Quimioterapia O Que É E Como Funciona?

Usada desde a década de 1940 no combate ao câncer, a quimioterapia é composta de um coquetel de medicamentos que busca impedir a proliferação rápida e desordenada das células doentes. Os remédios são aplicados em conjunto, pois cada um age numa etapa diferente do crescimento das estruturas cancerosas.

O tratamento tem duração variável, dependendo do tipo de tumor, e pode ser administrado de várias formas, desde via oral até intravenosa.

Seja como for, as drogas quimioterápicas são carregadas pelo sangue para todas as partes do corpo, combatendo as células do câncer ao mesmo tempo em que impedem que elas se espalhem pelo organismo.

A UNIÃO FAZ A FORÇA

Coquetel de remédios combate o câncer impedindo a multiplicação das células doentes

Quimioterapia O Que É E Como Funciona? – Marcus Penna/Mundo Estranho

1) O primeiro passo no combate ao câncer é a identificação de células que estejam se multiplicando rapidamente, comportamento típico das células cancerosas. As drogas quimioterápicas fazem esse reconhecimento por meio de agentes químicos que se ligam às estruturas responsáveis pela divisão celular.

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2) Identificado o invasor, entra em ação um grupo específico de quimioterápicos, os antibióticos – eles barram atividades vitais da célula cancerosa, como a respiração celular, levando-a à morte.

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3) Outro grupo de remédios, chamados alquilantes, age diretamente no começo do processo de divisão celular do bichão. Eles impedem a replicação do DNA da célula doente, o que geraria uma nova estrutura maligna.

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4) Se o DNA já se replicou, entram em cena os chamados inibidores mitóticos, quimioterápicos que ainda podem bloquear a divisão celular. Eles impedem que as metades dos cromossomos migrem em direção aos polos e constituam uma célula nova.

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5) Por outro flanco, os antimetabólitos atacam como espiões infiltrados. Eles imitam a estrutura de elementos da célula cancerosa, tomando o lugar da original. Só que eles não realizam a função da titular, sabotando a atividade celular do invasor, que é eliminado.

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6) Há ainda diversos outros tipos de quimioterápicos, que agem em fases variadas da divisão celular ou afetam funções específicas das células cancerosas. É esse ataque conjunto do coquetel de medicamentos que responde pelo sucesso da batalha, liquidando o temido tumor.

USOS DA QUIMIOTERAPIA

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  • A) CURATIVA – A quimio recebe esse nome nos casos em que só os quimioterápicos já são suficientes para eliminar o tumor
  • B) NEOADJUVANTE – É feita antes da cirurgia, quando o câncer está em locais de difícil acesso, como perto de artérias importantes. A quimio reduz o tamanho do tumor e facilita sua retirada
  • C) ADJUVANTE – É aplicada após uma cirurgia de remoção do tumor. A quimio remove células residuais que poderiam se espalhar para outros tecidos mais tarde
  • D) CONTROLE – Alguns tipos de câncer não podem ser retirados, ou teimam em reaparecer após cirurgias. Nesses casos, a quimio é usada em intervalos regulares para controlar esses focos insistentes

OS PRINCIPAIS EFEITOS COLATERAIS

  1. QUEDA DE CABELO – Como as células do cabelo se renovam sempre, e depressa, são identificadas pelos quimioterápicos como se fossem células tumorais. Por isso, em geral os pacientes ficam carecas
  2. NÁUSEAS E AFTAS – As células das mucosas também se multiplicam constantemente, e acabam levando chumbo. O trato digestivo é afetado, provocando náuseas e vômitos, e é comum surgirem aftas na boca
  3. ANEMIA E HEMORRAGIA – Outras que sofrem são as células do sangue. As drogas matam hemácias, causando anemia, e glóbulos brancos e plaquetas, fragilizando o sistema imunológico e a capacidade de cicatrização

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Quimioterapia: tipos, como funciona, efeitos colaterais

Quimioterapia é um tipo de tratamento no qual são usados medicamentos quimioterápicos a fim de combater o câncer. O objetivo desse procedimento é destruir o tumor e impedir que se espalhe pelo corpo do indivíduo (metástase). Durante a quimioterapia, a administração do medicamento pode ser feita de diferentes formas, usando medicação específica para cada caso.

Leia também: Tumor

Como funciona a quimioterapia?

A quimioterapia é um tratamento que visa tratar o câncer. Baseia-se no uso de medicamentos que irão destruir as células que formam o tumor, impedindo que a doença espalhe-se. Na quimioterapia, a medicação alcança todo o corpo, via corrente sanguínea, e não somente uma área específica do corpo, como ocorre nos tratamentos de radioterapia e na cirurgia.

