Quem Quando Como Onde O Quê Por Porquê?

 Por que, por quê, porque ou porquê? É comum ter essa dúvida na hora de escrever. O uso dos porquês depende do sentido que queremos dar a uma frase. Assim, usamos “por que” com o mesmo valor de “pelo qual”, “pelos quais”, “pela qual”, “pelas quais”, “por qual”, “por qual razão” e “por qual motivo”.

Já o “por quê”, no sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”, leva acento quando ocorre no final de frase e antes de ponto-final, ponto de exclamação ou de interrogação.

No entanto, se queremos substituir expressões como “pois”, “já que”, “visto que”, “uma vez que” ou “em razão de”, devemos utilizar o “porque”.

Só colocamos o acento — ou seja, “porquê” — se pretendemos utilizar um sinônimo de “razão” ou “motivo”.

Leia também: Serrar ou cerrar?

Quando usar “por que”?

Quem Quando Como Onde O Quê Por Porquê? O uso de por que, por quê, porque e porquê depende do sentido que queremos dar à frase.

  • Usamos “por que” (separado e sem acento) nos seguintes casos:
  • → com o mesmo valor de “pelo qual”, “pelos quais”, “pela qual” ou “pelas quais”
  • Exemplos:
  • O motivo por que lutei tanto foi fazer do mundo um lugar melhor para todos.
  • Os caminhos por que andei eram repletos de rosas e espinhos.
  • Não admito que a dor por que passei seja banalizada!
  • A liberdade e a igualdade são coisas por que vale a pena viver e morrer.

→ com o mesmo sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”

Exemplos:

  • Por que o Sol brilha?
  • Ninguém sabe por que a menina fugiu de casa.

→ com o mesmo valor de “por qual”

Exemplos:

  • Você sabe por que direção o ônibus foi?
  • Por que filme Ruth de Souza ganhou o prêmio de melhor atriz?

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Como substituir “por que”?

  1. É possível substituir o “por que”, de acordo com o sentido desejado, pelas expressões:
  2. → “pelo qual”, “pelos quais”, “pela qual” ou “pelas quais”
  3. Exemplos:
  • O motivo pelo qual lutei tanto foi fazer do mundo um lugar melhor para todos.
  • Os caminhos pelos quais andei eram repletos de rosas e espinhos.
  • Não admito que a dor pela qual passei seja banalizada!
  • A liberdade e a igualdade são coisas pelas quais vale a pena viver e morrer.

→ “por qual razão” ou “por qual motivo”

Exemplos:

  • Por qual razão o Sol brilha?
  • Ninguém sabe por qual motivo a menina fugiu de casa.

→ “por qual”

Exemplos:

  • Você sabe por qual direção o ônibus foi?
  • Por qual filme Ruth de Souza ganhou o prêmio de melhor atriz?

Veja também: Quando utilizar ratificar e retificar?

Quando usar o “por quê”?

Usamos “por quê” (separado e com acento), com o sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”, no final de frase e, portanto, antes de ponto-final, ponto de exclamação ou de interrogação.

Exemplos:

  • Ele não veio à festa no sábado, e eu imagino por quê.
  • Estou feliz e não sei por quê!
  • Os organizadores cancelaram o espetáculo por quê?

Atenção! Também podemos utilizar “por quê” quando ocorre omissão do verbo usado na oração anterior:

Muitos cachorros do bairro morreram hoje. Descobrir por quê é nossa prioridade.

Portanto, o verbo “morreram” foi omitido na segunda oração:

Muitos cachorros do bairro morreram hoje. Descobrir por que morreram é nossa prioridade.

Como substituir “por quê”?

Podemos substituir o “por quê” pelas expressões “por qual razão” ou “por qual motivo”.

Exemplos:

  • Ele não veio à festa no sábado, e eu imagino por qual razão.
  • Estou feliz e não sei por qual motivo!
  • Os organizadores cancelaram o espetáculo por qual razão?

Quando usar “porque”?

O “porque” (junto e sem acento) é uma conjunção causal ou explicativa, e tem o mesmo valor de “pois”, “já que”, “visto que”, “uma vez que” ou “em razão de”.

Exemplos:

  • 23 de abril é o Dia Nacional do Choro porque Pixinguinha nasceu nesse dia.
  • Porque discordei de sua opinião, ela me excluiu do grupo.
  • Bruno fez isso porque já estava cansado de tanta humilhação!
  • Decidiu pesquisar sobre a singularidade porque tinha muita curiosidade acerca dos buracos negros.
  • Por que Edna está emburrada? É porque Fabiana não se despediu dela antes de viajar?
  • Ele desmaiou porque estava sem comer há dias.

Atenção! “Porque” pode ser usado, também, como termo denotativo de realce:

A história fará justiça. Porque, não duvidem: a verdade é sempre soberana.

Nesse exemplo, o “porque” não exerce nenhuma função gramatical, ele apenas é usado para dar ênfase ao que está sendo expresso. Portanto, esse termo poderia ser retirado do enunciado sem comprometer o seu sentido:

A história fará justiça. Não duvidem: a verdade é sempre soberana.

Como substituir “porque”?

É possível substituir o “porque” por expressões como “pois”, “já que”, “visto que”, “uma vez que” ou “em razão de”.

Exemplos:

  • 23 de abril é o Dia Nacional do Choro, pois Pixinguinha nasceu nesse dia.
  • Já que discordei de sua opinião, ela me excluiu do grupo.
  • Bruno fez isso em razão de que já estava cansado de tanta humilhação!
  • Decidiu pesquisar sobre a singularidade, visto que tinha muita curiosidade acerca dos buracos negros.
  • Por que Edna está emburrada? É em razão de que Fabiana não se despediu dela antes de viajar?
  • Ele desmaiou, uma vez que estava sem comer há dias.

Quando usar “porquê”?

