Quem Foi O Terceiro Rei De Portugal, Também Conhecido Como O Gordo?

D. Afonso o Gordo encontra-se no coração do centro histórico de Lisboa, num edifício concebido em 1758.

Esta estrutura histórica era originalmente o estábulo privado do Marquês de Pombal, agora um dos maiores restaurantes da gastronomia tradicional portuguesa em Lisboa.

O Marquês de Pombal foi responsável pela reconstrução do centro de Lisboa depois do grande terramoto de 1775 e primeiro ministro do rei D. José I.

Preservadas as paredes originais de tijolo vermelho, abóbadas e arcos da época, D. Afonso o Gordo abriu as suas portas ao público em 2015.

A gastronomia é tradicional portuguesa com um toque moderno pelas mãos do Chef João Fragoeiro. A especialidade é o Leitão à Moda da Bairrada, uma das sete maravilhas da gastronomia portuguesa.

Tem noites de Fado de terça-feira a domingo com as melhores vozes do Fado.

Fado de quinta-feira a domingo a partir das 20:30 – carece de reserva. 

Fado (destino) é um estilo musical português que começa a ter os seus registos em Lisboa em 1820, mas provavelmente tem origens muito mais antigas.

Na crença popular, o fado é um estilo musical caracterizada por letra e melodia tristes, muitas vezes sobre o mar ou a vida dos pobres, infundida com um sentimento de resignação, fatalidade e melancolia.

Isto é francamente capturado pela palavra saudade, que simboliza um sentimento de perda (uma perda permanente e irreparável e seus consequentes danos ao longo da vida).

Em 27 de novembro de 2011, o fado foi adicionado à Lista do Património Cultural Imaterial da UNESCO.

Quem Foi O Terceiro Rei De Portugal, Também Conhecido Como O Gordo?

Localizada nas onde eram as antigas cavalariças do Marques de Pombal, a Taberna do Leitão é um espaço pequeno e pitoresco, onde poderá aproveitar para petiscar uma sandes de leitão, uns croquetes ou uma tábua de queijos e beber um bom vinho, português claro!

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Em 1758 depois do devastador terramoto de 1755, com a reconstrução da Baixa Lisboeta, passando a ser denominada também por Baixa Pombalina nasce em Lisboa na Rua de Santo António da Sé, nr. 18 um edifício projectado pelo Marquês de Pombal, as suas cavalariças particulares, onde após obras de restauro e preservação, nasce o D. Afonso o Gordo.

Quem Foi O Terceiro Rei De Portugal, Também Conhecido Como O Gordo?

D. Afonso II, nasce em 1185, filho de D. Sancho I e neto de D. Afonso Henriques fundador de Portugal, curiosamente nasce no ano em que o seu avó morreu.

Inicia o seu reinado em 1211 com 26 anos, e ficou conhecido como O Gordo, O Gordalhufo, e até mesmo O Badoxa.

Mas não só pelos seus cognomes ficou conhecido, mas também pelos seus feitos, pois foi um dos mais importantes reis na história de Portugal. Foi graças às suas reformas e leis que unificou o Reino.

Casou-se em 1208 com a D. Urraca de Castela, filha dos reis de Castela e neta do Rei de Inglaterra Henrique II. Tiveram cinco filhos, entre os quais dois futuros Reis (D. Sancho II e D. Afonso III). D. Afonso II, para além destes cinco, pelo que reza a história teve ainda mais dois bastardos.

Ao contrário do esperado não se dedicou às conquistas mas sim à organização económica e social do Reino, ditando assim as primeiras leis relativas à propriedade privada, ao direito civil e à cunhagem de moeda. Iniciou também o envio de embaixadas a outros países europeus de forma a estabelecer tratos comerciais.

Outro ponto importante no seu reinado foi a tentativa de Reforma da Igreja dentro do Reino, com o desvio de alguns fundos da mesma para os cofres nacionais.

Com isto houve um conflito diplomático entre o o Papado e o Reino de Portugal, fazendo com que O Gordo fosse excomungado pelo Papa Honório III, nunca tendo obtido perdão apesar das suas tentativas.

D. Afonso acabou por falecer a 21 Março 1223 em Alcobaça, passando todos os poderes do Reino para o seu filho D. Sancho II.

Afonso II de Portugal – Wikipédia, a enciclopédia livre

Afonso II

O Gordo

Miniatura de Dom Afonso II no manuscrito castelhano Compendio de crónicas de reyes (…), c. 1312-1325

Rei de Portugal

Reinado

26 de março de 1211a 25 de março de 1223

Antecessor(a)

Sancho I

Sucessor(a)

Sancho II

 

Esposa

Urraca de Castela

Descendência

Sancho II de PortugalAfonso III de PortugalLeonor, Rainha da DinamarcaFernando, Senhor de Serpa

Casa

Borgonha

Nascimento

23 de abril de 1185

 

Coimbra, Portugal

Morte

25 de março de 1223 (37 anos)

 

Coimbra, Portugal

Enterro

Mosteiro de Alcobaça, Alcobaça, Leiria, Portugal

Pai

Sancho I de Portugal

Mãe

Dulce de Aragão

Religião

Catolicismo

Afonso II (Coimbra, 23 de abril de 1185 – Coimbra, 25 de março de 1223), apelidado de o Gordo, foi o terceiro Rei de Portugal de 1211 até sua morte. Era filho do rei Sancho I e sua esposa Dulce de Aragão.

Vida

Afonso II.

Afonso foi o primeiro filho de Sancho I e de Dulce de Aragão. Teve três irmãs nascidas antes dele, sendo o quarto a nascer.[1] Foi o terceiro rei de Portugal, nasceu no mesmo ano em que o avô Afonso Henriques morreu.

Teve uma vida curta, morreu aos 37 anos de doença. No seu reinado preocupou-se mais em centralizar o poder real do que na conquista aos mouros.[2]

Casou-se em 1208 com Urraca de Castela, uma prima sua, descendente de Afonso VI de Leão, sendo este o trisavô de Afonso II. Este casamento ia contra a lei canónica, pois eram primos em 5.º grau.[3] O bispo do Porto, Martinho Rodrigues opôs-se à entrada dos noivos por esse motivo, o que desencadeou uma resposta violenta por parte do rei Sancho I, pai de Afonso.[4]

Os seus filhos eram menores quando morreu. O sucessor Sancho II ainda não tinha os 14 anos ao herdar o trono. O país acabou por mergulhar num período de desordem que levou o irmão de Sancho II, Afonso III, a lutar pela posse do trono que acabou por conseguir.