Muitas vezes, por não ser uma terapia dirigida, a quimioterapia pode afetar células normais, principalmente aquelas que apresentam uma rápida divisão. Ao atingir essas células, podem ocorrer efeitos desagradáveis, os quais, geralmente, desaparecem no fim do tratamento.

Leia também: Fosfoetanolamina sintética e a polêmica cura do câncer

Como a quimioterapia é administrada?

A quimioterapia pode ser administrada de diferentes formas: pela boca (via oral), pela veia (intravenosa), pelo músculo (intramuscular), abaixo da pele (subcutânea), sobre a pele (tópica) ou no líquido cerebroespinhal (intratecal). De uma maneira geral, as vias mais comuns de administração são a intravenosa e a oral.

Vale destacar que o tratamento varia de uma pessoa para outra. Sendo assim, a forma de administração e o medicamento escolhido não são os mesmos em todos os casos.

É importante destacar ainda que o paciente poderá receber o medicamento e retornar para sua casa ou poderá ficar internado durante o tratamento.

No caso da quimioterapia oral, o medicamento poderá ser administrado em casa, sem a necessidade de deslocamento até um hospital.A duração do tratamento irá variar de um paciente para outro e de acordo com a frequência da administração.

Quimioterapia O Que É E Como Funciona? O tratamento contra o câncer pode ser bastante eficiente, levando a uma cura completa do paciente.

Tipos de quimioterapia

A quimioterapia pode ser adjuvante ou neoadjuvante, exclusiva ou combinada. Na quimioterapia adjuvante, os medicamentos são administrados após a cirurgia ou a radioterapia de modo a evitar metástases, eliminando células cancerígenas residuais.

Já a neoadjuvante é administrada antes da cirurgia ou da radioterapia e tem como objetivo reduzir o tamanho do tumor. Na exclusiva, a quimioterapia é o único tratamento utilizado para tratar o câncer naquele momento.

Já na combinada, o tratamento é associado à radioterapia.

Leia também: Quimioterapia preventiva

Efeitos colaterais

A quimioterapia pode desencadear alguns efeitos colaterais, que irão variar de um paciente para o outro, dependendo do quadro geral e do estágio da doença. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os principais efeitos colaterais são:

Quimioterapia O Que É E Como Funciona?

  • Queda de cabelo: a quimioterapia pode levar à queda total ou parcial do cabelo, o qual volta a crescer ao final do tratamento. Esse é muitas vezes o efeito colateral mais temido, pois envolve a aparência do paciente. Muitas pessoas, ao perceberem que os cabelos começaram a cair, cortam-no e passam a utilizar lenços, bonés e perucas. Em alguns casos, a queda não é bem aceita pelo paciente, podendo ser recomendado acompanhamento psicológico.
  • Prisão de ventre: em algumas pessoas, a quimioterapia leva a uma dificuldade de evacuar. Nesses casos, é essencial cuidar adequadamente da alimentação.
  • Diarreia: pessoas que fazem quimioterapia podem apresentar um número maior de evacuações com presença de fezes pouco consistentes. Assim como no caso de prisão de ventre, é necessário atenção adequada à alimentação.
  • Enjoos e vômitos: alguns medicamentos utilizados na quimioterapia podem desencadear enjoos e, até mesmo, vômitos. É necessário cuidar bem da alimentação, comer pequenas quantidades, mastigar bem os alimentos antes de engolir e evitar realizar muitos esforços logo após as refeições. Medicamentos só devem ser utilizados quando prescritos pelo médico.
  • Feridas na boca: durante o tratamento com quimioterapia, algumas pessoas podem apresentar feridas, que lembram aftas, na boca. Não pare agora… Tem mais depois da publicidade 😉
  • Hiperpigmentação: quando exposta ao sol, a pele de uma pessoa que faz quimioterapia pode apresentar um maior escurecimento. Para evitar esse problema, recomenda-se proteger bem a pele com protetor solar e evitar exposição em horários não recomendados, como das 10 às 16 horas.
  • Alterações nas células do sangue: os medicamentos utilizados na quimioterapia podem desencadear alterações nas células do sangue, levando a quadros de anemia (redução da quantidade normal de hemoglobina), leucopenia (redução dos níveis de leucócitos) e trombocitopenia (redução dos níveis de plaquetas).

Quimioterapia O Que É E Como Funciona? Durante a quimioterapia, alguns efeitos colaterais, como a queda de cabelo, podem surgir.

Além dos efeitos descritos, podem ocorrer alterações nas unhas, perda de peso, tonturas, alteração na libido, fadiga, perda de apetite, entre outros.

