Quem Quando Como Onde O Quê Por Quê?

  • Os alunos do primeiro ano de jornalismo aprendem sobre os cinco Ws (Who, What, Where, When e Why).
  • Embora você possa não ter intenção de se tornar um jornalista profissional, se você for escreva artigos originais e ótimos para o seu blog, então usar o Five Ws é um hábito inteligente de se entrar.
  • A última coisa que você quer que um leitor faça é sair do post do seu blog, coçando a cabeça e se perguntando por que você não cobriu completamente o assunto.

Enquanto os Cinco Ws podem ser um pouco clichê dos padrões de jornalismo antigos, é um bom lugar para começar. Todos os artigos que você escreve se prestam aos Cinco? Não é provável. No entanto, percorrê-los pode acender outra ideia para outro ângulo na história que você não tinha pensado no começo.

Old Dominion University fornece um gráfico o é muito útil ao passar pelos Cinco Ws que você pode achar útil. Aqui estão algumas perguntas que você pode fazer ao passar por cada ponto.

  • Quem: Quem é essa história? Quem é o leitor alvo?
  • O quê: Qual é a ideia principal da história? O que está acontecendo? Que ações a pessoa acima definiu?
  • Onde: Onde a história está localizada? De onde é a pessoa? Onde o evento ocorreu? Onde a informação pode ser usada?
  • Quando: Quando tudo isso aconteceu? Quando esta informação pode ser usada? Quando o evento ocorrerá ou ocorrerá?
  • Por que: Por que você está escrevendo sobre esse assunto? Por que o leitor deveria se importar?

1. Quem

Se você fosse simplesmente responder a cada pergunta acima, não seria um artigo muito longo, seria?

Na verdade, você pode até ser capaz de responder a todas as perguntas em uma única sentença. Em vez disso, você deve expandir em cada ponto, cobrindo-o de todos os ângulos. Você quer que o leitor se afaste sentindo que conhece bem o assunto e não como se ainda tivesse perguntas que precisassem ser respondidas.

Quando você estiver respondendo a pergunta de quem é este post, você vai querer aprofundar e abordar questões como:

  • Quantos anos tem a pessoa?
  • Onde essa pessoa mora?
  • Há algum fato pessoal relacionado à história?
  • Quem mais estava envolvido no incidente?
  • Qual é a carreira da pessoa?
  • Qual é o nome dele?
  • Qual é o cargo dele?

2. o que

Qual é a ideia principal desta história? Se você fosse me contar em uma única sentença sobre o que é seu artigo, o que você diria? Você está:

  • Argumentando um ponto?
  • Explicando como fazer alguma coisa?
  • Revendo ou criticando alguma coisa?
  • Descrevendo algo?

3. Onde

Onde a história aconteceu ou onde poderia acontecer?

Escave profundamente aqui. desde que você está cobrindo um local, você vai querer entrar em detalhes, tanto quanto você puder. Mostre ao leitor em vez de apenas dizer a ela.

Por exemplo, em vez de escrever que foi um dia quente, escreva que o cabelo da pessoa preso à parte de trás do pescoço do suor escorrendo de seu couro cabeludo. Deixe o leitor saber que o ar estava quente e pegajoso.

Se você puder mostrar ao leitor, você vai puxá-la para o seu artigo e mantê-la lá.

  • Como é o lugar?
  • Como isso é chamado?
  • Há algum cheiro?
  • Quais são os sons?
  • Há algum fato pouco conhecido que o leitor achará interessante sobre esse lugar?

4. Quando

Quando a história aconteceu ou quando o evento acontecerá?

Então, muitas vezes mais, eu vejo um ótimo artigo sobre uma próxima conferência ou evento e não uma vez no artigo o escritor menciona a data ou a hora. Preste atenção a esses detalhes e seus posts se destacarão como peças de escrita solidamente pesquisadas.

  • Qual é a data?
  • Qual é a hora?
  • O que acontece mais ou menos na mesma época? É uma época específica? É o ideal para esse evento naquele momento?

5. Por quê

Por que você está cobrindo este tópico?

Embora você possa não se manifestar e dizer ao leitor o motivo pelo qual escreveu um artigo, é importante conhecer suas razões específicas para escrever sobre um tópico. Você também pode querer perguntar por que um determinado indivíduo fez alguma coisa.

Enquanto você não pode viver dentro da cabeça de outra pessoa, pode supor as razões por trás das ações de uma pessoa. Apenas certifique-se de dizer ao leitor que esta é a sua análise.

Essa pode ser uma boa oportunidade para fazer com que os leitores falem sobre suas postagens.

6. E como?

Alguns jornalistas também colocam a questão “como?”

Isso é algo chamado os cinco Ws e um H, ou quem que onde quando e por quê?

Como está inserido em todas as suas outras perguntas. Por exemplo, digamos que você tenha um site sobre shows que chegam à sua cidade. Você está entrevistando alguém que faz a reserva de programas sobre um próximo show. Você pode perguntar quando o programa começa como parte de suas perguntas “quando” e depois continuar com:

“Quanto tempo dura o show?”

