Quando E Como Foi Escrito O Antigo Testamento?

Inicialmente, o Antigo Testamento consiste no conjunto de 46 escritos sobre o povo judaico, sua história e sua religião. Além disso, ele integra a primeira parte da Bíblia Cristã (antes do nascimento de Jesus) e toda a Bíblia Hebraica, a Torá.

Mas, muito além da história do povo hebreu, o Antigo Testamento traz narrativas históricas e os pilares do cristianismo e do judaísmo. Isso porque, nas escrituras há uma teoria sobre a criação do homem (criacionismo), influências para o surgimento do islamismo e até mesmo alguns princípios da história da arte.

De modo geral, o Antigo Testamento pode ser conhecido também como Antiga Aliança, Pentateuco e Tanakh. Ademais, há muitos mitos e narrativas que envolvem o processo de criação dessas escrituras.

Quando E Como Foi Escrito O Antigo Testamento?Fonte: A Cruz Hebraica

Antes de partir para a história do Antigo Testamento, é importante compreender como essas escrituras foram organizadas conforme o catolicismo e o judaísmo. Isso porque, mais adiante, vamos abordar alguns nomes dessa divisão ao longo do texto.

  • Livros dos profetas (Nevi’im)
  • Lei
  • História
  • Poesia ou Livros de Sabedoria
  • Profecias
  • Livros Deuteronômicos

Quando E Como Foi Escrito O Antigo Testamento?Fonte: Aventuras na História

Primeiramente, o Antigo Testamento narra a história do povo hebreu entre os anos de 1800 e 500 a.C. Desse modo, acredita-se que os cinco primeiro livros (Pentateuco para os cristãos o Torá para os judeus) foram escritos pelo profeta Moisés por volta de 1200 a.C.

Além disso, em 1947 foram encontradas escrituras em cavernas próximas ao Mar Morto, que consistiam em pergaminhos escondidas em jarros de cerâmica. Os textos datam de dois mil anos e chamam a atenção, porque na época medieval, era comum que os monges reproduzissem trechos da Bíblia em rolos de pergaminho.

De modo geral, pode-se dizer que o Antigo Testamento é uma espécie de epopeia religiosa, ou seja, derivam de lendas.

Além disso, muitos dos fatos narrados não aconteceram de maneira literal e são, na verdade, mitos repletos de metáforas.

No entanto, essas lendas tiveram origem na Terra de Canaã, onde hoje estão os territórios do Líbano, Palestina, Israel e pedaços da Jordânia, do Egito e da Síria.

Mesmo sendo uma narrativa, o Antigo Testamento não possui uma ordem cronológica específica. Sendo assim, o primeiro livro seria o Gêneses, que retrata a criação do mundo e do ser humano por Deus. Certamente você conhece pelo menos um pouquinho dessa história, ou pelo menos, já ouviu falar de Adão e Eva.

Contudo, há indícios de que essas escrituras também tenham origem entre um outro povo, os sumérios. Isso porque, há algumas lendas desse povo que se assemelham com narrativas da Bíblia, como por exemplo, o dilúvio. Sendo assim, há um mito sumério chamado Epopeia de Gilgamesh  que cita uma enchente que devastou o mundo. Coincidência?

Quando E Como Foi Escrito O Antigo Testamento?Fonte: Iped

Ainda que tenha histórias que remetem ao início do mundo, foi só nos séculos 9 e 10 a.C. que os hebreus passaram a escrever os diversos mitos e lendas que formaram a Bíblia. Antes, as narrativas eram transmitidas através das gerações de maneira oral. Mas, após a unificação dos hebreu em um reino por Davi (aquele que venceu o gigante), as pessoas passaram a reunir as histórias e escrevê-las.

Além disso, acredita-se que nessa mesma época foram escritos dois dos principais livros do Antigo Testamento: Gênese e Exôdo. Desse modo, essas duas escrituras se tratam da relação entre o povo hebreu e Deus ao longo de muitas gerações. Contudo, Deus é chamado por diversos nomes:

  • Yahweh
  • Javé ou Jeová
  • Elohim
  • Senhor ou o Pai

Quem escreveu o Antigo Testamento?

