Quem Tomou Posse Como Ministro Das Finanças Em 2015?

Mas a tal crispação tem, segundo Ludovina, razão de ser. Nos tempos em que o pai de Mário Centeno trabalhou no Banco Português do Atlântico teve divergências com a família desta cabeleireira, que viu uma casa ser hipotecada.

“Não tenho boas recordações, podia ter perdido uma vida de trabalho.” A má imagem que tem do pai de Centeno, admite, pode refletir-se na forma como vê Mário, alguém que diz não ser “vaidoso nem presunçoso”.

Então e o avô? “Era uma excelente pessoa! Era alguém muito bem visto em Vila Real. Tinha um restaurante, toda a gente o conhecia e era simpático para todos”, diz, com um ar menos irritado.

Mas a expressão fechada e revoltada voltaria: “Politicamente, [Centeno] vai ser um fracasso. Não tem expressão de político. Pode ser bom economista, mas não é político“.

A conversa com esta mulher afeta ao PSD, com discurso apaixonado e informado, navega por muitos tópicos. “Você fez-se repórter para ouvir, não é?” Pouco depois de acusar António Costa de formar um Governo ilegítimo, entrou uma cliente e amiga.

“Esta é pior que eu”, avisa. Em jeito de provocação, o Observador pergunta se iriam ver a tomada de posse na televisão. “‘Tá sem sinal, homem!”, responde a cliente, já sentada e com a touca na cabeça, apontando para o ecrã negro da televisão.

E estava.

Mário Centeno deixou Vila Real e trocou-a pela capital aos 15 anos.

A decisão da família visava permitir que os filhos fossem para a faculdade e ganhassem ferramentas para vingarem na vida, conta a Visão.

Ao liceu Patrício Prazeres, seguiu-se o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). Seria aqui que Mário, um muito competente aluno, alinharia na aventura do râguebi, levado pelo irmão Luís.

“O Luís era mais gordinho, era mais forte — jogava a avançado. O Mário era magro, não era muito alto e começou a treinar com os [da posição] três quartos.

Ele corria muito, tinha uma boa velocidade”, começa por recordar José Carlos Simões ao Observador. Este arquiteto lembra Centeno como alguém “muito reservado e muito tímido”, eventualmente por ser dos mais novos da equipa.

“Mesmo fora do campo, quando convivíamos, ele ficava envergonhado quando brincávamos com ele.”

Quem Tomou Posse Como Ministro Das Finanças Em 2015? Equipa do râguebi de Económicas (D.R.)

2 fotos

Quem Tomou Posse Como Ministro Das Finanças Em 2015? Quem Tomou Posse Como Ministro Das Finanças Em 2015?

José Carlos lembra que Centeno acabava sempre por ser dos melhores marcadores, graças à velocidade. “Era um bom amigo, bom atleta, mas não fantástico. Tinha uma velocidade apreciável, tinha alguns pontos fracos, talvez fruto do percurso académico.

Faltava aos treinos, não era muito assíduo. Jogava a três quartos e ficava esquecido lá [na frente] muitas vezes. Faltava-lhe agressividade, mas fazia muitos ensaios.

” Quanto à forma como reagia na hora da vitória e do fracasso, José Carlos lembra alguém pouco expressivo, pouco emocional.

O râguebi do Económicas era “uma equipa de rapazes de Economia, e não só, que tinha começado a sua atividade nos anos 60, 70”, explica Francisco Mesquita, antigo jogador-treinador. “Essa equipa acabou e regressou nos anos 80.

Esta rapaziada foi o renascer de uma equipa que já tinha existido na segunda divisão.” E de Mário Centeno, que lembranças? “Penso que o treinei quatro anos, entre 86 e 90. Era dos mais jovens da equipa, um rapaz de 20 anos. A maioria era mais velha.

Era alegre, um tipo muito educado, de trato muito fácil, mas não era extrovertido. Era um bocado tímido. (…) Estudava no ISEG, fazia parte da associação de estudantes. Ele era fundamental, porque conseguiu uma verba para pagar ao treinador.

Era ele quem me dava o cheque, acho que os outros jogadores nem sabiam disso.”

Quem Tomou Posse Como Ministro Das Finanças Em 2015? Equipa de râguebi do Económicas (D.R.)

2 fotos

Quem Tomou Posse Como Ministro Das Finanças Em 2015? Quem Tomou Posse Como Ministro Das Finanças Em 2015?

Francisco Mesquita jogou no Benfica muitos anos e levou alguns jogadores depois para vestir a camisola do Económicas. O futebol, mais uma vez, não era assunto e a paixão pelo Benfica, hoje tão famosa, não dava sinais nos radares dos colegas.

A curiosidade, pela origem e influência por tal amor, deve-se ao facto de Mário Centeno ter dito à Visão que o clube e a sua família são as únicas coisas que o definem. Afinal, o novo ministro das Finanças nasceu em 1966, ano de consagração de Eusébio e de uma seleção composta por muitos jogadores do clube da águia.

