E qual escolher nestas ocasiões? Um Porto Vintage, claro, principalmente se o momento for mesmo especial (não gaste umas largas dezenas de euros se a ocasião não valer de tanto). Mas acredite, qualquer vinho do Porto vai fazer a diferença. Escolha o seu preferido e divirta-se!

Vinho do Porto para envelhecer

De facto, a maior parte dos vinhos do Porto vão ficando melhores à medida que vão atingindo a maturidade. Por isso, pode optar por comprar um bom Porto e colocá-lo a envelhecer durante anos e anos, até alguém de uma próxima geração ter a sorte de o abrir.

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Concordo que esta é uma opção altruísta demais (será que vai mesmo conseguir esperar?!) mas é uma boa ideia. Um dia mais tarde, pode ter a alegria de abrir um Porto com dezenas de anos e tente só imaginar o paladar que esse néctar terá adquirido… Brindar em ocasiões importantes com este seu Porto será magnífico!

E qual escolher para colocar a amadurecer? Bem… coloque aquele cujo envelhecimento lhe confere as melhores caraterísticas que se podem encontrar num Vinho. Escolha um verdadeiro e único Vintage e, daqui a uns anos, não se vai arrepender de ter esperado!

As melhores formas de saborear um Vinho do Porto

Que o Douro é o berço de alguns dos melhores vinhos a nível mundial, incluindo, claro, o Vinho do Porto, já todos sabemos.

Mas nem sempre é fácil perceber quais são as diferenças entre os vários tipos de Vinho do Porto e quais as melhores formas de o saborear.

Se já se deparou com essa questão – e ficou na dúvida se deveria servir branco ou ruby para acompanhar a sobremesa -, continue a ler.

Magnífica na sua esplendorosa beleza natural, a região duriense guarda o néctar dos Deuses que faria Baco deleitar-se: o Vinho do Porto. Contudo, como provavelmente saberá, há vários tipos deste delicioso néctar: Ruby, Tawny, Vintage, Reserva e Branco. E, como está bom de ver, não são todos iguais.

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Conheça os Vinhos do Porto e as melhores harmonizações

O Vinho do Porto Ruby leva esse nome precisamente por ter a cor de um rubi, ou seja, é dono de uma tonalidade avermelhada.

Em média, envelhece entre 2 a 3 anos em pipas de carvalho, preservando o paladar original, uma vez que, por não haver demasiado contacto com a madeira, a oxidação não é elevada, muito pelo contrário.

Assim, é um vinho frutado, de sabor intenso e com um delicioso travo a frutos silvestres.

Deste modo, casa na perfeição com chocolate, morangos, frutos silvestres e sobremesas que levem ameixa em calda. E é também muito usado em receitas de carnes de caça e de cordeiro.

Já o Vinho do Porto Tawny, depois de envelhecer nas pipas de carvalho, entre 2 a 3 anos, é transferido para barricas de carvalho francês. Consequentemente, sofre uma elevada oxidação, envelhecendo mais rapidamente.

Com efeito, o seu travo apresenta notas de frutos secos como figos ou nozes e a sua tonalidade é bastante mais clara do que a do Ruby, sendo, portanto, um vinho mais doce e menos intenso, onde a presença da madeira é constante.

Então, é o vinho ideal para combinar com sobremesas doces com travo a frutos secos ou caramelo, por exemplo. Harmoniza também na perfeição com o café, pelo que é o vinho perfeito para servir como digestivo. E, se for fazer um piquenique, um Cruzeiro no Douro, ou tão só passar um momento relaxante com os amigos, o Tawny é o vinho ideal com a sua característica tão adocicada quanto deliciosa.

Somos Como O Vinho Do Porto Quanto Mais Velho Melhor?Vinho do Porto branco, Ruby e Tawny Somos Como O Vinho Do Porto Quanto Mais Velho Melhor?O Vinho do Porto Ruby casa com chocolate, e o Tawny combina com caramelo

Quanto ao Vinho do Porto Vintage, sabemos que este é um néctar envolto em algum mistério, por isso, em primeiro lugar, vamos tratar de desmistificá-lo.