Diz-se que D. Afonso II possa ter morrido de lepra (isso poderá ter justificado um dos seus cognomes, o Gafo, bem como uma célebre e depreciativa frase dita por alguns elementos do povo: Fora Gaffo!), mas a enorme gordura que o rei possuía teria sido a sua causa de morte.[5]

Reinado

Os primeiros anos do seu reinado foram marcados por violentos conflitos internos (1211-1216) entre Afonso II e as suas irmãs Mafalda, Teresa e Santa Sancha de Portugal (a quem seu pai legara em testamento, sob o título de rainhas, a posse de alguns castelos no centro do país — Montemor-o-Velho, Seia e Alenquer —, com as respectivas vilas, termos, alcaidarias e rendimentos),[6] numa tentativa de centralizar o poder régio. Este conflito foi resolvido com intervenção do papa Inocêncio III. O rei indemnizou as infantas com muito dinheiro, a guarnição dos castelos foi confiada a cavaleiros templários, mas era o rei que exercia as funções soberanas sobre as terras e não as infantas como julgavam ter e que levou à guerra.[5] O conflito deu-se na altura em que se deu a batalha de Navas de Tolosa e como tal, poucos soldados o rei tinha ao seu dispor.

No seu reinado foram criadas as primeiras leis escritas e pela primeira vez reunidas cortes com representantes do clero e nobreza, em 1211 na cidade de Coimbra,[2] na altura capital.

Foram realizadas inquirições em 1220,[2] inquéritos feitos por funcionários régios com vista a determinar a situação jurídica das propriedades e em que se baseavam os privilégios e imunidades dos proprietários. As confirmações entre 1216 e 1221,[7] validavam as doações e privilégios concedidos nos anteriores reinados, após analisados os documentos comprovativos ou por mercê real.

Todo o seu reinado foi um combate constante contra as classes privilegiadas, isto porque seu pai e avô deram grandes privilégios ao clero e nobreza e Afonso II entendia que o poder real devia ser fortalecido.[5]

Rainha Urraca.
Túmulo de Afonso II.

O reinado de Afonso II caracterizou um novo estilo de governação, contrário à tendência belicista dos seus antecessores.

[2] Afonso II não contestou as suas fronteiras com Galiza e Leão, nem procurou a expansão para Sul (não obstante no seu reinado ter sido tomada aos mouros as cidades de Alcácer do Sal, Borba, Vila Viçosa, Veiros, em 1217, e, possivelmente também Monforte e Moura,[2] mas por iniciativa de um grupo de nobres liderados pelo bispo de Lisboa), preferindo sim consolidar a estrutura económica e social do país. O primeiro conjunto de leis portuguesas é de sua autoria[2] e visam principalmente temas como a propriedade privada, direito civil e cunhagem de moeda. Foram ainda enviadas embaixadas a diversos países europeus, com o objectivo de estabelecer tratados comerciais. Não teve preocupações militares, mas enviou tropas portuguesas que, ao lado de castelhanas, aragonesas e francesas, combateram bravamente na célebre batalha de Navas de Tolosa na defesa da Península Ibérica contra os muçulmanos.[2] A única conquista feita foi Alcácer do Sal.[7]

Outras reformas de Afonso II tocaram na relação da coroa Portuguesa com o Papa. Com vista à obtenção do reconhecimento da independência de Portugal, Afonso Henriques, seu avô, foi obrigado a legislar vários privilégios para a Igreja.

Anos depois, estas medidas começaram a ser um peso para Portugal, que via a Igreja desenvolver-se como um estado dentro do estado.

Com a existência de Portugal firmemente estabelecida, Afonso II procurou minar o poder clerical dentro do país e aplicar parte das receitas das igrejas em propósitos de utilidade nacional.[5] Esta atitude deu origem a um conflito diplomático entre o Papado e Portugal.

Depois de ter sido excomungado pelo Papa Honório III,[8] Afonso II prometeu rectificar os seus erros contra a Igreja, mas morreu em 1223 excomungado, sem fazer nenhum esforço sério para mudar a sua política.

Só após a resolução do conflito com a Igreja, logo nos primeiros meses de reinado do seu sucessor Sancho II, pôde finalmente Afonso II descansar em paz no Mosteiro de Alcobaça (foi o primeiro monarca a fazer da abadia cisterciense o panteão real).[5]

Títulos, estilos e honrarias

Estilo de tratamento deAfonso II de Portugal

Brasão de armas do Reino de Portugal (1139-1248)

Estilo

Sua Mercê

Tratamento direto

Vossa Mercê

Estilo alternativo

Senhor

Ver artigo principal: Lista de títulos e honrarias da Coroa Portuguesa

  • 23 de Abril de 1185 – 26 de Março de 1211: O Infante Afonso de Portugal;
  • 26 de Março de 1211 – 25 de Março de 1223: Sua Mercê, El-Rei de Portugal.

O estilo oficial de D. Afonso II enquanto Rei de Portugal:

Pela Graça de Deus, Afonso II, Rei de Portugal.

Genealogia

Ancestrais

Descendência

Com a sua mulher, Urraca de Castela (1186-1220):

  • Sancho II de Portugal (1209-1248);
  • Afonso III de Portugal (1210-1279);
  • Leonor, infanta de Portugal (1211-1231), casou Valdemar III, o Jovem, filho do rei Valdemar II da Dinamarca;
  • Fernando de Portugal, Senhor de Serpa (1218-1246), senhor de Serpa.

Filhos naturais:

  • João Afonso (m. 9 de Outubro de 1234), enterrado no mosteiro de Alcobaça;
  • Pedro Afonso (n. 1210), que acompanhou seu irmão na conquista de Faro (1249).[9]

Ver também

  • Árvore genealógica dos reis de Portugal
  • Dinastia de Borgonha
  • Testamento de Afonso II
  • Batalha de Navas de Tolosa
  • Reconquista

Referências

  1. ↑ «O Portal da História – D. Sancho I» 
  2. a b c d e f g «O Portal da História – D. Afonso II» 
  3. ↑ Fernandes 2006, pp. 72-76.
  4. ↑ Fernandes 2006, p. 33.

  5. a b c d e «Reis de Portugal – Afonso II de Portugal». A Monarquia Portuguesa 
  6. ↑ Fernandes 2006, pp. 87-88.
  7. a b «D. Afonso II in Infopédia». Porto Editora 
  8. ↑ Fernandes 2006, p. 54.

  9. ↑ David & Sottomayor Pizarro 1989, p. 69.

Bibliografia

  • David, Henrique; Sottomayor Pizarro, José Augusto P (1989). «A conquista de Faro: o reavivar de uma questão» (PDF). Porto: Universidade do Porto. Faculdade de Letras. Revista de História: 63-76. ISSN 0871-164X  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautor= (ajuda)
  • Fernandes, Hermenegildo (2006). D. Sancho II: Tragédia. [S.l.]: Círculo de Leitores 

Ligações externas

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Afonso II de Portugal

  • «Chronica do muito alto e muito esclarecido principe D. Afonso II, terceiro rey de Portugal, Rui de Pina (1440-1522), Lisboa Occidental, 1727, na Biblioteca Nacional Digital» 
  • «Chronica de El-Rei D. Affonso II, Rui de Pina (1440-1522), Lisboa: Escriptorio, 1906, na Biblioteca Nacional Digital» 
  • D. Afonso II, o rei leproso, A Alma e a Gente – Afonso II, o que foi gafo (Extrato de Documentário), por José Hermano Saraiva, Videofono para a RTP, 2003
  • O conflituoso reinado de D. Afonso II, A Alma e a Gente – Afonso II, o que foi gafo (Extrato de Documentário), por José Hermano Saraiva, Videofono para a RTP, 2003
Afonso II de PortugalCasa de BorgonhaRamo da Casa de Capeto23 de abril de 1185 – 25 de março de 1223
Precedido porSancho I Rei de Portugal26 de março de 1211 – 25 de março de 1223 Sucedido porSancho II
Leia também:  Como Conquistar Um Rapaz Que Não Gosta De Mim?