Mais: o benfiquista natural de Olhão nasceu a 9 de dezembro, entre duas vitórias do seu Benfica: 3-1 vs. Sanjoanense e 3-0 vs. CUF. Eusébio marcou quatro desses seis golos.

O primeiro onze do Benfica com Centeno vivo contou com Nascimento, Cruz, Jacinto Santos, Raúl Machado, Coluna, Cavém, Jaime Graça, José Augusto, Eusébio, José Torres e Iaúca​. O treinador, futuro campeão, era o chileno Fernando Riera.

Mário Centeno, o algarvio que agora manda nas Finanças de Portugal

Quem Tomou Posse Como Ministro Das Finanças Em 2015?O número dois do Governo socialista, que tomou posse esta quinta-feira, é algarvio. Mário Centeno nasceu em Vila Real de Santo António e, 48 anos depois, chega a Ministro das Finanças, depois de ter sido o mentor do programa do PS, nesta área, nas Eleições Legislativas de 2015.

Uma nomeação que já estava anunciada, pelo importante contributo dado por Mário Centeno ao programa do PS e nas negociações com o PCP e o BE, mas que não era previsível, antes do lançamento deste documento, já que o economista algarvio nunca ocupou qualquer cargo político, tendo feito carreira como especialista em Economia, no Departamento de Estudos Económicos do Banco de Portugal, do qual foi diretor-adjunto até 2013.

A sua carreira foi assente num percurso académico de sucesso, que o levou até ao doutoramento na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mas que teve a sua génese no Algarve. Mário Centeno cresceu na cidade plantada à beira do Guadiana e ali estudou até aos 15 anos, altura em que se mudou com os pais e irmãos para Lisboa.

José Baía, atual diretor da Escola Secundária de Tavira e presidente da Assembleia Municipal tavirense, deu aulas ao agora ministro das Finanças, embora, confesse, não se recorde com clareza deste aluno.

«Fui professor dele no 5º ano, logo quando comecei a dar aulas. Lembro-me que era o neto do senhor Joaquim Gomes, que tinha um restaurante, onde nós costumávamos almoçar», recorda.

Enquanto viveram em Vila Real, o pai de Mário Centeno era bancário e a mãe trabalhava nos correios, sendo ele o segundo de quatro filhos do casal.

O restaurante Joaquim Gomes ainda hoje se mantém em atividade, no centro de VRSA, mas já não pertence à família. Foi vendido em 1998, depois da morte do avô Joaquim Gomes, que era, ele próprio, um alentejano de Mértola que escapou a uma vida dura na Mina de São Domingos.

Segundo os amigos mais fiéis do novo número dois do Governo, os choquinhos fritos com tinta (cuja receita até figura no livro de cozinha da Região de Turismo do Algarve) são uma das especialidades gastronómicas que o próprio Mário Centeno gosta de cozinhar, talvez para recordar as suas raízes algarvias.

O ministro das Finanças, que foi empossado ontem, às 16 horas, tem familiares não só na terra onde nasceu, mas também em Tavira, onde ainda hoje mantém uma casa, onde continua a voltar nas férias, com a mulher e os filhos adolescentes.

Depois de se mudar com a família para Lisboa, continuou aí os seus estudos, na Escola Secundária Patrício Prazeres, e ingressou na licenciatura em Economia do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), onde integrou o quadro de honra e que concluiu com uma média de 16 valores. Desempenho que convenceu a prestigiada Universidade de Harvard a aceitá-lo, em 1995. Cinco anos anos depois, doutorou-se em economia, por esta universidade norte-americana.

Quem Tomou Posse Como Ministro Das Finanças Em 2015?Quando chegou a Harvard, aos 27 anos, Mário Centeno já era casado com uma ex-colega do ISEG e o seu primeiro filho, Tiago, o mais velho de três, nasceu durante esse período em que a família viveu na cidade norte-americana de Cambridge.

«Harvard foi uma revolução na minha forma de ver a economia em quase tudo», disse Mário Centeno, numa recente entrevista à revista «Visão». «Tornei-me muito mais sensível à relação entre a economia e as pessoas».

É que, salientou, «por vezes, a macroeconomia esquece-se que do outro lado estão as pessoas». E o exemplo que deu dessa situação é que «quando o anterior Governo pensou nestas medidas [austeritárias], achou que os jovens acomodariam o seu nível de vida e que ficavam cá a empobrecer.

Isso não aconteceu». Tal como um microeconomista teria previsto.

Após concluir o Doutoramento, Mário Centeno regressou a Portugal e começou a trabalhar no Banco de Portugal, no Departamento de Estudos Económicos, onde já havia colaborado entre 1993 e 1995.

Aí tornou-se um reputado especialista em economia de trabalho, com artigos publicados em dezenas de revistas internacionais.

Desde o início de 2014 é consultor especial do conselho de administração do BdP.

Paralelamente, desenvolveu uma carreira académica, como professor convidado do Instituto Superior de Economia e Gestão, a partir de 1993, e da Universidade Nova de Lisboa, desde 2006.

