Revisão Integrativa: O Que É E Como Fazer?

Você já deve ter ouvido falar na temida Revisão Integrativa de Literatura… Seja durante seu mestrado, doutorado ou graduação, em algum momento você deve ter lido um artigo que se intitulava de Revisão Integrativa para poder embasar o referencial teórico de sua dissertação ou tese.

Existem diversas formas de se conduzir uma revisão de literatura para um trabalho acadêmico ou pesquisa científica. Já comentamos aqui no blog sobre outros tipos de revisão de literatura, como por exemplo a revisão sistemática.

Mas hoje vamos falar da revisão Integrativa. O que é esse tipo de revisão? Como fazemos uma revisão integrativa? Que exemplos podemos ver de boas revisões?

Neste post, vou explicar tudo sobre a revisão integrativa. Se quiser, você também pode assistir ao episódio de Pesquisa na Prática no nosso canal do YouTube.

  • O que é a revisão integrativa?
  • A revisão integrativa nada mais é do que um tipo de revisão sistemática, onde os critérios de seleção e exclusão de fontes seguem um padrão definido pelo pesquisador.
  • Para saber mais sobre REVISÃO BIBLIOGRÁFICA, confira esse vídeo:

Revisão Integrativa: O Que É E Como Fazer?

  1. Bom, mas como nós pensamos e desenvolvemos uma revisão integrativa?
  2. 5 etapas para uma boa revisão integrativa
  3. #1 Defina qual o problema de pesquisa você quer resolver com a sua revisão

Sem a definição clara do que você quer encontrar, você não vai encontrar nada. Por isso, tenha em mente o que você está procurando.

Problemas de pesquisa que costumam dar origem a revisões de literatura desse tipo são relacionados à identificação do estado da arte de um determinado campo. Por exemplo, “Quais os avanços mais recentes nas pesquisas em segurança operacional em aviação?” ou “Como a literatura tem estudado o uso de medicamentos fitoterápicos em seres humanos?”.

A partir do problema de pesquisa, você saberá de forma clara o que os artigos devem apresentar para compor a sua amostra de artigos a serem analisados.

#2 Busca da Literatura

A busca da literatura será realizada nas bases de dados que melhor se adequarem ao seu tema ou área de estudo. Utilize filtros para limitar a sua pesquisa de forma a chegar em um número coerente de artigos.

Para saber mais sobre busca em base de dados, confere esse vídeo do YouTube:

Revisão Integrativa: O Que É E Como Fazer?

  • #3 Avaliando os dados encontrados
  • Depois de fazer as buscas, você vai selecionar os artigos que apresentem títulos que expliquem o que está buscando.
  • Posteriormente, você vai ler os resumos dos artigos científicos os selecionados e vai fazer uma seleção mais específica, de forma a separar aqueles que realmente te ajudam a resolver o problema de pesquisa.
  • IMPORTANTE: Sempre mantenha registrada as quantidades de artigos encontradas nas bases de dados e as exclusões realizadas. Para isso, use esta tabela como guia:
  • Baixe essa tabela aqui!
  • #4 Análise dos dados

Após a seleção dos artigos e da exclusão dos resultados que não respondem ao seu problema de pesquisa, é hora de por a mão na massa. Ou melhor, nos papeis.

Você terá que ler esses artigos e compreender o que eles falam sobre o assunto pesquisado. Aqui é importante que você selecione trechos, faça anotações, identifique relações com outros artigos e mantenha tudo que é mais importante registrado para que possa usar posteriormente.

#5 Apresentação dos resultados

Bom, depois de ter lido e se apropriado das definições, conteúdos e resultados dos documentos selecionados, é hora de escrever a sua revisão de literatura.

A escrita deve responder a sua questão de pesquisa. Você deve deixar claro os procedimentos que utilizou para a seleção (tabela que falamos anteriormente). Na parte de apresentação e discussão dos conceitos e documentos, é de extrema importância que você consiga garantir a rastreabilidade dos seus argumentos (assunto para outro post).

De modo geral, você deve sempre citar os autores, garantir que não está fazendo inferências falsas e que as relações que está desenhando realmente fazem sentido.

Aqui também está um importante diferencial da revisão integrativa: a forma como você apresenta os dados. Como o próprio nome já diz, você deve INTEGRAR os resultados, identificando padrões,similaridades e diferenças na literatura. Com frequência, essa integração resulta em um framework, um modelo que demonstra as relações entre os conceitos e definições apresentadas.