Vale salientar que uma pessoa não apresentará todos os efeitos colaterais de uma só vez, tampouco apresentará, necessariamente, todos eles.

Além disso, em algumas pessoas os efeitos colaterais apresentam-se mais intensos que em outras.

Para amenizar alguns efeitos colaterais, o médico poderá recomendar alguns remédios e dar dicas para diminuir a sensação desagradável desencadeada pela quimioterapia. É fundamental conversar abertamente com o médico a fim de conhecer os efeitos que os medicamentos podem causar em seu corpo e sempre descrever o que está sentindo ao profissional.

Quimioterapia dói?

De uma maneira geral, a quimioterapia não causa dor. Quando aplicada, pode ser dolorida em decorrência do uso da injeção. Vale salientar ainda que alguns medicamentos podem causar sensações desagradáveis, como ardência e queimação. Nesses casos, é importante avisar o profissional responsável pela aplicação do tratamento.

Quimioterapia e radioterapia

A quimioterapia e a radioterapia são dois tipos de tratamentos utilizados em pacientes com câncer.

A quimioterapia é um procedimento que utiliza medicamentos visando à destruição das células cancerígenas, enquanto a radioterapia utiliza radiações ionizantes.

A radioterapia pode ser utilizada juntamente com a quimioterapia. O melhor tratamento será indicado pelo médico.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos

Quimioterapia Branca – O que é e como funciona?

Publicado por: Wecare Publicado: 12/06/2019 Visitas: 62067 Comentários:

O mais conhecido entre as pessoas que lutam contra o câncer, é o tratamento quimioterápico. Muitas vezes temido pelos efeitos colaterais, o procedimento pode ser mais ou menos agressivo dependendo do organismo de cada paciente.

  • Mas você sabia que há mais de um tipo de quimioterapia?
  • Para muitos pacientes, a quimioterapia branca é o tipo que causa reações fisiológicas mais amenas.
  • Mas será mesmo que a quimioterapia brancaé mais branda?
  • Qual a diferença dela para a quimioterapia vermelha?
  • É o que vamos descobrir neste post.

O que é quimioterapia branca?

Para entendermos o que é quimioterapia branca, devemos conhecer o outro tipo: a quimioterapia vermelha. Ambas são largamente utilizadas no tratamento contra o câncer e se diferenciam pelas cores, planejamento adotado pelo médico, medicamentos utilizados e órgãos afetados pelo câncer.

A quimioterapia vermelha utiliza medicamentos do grupo das antraciclinas. Tem como principais representantes a doxorrubicina e a epirrubicina, responsáveis pela cor avermelhada desse tipo de quimioterapia. É muito utilizada em tratamentos de câncer de mama, mas também de estômago, bexiga, ovário, sarcomas, carcinoma tímico, leucemias e linfomas.

Já a quimioterapia branca tem essa denominação apenas para contrapor ao “vermelho”, já que seus medicamentos têm cores variadas, mas ficam incolores quando dissolvidos. No tratamento contra o câncer de mama, esse tipo de quimio aparece três meses após o início com a quimioterapia vermelha.

Embora tenha um amplo espectro de tratamentos, a quimioterapia branca não é indicada para qualquer tipo de neoplasia.

Ela deve ser utilizada como tratamento complementar do câncer de mama e também para tratar câncer de cabeça e pescoço, ovário, útero, bexiga, próstata, esôfago, pulmão de células não pequenas e sarcoma de Kaposi.

Também pode contar com tratamentos auxiliares nos casos de ovário, útero e cabeça e pescoço.

Esse tipo de tratamento é contraindicado para pessoas alérgicas aos componentes, grávidas e quem sofre com alterações nas funções do fígado, rins, sangue ou sistema nervoso.

Leia também mais completo: Qual a diferença entre quimioterapia branca e vermelha.

 

Quais as principais drogas utilizadas?

As drogas mais utilizadas na quimioterapia branca são:

  • taxol;
  • ciclofosfamida;
  • docetaxel;
  • gencitabina;
  • vinorelbina.

Taxol

Pó de coloração branca e alta toxicidade, é indicado para o tratamento do carcinoma avançado de ovário, câncer de mama, de pulmão de células pequenas e sarcoma de Kaposi. O medicamento contém paclitaxel, agente com atividade antitumoral.

Ciclofosfamida

Também chamada de Citoxan, Neosar, Genuxal, Citofosfana e Endoxan, é um medicamento que atua em um grande espectro de neoplasias. Linfomas malignos (estágios III e IV), mieloma múltiplo, leucemias, adenocarcinoma do ovário e retinoblastoma podem ser tratados com esse medicamento. Também pode ser usada para tratar patologias autoimunes e imunopatias não específicas.