Quando E Como Foi Escrito O Antigo Testamento?Fonte: Opus Dei

Essa pergunta pode ser aplicada para a Bíblia como um todo. Apesar de alguns nomes de possíveis escritores aparecerem nas próprias escrituras, não há pesquisa ou consensos sobre isso.

Em relação ao Antigo Testamento, muitos cristão acreditam que o responsável tenha sido o profeta Moisés. No entanto, historiadores e pesquisadores não acreditam nessa teoria. Isso porque, o estilo de escrito e o próprio modo de se referir a Deus variam em algumas partes da narrativa.

Por isso, acredita-se quu um dos autores tenha sido um homem apelidado de Javista. Como o escritor se referia a Deus como Javé, atribui-se a ele parte do Antigo Testamento em esse termo é mais usado. No entanto, não há vestígios de quem teria sido essa pessoa, ou quando ela viveu.

Por outro lado, em outra parte do Antigo Testamento, predomina a denominação Elohim para referir a Deus. Sendo assim, acredita-se que esses trechos tenham sido escritos por um outro escritor. Por causa do termo que usava, ele foi apelidado de Eloísta e teria vivido em 850 a.C.

Êxodo

Quando E Como Foi Escrito O Antigo Testamento?Fonte: Jornal SP Norte

Devido ao êxodo do povo hebreu ao longo do tempo, as escrituras sagradas foram transportadas por várias partes do mundo. Por isso, é possível que outros povos tenham participado da escritura, mas isso não tenha sido registrado. Além do mais, em 389 a.C., um religioso judeu chamado Esdras reuniu um grupo de sacerdotes para reestruturar e reescrever o que já estava pronto.

No mais, é possível que, no momento de traduzir a versão hebraica da Bíblia, algumas alterações tenham sido feitas. Sendo assim, o único consenso é que o Antigo Testamento é um compilado de narrativas e que estas foram escritas à muitas mãos.

  • Gostou de conhecer mais o Antigo Testamento? Então talvez você também goste dessa matéria: Jardim do Éden, onde fica e curiosidades sobre o jardim bíblico
  • Fonte: Iped.
  • Imagens: Santa Rita Lunardelli, Aventuras na História, Iped, Jornal SP Norte.

O Antigo Testamento

Detalhes Categoria: A Bíblia Última Atualização: Sexta, 24 Janeiro 2020 18:10 Escrito por Bíbliateca Teológica Quando E Como Foi Escrito O Antigo Testamento?

O Antigo Testamento é um conjunto de 39 livros históricos, poéticos e proféticos e assim mesmo eles são divididos. Os 17 primeiros são livros históricos, sendo que os cinco primeiros formam o Pentateuco e os outros 12 livros compõem os Livros Históricos. Os 5 livros seguintes formam o grupo dos Livros Poéticos. O restante são 17 livros proféticos, escritos por profetas de Israel subdivididos em Profetas Maiores com cinco livros e Profetas Menores com doze livros.

É muito importante compreender o contexto dos livros do Antigo Testamento, pois como já visto em artigos anteriores, todos estes livros foram escritos por Judeus e direcionados ao povo de Israel.

Portando muito cuidado deve-se ter ao tentar compreendê-los, pois o contexto dos livros foi de uma época diferente, de povos diferentes e uma mensagem bem diferente ao se comparar com o Novo Testamento.

Muito embora os Testamentos estejam entre si relacionados, pelo fato de o Novo ser cumprimento do Antigo, é importante compreender alguns fatores dos quais sem eles é impossível ter um correto entendimento destes livros. Principalmente aqueles do início que contém uma história e uma Lei específica dada por Deus para os Judeus e os livros do final que contém muitas profecias, cumpridas e não cumpridas ainda.

Estes dois assuntos, compreendidos de uma forma errada, por si só já causam muitas divergências dentro do cristianismo. Logo é extremamente importante saber ou buscar saber algumas destas questões essenciais para a compreensão dos livros da Bíblia. Algumas destas questões são:

Quem escreveu o livro? Quando o livro foi escrito? Direcionado a quem o livro foi escrito? Qual era o contexto histórico daquela época?