Esta é uma pergunta importante que ajuda a preencher as lacunas. Deve resultar da vazante e vazante naturais da entrevista. “Como?” também pode ser usado para ajudar a explicar processos complicados ao leitor.

Um estudo de caso

Vamos dar uma olhada em uma história antiga que a maioria das pessoas conhece para que você possa ver como os Cinco Ws funcionam.

Nós vamos olhar para a história de Chapeuzinho Vermelho. Apenas no caso de você não ter ouvido esta história, basicamente, é sobre uma jovem cuja avó está doente. Ela sai pela floresta para ver sua avó. A menina usa uma capa de equitação vermelha com um capuz.

Porém, antes que ela chegue na casa da vovó, o lobo mau aparece e toma o lugar de sua avó. Seu objetivo? Para comer Red, ou assim conta a história original.

Mas qual é o lado do lobo?

Então, digamos que você está escrevendo um artigo e está entrevistando o lobo. Antes de começar a entrevista, você vai pedir aos cinco Ws que o ajudem a se preparar.

  • Quem é essa história sobre? Quem é o lobo? Quem é vovó? Quem é vermelho?
  • O que acontece com a avó? O que o lobo faz? O que o Red faz?
  • Onde a história acontece? Onde está o lobo quando Red chega? Para onde vovó foi?
  • Quando Red chega na casa de sua avó? Quando o lobo chegou lá? Quando a avó adoeceu?
  • Por quê o lobo quer comer vermelho? Por que a avó deixa o lobo entrar? Por que Red não percebe que é um lobo e não sua avó?

Entrevistando o Sr. Lobo Mau

Agora você está pronto para entrevistar o lobo. Ao analisar as perguntas acima, você pode ter uma ideia nova sobre essa história. Algo assim:

Em uma entrevista exclusiva com o Sr. Lobo Mau, descobriu-se que há mais na história da Chapeuzinho Vermelho do que se pensava inicialmente. Na primavera de 1659, o lobo afirmou que Red e algumas de suas amigas começaram um incêndio florestal que fez com que sua família fugisse de seu esconderijo seguro. No processo, a esposa e três filhos de Wolf foram mortos.

“Não foi a primeira vez que Red e seus amigos bandidos causaram problemas para nós, animais da floresta, mas suas ações naquele dia foram o mesmo que assassinato. Jurei me vingar. ”

No entanto, não foi até a queda de 1960, quando a avó de Red ficou doente que o Sr. Wolf viu sua chance de vingar sua família. Segundo o Sr. Wolf, ele sabia que Red gostava de seguir um caminho particular pela floresta até a casa de sua avó. Ele estava observando ela por seis meses antes do dia do ataque. Ele também sabia que ela teria uma cesta de assados ​​e onde sua avó morava.

Quando ele viu vermelho em seu caminho regular para a casa da vovó, ele pegou um atalho pela floresta. A avó amava criaturas da floresta e felizmente abriu a porta para o lobo, mas ele rapidamente a amarrou, roubou uma das suas camisolas e bonés e colocou-se sob as cobertas da cama. Ele sabia que não podia esconder o rabo, mas esperava que Red não notasse seu longo focinho.

“Esperei uns dez minutos antes de ela chegar e disse-lhe que se aproximasse um pouco mais para que pudesse vê-la melhor, porque sabia que a sua avó tinha visão fraca. Todos na família de Red fazem. ”

Quando Red se aproximou da cama, ela percebeu que o lobo não era sua avó. Ela gritou e chamou o lenhador que ela tinha visto quando ele entrou e ele afastou o lobo.

“Eu não ia nem machucá-la”, disse Wolf. “Eu só ia assustá-la e roubar suas guloseimas para me vingar um pouco. Quer dizer, não sou um monstro. Eu sei que ela é apenas uma criança, mas eu queria um pouco de vingança. ”

O lobo está passando cinco anos trancado por tentativa de arrebatar os deleites da mulher idosa.

Você vê como fazer as perguntas ajuda a detalhar sua história e envolver o leitor? Embora você não possa usar todas as perguntas W todas as vezes, tê-las como guia pode ajudá-lo, especialmente quando você está entrevistando pessoas.

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Finalmente, tenha em mente que uma imagem vale realmente mil palavras.

Quão mais poderosa a história acima se torna quando você adiciona uma foto do Sr. Lobo com sua esposa e filhos já falecidos?

Olhe para todos os ângulos, olhe para todos os W e, antes que você perceba, estará blogando como um jornalista profissional.

Leia mais:

Quem, onde, quando, o quê e o porquê

EDITORIAL

Quem, onde, quando, o quê e o porquê

Subordinado ao título acima, pôde-se ler interessante Editorial publicado em órgão da Academia de Ciências de Nova York, a respeito de hipóteses de trabalho científico para a poderosa nação norte-americana (NICHOLS4, 1995).

