Sardinha. Pequena É Tão Boa Como A Grande Qual A Que Tem Maisvitamina?

A abundância nos mares e o preço mais em conta renderam à sardinha a imagem de pescado pouco nobre. Vivemos, no entanto, o seu redescobrimento, impulsionado pela ciência da nutrição. Chegou a hora de esmiuçar esse alimento valioso à saúde que, sem abrir mão do seu apelo democrático, hoje frequenta da cesta básica às rodas da alta gastronomia.

Quando ouvimos a recomendação de que precisamos comer mais peixe – no mínimo duas vezes por semana -, boa parte do motivo recai sobre uma palavrinha mágica nos domínios da nutrição, o ômega-3. É que essa gordura protagonizaria seus efeitos pró-longevidade.

 Estudos mostram ainda que o ômega-3 traz benefícios ao coração e a todo o sistema circulatório, como redução da pressão arterial.

Ele também pode ajudar a reduzir o risco de se contrair doenças como diabetes, asma, alguns tipos de câncer e até de se ter um acidente vascular cerebral (AVC – ou derrame).

O grupo de estudos Predimed, iniciativa de cientistas espanhóis que desde 2003 averiguam o potencial da dieta mediterrânea, comprovou recentemente que o menu estrelado por pescados, azeite e nozes baixa o risco cardiovascular, sobretudo em quem tem maior propensão a infartos. Em paralelo, uma revisão de 21 pesquisas englobando mais de 880 mil mulheres, publicada por especialistas chineses no British Medical Journal, flagrou uma associação inversa entre o consumo de fontes marinhas do nutriente e a probabilidade de ter um câncer de mama.

E a sardinha com isso? Ela é muito rica em ômega-3. Para ser rico nessa substância, um produto deve carregar pelo menos 80 miligramas em uma porção de 100 gramas. Nesse quesito, a sardinha enlatada, versão mais ingerida de norte a sul do país, é imbatível: são entre 1.200 e 2 mil miligramas.

A sardinha possui ainda outros nutrientes essenciais para o nosso bem-estar. Confira abaixo quais são os principais e como esse peixe se compara a outras fontes:

Energia – Apesar do tamanho, a sardinha é um peixe rico em gordura. E isso tem repercussão nas calorias: são 114 em 100 g do peixe fresco. Quase o dobro do encontrado na mesma porção de abadejo (59 cal).

Cálcio – Uma lata de sardinha (85 g) oferta mais de 460 mg do mineral que afasta a osteoporose – e a mesma quantidade da assada reúne 372 mg. Em um copo de leite de 200 ml, são 246 mg.

Vitamina D – A dieta ajuda a cumprir a meta da substância obtida via exposição ao sol – que varia de 400 a 1 000 UI (Unidades Internacionais). A sardinha em lata contribui com 250 UI. O atum oferece algo por aí. Já o ovo, coitado, entre 15 e 30 UI.

Proteína – Dizem que ninguém bate a carne vermelha nessa categoria. Mas a sardinha faz bonito: 100 g da assada (32,2 g) têm quase a mesma porção de um filé-mignon grelhado (32,8 g).

Ômega-3 – Em uma lata de sardinha há mais de 1 g da gordura – valor diário sugerido pela Associação Americana do Coração. A de atum tem ao redor de 0,6 g. O salmão de cativeiro perde o duelo, mas o selvagem empata. Só que no custo/benefício a sardinha é imbatível.

  • Fonte: Diogo Sponchiato e Thaís Manarini
  • Foto: Alex Silva/ Planeta Susntentável
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Peixes enlatados podem ser boas opções: veja como escolher o melhor

Não faltam razões para incluirmos os peixes no cardápio.

Eles são fontes de proteínas, vitaminas –em especial a A, as do complexo B e a D –, minerais, como cálcio, fósforo, magnésio, e ômega 3, um tipo de gordura que, entre outros benefícios, protege a saúde cardiovascular e cerebral.

