Que Planeta Tem Como Lua Calisto?

Está vendo aquela Lua que brilha lá no céu? Ela pode ser filha única na órbita da Terra (ou não – e já já você vai entender do que estamos falando), mas a verdade é que o comum mesmo são várias e várias luas ao redor da maioria dos planetas do Sistema Solar. Nesta matéria, você conhece outras luas que orbitam os planetas do nosso quintal espacial, mas, primeiro, vamos falar um pouquinho sobre a nossa, já que ela é tão especial.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto? (Foto: NASA)

A nossa única Lua modera a oscilação da Terra em seu eixo, levando a um clima relativamente estável ao longo de bilhões de anos. Da superfície, sempre vemos a mesma face do satélite natural, porque a Lua gira em seu eixo na mesma velocidade em que gira em torno do planeta (ou seja, está em rotação síncrona com a Terra).

As áreas claras da Lua são conhecidas como as terras-altas, e as características escuras, chamadas maria (latim para mares), são bacias que foram preenchidas com lava entre 4,2 e 1,2 bilhões de anos atrás. Essas áreas claras e escuras representam rochas de diferentes composições e idades, que fornecem evidências de como a crosta inicial pode ter se cristalizado a partir de um oceano de magma lunar.

Mas como a Lua surgiu? Uma das hipóteses mais aceitas é a de que um objeto do tamanho de Marte (chamado Theia) colidiu com a Terra há aproximadamente 4,5 bilhões de anos, e os detritos resultantes se acumularam para formar nosso satélite natural com o passar do tempo.

Desde os tempos antigos do vulcanismo, a Lua árida e sem vida permaneceu praticamente inalterada. Quase toda a superfície da Lua é coberta por um material chamado regolito lunar, que consiste em rocha altamente fragmentada, resultado de repetidos impactos de meteoroides.

Por muito tempo, a Lua foi única nos nossos corações, mas, em setembro de 2006, astrônomos encontraram a primeira minilua, intitulada RH120, que ficou em órbita até junho de 2007. Cerca de dez anos depois, descobriram outro pequeno objeto semelhante, chamado HO3, com direito às mesmas características orbitais.

E então aconteceu de novo: em fevereiro deste ano, foi descoberta uma nova minilua ao nosso redor. Astrônomos do Catalina Sky Survey (CSS), um programa de monitoramento gerenciado pela NASA e pela Universidade do Arizona, encontraram na órbita da Terra uma minilua com o tamanho de um carro (entre 1,9 e 3,5 metros de diâmetro).

Essa nova minilua, catalogada como 2020 CD3, circulou nosso planeta cerca de uma vez a cada 47 dias, com uma trajetória larga e de formato oval que ia além da órbita da Lua. Contudo, essa órbita não era estável e, em março, veio a notícia de que a nova minilua já tinha ido embora das redondezas.

Só que no mês seguinte veio um plot twist, pois outros cálculos indicavam que a minilua ainda estaria por aqui. De qualquer maneira, é fato que ela será (se já não tiver sido) lançada para longe da Terra.

Mas já falamos bastante sobre a nossa única (bom, às vezes não tão única assim, como pudemos perceber) e amada Lua. A seguir, você descobre luas orbitando os demais planetas do Sistema Solar.

Marte: 2 luas

Que Planeta Tem Como Lua Calisto? Marte, Fobos e Deimos (Imagem: NASA)

Dos quatro planetas rochosos do Sistema Solar, apenas Marte tem mais de uma lua. Os dois corpos pequenos que orbitam o Planeta Vermelho são menores que a Lua da Terra, e levantam várias questões sobre a formação do nosso sistema planetário. Intituladas Fobos e Deimos, as luas de Marte têm mais semelhança com asteroides do que com a Lua: ambas são feitas de material que se assemelha aos condritos carbonáceos, que é a substância que compõe asteroides e, com suas formas alongadas, Fobos e Deimos até parecem mais asteroides do que luas, de fato.

As luas marcianas também são bem pequenas – a maior, Fobos, tem apenas 22 km de diâmetro, enquanto a menor, Deimos, tem só 13 km, o que faz com que sejam algumas das menores luas de todo o Sistema Solar.

Olhando a partir da superfície de Marte, a lua menor e mais distante (Deimos) parece mais com uma estrela no céu do que com uma lua, assemelhando-se à visão de Vênus que temos aqui da Terra.

Fobos tem a órbita mais próxima de qualquer lua no Sistema Solar, mas ainda assim aparece apenas com um terço da largura da Lua cheia da Terra. Fobos orbita a apenas 6.000 km do solo marciano, e sua superfície é marcada por detritos que podem ser resultado de impactos em Marte.