Se quiser saber mais sobre revisão integrativa, pode consultar os seguintes artigos:

  • TORRACO, R. J. Writing integrative literature reviews: Guidelines and examples. Humam Resource Development Review, v. 4, n. 3, p. 356–367, 2005.
  • WHITTEMORE, R.; KNAFL, K. The integrative review: updated methodology. Journal of Advanced Nursing, v. 52, n. 2, p. 546–553, 2005.

A Revisão Integrativa é muito legal de ser feita, pois ela nos ajuda a compreender um campo, conceito ou estado da arte de forma estruturada e passível de publicação!

Lembre-se sempre de seguir uma estrutura que não deixe lacunas na forma como você busca, seleciona e relaciona os resultados. Isso pode ser a diferença entre você publicar ou não a sua revisão.

Espero que este post tenha lhe ajudado a entender melhor o que é e como fazer uma boa revisão!

Baixe o modelo de tabela para acompanhamento da sua revisão de literatura e assista aos vídeos apresentados no post. Nos vemos em um próximo post!

O que é uma revisão integrativa? Como fazer?

  • *Nota do editor: a data original dessa publicação é 23/01/2020.
  • Antes mesmo de falar da revisão integrativa especificamente, é importante suscitar a real importância de uma revisão bibliográfica, seja para o crescimento cientifico de uma determinada área, seja para o conhecimento próprio e, consequentemente, profissional.
  • A revisão de literatura é o primeiro passo para a construção de um determinado conhecimento, pois é por meio desse processo que novas teorias surgem, assim como são reconhecidas as lacunas e oportunidades de pesquisa em um assunto especifico.
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A revisão de literatura pode ser realizada de diversas maneiras e com variados objetivos. De acordo com Rother (2007), podemos subdividí-la em revisão narrativa ou sistemática, a qual também pode ser subdividida em sistemática, meta-análise, qualitativa e integrativa. Desse modo, fica notório que o processo de revisão não é tão simples como imaginamos.

Deve-se pensar, inicialmente, em qual o tipo de metodologia utilizar, quais os operadores booleanos são mais adequados e, posteriormente, as bases de dados a serem investigadas. Ou seja, se você fizer uma revisão bibliográfica com certa facilidade, pode ser que tenha algo de errado em sua metodologia (cientificamente, o método pode ser passível de vieses).

Agora sim vamos falar mais especificamente da revisão integrativa. Para Whitemore e Knafl (2005), o “termo integrativa tem, origem na integração de opiniões, conceitos ou ideias provenientes das pesquisas utilizadas no método”, ponto esse que “evidencia o potencial para se construir a ciência”.

Uma boa revisão integrativa apresenta o estado da arte sobre um determinado tema, contribuindo para o desenvolvimento de teorias, sendo possível a inclusão de estudos metodologicamente diferentes (sejam eles experimentais ou não).

Assim como os outros tipos de revisão, a integrativa deve ser realizada com extremo cuidado em todo o seu percurso. Os métodos de busca devem ser claros e sistemáticos.

Desse modo, a chance de obter um viés será a mínima possível.

Por exemplo, ao se elencar descritores que não sejam específicos do tema ou pesquisar em poucas bases de dados, é possível que a revisão fique incompleta e não seja representativa.

Sabendo que as revisões bibliográficas não são simples, após o levantamento dos trabalhos (por intermédio dos descritores, operadores boolenanos e bases de dados abrangentes), deve-se fazer uma análise crítica dos artigos e síntese dos dados encontrados. De acordo com Redeker (2000), a revisão integrativa pode ser dividida em 5 aspectos principais:

  • Definição: um sumário de literatura, em um conceito específico ou em uma área específica. Sendo os dados analisados e sumarizados, a fim de que seja extraída conclusão verossímil;
  • Propósito: revisar métodos, teorias ou estudos empíricos sobre um tópico particular;
  • Escopo: pode ser limitado ou amplo;
  • Amostra: podem ser pesquisados estudos que sejam qualitativos ou quantitativos;
  • Análise: deve ser narrativa.

Diante de um processo tão complexo, segue uma imagem que tornará mais simples a compreensão dos passos de uma revisão integrativa:

Revisão Integrativa: O Que É E Como Fazer?

Etapas de uma revisão integrativa (Fonte: BOTELHO, CUNHA, MACEDO, 2011, p. 129).

Então vamos lá entender, resumidamente, como é realizada cada etapa explicitada na imagem anterior.

