Reencarnação Como Saber Quem Eu Fui Na Vida Passada?

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Você namorava um ator / uma atriz! Você tem um talento para o drama e precisava de alguém que não apenas tolerasse, mas também encorajasse isso. E há alguma coisa ~nas pessoas das artes~ que você acha irresistível. Bravo!

Você namorava um explorador / uma exploradora! Você precisava de alguém com uma sede de aventura insaciável, assim como você! Vocês passavam os dias navegando pelo mundo juntos e, quando as águas ficavam revoltas, vocês se abrigavam e superavam tudo.

Você namorava um inventor / uma inventora! Há algo em uma mente criativa que atrai você. Talvez seja a sua persistência ou talvez seja o som de alguém criando alguma coisa que faz o seu coração bater mais rápido. De qualquer maneira, você ficou caidinha por uma pessoa que nunca viu o fracasso como o fim, mas, sim, como um início.

Você namorava um filósofo / uma filósofa! Há algo em uma mente iluminada e inteligente que faz o seu coração bater muito mais rápido.

Você namorava um/uma artista! Vocês tinham uma vida pomposa e passavam os seus dias relaxando sob o sol italiano. Que romântico!

Você namorava um poeta / uma poetisa! Você não conseguia resistir ao seu jeito com as palavras e ao modo como ele / ela fazia você se sentir. Vocês partilhavam do apreço pelas pequenas coisas da vida e escreveram juntos sua história de amor.

7 sinais físicos e psicológicos de que você já teve uma reencarnação

Você acredita em vida após a morte? Em reencarnação? Para quem não sabe do que se trata, essa é a palavra usada por algumas correntes religiosas e filosóficas para dizer que alguém já teve uma ou mais vidas anteriores à atual.

Uma pessoa reencarnada, dessa forma, teria morrido uma ou mais vezes e seu espírito teria voltado e reencarnado em outros corpos terrenos com o objetivo de se aperfeiçoar espiritualmente e de buscar o autoaperfeiçoamento.

Reencarnação Como Saber Quem Eu Fui Na Vida Passada?

Dizem, por exemplo, que a reencarnação torna as pessoas melhores, menos agressivas, mais compreensivas e capazes de sentir as mazelas alheias. Mas, claro, esses são apenas alguns sinais de que você ou qualquer pessoa possa ter passado por pelo menos uma reencarnação na vida.

Abaixo, como você vai ver, estão listados alguns indícios que, segundo algumas religiões, indicam que uma pessoa tem grandes chances de ter morrido e reencarnado.

Confira 7 sinais de que você já teve uma reencarnação:

1. Medos, manias e atitudes sem explicação

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Muita gente que conta com esses impulsos e sentimentos nem entende porque apresenta esses quadros. Para o espiritismo esse pode ser um sinal de que você já passou por pelo menos uma reencarnação e que essas coisas podem ter sido desencadeadas em vidas antigas.

Reencarnação Como Saber Quem Eu Fui Na Vida Passada?

Sabe aquela sensação de já ter visto a cena que acabou de acontecer? A Ciência jamais conseguiu explicar porque isso acontece.

Alguns linhas religiosas, no entanto, defendem que o Deja Vu seja uma espécie de visão ou situação que a pessoa já tenha vivido ou visto em outra vida e que está revivendo agora.

3. Sonhos recorrentes

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Se você sempre tem um sonho específico pode ser sinal de que você já tenha passado por uma reencarnação. Normalmente, nesse tipo de sonho o contexto é o mesmo, embora o cenário ou o roteiro possam variar.

Para quem defende a reencarnação, esse sonho pode ser sobre um momento crucial vivido em sua vida passada e que ainda permanece presente de alguma forma em sua memória subconsciente.

4. Lembrar de lugares que você nunca foi

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Já foi em algum lugar pela primeira vez e teve a sensação de já ter conhecido esse ambiente (às vezes com detalhes) antes? Isso pode ser um sinal de reencarnação.

Quem entende do assunto diz que esse tipo de impressão é acompanhado de uma sensação forte de pertencimento ou nostalgia, como se ali fosse um lugar importante para sua história.

5. Marcas de nascença intrigantes

Reencarnação Como Saber Quem Eu Fui Na Vida Passada?

Algumas religiões que acreditam na reencarnação dizem que marcas naturais de nascença têm uma relação estreita com a morte que a pessoa teve em uma vida antiga.

6. Empatia e altruísmo

Reencarnação Como Saber Quem Eu Fui Na Vida Passada?

Por absorver muito mais os sentimentos alheios, pessoas empáticas, assim como as altruístas (que se doam para ajudar os demais) têm grandes chances de ter uma alma mais evoluída.

Isso significa que você já reencarnou algumas vezes e que já experimentou tantas emoções e dificuldades que amadureceu espiritualmente.

7. Sentimento de alma velha

Reencarnação Como Saber Quem Eu Fui Na Vida Passada?

Você tem a impressão de que as pessoas da sua idade fazem muito mais coisas que você? Você se sente um idoso em um corpo jovem? Esse pode ser um sinal de reencarnação também.

Você pode estar cheio de conhecimento e de experiências de vidas antigas e, por isso, não consegue acompanhar o ritmo de seus amigos.

E então, o que você acha desses sinais? Você acredita em reencarnação? Não deixe de comentar!

Agora, falando em reencarnação, você pode ficar ainda mais chocado com esse outro post: Vídeo de regressão faz você ver sua vida passada e até sua morte.