Ela viaja ao redor do planeta três vezes ao dia, percorrendo o céu marciano aproximadamente uma vez a cada quatro horas. Por sua vez, Deimos orbita muito mais longe, tendendo a ficar a 20.069 km da superfície do Planeta Vermelho. Esta lua leva cerca de 30 horas para completar uma órbita.

Embora nenhuma missão tenha ainda explorado Fobos e Deimos como seu objetivo principal, várias naves espaciais tiraram fotos delas durante sobrevoos.

A Rússia até tentou enviar uma missão a Fobos chamada Fobos-Grunt, em 2011, mas a espaçonave ficou presa na órbita da Terra e voltou à Terra em 2012.

Mas, em 2024, a agência espacial japonesa (JAXA) planeja lançar a missão Mars Moons eXploration (MMX) para visitar Fobos e Deimos. A MMX pousará na superfície de Fobos e coletará amostras para serem devolvidas à Terra em 2029.

Júpiter: 79 luas

Que Planeta Tem Como Lua Calisto? As chamadas “luas de Galileu”: Io, Europa, Ganimedes e Calisto (da esquerda para a direita)

Júpiter era o planeta com o maior número de luas conhecidas no Sistema Solar até pouco tempo atrás, sendo que, em julho de 2018, astrônomos descobriram 12 novas luas ao redor do gigante gasoso. Com isso, a quantidade de satélites naturais jovianos subiu para nada menos que 79.

Das doze últimas luas descobertas, nove orbitam Júpiter em uma direção retrógrada, levando cerca de dois anos para completar uma órbita ao redor do maior planeta do Sistema Solar.

Outras duas fazem parte do grupo de luas que ficam mais próximas e orbitam na mesma direção da rotação do planeta, levando pouco menos de um ano para completar uma órbita.

Já a apelidada de Valetudo destacou-se pela excentricidade, já que tem uma órbita diferente de todas as outras luas de Júpiter das quais temos conhecimento. Trata-se da menor lua conhecida de Júpiter, com menos de 1 km de diâmetro.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto? Esta é a lua Europa (Foto: NASA)

Mas quando se fala em luas de Júpiter, as primeiras que veem em mente são as chamadas “luas de Galileu”, ou “luas galileanas”, pois foram descobertas por Galileu Galilei. São elas: Europa, Ganimedes, Io e Calisto, as maiores e mais complexas por lá. E, entre elas, destaca-se ainda mais a lua Europa, que receberá a visita de uma sonda da NASA.

A missão Europa Clipper deve ser lançada em 2023 para estudar, de pertinho, o vapor de água existente na superfície desta lua.

Isso acontece porque Europa tem fraturas em sua crosta, provavelmente como gêiseres, além de um provável oceano subterrâneo de água líquida.

A água é expelida por meio desses gêiseres — e é justamente por meio dessas plumas que a nave da NASA passará para estudar essa lua tão “diferentona”, na esperança de descobrir evidências de algum tipo de vida nessas águas, além de tudo.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto? Acima e mais escurecida, vemos a lua Titã. Logo abaixo dela, Mimas. Os pontos brilhantes à esquerda são as luas Dione e Encélado (Foto: NASA)

Até outubro do ano passado, Saturno ficava logo atrás de Júpiter quando o assunto era quantidade de satélites naturais. No entanto, astrônomos recentemente descobriram 20 novas luas ao seu redor, e este outro gigante gasoso conquistou o primeiro lugar no pódio, com 82 luas em sua órbita – três a mais do que se tem conhecimento em Júpiter.

As 20 luas recém descobertas medem apenas cerca de 5 km de diâmetro, e 17 delas se movem ao redor do planeta na direção oposta à rotação dele, levando mais de três anos para completar uma órbita. Vale observar que o mais distante de todos é inclusive o satélite natural mais distante de seu planeta em todo o Sistema Solar.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto? Encélado, por fora (Foto: NASA)

Dentre tantas luas, assim como Júpiter, Saturno também tem algumas que conquistam mais destaque. Neste caso, as “queridinhas” são Encélado e Titã.

Começando por Encélado, ela é especial porque, assim como Europa, também tem indícios quase que inegáveis de abrigar um oceano líquido abaixo de sua crosta congelada, sendo que já foi confirmada a existência de moléculas orgânicas complexas por lá.

Ainda, Encélado também tem fraturas em sua crosta que ejetam parte desse líquido para fora. Ou seja: este mundo é outro candidato no Sistema Solar a abrigar algum tipo de vida, caso a vida seja mesmo capaz de surgir em outros lugares além da Terra, como se suspeita.