Em que pese a nossa incipiência, frente àquele gigante onipotente, talvez coubesse fazer-nos a mesma pergunta. Em especial, no que tange ao campo das ciências biológicas aplicadas aos problemas de saúde que afligem a nossa população. Obviamente, sem ignorar o seu significado social.

Ocorre que, neste texto e dentro do cenário de nosso estádio cultural, objetiva-se focalizar aquelas e as consequências de seus resultados.

Se o Brasil é país industrializado, ao menos em alguma medida (SCHNEIDER6, 1996), se tem contigente populacional apreciável (cerca de 160 milhões), se dispõe de recursos naturais exploráveis (e explorados) e se é dotado de agropecuária significante, nada impediria a formulação daquela questão no que concerne ao que produz no campo das ciências biológicas aplicadas à saúde. Não obstante, o nosso País tem de arcar com desvantagens para chegar a respondê-la de maneira satisfatória. Desvantagens essas decorrentes de sua inserção no assim chamado terceiro mundo. O que significa, em princípio, ser culturalmente colonizado e destinado, principalmente, a representar o papel de consumidor e assim obrigando-se, direta ou indiretamente, a aceitar o que lhe é oferecido pela ciência e tecnologia do primeiro mundo. Ocorre que nem sempre tais produtos vão ao encontro dos interesses de sua população. Principalmente quando se trata de problemas nosológicos. Diante disso, convirá considerar como se responderia à pergunta que dá título ao presente texto, para país como o nosso.

Inicialmente, quem e onde. Se os resultados científicos forem aplicáveis à melhoria da qualidade de vida humana, é de se esperar que o investimento maior seja do Estado. E a fundo perdido, uma vez que os conhecimentos, assim adquiridos, contribuem para o crescimento cultural do país.

Se porém, o produto científico irá se traduzir em artigo “vendável”, no sentido comercial do termo, então haveria de se esperar interesse por parte de setor empresarial da sociedade. Em vista disso, a tendência que se observa agora, em nosso meio, é a de envolver este nas atividades de pesquisa, claro está que de natureza tecnológica.

Como exemplo eloqüente pode-se mencionar o entusiasmo atual com o possível estabelecimento de “parcerias” empresa-universidade. Isso significa que a ciência deveria apoiar a indústria e que as universidades deveriam objetivar o fornecimento de resultados de suas pesquisas que fossem utilizáveis por aquela.

O que implica, por decorrência, administrar a universidade de maneira semelhante à empresa. Contudo, para tanto, há óbices evidentes e de caráter, salvo melhor juízo, intransponível.

Assim, o que se poderá prever em tais “parcerias” será a concentração das atividades científicas no campo da tecnologia. Mesmo dessa maneira, nem sempre o retorno econômico seria suficientemente rápido para compensar o investimento. A empresa, como entidade isolada, dificilmente poderia arcar com custos de investigações a longo prazo.

Pode-se argumentar com exceções, se bem que nenhuma delas em países terceiromundistas, como o nosso. Tais são, o projeto Norvatis e o do Genoma Humano. O primeiro tem por objetivo o desenvolvimento biotecnológico e químico de arsenal terapêutico com vistas a doenças crônicas e degenerativas, além de transplantes.

Nele, encontram-se englobadas três grandes empresas multinacionais de produtos farmacêuticos, pretendendo levar avante as pesquisas em, de início, o que elas consideram seis centros de “excelência”. Destes, três nos Estados Unidos da América do Norte (EUA), um na Inglaterra, um na Suiça e um na Áustria (KOENIG2,1996).

O segundo visa o mapeamento do Genoma Humano, com a identificação dos genes. Recentemente pôde-se divulgar resultado parcial que foi produzido, de maneira semi-industrial, por pesquisadores em cerca de vinte centros de investigação científica (SCHULER et al.7,1996).

Obviamente, em que pese serem ambos os projetos de longa duração, têm o objetivo precípuo de alcançar os benefícios do poder econômico. Em decorrência, o tratamento e a prevenção das doenças humanas focalizadas estarão ao alcance daquela parte da população do planeta que disponha de poder aquisitivo suficiente para tanto.

Se bem que a riqueza em recursos intelectuais da sociedade se concentre nas universidades, a aplicabilidade das pesquisas, ali realizadas, para a indústria, restringe-se praticamente ao desenvolvimento da instrumentação tecnológica como, por exemplo, nas áreas da engenharia, da química, da medicina e de outras.

Por sua vez, cabem na universidade as atividades de pesquisa básica, sem o vislumbre de aplicabilidade a curto prazo, a não ser a relativa ao enriquecimento do saber humano, como, por exemplo, a literatura, a teoria dos números, a sistemática biológica e muitos outros campos do conhecimento.

O que se espera da universidade, em matéria de pesquisa, é que seja núcleo de elaboração de idéias e de iniciativas (MAC LANE3, 1996). Pouco deveria interessar à sociedade o montante de recursos oficiais nela investidos. Trata-se de investimento a longo prazo, medido em gerações futuras.