Ingeri-los na versão fresca sempre é a melhor opção, já que ela é mais saudável e oferece os nutrientes de maneira integral. Mas eles não são alimentos com durabilidade muito grande. E é aí que entram os enlatados.

Algumas pessoas torcem o nariz para esse tipo de produto, mas isso não é necessário. Basta não consumi-los em grande quantidade e drenar o líquido que vem dentro da lata. Aprenda como escolher opção mais indicada para o seu caso.

Qual é o melhor: os conservados em água, óleo ou molho de tomate?A versão em água é menos calórica, por isso é a melhor aposta para quem quer emagrecer ou manter o peso.

Os produtos vendidos com óleo também têm seus atributos: conseguem conservar melhor o ômega 3 e ainda diminuir a quantidade de metais tóxicos, como o mercúrio e o chumbo, presentes no alimento ou na própria lata e que prejudicam o funcionamento do organismo, principalmente o sistema nervoso. Mas eles contêm mais calorias, gorduras e sódio. Por isso, antes do consumo, escorra todo o líquido.

O molho de tomate deixa o peixe bem saboroso, mas, no que diz respeito à saúde, nesse caso não oferece muitas vantagens, já que na maioria das vezes é preparado com açúcar, sódio e muitos conservantes.

Há diferenças significativas entre os peixes vendidos em latas (sardinha e atum)?Não. Os dois são boas fontes de proteínas e ricos em ômega-3, vitaminas do complexo B e minerais, como cálcio, fósforo, potássio, ferro e selênio. No entanto, a sardinha oferece mais gorduras boas e cálcio porque vai com a espinha e as vísceras para o recipiente.

Entre o atum enlatado inteiro e o ralado, algum deles é mais saudável?O que vem inteiro, chamado de sólido, é proveniente do lombo, parte considerada mais nobre do peixe em virtude do seu sabor. Por isso, costuma ser mais caro.

Já o ralado é feito com as partes que não foram utilizadas na fabricação do sólido. Na prática isso não significa muita coisa, mas é importante salientar que o primeiro tem uma quantidade um pouco maior de calorias, mais proteína e mais sódio, mas a diferença é mínima.

Por essa razão, para quem consome porções pequenas, esse detalhe não é muito relevante.

Cheque e a tabela nutricionalAlgumas marcas possuem altas taxas de sódio, substância que em excesso pode levar a pressão alta, retenção de líquido, doenças cardiovasculares, inchaço e dores de cabeça, entre outros problemas. Por isso, o ideal é comparar a quantidade desse mineral entre as opções de peixes enlatados disponíveis no mercado. Existem, inclusive, produtos com o seu valor reduzido, que são uma boa opção. Fique de olho.

A recomendação também vale para a lista de ingredientesCom o avanço da tecnologia de enlatamento, em muitos casos não é necessário o uso de conservantes ou outros aditivos químicos.

Por essa razão, a presença dessas substâncias na lista de ingredientes, especialmente em grande quantidade, o que pode ser verificado pela sua posição na relação dos ingredientes, já que os mais abundantes aparecem primeiro, serve como uma evidência para procurar outra opção do produto para levar para casa.

Procure o selo de sustentabilidadeAlguns peixes em lata levam certificações que demonstram que eles são produzidos de maneira sustentável. Um bom exemplo é “Friend of the Sea”, ONG que atua pela pesca consciente, conservação do hábitat marinho e preservação das espécies marinhas.

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A embalagem precisa estar intactaNão coloque as latas estufadas no carrinho, isso pode ser indício de proliferação de micro-organismos prejudiciais. Também não compre as que estiverem amassas ou enferrujadas, pois o material do invólucro pode contaminar os alimentos.