O “porquê” (junto e com acento) é um substantivo usado como sinônimo das palavras “razão” e “motivo”.

Exemplos:

  • O governador precisa explicar o porquê de suas ações.
  • Eu procuro um porquê para a minha existência.

Já que é um substantivo, ele pode, também, ser usado no plural:

  • São muitos os porquês relacionados à minha atitude, considerada, por algumas pessoas, desrespeitosa.
  • Esses porquês não bastam para você me deixar em paz?

Como substituir “porquê”?

Podemos substituir o “porquê” pelas palavras “razão” e “motivo”:

  • O governador precisa explicar a razão de suas ações.
  • Eu procuro um motivo para a minha existência.
  • São muitos os motivos relacionados à minha atitude, considerada, por algumas pessoas, desrespeitosa.
  • Essas razões não bastam para você me deixar em paz?

Exemplos de frases com os porquês

Quem Quando Como Onde O Quê Por Porquê? Ao usar os porquês, podemos manifestar uma dúvida ou uma certeza, isto é, perguntar ou afirmar.

A seguir, vamos ler alguns exemplos de frases com os porquês, retiradas do livro A hora da estrela, de Clarice Lispector (1920-1977):

  • “Depois na certa escreverei algo alegre, embora alegre por quê?”
  • “Por que escrevo sobre uma jovem que nem pobreza enfeitada tem?”
  • “A menina não perguntava por que era sempre castigada mas nem tudo se precisa saber e não saber fazia parte importante de sua vida.”
  • “Macabéa pedir perdão? Porque sempre se pede. Por quê?”
  • “E adianto um fato: trata-se de moça que nunca se viu nua porque tinha vergonha.”
  • “Ele acrescentou irritado sem atinar com o porquê de sua súbita irritação e revolta.”
  • “Como eu irei dizer agora, esta história será o resultado de uma visão gradual — há dois anos e meio venho aos poucos descobrindo os porquês.”

E, também, do romance Quincas Borba, de Machado de Assis (1839-1908):

  • “Quando o testamento foi aberto, Rubião quase caiu para trás. Adivinhais por quê.”
  • “Rubião recordou a sua entrada no escritório do Camacho, o modo por que falou; e daí tornou atrás, ao próprio ato.”
  • “Vossa Senhoria pensa que não vi a maneira por que olhou para aquela moça que passou ainda agora?”
  • “Ia fazer a encomenda de outra assim, fosse por que preço; tinha também de presentear a noiva.”
  • “Mas, por que é que Rubião ia deixá-los?”

Leia também: Traz ou trás?

Resumo das regras de uso dos porquês

PORQUÊS QUANDO USAR EXEMPLOS
Por que Com o mesmo valor de “pelo qual”, “pelos quais”, “pela qual”, “pelas quais”, “por qual”, “por qual razão”, “por qual motivo”.
  • O caminho por que passamos.
  • Os caminhos por que passamos.
  • A estrada por que passamos.
  • As estradas por que passamos.
  • Foi substituído por que médico?
  • Por que estava sorrindo?
Por quê Com o mesmo sentido de “por qual razão” ou “por qual motivo”, no final de frase e antes de ponto-final, ponto de exclamação ou de interrogação.
  • Estava sorrindo por quê?
  • Ela sabe por quê.
  • Eu sei por quê!
Porque Com o mesmo valor de “pois”, “já que”, “visto que”, “uma vez que” ou “em razão de”.
  • Veio porque chamei.
  • Porque estava cansado, não foi ao cinema.
Porquê Como sinônimo de “razão” ou “motivo”.
  • Não entende o porquê de tudo isto.
  • Eu buscava um porquê para seguir em frente.

Exercícios resolvidos

  • Questão 1 – Leia esta estrofe do poema “Motivo”, de Cecília Meireles:
  • Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste:
  • sou poeta.
  • A palavra “porque”, em destaque, pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por todas as expressões a seguir, EXCETO:
  • A) uma vez que
  • B) por qual razão
  • C) visto que
  • D) já que
  • E) pois
  • Resolução

Alternativa B.

A palavra “porque” é uma conjunção causal ou explicativa, portanto, pode ser substituída por “uma vez que”, “visto que”, “já que” ou “pois”. Já a expressão “por qual razão” é equivalente a “por que” (separado e sem acento).

  1. Questão 2 – Leia os enunciados seguintes e marque a alternativa em que o uso de “por que”, “por quê”, “porque” ou “porquê” está INCORRETO.
  2. A) Ele perguntou-me por que eu estava sendo tão gentil depois de tudo o que acontecera.
  3. B) A cantora interrompeu o espetáculo porque percebeu uma briga no meio da plateia.
  4. C) Por que você não pede para o professor dar outra prova de biologia amanhã?
  5. D) Porque não encontrei a chave do carro, decidi ir de bicicleta até o trabalho hoje.
  6. E) Vim pedir desculpas e explicar a razão porque não te paguei até agora.
  7. Resolução

Alternativa E. A frase “Vim pedir desculpas e explicar a razão porque não te paguei até agora” pode ser reescrita desta forma: “Vim pedir desculpas e explicar a razão pela qual não te paguei até agora”. Portanto, o correto é utilizar “por que” (separado e sem acento).

Questão 3 – Use os porquês para preencher as lacunas deste texto:

Mário saiu de casa ______ queria caminhar um pouco e pensar nos ______ da existência. Não sabia ______ as coisas não estavam indo bem.

Por um momento, ficou em dúvida se devia ir na direção do supermercado ou da farmácia. Por fim, virou à esquerda. Então, notou que estava sendo seguido por um cachorrinho vira-lata.

Olhou para o animal e perguntou: “Você está me seguindo ______? Hein, totó?”. Logo ficaram amigos inseparáveis.

