Quando Como Sinto Dor No Estomago?

Quando Como Sinto Dor No Estomago?

Como você tem cuidado da sua alimentação?

Esta é a primeira pergunta realizada quando as primeiras queixas sobre dor na barriga depois de comer aparecem.

A dor de barriga depois do almoço é uma enfermidade comum, e possui causas variadas. Situações simples podem desencadear o problema. São exemplos a má digestão ou a prisão de ventre.

Porém, quando os sintomas são intensos e se mantêm por alguns dias, acompanhado de outros sintomas, é hora de procurar um profissional para identificar a causa.

Mas, afinal, sentir dor de barriga constante é perigoso?

Conheça agora as principais causas do desconforto

Excesso de Gases

Dores, pontadas e desconforto abdominal são sintomas de gases intestinais. Geralmente, o mal-estar aparece com a ingestão de alimentos que estimulam a flatulência, como ovos, feijão, leite e refrigerantes.

No entanto, os gases podem surgir como indícios de outras doenças, como síndrome do intestino irritável ou até mesmo a intolerância à glúten e lactose.

Problemas na vesícula biliar

A ingestão de alimentos gordurosos é uma das causas para a dor de barriga depois do almoço, provocada por uma crise de vesícula biliar. Isso porque o órgão, que é responsável por armazenar a bile e atuar na digestão de gorduras no intestino, pode sofrer ao longo do tempo com a formação de cálculos e inflamações.

Em alguns casos, a doença não apresenta sintomas mas, em outros, a dor de barriga constante após as refeições é um indício de que algo não vai bem. O desconforto intenso do lado superior do abdômen, acompanhado de febre, náuseas e vômitos podem ser sinais de uma colecistite.

Câncer de intestino ou estômago

Nem sempre a dor de barriga depois de comer é sinônimo de uma doença grave. Mas, quando acompanhada de outros sintomas, é preciso ter cuidado. O câncer de intestino ou estômago são doenças que, em estágio inicial, dificilmente apresentam gravidade. Porém, em casos avançados, a dor constante é uma das manifestações importante.

O câncer de intestino pode provocar obstrução do órgão e desencadear dores de barriga depois de comer. Isso ocorre porque há um bloqueio para passagem das fezes. No câncer de estômago, a dor também acontece logo após as refeições, acompanhada da sensação de saciedade contínua, vômitos e perda de peso, entre outros.

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Gastrite

A inflamação da mucosa do estômago, conhecida como gastrite, é uma das causas da dor de barriga depois do almoço. Com a ingestão de alimentos gordurosos e picantes, os sintomas podem piorar. No entanto, não se pode descartar fatores emocionais, ingestão de bebidas alcoólicas, uso de medicamentos e infecção pela bactéria H. Pylori.

Refluxo gastroesofágico

A dor de barriga depois de comer também pode ser um sintoma do refluxo.

O mal-estar acontece quando o suco gástrico produzido no estômago chega até o esôfago e o resultado disto é a inflamação de todo revestimento do órgão.

Na maioria das vezes, a dor aparece na boca do estômago, acompanhada de queimação na garganta e sensação de empachamento, e é desencadeada pelo hábito de deitar após as refeições.

A enfermidade ocorre com qualquer pessoa ou idade, com maior frequência em diabéticos, fumantes, sedentários e pacientes com problemas no trato gastrointestinal.

Síndrome do Intestino Irritável

As fortes cólicas com excesso de gases são acompanhadas de períodos de prisão de ventre e diarreia.

Alimentos como chocolate, especiarias, bebidas alcoólicas e gaseificadas, entre outros, são proibidos para quem sofre desta síndrome.

É importante ficar atento aos sintomas que acompanham a dor de barriga porque podem indicar enfermidade. Em caso de anormalidade, é preciso procurar um gastroenterologista para identificar, assim, a causa e tratar de forma efetiva.

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Dor de estômago: qual é a sua?

Gastrite, refluxo, úlcera… O que a dor no estômago pode significar? O Bem Estar desta terça-feira (4) convidou dois especialistas para falar sobre o assunto ao vivo – o cirurgião do aparelho digestivo e consultor Fábio Atuí e o gastroenterologista Ricardo Barbuti.

A dor de estômago pode ser de dois tipos: orgânica – quando tem alteração química, inflamatória, infecciosa ou anatômica – e funcional – quando não tem nenhuma alteração, então precisa de uma investigação para diagnóstico.

O mais comum é a infecção pela bactéria H. Pylori. Em 90% dos casos, ela provoca só uma sensação de barriga estufada, como quando a comida não cai bem. Mas ainda tem os outros 10%.

“Essa bactéria pode causar uma gastrite, que é uma inflamação importante dentro do estômago, que vira crônica e, muitas vezes, se transforma numa úlcera. Essa bactéria é a maior causa de úlcera no ser humano” explica o gastroenterologista Flavio Antonio Quilici.

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Como combater a H. Pylori?