Fonte: Fatos Desconhecidos

5 relatos de brasileiros sobre vidas passadas e cura espiritual

Os depoimentos abaixo foram originalmente publicados em janeiro de 2018 na edição especial “Minha Experiência Sobrenatural” de MUNDO ESTRANHO. Eles foram cedidos por pessoas verdadeiras, que foram entrevistadas pelos nossos repórteres e autorizaram a publicação. Confira

1) Me curei de um câncer terminal

Reencarnação Como Saber Quem Eu Fui Na Vida Passada? Mauricio Planel/Mundo Estranho

“Em 2014, tive um quadro de icterícia, que deixa a pele e os olhos amarelados e pode ser sintoma de algumas enfermidades. Fui ao médico ciente de algo não ia bem, mas não estava preparado para a notícia que recebi. Os exames mostravam um tumor no pâncreas, doença agressiva e difícil de detectar, uma vez que o órgão fica quase escondido numa cavidade abdominal, atrás do estômago.

Para que não restasse dúvida, o doutor disse com todas as letras que não havia mais nada a fazer e eu deveria aceitar a morte. Não o fiz de primeira.

Mesmo com aquele diagnóstico desolador, decidi passar por uma cirurgia. Não deu certo. O cirurgião abriu minha barriga e concluiu que não havia nada a fazer ali. Comecei, então, a aceitar que morreria.

Eu já havia vivido minha vida e aquele parecia mesmo o fim da linha.

Minha família, pelo contrário, não acolheu a ideia. Eles são católicos que frequentam centros espíritas e têm muita fé. Sugeriram um tratamento não convencional e, como não tinha muito a perder, topei fazê-lo. Já estava com muita dificuldade para andar e o fato de poder ficar em casa veio a calhar. A única coisa que eu precisava fazer era ouvir programas espíritas no rádio e na televisão.

Exercícios mentais

Nas emissões, médiuns rezavam pelos ouvintes e pediam que mentalizássemos pensamentos positivos e de cura. Diziam que espíritos de médicos entrariam em nossas casas e nos ajudariam a sanar dores e doenças.

Passei a dedicar muitas horas do dia ao processo. Minha família às vezes me acompanhava nas orações e, como todos estavam saudáveis e desimpedidos, também iam aos centros espiritualistas pedir pela minha cura.

Aos poucos, comecei a sentir uma energia boa dentro da sala durante os programas. Os dias foram passando e, em vez de morrer, como era esperado, fui recobrando o vigor. Vi os pontos da operação cicatrizarem de forma rápida e saudável e passei a dormir e a comer melhor. Em poucas semanas, me senti bem disposto como havia muito anos não ficava. Além de tudo, sentia uma grande paz.

Milagre médico

Voltei ao meu médico para mais uma consulta e fiz os exames que ele me pediu. Era um mero acompanhamento, afinal, eu estava com os dias contados. Mas o resultado surpreendeu todo mundo.

Os exames não mostraram qualquer sinal da doença! Continuei sendo analisado e, em nenhuma parte, havia resquícios do câncer. Meu corpo havia se regenerado e eu estava oficialmente curado.

O doutor e seus colegas se negaram a acreditar no que viram, principalmente depois que contei ter feito apenas o tratamento espiritual.

Hoje sou muito saudável. Tenho certeza de que, enquanto me concentrava nas mentalizações, recebi ajuda e fui voltando à vida. Frequento um centro regularmente e, sempre que posso, sintonizo o rádio em um dos programas que me curaram.”

Roberto de Oliveira tem 70 anos, é aposentado e não apresentou mais sintomas da doença depois da cirurgia espiritual. Depoimento a Laíssa Barros.

2) Fiz uma regressão e lutei como um viking

Reencarnação Como Saber Quem Eu Fui Na Vida Passada? Mauricio Planel/Mundo Estranho

“Sou hipnoterapeuta e, no meu trabalho, ajudo outras pessoas a entrarem em transe para tratar problemas pessoais. Há seis meses, participei de um curso para me aprofundar na técnica. Nunca acreditei em vidas passadas e, por isso, quando o professor começou a falar do tema, dei de ombros. Ele propôs uma experiência de regressão e tive certeza de que não daria resultado. Topei ser voluntário por curiosidade e pela chance de provar meu ponto de vista: sou evangélico desde os 15 anos e, para mim, a vida é uma só.

Fui até a frente da sala e me sentei em uma cadeira. O instrutor passou a me instruir com a voz para me colocar em estado de relaxamento mental. Dessa forma, me conduziu a um túnel do tempo da minha trajetória. Nele, voltei, primeiro, para os meus 14 anos. Depois, até os 3. Quando cheguei a esse ponto, ele sugeriu que não me limitasse e continuasse visitando o passado.

Visita a Manhattan

Segui no mesmo ritmo até que, de repente, uma sequência de imagens começou a passar pela minha visão de maneira muito rápida. Eram cenas de outras épocas. Seguiu assim até que eu cheguei ao que parecia ser a década de 1940.

Nesse ponto, podia me olhar de fora e, então, me vi em uma cidade cheia de arranha-céus. Concluí ser Nova York. Eu vestia um terno, carregava uma maleta e portava um bigode espesso. Carros que hoje são relíquias passavam pelas ruas.

A sensação foi surreal.