Obtida de “https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Afonso_II_de_Portugal&oldid=60734802”

Afonso II, o Gordo, rei de Portugal

http://en.wikipedia.org/wiki/Afonso_II_of_Portugal (English)

Afonso II de Portugal Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. http://pt.wikipedia.org/wiki/Afonso_II_de_Portugal

http://genealogics.org/getperson.php?personID=I00020560&tree=LEO

D. Afonso II de Portugal (cognominado O Gordo, O Crasso ou O Gafo, em virtude da doença que o teria afectado), terceiro rei de Portugal, nasceu em Coimbra a 23 de Abril de 1185 e morreu na mesma cidade a 25 de Março de 1223.

Contudo foi sepultado no Mosteiro de Alcobaça. Afonso II era filho do rei Sancho I de Portugal e da sua mulher, Dulce de Berenguer, mais conhecida como Dulce de Barcelona, infanta de Aragão. Afonso sucedeu ao seu pai em 1211.

Descendência: Com a sua mulher, Urraca de Castela (1186-1220):

  1. Sancho II de Portugal (1207-1248)
  2. Afonso III de Portugal (1210-1279)
  3. Leonor, infanta de Portugal (1211-1231), casou com o rei Valdemar III da Dinamarca
  4. Fernando de Portugal, Senhor de Serpa (1217-1246), senhor de Serpa
  5. Vicente de Portugal (1219)

Filhos naturais:

  1. João Afonso (m. 1234)
  2. Pedro Afonso (n. 1210)

Os primeiros anos do seu reinado foram marcados por violentos conflitos internos entre Afonso II e as suas irmãs Mafalda, Teresa e Sancha (a quem seu pai legara em testamento, sob o título de rainhas, a posse de alguns castelos no centro do país – Montemor-o-Velho, Seia e Alenquer -, com as respectivas vilas, termos, alcaidarias e rendimentos), numa tentativa de centralizar o poder régio, o que foi resolvido apenas com o confisco dos bens e exílio para Castela ou recolhimento a mosteiros das infantas.

O reinado de Afonso II caracterizou um novo estilo de governação, contrário à tendência belicista dos seus antecessores.

Afonso II não contestou as suas fronteiras com Galiza e Castela, nem procurou a expansão para Sul (não obstante no seu reinado ter sido tomada aos Mouros a cidade de Alcácer do Sal, em 1217, mas por iniciativa de um grupo de nobres liderados pelo bispo de Lisboa), preferindo sim consolidar a estrutura económica e social do país. O primeiro conjunto de leis portuguesas é de sua autoria e visam principalmente temas como a propriedade privada, direito civil e cunhagem de moeda. Foram ainda enviadas embaixadas a diversos países europeus, com o objectivo de estabelecer tratados comerciais. Apesar de, como já dissemos, não ter tido preocupações militares, enviou tropas portuguesas que, ao lado de castelhanas, aragonesas e francesas, combateram bravamente na célebre batalha de Navas de Tolosa na defesa da Península Ibérica contra os muçulmanos.

Outras reformas de Afonso II tocaram na relação da coroa Portuguesa com o Papa. Com vista à obtenção do reconhecimento da independência de Portugal, Afonso Henriques, seu avô, foi obrigado a legislar vários privilégios para a Igreja.

Anos depois, estas medidas começaram a ser um peso para Portugal, que via a Igreja desenvolver-se como um estado dentro do estado.

Com a existência de Portugal firmemente estabelecida, Afonso II procurou minar o poder clerical dentro do país e aplicar parte das receitas das igrejas em propósitos de utilidade nacional. Esta atitude deu origem a um conflito diplomático entre o Papado e Portugal.

Depois de ter sido excomungado pelo Papa Honório III, Afonso II prometeu rectificar os seus erros contra a Igreja, mas morreu em 1223 excomungado, sem fazer nenhum esforço sério para mudar a sua política.

Só após a resolução do conflito com a Igreja, logo nos primeiros meses de reinado do seu sucessor Sancho II, pôde finalmente Afonso II descansar em paz no Mosteiro de Alcobaça (foi o primeiro monarca a fazer da abadia cisterciense o panteão real).

Foram por sua ordem feitas as primeiras Inquirições em Portugal, com inicio em 1220.

Afonso II of Portugal http://en.wikipedia.org/wiki/Afonso_II_of_Portugal (English)

Afonso II (Portuguese pronounced [%C9%90%CB%88f%C3%B5su]; English Alphonzo), or Affonso (Archaic Portuguese), Alfonso or Alphonso (Portuguese-Galician) or Alphonsus (Latin version), nicknamed “the Fat” (Portuguese o Gordo), third king of Portugal, was born in Coimbra on April 23, 1185 and died on March 25, 1223 in the same city. He was the second but eldest surviving son of Sancho I of Portugal by his wife, Dulce Berenguer of Barcelona, Infanta of Aragon. Afonso succeeded his father in 1212.

D. Sancho II, o rei que Portugal não quis

A morte do rei D. sancho II

Sancho II ( 1209-1248) é um dos reis mais intrigantes da História de Portugal.

Protagonista de alguns dos episódios mais decisivos, apaixonantes e conturbados da Idade Média portuguesa, pouco sobre este rei se conserva hoje no nosso imaginário popular.

Banido dos manuais de História e (injustamente) pouco conhecido do público em geral, que motivos terão conduzido a esta (aparente) indiferença, como se de uma maldição se tratasse?

O quinto rei de Portugal subiu ao trono, órfão de pai e mãe, com apenas treze anos, carregando sobre os ombros uma pesada herança. Protagonizou um longo reinado – mais de duas décadas -, metade do qual em conflito permanente com a Igreja e com os representantes das linhagens mais tradicionais.

Ainda jovem e muito sonhador, venceu batalhas e conquistou territórios, à semelhança dos que o precederam. Foi resistindo às intrigas familiares e políticas, aos interditos e excomunhões; resistiu à traição dos que o rodeavam e ao povo que o humilhou. Enfrentou uma dura e sangrenta guerra civil contra o irmão, legitimado pelo papa para o vir afrontar.

Só não resistiu às fraquezas do amor e ao abandono (?) da única mulher que foi capaz de lhe roubar o coração.

Morreu doente e praticamente sozinho, em Toledo, com os olhos postos num Tejo que não era o seu. Afinal, quem foi D. Sancho II? Esta é uma narrativa assumidamente ficcionada sobre o rei que Portugal não quis.