No seu meio profissional, Mário Centeno é considerado um liberal, mas ele próprio contesta este «rótulo». E, escolhe o termo «fusão» para melhor se definir. Tal como disse à «Visão», «não podemos deixar que a sociedade esmague o indivíduo. Esse é o meu liberalismo».

E os portugueses irão ver agora o que lhes reserva este economista, nascido no Algarve, enquanto responsável pela crucial pasta das Finanças.

Mário Centeno

Vila Real de Stº António

Leia também:  Como Saber Quem Sou Eu De Verdade?

Quem Tomou Posse Como Ministro Das Finanças Em 2015?

  • Tomou posse em novembro de 2015 como ministro das finanças do Governo de António Costa.
  • Mário Centeno, nasceu em Olhão a 9 de dezembro de 1966.
  • É economista, viveu a infância e adolescência em Vila Real de Santo António e, desde então, o seu percurso tem conhecido uma ascensão notável.
  • Foi ministro das finanças do XXI governo constitucional.
  • Mário José de Gomes Freitas Centeno, é licenciado em Economia e mestre em Matemática Aplicada pelo Instituto Superior de Economia e Gestão – Universidade Técnica de Lisboa, e doutorado em Economia pela Universidade de Harvard.
  • Foi economista do Banco de Portugal, a partir de 2000, e diretor-adjunto do Departamento de Estudos Económicos deste, de 2004 a 2013. 
  • Entre 2004 e 2013, foi também membro do Comité de Política Económica da União Europeia. 

De 2007 a 2013, foi presidente do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento das Estatísticas Macroeconómicas, no Conselho Superior de Estatística. É ainda professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão.

Em Vila Real de Santo António, residia perto da Praça Lutegarda Guimarães de Caíres que homenageia a poetisa e socióloga natural da então vila e que poderá ter “inspirado” Mário Centeno na procura de mais conhecimento. Foi para Lisboa aos 15 anos para continuar os estudos, no Liceu Patrício Prazeres, seguindo-se o ISEG. A universidade de Harvard foi o limite (até ao momento).

Foi o mentor do programa económico do PS, defende uma política de crescimento pelo estímulo ao consumo interno, que permita a reconstrução do aparelho produtivo.

Alerta há anos que a segmentação entre trabalhadores muito protegidos e trabalhadores quase sem proteção está no centro dos problemas do mercado de trabalho português.

Mário Centeno foi no dia 4 de dezembro de 2017, eleito para a presidência do Eurogrupo, tornando-se assim o terceiro líder da história do fórum de ministros das Finanças da Zona Euro.

Em 9 de junho de 2020, foi anunciado pelo Primeiro-ministro António Costa, a exoneração de Mário Centeno como Ministro das Finanças.

Em 16 de julho de 2020, foi nomeado como novo governador do Banco de Portugal, sucedendo a Carlos Costa, cujo mandato terminou em 8 de julho, depois de 10 anos no cargo. No dia 20 de julho, Mário Centeno tomou posse como Governador do Banco de Portugal.

Mário Centeno deixa Governo. João Leão é o novo ministro das Finanças

O ministro das Finanças, Mário Centeno, vai ser substituído na pasta por João Leão, até então secretário de Estado do Orçamento.

O anúncio foi feito na página da Presidência e num dia em que o Conselho de Ministros vai aprovar o Orçamento Suplementar.

O Presidente da República recebeu do Primeiro-Ministro as propostas de exoneração, a seu pedido, do Ministro de Estado e das Finanças, Professor Doutor Mário Centeno, e de nomeação, em sua substituição, do Professor Doutor João Leão”, pode ler-se.

A tomada de posse do novo ministro das Finanças terá lugar na próxima segunda-feira, dia 15 de junho, às 10 horas. 

  • João Leão é doutorado em Economia pelo Massachusetts Institute of technology (MIT) e integrou a equipa económica de António Costa logo em 2015, tendo feito parte do grupo de economistas que preparou o cenário macroeconómico e que acompanhou o programa eleitoral do PS.
  • Secretário de Estado do Orçamento desde novembro de 2015, João Leão tem sido responsável pela política orçamental dos governos de António Costa.
  • Será João Leão que, no próximo dia 17, vai apresentar na Assembleia da República, a proposta do Governo de Orçamento Suplementar, hoje aprovada em Conselho de Ministros.
  • Fonte do executivo disse à agência Lusa que a substituição de Mário Centeno por João Leão “constitui um garante natural de continuidade dos resultados alcançados pela governação em matéria de finanças públicas”.
  • De acordo com a mesma fonte, o ainda secretário de Estado do Orçamento possui “um sólido conhecimento da economia portuguesa, tendo liderado o Gabinete de Estudos do Ministério da Economia durante cinco anos, durante a vigência de distintos governos”.
  • No plano político, João Leão é considerado próximo do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, de quem foi assessor do secretário de Estado Adjunto da Indústria e do Desenvolvimento entre 2009 e 2010, durante o segundo Governo socialista de José Sócrates.

