Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?

Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?Madre Teresa apresenta documentos de uma nova casa a uma moradora de Bombai, na Índia, em 1994 (Foto: Savita Kirloskar)

Conhecida em vida como “a santa das sarjetas” e canonizada neste domingo (4), Madre Teresa de Calcutá nasceu em 26 de agosto de 1910 em uma família albanesa em Skopje, capital da atual república da Macedônia – que na época pertencia à Albânia –, com o nome de batismo Gonxhe Agnes Bojaxhiu.

Ela entrou em 1928 para a ordem religiosa Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, que tem sede na Irlanda, e passou a usar o nome Teresa em homenagem a Santa Teresa de Lisieux.

Enviada a Calcutá, na Índia, foi professora durante muitos anos em uma escola para meninas de classe alta, antes de decidir servir a Deus através dos pobres. No início de 1948, se mudou para os bairros pobres de Calcutá, onde suas ex-alunas se tornaram, a seu lado, as primeiras Missionárias da Caridade.

Em 1952, ao observar uma mulher agonizante, abandonada na rua e com os pés atacados por ratos, ela sentiu uma profunda comoção e decidiu assumir uma nova tarefa: ajudar os mais pobres entre os pobres.

Depois de procurar com insistência as autoridades da cidade, conseguiu a concessão de um antigo edifício para dar abrigo às pessoas que sofriam de tuberculose, desinteria e tétano, as quais nem os hospitais queriam atender.

Dezenas de milhares de necessitados passaram pelo lugar. Muitos encontraram uma morte digna, com respeito às suas próprias religiões, e outros se recuperaram graças aos cuidados das freiras. Pelo seu trabalho, ela foi laureada com o Prêmio Nobel da Paz em 1979.

Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?Foto de arquivo de novembro de 1978 mostra Madre Teresa de Calcutá e o Papa João Paulo II no Vaticano

(Foto: STR / AFP)

Milagres A igreja abriu caminho no ano passado para a canonização da beata após declarar como milagre a recuperação do brasileiro Marcilio Haddad Andrino, que tinha múltiplos pontos de inflamação no cérebro.

Quando Andrino sofreu em 2008 os abscessos cerebrais, dos quais médicos disseram que ele não iria se recuperar, sua família rezou para Madre Teresa. Ele conta que seu estado de saúde piorou ao ponto de ter sofrido para conseguir andar ao altar durante seu casamento, em setembro de 2008. Em dezembro foi levado inconsciente para hospital.

O brasileiro estava com uma cirurgia cerebral marcada, mas acordou sem dores de cabeça pouco antes da operação e o médico afirmou que uma intervenção médica não seria mais necessária (veja no vídeo abaixo a história de Andrino em reportagem do Fantástico).

Em 2002, o Vaticano já havia reconhecido um primeiro milagre atribuído à intervenção da freira: a cura de uma mulher de 30 anos, Monika Besra, que sofria de um tumor abdominal. Ela se viu livre da doença depois que as irmãs da congregação a presentearam com uma “medalha milagrosa” da Virgem, que antes havia sido usada pela beata aos 87 anos.

Madre Teresa foi, então, beatificada por João Paulo II em 19 de outubro de 2003, em Roma, durante cerimônia que teve a presença de 300 mil fiéis.

Críticas Mas nem todo mundo comemorou a transformação da beata em santa. Críticos questionam a comprovação dos milagres admitidos pela igreja e consideram que sua canonização é símbolo de mais um “triunfo da fé religiosa sobre a razão e a ciência”.

O autor britânico Christopher Hitchens, que morreu em 2011, era um dos principais. Ele descreveu Madre Teresa como “uma fundamentalista religiosa, uma agente política, uma pregadora primitiva e uma cúmplice dos poderes seculares mundanos”.

Em um livro famoso lançado em 1995, “A posição missionária: Madre Teresa em teoria e prática, Hitchens critica o que diz ser a “cultura de sofrimento” da freira e afirma que ela criou um imaginário de “buraco do inferno” da cidade que a acolheu, além de ter se tornado “amiga de ditadores”. O autor também foi responsável por um documentário chamado “O anjo do inferno”, em que explora os argumentos.

Em 2003, o físico de Calcutá Aroup Chatterjee publicou uma nova crítica, depois de ter feito pelo menos 100 entrevistas com pessoas envolvidas com a congregação criada por Madre Teresa.