Somente depois de respondidas estas e outras questões é que podemos compreender os textos do livro. Somente com uma correta compreensão destes livros é que podemos com segurança atribuir seus ensinos aos ensinamentos de Deus.

Um grande exemplo de como um texto bíblico pode ser mal interpretado e como isso pode gerar confusão é o livro escrito pelo profeta Malaquias, o último livro do Antigo Testamento, que foi escrito pelo próprio profeta cerca de quatro séculos antes de Cristo. Já no primeiro versículo do livro é possível identificar quem escreveu e para quem ele escreveu.

PESO da palavra do SENHOR contra Israel, por intermédio de Malaquias.” (Ml 1:1 ACF2007).

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Durante o restante do livro Malaquias reforça estar o tempo inteiro se dirigindo a nação de Israel. Alguns versículos do final deste livro são usados apelativamente para conduzir massas religiosas nos dias atuais.

Portanto, é imprescindível que, ao ler as Escrituras, o leitor esteja sabendo realmente o que está lendo. Estas questões são as mais básicas, mas nada nos impede de pesquisar até mais profundamente sobre todo este contexto, assim nós só temos a ganhar no entendimento da Palavra de Deus.

O Pentateuco

1. Gênesis

2. Êxodo 3. Levítico 4. Números 5. Deuteronômio

  • Os Livros Históricos
  • 6. Josué

7. Juízes 8. Rute 9. 1 Samuel 10. 2 Samuel 11. 1 Reis 12. 2 Reis 13. 1 Crônicas 14. 2 Crônicas 15. Esdras 16. Neemias 17. Ester

  1. Os Livros Poéticos
  2. 18.

19. Salmos 20. Provérbios 21. Eclesiastes 22. Cantares de Salomão

  • Os Livros dos Profetas Maiores
  • 23. Isaías

24. Jeremias 25. Lamentações de Jeremias 26. Ezequiel 27. Daniel

  1. Os Livros dos Profetas Menores
  2. 28. Oséias

29. Joel 30. Amós 31. Obadias 32. Jonas 33. Miquéias 34. Naum 35. Habacuque 36. Sofonias 37. Ageu 38. Zacarias 39. Malaquias Quando E Como Foi Escrito O Antigo Testamento?

Os Livros do Novo Testamento – O cumprimento das profecias em Jesus O Messias, O Próprio Deus que veio ao mundo por amor. Contam os ensinamentos deixados pelos testemunhos de seus apóstolos depois de ter sido ressuscitado aos olhos dos povos em Jerusalém. Mais Detalhes.

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Você conhece o Antigo Testamento?

Com certeza você já deve ter ouvido falar naquela velha e boa frase em que se diz que: “Religião não se discute”. Com isso, cada um deve respeitar a religião do próximo.

E cada religião tem suas maneiras, costumes, pensamentos e seguem a vida de formas diferentes sempre sendo conduzidos por hábitos religiosos. E um deles, é acompanhar a Bíblia Cristã que é algo extrema importância para muitas religiões.

Com isso, grande parte da população tem sempre em casa este livro sagrado que guarda muitas palavras de bênçãos diárias. E quando o assunto é sobre bíblia, você já ouvir falar sobre o antigo testamento? Quer conhecer mais sobre ele?

Então, fique atento, pois neste texto você vai ficará por dentro do assunto. Confira!

Sobre o Antigo Testamento

Quando E Como Foi Escrito O Antigo Testamento?

O antigo testamento, também chamado de escrituras hebraicas, é a primeira parte da bíblia, da qual é constituída por 39 livros. Assim, neste grande livro você vai encontrar informações importantes para a explicação da vida na Terra.

Como forma original, ele apenas está escrito em hebraico ou aramaico. Assim, os cristãos resolveram dividir o Antigo Testamento em cinco grupos diferentes: Lei, História, Poesia ou Livros de Sabedoria, Profecias e os Livros Deuteronômicos.