A verdade é que o processo de um Porto Vintage é o seguinte: um produtor, depois de escolher um lote dos seus vinhos que considera excecional, submete-o, cerca de um ano e meio depois da vindima, ao Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto. De acordo com o Regulamento 242/2010, se o vinho tiver “características organoléticas de excecional qualidade, for proveniente de uma só vindima, retinto e encorpado (…), e tiver aroma e paladar muito finos”, é aprovado como Vintage.

Assim, os Vinhos do Porto Vintage provêm de um só ano, assumindo características excecionais e tendo uma estrutura de sabores intensos e frutados. Em regra, são engarrafados entre o segundo e o terceiro ano depois da vindima, não sendo, portanto, raro amadurecerem muitos anos na garrafa.

Se tem um Vinho do Porto Vintage em casa, saiba que harmoniza na perfeição com queijos, sobretudo com o queijo da Serra, qual originalidade de sabores contrastantes.

De igual modo, um Porto Vintage é perfeito para se abrir num convívio com amigos (lembre-se que uma garrafa de vintage tem de ser bebida até ao último gole, uma vez que não pode ficar aberta para o dia seguinte) ou para comemorar uma data especial.

Somos Como O Vinho Do Porto Quanto Mais Velho Melhor?O Vinho do Porto Vintage harmoniza muito bem com queijo Somos Como O Vinho Do Porto Quanto Mais Velho Melhor?O tipo de armazenamento tem influência sobre a composição do vinho

Relativamente à categoria Reserva, do vinho do Porto, aplica-se aos Tawny e aos Ruby. Com efeito, os Tawny Reserva são de uma qualidade superior aos Tawny, sendo que as suas tonalidades podem ser mais avermelhadas, próximas do Ruby ou acastanhadas, assemelhando-se à cor dos Tawny mais velhos. Com efeito, o Tawny Reserva é obtido a partir de vinhos com uma idade entre os 5 e os 7 anos.

Já os Ruby Reserva são mais aromáticos e frutados do que os Ruby, passando por um processo de produção mais complexo.

Consequentemente, os Vinhos do Porto Reserva são excelentes para abrir em ocasiões especiais, sobretudo com amigos e familiares.

Chegamos, finalmente, ao Vinho do Porto branco, um vinho jovem que, por isso, deve ser provado novo. Perfeito para servir de aperitivo no verão, é muito procurado sobretudo por jovens, uma vez que, além de refrescante, permite inúmeros cocktails.  Serve-se fresco, pelo que deve conservá-lo no frigorífico.

Tenha uma experiência inesquecível enquanto saboreia um Porto

Mas a verdade é que, seja com amigos, familiares, com a cara metade ou até sozinho, o melhor lugar do mundo para saborear um Porto sem pressa é, sem sombra de dúvida, a bordo de um Cruzeiro do Douro.

Há uma magia inexplicável em sentir a região a partir do Rio Douro que, serpenteando o Vale Encantado placidamente, permite vistas tão deslumbrantes quanto únicas dos socalcos frutos da comunhão entre Homem e Natureza.

É que há paisagens arrebatadoras que apenas podem ser apreciadas a partir do rio, sendo a viagem a bordo de um Cruzeiro do Douro obrigatória para quem quer, verdadeiramente, sentir o Douro.

Ali, deliciando-se com o seu Porto favorito, sentir-se-á inundando por uma enorme paz e tranquilidade. É impossível ficar indiferente a tamanha beleza. É como se o Douro estivesse ali, só para o fazer feliz.

Somos Como O Vinho Do Porto Quanto Mais Velho Melhor?Os Vinhos do Porto são excelentes para partilhar com amigos e familiares Somos Como O Vinho Do Porto Quanto Mais Velho Melhor?Nada melhor do que um Cruzeiro para saborear um bom Vinho do Porto

E porque tão importante quanto saborear o vinho do Porto é saber, claro, como é feita a sua produção, o Cruzeiro de um dia entre o Porto e a Régua inclui a visita a uma quinta produtora de vinho.

Ali, os enólogos estarão à disposição não só para acompanhar as provas, mas também para satisfazer todas as curiosidades que tiver acerca do vinho produzido na região duriense.

E, claro, o almoço servido a bordo é regado ao sabor do melhor vinho da região.

Deleite o paladar enquanto se deslumbra com as maravilhosas paisagens a perder de vista. Afinal, não é todos os dias que se tem a oportunidade de apreciar uma das mais belas regiões do mundo, ao sabor do mais delicioso néctar que Portugal já conheceu.