Uma vida que se entretece em torno de vários caminhos (afinal, o que é a vida senão uma teia de misteriosos caminhos?) em busca da paz e da redenção.

Nela, cruzam-se as possíveis vozes de Sancho II, a de Mécia López de Haro (a formosa e enigmática mulher por quem se terá perdido de amores e com quem se casou, contra todas as vontades, fazendo dela rainha de Portugal), e de alguns dos que com ele puderam privar, mantendo-se leais até ao fim. Aqui se ouvem também as vozes daqueles que, movidos por razões contrárias à sua, o procuraram apagar de um tempo que nem sempre foi justo, generoso e verdadeiro…

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Parte I Quando o fim e o início se procuram

Coimbra, aos 8 dias do mês de setembro, do ano da natividade do Senhor de 1209

Os gentios acudiam às igrejas de Coimbra. Pelo segundo dia consecutivo, a cidade desdobrava-se em martírios e promessas pelo bom sucesso da futura rainha. No paço, afundada nos calores da sua enxerga, D. Urraca padecia, aguardando a chegada de um herdeiro. Aquele não era um bom dia para nascer.

Segundo o sábio mouro da corte, Ibn-Rashid, profundo conhecedor da disposição dos astros, o parto só deveria acontecer no dia seguinte, pois a luz daria, dentro de poucas horas, lugar à treva, por via de um eclipse solar que espalharia o breu sobre a Terra.

Sinal evidente de mais desgraças no reino. O povo, habituado à guerra e à míngua, resignava-se, temendo e rezando. «Tolices de um infiel sandeu», alvitravam os dois físicos castelhanos que, no séquito da infanta, haviam chegado no ano anterior à Corte portuguesa.

O confessor de D. Afonso, frei Nicolau, procurava tranquilizar o futuro rei. Se o Altíssimo tinha destinado aquele dia para dar um herdeiro a Portugal, não havia razões para receios.

A 8 de setembro celebrava-se a natividade da Santíssima Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo, o Salvador. Era dia sagrado, e todo o reino cumpria a sua parte, orando e fazendo os necessários jejuns.

Mas nos ouvidos e no coração do rei ressoavam o temor e os ecos da ira divina…

Era sabido que o velho rei Sancho, agora enfermo e tolhido pela demência no Paço Real de Santarém, havia causado no seio da Santa Madre Igreja muitos danos e grandes ofensas, o que lhe valera as sucessivas excomunhões do papa e a interdição do reino.

Mas Deus, que é Pai, tudo perdoa aos seus mui amados filhos, quando o pecado dá lugar ao arrependimento e à esperada salvação eterna, por via da justa recompensa aos ofendidos.

Se tudo fosse reparado a tempo, como era mister, um novo ciclo começaria, depois da morte do velho rei, com o alçamento de um novo soberano e a garantia da continuidade de uma dinastia ao serviço de Portugal, temente aos desígnios de Deus no Céu e sobretudo às disposições dos ministros da Igreja na Terra.

D. Afonso só tinha de impedir mais atrocidades e injúrias contra os bispos, especialmente no Porto e em Coimbra, repondo de vez a justiça e a paz. Acomodada a custo na enxerga de nogueira, D. Urraca contorcia-se com dores e agonias.

Já lhe iam faltando as forças e o alento para suportar aquela espera.

Estevainha Soares, a principal aia portuguesa ao seu serviço e futura dama de criação do infante, bem como o vasto rol de açafatas castelhanas, rendiam-se dia e noite à real cabeceira, refrescando-lhe as fontes com paninhos húmidos, embebidos em água de flor de laranja doce, e desdobravam-se em orações fervorosas aos pés da Virgem do Ó. Martinha Charroco e a irmã Inês, duas das parteiras mais conceituadas em todo o reino, observavam vigilantes a evolução daquele corpo franzino, na esperança de que a natureza quisesse finalmente cumprir o seu destino.

Preparava-se a cadeira de espaldas e sucediam-se as escudelas de água morna, os emplastros de agrimónia e as intermináveis ladainhas.

As pastas de gordura de ovelha derretida com que se besuntavam as entranhas da parturiente, o cheiro do azeite das lamparinas e o bafio das ervas fervidas e defumadas empestavam os corredores do paço, tornando-os numa verdadeira antecâmara dos infernos. No meio do asco e dos delírios, D.

Urraca recordou – secretamente com alguma raiva e inveja – a sorte da irmã Branca, a preferida da avó Leonor, que a escolheu para reinar em terras de França.

Embora procurasse afastar as tentações demoníacas do pensamento, benzendo-se e entregando-se com fervor a um pater noster, elas insistiam e faziam-se presentes, à medida que as horas iam passando e a angústia se avolumava, a ponto de não caber dentro das quatro paredes da câmara. Fora desterrada um ano antes para Portugal, a fim de ser entregue a um futuro rei desajeitado, gordo e disforme, constantemente indisposto, e ainda por cima doente.

Com o tempo, tinha aprendido a tolerar D. Afonso e os seus caprichos. Afeiçoou-se à luz amendoada dos céus portugueses, abraçando de corpo e alma o nobre destino de garantir a sucessão da Coroa. Mas esse desígnio tardava hoje a cumprir-se.

Não aguentava mais tamanha aflição! Não suportava mais a ladainha enfadonha e interminável das três monjas de São João aos pés da enxerga: Salve Regina, Mater misericordiae, vita, dulcedo et spes nostra, salve.

Ad te suspiramus exsules filii Hevae, ad te suspiramus, gementes et flentes in hac lacrimarum valle…

– Chega, criaturas imundas! Já basta de zumbidos e lamúrias ocas! Calai-vos de uma vez e ide-vos daqui. Sois um bando de moscas inúteis! – gritou, erguendo-se de supetão, enquanto se dirigia à saída da câmara.

Estevainha Soares assustou-se. Levantou-se e acorreu a aconchegar a camisa sobre os ombros da parturiente, procurando serenar o assombroso ataque de mau génio.

– Então, Senhora, tendes de ser paciente e evitar as correntes de ar. As irmãs só estão a rezar pelo vosso bom sucesso. Vamos, acalmai-vos e cobri-vos com esta capa. Ainda não chegou a hora.

Eu pari um rancho de criaturas e garanto-vos que todas as vezes foram diferentes. É da nossa natural condição de fêmeas o padecimento para botar filhos no mundo.

Tendes de manter a serenidade, para bem do reino e do infante que vai sair do vosso ventre: um varão são e forte, com a graça de Deus. Vamos, descansai agora um pouco, enquanto as dores…

– Não saís vós, saio eu. Nem que tenha de parir sozinha este filho aos pés do Salvador. E se tiver de me finar, que seja em paz, longe de vós todas. Achai-me rapidamente uma dessas mulheres do povo, para que me venha assistir na capela. Quero-vos longe de mim!

– Mas, Senhora?! Na capela? Esperai…

– abismou-se, escancarando a boca e benzendo-se logo a seguir.