  • A sequência correta de preenchimento das lacunas é:
  • A) por que, porquês, por que, por quê.
  • B) porque, porquês, por que, por que.
  • C) porque, porquês, por que, por quê.
  • D) por que, porquês, porque, por quê.
  • E) porque, porquês, porque, por quê.
  • Resolução
Leia também:  Como Saber O Que O Futuro Me Reserva?

Alternativa C. A sequência correta de preenchimento das lacunas é: “porque” (pois), “porquês” (substantivo), “por que” (por qual razão) e “por quê” (por qual razão, em final de frase, antes de sinal de interrogação). 

Por Warley Souza Professor de Português

Quem, o quê, onde, quando e por que escrever excelentes blogs – WHSR

  • Os alunos do primeiro ano de jornalismo aprendem sobre os cinco Ws (Who, What, Where, When e Why).
  • Embora você possa não ter intenção de se tornar um jornalista profissional, se você for escreva artigos originais e ótimos para o seu blog, então usar o Five Ws é um hábito inteligente de se entrar.
  • A última coisa que você quer que um leitor faça é sair do post do seu blog, coçando a cabeça e se perguntando por que você não cobriu completamente o assunto.

Enquanto os Cinco Ws podem ser um pouco clichê dos padrões de jornalismo antigos, é um bom lugar para começar. Todos os artigos que você escreve se prestam aos Cinco? Não é provável. No entanto, percorrê-los pode acender outra ideia para outro ângulo na história que você não tinha pensado no começo.

Quem Quando Como Onde O Quê Por Porquê?

Old Dominion University fornece um gráfico o é muito útil ao passar pelos Cinco Ws que você pode achar útil. Aqui estão algumas perguntas que você pode fazer ao passar por cada ponto.

  • Quem: Quem é essa história? Quem é o leitor alvo?
  • O quê: Qual é a ideia principal da história? O que está acontecendo? Que ações a pessoa acima definiu?
  • Onde: Onde a história está localizada? De onde é a pessoa? Onde o evento ocorreu? Onde a informação pode ser usada?
  • Quando: Quando tudo isso aconteceu? Quando esta informação pode ser usada? Quando o evento ocorrerá ou ocorrerá?
  • Por que: Por que você está escrevendo sobre esse assunto? Por que o leitor deveria se importar?

1. Quem

Se você fosse simplesmente responder a cada pergunta acima, não seria um artigo muito longo, seria?

Na verdade, você pode até ser capaz de responder a todas as perguntas em uma única sentença. Em vez disso, você deve expandir em cada ponto, cobrindo-o de todos os ângulos. Você quer que o leitor se afaste sentindo que conhece bem o assunto e não como se ainda tivesse perguntas que precisassem ser respondidas.

Quando você estiver respondendo a pergunta de quem é este post, você vai querer aprofundar e abordar questões como:

  • Quantos anos tem a pessoa?
  • Onde essa pessoa mora?
  • Há algum fato pessoal relacionado à história?
  • Quem mais estava envolvido no incidente?
  • Qual é a carreira da pessoa?
  • Qual é o nome dele?
  • Qual é o cargo dele?

2. o que

Qual é a ideia principal desta história? Se você fosse me contar em uma única sentença sobre o que é seu artigo, o que você diria? Você está:

  • Argumentando um ponto?
  • Explicando como fazer alguma coisa?
  • Revendo ou criticando alguma coisa?
  • Descrevendo algo?

3. Onde

Onde a história aconteceu ou onde poderia acontecer?

Escave profundamente aqui. desde que você está cobrindo um local, você vai querer entrar em detalhes, tanto quanto você puder. Mostre ao leitor em vez de apenas dizer a ela.

Por exemplo, em vez de escrever que foi um dia quente, escreva que o cabelo da pessoa preso à parte de trás do pescoço do suor escorrendo de seu couro cabeludo. Deixe o leitor saber que o ar estava quente e pegajoso.

Se você puder mostrar ao leitor, você vai puxá-la para o seu artigo e mantê-la lá.

  • Como é o lugar?
  • Como isso é chamado?
  • Há algum cheiro?
  • Quais são os sons?
  • Há algum fato pouco conhecido que o leitor achará interessante sobre esse lugar?

4. Quando

Quando a história aconteceu ou quando o evento acontecerá?

Então, muitas vezes mais, eu vejo um ótimo artigo sobre uma próxima conferência ou evento e não uma vez no artigo o escritor menciona a data ou a hora. Preste atenção a esses detalhes e seus posts se destacarão como peças de escrita solidamente pesquisadas.

  • Qual é a data?
  • Qual é a hora?
  • O que acontece mais ou menos na mesma época? É uma época específica? É o ideal para esse evento naquele momento?

5. Por quê

Por que você está cobrindo este tópico?

Embora você possa não se manifestar e dizer ao leitor o motivo pelo qual escreveu um artigo, é importante conhecer suas razões específicas para escrever sobre um tópico. Você também pode querer perguntar por que um determinado indivíduo fez alguma coisa.

Enquanto você não pode viver dentro da cabeça de outra pessoa, pode supor as razões por trás das ações de uma pessoa. Apenas certifique-se de dizer ao leitor que esta é a sua análise.

Essa pode ser uma boa oportunidade para fazer com que os leitores falem sobre suas postagens.

6. E como?

Alguns jornalistas também colocam a questão “como?”

Isso é algo chamado os cinco Ws e um H, ou quem que onde quando e por quê?

Como está inserido em todas as suas outras perguntas. Por exemplo, digamos que você tenha um site sobre shows que chegam à sua cidade. Você está entrevistando alguém que faz a reserva de programas sobre um próximo show. Você pode perguntar quando o programa começa como parte de suas perguntas “quando” e depois continuar com:

“Quanto tempo dura o show?”

Esta é uma pergunta importante que ajuda a preencher as lacunas. Deve resultar da vazante e vazante naturais da entrevista. “Como?” também pode ser usado para ajudar a explicar processos complicados ao leitor.