Aqueles que a acusam de ser “saco sem fundos” orçamentário utilizam, para tanto, chavões que são repetidos com frequência e que não deixam de causar alguma irritação, tais como o referente à necessidade de “perseguir resultados que vão ao encontro dos interesses nacionais”, ou então, “se a universidade é sustentada pela sociedade, então deve ater-se ao que interessa a esta, caso contrário, aquela não deveria continuar a sustentá-la”. Esses são alguns exemplos de interpretação totalmente errada da universidade. Se é questão de “impactar” com suas descobertas científicas, como fazê-lo a priori? Seria possível avaliar previamente o impacto dos estudos de estrutura do átomo ou da descoberta do DNA?

Outra feição da vida acadêmica que vai de encontro aos interesses empresariais vem a ser a da estabilidade funcional. E isso em que pese a atual orientação governamental que, em consonância com a ética capitalista, confunde a prestação de serviços com investimentos.

A estabilidade dos pesquisadores universitários permite-lhes levar a cabo estudos prolongados, às vezes neles dispondo todo o tempo de suas vidas. Além disso, protégé-os das ingerências da politicagem. A existência de instituição à qual se deu o nome de Universidade é muito anterior à da Empresa.

Aquela representa o processo de descobrir e de trasmitir conhecimentos a gerações novas, e nela não cabe o modelo do “livre mercado” baseado na competição darwiniana.

No que concerne ao quando e ao o quê, é de se convir que o nosso País deveria dispor-se, agora, a desenvolver sua própria atividade científica. Ao menos, no que respeita aos próprios problemas nosológicos que comprometem a qualidade de vida de sua população.

Aliás, como já o fez por ocasião da primeira metade do presente século, descontinuada ou reduzida após a segunda guerra mundial. Nesse particular, o Brasil encontra-se atualmente em situação intermediária. Eis que, ao mesmo tempo, necessita investir em educação, elementar e secundária, e dispõe de capacidade para a produção científica.

Ainda mais, ao se atentar que esta não pode ser tida como luxo de nações do primeiro mundo. Qualquer país que almeje o desenvolvimento cultural deve ter o propósito de investir em ciência e tecnologia. E ainda mais quando abriga múltiplos problemas de saúde, com os quais se vê a braços a sua população.

Toda nação do terceiro mundo (dito, eufemisticamente, de “em desenvolvimento”) necessita reacender a sua atenção para a persistência e o ressurgimento de grandes problemas relativos às doenças infecciosas e endêmicas. Sem pesquisa de caráter fortemente autóctone, dificilmente tal problemática deixará de comprometer aquele citado desenvolvimento.

Assim, pode-se citar, como exemplo, os ainda totalmente insuficientes investimentos em estudos sobre malária, esquistossomose, leishmanioses e, menos ainda, sobre biologia de seus vetores. Ao menos no que concerne à participação nacional.

No momento mesmo em que estas linhas estão sendo redigidas (24 de novembro de 1996), o Senhor Presidente da República está encetando viagem de visita ao país de Angola, na África.

Em decorrência, pôde-se ouvir pelo noticiário radiofônico os múltiplos conselhos que lhe foram foram dados em relação a medidas preventivas, tais como, tomar drogas antimaláricas, evitar a ingestão de alimentos crus, deixar de sair ao ar livre em horários que coincidam com os de maior atividade anofelínea, ou seja, das 05:00 às 07:00 e das 18:00 às 20:00 horas.

Isso talvez devesse motivar Sua Excelência para o significado dessas endemias. Mormente no que concerne à população de seu próprio País e, assim, servir de estímulo para propiciar meios de desenvolver pesquisas autóctones. Nesse particular, por exemplo, pouco adiantará gastar recursos e treinar nossa juventude em temas como o da supra referida pesquisa do Genoma Humano. A se insistir nesse campo da genética, melhor seria então que os projetos se voltassem para o estudo dos genomas de agentes infecciosos de endemias que assola o território nacional.

Ao leitor poderá configurar certa incongruência, das considerações acima, face ao que foi advogado em parágrafos anteriores a respeito da autonomia científica na universidade.

Leia também:  Quem Foi O Terceiro Rei De Portugal, Também Conhecido Como O Gordo?

Embora, em seu aspecto geral, tal aspecto autônomo faça parte dos “falsos dilemas” de PELLEGRINI FILHO5 (1994), há que se considerar que esse autor como que se contradiz ao afimar ao mesmo tempo o papel de “mercado” social como definidor das prioridades, que dever-se-ia seguir o exemplo de países que fizeram da “ciência e tecnologia parte integral de seu desenvolvimento”. Ora, este deve ser encarado como patrimônio cultural, em seu todo, e não apenas material, ou seja, econômico. E o avanço cultural sedia-se, precipuamente, na universidade. Claro está que o terceiro mundo se vê na contigência atual de importar, principalmente, tecnologia. Não obstante, é de se desejar que seja capaz de absorvê-la e de desenvolvê-la de acordo com seus próprios meios.