Do que está à espera para conseguir já o seu lugar?

Será que quanto mais velho, melhor é o vinho?

Por Bruno Hermenegildo em 2/fev/2016 20:00:49

Para quem gosta de um bom vinho e pretende se aprofundar nos sabores desse universo, é preciso começar o aprendizado quebrando um mito que costuma ser o erro número 1 dos iniciantes: acreditar que a expressão “Vinho – quanto mais velho melhor” é verdadeira. Diferente do que muitos costumam dizer, essa regra não se aplica a todos os tipos de vinho e pode ser explicada por muitas razões. Continue lendo para saber!

O que é maturidade quando se fala de vinhos?

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O que faz um vinho estar no ponto para consumo é o seu grau de maturidade. O que isso significa? Que a maturação é o auge de sabor da bebida, pois é nesse momento que as suas propriedades estarão em perfeita harmonia, realçando e valorizando os componentes taninos e aromáticos.

Sendo assim, não é que o vinho terá um sabor melhor porque ficou mais tempo guardado. Na verdade, existem características próprias da produção de cada tipo de vinho que exigem que ele seja consumido depois de algum tempo de fabricado ou não.

Uma das razões que propicia o envelhecimento do vinho por um longo período é a quantidade de tanino com a qual ele foi produzido, já que existem reações químicas durante o processo de maturação que reduzem o efeito “amarrar a boca” causado por ele, deixando o vinho mais leve para consumo.

Vale lembrar que o tanino é uma substância química que já faz parte da uva, concentrando-se na sua casca. A sua presença é mais comum em vinhos tintos, secos e encorpados. Por isso, é normal que os vinhos de guarda, normalmente com as características anteriores, sejam os que necessitam de um tempo maior de amadurecimento.

Afinal, qual a diferença entre os vinhos jovens e envelhecidos?

Como já contamos, o tanino ajuda no envelhecimento do vinho, ou seja, em sua conservação, principalmente na dos tintos. A quantidade desta substância vai dizer se a bebida deve ser consumida imediatamente ou se pode esperar por anos. Vamos entender melhor como isso funciona?

Vinhos simples e jovens

Somos Como O Vinho Do Porto Quanto Mais Velho Melhor?Sua composição não exige grande tempo para maturação. Os tipos tintos podem possuir uma vida média de cinco a oito anos; e os brancos, de dois a três anos. São marcados pela forte presença de aromas frutados e, em suas cores, predominam o vermelho rubi e o violeta nos tintos, e tons esverdeados ou amarelos nos brancos.

Vinhos fortificados e maduros

Por serem ácidos e com alta concentração de açúcar e álcool, costumam serconservados por anos em barricada de carvalho para suavizar sua tanicidade e ganhar mais corpo. Os tintos de qualidade chegam entre 10 e 15 anos, e os brancos podem chegar a 6 anos. Já os vinhos de guarda, de safras especiais, podem ultrapassar os 50 anos de para maturação.

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A conservação influencia no tempo de vida do seu vinho

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  • Mantenha a bebida em um ambiente com a temperatura fresca e equilibrada, por volta de 15 °C;
  • Evite que as garrafas entrem em contato com luz em excesso, pois isso provoca calor e altera as propriedades da bebida, interferindo no seu sabor e aroma;
  • Cuidado com a umidade: se ela estiver acima de 65%, pode apodrecer os rótulos. Por outro lado, se estiver inferior a isso, pode influenciar a rachadura das rolhas e a entrada de ar nas garrafas, o que provoca a oxidação do vinho.

No geral, deixe de lado a ideia de que um vinho envelhecido é melhor do que aqueles de consumo imediato, até porque a grande maioria das safras atuais são compostas de tipos jovens, com vida média útil de até 5 anos.

Somos Como O Vinho Do Porto Quanto Mais Velho Melhor?

"Estás como o Vinho do Porto, quanto mais velho melhor…" – Rede Angola – Notícias independentes sobre Angola

“Estás como o Vinho do Porto, quanto mais velho melhor…”

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Vinho do Porto Branco, Tawny e Ruby [Visual Hunt ]

Esta frase, que bem se pode aplicar a mim (não riam, é verdade!), não representa a realidade. Por mais chocante que isto vos possa parecer é mesmo um dos mitos em torno dos vinhos, e o prometido é devido, uma vez que eu disse que tentaria escalpelizar o maior número possível deles.