Centeno cumprirá mandato no Eurogrupo até final, sucessor eleito a 9 de julho

O presidente do Eurogrupo, Mário Centeno, esclareceu esta terça-feira que vai cumprir o seu mandato até ao final, embora deixe o Governo na próxima segunda-feira, e dirigirá ainda a eleição para encontrar o seu sucessor, a 9 de julho.

“O meu mandato como presidente do Eurogrupo terminará em 13 de julho de 2020. Na quinta-feira, informarei os meus colegas do Eurogrupo da minha decisão de não concorrer a um segundo mandato, uma vez que em 15 de junho deixarei o do cargo de ministro das Finanças de Portugal”

Novo governo com 70 membros já tomou posse – Política

Os 70 membros que vão integrar o XXII Governo Constitucional já tomaram posse, um a um, numa cerimónia realizada no Palácio da Ajuda e que contou com a participação do Presidente da República.

O inacabado Palácio Nacional da Ajuda acolheu este sábado, a partir das 10:30, a cerimónia de tomada de posse dos 70 membros do XXII Governo Constitucional, que fazem deste executivo o maior de sempre, tanto em número total como em número de ministros e secretários de Estado.

Destes, 27 foram eleitos deputados pelo PS nas legislativas de 6 de outubro, o que significa que um quarto dos 108 candidatos socialistas que garantiram lugar na Assembleia da República transita para o Governo.

O Executivo que inicia funções este sábado é composto por 19 ministros e 50 secretários de Estado, com o primeiro-ministro a completar o elenco recorde de 70 membros (26 mulheres e 44 homens). A paridade no que diz respeito aos ministros (43%, 11 homens e 8 mulheres) é superior àquela que se verifica ao nível dos secretários de Estado (36%, 32 homens e 18 mulheres).

Face ao Governo que agora cessa funções, registam-se 24 caras novas, a maioria das quais ao nível das secretarias de Estado. Em termos de ministros há apenas duas novidades.

Depois de, esta sexta-feira, ter tomado posse a Assembleia da República resultantes das últimas eleições parlamentares, ficaram preenchidos os requisitos formais para que o novo Governo entre em funções. 

Uma vez que o Presidente da República tenha empossado, um a um, todos os novos governantes, Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa irão falar ao país a partir da Ajuda.  Segue-se a realização do primeiro Conselho de Ministros da XIV legislatura, onde será discutido e aprovado o programa do Governo.  Ver comentários Saber mais XXII Governo Constitucional Assembleia da República António Costa Marcelo Rebelo de Sousa Mais lidas

Mário Centeno

Mário Centeno, Presidente do Eurogrupo

Mário Centeno (nome completo: Mário José Gomes de Freitas Centeno, 1966) foi eleito presidente do Eurogrupo em 4 de dezembro de 2017 pelos ministros das Finanças da área do euro. Exerce ainda, desde 21 de dezembro de 2017, as funções de presidente do Conselho de Governadores do Mecanismo Europeu de Estabilidade. Tomou posse do cargo de ministro das Finanças de Portugal em 26 de novembro de 2015.

Mário Centeno é um economista e professor universitário experiente, que iniciou a sua carreira política apenas em 2015. Antes disso, exerceu várias funções no Banco de Portugal, onde começou a trabalhar como economista em 2000.

Mário Centeno tem um sólido percurso académico, tendo concluído dois mestrados – o primeiro em Matemática Aplicada, no ISEG-UTL, em 1993, e o segundo em Economia, na Universidade de Harvard, EUA, em 1998 – e um doutoramento em Economia, na Universidade de Harvard, EUA, em 2000.

Nasceu em Olhão (Algarve, Portugal), em 9 de dezembro de 1966, e vive atualmente em Lisboa, com a mulher e os três filhos.

Carreira

  • 2017 Presidente eleito do Eurogrupo
  • 2015 Ministro das Finanças de Portugal
  • Deputado à Assembleia da República
  • 2014 Consultor da administração do Banco de Portugal
  • Professor no ISEG, Universidade de Lisboa
  • 2004-13 Diretor-Adjunto do Departamento de Estudos Económicos, Banco de Portugal
  • Membro do Comité de Política Económica da Comissão Europeia
  • 2007-13 Presidente do grupo de trabalho para o Desenvolvimento das Estatísticas Macroeconómicas, no Instituo Nacional de Estatística (INE)
  • 2006-2007 Membro da Comissão do Livro Branco das Relações Laborais
  • 2003-2005 Membro do Comité Executivo da European Association of Labor Economists.
  • 2000-2004 Economista, Banco de Portugal
  • 2001 Membro do conselho editorial do Portuguese Economic Journal

Habilitações académicas

  1. 1995-2000 Doutoramento em Economia, Universidade de Harvard, EUA
  2. 1998 Mestrado em Economia, Universidade de Harvard, EUA
  3. 1993 Mestrado em Matemática Aplicada, ISEG-UTL, Lisboa
  4. 1990 Licenciatura em Economia, ISEG-UTL, Lisboa

Revisto pela última vez em 14 de julho de 2020

Há algum erro nesta página?