– Valha-me São Frutuoso! – sussurrou ainda entre dentes. Enquanto Estevainha prestava assistência a uma das monjas que desfalecera no meio do desvario, D. Urraca desceu a escadaria a correr, num único fôlego. Dobrou-se por momentos.

Depois, atravessou o pátio, atabalhoada com a luz do dia, e amparou o ventre com a mão direita. Parou. Gemeu. Mais uma guinada. Dobrou-se de novo e afogou a dor, cerrando os dentes.

Enfiou-se por fim na capela do paço, deslocando a aldraba de pinho atrás da travessa da grande porta. Fechou os olhos e suspirou fundo, deixando-se envolver pela tranquilidade do interior do templo.

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À saída da alcova, já estando recomposta a monja, Estevainha Soares esbracejava, berrando aos ouvidos de uma jovem camareira, especada no corredor, branca e hirta como uma estátua.

– Mexe-te, manceba dum raio! Pareces um fantasma. É urgente ir ao salão avisar Dom Afonso para que venha tomar providências. A Senhora Dona Urraca ensandeceu de vez.

Valha-nos Deus Nosso Senhor! E vós, desembaraçai-vos e mandai achar Branca Parda, a aparadeira que vive na Rua da Figueira Velha – vociferou na direção de dois serviçais do rei que acabavam de cruzar a galeria inferior.

Estava visivelmente transtornada com o sucedido.

– Tragam-me essa mulher de imediato ao paço.

– Mas… Branca Parda? A feiticeira?

– Sim, suas alimárias! Essa mesma! Não tendes ouvido? É uma ordem da rainha. As horas foram passando e a agonia aumentou. Encerrada na pequena capela, diante do altar, D.

Urraca socorreu-se da capa que trazia pelos ombros, estendeu-a e deitou-se sobre a friagem das lajes, indiferente às determinações do marido. O rei exasperava da banda de fora da capela.

Urraca era mais teimosa do que uma mula! Antes de se resignar, ainda insistiu uma última vez:

– Deixai ao menos entrar Dona Estevainha Soares.

– Deixai-me também vós em paz, Afonso! Eu serei paciente como me foi aconselhado. Quando me trouxerem a parteira que pedi, a porta será aberta.

– O futuro do reino está perdido.

Esta castelhana perdeu de vez o siso – desabafou o rei, dirigindo-se ao interior do paço, seguido pelo alferes-mor Martim Anes de Riba de Vizela e os demais cavaleiros ao seu serviço, que com ele discutiam, na pequena sala contígua ao salão do trono, uma missiva para enviar com urgência a Roma, procurando assim serenar uma vez mais a ira do papa contra Sancho, ainda rei de Portugal, o seu velho e insano pai.

Pouco passava da hora sexta. Como fora previsto pelo mouro, o imenso disco solar foi-se deixando cobrir lentamente por uma sombra negra, até restar um anel de luz à sua volta, ténue e quase impreciso.

A cidade ficou deserta e arrefeceu, como se o tempo se suspendesse, envolto pela penumbra ameaçadora. O silêncio apoderou-se do casario.

Os pequenos pássaros que soíam alegrar e colorir os telhados de Coimbra evaporavam-se pelos labirintos da escuridão, rumando às brenhas circundantes.

Nessa hora de espanto e medo, nas ruas e no negrume, extinguiu-se qualquer sinal de vivalma.

Pouco depois de um quartel, quando o punho e a voz de Branca Parda se fizeram sentir com veemência à porta da capela, ressoando asperamente pelo interior abobadado do pequeno templo, D. Urraca atendeu.

Para maravilha e assombro da mulher, a madeira rangeu e entreabriu-se uma frincha. O rosto lívido da infanta assomou-se como uma aparição. A camisa colada ao corpo, ensopada por sangue vivo, fez, por momentos, prever o pior.

– Santo Deus, Senhora! Vamos para dentro! Deixai-me amparar-vos antes que vos desgraceis. A porta chiou atrás do corpo volumoso da mulher e fechou-se de novo. O eco. O silêncio…

A sombra negra que cobria os ares foi dando lugar a um cair de tarde dourado de setembro… O nascimento iminente; o queixume abafado de D. Urraca, a princesa castelhana que havia de garantir o futuro de Portugal, enquanto terra independente…

O sucesso dava-se por fim. O destino cumpria-se.

Dentro da capela, depois de um grito derradeiro, a impressão de um choro ínfimo. A criatura nascia… Um filho varão acabava de chegar às cruezas do mundo. Um herdeiro. Franzino e enfermiço. Mas vivo. Limpo à pressa e enfaixado aos pés de uma grande cruz, sob o olhar impávido de um Cristo acabado de sucumbir.

Branca, a temida aparadeira de tez parda, olhou uma última vez a criatura pálida que quase não havia chorado à nascença e desconfiou. Custara-lhe tanto o açoite com que fizera espevitar o pequeno príncipe! Ainda lhe tremia a mão. Sandices! Fizera o seu trabalho! Agarrou na trouxa encardida e saiu, deixando a porta da capela entreaberta, a pedido de D.

Urraca, que lhe agradeceu com um último sorriso sofrido. Foi uma espécie de sol a pousar-lhe no peito velho.

Agora ia encarregar-se pessoalmente de enterrar as secundinas do parto longe das muralhas da cidade, para evitar que maldições ou outros azares se abatessem sobre a ínfima criatura. Afinal, tinha acabado de pôr no mundo aquele que um dia iria reinar sobre todos os portugueses.

Por agora, a sua missão fora cumprida, e aquele não era o seu lugar. Mas enquanto vivesse não esqueceria a determinação da jovem rainha, nem o desatino que armara no paço, exigindo uma mulher simples do povo para lhe dar assistência em hora tão sagrada.

Ainda por cima, logo ela, que acusavam de bruxa e má-mulher! Admiraria para sempre a ousadia e a coragem da fidalga, mas também a sua insanidade. Parir dentro de uma capela?! Onde já se vira tamanho desvario? E…

porque não? Deu uma gargalhada e passou pelo pardieiro miserável onde vivia. Escondida nas traseiras, uma desgraçada aguardava pelas suas mãos. Mais um desmancho para fazer.

Já lhes perdera a conta! A vagabunda que esperasse! Ainda estava ao serviço do futuro Senhor de Portugal e da sua mãe, a rainha D. Urraca. A donzela era brava.

As aias teriam muito que penar com aquela castelhana de pelo na venta. Mal sabia que estava enganada… Assim nascia Sancho, o Capelo, naquela tarde de 8 de setembro, do ano da natividade de Jesus Cristo de 1209.

O segundo rei com este nome a governar em Portugal. Chegou ao mundo em dia maldito, à hora do Diabo, na casa de Deus. Nasceu a custo. Só. Hora negra e trágica foi a sua. Negro e trágico seria também o seu destino…

Estes são os ecos de um estranho tempo de temor e escuridão… Estes são os ecos das vozes.

Muitas e diferentes vozes que se levantaram de norte a sul, ensombrando todos os recantos do reino. Gritos de um fado que perpassou a longa noite de muitos desencontros.