Ele descreveu o que disse ser uma “espantosa falta de higiene” nos centros de saúde administrados pelas Missionárias de Caridade e descreveu os locais em que o grupo cuidava de doentes como “confusos e mal organizados”.

Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?Missionárias da Caridade passam por um cartaz de Madre Teresa em Calcutá, Índia, neste sábado (3) (Foto: Reuters/Rupak De Chowdhuri)

Legado Madre Teresa de Calcutá morreu em 1997, aos 97 anos. Seu enterro em Calcutá, em 5 de setembro de 1997, foi um acontecimento nacional na Índia e milhões de pobres acompanharam seu corpo pelas ruas da cidade.

Leia também:  Como Dizer A Alguem Que Cheira Mal?

Ao canonizá-la, o papa Francisco afirmou que a figura da madre será a santa de “todos os voluntariados” e pediu que ela fosse considerada o “modelo de santidade”.

“Sua missão nas periferias das cidades e nas periferias existenciais permanece até hoje como testemunho eloquente da proximidade de Deus aos mais pobres entre os pobres.”

O pontífice lembrou ainda que a beata fez “sentir sua voz aos poderosos da terra para que reconhecessem suas culpas diante dos crimes da pobreza criado por eles mesmos”. O Papa conheceu Teresa pessoalmente, por ocasião de um sínodo de bispos em 1994, em Roma.

Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?Fiel ergue estátua da Madre Teresa do lado de fora de uma filial das Missionárias da Caridade em Calcutá, na Índia, enquanto ela era canonizada neste domingo (4) em cerimônia no Vaticano (Foto: REUTERS/Rupak De Chowdhuri)Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?Papa Francisco acena para multidão no final da missa de canonização de Madre Teresa de Calcutá, no Vaticano (Foto: REUTERS/Stefano Rellandini)Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?Imagem de Madre Teresa de Calcutá na Basílica de São Pedro, no Vaticano, para cerimônia de canonização (Foto: Stefano Rellandini/Reuters)

Itália: Recordações

Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?

  • Itália: Recordações
  • Texto: Luís JardimIlustrações: Rafael Bordalo Pinheiro
  • Typographia Christovão / Lithographia Guedes, Lisboa, 1884
  • MRBP/RES 0045

Com ilustrações de Rafael Bordalo Pinheiro alusivas a recordações de Itália de Luís Jardim, este livro é dedicado a Maria Pia de Saboia (1847-1911), esposa do Rei D. Luís I e Rainha Consorte de Portugal entre 1862 e 1889.

Nascida em Turim, Itália, a Rainha era filha do Rei Vítor Emanuel II da Sardenha/Itália e da Arquiduquesa Adelaide da Áustria. Maria Pia ficou conhecida como “O Anjo da Caridade” e “A Mãe dos Pobres” pela sua dedicação a causas sociais.

Luís Jardim faz uma homenagem a Maria Pia de Saboia elogiando o seu papel de valorização do ensino e de ajuda aos mais desfavorecidos. O livro evoca recordações de viagem do Autor a Nápoles, Bolonha, Florença, S. Remo, Roma e Veneza em 1883 e 1884, com descrições dos ambientes das cidades com as suas manifestações artísticas, construções, templos e personagens.

Na contracapa destaca-se uma pauta com tarantella di piedigrotta com uma belíssima ilustração de Rafael. Se quiser conhecer esta tarantella, pode ouvir aqui uma interpretação.

Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?Contra-capa do livro Itália: Recordações, de Luís Jardim, com ilustrações de Rafael Bordalo Pinheiro, 1884.

Vida de Irmã Dulce – A Bem Aventurada

Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?

Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914, em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. O bebê veio ao mundo na Rua São José de Baixo, 36, no bairro do Barbalho, na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo. A menina Maria Rita foi uma criança cheia de alegria, adorava brincar de boneca, empinar arraia e tinha especial predileção pelo futebol – era torcedora do Esporte Clube Ypiranga, time formado pela classe trabalhadora e os excluídos sociais.

Aos sete anos, em 1921, perde sua mãe Dulce, que tinha apenas 26 anos. No ano seguinte, junto com seus irmãos Augusto e Dulce (a querida Dulcinha), faz a primeira comunhão na Igreja de Santo Antônio Além do Carmo.

A vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha.