Docetaxel

Indicado para o tratamento pós-cirúrgico de pacientes com câncer de mama operável e cujas células cancerosas já atingiram os linfonodos. Também trata câncer de mama metastático, de pulmão de células não pequenas, ovário, próstata, de cabeça e pescoço e adenocarcinoma gástrico.

Gencitabina

Recomendada para o tratamento de câncer de pulmão de células não pequenas, de bexiga e adenocarcinoma do pâncreas localmente avançado ou metastático, de mama metastático ou recorrente. Pode ser usado isoladamente ou combinado a outras substâncias da quimioterapia branca.

Vinorelbina

Solução injetável usada para o tratamento de recidiva de câncer de mama em estágio avançado e de pulmão de células não-pequenas.

Quais os efeitos colaterais mais comuns?

A quimioterapia branca é considerada mais branda porque as antraciclinas, compostos da vermelha, são mais ácidas e costumam ser agressivas às veias periféricas, como as da dobra do braço e do dorso da mão. No entanto, as reações vão depender bastante do organismo do paciente.

Outra vantagem da quimioterapia branca é que a maioria dos seus efeitos colaterais passa em poucos dias e não requer intervenção médica. Os mais comuns são:

  • redução da defesa do organismo contra infecções;
  • doenças do sistema nervoso (neuropatias);
  • redução dos glóbulos brancos;
  • dores nas articulações;
  • ressecamento da pele;
  • queda de cabelo;
  • diarreia;
  • vômito;
  • náusea.

Leia também: Quais são os efeitos da quimioterapia na pele

Quimioterapia O Que É E Como Funciona?

O docetaxel também pode apresentar efeitos secundários:

  • retenção de líquidos;
  • neuropatia periférica;
  • dores musculares;
  • paladar alterado;
  • fadiga;
  • anemia.

Como você viu, a quimioterapia branca pode ser usada como tratamento complementar ao câncer de mama ou como principal em diversos tipos de neoplasia.

Embora seja conhecida entre os pacientes pelos sintomas menos agressivos, apenas o oncologista saberá informar se esse é o tipo ideal para o seu caso. Portanto, caso tenha dúvidas sobre os resultados dos medicamentos, converse com seu médico.

Entendeu como a quimioterapia branca funciona e afeta o organismo? Compartilhe este post nas redes sociais e ajude essa informação chegar a outros pacientes.

Quimioterapia O Que É E Como Funciona?

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Fontes: Femama, Minha Vida, Oncocentro, Hospital do Câncer de Barretos, Consulta Remédios, Anvisa, News Medical.

Qué es, cómo funciona y tipos de quimioterapia

Autoras: Dra. Carmen Guillén PonceDra. María José Molina Garrido

La vigésimo segunda edición del Diccionario de la Real Academia de la Lengua define el término quimioterapia como el tratamiento de las enfermedades por medio de productos químicos (1).

La Wikipedia adopta una definición similar y tan amplia del término quimioterapia; sin embargo, lo acota al señalar que en medicina, se llama tratamiento quimioterápico al que se administra para curar la tuberculosis, algunas enfermedades autoinmunes y el cáncer (2).

Lo más habitual, es que el término quimioterapia se reserve a los fármacos empleados en el tratamiento de las enfermedades neoplásicas o cancerígenas que tienen como función el impedir la reproducción de las células cancerosas. Durante las décadas de 1960 y 1970 se tendía a identificar todo tratamiento médico del cáncer con quimioterapia.

El tratamiento hormonal u hormonoterapia, aunque con una historia mucho más larga, sólo se limitaba a algunos cánceres con células sensibles a hormonas, como el cáncer de mama y el de próstata; este tipo de tratamiento todavía tiene mucha utilidad en algunos casos.

La inmunoterapia también ocupaba un lugar propio en las clasificaciones de los fármacos antineoplásicos, y aunque con resultados iniciales desalentadores, con grandes perspectivas en la actualidad debido al desarrollo de anticuerpos monoclonales con relevancia clínica.

A partir de la década de los 90, el desarrollo de los fármacos diseñados contra dianas moleculares específicas (targeted therapy), anticuerpos moleculares específicos y pequeñas moléculas con acción intracelular, modificó el concepto de tratamiento del cáncer a lo que es ahora mismo.

Hay más de 50 fármacos antineoplásicos distintos, que se pueden emplear solos o en combinación. La elección del tratamiento depende del tipo de tumor, de su localización, del estado general de paciente, de los tratamientos administrados previamente, etc.