Um estudo de caso

Vamos dar uma olhada em uma história antiga que a maioria das pessoas conhece para que você possa ver como os Cinco Ws funcionam.

Nós vamos olhar para a história de Chapeuzinho Vermelho. Apenas no caso de você não ter ouvido esta história, basicamente, é sobre uma jovem cuja avó está doente. Ela sai pela floresta para ver sua avó. A menina usa uma capa de equitação vermelha com um capuz.

Porém, antes que ela chegue na casa da vovó, o lobo mau aparece e toma o lugar de sua avó. Seu objetivo? Para comer Red, ou assim conta a história original.

Mas qual é o lado do lobo?

Então, digamos que você está escrevendo um artigo e está entrevistando o lobo. Antes de começar a entrevista, você vai pedir aos cinco Ws que o ajudem a se preparar.

  • Quem é essa história sobre? Quem é o lobo? Quem é vovó? Quem é vermelho?
  • O que acontece com a avó? O que o lobo faz? O que o Red faz?
  • Onde a história acontece? Onde está o lobo quando Red chega? Para onde vovó foi?
  • Quando Red chega na casa de sua avó? Quando o lobo chegou lá? Quando a avó adoeceu?
  • Por quê o lobo quer comer vermelho? Por que a avó deixa o lobo entrar? Por que Red não percebe que é um lobo e não sua avó?

Entrevistando o Sr. Lobo Mau

Agora você está pronto para entrevistar o lobo. Ao analisar as perguntas acima, você pode ter uma ideia nova sobre essa história. Algo assim:

Em uma entrevista exclusiva com o Sr. Lobo Mau, descobriu-se que há mais na história da Chapeuzinho Vermelho do que se pensava inicialmente. Na primavera de 1659, o lobo afirmou que Red e algumas de suas amigas começaram um incêndio florestal que fez com que sua família fugisse de seu esconderijo seguro. No processo, a esposa e três filhos de Wolf foram mortos.

“Não foi a primeira vez que Red e seus amigos bandidos causaram problemas para nós, animais da floresta, mas suas ações naquele dia foram o mesmo que assassinato. Jurei me vingar. ”

No entanto, não foi até a queda de 1960, quando a avó de Red ficou doente que o Sr. Wolf viu sua chance de vingar sua família. Segundo o Sr. Wolf, ele sabia que Red gostava de seguir um caminho particular pela floresta até a casa de sua avó. Ele estava observando ela por seis meses antes do dia do ataque. Ele também sabia que ela teria uma cesta de assados ​​e onde sua avó morava.

Quando ele viu vermelho em seu caminho regular para a casa da vovó, ele pegou um atalho pela floresta. A avó amava criaturas da floresta e felizmente abriu a porta para o lobo, mas ele rapidamente a amarrou, roubou uma das suas camisolas e bonés e colocou-se sob as cobertas da cama. Ele sabia que não podia esconder o rabo, mas esperava que Red não notasse seu longo focinho.

“Esperei uns dez minutos antes de ela chegar e disse-lhe que se aproximasse um pouco mais para que pudesse vê-la melhor, porque sabia que a sua avó tinha visão fraca. Todos na família de Red fazem. ”

Quando Red se aproximou da cama, ela percebeu que o lobo não era sua avó. Ela gritou e chamou o lenhador que ela tinha visto quando ele entrou e ele afastou o lobo.

“Eu não ia nem machucá-la”, disse Wolf. “Eu só ia assustá-la e roubar suas guloseimas para me vingar um pouco. Quer dizer, não sou um monstro. Eu sei que ela é apenas uma criança, mas eu queria um pouco de vingança. ”

O lobo está passando cinco anos trancado por tentativa de arrebatar os deleites da mulher idosa.

Você vê como fazer as perguntas ajuda a detalhar sua história e envolver o leitor? Embora você não possa usar todas as perguntas W todas as vezes, tê-las como guia pode ajudá-lo, especialmente quando você está entrevistando pessoas.

Finalmente, tenha em mente que uma imagem vale realmente mil palavras.

Quão mais poderosa a história acima se torna quando você adiciona uma foto do Sr. Lobo com sua esposa e filhos já falecidos?

Olhe para todos os ângulos, olhe para todos os W e, antes que você perceba, estará blogando como um jornalista profissional.

Leia mais:

5WH – Wikipédia, a enciclopédia livre

Os cinco W, 5W2H,[1][2] 5W – 2H – 1R,Erro de citação: Elemento de fecho em falta para o elemento [3] 5W – 2H – 1R,[4] 5W2H[5] e 5W1H[6] são acrônimos em inglês que representam as principais perguntas que devem ser feitas e respondidas ao investigar e relatar um fato ou situação, sendo aplicável a várias atividades profissionais, como o jornalismo[7], a análise de sistemas, o setor de eventos, a administração [8][9][10], as vendas[11], o marketing[12], sistema pedagógico de organização[13], etc.

O acrônimo referencia as perguntas que se iniciam (em inglês) por:

  • Who? (Quem?)
  • What? (O quê?)
  • Where? (Onde?)
  • When? (Quando?)
  • Why? (Por que?)
  • How? (Como?)
  • How Much? (Quanto?)
Leia também:  Como Ver Onde Esta O Aviao?

Algumas destas perguntas são consideradas perguntas abertas, porque não podem ser respondidas de forma simples, com apenas um sim ou não, ou fornecendo exatamente uma resposta restrita simples, exigindo que a pessoa que responde use seu conhecimento e seja mais abrangente [14].

Origem

A origem destas perguntas vem do estudo da ética e, mais tarde, da retórica. Elas foram chamadas por Aristóteles das sete circunstâncias. Em latim as perguntas eram: quis, quid, quando, ubi, cur, quem da modum e quibus adminiculis. Esta perguntas podem ser livremente traduzidas para: quem, o que, quando, onde, por que , como e por que meios[15][16].