Finalmente, resta considerar o porquê. Nas explanações feitas em parágrafos precedentes, pôde-se entrever a motivação que deveria estimular a aplicação de recursos no desenvolvimento do terceiro mundo.

Constitui característica do ser humano a de ansiar por conhecer o mundo que o cerca, quanto mais não seja, para se diferenciar dos antropóides, seus primos na escala evolutiva. Porém, tal curiosidade inata não mais se tornou suficiente. Há até algum tempo, a atividade de pesquisa científica outorgava, a quem a exercia, feição de confiabilidade e de elevado altruísmo.

Isso se devia ao fato de a ciência ter adquirido essa imagem em virtude da procura da verdade e de ter, por objetivo primordial, o benefício de toda a humanidade. Recentemente, porém, surgiram evidências de mudanças nessa conceituação.

Assim, têm-se levantado questões sobre o caráter excessivamente sigiloso dos resultados alcançados como, por exemplo, nas pesquisas médicas que poderiam ensejar tratamentos e soluções para problemas de saúde e, pois, mitigar o sofrimento das pessoas afetadas por várias doenças.

Contudo, com a mercantilização da ciência, isto é, com a transformação do dado científico em produto passível de comercialização, a urgência em divulgá-lo vem sendo paulatinamente substituída pela urgência em patenteá-lo. Na medida em que a empresa particular investe, esse aspecto torna-se cada vez mais acentuado.

Nos EUA, o problema está se tornando preocupante face a exigências contratuais que dão às empresas a propriedade dos resultados da pesquisa, inclusive o direito de divulgá-los ou não (GIBBS1, 1996).

Têm ocorrido exemplos evidentes dessa problemática, mormente na pesquisa genética com a caracterização e o isolamento de genes, potencialmente produtores de substâncias comercializáveis. Se isso ocorre na nação que é atualmente a líder mundial da pesquisa em ciência e tecnologia, imagine-se o que poderia ocorrer em nosso meio.

No entanto, e a bem da verdade, há de se convir que a problemática análoga seria improvável que ocorresse no estado atual de nosso desenvolvimento científico. Pela simples razão da inexistência deste. Em outras palavras, a confirmar o colonialismo cultural ao qual estamos sujeitos, não se poderá vislumbrar qualquer possibilidade de competição (no bom sentido) em determinados campos de investigação como, por exemplo, o da biologia molecular. Neste, restar-nos-á o papel de copistas. Na melhor das hipóteses, de mão-de-obra menos dispendiosa, para servir tecnicamente às grandes pesquisas multinacionais. Isso se assemelha, mutatis mutandi, ao que se presencia com a indústria automobilística, assim dita “nacional”.

Não obstante, existem campos que poderão (e necessitarão) abrigar a ciência autóctone. E até porque eles deixaram de interessar àqueles países que são os donos incontestes dos outros campos.

Na área da saúde, trata-se como já se referiu, da nosologia concernente às endemias que assolam a nossa população, em particular, e as da América Latina, em geral. Seria pois de todo aconselhável que se investisse e se estimulasse a procura de soluções, abordando os vários aspectos de tais problemas.

Os resultados obtidos deveriam ser prioritariamente divulgados, de maneira acessível, nos meios centro e sul-americanos. Os nossos pesquisadores deveriam valorizar menos a “internacionalização” e mais a “americalatinização”, se assim se pode chamar, das informações obtidas e das suas decorrentes reputações científicas.

Os poderes governamentais deveriam interessar-se mais em estimular a nossa juventude em relação a essas pesquisas. Eis que estas, embora acoimadas, por muitos, de “subdesenvolvidas”, são de indiscutível utilidade para a nossa tão “subdesenvolvida” população.

Salvo melhor juízo, afigura-se ser esse o melhor caminho que a atividade científica da América Latina deve, in primo loco, dispor-se a seguir. Se é que realmente almeja tornar-se independente e livre. (Fonte: Rev Saúde Pública, v. 30, n. 6 , p. 499-501, 1996)

Oswaldo Paulo Forattini Editor Científico da Revista de Saúde Pública da USP

1. GIBBS, W. W. The price of silence. Scient Amer, v. 275, p. 10-12, 1996.         [ Links ]2. KOENIG, R. Giant merger creates biotech power. Science, v. 271, p. 1490, 1996.         [ Links ]3. MAC LANE, S. Should universities imitate industry? Amer Scient, v.

84, p. 520-521, 1996.         [ Links ]4. NICHOLS, R. W. Who, where, when, what and why? Sciences, v. 35, p. 4, 1995.         [ Links ]5. PELLEGRINI FILHO, A. A basis for the formulation of policies on health science and technology in Latin America. Bull. PAHO, v. 28, p.

331-343, 1994.         [ Links ]6. SCHNEIDER, R. M. Brazil: culture and politics in a new industrial powerhouse. Boulder, Colorado : Westview Press, 1996.         [ Links ]7. SCHULER, G. D. et al. A gene map of the human genome. Science, v. 274, p. 540-546, 1996.