Informação nutricional

Atum em pedaços ao natural (valores referentes ao alimento drenado)

  • Porção 60 gramas (3 colher de sopa)
  • Valor energético: 54 kcal
  • Proteínas: 12 gramas
  • Gorduras totais: 0,7 gramas
  • Gorduras saturadas: 0,3 gramas
  • Ômega 3: 186 miligramas
  • Sódio 176 miligramas

Atum sólido ao natural (valores referentes ao alimento drenado)

  • Porção 60 gramas (3 colher de sopa)
  • Valor energético: 81 kcal
  • Proteínas: 17 gramas
  • Gorduras totais: 1,6 gramas
  • Gorduras saturadas: 0,5 gramas
  • Ômega 3: 624 miligramas
  • Sódio 248 miligramas

Atum em pedaços em óleo (valores referentes ao alimento drenado)

  • Porção 60 gramas (3 colher de sopa)
  • Valor energético: 92 kcal
  • Proteínas: 15 gramas
  • Gorduras totais: 3,8 gramas
  • Gorduras saturadas: 0,7 gramas
  • Ômega 3: 456 miligramas
  • Sódio 182 miligramas

Atum sólido em óleo (valores referentes ao alimento drenado)

  • Porção 60 gramas (3 colher de sopa)
  • Valor energético: 105 kcal
  • Proteínas: 15 gramas
  • Gorduras totais: 5,1 gramas
  • Gorduras saturadas: 0,8 gramas
  • Ômega 3: 594 miligramas
  • Sódio 184 miligramas

Sardinha em óleo (valores referentes ao alimento drenado)

  • Porção 60 gramas (3 colher de sopa)
  • Valor energético: 114 kcal
  • Proteínas: 14 gramas
  • Gorduras totais: 6,5 gramas
  • Gorduras saturadas: 1,3 gramas
  • Ômega 3: 1100 miligramas
  • Sódio 330 miligramas

Sardinha com ervas (valores referentes ao alimento drenado)

  • Porção 60 gramas (3 colher de sopa)
  • Valor energético: 62 kcal
  • Proteínas: 9 gramas
  • Gorduras totais: 2,6 gramas
  • Gorduras saturadas: 1,2 gramas
  • Ômega 3: 306 miligramas
  • Sódio 148 miligramas

Fontes: Durval Ribas Filho, médico nutrólogo e presidente da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia); Débora Palos, nutricionista da Clínica Dra.

Maria Fernanda Barca, em São Paulo, especializada terapia nutricional e nutrição clínica pelo Ganep Nutrição Humana, também na capital paulista; Clarissa Hiwatashi Fujiwara, nutricionista do Departamento de Nutrição da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) e coordenadora de nutrição da Liga de Obesidade Infantil do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo

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Conheça os principais benefícios da sardinha para a saúde

Não é por que a sardinha é mais barata que tem menos nutrientes do que peixes conhecidos como o atum e o salmão. Muitas vezes deixada de lado das receitas, ela tem a imagem de “prima pobre”, mas é mais rica nutricionalmente do que seus “parentes” considerados nobres.

Defensora da inclusão da sardinha na mesa dos brasileiros, a nutricionista funcional Maribel Gonçalves de Melos afirma que o peixe, por ser pequeno, está no final da cadeia alimentar, acumulando menos toxinas. Animais grandes, como o atum e o cação, estão no topo da cadeia e consomem mais metais tóxicos e poluentes da água do que os pequenos – além de os acumular por mais tempo, por viverem mais.

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Em relação às vitaminas, a sardinha é rica em B12, que auxilia o funcionamento do sistema nervoso, e em D, que ajuda na absorção de cálcio.

Ainda tem entre suas propriedades o fósforo, que também contribui para a prevenção da osteoporose, e o triptofano aminoácido, essencial para produção de serotonina, que regula o sono e produz sensação bem-estar, melhorando o humor.

O peixe também possui uma substância chamada coenzima Q10, importante para a produção de energia, que melhora as atividades cognitivas.