Uso no ensino de inglês

Muitos textos de ensino de inglês se preocupam em ensinar a forma correta de utilizar as perguntas em Wh.[17] Uma típica unidade de ensino buscará como objetivo que o aluno pergunte e responda questões simples feitas com as palavras que iniciam em Wh. Essas perguntas ajudam as crianças a aprender a construir seus textos, da mesma forma que servem para os jornalistas.

Outras perguntas

Tendo em vista a grande utilização das perguntas para investigar vários tipos de assuntos, outras perguntas podem ser feitas, o que gerou acrônimos como 5W2H, 6WH e outras variações. Uma lista bastante completa de perguntas adicionais é a seguinte:[18]

  • Wins? (Condições de sucesso?)
  • Whom? (Quem? como objeto)
  • Whose? (De quem? como possuidor)
  • What kind of? (Que tipos?)
  • Which? (Quais? entre uma lista)
  • How much? (Por quanto? no sentido financeiro, ou ainda no sentido de quantidade inumerável)
  • How many? (Quantos?)
  • How far? (Qual a distância?)
  • How long? (Por quanto tempo?
  • How often? (Com que frequência?)

Jornalismo

De uma maneira geral, a primeira parte de um artigo jornalístico, conhecida como lide, deve responder a: o quê (a ação), quem (o agente), quando (o tempo), onde (o lugar), como (o modo) e por que (o motivo) se deu o acontecimento central da história. No caso de não conseguir colocar todas as informações no início, o jornalista tem a opção de colocar o restante no sublead que representa o segundo parágrafo do assunto noticiado[7].

Ver artigo principal: Lide (jornalismo)

Ver também

  • Resolução de problemas

Referências

  1. ↑ «5WH da Gestão Patrimonial – Metodologia do Controle de Patrimônio». Integrade Gestão Patrimonial. 16 de agosto de 2011 
  2. ↑ «The Free Dictionary». Farlex. Consultado em 26 de janeiro de 2015 
  3. ↑ «The Free Dictionary». Farlex. Consultado em 26 de janeiro de 2015 
  4. ↑ Zacharias, Oceano. «A Ferramenta 5W – 2H – 1R». www.

    quality.eng.br. Consultado em 15 de outubro de 2017 

  5. ↑ «O que é e Como aplicar a ferramenta 5W2H». Blog Eu Administrador. 6 de abril de 2016. Arquivado do original em 15 de outubro de 2017 
  6. ↑ aelreyes. «5W1H». www.esalq.usp.br. Consultado em 15 de outubro de 2017 
  7. a b MÜHLHAUS, Carla (2000).

    «5W + H: seis questões milenares para a entrevista jornalística». www.ufrgs.br. Consultado em 15 de outubro de 2017 

  8. ↑ «5w e 2 o quê? – Café com Galo». Café com Galo. 9 de abril de 2015. Consultado em 15 de outubro de 2017. Arquivado do original em 15 de outubro de 2017 
  9. ↑ «Exemplos de utilização da ferramenta 5w2h». www.

    sobreadministracao.com (em inglês). Consultado em 15 de outubro de 2017 

  10. ↑ Ventura, Katia Sakihama; Suquisaqui, Ana Beatriz Valim; Ventura, Katia Sakihama; Suquisaqui, Ana Beatriz Valim (março de 2020). «Aplicação de ferramentas SWOT e 5W2H para análise de consórcios intermunicipais de resíduos sólidos urbanos». Ambiente Construído (1): 333–349.

    ISSN 1678-8621. doi:10.1590/s1678-86212020000100378. Consultado em 13 de dezembro de 2020 

  11. ↑ «Conhece os 5 “W” das vendas? – Venda Melhor». Wilques Erlacher Coaching de Desenvolvimento e Transformacional. 16 de novembro de 2014 
  12. ↑ «5W2H – Uma Poderosa Ferramenta de Marketing e Planejamento». Portal do Marketing Net.

    Consultado em 15 de outubro de 2017 

  13. ↑ Rossetto, Vanessa; Toso, Beatriz Rosana Gonçalves de Oliveira; Rodrigues, Rosa Maria; Rossetto, Vanessa; Toso, Beatriz Rosana Gonçalves de Oliveira; Rodrigues, Rosa Maria (2020). «Fluxograma organizativo de atenção domiciliar às crianças com necessidades especiais de saúde». Revista Brasileira de Enfermagem.

    ISSN 0034-7167. doi:10.1590/0034-7167-2019-0310. Consultado em 13 de dezembro de 2020 

  14. ↑ «Como Fazer Perguntas Abertas». wikiHow. Consultado em 17 de maio de 2019 
  15. ↑ «Septem Circumstantiae, five W's and H or 'six serving-men'.». Alex Fedotov (em inglês). 22 de fevereiro de 2019.

    Consultado em 22 de janeiro de 2020 

  16. ↑ Sloan, Michael C. (2010). «Aristotle's Nicomachean Ethics as the Original Locus for the Septem Circumstantiae». Classical Philology (em inglês). 105 (3): 236–251. ISSN 0009-837X. doi:10.1086/656196 
  17. ↑ 25/1/2015. «MASTER Wh Questions: Week 1 of 1» (PDF).

    Minnesota Literacy Council 

  18. ↑ «Wh – Questions». Consultado em 26 de janeiro de 2015. Arquivado do original em 3 de fevereiro de 2015 

Ligações externas

  • Plano de Ação 5W2H: Uma ferramenta fundamental no dia a dia do Gestor

Obtida de “https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=5WH&oldid=60725322”

qual significado das perguntas o que quem quando onde como por que em uma noticia

tilulo:Os pros e contras dos carros elétricosA eletrificação vai salvar todos ou é tudo exagero? Entre mitos e fatos, a verdade está nomeio do caminh

o1-No título da notícia, há um elemento de composição e um prefixo. Os dois foramtransformados em substantivos. Quais são eles?​

como fala o nome cú em inglês ​

quero uma bliblia com arpa​

8. A desigualdade de género se manifesta de diversas formas e algumas políticas públicas têm sidoimportantes no combate a esse problema que prejudica

não apenas a mulher, mas toda a sociedade.