Já houve 10 ministros mais novos do que João Leão nas Finanças

Carla Soares

15 Junho 2020 às 08:26

Sucessor de Mário Centeno, que toma posse esta segunda-feira, está na média de idades dos ex-governantes. Teixeira dos Santos esteve mais tempo do que o economista que regressa ao Banco de Portugal.

João Leão, o novo ministro das Finanças que toma posse esta segunda-feira, está longe de ser o mais novo a assumir esta pasta, com 46 anos, precisamente a média etária dos antecessores.

Dos governos constitucionais, desde 1976, 10 ministros assumiram com menos idade a tutela das Finanças, 12 eram mais velhos e um tinha a mesma idade do que o sucessor de Mário Centeno, economista que esteve quatro anos e meio no cargo.

Leia também:  Como Saber Quem Nos Fomos Na Vida Passada?

Só Teixeira dos Santos ficou mais tempo: seis anos.

Em 23 ministros, os “quarentas” ganham vantagem, com 13 governantes. Dois tomaram posse na casa dos 30, sete nos 50 e um era sexagenário.

Neste caso, uma mulher: Manuela Ferreira Leite assumiu o cargo de ministra do Estado e das Finanças em 2002, no Governo de Durão Barroso, com 61 anos.

O segundo a tomar posse com mais idade foi Bagão Félix, em 2004, aos 56 anos, no breve Governo de Santana Lopes.

No outro extremo está Vítor Constâncio que, com 34 anos, foi ministro das Finanças e do Plano, em 1978. Aos 36, assumiu a pasta financeira Sousa Franco, em 1979, no Governo de Pintasilgo. Mais tarde, aproximou-se de Guterres e foi seu ministro de 1995 a 1999.

Maria Luís tinha 45 anos

Com 40 anos, tomaram posse Miguel Cadilhe e Miguel Beleza, dos governos de Cavaco (em 1985 e 1990); com 41 anos, o próprio Cavaco Silva nas Finanças desde 1980 (Sá Carneiro e Freitas) e Ernâni Lopes (Soares, 1983); com 43 Morais Leitão (Pinto Balsemão, 1981); e com 44 Jorge Braga de Macedo (Cavaco, 1991).

Com apenas menos um ano do que Leão, assumiu as Finanças Medina Carreira no primeiro Governo constitucional de Mário Soares, em 1976. Já em 2013, também Maria Luís Albuquerque entrou com 45 anos na equipa de Passos Coelho.

Quem tinha a mesma idade do que João Leão quando foi ministro, em 1978, foi Silva Lopes.

“Radical novidade”

Mário Centeno tinha apenas mais dois anos quando tomou conta das Finanças, com 48, em 2015. António Costa elogiou o tempo que se manteve no cargo.

Foram quatro anos e seis meses; agora regressa ao seu lugar no Banco de Portugal.

Mas fica em segundo porque foi no Governo de Sócrates que o ministro das Finanças esteve mais tempo (2005/ 2011): Teixeira dos Santos soma cinco anos e seis meses. E num trimestre acumulou com a Economia.

Da lista dos mais novos, Braga de Macedo esteve nas Finanças dois anos.

Instado pelo JN sobre ser ministro na casa dos 40, referiu que “muito mais relevante do que idade, género ou formação académica é a radical novidade da conjuntura nacional, europeia e mundial que deve levar-nos todos a desejar ao novo titular que saiba atender mais à função acionista do Estado do que o seu predecessor” para promover a competitividade.

Nota, porém, que “assiste-se por todo o mundo a um extraordinário aumento do número de mulheres na chefia de governos e à diminuição das idades, não só de ministros mas de chefes do governo, sendo a finlandesa de 34 anos um exemplo notório dos dois fenómenos”. Sobre João Leão, conta que o irmão foi seu aluno na Universidade Nova de Lisboa “e falava com grande admiração do mano”.

“No meu caso, o mais específico não foi a idade mas sim a total ausência de experiencia política”, diz o ex-ministro, lembrando que “em política era um bebé”.

  • Três novas entradas
  • Os novos secretários de Estado do Orçamento, Cláudia Joaquim, das Finanças, João Nuno Mendes, e Tesouro, Miguel Cruz, tomam hoje posse pelas 10 horas, juntamente com o novo ministro de Estado e das Finanças, João Leão.
  • Número dois
  • O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, é promovido a Adjunto do novo ministro.
  • Saídas
  • Além de Centeno, saem Ricardo Mourinho Félix, o seu secretário de Estado Adjunto e das Finanças, e Álvaro Novo, secretário de Estado do Tesouro, que serão exonerados pelo presidente da República na mesma cerimónia.

Nova equipa das Finanças toma posse na segunda-feira em “cerimónia restrita”

Os novos secretários de Estado do Orçamento, Cláudia Joaquim; das Finanças, João Nuno Mendes, e do Tesouro, Miguel Cruz, tomarão posse na segunda-feira, juntamente com o novo ministro de Estado e das Finanças, João Leão, numa “cerimónia restrita”.