Embora seja tão nutritiva, a sardinha enfrenta resistência dos brasileiros, segundo Maribel. Um dos motivos, de acordo com ela, é o fato de o peixe ser mais barato do que os outros:

– As pessoas acham que, por ser barato, o peixe não é nobre. É um preconceito.

Mais ômega 3 do que atum e salmão

A sardinha tem um teor maior de ômega 3 do que peixes como o atum e o salmão. Nutriente que, por ter ação anti-inflamatória e antioxidante, reduz o risco de doenças cardiovasculares e infarto.

Conforme a nutricionista Maribel Gonçalves de Melos, enquanto o atum em conserva (enlatado) tem em média 1,3 grama de ômega 3, a sardinha preparada da mesma forma conta com 5,5 gramas do nutriente – quatro vezes mais.

– O ômega 3 também é benéfico para a saúde neurológica. Estudos mostram que ele melhora memória e tem ação antidepressiva – explica a nutricionista.

Mais cálcio do que um copo de leite

A sardinha também sai ganhando em relação ao cálcio, que auxilia na prevenção da osteoporose. Por ser um peixe pequeno, não conseguimos separar as espinhas da carne, e acabamos consumindo-as junto.

– As espinhas dos peixes são ricas em cálcio, mas somente as da sardinha conseguimos consumir, por serem menores e, por vezes, imperceptíveis – explica a nutricionista Glaube Riegel.

Maribel completa que, de tão pequenas, as espinhas da sardinha podem ser consumidas tranquilamente, sem medo de se engasgar. Uma lata do peixe, segundo ela, tem 550 miligramas de cálcio, o dobro de um copo de leite.

Tanta proteína quanto um bife

Outro destaque da sardinha é o teor de proteína. A nutricionista Glaube afirma que cada 100 gramas do peixe tem cerca de 32 gramas de proteína, o equivalente a um bife de carne vermelha. Por isso, a sardinha é uma excelente opção para quem faz atividade física. Consumi-la após o treino, conforme a especialista, auxilia na recuperação muscular.

A sardinha equipara-se à carne vermelha quanto à proteína por superar os outros peixes. Cem gramas de cação, por exemplo, têm em média 17,9 gramas de proteína. A mesma quantidade de corvina tem 18,9 gramas do nutriente, e de merluza, 16,6 gramas.

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Fresca, congelada ou enlatada

A sardinha pode ser comprada fresca, congelada ou enlatada, o que interfere na quantidade de nutrientes. Assim como com outros alimentos, as nutricionistas afirmam que a melhor opção é comprar o peixe fresco.

Embora a versão congelada não perca valores nutricionais, conforme a nutricionista funcional Maribel Gonçalves de Melos, é mais fácil escolher uma sardinha de qualidade quando ela estiver fresca. Isso porque é preciso observar se os olhos estão translúcidos, o que o processo de congelamento dificulta.

A versão enlatada seria a pior escolha, pois o alimento tem adição de sódio e é conservado em óleo. A nutricionista Glaube Riegel, doutoranda em Cardiologia e Ciências Cardiovasculares pela UFRGS, explica que o sódio aumenta a pressão, e os óleos podem subir os níveis de colesterol.

Se a escolha for pela opção enlatada, Maribel alerta para que as pessoas optem pela marca com menor quantidade de sódio. Também é importante observar o tipo de óleo em que a sardinha está conservada, e optar pelo mais saudável.

– A maioria das sardinhas enlatadas é conservada em óleo de soja, mas se o cliente encontrar o peixe em azeite de oliva extravirgem, será melhor para a saúde – aponta Maribel.

É preciso certificar-se ainda que a lata não esteja amassada, pois os metais podem contaminar a comida. Após abrir a embalagem, o indicado é escorrer o conteúdo líquido e guardar a sardinha em outro recipiente.

Mas e o sabor?

O paladar mais marcante da sardinha é outro motivo que a faz ser preterida. Para amenizar o sabor forte do peixe, a nutricionista Maribel indica temperá-lo com limão.