Antes de começar com a 1ª etapa, deve-se cultivar um espírito de investigação (Etapa 0), ou seja, pensar em possíveis perguntas que seriam feitas diante da situação problema.

Sendo essa etapa o alicerce da Prática Baseada em Evidências (PBE), a qual não cabe ser minuciada aqui, pois é passível de ter um texto específico só para isso.

Um exemplo prático dessa etapa 0, suscitado por Melnyk, Fineout-Overholt, Stillwell e Williamson (2010a, 2010b): “Pensem em uma situação, na qual pacientes com ferimentos na cabeça, estão posicionados em decúbito dorsal.  Como a elevação em 30 graus da cabeceira da cama pode afetar a pressão intracraniana?” E, de acordo com os mesmos autores, sem o espírito de investigação os próximos passos da PBE estão fadados ao fracasso.

A próxima etapa a ser realizada é a identificação do tema, definição do problema e pergunta clínica em formato PICOT ou PICOD. Mas o que seriam essas duas últimas palavras? Bom, antes de mais nada devemos explicitar os objetivos desta etapa:

  • Definir o problema;
  • Formular uma pergunta clínica de pesquisa;
  • Definir os descritores;
  • Definir a estratégia de busca nas fontes de dados;
  • Definir as bases de dados.

Agora, com os objetivos bem nítidos em nossa mente, vamos prosseguir para os formatos PICOT e PICOD.

  • PICOT
    • P: população alvo (em quais pessoas foi realizada a intervenção?);
    • I: interesse da intervenção (como foi feita a intervenção?);
    • C: comparar tipos de intervenção ou grupos (essa comparação é factível?);
    • O: obter resultados e considerar os efeitos a serem alcançados com  intervenção (quais os efeitos causados?);
    • T: tempo necessário para realizar a intervenção.

A única alteração em relação ao PICOT é que ao invés de considerar o tempo (T) de realização da intervenção, deve-se considerar o desenho do estudo (D).

A segunda etapa tem como objetivo usar as bases de dados para buscar os artigos originais e, com isso, utilizar os critério de inclusão e exclusão. Algumas bases de dados que podem ser usadas são: MEDLINE, PUBMED, LILACS e portais nacionais, como BVS – Bireme e Portal de Periódicos CAPES.

Por conseguinte, a etapa 3 objetiva-se em avaliar criticamente as evidências dos estudos pré-selecionados e selecionados.

 Esse processo consiste em, de acordo com Pereira e Bachion (2006), classificar os artigos de acordo com tipo e força de evidência; níveis de evidência; nível do estudo e seus respectivos graus de recomendação; valor de evidência; hierarquia das evidências e categorização das recomendações.

A etapa 4 tem como principal objetivo a integração das evidências e visa a análise crítica e síntese de várias fontes. Com isso, será possível formar uma biblioteca individual com os artigos selecionados, analisar as informações neles contidas utilizando os critérios de validação e, consequentemente, categorizar os conteúdos que respondem à pergunta clínica de pesquisa.

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As etapas 5 e 6 visam, respectivamente, discutir os resultados baseados em evidências e apresentação da síntese do conhecimento produzido (por meio de um artigo científico, por exemplo).

Portanto, percebe-se que a realização de uma revisão integrativa não é um processo fácil. Contudo, apesar de ser dispêndioso, se realizado adequadamente, pode trazer vários conhecimentos para a melhoria da prática clínica ou até mesmo ideias para pesquisas que possam sanar algumas dificuldades diárias dos profissionais de saúde.

Caso tenham se interessado nos passos de uma revisão integrativa, o Centro Crochane (2014) disponibilizam como deve ser a estrutura de uma revisão sistemática integrativa.

Para finalizar, deixo algumas orientações presentes no livro “Effectiveness and Efficiency Random Reflections on Health Services”:

  • “Lembrem-se: a evidência confiável sobre uma intervenção, embora essencial para melhorar as decisões clínicas e as pesquisas, é apenas parte do que se necessita.”
  • “Pesquisem, sempre que possível, as formas de intervenção que possuem efeitos desconhecidos, a fim de conhecer sua real utilidade.”

Referências

BOTELHO, Louise Lira Roedel; CUNHA, Cristiano Castro de Almeida; MACEDO, Marcelo. O MÉTODO DA REVISÃO INTEGRATIVA NOS ESTUDOS ORGANIZACIONAIS. Gestão e Sociedade, Belo Horizonte, v. 5, n. 11, p.121-136, ago. 2011.