Rumores que perduram ainda hoje nas ladainhas das velhas; no marulhar das fontes e na cantilena dos riachos; no misterioso mirrar dos frutos e em cada novo ciclo do rebentar da folhagem; nos rodopios do vento suão; no breve sussurro dos bichos rente à terra.

Estes são os ecos dispersos do homem mais incompreendido e infeliz que reinou em Portugal; as memórias da mulher a quem se rendeu, cedendo-lhe o corpo e a alma. Num fogo de desejo cego e sem limites se consumiram. Uma insólita história de amor e paixão que os homens do seu tempo amaldiçoaram sem lugar a contemplações. Os ecos da ilusão e da fantasia.

Da maldição e da intriga; da discórdia; do desejo; da ambição; da conspiração e da penumbra. Os ecos do infortúnio, da desventura e do desterro. Ecos da vida e da morte… Assim perdurou a sua existência: entre o crepúsculo e a escuridão… Esta é a sua história.

Lista dos cognomes dos Reis de Portugal e a razão pela qual assim foram chamados

Além do seu nome próprio, cada Rei de Portugal possuiu também um cognome. Um cognome é uma alcunha que pretende descrever o Rei em questão, seja pelos seus atributos físicos, pela sua personalidade ou pelas suas obras.

Houve Reis que tiveram mais do que um cognome, prova que esta atribuição nem sempre era consensual. Alguns dos cognomes revelaram-se ser bastante injustos ou errados mas outros exprimem bem a obra do monarca em questão.

Conheça os cognomes dos Reis de Portugal.

D. Afonso Henriques “O Conquistador” – 1143-1185

Nasceu em Guimarães, em  1109. Era filho do conde D. Henrique e de D. Teresa. Casou com D. Mafalda de Sabóia. Aos Reis de Portugal foi atribuído um cognome. D.

Afonso Henriques teve o cognome de “O Conquistador” pelas numerosas conquistas que fez aos mouros. À 1ª dinastia deu-se o nome de Afonsina porque o seu primeiro rei foi D. Afonso. Faleceu em 6 de Dezembro de 1185.

jaz no mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, que ele mandou edificar.

Nasceu em Coimbra, em 1154. filho de D. Afonso Henriques e de D. Mafalda de Sabóia, sucedeu a seu pai. Casou com D. Dulce de Aragão, filha do conde de Barcelona.

Herdeiro das virtudes militares de seu pai, continuou a luta encetada contra os mouros. D. Sancho I teve o cognome de “O Povoador”por ter mandado povoar as terras conquistadas. Faleceu em 1211, em Santarém.

Jaz no mosteiro de Santa Cruz de Coimbra.

D. Afonso II “O Gordo” – 1211-1223

Nasceu em Coimbra, em 1185. Filho de D. Sancho I e de D. Dulce de Aragão, foi o sucessor de seu pai. Casou com D. Urraca, filha de Afonso VIII de Castela. D.

Afonso II foi cognominado de “O Gordo” por ser muito gordo. A principal preocupação de D. Afonso II foi a administração do reino. Prosseguiu, também, o alargamento do território. D.

Afonso II faleceu em Santarém, em 1223. Jaz no Mosteiro de Alcobaça.

D. Sancho II “O Capelo” – 1223-1248

Nasceu em Coimbra, em 1209. Filho de D. Afonso II e de D. Urraca de Castela, sucedeu a seu pai. Casou com D. Mécia Lopes de Haro, de Leão. D.

Sancho II foi cognominado de “O Capelo” por, em criança, ter usado o hábito de frade franciscano. Mostrou-se rijo na arte da guerra, como seu bisavô D. Afonso Henriques, mas foi um fraco administrador.

Destituído de rei pelo Papa, em 1245, D. Sancho II exila-se em Castela. Morre em Toledo, em 1248, onde foi sepultado.

D. Afonso III “O Bolonhês” – 1248-1279

Nasceu em Coimbra, em 1210.  Era irmão de D. Sancho II, a quem sucedeu. Casou com D. Matilde, condessa de Bolonha, e mais tarde casou com D. Beatriz de Guilhen. D. Afonso III foi cognominado de “O Bolonhês”por, ter casado com a condessa de Bolonha.

Assumiu a Regência do Reino em 1245. Depois da morte de seu irmão, D. Sancho II, em 1248, foi proclamado rei. Protegeu a agricultura e desenvolveu o comércio e a indústria. Criou concelhos e concedeu muitos forais. D. Afonso III faleceu em 1279.

Jaz no Mosteiro de   Alcobaça.

D. Dinis “O Lavrador” – 1279-1325

Nasceu em Lisboa, em 1261. Era filho de D. Afonso III, a quem sucedeu, e de D. Beatriz de Guilhen. Casou com D. Isabel de Aragão (rainha Santa Isabel). D. Dinis foi cognominado de “O Lavrador” por, ter defendido muito a agricultura. Faleceu em Santarém em 1325. Foi sepultado no Convento de Odivelas, que mandara edificar.

D. Afonso IV “O Bravo” – 1325-1357

Nasceu em Lisboa, em 1291. Era filho de D. Dinis, a quem sucedeu, e de D. Isabel de Aragão. Casou com D. Beatriz de Castela. D. Afonso IV foi cognominado de “O Bravo” pela sua valentia. Este faleceu em 1357. Jaz na capela-mor da Sé de Lisboa, por ele reconstruída.

D. Pedro I “O Justiceiro” – 1357-1367

Nasceu em Coimbra, em 1320. Era filho de D. Afonso IV, a quem sucedeu, e de D. Beatriz. Casou com D. Constança, de Castela. D. Pedro I foi cognominado de “O Justiceiro” por ter aplicado uma justiça rigorosa e severa, igual para todos. Faleceu em Estremoz, em 1367. os restos mortais de D. Pedro I e de D. Inês de Castro encontram-se no Mosteiro de Alcobaça.

D. Fernando “O Formoso” – 1367-1383

Nasceu em Coimbra, em 1345. Era filho de D. Pedro I, a quem sucedeu, e de D. Constança. Casou com D. Leonor de Teles, contra a vontade do povo. D.

Fernando foi cognominado de “O Formoso”pela sua beleza e distinta figura. Morreu em 1383, deixando uma única filha, D. Beatriz, casada com D. João I, rei de Castela.

Terminou, assim, a primeira dinastia, conhecida por “Afonsina” ou “de Borgonha”.

D. João I “O de Boa Memória” – 1385-1433

Nasceu em Lisboa, em 1357. Era filho de D. Pedro I e de D. Teresa Lourenço. Casou com D. Filipa de Lencastre, neta de Eduardo III, rei de Inglaterra. D.

João I foi cognominado “O da Boa Memória” pela grata recordação que deixou em todos os portugueses. À 2ª dinastia deu-se o nome de Joanina, ou Avis porque o seu primeiro rei foi D. João, grão mestre da Ordem de Avis.

Faleceu em 1433. Jaz no Mosteiro da Batalha, que ele mandou edificar.