Depois disso, voltei ainda mais no tempo e cheguei a uma nova série de imagens que passavam como flashes pela minha mente. Dessa vez, caí em uma floresta úmida e fria.

Diferentemente do momento anterior, via tudo com meus próprios olhos e sentia o frio na pele. Eu carregava uma lança gigante nas mãos e usava roupas estranhas, num estilo que interpretei como medieval.

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Nessa experiência, consegui ver como eu caçava.

Grito de guerra

Vivia em uma aldeia e as pessoas me reverenciavam. Não chegava a ser um lorde, mas era alguém respeitado pela aldeia. Entendi que era um viking e, em um dado momento, me levantei no meio da sala do curso e comecei a gritar, chamando reforços para a batalha que estava enfrentando. Até um grito de guerra soltei.

Quando acordei do transe e contei ao grupo os detalhes que pude lembrar, todo mundo associou as imagens às do seriado Vikings, a que eu jamais havia assistido. Saí do curso e procurei os episódios. De fato, reconheci ali muito daquilo que vi na regressão. Mesmo depois da experiência, sigo cético em relação a vidas passadas. Entendo o que ocorreu como uma sugestão do meu inconsciente.

Fiquei muito impressionado, sim, mas não passei a crer em outras vidas.”

Everton Mattos tem 28 anos, é hipnoterapeuta e afirma que nunca passou por nenhuma experiência semelhante ou paranormal em sua vida fora esse momento. Depoimento a Leonardo Uller.

3) O espírito de um médico salvou meu filho na placenta

Reencarnação Como Saber Quem Eu Fui Na Vida Passada? Mauricio Planel/Mundo Estranho

“Quando engravidei do meu filho Marcelo, mais de 20 anos atrás, a notícia feliz logo foi eclipsada por um diagnóstico difícil. Contraí toxoplasmose logo no início da gestação e fui informada, de cara, que o feto poderia ser afetado. A doença pode comprometer o desenvolvimento do bebê de maneira séria e, em alguns casos, provoca o aborto.

Por isso, desde o início, precisei ir ao hospital fazer exames de sangue para que os médicos pudessem saber a quantidade de vírus que eu tinha e avaliar os riscos. As análises também tentavam averiguar como a criança estava se desenvolvendo e, por causa dessa rotina exaustiva de cuidados, até soube do sexo do bebê antes do que era normal para a época, aos três meses de gestação.

Eu já conhecia o trabalho do doutor Hans, médico espiritual que incorpora em médiuns para realizar tratamentos de saúde no plano terrestre. Minha sogra e minha cunhada, que é médium, trabalhavam no mesmo centro espírita em que esse médico atendia. Quando souberam do meu problema, sugeriram uma consulta com ele.

Maca e algodão

No hospital, os médicos falavam que meu filho corria riscos e os alertas me deixavam cada vez mais angustiada. Quando a gravidez avançava para o sétimo mês, decidi, finalmente, visitar o centro espírita.

Lá dentro, me pediram para deitar em uma maca enquanto uma das integrantes da equipe deitou em outra. Depois de me examinar, o doutor Hans, incorporado na médium que coordena o centro, disse que a doença não havia atingido a placenta.

Para manter o bebê a salvo, ele ordenou uma transfusão de sangue.

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Como o atendimento, a transfusão também era espiritual. Para iniciá-la, um enfermeiro passou um algodão em meu braço e apoiou um palito nele. Era só um apetrecho de madeira, mas dava a impressão de ser, de fato, a agulha de uma seringa.

Quatro médiuns ficaram na sala recebendo os médicos espirituais enquanto eu e a outra mulher ficamos deitadas. Nesse outro plano, ela estava doando seu sangue saudável para mim. O procedimento inteiro deve ter durado cerca de meia hora.

Eu sentia algo diferente no meu corpo, como se estivessem mexendo nele.

Vírus negativado

Voltei ao centro mais uma vez e repeti o tratamento da transfusão de sangue a pedido do doutor Hans.

Depois disso, quando voltei ao hospital para fazer meus exames de rotina, os médicos surpreenderam-se com o resultado.

Meu sangue não continha nenhum traço do vírus da toxoplasmose e o bebê estava perfeito dentro do útero. Hoje, meu filho Marcelo tem 21 anos e é saudável, sem nenhum tipo de problema.”

Iara Tavares tem 46 anos, é dona de casa e, além desse, passou por outros tratamentos espirituais que considera bem-sucedidos. Depoimento a Leonardo Uller.

4) Voltei a uma vida passada na pele de uma mulher

Reencarnação Como Saber Quem Eu Fui Na Vida Passada? Mauricio Planel/Mundo Estranho

“Conheço as técnicas que se utilizam para induzir o transe hipnótico pois trabalho com elas. Além de aplicá-las em clientes, já estive na outra ponta do processo muitas vezes e, em seis delas, visitei vidas passadas. Uma em especial foi mais intensa do que todas as outras. Foi na casa de um amigo, profissional como eu, que me conduziu pelo processo.

Sentado em sua poltrona, percebi que algo me puxava para baixo e fazia pesar todo o meu corpo. Apesar de forte, o peso era agradável.

Logo me vi em um corredor com inúmeras portas, cada uma com acesso a uma vida anterior minha. Abri uma delas e não enxerguei nada. Estava tudo muito escuro e eu podia sentir minha presença no local.

Em poucos segundos, de alguma forma, soube que não era mais o Igor.