De acordo com uma nota publicada no portal da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, irá dar posse aos governantes pelas 10h, no Palácio de Belém, em Lisboa, “numa cerimónia restrita e sem outros convidados, dadas as actuais regras de saúde pública”.

  • Esta é a primeira remodelação do XXII Governo, o segundo chefiado por António Costa, e foi desencadeada pela saída de Mário Centeno do cargo de ministro de Estado e das Finanças, a seu pedido, anunciada na terça-feira.
  • Em simultâneo com a saída de Mário Centeno foi anunciada a sua substituição por João Leão, até agora secretário de Estado do Orçamento, e a respectiva tomada de posse ficou agendada para a próxima segunda-feira.
  • Nesta recomposição, que não altera a dimensão do Governo, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, é promovido a Adjunto do novo ministro, e também tomará posse desse novo cargo.

Além de Centeno, saem Ricardo Mourinho Félix, o seu secretário de Estado Adjunto e das Finanças, e Álvaro Novo, secretário de Estado do Tesouro, que serão exonerados pelo Presidente da República na mesma cerimónia.

Mário Centeno, economista e quadro do Banco de Portugal, começou a trabalhar com o secretário-geral do PS, António Costa, ainda quando os socialistas estavam na oposição, e integrou o anterior Governo, entre 2015 e 2019, como ministro das Finanças. A sua permanência no actual executivo era questionada desde a campanha eleitoral.

Em entrevista à RTP, na quinta-feira, Mário Centeno explicou que escolheu sair do Governo no “fim de um ciclo” na presidência do Eurogrupo – cargo que exercia desde Janeiro de 2018 e ao qual optou, assim, por não se recandidatar – e rejeitou que houvesse uma “deterioração” da sua relação com o primeiro-ministro, António Costa.

Quanto ao seu futuro, questionado se o lugar de governador do Banco de Portugal é apetecível para si, Centeno respondeu que “é um cargo que é muito importante para o país” e que “qualquer economista pode gostar de desempenhar”.

No dia em que anunciou esta mudança ministerial, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que Mário Centeno foi “um grande ministro das Finanças” e que a sua gestão das contas públicas nos últimos anos “fica para a história”.

Centeno deixa as Finanças. João Leão é o novo ministro. Mourinho Félix sai

João Leão sobre de secretário de Estado a ministro. Centeno deixa as FInanças

© Tiago Petinga/Lusa

Mário Centeno deixa o Ministério das Finanças, numa exoneração que já foi aceite pelo Presidente da República. João Leão, até agora secretário de Estado do Orçamento, toma posse como ministro no dia 15.

Esta remodelação conheceu-se no dia em que o Conselho de Ministros aprovou o Orçamento de Estado suplementar para 2020, como resposta à crise económica e social provocada pela pandemia.

Da reunião saíram, lado a lado, Mário Centeno, o ministro demissionário, António Costa, e o novo titular da pasta das Finanças, João Leão.

A conferência de imprensa conjunta serviu sobretudo para a despedida do também presidente do Eurogrupo, mas sobretudo para o primeiro-ministro garantir que a política económica e financeira do governo será de continuidade e “estável”.

António Costa fez questão de frisar que a decisão de sair do governo foi de Centeno. “A vida é feita de ciclos e expresso publicamente que compreendo e respeito que Mário Centeno queira abrir um novo ciclo na sua vida”.

Lembrou ainda que o ciclo foi “longo”, de seis anos, e que o ministro cessante foi o segundo em 46 anos de democracia a completar uma legislatura no governo, tendo ainda preparado o primeiro Orçamento do Estado da atual e ainda o suplementar aprovado esta terça-feira.

Assegurou, por isso, ser este o timing certo para esta remodelação.

Fechar

Subscreva as newsletters Diário de Notícias e receba as informações em primeira mão.

“A vida é feita de ciclos e expresso publicamente que compreendo e respeito que Mário Centeno queira abrir um novo ciclo na sua vida”

António Costa agradeceu “profundamente a dedicação” e a “excelência dos resultados” obtidos por Centeno e o “prestigio” que deu a Portugal enquanto presidente do Eurogrupo. E até prometeu um abraço, que foi também replicado por Centeno, ao seu ministro cessante. “O covid não permite o abraço que me apetecia dar agora a Mário Centeno, mas quando passar será dado”.

De João Leão, o sucessor, quis garantir que é a melhor forma de “dar continuidade” ao trabalho feito, já que esteve sempre na equipa de Mário Centeno, com a mais-valia de ter sido diretor do gabinete de estudos do Ministério da Economia durante quatro anos. “Quero assegurar tranquilidade na passagem de testemunho”.

“O covid não permite o abraço que me apetecia dar agora a Mário Centeno, mas quando passar será dado”

António Costa chutou para canto sobre o eventual futuro de Mário Centeno como governador do Banco de Portugal e sobre a saída do secretário de Estado adjunto e das Finanças, Mourinho Félix, lembrou que todos os titulares das secretarias de Estado do ministério caem com a saída do ministro e que poderão ser ou não reconduzidos pelo novo.