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D. Duarte “O Eloquente” – 1433-1438

Nasceu em Viseu, em 1391. Era filho mais velho de D. João I, a quem sucedeu, e de D. Filipa de Lencastre. Casou com D. Leonor de Aragão. Deram-lhe o cognome de “O Eloquente” pelo seu grande amor às letras.

Era muito letrado e bondoso. Entre outras obras escreveu três livros notáveis: “Leal Conselheiro”, “Arte de bem cavalgar Toda a Sela” e “ Livro da Misericórdia”. Faleceu em Tomar, vítima da peste, em 1438.

Jaz no Mosteiro da Batalha.

D. Afonso V “O Africano” – 1438-1481

Nasceu em Sintra, em 1432. Filho de D. Duarte, herdou o trono em 1438, por morte de seu pai, mas era ainda criança. Assumiu o governo do reino sua mãe, D. Leonor de Aragão, e depois o infante D. Pedro. Casou com D. Isabel, de Portugal. Deram a D.

Afonso V o cognome de “O Africano” pelas conquistas que realizou em África. D. Afonso V concedeu à nobreza os títulos de duque, marquês, visconde, barão e atribuiu-lhes terras pertencentes à coroa. Faleceu em Sintra, em 1481, e jaz no Mosteiro da Batalha.

D. João II “O Príncipe Perfeito” – 1481-1495

Nasceu em Lisboa, em 1455. Era filho de D. Afonso V, a quem sucedeu, e de D. Isabel de Portugal. Casou com sua prima D. Leonor, filha do infante D. Fernando. A D.

João II deram o cognome de “O Príncipe Perfeito” pelo talento e lucidez com que conduziu o seu governo. D. João II não queria que os nobres fossem poderosos e tirou-lhes certas regalias e privilégios.

Deixou de reunir as cortes e centralizou em si o poder, tornando-se um rei absoluto. Faleceu no Alvor, em 1495. Jaz no Mosteiro da Batalha.

D. Manuel I “O Venturoso” – 1495-1521

D. João II faleceu sem deixar descendentes directos. O único filho que tinha morrera em desastre. Por esta razão, sucedeu-lhe no trono, o seu parente mais próximo; D. Manuel, Duque de Beja, primo e cunhado de D. João II. Nasceu em Alcochete, em 1469.

Casou com D. Isabel, filha dos Reis católicos de Espanha e viúva de D. Afonso. Deram-lhe o cognome “O Venturoso”, por ter sido sempre afortunado com os grandes descobrimentos no seu tempo. D. Manuel I faleceu em Lisboa, em 1521. Jaz no Mosteiro   dos Jerónimos.

D. João III “O Piedoso” – 1521-1557

Nasceu em Lisboa, em 1502. Era filho de D. Manuel I, a quem sucedeu, e de D. Maria de Castela. Casou com D.  Catarina, de Espanha. Deram-lhe o cognome de “O Piedoso” devido aos seus sentimentos religiosos.

Introduz em Portugal a companhia de Jesus e presta atenção especial à evangelização dos territórios ultramarinos. A perda do monopólio do comércio oriental e africano agravou a crise económica portuguesa. Faleceu em 1557 sem deixar filhos.

Jaz no Mosteiro dos   Jerónimos.

D. Sebastião “O Desejado” – 1557-1578

Nasceu em Lisboa, em 1554. Herdou o trono de seu avô, D. João III, em 1557, porque todos os filhos deste rei tinham falecido. Como ele tinha pouco mais de três anos, governaram, como regentes, primeiro, a avó, D.

Catarina de Áustria, e depois o Cardeal D. Henrique, tio – avô de D. Sebastião. Deram a D. Sebastião o cognome de “O Desejado” por ser muito pretendido antes de nascer. O seu governo foi desenvolvido sobre um grande sentido de justiça.

Faleceu, em 1578, na batalha de Alcácer Quibir.

D. Henrique “O Casto” – 1578-1580

Nasceu em Lisboa,  em 1512. Filho de D. Manuel I e de D. Maria, o cardeal D. Henrique era tio-avô de D. Sebastião e irmão de D. João III. Sucedeu a D. Sebastião por este não ter deixado descendentes. D. Henrique foi cognominado de “O Casto”, por não poder casar devido a ser eclesiástico. Faleceu em 1580, sem ter designado sucessor.

D. Filipe I “O prudente” – 1581-1598

Nasceu em  Valladolid, em 1527. Era filho do imperador Carlos V e de D. Isabel, filha de D. Manuel I de Portugal. D.

Filipe I foi cognominado  de “O Prudente”, pelas grandes promessas feitas nas cortes de Tomar, a fim de conquistar a simpatia dos portugueses . À 3ª dinastia deu-se o nome de Filipina por ter sido governada por três Filipes.

A capital do Império é Madrid (Espanha). Em Lisboa existe um governo chefiado por um vice-rei espanhol. D. Filipe I faleceu em 1598.

D. Filipe II “O pio” – 1598-1621

Nasceu em Madrid, em 1578. Era filho de D. Filipe I, a quem sucedeu, e de D. Ana Maria de Áustria. Subiu ao trono em 1598. D. Filipe II teve o cognome de “O Pio” pelo seu sentimento religioso. O domínio espanhol leva Portugal à ruína: os impostos aumentam; a agricultura, o comércio e a indústria estão paralisados. D. Filipe II faleceu em 1621, em Madrid.

D. Filipe III “O grande” – 1621-1640

Nasceu em Madrid, em 1605. Era filho de D. Filipe II, a quem sucedeu, e de D. Margarida de Áustria. D. Filipe III teve o cognome de “O Grande” mas os portugueses alcunharam-no de “O Opressor”. Neste reinado o domínio espanhol tornou-se violento.

Como representante de D. Filipe III, governava Portugal a Duquesa da Mântua, que tinha como seu secretário o português Miguel de Vasconcelos.

Os impostos aumentaram assustadoramente, o povo sente-se oprimido, a decadência politica e económica do país acentua-se cada vez mais.

D. João IV “O restaurador” – 1640-1656

Nasceu em Vila Viçosa, em 1604. Era filho de D. Teodósio, 7.º duque de Bragança, e de D. Ana Velasco. Casou com D. Luísa de Gusmão, de Espanha. A 15 de Dezembro de 1640, D.

João IV foi solenemente aclamado rei, com o cognome de “O Restaurador”, por ter restaurado a independência. Com D. João IV começa a 4.ª dinastia, chamada Brigantina ou de Bragança, porque o seu primeiro rei foi D. João, 8.

º duque de Bragança. D. João IV faleceu em 1656.

D. Afonso VI “O vitorioso” – 1656-1683

Nasceu em Lisboa, em 1643. Filho e sucessor de D. João IV e de D. Luísa de Gusmão, casou com D. Maria Francisca Isabel de Sabóia, de França. D.

Afonso VI teve o cognome de “O Vitorioso” devido às vitórias alcançadas na Guerra da Restauração. Este foi forçado a renunciar ao trono na pessoa do seu irmão, o príncipe D. Pedro.