  • Europa ou Encélado: qual lua tem mais chances de abrigar vida microbiana?
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Mas falamos de duas luas em destaque ao redor de Saturno, certo? A outra é TItã, lua que também será visitada pela NASA com a missão Dragonfly.

A ideia é lançar a missão em 2026 com chegada prevista para 2034, e uma espécie de drone fará o papel de sobrevoar a superfície em busca de processos químicos prebióticos em comum entre este satélite natural de Saturno e a Terra.

Em outras palavras, para descobrir se Titã sem condições que permitam o surgimento de algum tipo de vida.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto? Conceito artístico de lagos de metano em Titã (Imagem: NASA)

A geologia desta lua tem muitas semelhanças com a de nosso planeta, só que, em vez de rios e lagos de água, Titã tem lagos de metano e etano no estado líquido.

Ele também é o único satélite natural do Sistema Solar que possui uma atmosfera densa (só que composta principalmente de nitrogênio), é coberto de material orgânico e seu ciclo hidrológico é análogo ao da Terra, só que com elementos diferentes. Por isso, esta lua é tão interessante.

Urano: 27 luas

Que Planeta Tem Como Lua Calisto? Da esquerda para a direita: Puck, Miranda, Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon, fotografadas individualmente pela Voyager 2, da NASA

As maiores luas uranianas são Oberon e Titânia, e foram descobertas pelo astrônomo William Herschel em 1787. Ele também descobriu outras duas luas das maiores do planeta em questão, Ariel e Umbriel. Quase um século se passou antes de Gerard Kuiper encontrar mais uma lua, Miranda, em 1948. Então, a sonda Voyager 2, da NASA, visitou o sistema uraniano em 1986 encontrou outras 10, medindo de 26 a 154 km de diâmetro: Julieta, Puck, Cordelia, Ofélia, Bianca, Desdêmona, Portia, Rosalind, Cressida e Belinda.

Depois disso, astrônomos conseguiram descobrir mais algumas luas por lá por meio de observações feitas aqui na Terra mesmo, algo impressionante porque elas são bem menores, com apenas 12 a 16 km de diâmetro, e estão a cerca de 2,9 bilhões de km de distância do Sol. Desde então, o total de luas conhecidas ao redor de Urano se mantém em 27.

Netuno: 14 luas

Que Planeta Tem Como Lua Calisto? Netuno e a lua Tritão fotografados pela Voyager 2 (Foto: NASA)

William Lassell, um dos grandes astrônomos amadores da Inglaterra do século XIX, descobriu a lua Tritão (que é, de longe, o maior dos satélites naturais de Netuno) em 1846, apenas 17 dias depois que um observatório de Berlim descobriu o planeta Netuno. Um bom tempo depois, o astrônomo holandês Gerard Kuiper encontrou a terceira maior lua de Netuno, Nereida, em 1949. Proteus e outras cinco luas tiveram que esperar a Voyager 2 passar por lá para serem conhecidas, estando entre os objetos mais escuros já encontrados no Sistema Solar. Depois disso, astrônomos usando telescópios terrestres aprimorados encontraram mais satélites naturais em Netuno entre os anos de 2002 e 2003, totalizando 14 luas conhecidas por lá.

A Voyager 2 revelou que, em Tritão, vulcões de gelo jorram o que provavelmente é uma mistura de nitrogênio líquido, metano e poeira, que congela instantaneamente e depois neva de volta à superfície.

A superfície gelada de Tritão reflete a maior parte da pouca luz solar que recebe, sendo esta lua um dos objetos mais frios do Sistema Solar, com temperaturas de cerca de -240ºC.

Tritão é a única lua grande no Sistema Solar que circula seu planeta em uma direção oposta à rotação dele.

Mercúrio e Vênus não têm luas

Os únicos planetas do Sistema Solar que não têm uma lua para chamar de sua são Mercúrio e Vênus. Por estar muito próximo do Sol, qualquer lua que Mercúrio pudesse ter tido ou tentado capturar estaria em uma órbita instável, porque o Sol a puxaria. Logo, a Lua eventualmente se afastaria e orbitaria o Sol, abandonando o primeiro e menor planeta de nosso sistema.

Vênus também está bastante perto do Sol, mas sua gravidade é forte o suficiente para ser capaz de sustentar uma lua.

Para justificar a ausência de satélites naturais neste planeta, existem duas hipóteses: a primeira afirma que Vênus tinha uma lua, mas o Sol a roubou com sua intensa atração gravitacional.