Muito prazer, Ana

Quando finalmente entendi que estava no corpo de outra pessoa, tive clareza da situação. Meu amigo hipnotizador fazia perguntas e eu as respondia. Não sei dizer como, mas eu simplesmente sabia as respostas. Meu nome era Ana e tinha em torno de 30 anos.

Morava em uma fazenda ou sítio e era feliz, a vida tinha sido boa para mim até aquele momento. Entendia aquilo por causa dos flashes que apareciam na minha mente e me mostravam diferentes momentos da minha trajetória como Ana. Era uma vida segura e correta.

Em seguida, a tranquilidade deu lugar a uma angústia, que logo se tornou desespero. Lembro de começar a chorar sem ainda saber por quê, apenas tinha a certeza de estar triste.

Depois de um tempinho, percebi que olhava um menino, ele era meu filho e estava deitado em uma cama, muito doente. Um médico estava em nossa casa e me dizia que ele iria morrer logo, daquela noite não passaria.

Naquele momento, senti que perdi o controle da minha vida e que era a primeira vez que eu, como Ana, me sentia assim.

De volta ao presente

Depois disso, passei a enxergar a cena do leito de morte com olhos externos. Havia voltado a ser Igor e não sentia mais tristeza. Parei de chorar e me tornei um observador. Via a vida de Ana e o fato de que o filho dela iria morrer. Concluí que, na minha vida atual, a questão não é sobre perder alguém querido.

Talvez seja sobre a maneira como enxergo meus planos e quanta expectativa coloco neles. Também entendo a experiência como uma lição sobre impermanência. Afinal, toda tranquilidade pode acabar um dia e isso faz parte. Nesta vida, acredito que vim aprender o que eu não consegui como Ana.

O hipnotizador foi me trazendo de volta e, então, eu estava novamente sentado na poltrona da casa dele.”

Técnica laica

A hipnose é um estado mental que não tem nada de espiritualista e não está associado à crença na reencarnação. Quando um profissional hipnotiza alguém para tentar ajudá-lo, o processo se chama hipnoterapia.

Nele, a paciente recebe comandos para, por exemplo, revisitar o passado. A regressão pode trazer lembranças bem guardadas de meses ou anos anteriores. Algumas vezes, porém, vidas bem diferentes das atuais são descritas.

A interpretação fica a critério de cada um.

Igor Weilemann tem 25 anos, é hipnólogo e já passou por mais de seis regressões a vidas passadas. Depoimento a Laíssa Barros.

5) Perdi um ovário em uma cirurgia espiritual

Reencarnação Como Saber Quem Eu Fui Na Vida Passada? Mauricio Planel/Mundo Estranho

“Eu tinha 35 anos, vivia em São Paulo e frequentava um centro espírita com assiduidade. Me sentia muito bem lá. Ia em palestras e tomava os passes que os médiuns davam ao público. O local era famoso pelos médicos espirituais e eu tinha uma fé irrestrita no poder deles. Também, pudera. Já havia comprovado os resultados dois anos antes, quando meu ouvido parou de funcionar.

Na ocasião, aos 33, acordei sem ouvir nada no ouvido direito. Corri ao otorrino e, após pedir uma tomografia, ele constatou: o nervo auditivo havia se rompido. `A senhora nunca mais vai voltar a ouvir¿, foi o veredito, e eu fiquei arrasada. Restava a audição no ouvido esquerdo, mas o problema me trouxe uma labirintite que tirava meu equilíbrio.

Foi então que decidi consultar também um médico do plano espiritual. O escolhido foi o doutor Hans, que incorpora e dá consultas por meio da médium Rosana.

`O que tenho?¿, perguntei, enquanto o via mexer na minha cabeça, mas ele não deu detalhes, apenas encerrou o trabalho e disse que eu poderia ir para casa.

Na manhã seguinte, ao acordar, percebi que meu ouvido direito não apenas havia voltado a funcionar, mas operava melhor do que o esquerdo. Voltei ao otorrino, que pediu novos exames e classificou o caso como um milagre.

Era com essa confiança que eu frequentava a casa espírita até que, dois anos depois, num sábado de trabalhos, o doutor Hans pediu para me ver novamente. Eu me sentia bem e pretendia apenas tomar um passe naquele dia, mas o chamado mudou meus planos. Entrei na sala, deitei na maca e o vi se aproximar.

Começou examinando minha barriga e, sem qualquer explicação, perguntou: `Você pretende ter mais filhos?¿. Respondi que não. Afinal, estava satisfeita em ser mãe de três crianças lindas, dois meninos e uma menina. Continuei deitada enquanto ele mexia sobre o meu abdômen e fui liberada pouco tempo depois. Não pedi mais detalhes e saí de lá sem saber o porquê da consulta.

Pedaço ausente

Seis meses depois, chegou a hora de fazer os exames ginecológicos de rotina. Como todos os anos, o médico listou o papanicolau, que descarta a chance de câncer no colo do útero, e uma ultrassonografia.

Tudo certo no primeiro, mas, no segundo, o médico ficou intrigado. Já era sua paciente havia alguns anos e ele me conhecia.

Depois de alguns minutos rolando o bastão e olhando para a tela, me disse: `Não estou achando seu ovário direito¿.

Ele pediu que eu fosse a um laboratório fazer uma ecografia transvaginal. Fui fazê-la e lá também não conseguiram encontrar meu ovário. Eles não podiam acreditar. Queriam saber se eu havia passado por alguma cirurgia, se havia ligado as trompas, qualquer coisa.