CUNHA, Pedro Luiz Pinto da; CUNHA, Cláudia Silveira da; ALVES, Patrícia Ferreira. Manual REVISÃO BIBLIOGRÁFICA SISTEMÁTICA INTEGRATIVA: a pesquisa baseada em evidências. Belo Horizonte: Grupo Ănima Educação, 2014.

MELNYK, Bernadette Mazurek; FINEOUT-OVERHOLT, Ellen; STILLWELL, Susan B.; WILLIAMSON, Kathleen M. The Seven Steps of Evidence-Based Practice: Following this progressive, sequential approach will lead to improved health care and patient outcomes. American Journal of Nursing (AJN), jan.2010a, v. 110, n.1. p. 51-53. Disponível em: .

MELNYK, Bernadette Mazurek; FINEOUT-OVERHOLT, Ellen; STILLWELL, Susan B.; WILLIAMSON, Kathleen M. Asking the Clinical Question: A Key Step in Evidence-Based Practice. A successful search strategy starts with a well-formulated question. American Journal of Nursing (AJN), mar. 2010b, v. 110, n. 3, p.58-61. Disponível em: .

PEREIRA, Ângela Lima; BACHION, Maria Márcia. Atualidades em revisão sistemática de literatura, critérios de força e grau de recomendação de evidência. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 27, n. 4, p. 491, 2006.

ROTHER, Edna Terezinha. Revisão sistemática X revisão narrativa. Acta paul. enferm., São Paulo, v. 20,n. 2, jun. 2007. Disponível em: . Acesso em: 03 mar. 2014. http://dx.doi.org/10.1590/ S0103-21002007000200001.

WHITEMORE, Robin; KNAFL, Kathleen. The integrative review: updated methodology. Journal of Advanced Nursing, 2005, v.52, n.5, p. 546–553, Blackwell Publishing Ltd. Disponível em: .

A ENFERMAGEM NA PERSPECTIVA DO PARTO HUMANIZADO: uma revisão integrativa de literatura

REFERÊNCIAS

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SOUZA MT, SILVA MD, CARVALHO R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Einstein. 2010; 8(1 Pt 1):102-6. Disponível em: http://www.astresmetodologias.com/material/O_que_e_RIL.pdf.

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Revisão Integrativa: o que é e como fazer, normas e dicas TCC

Os termos da medicina muitas vezes são confundidos ou não são entendidos, não é mesmo? Mas a revisão integrativa pode te auxiliar a deixá-los claros e mais sintetizados, conheça nesse artigo tudo sobre revisão integrativa!

São muito artigos que você leu sobre seus estudos conclusivos? Não consegue colocar todos em seu TCC sem que pareçam ao menos confusos? Há algo que você pode fazer para deixar seu trabalho perfeito ― uma revisão de estudos no formato integrativo.

Conhecida como metodologia científica exploratória e integrativa para TCC, esse mecanismo de pesquisa tem a função de sintetizar outras pesquisas.

Ela é utilizada desde 1980, ou seja, são quase 40 anos de unificações de pesquisas importantes para a área da saúde. Logo que sem elas os entendimentos relacionados às pesquisas científicas poderiam ficar vagos e de acordo com a interpretação de cada profissional.

A revisão integrativa é o que você busca, é a solução para tantas informações que necessitam ser sintetizadas. Ela é uma pesquisa que se baseia em evidências.

  • É uma sistemática de unificação de informações e suas publicações dos resultados bibliográficos em saúde, ou seja, ela integra a pesquisa científica com a prática profissional.
  • Logo podemos concluir que a revisão integrativa auxilia na melhor compreensão de um determinado assunto relacionado a saúde.
  • É uma excelente dica para você que deseja apresentar um trabalho claro, de fácil compreensão e explicação, pois quanto menos problemas você possuir no dia da sua apresentação e na sua monografia melhores são as chances de sucesso!
  • Veja a seguir como realizar a sua revisão integrativa e obter sucesso e qualidade na sua monografia.
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Por que a revisão integrativa é importante?

Certamente o seu principal nervosismo é para entregar um trabalho coeso, com um material de qualidade e de fácil compreensão. A revisão integrada lhe proporcionará conquistar esse objetivo, pois ela unifica todas as suas pesquisas científicas.