A segunda, considerada mais provável, é que Vênus sofreu um grande impacto quando costumava girar no sentido horário, e esse impacto teria formado uma lua em sua órbita, mas, milhões de anos depois, um corpo ainda maior impactou o planeta, fazendo com que ele passasse a ter uma rotação retrógrada – algo que acontece até hoje. E teria sido essa mudança na direção da rotação a responsável pelo sumiço da lua venusiana. De qualquer forma, são apenas hipóteses, então a ausência de luas orbitando Vênus continua sendo um mistério.

Fonte: NASA (1, 2, 3), Carnegie Science (1, 2), Space.com

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Luas de Júpiter: quantos e quais são os maiores satélites do gigante gasoso?

Com as últimas descobertas feitas em 2017, Júpiter possui oficialmente 79 satélites naturais (também chamados de luas) orbitando em torno de si. As quatro maiores luas de Júpiter, conhecidas como luas galileanas, foram avistadas pela primeira vez no século XVII pelo astrônomo italiano Galileu Galilei.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?Satélite Io orbitando em torno do gigante planeta Júpiter. Crédito: NASA/JPL/University of Arizona.

Apesar de 79 ser um número impressionante (tendo em vista que a Terra só tem uma lua), o planeta do Sistema Solar com o maior número de satélites é Saturno, contabilizando ao todo 82 corpos celestes.

Saiba o que são as luas de Júpiter

O maior planeta do Sistema Solar tem várias características curiosas. Uma dessas características que chamam a atenção é a sua grande quantidade de satélites naturais.

O que são satélites naturais, as chamadas luas?

Segundo a Agência Espacial Brasileira, satélites naturais – como os 79 de Júpiter – são objetos que, devido à ação da gravidade, giram em torno de corpos celestes, como os planetas. Eles são chamados de “naturais” para diferenciar dos “artificiais”, que são aqueles produzidos pelos seres humanos.

As primeiras luas de Júpiter foram descobertas por Galileu

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?As quatro luas descobertas por Galileu no século XVII. Crédito: NASA/JPL/DLR.

Uma das maiores façanhas do famoso astrônomo Galileu Galilei (1564-1642) foi a descoberta das primeiras luas de Júpiter. Sabe quando isso ocorreu? Na longínqua noite do dia 7 de janeiro de 1610.

Com o auxílio de um telescópio produzido por ele mesmo, Galileu notou que Júpiter, em seu movimento pelo espaço sideral, era sempre acompanhado por quatro objetos. Claro que ele só chegou a essa conclusão após noites e noites de observação. As luas de Galileu foram batizadas com nomes da mitologia greco-romana: Ganimedes, Calisto, Europa e Io.

As quatro grandes luas de Júpiter: as luas galileanas

Após a sua descoberta, Galileu provavelmente pensou que essas quatro luas eram as únicas a orbitar em torno de Júpiter. Hoje sabemos que elas não são as únicas, mas são de longe as maiores.

Ganimedes

Com 5268,2 km de diâmetro, Ganimedes é apenas 2,4 vezes menor que a Terra. Trata-se da maior lua do Sistema Solar, maior até que Plutão e Mercúrio. O Telescópio Hubble detectou recentemente a presença de uma quantidade bem pequena de ozônio (um dos gases da atmosfera) na superfície de Ganimedes. Claro que não estamos falando de uma atmosfera respirável, mas já é alguma coisa.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?O maior satélite do Siste Solar fica pequeno perto do gigante Júpiter. Crédito: NASA/JPL/University of Arizona.

Calisto

Na mitologia grega, Calisto foi uma jovem bela. Já o satélite Calisto, o segundo maior dos satélites de Júpiter, é formado basicamente por gelo e rochas e tem uma superfície repleta de crateras. A paisagem lá não deve ser tão bela quanto a jovem que encheu os olhos de Zeus.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?Cratera de Valhalla, em Calisto. Crédito: Nasa.

Europa

A superfície deste satélite é predominantemente composta por gelo. De cordo com a Nasa, há evidências de que haja um gigantesco oceano por baixo dessa camada sólida. E quando falamos de gigantesco, não estamos de brincadeira: a quantidade de água ali pode ser até 2 vezes superior à quantidade de água encontrada na Terra.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?Satélite Europa, conhecido como “lua gelada”. Crédito: NASA / JPL-Caltech / SETI Institute.

Io

Constituído de material rochoso, esse satélite se caracteriza por sua intensa atividade vulcânica. Segundo a Nasa, trata-se do corpo celeste com maior atividade vulcânica do Sistema Solar. Em termos de diâmetro, é 3,5 vezes menor que a Terra, mais ou menos do tamanho da nossa Lua.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?Imagem da lua Io captada por nave não tripulada. Crédito: NASA / JPL / University of Arizona.