– Orégano também fica muito bom. Outra opção é consumi-la com molho de tomate – acrescenta.

Bem temperada, a sardinha é uma ótima fonte de proteína para as refeições, variando o consumo de peixes ou até substituindo as carnes vermelhas. Comer peixe pelo menos duas vezes por semana reduz o risco de doenças cardiovasculares.

Sobre a forma de preparação, a nutricionista Glaube ressalta que o ideal é consumir a sardinha assada, cozida ou grelhada. Fritar o alimento reduzirá algumas propriedades nutricionais, como o ômega 3, o cálcio e a vitamina D.

Para potencializar a absorção de ômega 3, a especialista indica que o alimento seja consumido com azeite de oliva e salsa.

Luciana Mastrorosa – Sardinha, cavala e anchova são baratos e ricos em ômega 3; veja como fazer

Crédito: iStock

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o consumo de peixe, principalmente os pescados gordos, como sardinha, salmão e anchova, de uma a duas vezes por semana.

Esse consumo ajuda a trazer proteção contra doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais, principalmente por conta da quantidade de ômega 3, um óleo poli-insaturado (diferente da gordura da carne, por exemplo, que é saturada) fundamental para a manutenção do organismo, com ação protetora principalmente para o coração e o cérebro.

Quando se pensa em peixe gordo, logo vem à mente o salmão. Porém, além de ser importado, esse pescado costuma ser caro. No dia a dia, para garantir sua dose de ômega 3 com muito sabor, basta apostar em outros peixes mais baratos e igualmente poderosos para a saúde, principalmente a sardinha, a cavala e também a anchova. Veja mais abaixo:

Sardinha

Crédito: iStock

A sardinha é um peixe muito popular no Brasil, com preço excelente, principalmente quando está na época. É uma fonte de ômega 3 e pode ser preparada de muitas maneiras diferentes.

E o melhor: até a sardinha enlatada mantém esses benefícios, embora o produto fresco ganhe por conter naturalmente menos sódio e preservar melhor os teores de ômega 3. Muita gente não consome a sardinha fresca, ou mesmo a cavala, por conta da quantidade de espinhas.

Mas, dependendo do preparo, esse detalhe fica minimizado. Além disso, sabendo limpar o peixe corretamente, boa parte das espinhas são descartados.

Além do alto teor dessa gordura boa, a sardinha fornece também proteínas, que ajudam a construir as estruturas do organismo, além de bastante cálcio e fósforo, fundamentais para a saúde dos ossos e dentes.

Também apresenta ferro, sódio e uma boa quantidade de potássio, o que auxilia os hipertensos (desde que se modere na quantidade de sal no tempero, claro).

Outro nutriente presente na sardinha é a niacina, vitamina do complexo B, que contribui na digestão, absorção de nutrientes e também na defesa do sistema imunológico.

A sardinha é fácil de preparar. Pode ser assada, frita, grelhada ou entrar em conservas naturais, com muitos temperos como cebola, alho, vinagre de boa qualidade e ervas frescas e secas (orégano e salsinha são combinações clássicas para esse peixe). Ao comprar o peixe, corte-o ao meio e remova a espinha central.

Com uma pinça, remova também todos as espinhas visíveis. Para fazer frita, basta temperar a sardinha com um pouco de vinagre ou suco de limão, cebola, ervas picadas e sal, e passá-la na farinha de trigo ou no fubá. Depois, é só fritar em óleo ou gordura quente até dourar.

Deixe a sardinha frita por alguns minutos sobre papel-absorvente, para retirar o excesso de óleo.

Outro jeito delicioso de fazer sardinha é à escabeche. Nesse caso, o rei da receita é o vinagre, que contribui com acidez e ajuda a amolecer as espinhas.

Capriche na cebola e no alho, uma pitada de sal e pimenta e deixe marinar por meia hora. Depois, asse em forno médio, com todos os temperos, e uma dose generosa de azeite de oliva.