Minha última operação havia sido o parto por cesária da minha filha, cinco anos antes. De volta ao centro, comentei o mistério com a Rosana, a médium que incorpora o doutor Hans, e perguntei o que, exatamente, ele havia feito naquele procedimento meses antes.

Ela questionou o espírito e veio com a resposta: retirada de ovário. Estava tomado de cistos, explicou o doutor Hans.”

Doutor Hans

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O médico famoso no Brasil nunca foi visto em carne e osso. É um espírito que, como seu colega também célebre doutor Fritz, encarna no corpo de médiuns para realizar tratamentos de saúde.

O brasileiro mais famoso a receber a incorporação de Hans é o goiano João de Deus. Em São Paulo, uma sensitiva que trabalha com o mesmo espírito é a médium Rosana Rubio, fundadora do Grupo Ser, frequentado por Yara.

Durante as cirurgias, nenhum corte é feito na pele.

Yara Remorini Collalto tem 59 anos, é aposentada e hoje faz consultas de rotina com o doutor Hans. Depoimento a Letícia González.

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Memórias de vidas passadas são tema de estudo

Aos 2 anos, a pequena Yvone Martha vivia a ralhar com sua avó. Cobrava com autoridade que a matriarca cuidasse melhor da organização da casa – história que poderia soar como fofa não fosse o fato de as atitudes da criança serem semelhantes às de sua tia-avó, já falecida. Os trejeitos que parecia mimetizar somavam-se a outras curiosidade: as duas nasceram no mesmo dia, 11 de setembro, e a garotinha tinha uma marca de nascença na nuca – sua antepassada morrera durante a Segunda Guerra Mundial, na Áustria, com estilhaços de uma bomba que a atingiram nessa mesma região do corpo. Certa vez, quando alertada pela avó de que não poderia ralhar com ela, a menina revidou dizendo que, sim, podia fazê-lo, pois era a sua irmã mais velha.

O caso de Yvone ganhou notoriedade em 2010, quando uma pesquisa do psiquiatra norte-americano Jim Tucker, da Universidade da Virgínia, foi apresentada por uma rede de TV inglesa.

Nela, além da brasileira, outras 250 pessoas de todo o mundo tiveram catalogados os relatos de supostas memórias de vidas passadas.

Agora, pela primeira vez, um estudo empreendido pelo Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde (Nupes), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), vai investigar como tal fenômeno se desenha em território brasileiro.

“O Brasil é, hoje, um país de destaque acerca das pesquisas sobre espiritualidade e saúde.

Somos o quinto país do mundo que mais produz pesquisa científica com essa temática e temos observado um interesse crescente da comunidade acadêmica e da sociedade como um todo em tais questões”, observa o psiquiatra e presidente do Nupes, Alexander Moreira-Almeida. Todavia, ele reconhece que ainda há temas a serem mais bem investigados – e as alegadas memórias estão entre eles.

“Este é o primeiro estudo acadêmico a tratar das alegadas recordações feito no país e, no mundo, será o primeiro levantamento nacional realizado”, observa. A pesquisa, intitulada “Levantamento Nacional de Casos Sugestivos de Reencarnação na População Brasileira”, teve seu pontapé inicial em março.

Na primeira fase, os estudiosos vão catalogar possíveis ocorrências, que podem ser registradas por qualquer pessoa que acredite ter acessado memórias de uma vida pregressa por meio de questionário online. Vale dizer que, em pouco mais de dois meses, mais de 360 pessoas já se cadastraram – até o final do ano, os casos mais consistentes devem ser selecionados e verificados.

Prevista para 2020, uma segunda fase do projeto vai investigar in loco as histórias de maior relevância. “Os pesquisadores vão entrevistar testemunhas de primeira mão, ouvir as crianças, buscar por documentos, objetos, visitar os lugares mencionados nas alegadas memórias, a fim de verificarem a acurácia do relato”, explica Moreira-Almeida.

O pesquisador da UFJF expõe que o principal objetivo da pesquisa é “traçar um perfil dos brasileiros que alegam possuir as memórias de supostas vidas passadas e as características dessas memórias”.

“Queremos conhecer, também, seus níveis de saúde, felicidade e religiosidade/espiritualidade”, explica ele. Interessado também em compreender como as supostas memórias surgiram, o levantamento se propõe a ser amplo, incluindo as manifestações ocorridas na infância, de forma mais espontânea, e também as experiências alcançadas mediante atividades como relaxamento, meditação e terapias.

Interesse nacional

O interesse brasileiro pelo tema não é só científico. Pesquisa do Instituto Datafolha de 2007 aponta que 37% dos brasileiros acreditam em reencarnação, enquanto 18% têm dúvidas.

Curiosamente, entre os católicos, 44% creem em vidas pregressas – algo que contraria os preceitos da própria religião.

Portanto, como examina Moreira-Almeida, estas são “experiências vivenciadas por pessoas de todo o mundo e de variadas posições religiosas e filosóficas, envolvendo crenças muito disseminadas na população”.

Atento a esse fenômeno, “o Nupes tem desenvolvido pesquisas científicas interdisciplinares acerca das relações entre espiritualidade e saúde há mais de uma década”, explana o psiquiatra, destacando o “interesse em investigar, com rigor metodológico, temas que são de relevância para a saúde e que impactam a vida das pessoas cotidianamente”.