Talvez a curiosidade de muitas pessoas seja: qual autor foi responsável pela escrita do antigo testamento? Bem, a verdade é de que até hoje os seus autores nunca foram conhecidos. Isso também se deve pelo fato de que os seus escritores, além de ter sido vários, ainda com certeza devem ter somado com o tempo.

E o antigo testamento buscou descrever claramente a aliança de Deus com o povo de Israel. De acordo com a crença religiosa, Deus fez um pacto com o povo israelense, e esse pacto e todos os seus detalhes a respeito estão totalmente descritos no antigo testamento.

Quando E Como Foi Escrito O Antigo Testamento?

39 livros do antigo testamento

  • Pentateuco
  • Gênesis
  • Êxodo
  • Levítico
  • Números
  • Deuteronômio

Livros Históricos

  • Josué
  • Juízes
  • Rute
  • 1 Samuel
  • 2 Samuel
  • 1 Reis
  • 2 Reis
  • 1 Crônicas
  • 2 Crônicas
  • Esdras
  • Neemias
  • Ester

Livros Poéticos

  • Salmos
  • Provérbios
  • Eclesiastes
  • Cânticos

Livros Proféticos

  • Isaías
  • Jeremias
  • Lamentações
  • Ezequiel
  • Daniel
  • Oséias
  • Joel
  • Amós
  • Obadias
  • Jonas
  • Miquéias
  • Naum
  • Habacuque
  • Sofonias
  • Ageu
  • Zacarias
  • Malaquias

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História da Bíblia

Muitos séculos antes de Cristo, os escribas, sacerdotes, profetas, reis e poetas do povo hebreu mantiveram registros de sua história e de seu relacionamento com Deus. Esses registros tinham grande significado e importância em suas vidas e, por isso, foram copiados muitas vezes, e passados de geração em geração.

  • Com o passar do tempo, esses relatos sagrados foram reunidos em coleções conhecidas por:
  • A Lei
    Composta pelos livros de Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.
  • Incluíam os livros de Isaías, Jeremias, Ezequiel, os Doze Profetas Menores, Josué, Juízes, 1 e 2 Samuel e 1 e 2 Reis.
  • Reuniam o grande livro de poesia, os Salmos, além de Provérbios, Jó, Ester, Cantares de Salomão, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Daniel, Esdras, Neemias e 1 e 2 Crônicas.

Esses três grandes conjuntos de livros, em especial o terceiro, não foram finalizados antes do Concílio Judaico de Jamnia, que ocorreu por volta de 95 d.C.

Os livros do Antigo Testamento foram escritos em longos pergaminhos confeccionados em pele de cabra e copiados cuidadosamente pelos escribas.

Geralmente, cada um desses livros era escrito em um pergaminho separado, embora A Lei frequentemente fosse copiada em dois grandes pergaminhos.

O texto era escrito em hebraico – da direita para a esquerda – e, apenas alguns capítulos, em dialeto aramaico.

Hoje se tem conhecimento de que o pergaminho de Isaías é o mais remoto trecho do Antigo Testamento em hebraico. Estima-se que foi escrito durante o século II a.C. e se assemelha muito ao pergaminho utilizado por Jesus na Sinagoga, em Nazaré. Foi descoberto em 1947, juntamente com outros documentos em uma caverna próxima ao Mar Morto.

Os primeiros manuscritos do Novo Testamento que chegaram até nós são algumas das cartas do Apóstolo Paulo, destinadas a pequenos grupos de pessoas de diversos povoados que acreditavam no Evangelho por ele pregado. A formação desses grupos marca o início da igreja cristã.

As cartas de Paulo eram recebidas e preservadas com todo o cuidado. Não tardou para que esses manuscritos fossem solicitados por outras pessoas. Dessa forma, começaram a ser largamente copiados e as cartas de Paulo passaram a ter grande circulação.

A necessidade de ensinar novos convertidos e o desejo de relatar o testemunho dos primeiros discípulos em relação à vida e aos ensinamentos de Cristo resultaram na escrita dos Evangelhos que, na medida em que as igrejas cresciam e se espalhavam, passaram a ser muito solicitados. Outras cartas, exortações, sermões e manuscritos cristãos similares também começaram a circular.