Centeno diz que foi “percurso partilhado”

Mário Centeno aproveitou a conferência de imprensa para fazer uma breve despedida, sublinhando que a sua presença ali era garantia de que a transição é mesmo “tranquila”. Depois de devolver a intenção de também abraçar Costa quando for possível, afirmou que o “percurso foi partilhado”, num governo com “liderança e coesão”.

O ministro cessante recordou que o seu ciclo foi realmente longo, feito de 1664 dias de mandato, com 900 partilhados na presidência do Eurogrupo. Centeno manifestou-se ainda convicto de que “os números continuarão certos” com João Leão, com quem trabalhou sempre enquanto ministro na elaboração dos orçamentos do Estado.

Leia também:  Como Saber Quanto Receber Irs Apos Validacao?

João Leão manifestou-se empenhado em dar resposta “à crise profunda e súbita” que se abateu sobre Portugal com a pandemia e prometeu concentrar os esforços na estabilização da economia e no apoio às empresas e do emprego, para numa segunda fase se recuperar a economia e conseguir o “ciclo virtuoso” do crescimento económico.

Um economista no leme das Finanças

Ainda decorria o Conselho de Ministros quando Marcelo Rebelo de Sousa deu nota da remodelação.

“O Presidente da República recebeu do Primeiro-Ministro as propostas de exoneração, a seu pedido, do Ministro de Estado e das Finanças, Professor Doutor Mário Centeno, e de nomeação, em sua substituição, do Professor Doutor João Leão.

O Presidente da República aceitou as propostas, realizando-se a cerimónia da posse no dia 15 de junho, às 10 horas”, lê-se na nota emitida por Belém.

Com esta subida de João Leão, sai também do governo Ricardo Mourinho Félix, que era secretário de Estado adjunto e das Finanças, muito próximo de Centeno, e que foi muito falado como um potencial sucessor do agora ministro das Finanças cessante.

João Leão fazia parte da equipa de Mário Centeno desde o início como secretário de Estado do Orçamento e foi um dos peritos que integrou o grupo de 12 personalidades que António costa chamou em 2015 para elaborar o seu primeiro Programa Eleitoral.

No governo, o novo ministro das Finanças é considerado um profundo conhecedor da de ciências economia portuguesa. O que se justifica pelo seu trabalho académico, como professor de Economia do Instituto Superior do Trabalho e da Empresa (ISCTE), quer por ter sido diretor do gabinete de estudos do Ministério da Economia entre 2010 e 2014.

João Leão também foi assessor do secretário de Estado Adjunto da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Medina, entre 2009 e 2010, no segundo governo de José Sócrates.

Com 45 anos,, João Leão é doutorado em Economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, depois de se ter licenciado e feito o mestrado em Economia na Universidade Nova de Lisboa.

Entre 2010 e 2014, João Leão foi membro do Conselho Económico e Social e do Conselho Superior de Estatística.

Em 2010 e 2012, integrou a delegação portuguesa no Comité de Política Económica da OCDE, tendo participado em vários grupos de trabalho.

Crispação com Centeno

O timing da saída de Centeno do governo causou surpresa, mas já era esperado que acabasse por deixar a pasta das Finanças. Não só porque era falado há bastante tempo para suceder a Carlos Costa no Banco de Portugal – o que não se sabe se virá a acontecer – como o também presidente do Eurogrupo entrou em colisão com António Costa nas últimas semanas.

Primeiro quando quando no Parlamento entrou em contradição com o primeiro-ministro sobre a injeção de 850 milhões de euros no Novo Banco, que António costa desconhecia que tivesse sido feita, de tal forma que recebeu o apoio do Presidente da República.

Há poucos dias, Mário Centeno deu também uma entrevista à Antena 1 em que, de forma clara que nunca tinha falado com o homem que António costa escolheu para desenhar o plano de recuperação económica do governo, António Costa Silva. O que foi lido como mais um episódio de mal-estar entre o ministro e o primeiro-ministro.

João Leão e nova equipa das Finanças já tomou posse: quem são os novos governantes

João Leão, o novo ministro das Finanças, e toda a sua equipa – inclui três novos secretários de estado – tomaram posse esta segunda-feira (15 de junho de 2020) de manhã, na sequência da demissão de Mário Centeno.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, deu posse aos governantes no Palácio de Belém, em Lisboa, “numa cerimónia restrita e sem outros convidados, dadas as atuais regras de saúde pública”, lê-se numa nota publicada no portal da Presidência da República.

Uma cerimónia, de resto, que decorreu sem máscaras e com vénias em vez de apertos de mão.

Quem são os novos governantes? Nesta recomposição, que não altera a dimensão do Governo, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes, é promovido a Adjunto do novo ministro e também tomará posse desse novo cargo, escreve a Lusa, acrescentando que tomarão posse como novos secretários de Estado Cláudia Joaquim, com a pasta do Orçamento, João Nuno Mendes, com as Finanças, e Miguel Cruz, com o Tesouro.