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Conheça as 12 novas luas descobertas em 2017

O planeta Júpiter é um velho conhecido da humanidade. Séculos de pesquisa permitiram um acúmulo significativo de informações sobre o “gigante gasoso”.

A última descoberta importante sobre Júpiter foram 12 novos satélites avistados meio que por acaso por pesquisadores do Instituto Carnegie, sediado em Washington, nos EUA. A equipe do astrônomo Scott S. Sheppard investigava, com uso de telescópio, uma área do Sistema Solar para além de Plutão quando decidiu procurar novas luas em Júpiter. E não é que encontrou? Não só uma, mas 12.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?Montagem reúne os quatro maiores satélites de Júpiter numa única imagem. Crédito: NASA/JPL.

O que sabemos sobre essas novas luas

Essa descoberta elevou para 79 o número de satélites naturais de Júpiter. Segundo observações da equipe de Sheppard, 9 dessas luas compõem um conjunto mais distante em relação às demais e são retrógradas (ou seja, orbitam no sentido oposto ao da rotação do planeta).

Essas 9 luas retrógradas levam aproximadamente 2 anos para completar a volta em torno de Júpiter. Outras duas luas, mais próximas do planeta, têm movimento orbital de menos de 1 ano. A título de comparação, o único satélite natural da Terra (a famosa Lua de todas as noites) leva 27,3 dias para dar a volta completa ao redor do nosso planeta.

A menor lua de Júpiter

A última das 12 luas descobertas leva 1 ano e meio para orbitar Júpiter. O mais curioso sobre ela é que, com menos de 1 km de diâmetro, ela talvez seja a menor dentre todas as luas de Júpiter. Só para se ter uma ideia dessa pequenez, Ganimedes, o maior satélite natural de Júpiter e de todo o Sistema Solar, tem espantosos 5.262 km de diâmetro.

Quer saber mais sobre o planeta Júpiter? Então leia:

Júpiter: 10 fatos, curiosidades e características do maior planeta do Sistema Solar

Satélite natural – satélites naturais do Sistema Solar – Astronomia

Satélite naturais, também chamados de luas (com l minúsculo), são objetos celestes que orbitam planetas e asteroides.

No Sistema Solar existem centenas de luas de diferentes tamanhos, formatos e tipos.

Alguns planetas não possuem nenhuma lua, como é o caso de Mercúrio e de Vênus, outros chegam a ter mais de 70 luas, como é o caso de Júpiter e de Saturno.

Terra

A Lua é chamada assim pois até 1610 não se sabia da existência de outras luas. Ela se localiza a 384,4 mil km da Terra e completa uma órbita em 27 dias sempre mostrando a mesma face para a Terra. Ela é um objeto celeste de extrema importância para a Terra: sem ela, nosso planeta seria extremamente diferente.

Ela, através do efeito de maré, diminui a velocidade de rotação da Terra, de forma que a mantém estável.

Ela também interfere no eixo de rotação da Terra fazendo com que a precessão (variação do eixo de rotação) seja baixa e, sem a Lua, a Terra, em alguns momentos, se inclinaria a ponto de estar à 90º em relação ao Sol, causando diferenças extremas de temperatura ao longo do ano.

A hipótese mais aceita é que a Lua foi formada quando um objeto colidiu com a Terra 4,5 bilhões de anos atrás criando detritos que circundaram o planeta que, por causa da gravidade, se aglutinaram e formaram a Lua.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?

A Lua, o único satélite natural da Terra. Foto: NASA

Marte

Marte possui duas luas, Phobos e Deimos. Elas têm formatos irregulares e são cobertas por crateras, poeira e rochas soltas.

Ambas são feitas de rochas ricas em carbono misturado com gelo e estão entre os menores e os mais escuros satélites naturais do Sistema Solar.

Acredita-se que antigamente eram asteroides que passaram perto de Marte e, por causa da gravidade, foram capturadas e passaram a orbitar o planeta vermelho.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?

Phobos (à esquerda) e Deimos (à direita). Créditos: NASA

Leia mais:

Júpiter

Júpiter possui 53 luas confirmadas e mais 26 a serem confirmadas, totalizando 79 luas. As quatro maiores são conhecidas como galileanas (observadas por Galileu Galilei em 1610) e são elas: Io, Europa, Ganímedes e Calisto.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?