5WH – Wikipédia, a enciclopédia livre

Os cinco W, 5W2H,[1][2] 5W – 2H – 1R,Erro de citação: Elemento de fecho em falta para o elemento [3] 5W – 2H – 1R,[4] 5W2H[5] e 5W1H[6] são acrônimos em inglês que representam as principais perguntas que devem ser feitas e respondidas ao investigar e relatar um fato ou situação, sendo aplicável a várias atividades profissionais, como o jornalismo[7], a análise de sistemas, o setor de eventos, a administração [8][9][10], as vendas[11], o marketing[12], sistema pedagógico de organização[13], etc.

O acrônimo referencia as perguntas que se iniciam (em inglês) por:

  • Who? (Quem?)
  • What? (O quê?)
  • Where? (Onde?)
  • When? (Quando?)
  • Why? (Por que?)
  • How? (Como?)
  • How Much? (Quanto?)

Algumas destas perguntas são consideradas perguntas abertas, porque não podem ser respondidas de forma simples, com apenas um sim ou não, ou fornecendo exatamente uma resposta restrita simples, exigindo que a pessoa que responde use seu conhecimento e seja mais abrangente [14].

Origem

A origem destas perguntas vem do estudo da ética e, mais tarde, da retórica. Elas foram chamadas por Aristóteles das sete circunstâncias. Em latim as perguntas eram: quis, quid, quando, ubi, cur, quem da modum e quibus adminiculis. Esta perguntas podem ser livremente traduzidas para: quem, o que, quando, onde, por que , como e por que meios[15][16].

Uso no ensino de inglês

Muitos textos de ensino de inglês se preocupam em ensinar a forma correta de utilizar as perguntas em Wh.[17] Uma típica unidade de ensino buscará como objetivo que o aluno pergunte e responda questões simples feitas com as palavras que iniciam em Wh. Essas perguntas ajudam as crianças a aprender a construir seus textos, da mesma forma que servem para os jornalistas.

Outras perguntas

Tendo em vista a grande utilização das perguntas para investigar vários tipos de assuntos, outras perguntas podem ser feitas, o que gerou acrônimos como 5W2H, 6WH e outras variações. Uma lista bastante completa de perguntas adicionais é a seguinte:[18]

  • Wins? (Condições de sucesso?)
  • Whom? (Quem? como objeto)
  • Whose? (De quem? como possuidor)
  • What kind of? (Que tipos?)
  • Which? (Quais? entre uma lista)
  • How much? (Por quanto? no sentido financeiro, ou ainda no sentido de quantidade inumerável)
  • How many? (Quantos?)
  • How far? (Qual a distância?)
  • How long? (Por quanto tempo?
  • How often? (Com que frequência?)

Jornalismo

De uma maneira geral, a primeira parte de um artigo jornalístico, conhecida como lide, deve responder a: o quê (a ação), quem (o agente), quando (o tempo), onde (o lugar), como (o modo) e por que (o motivo) se deu o acontecimento central da história. No caso de não conseguir colocar todas as informações no início, o jornalista tem a opção de colocar o restante no sublead que representa o segundo parágrafo do assunto noticiado[7].

Ver artigo principal: Lide (jornalismo)

Ver também

  • Resolução de problemas

Referências

  1. ↑ «5WH da Gestão Patrimonial – Metodologia do Controle de Patrimônio». Integrade Gestão Patrimonial. 16 de agosto de 2011 
  2. ↑ «The Free Dictionary». Farlex. Consultado em 26 de janeiro de 2015 
  3. ↑ «The Free Dictionary». Farlex. Consultado em 26 de janeiro de 2015 
  4. ↑ Zacharias, Oceano. «A Ferramenta 5W – 2H – 1R». www.

    quality.eng.br. Consultado em 15 de outubro de 2017 

  5. ↑ «O que é e Como aplicar a ferramenta 5W2H». Blog Eu Administrador. 6 de abril de 2016. Arquivado do original em 15 de outubro de 2017 
  6. ↑ aelreyes. «5W1H». www.esalq.usp.br. Consultado em 15 de outubro de 2017 
  7. a b MÜHLHAUS, Carla (2000).

    «5W + H: seis questões milenares para a entrevista jornalística». www.ufrgs.br. Consultado em 15 de outubro de 2017 

  8. ↑ «5w e 2 o quê? – Café com Galo». Café com Galo. 9 de abril de 2015. Consultado em 15 de outubro de 2017. Arquivado do original em 15 de outubro de 2017 
  9. ↑ «Exemplos de utilização da ferramenta 5w2h». www.

    sobreadministracao.com (em inglês). Consultado em 15 de outubro de 2017 

  10. ↑ Ventura, Katia Sakihama; Suquisaqui, Ana Beatriz Valim; Ventura, Katia Sakihama; Suquisaqui, Ana Beatriz Valim (março de 2020). «Aplicação de ferramentas SWOT e 5W2H para análise de consórcios intermunicipais de resíduos sólidos urbanos». Ambiente Construído (1): 333–349.