  • Além de Mário Centeno, saem do Governo Ricardo Mourinho Félix, o seu secretário de Estado Adjunto e das Finanças, e Álvaro Novo, secretário de Estado do Tesouro.
  • A saída de Mário Centeno do cargo de ministro de Estado e das Finanças, a seu pedido, foi conhecida dia 9 de junho de 2020, em simultâneo com a sua substituição por João Leão, até agora secretário de Estado do Orçamento.
  • Segundo o primeiro-ministro, António Costa, está assegurada a “continuidade” da política orçamental do Governo com a “tranquila passagem de testemunho” para João Leão, numa conjuntura “desafiante” de crise económica e social.

Quem é quem na nova equipa das Finanças:

João Leão

O novo ministro de Estado e das Finanças nasceu em Lisboa em 1974. É doutorado em Economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), EUA, e licenciado em Economia e Mestre em Economia pela Universidade Nova de Lisboa. É professor de Economia no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa desde 2008.

  1. Foi Secretário de Estado do Orçamento entre 2015 e 2019 no XXI Governo da República, função que manteve desde 2019 no XXII Governo da República.
  2. Foi Diretor do Gabinete de Estudos do Ministério da Economia entre 2010 e 2014 e assessor do Secretário de Estado Adjunto da Indústria e do Desenvolvimento entre 2009 e 2010. 
  3. Desempenhou as funções de presidente da Comissão Científica do Departamento de Economia do ISCTE entre 2009 e 2010 e de diretor do Doutoramento em Economia (2011-2012). 

Foi membro dos Conselho Económico e Social e Conselho Superior de Estatística entre 2010 e 2014. Integrou a delegação portuguesa no Comité de Política Económica da OCDE em 2010 e 2012 e integrou grupos de trabalho no âmbito da OCDE.

António Mendonça Mendes

O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais de Mário Centeno mantém-se no cargo e é promovido, na medida em que passa tam bém a ser adjunto do novo ministro das Finanças, João Leão.

António Mendonça Mendes pertence à máquina do PS e lidera a federação de Setúbal, uma das mais importantes a nível nacional.

É advogado, licenciado em Coimbra, e já antes tinha passado pelo Executivo, nos governos de José Sócrates, escreve o Jornal de Negócios.

Cláudia Joaquim

A ex-secretária de Estado da Segurança Social de Vieira da Silva regressa ao Governo, desta vez para liderar a secretaria do Orçamento. Cláudia Joaquim substitui João Leão, que sobe a ministro.

Licenciada em Economia e mestre em Políticas Públicas, Cláudia Joaquim é, desde 2001, técnica superior do Instituto da Segurança Social.

Recentemente, tem sido vogal da mesa da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, refere a publicação.

João Nuno Mendes

O novo secretário de Estado das Finanças liderava desde maio as negociações da ajuda de Estado ao Grupo TAP.

No seu percurso político, destaca-se o exercício das funções de secretário de Estado do Planeamento entre 1999 e 2002 no XIV Governo da República.

Neste segundo Governo liderado por António Guterres, João Nuno Mendes assumiu responsabilidades no domínio do terceiro quadro comunitário de apoio, explica o jornal.

Miguel Cruz

O novo secretário de Estado do Tesouro é o único membro da equipa de João Leão sem qualquer experiência governativa.

Doutorado em Economia pela London Business School, licenciado e mestre em Gestão pela Universidade Católica, Miguel Cruz foi presidente da Parpública e do IAPMEI.

É atualmente embaixador em Portugal para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS das Nações Unidas/Global Compact Portugal, escreve o Negócios.

Costa coloca Centeno no radar do BdP

Entretanto, António Cista afirmou, esta segunda-feira, que Mário Centeno é uma hipótese para desempenhar as funções de governador do Banco de Portugal (BdP), dizendo que tem todas as competências pessoais e profissionais para o exercício desse cargo.

De acordo com o primeiro-ministro, que falava no Palácio de Belém após a breve cerimónia de posse de João Leão, Mário Centeno “tem todas as competências para exercer as funções de governador do BdP”. “O próprio governador do BdP [Carlos Costa] já o reconheceu. Ninguém tem dúvidas sobre essa matéria”, disse, citado pela Lusa.

De referir que Centeno vai também abandonar o cargo de presidente do Eurogrupo, tendo sido o terceiro a liderá-lo, depois do luxemburguês Jean-Claude Juncker (2005-2013) e do holandês Jeroen Dijsselbloem (2013-2018). 

A sua sucessora poderá ser a espanhola Nadia Calviño. O presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez, disse, este domingo, que vai “tentar amadurecer” a ideia de uma candidatura da vice-presidente do seu Executivo. 

Segundo o Sánchez, é “uma honra” que se fale “com muita força” sobre a possibilidade de a ministra dos Assuntos Económicos e Transformação Digital de Espanha vir a ocupar o cargo que pertenceu ao português.

“O Governo de Espanha está muito interessado neste tipo de responsabilidade” e, por isso, falará nos próximos dias “com todos os colegas para tentar amadurecer essa candidatura” antes de 25 de junho, data limite para a sua apresentação, adiantou.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*