Na imagem acima, obtida pela sonda Galileo, vemos fotografias de Io, Europa, Ganímedes e Calisto, respectivamente. Créditos: NASA/JPL/DLR

  • Io é o objeto do Sistema Solar com maior atividade vulcânica ativa devido à intensa gravidade de Júpiter que causa “ondas” na sua superfície sólida gerando calor suficiente para criar atividade vulcânica.
  • Europa possui uma superfície coberta de gelo e especula-se que existe um oceano líquido abaixo da superfície. Acredita-se também que nela contém o dobro de água existente na Terra, por isso ela tem um grande potencial de existência de vida.
  • Ganímedes é a maior lua do Sistema Solar (sendo até mesmo maior que Mercúrio) e a única que se tem conhecimento de possuir um campo magnético gerado internamente.
  • Calisto possui muitas crateras e as poucas crateras pequenas existentes dão indícios de uma atual atividade superficial.

Saturno

Saturno possui 53 luas confirmadas e 29 ainda a serem confirmadas, totalizando 82 luas, sendo algumas delas esféricas e outras irregulares. Sua maior lua, Titã, é o único lugar além da Terra que se sabe haver líquidos na superfície, metano e etano. Esses líquidos estão presentes em lagos e realizam um ciclo similar ao da água na Terra.

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Imagem da superfície de Titã abaixo das nuvens de metano e etano composta por fotos tiradas em novembro de 2015 pela sonda Cassini. Créditos: NASA

Urano

Urano possui 27 luas, sendo as mais internas são compostas por gelo e água e a composição das mais externas permanece desconhecida.

Netuno

Existem 16 luas orbitando Netuno, sendo a mais importante chamada Tritão. Ela é um dos objetos mais gelados do Sistema Solar e a única que tem uma órbita retrógrada (órbita na direção oposta à rotação do planeta). Ela possui vulcões de gelo que expelem uma mistura de nitrogênio líquido, metano e poeira, que congela instantaneamente e depois neva de volta à superfície.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?

Fotografia de Tritão tirada pela sonda Voyager 2 em 1989. Créditos: NASA/JPL

Luas em asteroides

Como dito anteriormente, um satélite natural também pode orbitar um asteroide. Alguns dos maiores asteroides do Sistema Solar possuem luas. A primeira lua desse tipo foi descoberta em 1993 orbitando o asteroide Ida. Desde então mais de 100 satélites foram descobertos orbitando asteroides, esses também são chamados de asteroides binários.

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?

Na imagem vemos o asteroide Ida à esquerda, e à direita, Dactyl, a primeira lua descoberta orbitando um asteroide.

Referências:

MOONS. NASA Science Solar System Exploration. Disponível em: . Acesso em: 14 de mar. de 2020

EARTH’S MOON. NASA Science Solar System Exploration. Disponível em: . Acesso em: 14 de mar. de 2020

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/astronomia/satelite-natural/

Quais são as maiores luas do sistema solar?

Que Planeta Tem Como Lua Calisto?

Por ordem decrescente, as cinco maiores são: Ganimede, Titan, Calisto, Io e a Lua “original”, a da Terra. As luas, ou satélites naturais, são astros que circulam em torno de um planeta. Existem cerca de 160 no sistema solar – só em volta de Júpiter são 63! Tem luas de todos os tamanhos. Ganimede e Titan chegam a ser maiores que o planeta Mercúrio – que tem 4 880 quilômetros de diâmetro. Já Deimos, em Marte, uma das menores luas conhecidas, tem apenas 12,6 quilômetros de diâmetro. Há várias explicações para o surgimento dos satélites naturais. A nossa Lua provavelmente pertenceu ao mesmo corpo da Terra até que um terceiro astro atingiu o bloco e o separou em dois pedaços. “Como a massa que ficou no pedaço da Terra era muito maior, a Lua foi atraída e passou a circular em volta do planeta”, afirma o astrônomo Rundsthen Vasques. Origem diferente têm Io, Ganimede e Calisto, provavelmente atraídas por Júpiter após a explosão que criou o sistema solar. “Há ainda satélites menores que eram asteróides ou cometas e que foram atraídos por planetas”, diz o astrônomo Tasso Napoleão.

Astros coadjuvantes
Titan pode ter vida, e superfície de Io lembra uma pizza derretidaLua

  • Planeta – Terra
  • Diâmetro – 3 476 km
  • A superfície da Lua é coberta por uma camada de poeira e restos de rochas produzida pela queda de meteoros. Foi esse bombardeio constante de meteoros e cometas que provavelmente trouxe o gelo que hoje se concentra nos pólos do satélite
  • IO
  • Planeta – Júpiter

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  1. Diâmetro – 3 630 km
  2. A Nasa, agência espacial americana, compara Io com uma pizza coberta com queijo e azeite… É que ela é o corpo mais vulcanicamente ativo do sistema solar e o calor intenso deixa sua amarelada superfície em constante estado líquido
  3. Calisto
  4. Planeta – Júpiter