Desses casos, 1% pode evoluir para câncer de estômago. E é por isso que a bactéria deve ser combatida. Para começar, saneamento básico e higiene são as melhores armas. Se mesmo com todos os cuidados ela invadir o corpo, é preciso usar medicamentos para acabar com a H. Pylori.

Excluir da dieta alimentos gordurosos, ácidos, picantes e com cafeína também pode ajudar a controlar os estragos provocados pela bactéria. “Esse conjunto de alimentos dificulta o processo de digestão e isso estimula a secreção do suco gástrico. Isso pode auxiliar ou aumentar a dor ou sintomas”, alerta a nutricionista Maria Izabel Lamounier.

Anote outras dicas: comer devagar, mastigar bem, não tomar muito líquido durante as refeições, evitar refrigerantes, evitar o álcool e evitar extremos de temperatura.

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Qual é o tipo de dor? — Foto: Augusto Carlos/TV Globo

Qual é o tipo de dor? — Foto: Augusto Carlos/TV Globo

Os especialistas explicaram que é preciso ficar atento ao momento da dor:

  • Quando dói, come alguma coisa, passa e depois dói de novo: pode ser gastrite.
  • Quando come algo gorduroso: pode ser vesícula.
  • Quando melhora após ir ao banheiro: gases/intestino.
  • Quando você acorda com a dor à noite: pode ser gastrite, úlcera.
  • Dor de fome: parece com a dor de fome, é um vazio/buraco. Pode ser gastrite.
  • Aperto que sobe: pode ser refluxo.
  • Cólica: é aquela que vai aumentando, aumentando e passa. Pode ser intestino.
  • Queimação: também pensa em estômago, úlcera, gastrite.
  • Facada/aguda: chama mais atenção, geralmente é aquela leva ao pronto-socorro.

Qualquer dor de estômago que não melhora deve ser sinal de preocupação. Alguns sintomas associados a essa dor são sinais de alerta para doenças mais graves: dificuldade para engolir, sangue no vômito ou cocô, acordar à noite com dor, cocô muito escuro, anemia, emagrecimento ou perda de apetite, e febre.

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Dor no estômago pode ser sinal de problema no coração

A dor no peito e o formigamento são sinais mais conhecidos como um alerta de infarto. O que a maior parte da população desconhece é que um problema no coração pode refletir no estômago. Foi o que aconteceu com Carlos Alberto Neves, de 62 anos. “Uma dor na boca do estômago e uma azia no esôfago”.

O primeiro infarto aconteceu enquanto ele dirigia, quatro anos atrás. Ele ficou em coma por 11 dias. Três anos depois, mais um infarto. “Comecei a sentir azia novamente, na boca do estômago, esôfago. Jamais pensei que seria um novo infarto”. O Carlos estava com um coágulo na artéria e o sangue trombosou.

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O cardiologista e consultor do Bem Estar Roberto Kalil explica o que aconteceu. “É uma doença traiçoeira. A dor clássica que você vê nos livros é uma dor que aperta no peito, que parece com angústia. Outras vezes pode ser uma dor nas costas, na região do estômago. Confunde sim. A pessoa pensa que está tendo gastrite, não infarto”.

Veja o programa completo:

Dor na boca do estômago: 6 principais causas e o que fazer

  • A dor na boca do estômago é o nome popular para a chamada dor epigástrica ou epigastralgia, que é a dor que surge na parte superior do abdômen, logo abaixo do tórax, região que corresponde ao local onde o estômago se inicia. 
  • Na maioria das vezes, esta dor não é preocupante, e pode indicar alguma alteração no estômago, esôfago ou início do intestino, como refluxo, gastrite ou má digestão, por exemplo, e costuma estar associada a outros sintomas, como azia, enjoo, vômito, gases, distensão abdominal ou diarreia, por exemplo. 
  • No entanto, é importante lembrar que, em alguns casos mais raros, a dor na boca do estômago também poder indicar outras doenças mais sérias como inflamação na vesícula, pancreatite ou até um infarto do miocárdio, por isso, sempre que esta dor surgir com forte intensidade, não melhorar após algumas horas ou vier acompanhada de falta de ar, tontura, sensação de aperto no peito ou desmaios, é importante procurar o pronto-socorro para uma avaliação do médico. 
  • Quando Como Sinto Dor No Estomago?
  • Apesar de uma dor no estômago poder ter diversas causas possíveis, e somente a avaliação médica poder determinar a alteração e o tratamento em cada caso, citamos aqui algumas das principais causas:

1. Gastrite

Gastrite é a inflamação da mucosa que reveste a parte interna do estômago, provocando uma dor na boca do estômago que varia de leve, moderada, até intensa, que costuma ser tipo queimação ou aperto e que surge especialmente depois de comer.