O mais antigo fragmento do Novo Testamento hoje conhecido é um pequeno pedaço de papiro escrito no início do século II d.C. Nele estão contidas algumas palavras de João 18.31-33, além de outras referentes aos versículos 37 e 38. Nos últimos 100 anos descobriu-se uma quantidade considerável de papiros contendo o Novo Testamento e o texto em grego do Antigo Testamento.

Outros Manuscritos

Além dos livros que compõem o nosso atual Novo Testamento, havia outros que circularam nos primeiros séculos da era cristã, como as Cartas de Clemente, o Evangelho de Pedro, o Pastor de Hermas, e o Didache (ou Ensinamento dos Doze Apóstolos).

Durante muitos anos, embora os evangelhos e as cartas de Paulo fossem aceitos de forma geral, não foi feita nenhuma tentativa de determinar quais dos muitos manuscritos eram realmente autorizados.

Entretanto, gradualmente o julgamento das igrejas, orientado pelo Espírito de Deus, reuniu a coleção das Escrituras que constituíam um relato mais fiel sobre a vida e ensinamentos de Jesus. No Século IV d.C.

foi estabelecido entre os concílios das igrejas um acordo comum, e o Novo Testamento foi constituído.

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Os dois manuscritos mais antigos da Bíblia em grego podem ter sido escritos naquela ocasião – o grande Codex Sinaiticus e o Codex Vaticanus. Estes dois inestimáveis manuscritos contêm quase a totalidade da Bíblia em grego. Ao todo são aproximadamente 20 manuscritos do Novo Testamento escritos nos primeiros cinco séculos.

Quando Constantino proclamou e impôs o cristianismo como única religião oficial no Império Romano, no final do Século IV, surgiu uma demanda nova e mais ampla por boas cópias de livros do Novo Testamento.

É possível que o grande historiador Eusébio de Cesareia (263–340) tenha conseguido demonstrar ao imperador o quanto os livros dos cristãos já estavam danificados e usados, porque o imperador encomendou 50 cópias para igrejas de Constantinopla.

Provavelmente, esta tenha sido a primeira vez que o Antigo e o Novo Testamentos foram apresentados em um único volume, agora denominado Bíblia.

A primeira tradução

Quando E Como Foi Escrito O Antigo Testamento?

Estima-se que a primeira tradução foi elaborada entre 200 a 300 anos antes de Cristo. Como os judeus que viviam no Egito não compreendiam a língua hebraica, o Antigo Testamento foi traduzido para o grego.

Porém, não eram apenas os judeus que viviam no estrangeiro que tinham dificuldade de ler o original em hebraico: com o cativeiro da Babilônia, os judeus da Palestina também já não falavam mais o hebraico.

Septuaginta (ou Tradução dos Setenta)

Esta foi a primeira tradução. Realizada por 70 sábios, ela contém sete livros que não fazem parte da coleção hebraica, pois não estavam incluídos quando o cânon (ou lista oficial) do Antigo Testamento foi estabelecido por exegetas israelitas no final do Século I d.C. A igreja primitiva geralmente incluía tais livros em sua Bíblia.

Eles são chamados apócrifos ou deuterocanônicos e encontram-se presentes nas Bíblias de algumas igrejas.

Esta tradução do Antigo Testamento foi utilizada em sinagogas de todas as regiões do Mediterrâneo e representou um instrumento fundamental nos esforços empreendidos pelos primeiros discípulos de Jesus na propagação dos ensinamentos de Deus.

Outras traduções

Outras traduções começaram a ser desenvolvidas por cristãos novos nas línguas copta (Egito), etíope (Etiópia), siríaca (norte da Palestina) e em latim – a mais importante de todas as línguas pela sua ampla utilização no Ocidente. Por haver tantas versões parciais e insatisfatórias em latim, no ano 382 d.C, o bispo de Roma nomeou o grande exegeta Jerônimo para fazer uma tradução oficial das Escrituras.