Aos 13 anos, graças a seu destemor e senso de justiça, traços marcantes revelados quando ainda era muito novinha, Irmã Dulce passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família – na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, num centro de atendimento.

A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, tal o número de carentes que se aglomeravam a sua porta. Também é nessa época que ela manifesta pela primeira vez, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres, o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Em 08 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entra então para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 13 de agosto de 1933, recebe o hábito de freira das Irmãs Missionárias e adota, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado mesmo para o trabalho com os pobres.

Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe.

Leia também:  Como Posso Saber A Quem Pertence Um Terreno?

Nessa mesma época, começa a atender também os operários que eram numerosos naquele bairro, criando um posto médico e fundando, em 1936, a União Operária São Francisco – primeira organização operária católica do estado, que depois deu origem ao Círculo Operário da Bahia.

Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações – o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugura o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.

Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?

Em 1939, Irmã Dulce invade cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, ela peregrina durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade.

Por fim, em 1949, Irmã Dulce ocupa um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio, após autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu origem à tradição propagada há décadas pelo povo baiano de que a freira construiu o maior hospital da Bahia a partir de um simples galinheiro.

Já em 1959, é instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce e no ano seguinte é inaugurado o Albergue Santo Antônio.

O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros de diversos estados e de personalidades internacionais.

Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz.

Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouvia do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Irmã Dulce e o Papa João Paulo II voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil.

João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios.

Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom do Brasil.

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor de milhares de pessoas simples e anônimas.

A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida – tinha 70% da capacidade respiratória comprometida – não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, uma verdadeira obra de amor aos pobres e doentes.

Rainhas nas ruas de Lisboa – FCSH+Lisboa

Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?

São sete as rainhas de Portugal que dão nome a ruas de Lisboa. O popular bairro da Boavista lidera, com três.

No bairro da Boavista, na freguesia de Benfica, ficam ruas com três nomes de rainhas: Rainha Dona Brites, Rainha Dona Catarina e Rainha Dona Maria I.

Rainha Dona Brites faz referência a Beatriz de Castela (1293-1359), mulher de D. Afonso IV. Após o assassinato de Inês de Castro e a reação de fúria do infante Pedro (o futuro rei D. Pedro I) com esse ato, a rainha foi responsável pela reconciliação entre o rei e o seu filho.

Outra rua desse bairro diz respeito à mulher de D. João III, Catarina de Áustria (1507-1578), a primeira a participar em Conselhos de Estado. Além disso, a Rainha Dona Catarina foi corregente com o Cardeal Infante D. Henrique, até à maioridade do neto, o futuro rei D. Sebastião.

Maria de Bragança (1734-1816) dá nome à terceira rua. Foi a primeira mulher a governar o reino, como Rainha Dona Maria I, e responsável pela declaração de inocência da família Távora, tendo condenado Marquês de Pombal ao exílio.

No bairro da Serafina, que fica na freguesia de Campolide, encontramos a Rua Dona Maria Ana de Áustria (1683-1754). A mulher de D. João V revelava grande paixão pelas artes, pelo que fomentou a vida cultural na corte do século XVIII. Foi ainda responsável pela construção do Convento de São João Nepomuceno.

Na freguesia de Campo de Ourique, encontramos a Rua da Rainha Santa Isabel. Isabel de Aragão (1271-1336) foi uma das rainhas portuguesas mais populares pela sua generosidade. O seu milagre mais conhecido foi a transformação de pão em rosas, quando foi confrontada por D. Dinis sobre o que levava no seu regaço.

Na mesma freguesia, deparamo-nos com a Rua Maria Pia, que homenageia a mulher de D. Luís I, a rainha Maria Pia de Sabóia (1847-1911). Esta rainha ficou conhecida popularmente como Anjo da Caridade e Mãe dos Pobres. Com a proclamação da República, foi exilada em Itália, onde faleceu no ano seguinte.

Na zona norte de Lisboa, a freguesia do Lumiar tem o nome da Rainha Dona Luísa de Gusmão (1613-1666) numa das suas ruas. A Duquesa de Bragança incentivou o marido, o futuro rei D. João IV, a assumir a Coroa portuguesa, de modo a pôr fim ao domínio filipino.

Leia também:  Estudos Culturais O Quê E O Como Da Investigação?