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Diâmetro – 4 800 km

Com um núcleo rochoso envolto por uma grossa camada de gelo, Calisto é provavelmente o astro mais cheio de crateras do sistema solar. A paisagem lá é a mesma há 4 bilhões de anos. Desde então, não houve atividades geológicas

  • Titan
  • Planeta – Saturno
  • Diâmetro – 5 150 km
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Possui uma densa atmosfera que cientistas acreditam ser muito parecida com a atmosfera primitiva da Terra. A existência de matéria orgânica (metano e etano) pode ser indício da presença de vida. “É um ambiente muito propício para bactérias”, diz Tasso Napoleão

Ganimede

Planeta – Júpiter

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Diâmetro – 5 262 km

Ganimede tem um núcleo rochoso e a superfície formada por rocha e camadas de gelo. Tem um lado escuro cheio de crateras e outro iluminado que abriga vales e montanhas que podem chegar a quilômetros de altura

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Luas de Júpiter estão esquentando umas às outras, sugere estudo

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Acima: as luas Io, Europa, Ganymede e Callisto (Foto: NASA)” src=”https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2020/09/luas-de-jupiter-estao-esquentando-umas-outras-sugere-estudo.html”>

Luas de Júpiter estão esquentando umas às outras, sugere estudo. Acima: as luas Io, Europa, Ganymede e Callisto (Foto: NASA)

As luas de Júpiter estão esquentando e, segundo um novo estudo publicado na edição de agosto do Geophysical Research Letters, parece que a interação entre esses satélites naturais é o que está gerando esse fenômeno. A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, e indica que os astros têm maior participação no aquecimento que o próprio planeta.

Compreender como as luas influenciam umas às outras é importante pois pode revelar como foi a evolução do sistema lunar de Júpiter, que possui 79 satélites.

“Manter os oceanos subterrâneos [que imaginamos que existam em alguns astros] contra o congelamento ao longo dos tempos geológicos requer um equilíbrio preciso entre o aquecimento interno e a perda de calor”, disse Antony Trinh, coautor do estudo, em comunicado.

“Temos várias evidências de que Europa, Ganimedes, Calisto e outras luas deveriam ser mundos oceânicos.”

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O aquecimento das luas ocorre por conta de um fenômeno conhecido como aquecimento das marés, que pode ser explicado pela ressonância de marés. Como dizem os especialistas, se você empurrar qualquer objeto ou sistema e deixá-lo ir, ele oscilará em sua própria frequência natural. Mas, se você continuar empurrando o sistema na frequência certa, essas oscilações ficarão cada vez maiores.

“É como quando você está empurrando um balanço”, explicou Hamish Hay, líder do estudo. “Se você empurrar o balanço no momento certo, ele vai mais alto, mas se errar no tempo, o movimento é amortecido.”

Os pesquisadores acreditavam que o gigante gasoso era responsável pela maior parte do aquecimento das marés associado ao interior líquido das luas. Contudo, o novo estudo descobriu que as interações lua-lua podem ser mais responsáveis ​​pelo aquecimento do que Júpiter sozinho.

Isso porque, como perceberam, esse fenômeno depende da profundidade do oceano de cada uma das luas.

Para Júpiter ser capaz de, sozinho, criar o efeito de ressonância observado, a camada de água dos satélites precisaria ser realmente fina, com menos de 300 metros.

“Quando as forças das marés atuam em um oceano global, elas criam uma onda gigantesca na superfície que acaba se propagando ao redor do equador com uma certa frequência ou período”, disse Hay.

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Observando o modelo que criaram, os cientistas perceberam que a influência de Júpiter não seria suficiente para criar marés com a frequência certa para ressoar com as luas, pois os oceanos delas são considerados muito profundos. Só quando os pesquisadores acrescentaram a influência gravitacional das outras luas é que começaram a ver as forças de maré se aproximando das frequências naturais dos satélites.

Quando as marés geradas por outros objetos no sistema lunar de Júpiter correspondem à frequência de ressonância de cada lua. O processo, então, leva o satélite a aquecer, causando, nos casos mais extremos, o derretimento do gelo ou dos sedimentos internos.

“Io, a lua mais próxima de Júpiter, mostra ampla atividade vulcânica, outra consequência do aquecimento das marés, mas em uma intensidade alta que provavelmente é experimentada por outros planetas rochosos, como a Terra, em sua história inicial”, disse Trinh. “Em última análise, queremos entender a fonte de todo esse calor, tanto por sua influência na evolução e habitabilidade dos muitos mundos em todo o Sistema Solar e além.”