A equipe juiz-forana trabalha com uma rede nacional e internacional de pesquisadores por meio de parcerias com instituições como as universidade de Harvard, de Oxford e da Virgínia – esta última, parceira na atual empreitada, apoiada também por Jim Tucker, que se dedica ao tema há meio século. O levantamento da UFJF também conta com apoio financeiro da Fundação Bial, tradicional incentivadora de estudos da neurociência.

Regressão como terapia

Entusiasta das possibilidades de cura que acredita serem provenientes da terapia de regressão a vidas passadas, a especialista em psicanálise e mestra em reiki Carmem Farage se diz feliz por saber do interesse acadêmico pelo assunto.

“Eu acho realmente maravilhoso. É um futuro anunciado: já sabemos, por mediunidade, que nossos mentores espirituais estão buscando aproximar ciência e espiritualidade.

Precisamos sair desse simplismo de que nascemos, crescemos, morremos e acabou”, garante ela.

Na psicanálise, Carmem buscou formação justamente em Juiz de Fora – que tem se consolidado como polo em estudo da espiritualidade no país. Mas foi no Rio de Janeiro, na segunda metade da década de 90, que ela viu sua vida mudar.

Lá, participou de uma série de workshops ministrados pelo psiquiatra norte-americano Brian Weiss, que estuda temas afins.

“Isso mudou minha vida, me transformei em outra pessoa”, expõe, destacando que, por meio da regressão, passou a compreender a origem de certa agressividade que tinha – e soube trabalhar melhor essa questão.

A partir de 1997, Carmem começou a oferecer terapias de vidas passadas em seu consultório, no Rio. Quando mudou-se para BH, em 2000, passou a focar mais esse tipo de atendimento.

Oito anos depois, embarcou para a França, onde faria um mestrado em psicanálise transcultural, na Universidade Paris 13. “Foi lá que travei contato (pela mediunidade) com meu mentor espiritual, Theilhard De Charbin, um ser desencarnado.

Então, abortei o projeto do mestrado e foquei o que deveria seguir”, diz.

Naquele mesmo ano de 2008, desenvolveu o método Lumni, que é baseado em três pilares: “um eixo mental, em que uso a psicanálise; um energético, da regressão, e um espiritual, inspirado na apometria (tipo de técnica holística que tem como objetivo manter a energia positiva)”, explica a terapeuta.

Hoje, reconhece que todos os seus pacientes a procuram por conta dessa possibilidade de acesso.

Ela alerta que a regressão não deve ser buscada por curiosidade, mas sim em vista de promover autoconhecimento.

E, embora não veja contraindicações, acredita que, ao se submeter a uma sessão para reaver tais memórias, é recomendável que a pessoa esteja inserida em um contexto de acompanhamento terapêutico.

Comunidade científica busca explicações para fenômeno

Na década de 60, o professor de psiquiatria da Universidade da Virgínia Ian Stevenson (1918-2007) começava a tomar ciência de relatos de crianças que, espontaneamente, narravam situações que teriam vivido, lugares e pessoas que teriam conhecido, reclamando para si uma experiência de suposta vida passada.

Instigado, ele se dedicou a desenvolver métodos de pesquisa a fim de esmiuçar tais histórias e buscar evidências da suposta personalidade anterior da criança. Foram por ele catalogados mais de 2.

000 casos – em muitos, foi possível encontrar paridade entre o que havia sido relatado e a biografia de pessoas já falecidas.

De lá para cá, pesquisadores de todo o mundo têm se debruçado sobre o tema, tantas vezes controverso. Agora, o Brasil junta-se a tais esforços.

“À medida que pesquisas são realizadas e seus resultados são apresentados para a comunidade científica, os temas vão recebendo a devida atenção e se tornando objeto de mais discussões.

Além disso, é a forma como a ciência contribui para quebrar tabus”, defende Alexander Moreira-Almeida, psiquiatra à frente do primeiro estudo brasileiro sobre relatos de alegadas memórias de vidas passadas.

O pesquisador da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora explica que a literatura científica trabalha com algumas hipóteses que explicariam o fenômeno.

Essas memórias “podem ser fantasias criadas pelas crianças com base em necessidades psicológicas e em seu contexto sociocultural”, a As recordações podem ser tanto sobre fatos corriqueiros, que poderiam se encaixar na vida de qualquer pessoa, quanto de fatos específicos, mas sobre os quais quase não se consegue encontrar registros. E, mesmo quando indícios de real paridade são localizados, há que se considerar outras possibilidades.

Descartada a hipótese de fraude, pode-se estar diante de um caso de criptomnésia – “quando a criança teve acesso por vias normais àquelas informações, mas não se lembra conscientemente, e, sob determinadas circunstâncias, elas retornariam sob a forma de personificação ou dramatização”, explica.

Outra abordagem possível é a memória genética – quando a pessoa teria herdado memórias de seus antepassados, acreditando ser a reencarnação deles.

Do ponto de vista científico, todavia, não é possível dizer que lembranças sejam transmitidas geneticamente.

Por fim, interpretações menos ortodoxas também podem ser feitas, incluindo a percepção extrassensorial, via telepatia ou clarividência, ou a real sobrevivência da personalidade.