Com o objetivo de realizar uma tradução de qualidade e fiel aos originais, Jerônimo foi à Palestina, onde viveu durante 20 anos. Estudou hebraico com rabinos famosos, e examinou todos os manuscritos que conseguiu localizar.

Sua tradução tornou-se conhecida como “Vulgata”, ou seja, escrita na língua de pessoas comuns (“vulgus”). Embora não tenha sido imediatamente aceita, tornou-se o texto oficial do cristianismo ocidental.

Neste formato, a Bíblia difundiu-se por todas as regiões do Mediterrâneo, alcançando até o Norte da Europa.

Na Europa, os cristãos entraram em conflito com os invasores godos e hunos, que destruíram uma grande parte da civilização romana. Em mosteiros, nos quais alguns homens se refugiaram da turbulência causada por guerras constantes, o texto bíblico foi preservado por muitos séculos, especialmente a Bíblia em latim na versão de Jerônimo.

Não se sabe quando e como a Bíblia chegou até as Ilhas Britânicas. Missionários levaram o evangelho para Irlanda, Escócia e Inglaterra, e não há dúvida de que havia cristãos nos exércitos romanos que lá estiveram no segundo e terceiro séculos.

Provavelmente a tradução mais antiga na língua do povo desta região é a do Venerável Bede. Relata-se que, no momento de sua morte, em 735, ele estava ditando uma tradução do Evangelho de João. Entretanto, nenhuma de suas traduções chegou até nós.

Aos poucos, as traduções de passagens e de livros inteiros foram surgindo.

Primeiras escrituras impressas

Na Alemanha, em meados do século 15, um ourives chamado Johannes Gutenberg desenvolveu a arte de fundir tipos metálicos móveis. O primeiro livro de grande porte produzido por sua prensa foi a Bíblia em latim.

Cópias impressas decoradas à mão passaram a competir com os mais belos manuscritos. Esta nova arte foi utilizada para imprimir Bíblias em seis línguas antes de 1500 – alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão.

E em outras seis línguas até meados do século 16 – espanhol, dinamarquês, inglês, sueco, húngaro, islandês, polonês e finlandês.

Finalmente as Escrituras realmente podiam ser lidas na língua destes povos. Mas essas traduções ainda estavam vinculadas ao texto em latim. No início do século 16, manuscritos de textos em grego e hebraico, preservados nas igrejas orientais, começaram a chegar à Europa ocidental. Havia pessoas eruditas que podiam auxiliar os sacerdotes ocidentais a ler e apreciar tais manuscritos.

Uma pessoa de grande destaque durante este novo período de estudo e aprendizado foi Erasmo de Roterdã. Ele passou alguns anos atuando como professor na Universidade de Cambridge, Inglaterra.

Em 1516, sua edição do Novo Testamento em grego foi publicada com seu próprio paralelo da tradução em latim.

Assim, pela primeira vez, estudiosos da Europa ocidental puderam ter acesso ao Novo Testamento na língua original, embora, infelizmente, os manuscritos fornecidos a Erasmo fossem de origem relativamente recente e, portanto, não eram completamente confiáveis.

Descobertas arqueológicas

Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C.

Existem partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã.

Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó.

Durante nove anos, vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumran, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica que se têm notícias.

Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C.

, aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do Cristianismo.

Estes documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C.

Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de 100 a.C. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas.

Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.

As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar Morto e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores da Bíblia.

Elas têm ajudado a resolver várias questões a respeito de palavras e termos hebraicos e gregos, cujo sentido não era absolutamente claro.

Antes disso, os tradutores se baseavam em manuscritos mais “novos”, ou seja, em cópias produzidas em datas mais distantes da origem dos textos bíblicos.

Vamos estudar esse livro maravilhoso?

Bíblia Fácil

  1. Fonte: SBB – Sociedade Bíblica do Brasil

Antigo Testamento

O Antigo Testamento é a narrativa judaica de suas crenças, visão de mundo e história religiosa. Ele integra a primeira parte da Bíblia Cristã, e engloba o total da Bíblia Hebraica. Originalmente está escrito em hebraico ou aramaico.