Estou convencido que muito boa gente pensa que apenas existem dois tipos de vinho do Porto mas, de facto, existem três e são de estilos bem diferentes:

Os brancos, que usualmente se vendiam muito jovens, ora num estilo seco ora doce, e que desde há uma meia dúzia de anos têm aparecido, primeiro sob a designação de Old Whites, agora datados como os tawnies, com uma qualidade óptima, e a pedir meças aos melhores tawnies, pois têm a mesma complexidade, são menos doces e são muitas das vezes mais profundos, graças a uma superior acidez.

Os tawnies, que são vinhos tintos envelhecidos em barricas velhas de 550 litros e que por isso oxidam rapidamente, o que os faz “perder” cor e ficar alourados (daí a designação Tawny).

Entre estes, temos os que apenas apresentam a palavra Tawny e que eu não aconselho a ninguém (funcionam em alguns cozinhados não muito exigentes), são vinhos de lote com vinhos de vários anos, como aliás são todos os tawnies com excepção dos Colheita, com uma média a rondar os 4 anos, os Reserva que já rondam os 7 anos e, por fim, os merecidamente mais conceituados e que são os datados com 10, 20, 30 e mais de 40 anos. Os Colheita são como o nome indica, vinhos de um só ano, mas cuja análise é mais complexa por envolver o ano da colheita e o ano do engarrafamento. É aqui que a frase é mais verdadeira, pois quanto mais tempo o vinho passou na madeira melhores serão à partida os vinhos. A partir do momento que é engarrafado, não se pode dizer que o Tawny não evolui mas fá-lo muito lentamente.

Os rubys, que são vinhos vermelhos escuros, com sabores a frutos vermelhos e pretos, por oposição aos frutos secos e mel presentes nos tawnies, porque são colocados em recipientes enormes, nalguns casos com mais de 50.000 litros, o que evita a oxidação do vinho.

Entre estes destacam-se os LBV (iniciais de Late Bottled Vintage) que são vinhos de uma colheita só, engarrafados entre os 4 e os 6 anos após a colheita, e os famosos Vintage que também são vinhos de uma colheita só, engarrafados entre o 2º e o 3º ano após a colheita.

Estes são os únicos que verdadeiramente envelhecem em garrafa, pois o LBV atinge habitualmente o seu melhor momento entre o 8º e o 11º ano após a colheita.

O nível atingido por alguns destes Vintage após algumas décadas em garrafa é de tal ordem que faz com que quando se fale de vinho do Porto se fale quase exclusivamente destes vinhos, o que é uma injustiça para alguns grandes tawnies.

Isso tem sido invertido nos últimos tempos com o lançamento de alguns vinhos a custar mais de Kz 165 mil a garrafa e com mais de cem anos de estágio em barrica, trazendo para a ribalta o estilo Tawny. Convém ainda ter presente que são muito poucos os Vintage que atingem esse patamar de excelência.

A maior parte deles começa a morrer ao fim de 20 ou 30 anos e alguns são mesmo para beber bem novinhos (de preferência na companhia de um bom queijo da serra amanteigado), pois é assim que eles mostram toda a sua garra. Tenho no entanto de dizer que o melhor que provei foi um Niepoort de 1945, tinha 63 anos quando o bebi, e foi um dos melhores vinhos que provei até hoje, mas também já provei um com mais de 100 anos e não me entusiasmou nem um pouquinho…

Espero que com isto tenham ficado com uma ideia da diversidade que existe no Vinho do Porto e que comecem a duvidar de todas aquelas frases fáceis que sentenciam “verdades” acerca do vinho.

Sommelier/ Escanção Club DiWine Signature
([email protected])

OS DIFERENTES ESTILOS DE VINHO DO PORTO

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A diversidade de Vinho do Porto é um dos factos mais apreciados pelos consumidores, porque permite o degustar do vinho por pessoas com os mais variados gostos.

Ao longo da sua história foram criados vários estilos e na hora de escolher pode haver uma certa confusão devido à oferta. Basicamente, a sua diferença é devida ao tempo que passam nas barricas e o tamanho das mesmas.