“Provavelmente, apenas uma hipótese não conseguiria abarcar a complexidade do tema. Todas elas precisam ser consideradas na investigação dos casos, e cada relato precisa ser acolhido de forma respeitosa e empática, uma vez que se trata de uma experiência subjetiva que, como tal, tem um significado real para a pessoa e um impacto sobre sua vida”, conclui Moreira-Almeida.

Revisitando o passado

Já revisitei umas seis passagens minhas por esse plano. A duas delas, as mais importantes para o processo que buscava entender e elaborar, retornei duas ou três vezes – em uma delas no período da peste negra (1343-1353)”, assegura o músico e acupunturista Renato Caetano, 47, que há cinco anos faz acompanhamento terapêutico com a possibilidade de regressão a vidas passadas.

A busca pelo método foi desencadeada por um quadro de crises de pânico. Primeiramente, Caetano buscou ajuda em terapias convencionais. Mas, motivado pela crença na reencarnação, decidiu buscar por uma abordagem mais ampla.

Foi então que começou a compreender os processos de construção da sua identidade – sendo que alguns desses não estariam localizados neste período da existência.

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“A partir daí, consigo trazer esses elementos para a consciência e trabalhá-los melhor comigo mesmo”, assegura.

O músico alega ter reavido memórias dolorosas que ajudaram a compreender um constante medo. “Vivi muitas punições, fui preso e morto por conta de decisões que tomei. Isso me ajudou a entender por que tinha dificuldades de tomar certas decisões, era como se eu temesse por essas punições outra vez”, expõe, completando que já tem apresentado melhora, mas segue em processo terapêutico.

Diferentemente de Caetano, o médico carioca Rodrigo R., radicado em BH há cinco anos, experimentou com certo ceticismo a terapia de regressão de memória. “O que me levou a buscar por isso foi um processo de desencanto em relação à medicina”, explica ele. Na sua primeira sessão, retomou lembranças de sua infância.

“Estava meio reticente, mas veio um conteúdo emocional muito forte. Por mais que pudesse negar o que vi, dizer que era da imaginação, essa carga emotiva estava ali. Então, acreditei”, reconhece Rodrigo, que faz acompanhamento há dois anos.

“Tive três ou quatro episódios de regressão ao longo desse período, sendo uma delas mais importante para mim”, cita, preferindo não entrar em detalhes.

Rodrigo passou a se interessar tanto pelo tema que se formou como terapeuta no Instituto Lumni, mantido por Carmem Farage, em BH. Para ele, o método pode ser resumido como uma forma de revisitar o passado, possibilitando melhor compreensão do presente e levando a mudanças que vão acarretar um futuro mais feliz.

  • Mais um estudo
  • EQM
  • Outra pesquisa desenvolvida pelo Nupes UFJF, também em fase inicial, busca refletir sobre o perfil de pessoas que tiveram Experiência de Quase Morte (EQM) e sobre as características desse fenômeno no país.
  • Mente-cerébro

“Além disso, investigaremos a função da mente humana e sua relação com a função cerebral. Em outras palavras, a mente é produto do cérebro ou é algo além dele que o utiliza para se manifestar?”, expõe o psiquiatra e presidente do Nupes, Alexander Moreira-Almeida.

Método terapêutico divide opiniões

Ceticismo

A terapeuta Carmem Farage, criadora do método Lumni, lida bem com o ceticismo acerca de vidas passadas. “Eu já fui uma pessoa desconfiada”, diz.

  1. Validade
  2. Para ela, no entanto, mesmo que se considere que tais memórias não sejam de vidas passadas, mas sim fantasias, este é um conteúdo do inconsciente do indivíduo – e, portanto, pode vir a ser usado em terapia.
  3. Controverso
  4. Para Gisele Parreira, presidente da Associação Mineira de Psicanálise (Amap) – uma instituição de ensino e entidade de psicanalistas, que também faz atendimento social –, o tema é controverso.
  5. Ciente

“Nós sabemos da existência dessas terapias, mas quem pode garantir que essa memória é mesmo de uma vida passada? É complicado”, diz ela.

Terapias

Presidente da Comissão de Orientação e Fiscalização do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, Túlio Picinini lembra que “terapia não é uma atribuição específica da psicologia, existindo modalidades místicas, holísticas, religiosas”. Além disso, ele salienta que “nem toda terapia significa tratamento psicológico”.

Código de Ética

A questão nesse ponto, explica Picinini, é que uma pessoa pode ter formação em psicologia, mas entender que esse campo do conhecimento não atende seus anseios e propósitos. Ela pode, portanto, optar por terapias alternativas.

“O que não se pode fazer é associar ao atendimento psicológico terapias, técnicas ou protocolos que não foram cientificamente validados – e a existência de vidas passadas e a efetividade do tratamento que usa a regressão a passagens pregressas não têm tal embasamento”, diz.

  • Trocando em miúdos
  • Assim, o profissional não pode dizer, enquanto psicólogo, que faz regressão a vidas passadas.

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"Família é único laço eterno", diz Márcia Fernandes. Entenda a reencarnação

Segundo a sensitiva Márcia Fernandes, nenhum laço entre as pessoas presentes em nossa vida terrena é mais intenso que o familiar. Por mais popular que seja a crença em 'almas gêmeas', a mais profunda conexão em nossas vidas é sempre uma herança de conexões familiares.

Em live promovida nesta terça-feira (4) por Universa, Márcia comentou a relação entre família e reencarnação, segundo a visão espiritualista. A especialista também explicou a relação dos animais com a reencarnação, bem como as motivações de nossos reencontros na vida terrena.