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É conhecido também como Antiga Aliança, Pentateuco e Tanakh, que alude às longas divisões dos textos sagrados da Bíblia Hebraica, como a Torá ou os livros dos profetas – os Nevi’im. Os cristãos dividiram o Antigo Testamento em cinco grupos: Lei, História, Poesia ou Livros de Sabedoria, Profecias e os Livros Deuteronômicos.

Seus autores nunca foram conhecidos, os escritos de sua autoria foram provavelmente se somando ao longo de dez séculos. Junto com o Novo Testamento, ele forma a Bíblia, livro sagrado do Cristianismo.

Os judeus, descendentes da tribo de Israel, têm sua história narrada no Antigo Testamento entre 1800 e 500 a.C. Seguindo a narrativa bíblica, vê-se que este povo ganhou ao longo do tempo várias denominações diferentes – hebreus, antes da passagem por Canaã, mais ou menos em 1235 a.

C; Povo de Israel, ao se fixar em Canaã, até o momento do exílio; depois deste momento histórico, com o fim do degredo, passou finalmente a ser chamado de Judeu, em 536 a.C. Textos bíblicos antigos foram encontrados em 1947, nas cavernas próximas ao Mar Morto, pergaminhos datados de cerca de dois mil anos, guardados em jarras durante milênios.

Na era medieval os monges tinham o hábito de reproduzir a Bíblia em rolos de pergaminhos.

O Antigo Testamento é uma epopéia religiosa, como a ‘Odisséia’ de Homero o é, por exemplo, no sentido literário, e como ela foi transmitida oralmente de geração para geração, durante milênios, até ser fixada muito tempo depois pela escrita.

Nele se encontra desde narrações históricas, como o Livro dos Reis, até contos, passando por belíssimos poemas, como os que se encontram no Cântico dos Cânticos, e pelos Salmos, orações sublimes e únicas. Não há na seqüência dos textos nenhum critério cronológico.

Ele tem início com a Gênese, que destaca poeticamente a glória divina na Criação do Universo.

Outros momentos inesquecíveis são os que retratam a jornada humana na direção do Criador, as aventuras e desventuras do Homem na sua ânsia de buscar a Divindade, e a resposta de Deus a seus filhos.

Vários arquétipos da psique humana, de seu inconsciente coletivo, se encontram nas páginas do Antigo Testamento, tecendo assim a história da raça humana através dos fios dos mitos, entretecidos a eventos históricos – Adão e Eva cometendo o pecado original; a disputa entre Caim e Abel; a construção da Torre de Babel, como metáfora da formação dos diferentes idiomas que separam a Humanidade; a Arca de Noé, que nos lembra a instabilidade geológica e climática da Terra nos primórdios da humanidade; o Sacrifício de Isaac, que remete ao Verdadeiro Cordeiro que virá e tantas outras belíssimas histórias. Com sua estrutura literária, este livro tem um lugar de destaque na Literatura do Antigo Oriente Médio.

Deus, no Antigo Testamento, assume várias denominações, como Elohim, Javé, Jeová, Adonai, o Pai, o Senhor, mas na verdade eles substituem seu verdadeiro nome, que este livro afirma ser impronunciável, composto por consoantes que não se pode articular, o Tetagrama Sagrado. Em hebraico, Javé é lido da direita para a esquerda – HWHY. Como se vê, esta obra manteve apenas quatro das consoantes do nome divino, que provém do verbo ‘ser’, significando ‘Eu sou quem eu sou’, ‘Eu sou aquele que é’ e ‘Eu sou quem eu serei’.

Os livros que compõem o Antigo Testamento podem ser englobados em duas importantes divisões. Na primeira pode-se incluir os textos nos quais parece revelar-se a presença dos seus criadores, uma espécie de marca pessoal, como nas passagens proféticas.

Na segunda parte encontram-se os livros que não transparecem nenhum traço da personalidade de seus autores, assim seu conteúdo foi mantido pela tradição oral, e transmitido pelo próprio povo, como é o caso da maioria dos trechos históricos e dos livros de Sabedoria.