Trabalho realizado por Miguel Gomes e Rita Antunes na Unidade Curricular de Produção Jornalística, lecionada por Marisa Torres da Silva, do curso de Ciências da Comunicação da NOVA FCSH.

Teve como base o dossier Toponímia no Feminino publicado na revista  Faces de Eva (1999-2008), cuja fonte principal foi o Gabinete de Estudos Olisiponenses.

A distribuição da toponímia por freguesias, realizada naquele dossier, foi atualizada tendo em conta a nova divisão administrativa, de 2012.

TópicosLisboa no feminino

Quem foi Irmã Dulce? Conheça a história da nova santa brasileira – Brasil – Estadão

Oficializada primeira santa brasileira após cerimônia de canonização neste domingo, 13, Irmã Dulce é lembrada como “o anjo bom da Bahia” por suas obras de caridade e de assistência aos pobres e necessitados. A data de canonização de irmã Dulce foi anunciada pelo papa Francisco em maio.

Após o pontífice assinar um decreto que reconhece seu segundo milagre, ela finalmente pode ser proclamada santa. Em agosto deste ano, foi celebrado o aniversário de 86 anos que a freira recebeu o hábito das Irmãs Missionárias e adotou, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

Que Rainha Era Conhecida Como Anjo Da Caridade?

Canonizada, Irmã Dulce vira Santa Dulce dos Pobres; assista à cerimônia

Confira abaixo quem foi a beata Irmã Dulce:

Infância e vida em família de Irmã Dulce

A beata se chamava Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes e nasceu no dia 26 de maio de 1914 em Salvador (BA). Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, a menina gostava de soltar pipa e jogar futebol. Já no início da adolescência, manifestou o interesse pela vida religiosa.

Irmã Dulce: a serviço dos necessitados

Segundo a instituição Obras Sociais Irmã Dulce, por volta de 1927, aos 13 anos de idade, a adolescente começou a atender doentes no portão de casa. O local ficaria conhecido mais tarde como ‘A Portaria de São Francisco’.

Em 1933, a jovem ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em São Cristóvão (Sergipe). No mesmo ano, recebeu o hábito e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

Em 1935, Irmã Dulce iniciou um trabalho assistencial nas comunidades carentes, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe. Nessa mesma época, começou a atender também aos operários, criando um posto médico. Fundou, em 1936, a organização operária católcia União Operária São Francisco.

Origem da Associação Obras Sociais Irmã Dulce

Em 1939, ocorreu o fato que definiu o futuro de sua ação social: a invasão de cinco casas, na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que não tinham onde ficar. Dez anos depois, Irmã Dulce ocupou, com autorização da sua superiora, o galinheiro do Convento Santo Antônio (inaugurado dois anos antes), levando para lá 70 doentes.

A iniciativa deu origem à tradição oral propagada pelo povo baiano de que a freira construiu o maior hospital da Bahia a partir de um galinheiro. Em 1959, foi estabelecida oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce e, no ano seguinte, inaugurado o Albergue Santo Antônio.

De acordo com o site da Associação, atualmente a sede das Obras Sociais atende diariamente cerca de 2 mil pessoas e realiza 12 mil cirurgias e 18 mil internamentos anualmente. Também em Salvador, a OSID é responsável hoje por 5% dos procedimentos ambulatoriais e 9% das internações hospitalares no município.

Outras obras e momentos marcantes de Irmã Dulce

Em 1964, Irmã Dulce inaugurou o Centro Educacional Santo Antônio (CESA), em Simões Filho, para abrigar meninos sem referência familiar. Em 1980, se encontra pela primeira vez com o papa João Paulo II.

Três anos depois, Irmã Dulce inaugura o novo Hospital Santo Antônio, com 400 leitos. Já em 1988, o então presidente da República José Sarney a indica para o Prêmio Nobel da Paz, com o apoio da rainha Sílvia da Suécia.

Falecimento de Irmã Dulce

Irmã Dulce morreu no dia 13 de março de 1992, aos 77 anos, no Convento Santo Antônio, ao lado de seus doentes.

O túmulo da freira está na Capela das Relíquias, local para onde seus restos mortais foram transferidos após exumação, em 9 de junho de 2010. A visitação está aberta durante todos os dias, das 7h às 18h.

A capela fica no Santuário de Irmã Dulce, na Avenida Dendezeiros do Bonfim (no bairro do Bonfim), em Salvador.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*