Confira os destaques da conversa da sensitiva com Bárbara dos Anjos Lima, editora de Universa, abaixo.

O que é reencarnação?

Amplamente estudada por Allan Kardec, educador e influente autor no espiritismo, a reencarnação diz respeito ao retorno à vida terrena após a partida para o plano espiritual.

Segundo Márcia Fernandes, o desencarnar nos leva à forma de perispírito, um elemento intermediário que serve para unir o corpo e o espírito. Nesta forma, a pessoa deixa o corpo na Terra e segue de encontro aos engenheiros em outra dimensão, para ver qual será seu destino na próxima encarnação.

A reencarnação, portanto, é uma nova oportunidade. “A vida que você tem aqui e agora é para o seu crescimento e você tem o livre arbítrio de fazer ou não”, destaca Márcia. Mesmo servindo para resolver questões pendentes ou fortalecer amizades, a reencarnação não dita o que deve ser feito, mas cria reflexos de como serão as relações atuais.

Considerando o livre-arbítrio e poder das escolhas, é importante lembrar de seu compromisso cármico. “Tudo que você faz, recebe de volta”, salienta. Portanto, todos os acontecimentos desta vida irão refletir nas próximas.

A especialista também destaca que até os sete anos de idade, as crianças lembram das vidas passadas. O esquecimento ocorrido quando se desencarna faz parte de um período chamado de perturbação, que serve como o despertar de um sono profundo, desapegando o espírito da matéria.

Reencarnação e família

Segundo a sensitiva, nossos familiares estão presentes em todas as nossas vidas. Porém, eles podem 'mudar de lugar': o marido nesta encarnação pode ter sido um filho na última, por exemplo.

As relações criadas entre familiares, de cuidados, comportamentos e afeto, também são reflexo dos laços criados em vidas passadas. “Vou olhar nos olhos, reconhecer aquela pessoa e cuidar dela”, diz.

Após a análise de seus débitos e créditos em vida, o perispírito encontra um caminho a seguir. De acordo com a ordem espiritual, cada pessoa permanecerá envolta neste emaranhamento cósmico com seus familiares, devendo cumprir suas pendências no retorno ao corpo.

“Não é uma escolha, é a lei espiritual. Você fica entrelaçado”. No caso de débitos com familiares, como grandes brigas ou mortes, a única forma de melhorar essas pendências vai de receber o perdão de quem foi ferido. “É esse o sentido da reencarnação”.

Márcia também salienta que não existe um número específico de reencarnações. “Você reencarna quantas vezes forem necessárias para seu desenvolvimento”. Essas questões em aberto podem perdurar por várias encarnações, até chegarem a uma solução.

“Não existe filho adotivo”

A relação familiar não se refere somente aos parentes biológicos. Márcia afirma que os filhos, independente de serem biológicos ou adotivos, também fazem parte da nossa jornada espiritual eterna.

A sensitiva menciona o caso de Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, que adotaram sua filha mais velha, Titi, em uma viagem pela África. “Ela olhou nos olhos da filha e não aguentou. É um reconhecimento que vem de outra vida”.

Como afirma a sensitiva, a relação espiritual é intuitiva e íntima. Por isso, é importante entender que a vida nos mostrará quais são nossos objetivos. “Faça aquilo que a vida te mostrar. A vida passa pra gente qual é a lição de casa”, complementa.

Relação entre casamentos e reencarnação

Se só a família está presente em todas as nossas vidas, como ficam os demais relacionamentos? Márcia explica que as relações amorosas, independente do afeto, só representam almas conectadas quando geram filhos.

“Você pode casar 10 vezes, mas se não tem um filho com a pessoa, não tem relação com sua vida passada”. A sensitiva acrescenta a inexistência de almas gêmeas, mas que existem, sim, “almas afins”.

Quando são relações de amizade, a proximidade pode indicar pessoas que te fazem bem e estão na mesma faixa mental que você. Quanto a relação com chefes, podem significar pontos de confronto, que não necessariamente provém de outras vidas.

As paixões de outras vidas podem se encontrar na atual encarnação, mas somente pela formação de famílias eles simbolizam reencontros espirituais.

Reencarnação e zodíaco

O signo solar também serve para demonstrar algumas características de nossas vidas passadas. O signo de Peixes, por exemplo, é considerado a alma mais antiga do zodíaco.

“O pisciano muitas vezes já está em evolução, por isso, nem precisa voltar mais”. Cada vez que nossas almas retornam do plano espiritual, carregam diferentes características, identificadas pelo estágio em seu ciclo de renascimentos.

Animais também reencarnam?

Após um período na sexta dimensão, onde vivem pelo mundo dos animais, eles podem sim reencarnar. Suas missões, assim como nos humanos, tem a ver com seu crescimento.

“O ser humano reencarna para evoluir. A mesma coisa acontece na evolução animal, mas ele só não vira homem”, explica Márcia.

Chico Xavier relacionou o processo de encarnação nos animais como uma constante progressão, assim como nos humanos. Segundo o medium, os animais possuem alma, e assim como nós, estão em constante evolução na vida terrena.

Todos os animais domésticos, que vivem no nosso ciclo familiar, possuem missões de trazer alegria, conforto ou alívio de mal estares. Assim como as pessoas, eles já foram primitivos, evoluindo de outras formas para suas espécies atuais.

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