Ya en el año 1600 antes de Cristo, se trataba a los pacientes con cáncer, según indica un papiro egipcio referente a la cirugía del cáncer de mama.

La palabra quimioterapia se la debemos a Erlich, que concibió la idea de tratar el cáncer con moléculas de estructura conocida que destruyeran células cancerosas y respetara las sanas.

Sin embargo, la quimioterapia no se empleó inicialmente con fines médicos, sino como arma militar, como es el caso del gas mostaza en la Primera Guerra Mundial.

Tras varios años usándolo, se observó que los niveles de glóbulos blancos eran más bajos en los militares que estuvieron expuestos a este tipo de sustancia, de lo que se dedujo que quizás dicho producto podría tener capacidad para matar células.

La mostaza nitrogenada fue el primer fármaco en mostrar regresiones tumorales en pacientes con linfoma de Hodgkin, y el primer quimioterápico aprobado por la Agencia reguladora de medicamentos de Estados Unidos (Food and Drug Administration [FDA]) para uso humano. Por otra parte, las observaciones del efecto del ácido fólico sobre la leucemia linfoblástica infantil dieron lugar al desarrollo de los fármacos antifolatos (3). Desde la década de los cuarenta hasta nuestros días, el desarrollo de los agentes citostáticos ha sido espectacular.

Avances significativos se han hecho en el desarrollo de la quimioterapia del cáncer. Varios cánceres avanzados se pueden curar con combinaciones de quimioterapia.

La quimioterapia se ha integrado en programas de tratamiento multimodal con cirugía y radioterapia.

Excelentes resultados se han observado en varios tumores sólidos, incluyendo cánceres de mama, colon, esófago y cabeza y cuello, entre otros.

Sin embargo, la quimioterapia tiene una gran limitación, que es su escasa especificidad. El mecanismo de acción es provocar una alteración celular ya sea en la síntesis de ácidos nucleicos, división celular o síntesis de proteínas.

La acción de los diferentes citostáticos varía según la dosis a la que se administre. Debido a su inespecificidad afecta a otras células y tejidos normales del organismo, sobre todo si se encuentran en división activa.

Por tanto, la quimioterapia es la utilización de diversos fármacos que tiene la propiedad de interferir con el ciclo celular, ocasionando la destrucción de células.

Además, otro obstáculo importante que afecta a su eficacia para lograr la curación completa en algunos cánceres avanzados es la aparición de resistencias a los agentes de quimioterapia, bien resistencias de novo o adquiridas. Esfuerzos importantes se continúan haciendo para elucidar los mecanismos de resistencia celular a fármacos.

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Quimioterapia – Oncologia D`Or

O câncer é um conjunto de doenças com características similares que pode apresentar evoluções e respostas a tratamentos que são bastante variadas. De forma geral, podemos caracterizar o câncer como um crescimento acelerado e desordenado de um grupo de células consideradas anormais.

A quimioterapia é um tipo de tratamento contra o câncer que é capaz de, por meio da ação de medicamentos chamados de quimioterápicos, inibir o crescimento e destruir as células anormais que causam a doença.

A quimioterapia pode ser administrada pela via oral, por meio comprimidos; pela via intravenosa, podendo ser utilizados  cateteres implantados para facilitar o tratamento; intramuscular, no músculo do paciente; subcutânea, inserida no tecido  abaixo da pele; e tópica, com aplicação de pomadas ou líquidos diretamente na região afetada pelo câncer.

Os agentes quimioterápicos costumam agir em todo organismo, alcançando as células malignas em qualquer lugar do corpo, em uma ação dita sistêmica. Entretanto, algumas regiões são menos acessíveis aos medicamentos em circulação.

Para atingir as células malignas nesses locais, muitas vezes é necessário aplicar o medicamento diretamente. Isso eventualmente ocorre no sistema nervoso central, exigindo aplicações intratecais (isto é, diretamente no líquor).

 

Os agentes quimioterápicos podem ser administrados isoladamente ou em combinações, sempre seguindo uma agenda de tratamento. Chamamos de protocolo de tratamento ao conjunto definido de medicamentos, doses e prazos de administração. 

A escolha dos medicamentos se dá em função do tipo de câncer que será tratado e das características do indivíduo. 

O tratamento costuma ser realizado em ciclos de quimioterapia, que compreendem as datas de aplicação e um período de recuperação do organismo para as próximas sessões. 

Como funciona a quimioterapia?

De modo geral, a quimioterapia funciona impedindo que as células anormais que estão tendo um crescimento acelerado e desordenado cresçam e continuem afetando a qualidade de vida do paciente.