Os astrofísicos destacam que seu modelo tem falhas e precisa ser aperfeiçoado, mas, ainda assim, ficaram contentes com os resultados. “[O que observamos] é surpreendente porque as luas são muito menores que Júpiter”, observou Hay. “Você não esperaria que elas fossem capazes de criar uma resposta de maré tão grande.”

Luas de Galileu – Espaço do Conhecimento UFMG

Dentre as 79 luas atualmente conhecidas de Júpiter, Io, Europa, Ganimedes e Calisto são as quatro mais conhecidas.

Elas são facilmente visíveis com a ajuda de um telescópio amador e aparecem no céu como quatro pontos brilhantes alinhados ao redor do gigante gasoso.

  Essas quatro luas são conhecidas como as luas galileanas, ou Luas de Galileu, e têm nomes que remetem a amantes do deus grego Zeus. 

O físico, matemático, astrônomo e filósofo Galileu Galilei foi o primeiro astrônomo a registrar, em 1610, a observação desses satélites naturais de Júpiter.

Um outro astrônomo alemão, Simon Marius, alegou ter observado as luas na mesma época, mas, como demorou mais para publicar as suas observações, Galileu ganhou todo o crédito.

Se você quiser saber mais sobre essa história, assista ao vídeo Galileu e as primeiras observações com uma luneta, da nossa atividade semanal Descobrindo o Céu.

Em seu telescópio caseiro, Galileu observou Júpiter pela primeira vez e, primeiramente, pensou ter observado três estrelas próximas ao planeta. Nos dias seguintes, ele o observou novamente e as estrelas aparentemente tinham se movido em uma direção estranha, o que chamou sua atenção.

Depois de um tempo, uma outra suposta estrela apareceu. Galileu também notou que as quatro estrelas pareciam se movimentar junto ao planeta e mudar de posição em relação ao mesmo, sempre alinhadas.

Ao final de várias observações e estudos, Galileu acreditou ter visto corpos planetários que estavam na órbita de Júpiter.

A descoberta das luas de Galileu foi um passo muito importante para a época, pois, até então, muitos acreditavam no geocentrismo, ou seja, que todos os objetos celestes orbitavam a Terra.

A existência de objetos que orbitavam outros planetas fortaleceu as ideias do sistema proposto por Copérnico, que mostrava que nem tudo orbita o planeta Terra.

Além de terem grande importância na história da ciência, as luas de Galileu despertam bastante interesse por suas características interessantes.

Io

Io é a terceira maior lua de Júpiter e é o objeto com mais atividade vulcânica do nosso Sistema Solar. Sua superfície é coberta de enxofre em composições químicas diferentes, fazendo com que ela tenha uma coloração com tons avermelhados.

Com exceção dos lugares com atividade vulcânica, a temperatura na superfície de Io é muito mais baixa do que o ponto de congelamento da água.

A órbita elíptica de Io causa uma grande variação na distância dessa lua em relação ao planeta Júpiter, e esta diferença de distância causa variações no formato de Io.

Io, terceiro maior satélite natural de Júpiter

Europa

Um satélite natural de Júpiter que desperta muito interesse é Europa. Sua superfície é coberta de gelo e acredita-se que sob ela se encontra um vasto oceano.

Estudos mostram que em algumas partes de sua superfície congelada há uma quantidade considerável de água, que é expelida em forma de vapor por pequenas rachaduras na crosta.

Assim como a Terra, o satélite possui um núcleo composto por ferro e níquel que, por sua vez, é coberto por uma camada rochosa.

Superfície da lua Europa é coberta de gelo

Calisto

Dentre os satélites de Galileu, Calisto é o que se encontra mais distante de Júpiter e, dentre as 79 luas, é a segunda maior. Sua superfície é muito cheia de crateras, sendo algumas das mais antigas do Sistema Solar. Calisto é formada por gelo e rochas e acredita-se que seu núcleo é composto de silicatos. Também há estudos que indicam que esse satélite pode ter água subterrânea. 

Calisto, segunda maior lua de Júpiter

Ganimedes

A maior lua de nosso Sistema Solar é Ganimedes, maior que o planeta Mercúrio. Ela é também, até agora, a única lua que conhecemos que tem um campo magnético.

Também é um satélite que desperta muito interesse por ter fortes evidências da existência de oceanos subterrâneos de água salgada que são maiores do que os da Terra.

  O telescópio Hubble mostrou que Ganimedes possui um oceano com uma espessura de 100 quilômetros.

Ganimedes, o maior satélite natural de todo o Sistema Solar

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[Texto de autoria de Letícia Rioga, estagiária do Núcleo de Astronomia]

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