Assim, você obtém também os benefícios de todos os condimentos e do azeite, uma das gorduras mais benéficas para o organismo.

Cavala

Crédito: iStock

A cavala se parece muito com a sardinha, mas é maior e mais alongada, com uma aparência tigrada. Não é tão popular como a primeira, porém tem uma carne muito saborosa e, assim como a sardinha, também apresenta altos teores de ômega 3, além de ser barata.

Nutricionalmente falando, é rica em proteínas e apresenta bons teores de vitamina A, importante para a manutenção dos olhos, dentes e formação de colágeno; vitamina B6, que ajuda no metabolismo das proteínas; e B12, importantíssima para a formação das células sanguíneas e manutenção do sistema nervoso.

Contribui também com fósforo, potássio o cálcio, fundamentais para ossos e dentes, além de atuarem no metabolismo como um todo.

O modo de preparo da cavala é muito similar ao da sardinha. Vale remover a espinha central e cozinhá-la inteira ou espalmada, frita, grelhada ou assada. Uma forma simples de preparo é temperar as cavalas com um pouco de sal e limão e assá-las no forno com azeite e rodelas de cebola e tomate.

Uma pitada de orégano eleva o sabor e contribui com antioxidantes que ajudam a reduzir a inflamação no organismo. Também fica saborosa em conservas e escabeche, para comer com pão, como aperitivo.

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Vale enrolar os filés e recheá-los com tiras de cebola, cenoura, pepino, azeitonas, assar com bastante azeite e um pouco de vinagre, e servir quando estiverem macias e douradas.

Anchova

Crédito: iStock

Muito usada na culinária japonesa, a anchova é um peixe que pode ser comercializado quando ainda está pequeno, com cerca de 15 cm, ou maior, atingindo mais de um quilo. Pode ser assado inteiro ou cortado em filés. Rica em ômega 3, como os demais pescados citados aqui, tem uma pele que, depois de dourada, fica bem crocante e saborosa.

Como tem um sabor mais forte, não é necessário abusar dos temperos, apenas um pouco de limão e sal já realçam sua característica natural. Além dos altos teores de proteínas e gorduras boas, a anchova também é rica em selênio e em vitamina E, dois nutrientes que atuam na manutenção da pele, contribuindo para sua beleza natural.

Também tem bastante ferro, o que auxilia no combate à anemia.

Quando a anchova é maior, as espinhas são mais fáceis de ser detectadas e removidas. Tire a espinha central e limpe a carne das espinhas menores, assim fica mais fácil de comer sem correr riscos. Asse a anchova com a pele para baixo, dispondo os temperos por cima.

Combina com ingredientes que trazem acidez, como vinho branco, vinagre de boa qualidade e suco de limão. Gosto também de usar a cebola fatiada como tempero, assim como ervas frescas e secas e pimenta-do-reino moída na hora.

Se preferir, corte os filés de anchova em pequenas porções e grelhe diretamente na frigideira, com a pele para baixo. A carne estará no ponto quando mudar de cor e ficar opaca e acinzentada.

Tempere com sal e pimenta e sirva com molhos cítricos e, se gostar de sabor picante, complete com fatias finas de pimenta dedo-de-moça. Além de ser uma delícia, ajuda na digestão e acelera o metabolismo.

Os 6 Benefícios da Sardinha Para Saúde

Com o nome da ilha italiana da Sardinha, Napoleão popularizou as sardinhas, tornando-as o primeiro peixe que nunca podia ser enlatada. Apesar de ainda ser normalmente encontrados em latas de metal, este peixe pouco humilde é surpreendentemente nutritiva. Sardinhas são uma fonte principal de Vitamina B12 e contêm altos níveis de triptofano.

Elas também são uma grande fonte de Selênio, a Vitamina D, Ômega-3 ácidos graxos,Proteínas, Cálcio e Fósforo, sendo que elas estão perto da parte inferior da cadeia alimentar, a Sardinha contêm níveis mais baixos de toxinas (como o mercúrio e PCB) do que muitos outros tipos de peixes.