Um dos principais problemas enfrentados pelas mulheres no Brasil é a violência doméstica e dentre as ações deenfrentamento encontramos a Lei Maria da Penha (2006) e a Lei do Feminicidio (2015).

Faça uma brevepesquisa sobre essas duas legislações e procure explicar como elas buscam combater a violência contra a mulher​

Preciso das respostas do caderno do aluno 7 ano 1 bimestre língua portuguesa página 31 32 33 34 37 38 pooooor favoooor pra hjjj vou dar 40 pontos​

Mesmo o português sendo o idioma oficial do brasil, ele é falado de formas diferentes em todo o pais. Em sua opinião por que sera que isso acontece??

5. Ler não é decifrar, como num jogo de adivinhações, o sentido de um texto.

É, a partir do texto, ser capaz de atribuir-lhe significado, conseguir re

lacioná-lo a todos os outros textos significativos para cada um, reconhecer nele o tipo de leitura que o seu autor pretendia e, dono da própria vontade, entregar-se a essa leitura, ou rebelar-se contra ela, propondo uma outra não prevista.

(LAJOLO, M. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1993.) / No texto anterior, percebe-se o predomínio de qual Função da Linguagem: *2 pontosa) Emotivab) Referencialc) Fáticad) Metalinguísticae) Apelativa​

Mesmo o português sendo o idioma oficial do brasil, ele é falado de formas diferentes em todo o pais. Em sua opinião por que sera que isso acontece??

4. Identifique a frase em que a função da linguagem predominante é a função referencial. *2 pontosa) Siga o meu exemplo. Você se sentirá melhor!b) Est

ou muito animada com o meu novo emprego.c) Erro na correção de provas do Enem afeta cerca de 6 mil provas.d) Sim… Sei… Estou ouvindo, claro.e) Alô? Você está me ouvindo?​

SujeitoPredicado6°) Classifique o sujeito das frases como simples, composto desirindeterminado ou oração sem sujeitoa) Contei o dinheiro que eu tinha

na bolsab) O meu padrasto e a minha mãe fazem as contas do dinheiroc) Estava escuro demaisd) Minha mãe vai brigar comigoe) Compraram os doces​

Quem, onde, quando, o quê e o porquê

EDITORIAL

Quem, onde, quando, o quê e o porquê

Subordinado ao título acima, pôde-se ler interessante Editorial publicado em órgão da Academia de Ciências de Nova York, a respeito de hipóteses de trabalho científico para a poderosa nação norte-americana (NICHOLS4, 1995).

Em que pese a nossa incipiência, frente àquele gigante onipotente, talvez coubesse fazer-nos a mesma pergunta. Em especial, no que tange ao campo das ciências biológicas aplicadas aos problemas de saúde que afligem a nossa população. Obviamente, sem ignorar o seu significado social.

Ocorre que, neste texto e dentro do cenário de nosso estádio cultural, objetiva-se focalizar aquelas e as consequências de seus resultados.

Se o Brasil é país industrializado, ao menos em alguma medida (SCHNEIDER6, 1996), se tem contigente populacional apreciável (cerca de 160 milhões), se dispõe de recursos naturais exploráveis (e explorados) e se é dotado de agropecuária significante, nada impediria a formulação daquela questão no que concerne ao que produz no campo das ciências biológicas aplicadas à saúde. Não obstante, o nosso País tem de arcar com desvantagens para chegar a respondê-la de maneira satisfatória. Desvantagens essas decorrentes de sua inserção no assim chamado terceiro mundo. O que significa, em princípio, ser culturalmente colonizado e destinado, principalmente, a representar o papel de consumidor e assim obrigando-se, direta ou indiretamente, a aceitar o que lhe é oferecido pela ciência e tecnologia do primeiro mundo. Ocorre que nem sempre tais produtos vão ao encontro dos interesses de sua população. Principalmente quando se trata de problemas nosológicos. Diante disso, convirá considerar como se responderia à pergunta que dá título ao presente texto, para país como o nosso.

Inicialmente, quem e onde. Se os resultados científicos forem aplicáveis à melhoria da qualidade de vida humana, é de se esperar que o investimento maior seja do Estado. E a fundo perdido, uma vez que os conhecimentos, assim adquiridos, contribuem para o crescimento cultural do país.

Se porém, o produto científico irá se traduzir em artigo “vendável”, no sentido comercial do termo, então haveria de se esperar interesse por parte de setor empresarial da sociedade. Em vista disso, a tendência que se observa agora, em nosso meio, é a de envolver este nas atividades de pesquisa, claro está que de natureza tecnológica.

Como exemplo eloqüente pode-se mencionar o entusiasmo atual com o possível estabelecimento de “parcerias” empresa-universidade. Isso significa que a ciência deveria apoiar a indústria e que as universidades deveriam objetivar o fornecimento de resultados de suas pesquisas que fossem utilizáveis por aquela.

O que implica, por decorrência, administrar a universidade de maneira semelhante à empresa. Contudo, para tanto, há óbices evidentes e de caráter, salvo melhor juízo, intransponível.

Assim, o que se poderá prever em tais “parcerias” será a concentração das atividades científicas no campo da tecnologia. Mesmo dessa maneira, nem sempre o retorno econômico seria suficientemente rápido para compensar o investimento. A empresa, como entidade isolada, dificilmente poderia arcar com custos de investigações a longo prazo.

Pode-se argumentar com exceções, se bem que nenhuma delas em países terceiromundistas, como o nosso. Tais são, o projeto Norvatis e o do Genoma Humano. O primeiro tem por objetivo o desenvolvimento biotecnológico e químico de arsenal terapêutico com vistas a doenças crônicas e degenerativas, além de transplantes.