Outros quimioterápicos barram a atividade celular, ou seja, o metabolismo das células cancerígenas, causando sua morte.

Quais são os tipos de quimioterapia?

A quimioterapia curativa é aquela aplicada no paciente que precisa somente desses medicamentos para alcançar sua cura. 

Já a quimioterapia neoadjuvante entra em cena nos casos onde a cirurgia para retirada do tumor pode ser facilitada por um tratamento prévio, que reduziria suas dimensões. 

A quimioterapia adjuvante é aquela feita depois que o paciente já passou por uma cirurgia. O objetivo é eliminar células cancerígenas que tenham ficado para trás, impedindo que elas se instalem em outra parte do corpo e façam com que o câncer ressurja.

O quarto tipo de quimioterapia é a de controle, que busca evitar a progressão da doença, sem que haja a perspectiva de eliminá-la completamente. . 

Como é uma sessão de quimioterapia?

  • Uma sessão de quimioterapia geralmente é precedida de um exame de sangue, que tem como objetivo verificar se o paciente está apto a receber os medicamentos.
  • Uma vez que o indivíduo se apresenta no centro de quimioterapia, ele passa por uma triagem geral com uma enfermeira e é encaminhado para a sessão de quimioterapia.
  • Dependendo da modalidade de aplicação, como a intravenosa, por exemplo, ele pode ter um cateter inserido em suas veias, que torna o processo de aplicação mais simples. 
  • Para a administração das drogas é possível utilizar-se uma bomba de infusão, equipamento que controla precisamente todas as quantidades aplicadas no paciente, na velocidade pré-definida.
  • Antes de iniciar-se a infusão dos quimioterápicos, é comum administrar-se medicamentos capazes de minimizar os eventuais sintomas da quimioterapia. 
  • Uma sessão de quimioterapia pode durar de 2 a 5 horas, sendo que o paciente deve ficar relaxado durante esse período. 

Quanto tempo duram os efeitos da quimioterapia no organismo?

De modo geral, os efeitos da quimioterapia podem durar períodos de tempo que são relacionados aos medicamentos que foram usados em seu tratamento. Existem remédios que saem do sistema do indivíduo horas após a aplicação e outros que podem ficar anos presentes de alguma forma.

Quais são os efeitos colaterais da quimioterapia?

As reações da quimioterapia dependem diretamente do tipo de medicamento aplicado no paciente. Cada medicamento e cada combinação de medicamentos tem efeitos adversos (possíveis) distintos.

Por isso, é importante conversar com a equipe médica para entender quais seriam esses efeitos e que cuidados podem ser tomados para buscar minimizá-los. Vale destacar que nem todo medicamento faz cair cabelo.

O mesmo se pode dizer de outros temidos efeitos adversos como náuseas e vômitos, anemia, fraqueza, redução das células do sangue, etc. 

A Oncologia D’Or é uma rede de mais de 40 clínicas especializadas em oferecer atendimento oncológico de excelência. Por mês, a Oncologia D’Or realiza mais de 20.000 atendimentos médicos, nos estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Pernambuco, Ceará, Tocantins, Maranhão e Bahia.

Quimioterapia. O que é e como funciona a quimioterapia?

Método que consiste na aplicação de medicamentos para combater as células que formam os tumores dos canceres, a quimioterapia também pode ser chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.

É importante ressaltar que a aplicação de vários medicamentos na corrente sanguínea durante a quimioterapia é essencial para o tratamento, pois dessa forma cada medicamento age em etapas diferentes do crescimento do tumor, combatendo-o e impedindo que ele se espalhe para outras partes do corpo.

Dependendo do caso e do estágio do tumor, a quimioterapia pode ser o único tratamento prescrito, mas também pode estar associada com outros tipos de tratamento, como radioterapia e/ou cirurgia. A duração do tratamento depende do tipo de câncer e do estágio em que a doença se encontra. Durante o tratamento com a quimioterapia,o paciente pode manter sua rotina diária normalmente.

A quimioterapia é um tipo de tratamento que pode ser feito de diversas formas:

  • Via oral: através de comprimidos, cápsulas e líquidos;
  • Via intravenosa: os medicamentos são aplicados na veia através de cateteres, injeções ou misturados ao soro;
  • Via intramuscular: são dadas injeções no músculo do paciente;
  • Via subcutânea: os medicamentos são aplicados através de injeções sob a pele;
  • Via intracraneal: as injeções com os medicamentos são aplicadas por um enfermeiro ou médico no líquido da espinha dorsal. É um método pouco utilizado;
  • Uso tópico: os medicamentos são aplicados na forma de líquido ou pomada nos locais onde há lesões.