    ISSN 1678-8621. doi:10.1590/s1678-86212020000100378. Consultado em 13 de dezembro de 2020 

  11. ↑ «Conhece os 5 “W” das vendas? – Venda Melhor». Wilques Erlacher Coaching de Desenvolvimento e Transformacional. 16 de novembro de 2014 
  12. ↑ «5W2H – Uma Poderosa Ferramenta de Marketing e Planejamento». Portal do Marketing Net.

    Consultado em 15 de outubro de 2017 

  13. ↑ Rossetto, Vanessa; Toso, Beatriz Rosana Gonçalves de Oliveira; Rodrigues, Rosa Maria; Rossetto, Vanessa; Toso, Beatriz Rosana Gonçalves de Oliveira; Rodrigues, Rosa Maria (2020). «Fluxograma organizativo de atenção domiciliar às crianças com necessidades especiais de saúde». Revista Brasileira de Enfermagem.

    ISSN 0034-7167. doi:10.1590/0034-7167-2019-0310. Consultado em 13 de dezembro de 2020 

  14. ↑ «Como Fazer Perguntas Abertas». wikiHow. Consultado em 17 de maio de 2019 
  15. ↑ «Septem Circumstantiae, five W's and H or 'six serving-men'.». Alex Fedotov (em inglês). 22 de fevereiro de 2019.

    Consultado em 22 de janeiro de 2020 

  16. ↑ Sloan, Michael C. (2010). «Aristotle's Nicomachean Ethics as the Original Locus for the Septem Circumstantiae». Classical Philology (em inglês). 105 (3): 236–251. ISSN 0009-837X. doi:10.1086/656196 
  17. ↑ 25/1/2015. «MASTER Wh Questions: Week 1 of 1» (PDF).

    Minnesota Literacy Council 

  18. ↑ «Wh – Questions». Consultado em 26 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 3 de fevereiro de 2015 

Ligações externas

  • Plano de Ação 5W2H: Uma ferramenta fundamental no dia a dia do Gestor

Obtida de “https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=5WH&oldid=60725322”

Por que, por quê, porque, porquê

Estas quatro formas existem na língua portuguesa e estão corretas. Contudo, devem ser utilizadas em situações diferentes.

Quando usar porque?

Porque (junto e sem acento) é utilizado em respostas para indicar uma causa ou uma explicação. É uma conjunção subordinativa causal ou explicativa que une duas orações. 

Porque é sinônimo de: pois, uma vez que, visto que, dado que, por causa de, pelo motivo de.

Exemplos com porque

  • Eu não fui trabalhar porque perdi o ônibus.
  • Eu vou ao supermercado porque fiquei sem manteiga.
  • Comprei este produto porque era o mais barato.

Substituição de porque

  • Fiquei feliz porque tirei uma boa nota.
  • Fiquei feliz pois tirei uma boa nota.
  • Fiquei feliz uma vez que tirei uma boa nota.
  • Fiquei feliz dado que tirei uma boa nota.

Quando usar por que?

Por que (separado e sem acento) é utilizado no meio das frases. Pode ser a junção da preposição por com o pronome relativo que ou com o pronome interrogativo que, assumindo assim dois empregos diferentes. 

Sendo pronome interrogativo, é sinônimo de: por qual motivo, por qual razão.  Sendo pronome relativo, é sinônimo de: por qual ou pelo qual.

  • Eu gostaria de saber por que razão eu não fui escolhida para o trabalho. 
  • Por que não veio falar comigo?

Substituição de por que (interrogativo)

  • Por que você fez isso?
  • Por qual razão você fez isso?
  • Por qual motivo você fez isso?

Exemplos com por que (relativo)

  • As razões por que tive aquela atitude não lhe dizem respeito. 
  • Eu já morei na rua por que estamos passando. 

Substituição de por que (relativo)

  • O motivo por que fui embora permanecerá comigo.
  • O motivo pelo qual fui embora permanecerá comigo.
  • O motivo por qual fui embora permanecerá comigo.

Quando usar por quê?

Por quê (separado e com acento) é utilizado apenas no final da oração, seguido de um sinal de pontuação. É a junção da preposição por com o pronome interrogativo tônico quê.

Por quê é sinônimo de: por qual motivo e por qual razão.

Exemplos com por quê

  • Você já saiu da escola? Por quê?
  • Ela está sempre mentindo e eu não sei por quê.
  • Aquele funcionário faltou ao trabalho e nem disse por quê.

Substituição de por quê

  • Eu apenas gostaria de saber por quê.
  • Eu apenas gostaria de saber por qual razão.
  • Eu apenas gostaria de saber por qual motivo.

Quando usar porquê?

Porquê (junto e com acento) é um substantivo masculino. Quase sempre vem acompanhado do artigo definido o: o porquê. É sinônimo de: motivo, razão, causa. 