Nele, encontram-se englobadas três grandes empresas multinacionais de produtos farmacêuticos, pretendendo levar avante as pesquisas em, de início, o que elas consideram seis centros de “excelência”. Destes, três nos Estados Unidos da América do Norte (EUA), um na Inglaterra, um na Suiça e um na Áustria (KOENIG2,1996).

O segundo visa o mapeamento do Genoma Humano, com a identificação dos genes. Recentemente pôde-se divulgar resultado parcial que foi produzido, de maneira semi-industrial, por pesquisadores em cerca de vinte centros de investigação científica (SCHULER et al.7,1996).

Obviamente, em que pese serem ambos os projetos de longa duração, têm o objetivo precípuo de alcançar os benefícios do poder econômico. Em decorrência, o tratamento e a prevenção das doenças humanas focalizadas estarão ao alcance daquela parte da população do planeta que disponha de poder aquisitivo suficiente para tanto.

Se bem que a riqueza em recursos intelectuais da sociedade se concentre nas universidades, a aplicabilidade das pesquisas, ali realizadas, para a indústria, restringe-se praticamente ao desenvolvimento da instrumentação tecnológica como, por exemplo, nas áreas da engenharia, da química, da medicina e de outras.

Por sua vez, cabem na universidade as atividades de pesquisa básica, sem o vislumbre de aplicabilidade a curto prazo, a não ser a relativa ao enriquecimento do saber humano, como, por exemplo, a literatura, a teoria dos números, a sistemática biológica e muitos outros campos do conhecimento.

O que se espera da universidade, em matéria de pesquisa, é que seja núcleo de elaboração de idéias e de iniciativas (MAC LANE3, 1996). Pouco deveria interessar à sociedade o montante de recursos oficiais nela investidos. Trata-se de investimento a longo prazo, medido em gerações futuras.

Aqueles que a acusam de ser “saco sem fundos” orçamentário utilizam, para tanto, chavões que são repetidos com frequência e que não deixam de causar alguma irritação, tais como o referente à necessidade de “perseguir resultados que vão ao encontro dos interesses nacionais”, ou então, “se a universidade é sustentada pela sociedade, então deve ater-se ao que interessa a esta, caso contrário, aquela não deveria continuar a sustentá-la”. Esses são alguns exemplos de interpretação totalmente errada da universidade. Se é questão de “impactar” com suas descobertas científicas, como fazê-lo a priori? Seria possível avaliar previamente o impacto dos estudos de estrutura do átomo ou da descoberta do DNA?

Outra feição da vida acadêmica que vai de encontro aos interesses empresariais vem a ser a da estabilidade funcional. E isso em que pese a atual orientação governamental que, em consonância com a ética capitalista, confunde a prestação de serviços com investimentos.

A estabilidade dos pesquisadores universitários permite-lhes levar a cabo estudos prolongados, às vezes neles dispondo todo o tempo de suas vidas. Além disso, protégé-os das ingerências da politicagem. A existência de instituição à qual se deu o nome de Universidade é muito anterior à da Empresa.

Aquela representa o processo de descobrir e de trasmitir conhecimentos a gerações novas, e nela não cabe o modelo do “livre mercado” baseado na competição darwiniana.

No que concerne ao quando e ao o quê, é de se convir que o nosso País deveria dispor-se, agora, a desenvolver sua própria atividade científica. Ao menos, no que respeita aos próprios problemas nosológicos que comprometem a qualidade de vida de sua população.

Aliás, como já o fez por ocasião da primeira metade do presente século, descontinuada ou reduzida após a segunda guerra mundial. Nesse particular, o Brasil encontra-se atualmente em situação intermediária. Eis que, ao mesmo tempo, necessita investir em educação, elementar e secundária, e dispõe de capacidade para a produção científica.

Ainda mais, ao se atentar que esta não pode ser tida como luxo de nações do primeiro mundo. Qualquer país que almeje o desenvolvimento cultural deve ter o propósito de investir em ciência e tecnologia. E ainda mais quando abriga múltiplos problemas de saúde, com os quais se vê a braços a sua população.

Toda nação do terceiro mundo (dito, eufemisticamente, de “em desenvolvimento”) necessita reacender a sua atenção para a persistência e o ressurgimento de grandes problemas relativos às doenças infecciosas e endêmicas. Sem pesquisa de caráter fortemente autóctone, dificilmente tal problemática deixará de comprometer aquele citado desenvolvimento.

Assim, pode-se citar, como exemplo, os ainda totalmente insuficientes investimentos em estudos sobre malária, esquistossomose, leishmanioses e, menos ainda, sobre biologia de seus vetores. Ao menos no que concerne à participação nacional.

No momento mesmo em que estas linhas estão sendo redigidas (24 de novembro de 1996), o Senhor Presidente da República está encetando viagem de visita ao país de Angola, na África.

Em decorrência, pôde-se ouvir pelo noticiário radiofônico os múltiplos conselhos que lhe foram foram dados em relação a medidas preventivas, tais como, tomar drogas antimaláricas, evitar a ingestão de alimentos crus, deixar de sair ao ar livre em horários que coincidam com os de maior atividade anofelínea, ou seja, das 05:00 às 07:00 e das 18:00 às 20:00 horas.

Isso talvez devesse motivar Sua Excelência para o significado dessas endemias. Mormente no que concerne à população de seu próprio País e, assim, servir de estímulo para propiciar meios de desenvolver pesquisas autóctones. Nesse particular, por exemplo, pouco adiantará gastar recursos e treinar nossa juventude em temas como o da supra referida pesquisa do Genoma Humano. A se insistir nesse campo da genética, melhor seria então que os projetos se voltassem para o estudo dos genomas de agentes infecciosos de endemias que assola o território nacional.