Fixou residência na ilha Terceira e, depois, no Palácio de Sintra, onde morreu em 1683.

D. Pedro II “O pacífico” – 1683-1706

Nasceu em Coimbra, em 1648. Era irmão de D. Afonso VI. Casou com a cunhada, D. Maria Francisca de Sabóia, e, pela segunda vez, com D. Maria Sofia de Neuburgo. Foi cognominado de “O Pacífico” por ter assinado o tratado de paz com a Espanha, em 1668, pondo termo à Guerra da Restauração. Faleceu em 1706 e jaz em S. Vicente de Fora.

D. João V “O magnânimo” – 1706-1750

Nasceu em Lisboa, em 1689. Era filho de D. Pedro II, a quem sucedeu, e de D. Maria Sofia de Neuburgo. Casou com D. Mariana de Áustria. D. João V tomou conta do governo aos 17 anos de idade.

Recebeu uma educação cuidadosa para a sua missão de governante. Ao longo do seu reinado, de quase meio século, fizeram-se grandes realizações que beneficiaram a cultura artística, literária e científica. Por este motivo, D.

João V foi cognominado de “O Magnânimo”. Faleceu em 1750 e jaz em S. Vicente de Fora.

D. José I “O reformador” – 1750-1777

Nasceu em Lisboa, em 1714. Era filho de D. João V, a quem sucedeu, e de D. Mariana de Áustria. Casou com D. Mariana Vitória de Bourbon. D.

José I teve o cognome de “O Reformador” devido às grandes reformas que se fizeram no seu reinado. Acabou com a escravatura em Portugal Continental e concedeu a liberdade aos índios do Brasil.

Também acabou com  distinção entre cristãos-novos e cristãos-velhos. Faleceu em 1777 e jaz em S. Vicente de Fora.

D. Maria I “A piedosa” – 1777-1816

Nasceu em Lisboa, em 1734. Era filha de D. José I, a quem sucedeu, e de D. Mariana Vitória de Bourbon. Casou com o seu tio, D. Pedro III.

Possuía profundos sentimentos religiosos, por isso teve o cognome de “A Piedosa”. O governo de D. Maria I caracteriza-se pelo equilíbrio, competência e progresso espiritual e material do País.

Morreu no Brasil, em 1816, e jaz na Basílica da Estrela.

D. João VI “O clemente” – 1816-1826

Nasceu em Lisboa, em 1767. Era filho de D. Maria I, a quem sucedeu, e de D. Pedro III. Casou com D. Carlota Joaquina de Bourbon. Teve o cognome de “O Clemente” devido à sua bondade e disposição em perdoar. Passou a usar o título de Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, Daquém e Dalém-Mar em África e Senhor da Guiné… Faleceu em 1826 e jaz em S. Vicente de Fora.

D. Pedro IV “O rei soldado” – 1826-1828

Nasceu em Lisboa, em 1798. Era filho de D. João VI, a quem sucedeu, e de D. Carlota Joaquina. Casou com D. Maria Leopoldina e, pela segunda vez, com D. Amélia de Beauharnais. D. Pedro IV foi cognominado de “O Libertador” porque derrotou o absolutismo defendido pelo irmão D. Miguel. Faleceu em 1834.

D. Miguel “O rei absoluto” – 1828-1834

Nasceu em Queluz, em 1802. Era irmão de D. Pedro IV. Casou com D. Adelaide Sofia. Teve o cognome de “O Absolutista” por ser partidário de uma monarquia absoluta. D.

Miguel regressou da Áustria, onde se encontrava exilado, e chegou a Portugal em 1828.

Depois de jurar a Carta Constitucional assumiu a regência de Portugal, mas viu que não era capaz de governar, seguindo uma política liberal com a qual não concordava.

D. Maria II “A educadora” – 1834-1853

Nasceu no Rio de Janeiro (Brasil), em 1819. Era filha de D. Pedro IV e de D. Maria Leopoldina. Casou com D. Augusto, duque de Leuchtenberg, e, segunda vez, com D. Fernando de Saxe-Coburgo Gotha. D.

Maria II foi cognominada de “A Educadora” pela esmerada educação que deu a seus filhos. O reinado de D. Maria II continuou muito agitado: uns querem a Carta Constitucional, outros optam pela Constituição de 1822.

Faleceu em 1822 e jaz em S. Vicente de Fora.

D. Pedro V “O esperançoso” – 1853-1861

Nasceu em Lisboa, em 1837. Era filho de D. Maria II, a quem sucedeu, e de D. Fernando. Casou com D. Estefânia. D. Maria II faleceu com 34 anos de idade. O seu filho D. Pedro tinha 16 anos de idade. Ficou a governar seu pai D. Fernando II, até que o herdeiro do trono completasse 18 anos.

A acção de D. Fernando foi notável. Mandou proteger e restaurar os monumentos abandonados. Deram a este rei o cognome de “O Esperançoso” devido à grande esperança que nele depositaram os Portugueses. D. Pedro V faleceu em Novembro de 1861, com 24 anos de idade e 6 de reinado. Era viúvo da Rainha D.

Estefânia.

D. Luís I “O popular” – 1861-1889

Nasceu em Lisboa, em 1838. Era filho de D. Maria II e irmão de D. Pedro V, a quem sucedeu, por este não deixar descendência. Casou com D. Maria de Sabóia. Teve cognome de “O Popular” pela maneira como convivia com todos os Portugueses. Muito culto e bondoso, D.

Luís I, ao longo do seu reinado, foi animado pelo propósito de fazer progredir Portugal. Porém, os males continuavam, devido à incapacidade governativa, à irresponsabilidade parlamentar e à falta de uma consciência unificadora e patriótica. D. Luís I faleceu em 1889. Jaz em S.

Vicente de Fora.

D. Carlos I “O diplomata” – 1889-1908

Nasceu em Lisboa, em 1863. Era filho de D. Luís I, a quem sucedeu, e de D. Maria Pia de Sabóia. Casou com D.

Maria Amélia de Orleães, a quem se deve a criação da Assistência Nacional aos Tuberculosos e do Instituto de Socorro a Náufragos.

Foi cognominado de “O Diplomata ou Martirizado”, porque soube prestigiar o nome de Portugal e por ser vítima de um atentado. Visitou oficialmente a Espanha, França, Prússia e Inglaterra. Faleceu em 1908 e jaz em S. Vicente de Fora.

D. Manuel II “O patriota” – 1908-1910

Nasceu em Lisboa, em 1889. Era filho de D. Carlos I, a quem sucedeu, e de D. Maria Amélia de Orleães. Casou, já depois de destronado, com a princesa alemã Vitória Sigmaringen.

Foi cognominado de “O Patriota ou Desventurado” devido ao seu amor à Pátria e à fraca sorte que teve no seu reinado. D. Manuel II foi o último rei de Portugal. Faleceu no exílio em Inglaterra, a 2 de Abril de 1932, sem deixar descendência.

Os seus restos mortais regressaram à Pátria, a seu pedido, e jaz em S. Vicente de Fora.

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