Pacientes que fazem quimioterapia podem ter alguns efeitos colaterais, como:

  • Queda de cabelo e outros pelos do corpo;
  • Fraqueza;
  • Diarreia;
  • Perda ou aumento de peso;
  • Aftas na boca;
  • Náuseas e vômitos;
  • Tonteiras.

Durante o tratamento com a quimioterapia, algumas dúvidas podem surgir, como:

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  • Posso tomar outros medicamentos durante a quimioterapia?

Todo e qualquer problema de saúde que leve à ingestão de outros medicamentos deve ser informado ao médico.

  • O paciente tratado com quimioterapia pode ingerir bebidas alcoólicas?

A ingestão de bebidas alcoólicas é permitida desde que em pequenas quantidades, sendo que não poderá haver ingestão de qualquer bebida alcoólica dias antes ou depois das aplicações de quimioterapia e se o paciente estiver tomando outras medicações prescritas pelo médico.

  • Por que algumas mulheres apresentam alterações no fluxo menstrual durante a quimioterapia?

Por vezes as mulheres podem ter um aumento, diminuição ou até mesmo ausência da menstruação. Em qualquer um desses casos o médico deverá ser comunicado.

  • Posso fazer algum tipo de tratamento dentário enquanto estiver fazendo quimioterapia?

Qualquer tipo de tratamento dentário só pode ser feito sob autorização médica.

  • O paciente que faz aplicações de quimioterapia pode ter relações sexuais?

Sim. A quimioterapia não causa impotência sexual, sendo que o que pode levar o paciente a não ter relações está ligado à parte emocional e não física. A mulher precisa ter cuidado para não engravidar, pois os medicamentos da quimioterapia podem causar má-formação no feto.

  • O paciente em tratamento que tiver febre por mais de duas horas, apresentar manchas vermelhas pelo corpo, dor ou ardência ao urinar, dores pelo corpo inexistentes antes do tratamento, sangramentos que não param, falta de ar ou dificuldade em respirar e diarreia por mais de dois dias, deverá procurar o hospital imediatamente.
  • Por Paula Louredo
  • Graduada em Biologia

Quimioterapia: saiba como funciona este tipo de tratamento!

A quimioterapia é muito conhecida por tratar diversos quadros diferentes de câncer. É um tipo de tratamento que, em comparação a outros, é bem invasivo e muito conhecido por conta de seus efeitos colaterais bem característicos.

Porém, apesar de ser considerada uma vilã por muitos, a quimioterapia é uma salvadora de vidas, pois muitos casos de câncer são curados graças a esse tratamento.

O que é a quimioterapia?

É uma das formas mais utilizadas para tratar pessoas com algum tipo de câncer. O quimioterápico, que é o medicamento usado neste tipo de tratamento, consiste em uma substância química que tem a capacidade de matar as células do câncer. 

Este tratamento pode ser usado na forma de um medicamento misturado ao “soro” e então injetado na veia do paciente, ou em forma de comprimidos que são engolidos pelo paciente diariamente.

Muitas vezes são utilizados mais de um tipo de quimioterápico para uma mesma quimioterapia. Isso é o que os médicos chamam de protocolo de tratamento.

O protocolo vai dizer a quantidade de quimioterápico que deve ser usado, como eles devem ser combinados e em que momento devem ser aplicados.

Quando e para quem a quimioterapia é indicada? 

Algo importante a ser ressaltado é que nem todo paciente que tem câncer precisa receber este tipo de tratamento. Muitos tipos de câncer são curados apenas com cirurgia ou radioterapia.

Entretanto, quando o câncer é diagnosticado, vários fatores são analisados pelo oncologista para traçar um plano de tratamento que pode incluir cirurgia, quimioterapia e radioterapia, sozinhas ou em combinação.

Quando existe um maior risco da doença voltar depois da cirurgia, pode ser necessário completar o tratamento com quimioterapia, esse tipo de tratamento é chamada de adjuvante. Algumas vezes o tratamento em destaque é realizado antes mesmo da cirurgia para melhorar os resultados, o que chamamos de neoadjuvante.

Em alguns casos a doença é diagnosticada quando a cura não é mais possível, no entanto, podemos frear o avanço da doença com a quimioterapia e assim aumentar o tempo de vida do paciente. Neste caso, chamamos de paliativa.

Quais são os cuidados necessários durante a quimioterapia? 

O principal cuidado é seguir estritamente as orientações do médico, pois esse saberá com detalhes os efeitos bons e ruins esperados para aquele tratamento e pode alertar o paciente sobre possíveis reações adversas e o que fazer caso os tenha. 