Ao leitor poderá configurar certa incongruência, das considerações acima, face ao que foi advogado em parágrafos anteriores a respeito da autonomia científica na universidade.

Embora, em seu aspecto geral, tal aspecto autônomo faça parte dos “falsos dilemas” de PELLEGRINI FILHO5 (1994), há que se considerar que esse autor como que se contradiz ao afimar ao mesmo tempo o papel de “mercado” social como definidor das prioridades, que dever-se-ia seguir o exemplo de países que fizeram da “ciência e tecnologia parte integral de seu desenvolvimento”. Ora, este deve ser encarado como patrimônio cultural, em seu todo, e não apenas material, ou seja, econômico. E o avanço cultural sedia-se, precipuamente, na universidade. Claro está que o terceiro mundo se vê na contigência atual de importar, principalmente, tecnologia. Não obstante, é de se desejar que seja capaz de absorvê-la e de desenvolvê-la de acordo com seus próprios meios.

Finalmente, resta considerar o porquê. Nas explanações feitas em parágrafos precedentes, pôde-se entrever a motivação que deveria estimular a aplicação de recursos no desenvolvimento do terceiro mundo.

Constitui característica do ser humano a de ansiar por conhecer o mundo que o cerca, quanto mais não seja, para se diferenciar dos antropóides, seus primos na escala evolutiva. Porém, tal curiosidade inata não mais se tornou suficiente. Há até algum tempo, a atividade de pesquisa científica outorgava, a quem a exercia, feição de confiabilidade e de elevado altruísmo.

Isso se devia ao fato de a ciência ter adquirido essa imagem em virtude da procura da verdade e de ter, por objetivo primordial, o benefício de toda a humanidade. Recentemente, porém, surgiram evidências de mudanças nessa conceituação.

Assim, têm-se levantado questões sobre o caráter excessivamente sigiloso dos resultados alcançados como, por exemplo, nas pesquisas médicas que poderiam ensejar tratamentos e soluções para problemas de saúde e, pois, mitigar o sofrimento das pessoas afetadas por várias doenças.

Contudo, com a mercantilização da ciência, isto é, com a transformação do dado científico em produto passível de comercialização, a urgência em divulgá-lo vem sendo paulatinamente substituída pela urgência em patenteá-lo. Na medida em que a empresa particular investe, esse aspecto torna-se cada vez mais acentuado.

Nos EUA, o problema está se tornando preocupante face a exigências contratuais que dão às empresas a propriedade dos resultados da pesquisa, inclusive o direito de divulgá-los ou não (GIBBS1, 1996).

Têm ocorrido exemplos evidentes dessa problemática, mormente na pesquisa genética com a caracterização e o isolamento de genes, potencialmente produtores de substâncias comercializáveis. Se isso ocorre na nação que é atualmente a líder mundial da pesquisa em ciência e tecnologia, imagine-se o que poderia ocorrer em nosso meio.

No entanto, e a bem da verdade, há de se convir que a problemática análoga seria improvável que ocorresse no estado atual de nosso desenvolvimento científico. Pela simples razão da inexistência deste. Em outras palavras, a confirmar o colonialismo cultural ao qual estamos sujeitos, não se poderá vislumbrar qualquer possibilidade de competição (no bom sentido) em determinados campos de investigação como, por exemplo, o da biologia molecular. Neste, restar-nos-á o papel de copistas. Na melhor das hipóteses, de mão-de-obra menos dispendiosa, para servir tecnicamente às grandes pesquisas multinacionais. Isso se assemelha, mutatis mutandi, ao que se presencia com a indústria automobilística, assim dita “nacional”.

Não obstante, existem campos que poderão (e necessitarão) abrigar a ciência autóctone. E até porque eles deixaram de interessar àqueles países que são os donos incontestes dos outros campos.

Na área da saúde, trata-se como já se referiu, da nosologia concernente às endemias que assolam a nossa população, em particular, e as da América Latina, em geral. Seria pois de todo aconselhável que se investisse e se estimulasse a procura de soluções, abordando os vários aspectos de tais problemas.

Os resultados obtidos deveriam ser prioritariamente divulgados, de maneira acessível, nos meios centro e sul-americanos. Os nossos pesquisadores deveriam valorizar menos a “internacionalização” e mais a “americalatinização”, se assim se pode chamar, das informações obtidas e das suas decorrentes reputações científicas.

Os poderes governamentais deveriam interessar-se mais em estimular a nossa juventude em relação a essas pesquisas. Eis que estas, embora acoimadas, por muitos, de “subdesenvolvidas”, são de indiscutível utilidade para a nossa tão “subdesenvolvida” população.

Salvo melhor juízo, afigura-se ser esse o melhor caminho que a atividade científica da América Latina deve, in primo loco, dispor-se a seguir. Se é que realmente almeja tornar-se independente e livre. (Fonte: Rev Saúde Pública, v. 30, n. 6 , p. 499-501, 1996)

Oswaldo Paulo Forattini Editor Científico da Revista de Saúde Pública da USP

1. GIBBS, W. W. The price of silence. Scient Amer, v. 275, p. 10-12, 1996.         [ Links ]2. KOENIG, R. Giant merger creates biotech power. Science, v. 271, p. 1490, 1996.         [ Links ]3. MAC LANE, S. Should universities imitate industry? Amer Scient, v.

84, p. 520-521, 1996.         [ Links ]4. NICHOLS, R. W. Who, where, when, what and why? Sciences, v. 35, p. 4, 1995.         [ Links ]5. PELLEGRINI FILHO, A. A basis for the formulation of policies on health science and technology in Latin America. Bull. PAHO, v. 28, p.

331-343, 1994.         [ Links ]6. SCHNEIDER, R. M. Brazil: culture and politics in a new industrial powerhouse. Boulder, Colorado : Westview Press, 1996.         [ Links ]7. SCHULER, G. D. et al. A gene map of the human genome. Science, v. 274, p. 540-546, 1996.

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