  1. O seu TCC apresentará mais que uma matéria chata, monótona, repetitiva, mostrará à banca que as pesquisas científicas existentes e os exemplos das práticas profissionais geram resultados que podem ser a salvação de uma vida para outro profissional.
  2. Um exemplo que podemos citar é relacionado à gripe, dentro dos sintomas conhecidos estão todos aqueles que já sabemos pois faz parte da nossa vida o resfriado.
  3. Coriza, dor de cabeça, dor de garganta ou ouvidos são os sintomas mais comuns, porém com a evolução do planeta também evolui as bactérias e vírus que transformam uma simples gripe em uma mortal doença responsável por milhões de mortes.
  4. As alterações genéticas são relatadas em pesquisas científicas, graças a estudos de diversos médicos e cientista de todo o mundo, elas servem de base para novos estudos que descobrirão novos medicamentos.
  5. Reações a substâncias são objeto de estudos que se tornam fator comum entre os pesquisadores, logo se um médico descobriu que a bactéria X reage ao medicamento Y ele pode transmitir a outro agente da saúde essa informação.
  6. Por sua vez os pesquisadores podem utilizar a informação de uma descoberta para as aprimorar e descobrir a cura, graças à informação de um artigo científico que por meio da revisão integrativa auxiliou para chegar a esse resultado.
  7. Não só em doenças, mas qualquer área da saúde, a literatura está repleta de exemplos que podem ser utilizados para mudar vidas.
  8. Os estudos que muitas vezes descobrem resultados maravilhosos podem no futuro serem aprimorados com a tecnologia, como, por exemplo, estudos sobre o envelhecimento humano.
  9. Graças a muitas pesquisas e unificações entre várias teorias com revisões integrativas, pode-se cada vez mais chegar perto de um resultado positivo.

TCC de Revisão integrativa

Você pode fazer o seu TCC de revisão integrativa, o trabalho científico deve seguir regras que você facilmente encontra em sites especializados.

A seguir você verá como realizar a revisão integrativa e como conseguir produzir um TCC de sucesso e qualidade.

Por que realizar e quais vantagens da revisão integrativa?

Veja a seguir tudo que você precisa saber para poder fazer o seu artigo de revisão integrativa para TCC. Importante ressaltar que é necessário utilizar as regras ABNT, pois é necessário manter o padrão indicado.

Você encontra muitas dicas na internet de como seguir as normas da ABNT. É essencial que seu trabalho esteja nos padrões, pois se você não aplicá-los em seu TCC, é impossível você entregar algo de qualidade e consequente é impossível ser aprovado.

Etapas para revisão integrativa

Selecione o tema que você deseja descrever e a hipótese ou questão da pesquisa que irá realizar, a revisão integrativa será sobre essa escolha.

  1. Critério de inclusão e exclusão
  • Você precisa ter um parâmetro para incluir ou excluir os estudos científicos que encontrar, assim poderá filtrar as informações mais relevantes para o seu TCC.
  • É necessário definir quais as informações relacionadas ao assunto serão necessárias à sua extração dos trabalhos científicos.
  • Por exemplo, você não pode falar sobre tudo que engloba o DNA, se você deseja falar apenas sobre uma síndrome específica, pois seu trabalho ficará extenso e fora do foco da revisão integrativa.
  1. Avaliação e interpretação

Você precisa avaliar as informações que descobriu no trabalho, a fim de fazer uma interpretação global sobre o assunto. Assim terá um ponto central, pois a análise de pesquisas relevantes e a sintetização das informações facilitarão para outros pesquisadores, agentes da saúde e médicos a compreenderem melhor sobre o assunto.

*Vídeo de Mariana Lobato Ribeiro

Vantagens e benefícios da revisão integrativa

  1. Proporciona aos profissionais da saúde facilidade para compreender grandes estudos.
  2. A sintetização das informações facilita em procedimentos, por exemplo, se um cirurgião está em um processo urgente e precisa de informações relevantes para o auxiliar.

  3. A integração da pesquisa com a prática gera excelentes resultados e benefícios para todos, então é importante construir uma revisão integrativa de qualidade e seriedade.

Além disso os profissionais pesquisadores podem, por meio de diversos estudos e artigos científicos, comparar dados e descobrir novidades relacionadas aos assuntos descritos. Logo o transformando em referência de pesquisa.

A revisão integrativa filtra a opinião do fato e mostra as possíveis ideias para o resultado obtido. Certamente você terá muito sucesso em seu TCC se o estruturá-lo de forma correta e seguir todas as normas para produção das ABNT.

Leia outros artigos desse blog, nós do Projeto Acadêmico queremos te auxiliar a produzir, da melhor forma, o seu TCC.

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