Aqui estão os 6 importantes benefícios das sardinhas para saúde.

Benefícios cardiovasculares: sardinhas são ricas em vários nutrientes que podem ajudar na saúde cardiovascular. Elas são uma das fontes mais concentradas de Ômega-3 ácidos graxos EPA e DHA, que foram encontrados para triglicérides mais baixos e níveis de colesterol.

Sardinhas são uma excelente fonte de Vitamina B12, que promove a saúde cardiovascular, uma vez que está intrinsecamente ligada a manter os níveis de homocisteína em equilíbrio; homocisteína pode danificar as paredes das artérias, com níveis elevados, e pode ser um fator de risco para aterosclerose.

Ossos e Articulações: Sardinhas são uma excelente fonte de cálcio para construção do osso e contem surpreendentemente altas concentrações de Vitamina D, um nutriente não tão prontamente disponível na dieta. A vitamina D evita inflamação indesejada e ajuda ossos na sua absorção de Cálcio.

as Sardinhas são uma grande fonte de fósforo, também, um mineral chave no reforço da matriz óssea.

Estudos recentes também mostram que o ômega-3 encontrados em abundância em sardinhas ajudam na cartilagem das articulações e ajudam a regular e estabilizar o equilíbrio de colágeno e minerais nos ossos e tecido circundante.

Prevenção do Câncer: Por muitos anos, os pesquisadores já sabiam que a Vitamina D participa na regulação da atividade das células. Porque o ciclos celulares desempenham um papel tão importante no desenvolvimento do câncer, o consumo ideal de vitamina D pode vir a desempenhar um papel importante na prevenção de vários tipos de câncer.

O Selênio, da qual a sardinha também são uma fonte muito boa, é um mineral com potente ação antioxidante, cuja ingestão tem sido associado à redução do risco de câncer.

O Ômega-3 ácidos graxos encontrados na sardinha também foram ligados a diminuição do risco de vários tipos de câncer, incluindo o câncer colorretal, câncer de próstata e câncer de mama.

Regular a ingestão de ômega-3 foi revelado particularmente eficaz contra os cânceres relacionados com células do sangue ou linfa, como a leucemia, mieloma múltiplo e linfoma não-Hodgkin. O consumo de peixes gordos, como a sardinha, apresenta substancial proteção contra o carcinoma de células renais, a forma mais comum de câncer de rim.

Saúde dos olhos: Os altos níveis de ômega-3 os ácidos gordos essenciais na sardinhas, oferecem proteção substancial contra a degeneração macular (DMRI) do olho, uma condição na qual a visão fina se deteriora, resultando em perda de visão central e é a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 50. Estudos também sugerem que o consumo de ômega-3 os ácidos gordos também reduz o risco de síndrome do olho seco, uma causa comum de queixas oculares.

Pele e cabelo: Os ômega-3 encontrados na células da pele, estimula a produção de fortes fibras de colágeno e elastina, que contribuem para a pele com aspecto mais jovem.

Ômega-3 também são conhecidos por aliviar manchas da pele e manter a boa brilho do cabelo. Ômega-3 fornece alimento para os folículos capilares, ajudando o cabelo crescer e evitar a perda de cabelo. Uma fonte rica de proteínas também é importante para o crescimento do cabelo.

O alto teor de proteína de frutos do mar ajuda a manter o cabelo forte e saudável.

Fonte de proteína: sardinhas são ricos em proteínas, que nos fornece aminoácidos. Nossos corpos usam aminoácidos para criar novas proteínas, que são as bases para as células. As proteínas são a base dos músculos e tecidos conjuntivos, anticorpos que manter nosso sistema imunológico forte, e entregar oxigênio e nutrientes por todo o nosso corpo.

Fonte: Dicas de Saúde

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