  Os Vinhos do Porto como os outros vinhos, estão divididos em Tintos e Brancos.  

  • Nos Tintos existem duas grandes famílias, o Ruby e o Tawny.
  • Somos Como O Vinho Do Porto Quanto Mais Velho Melhor?

 

Tipos de Vinho do Porto – www.winesofportugal.info

O RUBY é um vinho que tem menos contacto com o ar dentro das barricas, e por isso pouca oxidação, retendo o sabor muito frutado, cor escura (rubi), com notas de frutos vermelhos.

Alguns LBV e sobretudo o Vintage, precisam de ser decantados, devido ao aparecimento de “pé” dentro da garrafa, causado pelo envelhecimento do mesmo.

Dentro da categoria, e por ordem de qualidade:  

  • Ruby, passa 3 anos em barricas, aromas e sabores muito frutados, são vinhos muito jovens, sem evolução em garrafa;
  • Rosé, é a mais recente inovação no Vinho do Porto e quando foi lançado, criou polémica, já que muitos diziam que não era um Porto normal. Mas a sua diferença ganhou adeptos muito rapidamente.  É proveniente de uvas tintas das tradicionais castas de Vinho do Porto. Mas a sua tonalidade cor-de-rosa conseguiu-se através de uma ligeira extração de cor. Ou seja, ela é obtida através de maceração pouco intensa das uvas. Após a produção, evolui em cubas de aço inoxidável de modo a manter a sua frescura original e evitar uma oxidação demasiado intensa. Tem uma bonita cor rosa com nuances rubis. Sabor muito frutado, sedoso, suave e com textura fina. É versátil, fresco e suave. Não tem qualquer evolução na garrafa e deve ser bebido bem fresco, entre os 6 e 7 Graus, num copo alto, com muito gelo. Excelente como aperitivo ou refresco.
  • Reserva Ruby, seleção de vários anos de vinhos do Porto, que combinados resultam num vinho rico, com cor rubi escura, encorpado com muitas notas de fruta, mostrando, no entanto, muito boa versatilidade;
  • Late Bottled Vintage (LBV), colheita de um só ano de muita qualidade, envelhece entre 4 a 6 anos nas barricas. Tem cores vermelhas rubi intensas, rico, frutado e muito encorpado. Notas de frutos vermelhos que com a evolução em barrica se tornam mais redondos e suaves. Pode ser consumido na altura da compra, apesar de alguns continuarem o envelhecimento na garrafa, contundo não com a expressão de um Vintage. Excelente opção para quem não quer comprar um Vintage, mas quer saborear um vinho de eleição, mais próximo da sua qualidade, a preços mais baixos;
  • Crusted, é uma mistura de bons Vintages, passando cerca de três anos nas barricas. Aromas e sabores frutados e elegantes. É também uma excelente alternativa ao Vintage e forma um sedimento (ou crosta) na garrafa, precisando de ser decantado.
  • Vintage, é o Rei do Vinho do Porto (e da nossa Garrafeira também), e aquele que dá corpo à expressão tão Portuguesa, “É como o Vinho do Porto, quanto mais velho melhor”, devido ao facto de todo o seu potencial ser libertado com os anos de repouso na garrafa. Proveniente de anos de excecional qualidade, dão origem aos melhores e mais míticos Vinhos do Porto. Contundo é um vinho que é apreciado de maneira diferente ao longo da sua vida. Até aos 5 anos, mantém aquele carácter frutado e cor muito vermelha escura, característica típica dos Ruby. Os aromas e sabores são muito mais exuberantes que um vinho mais jovem. Após 10 anos dá-se uma nova transformação e assume uma cor vermelho granada e os aromas e sabores transformam-se em notas de excelência de frutos maduros. Mais tempo em garrafa faz com que a cor se torne mais âmbar e que as notas de fruta atinjam níveis de excelência e plenitude de sabores e aromas que com a maturidade se desenvolvem em sensações únicas para quem prova.
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O TAWNY devido às grandes dimensões das suas barricas onde envelhece, tem um elevado grau de oxidação, fazendo com que as notas mais frutadas deem origem a notas de frutos secos, especiarias e madeira. Os Tawnies não continuam o envelhecimento na garrafa. Dentro desta categoria encontramos:  