A Igreja Católica Romana optou pela versão conhecida como Septuaginta – tradução dos textos hebraicos para o grego – no momento de compor seu cânone do Antigo Testamento, uma vez que distintas religiões cristãs têm seu cânon distinto, ou seja, suas regras e preceitos particulares. Sendo assim, a edição católica tem passagens que não constam da Bíblia Hebraica. Já os reformistas protestantes eliminaram do cânone todos os trechos que não estão inclusos no texto judaico. Logo depois, o Concílio de Trento determinou os livros e trechos que deveriam ser considerados canônicos – todos em grego – e excluiu definitivamente textos como a Oração de Manassés e os livros 3 e 4 de Esdras. Os protestantes mantiveram a linha da doutrina hebraica. Na Bíblia Etíope e na Copta há o acréscimo de outras passagens.

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Antigo_Testamento
https://web.archive.org/web/20110916033432/http://www.bahai.org.br:80/religiao/Antigo.htm
https://web.archive.org/web/20161209033818/http://vivos.com.br:80/288.htm

https://web.archive.org/web/20070613003708/http://www.internext.com.br/valois/pena/moises.jpg

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/biblia/antigo-testamento/

Quando foi escrita a Bíblia?

A Bíblia foi escrita ao longo de cerca de 1500 anos, entre 1500-1400 a.C e 100 d.C. A Bíblia não é apenas um livro, é uma coleção de livros inspirados por Deus ao longo de vários séculos (2 Timóteo 3:16).

A Bíblia foi escrita por muitas pessoas diferentes, de épocas históricas diferentes. Os livros da Bíblia não estão organizados por ordem cronológica, do mais antigo para o mais novo.

Não sabemos com certeza quando todos os livros da Bíblia foram escritos mas não há razão para acreditar que são uma fraude.

Temos muito mais evidência para acreditar na Bíblia que a maioria das obras da Antiguidade!

Quer saber mais sobre como a Bíblia foi formada? Veja aqui: quantos livros tem a Bíblia?

Quando foi escrito o Velho Testamento?

O Velho Testamento foi escrito entre o tempo de Moisés (1500-1400 a.C) e o retorno dos israelitas do exílio na Babilônia (400 a.C).

A tradição ensina que Moisés escreveu os 5 primeiros livros do Velho Testamento, exceto a passagem sobre sua morte. Esses são os livros mais antigos da Bíblia.

Outro livro que os estudiosos pensam ser muito antigo é o livro de Jó, de autor desconhecido.

Na sua maioria, cada livro da Bíblia foi escrito por uma só pessoa. Alguns foram escritos “de uma sentada” e outros foram escritos ao longo da vida toda do autor. Alguns livros foram editados por outra pessoa, para organizar melhor a informação. Mas nada foi acrescentado que muda o significado ou a mensagem dos textos.

Uma exceção é o livro de Salmos, que é um hinário com salmos escritos por muitas pessoas diferentes ao longo de vários séculos. O livro de Provérbios também é uma compilação de provérbios de pessoas diferentes, mas o autor principal foi Salomão.

Veja também: a Bíblia é confiável?

Quando foi escrito o Novo Testamento?

O Novo Testamento foi escrito depois da morte e ressurreição de Jesus, provavelmente entre 40 d.C e 100 d.C. O Novo Testamento foi escrito por testemunhas oculares da vida de Jesus e por pessoas que tiveram contato próximo com as testemunhas (2 Pedro 1:16; Lucas 1:1-4).

Muitos livros do Novo Testamento são cartas escritas pelos apóstolos que foram enviadas a grupos de cristãos. Essas cartas foram escritas para explicar mais sobre o ensino de Jesus e sobre como praticar a fé cristã. A evidência arqueológica prova que cópias dessas cartas já circulavam por toda a parte 20 a 50 anos depois da escrita do Novo Testamento!

Muitos estudiosos concordam que os últimos livros do Novo Testamento que foram escritos foram os livros do apóstolo João (o evangelho de João, as 3 cartas de João e o livro do Apocalipse), cerca de 100 d.C. Ele viveu com Jesus e viu o que ele fez.

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