Exemplos com porquê

  • Gostaria de saber o porquê de sua mudança de opinião.
  • Dê-me um porquê para eu não me ir embora agora.
  • Existem dois porquês que justificam seu comportamento.

Substituição de porquê

  • Ninguém me disse o porquê dessa decisão.
  • Ninguém me disse o motivo dessa decisão.
  • Ninguém me disse a razão dessa decisão.

Pode também vir acompanhado de um artigo indefinido, numeral, pronome demonstrativo ou possessivo: um porquê, esse porquê, meu porquê.

Quer aprender de forma rápida? Assista ao vídeo e veja todas as diferenças com exemplos e ilustrações!

Palavras relacionadas: porquê, porque.

Como, onde, quando, por quê?

Adoro fazer perguntas! Divirto-me pensando sobre tudo, questionando, investigando, pesquisando, esclarecendo dúvidas. Acho, de verdade, que fazer perguntas é mais importante, divertido e interessante do que respondê-las.

Perguntar pode ser mais divertido do que responder perguntas! (foto: Jared Cherup / Flickr / CC BY-NC-ND 2.0)

Tudo que mais gosto de fazer na vida tem a ver com fazer perguntas, a mim mesma e aos outros. Desde criança, adorava brincar de investigar. Fui crescendo sem perder o hábito e o gosto, e me tornei jornalista, professora e, mais recentemente, psicanalista. São ou não são profissões relacionadas diretamente à pratica investigativa?

Além das minhas áreas profissionais, muitas outras atividades dependem do questionamento, da investigação e da pesquisa.

O que seria dos cientistas sem o ponto de interrogação? A atividade científica, de modo geral, é baseada na pesquisa e nas práticas investigativas.

As mais importantes invenções e descobertas da história da humanidade começaram com uma dúvida, um questionamento, uma inquietação… Uma pergunta!

Penso que o que nos move, não somente no trabalho, mas na vida como um todo, são as perguntas que fazemos. Às vezes, determinados questionamentos nos acompanham e nos motivam por toda a vida, e influenciam nossas escolhas pessoais e profissionais.

Pare um pouquinho de ler este texto e pense em que perguntas você anda se fazendo.

O que quer descobrir ou entender? O que precisa saber? E procure guardar com muito cuidado e carinho suas perguntas, cultive-as, permita que elas lhe incentivem a buscar respostas, nem que leve a vida inteira para encontrá-las. A vida sem perguntas deve ser bem chata, não acha?

O hábito de questionar nos ajuda a manter as capacidades de estranhar, de se encantar, de se surpreender, se espantar e se indignar. Guarde com mais apreço os pontos de interrogação do que os pontos finais que encontrar pelo seu caminho. Eles podem ser bons amigos!

Vou encerrar minha coluna compartilhando um trecho do poema “Sou uma pergunta”, de Clarice Lispector – que era, certamente, uma artista que amava o ponto de interrogação. Espero que as perguntas de Clarice ajudem a convencer você de que é muito bom ser perguntador!

Após ler as perguntas que selecionei do poema de Clarice, dê continuidade a ele, do seu jeito. Vá em frente e pergunte-se o que quiser.

Pense quais são suas próprias perguntas, registre-as e, depois, faça o que quiser com elas: busque respostas ou, simplesmente, guarde-as como perguntas, belas, vivas e cheias de possibilidades.

Não esqueça de regá-las todos os dias, com carinho, curiosidade e coragem. Por que não?

“Quem fez a primeira pergunta?
Quem fez o mundo?
Se foi Deus, quem fez Deus?
Por que dois e dois são quatro?
Quem disse a primeira palavra?
Quem chorou pela primeira vez?
Por que o Sol é quente?
Por que a Lua é fria?
Por que o pulmão respira?
Por que o sol se morre?
Por que se ama?
Por que se odeia?
Quem fez a primeira cadeira?
Por que se lava a roupa?
Por que se tem seios?
Por que se tem leite?
Por que há o som?
Por que há o silêncio?
Por que há o tempo?
Por que há o espaço?
Por que há o infinito?
Por que eu existo?
Por que você existe?
Por que há o esperma?
Por que há o óvulo?
Por que a pantera tem olhos?
Por que há o erro?
Por que se lê?
Por que há a raiz quadrada?
Por que há flores?
Por que há o elemento terra?
Por que a gente quer dormir?
Por que há o elemento fogo?
Por que há o rio?
Por que há a gravidade?
Por que e quem inventou o óculos?
Por que há doenças?
Por que há saúde?
Por que faço perguntas?
Por que não há respostas?
Por que quem me lê está perplexo?
Por que estou viva?
Por que quem me lê está vivo?
Por que estou com sono?
Por que minto?
Por que digo a verdade?
Por que existe a galinha?
Por que procuro as coisas e não encontro?
Por que as pessoas se reúnem para jantar?
Por que a língua italiana é tão amorosa?
Por que a pessoa canta?
Por que existem coisas moles e coisas duras?
Por que tenho fome?
(…)”

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