  • Tawny, vinho jovem que passa somente três anos em barricas, cor tinto aloirado, com notas jovens de frutos secos e madeira;
  • Tawny Reserva, envelhece em media entre 6 a 7 anos nas barricas, desenvolvendo uma cor âmbar média, com notas atrativas e elegantes dos frutos que já ganharam uma certa maturidade;
  • 10, 20, 30 e 40 Anos, indicação do tempo passado nas barricas em média. Mistura de vários vinhos com a mesma idade. Dão origem a excelentes vinhos que conforme a sua idade, adquirem tons cada vez mais âmbar e intensificam e diversificam os aromas e sabores dos frutos secos e madeira a níveis de eleição;
  • Colheita, proveniente de um ano só, são os reis desta categoria. Envelhecem um mínimo de 8 anos nas barricas de carvalho, sendo comum encontrar vinhos com mais de meio século e até muito mais velhos. A cor consoante a idade passa do tinto aloirado para o âmbar claro. Os aromas e sabores explodem na boca num misto de sensações elegantes e ricas com notas fantásticas de frutos secos e madeira, tudo num conjunto de diferentes resultados consoante o produto.

Os BRANCOS, como o próprio nome indica, são fabricados usando castas de uva branca, típicas da Região do Douro. Na sua fermentação não há contacto da uva com o mosto e o vinho envelhece em grandes balseiros de carvalho, com mais de 20 mil litros. Entre os Brancos existe:  

  • Branco Seco, Branco e Lágrima, são os únicos Vinhos do Porto categorizados pela doçura. Seco, Meio Doce e Doce. Contundo, nunca perdem totalmente o açúcar e por isso é comum encontrar vinhos secos que retêm alguma doçura. São vinhos jovens e frutados, que passam em média 4 anos nos bolseiros de carvalho. Desenvolvem aromas e sabores frutados junto com notas da madeira de carvalho. O Branco Seco é o mais seco vinho do Porto com o máximo de 65 g/ litro de vinho, o Branco normal pode ir até aos 130 g/litro e o Lágrima acima dos 130 g/litro.
  • Branco com indicação de idade, mistura de vinhos com média de idades iguais e que se apresentam elegantes, encorpados e ricos.
  • Colheita Branco, são vinhos provenientes de uma só colheita de um só ano, envelhecem em balseiros muito grandes e ao longo do seu envelhecimento adquirem tons de cor palha, com aromas e sabores maduros e elegantes da fruta, junto com notas de madeira. Existem em muito menor número que as Colheitas Tawny e por isso tornam-se vinhos muito procurados pela sua raridade, mas acima de tudo pela sua excelência que se encontra numa garrafa de Vinho do Porto Branco com muitos anos.

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Quanto mais velho…melhor?

Quem nunca ouviu a frase: “sou como o vinho, quanto mais velho, melhor”, de algum engraçadinho que estava fazendo aniversário? Ou até preferiu fazer uma compra de um vinho mais velho, por achar que teria mais qualidade.

Porém, definitivamente, nem sempre um rótulo com safra antiga é melhor…

Talvez essa “lenda” tenha origem no fato de que somente vinhos de qualidade podem envelhecer por mais tempo, sem “morrer”.

De qualquer maneira, vinhos de qualidade superior, como os melhores tintos de Bordeaux, Borgonha e Côte-Rôtie ou, ainda, brancos de Borgonha e Graves, conseguem essa proeza.

Esses vinhos, geralmente, são comercializados dois ou três anos após sua colheita, enquanto os seus melhores exemplares, em suas melhores safras, devem (e merecem) esperar alguns anos até atingir o seu ápice. Continuando no Velho Mundo, o italiano Brunello di Montalcino é um ótimo exemplo de vinho que também consegue envelhecer bem.

Diversas reações químicas acontecem enquanto o vinho “descansa” na garrafa. Uma delas diz respeito a polimerização dos taninos que, tornando-se cadeias moleculares maiores, ficam menos agressivos na boca.

Inclusive, o tanino ajuda a conservar o vinho por mais tempo. Ele, sem dúvida, é fundamental para a longevidade dos vinhos, em especial os tintos.