De maneira geral, é importante que o paciente mantenha uma alimentação saudável e evite alimentos que tenham uma difícil digestão. Também é importante que o paciente beba água suficiente, principalmente em dias quentes e secos. Outra recomendação é se hidratar durante o período de tratamento e beber pelo menos 200 ml (um copo pequeno) a cada hora ou uma hora e meia.

O que acontece com o seu corpo quando você começa a quimioterapia?

Assim como qualquer tratamento que utiliza medicamento, o tratamento quimioterápico também causa alguns efeitos colaterais, a diferença é que os efeitos colaterais são bem mais fortes, pois o tratamento é bem mais forte e invasivo para o paciente.

Alguns efeitos podem surgir, como:

Queda de cabelo

A queda de cabelo (alopecia) ocorre porque este tratamento afeta principalmente células que se multiplicam com frequência, como as do cabelo. O mais comum é ele começar a cair depois da terceira ou quarta sessão, e pode se soltar aos poucos ou em grandes tufos. Mas depois de 2 ou 3 meses após o término das sessões, seu cabelo irá crescer novamente. 

Porém, é importante dizer que nem todo tipo de quimio faz com que o cabelo caia. Os tipos de câncer que exigem um tratamento mais “forte”, como de mama, leucemias e linfomas, são muitas vezes combatidos com remédios que ocasionam a queda, mas nem isso é regra geral.

Queda das unhas

As unhas tendem a ficar extremamente frágeis durante o tratamento quimioterápico e em alguns casos podem até cair. É importante mantê-las saudáveis, limpas e aparadas, pois servem como defesa para entrada de infecções.

Descamação nas solas das mãos e dos pés

Assim como células do cabelo, células da pele também se multiplicam rapidamente, por isso a químio pode afetar células do epitélio. A principal arma para amenizar o problema é usar um hidratante diário neutro que tenha em sua composição ureia, pois ela ajuda na hidratação celular. 

Alteração cutânea

Tanto a químio como a rádio deixam a pele extremamente sensível. Pouca exposição já pode queimar ou deixar manchas. Em dias quentes, evite sair à rua entre 10 e 16 horas.

Não economize na aplicação do protetor solar (por exemplo, a quantidade para passar nos braços deve ser cerca de uma colher de sopa cheia; no rosto, uma de chá).

Mesmo usando protetor, não dispense chapéu nem óculos escuros.

Veias escuras

As veias poderão parecer mais escuras quando se começa a tomar quimioterapia intravenosa. Isso ocorre porque a maioria dos quimioterápicos irritam a camada interna dos vasos, então elas tendem a ficar mais endurecidas, finas e mudam de pigmentação. 

Como amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia?

Após o início do tratamento o médico perceberá como o paciente o tolerou e saberá usar medicações para amenizar os efeitos colaterais. Tentar manter a rotina de vida evitando esforços físicos exagerados pode ajudar a manter o bem-estar durante o tratamento. 

Realizar uma atividade física leve, pelo menos três vezes por semana sob orientação médica, tem se mostrado benéfico em alguns tipos de câncer, mas nunca se esqueça de tirar todas as dúvidas sobre a doença com o médico.

Qual a diferença entre quimioterapia e radioterapia?

Enquanto a quimio é um método que utiliza vários medicamentos denominados como quimioterápicos, que combatem as células que estão produzindo o câncer, de modo a destruir os seus rastros e permitindo que estas células não se espalhem no organismo.

Este é um tratamento que pode ser realizado em conjunto com a radioterapia e/ou uma cirurgia, podendo ser ministrada de maneira isolada ou combinada.

Quando a quimio utiliza medicamentos combinados, diminuem-se assim o risco de resistência a drogas, conseguindo desta forma, atingir diferentes fases de crescimento do tumor.

Já a radioterapia é um método que trata o local onde ainda não ocorreu metástase, isto é, que ainda não se encontra em fase avançada e nem se alastrou pelo organismo atingindo outros órgãos.

Este procedimento utiliza descargas de radiações no tumor que danifica o DNA das células, impedindo assim a sua reprodução. Neste tipo de tratamento, os danos causados no DNA das células são passados para as demais.

Sendo assim elas morrem ou se reproduzem de forma mais lenta.

A radioterapia pode ser muito eficaz em conjunto com outros tratamentos. Enquanto a quimio atua no organismo como um todo, a radioterapia visa combater uma região específica, tornando possível a interrupção da reprodução das células, e por sua vez, proporcionando a cura do paciente.

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