Por isso, muitos que têm essa substância em abundância, como os vinhos com Cabernet Sauvignon e Nebbiolo, são os que podem envelhecer por mais tempo.

Os vinhos fortificados, licorosos e muito ácidos, também podem envelhecer durante anos e décadas, porque a sua alta concentração de açúcar, álcool e acidez ajudam a conservar a bebida.

Já os leves, frutados e mais simples, devem ser bebidos em sua plena juventude, pois não resistem muito tempo. “Vinhos comuns são feitos para consumo imediato. Dois anos, três, no máximo. Um branco simples ainda menos. Nunca compre um vinho branco muito barato com mais de dois anos.

O risco de estar estragado é enorme”, avisa Edson Barbosa, sommelier e Diretor de Produtos do Sonoma.

No geral, pode-se dizer que, para vinhos tintos, uma média de vida entre cinco e oito anos; brancos, entre dois e três anos, isto é, se tratando de vinhos simples.

Já bons vinhos tintos, entre dez e 15 anos; brancos, entre quatro e seis. Grandes vinhos, de safras excepcionais, podem durar de dez até 50 anos, enquanto os brancos – apesar de serem raros – entre 20 e 30 anos.

No entanto, os vinhos do Porto, Madeira, Jerez podem durar uma vida inteira.

Contudo, você deve estar se perguntando: “mas como vou saber se chegou ou não a hora de abrir a garrafa”? Infelizmente, meu amigo, você não saberá nunca o momento certo sem que abra o vinho.

“Na verdade, é muito difícil saber quando uma garrafa está pronta sem abri-la.

A partir de uma garrafa aberta, os especialistas fazem estimativas de quando um vinho estará bom e até quando irá durar, mas muitos fatores interferem no amadurecimento. O principal é a forma de armazenamento”, explica.

Para os mais curiosos, vale a pena conferir o site Cellar Tracker, que tem mais de 25 milhões de avaliações de vinhos, onde pessoas comuns avaliam os rótulos e opinam se o vinho é bom para beber de imediato ou se deve esperar mais tempo. No entanto, as avaliações são em inglês, mas também pode-se encontrar em português e espanhol.

Adeus, companheiro…

Quando um vinho morre, ele perde cor e os toques frutados tornando-se menos encorpado e ácido. Os vinhos tintos ficam mais claros, os brancos têm tendência de adquirir um tom mais escuro.

O fato é que vinho de qualidade pode envelhecer muito e se tornar ainda melhor. Os vinhos brancos tendem a viver menos, uma vez que perdem com mais facilidade sua acidez e se tornam “chatos”.

“É importante ressaltar que, a maior parte dos vinhos, são para consumo imediato. Poucos são para guarda”, afirma.

Armazenamento X Vinho

Sem dúvida alguma, o armazenamento inadequado pode ajudar a acelerar a “morte” do seu vinho, por mais que ele possa evoluir com o passar do tempo. Se você não tem uma adega para garantir a sobrevivência do mesmo, mantenha suas garrafas em um local onde a temperatura é estável, preferencialmente, mais fresco, entre 12ºC.

É importante também mantê-los longes da luz excessiva, uma vez que ela pode estragar o vinho, por isso, escolha um local mais escuro. Deixe os seus rótulos bem longe de produtos de limpeza, já que os mesmos podem prejudicar o sabor e aroma dos vinhos.

A umidade também exerce influência. O local não pode ter umidade em demasia, pois ela pode apodrecer as rolhas. Já a falta de umidade pode ressecá-las.

Opte por um lugar que não seja nem úmido demais, nem de menos – entre 75 e 80% de umidade. A circulação de ar é outro ponto importante: deve ter algum tipo de ventilação e entrada de ar.

Já locais com muita vibração não são recomendados, sendo assim, não os deixe embaixo de uma escada, por exemplo.

Por fim, as garrafas devem ficar inclinadas para que a rolha permaneça em contato com o vinho, evitando o ressecamento. De outra forma, aumentará o contato da bebida com o ar e poderá acelerar o seu amadurecimento e oxidação – quando já entrou ar em abundância e estragou a bebida -, o famoso “se tornou vinagre”.

E você, tem algum bom exemplo de vinho de guarda que, precisou de paciência, mas valeu a pena após abrir?

Compre um ótimo vinho na Sonoma

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