Geralmente, além da dor, a gastrite provoca outros sintomas como náuseas, sensação de estar muito cheio após comer, arrotos, gases excessivos e até vômitos, que produzem uma sensação de alívio. Esta inflamação pode ser desencadeada por várias causas como alimentação desequilibrada, estresse, uso frequente de anti-inflamatórios, ou uma infecção, por exemplo.

O que fazer: o gastroenterologista é o médico mais apropriado para fazer o diagnóstico e recomendar o tratamento, que pode variar de acordo com os sintomas apresentados.

Nos casos mais leves, por exemplo, podem apenas ser feitas alterações na dieta, já em casos mais severos, o médico pode receitar o uso de remédios que diminuem a acidez do estômago e até antibióticos.

Confira no vídeo a seguir orientações da nutricionista sobre alimentação na gastrite:

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2. Esofagite

A esofagite é a inflamação do tecido do esôfago, geralmente, provocada por doença do refluxo gastroesofágico ou uma hérnia de hiato. Esta inflamação costuma provocar dor no estômago e queimação na região do tórax, que piora após refeições e com certos tipos de alimentos, como cafeína, álcool e frituras. Além disso, a dor é mais frequente à noite e não melhora apenas com repouso.

O que fazer: o tratamento é recomendado pelo médico, e inclui medicamentos para diminuir a acidez do estômago, para melhorar a motilidade gastrointestinal, além de mudanças em hábitos e na alimentação. Confira as principais formas de tratamento da esofagite.

3. Má digestão

Comer em excesso ou ingerir alimentos que o organismo não tolera bem, que estejam contaminados com micro-organismos ou que contenham lactose, por exemplo, podem provocar uma digestão difícil, com irritação da mucosa do estômago, produção excessiva de gases, refluxo e aumento da motilidade do intestino.

O resultado disto é a dor que pode surgir na boca do estômago ou em qualquer outro local do abdômen, e pode ser acompanhada de gases, diarreia ou prisão de ventre.

O que fazer: nestes casos, a dor costuma passar após algumas horas, e recomenda-se tomar medicamentos para aliviar o desconforto, como antiácidos e analgésicos, beber bastante líquido e comer alimentos leves. Também deve-se consultar o médico para que sejam identificadas as causas e o tratamento indicado. 

4. Pedra na vesícula

A presença de cálculos na vesícula pode provocar dor abdominal intensa que, apesar da maioria das vezes surgir na parte superior direita do abdômen, também pode se manifestar na região da boca do estômago. A dor costuma ser tipo cólica e geralmente piora muito rápido, podendo ser acompanhada de enjoos e vômitos.

O que fazer: o gastroenterologista poderá orientar o uso de medicamentos para aliviar os sintomas, como analgésicos e antieméticos, e poderá indicar a necessidade de realizar uma cirurgia para remoção da vesícula. Veja as principais formas de tratamento para pedra na vesícula.

5. Pancreatite aguda

Pancreatite é a inflamação do pâncreas, um órgão localizado no centro do abdômen e com função muito importante na digestão dos alimentos e produção de hormônios. Nestes casos, a dor surge quase sempre repentinamente e é muito intensa, podendo irradiar para a parte superior do abdômen. A dor pode ainda estar associada a vômitos, distensão abdominal e prisão de ventre. 

O que fazer: a pancreatite aguda é uma urgência médica, e seu tratamento deve ser iniciado rapidamente, para evitar que se agrave e provoque uma inflamação generalizada do organismo. As primeiras medidas incluem jejum, hidratação na veia e uso de analgésicos. Entenda como identificar a pancreatite e como é feito o tratamento.

6. Problemas cardíacos

Pode acontecer de uma alteração cardíaca, como infarto do miocárdio, se apresente com dor na boca do estômago, ao invés da típica dor no peito. Apesar de não ser comum, a dor no estômago devido a um infarto costuma ser tipo queimação ou aperto, e está associada a náuseas, vômitos, suor frio ou falta de ar. 

Costuma-se suspeitar de alterações cardíacas em pessoas que já têm algum fator de risco para infarto, como idosos, obesos, diabéticos, hipertensos, tabagistas ou pessoas que apresentam doenças do coração.

O que fazer: casos haja suspeita de infarto, é necessário ir imediatamente ao pronto-socorro, onde o médico fará as primeiras avaliações para identificar a causa da dor, como eletrocardiograma, e iniciará o tratamento apropriado. Saiba identificar os principais sintomas de infarto e como tratar. 

Dor de estômago e queimação no estômago, o que pode ser?

Após uma refeição mais gordurosa ou consumo exagerado de álcool é comum que algumas pessoas sintam uma queimação ou até dor no estômago, sensação muitas vezes descrita como estômago em chamas. Normalmente, esse mal-estar é rapidamente associado à gastrite, uma inflamação na mucosa que reveste internamente o órgão.

O problema é que nem sempre esses sintomas são sinal de gastrite. Há casos que podem indicar desde uma má digestão a um refluxo ou até um indício de infarto. Por isso, é importante ficar atento a outros sintomas que possam acompanhar a dor e a queimação, como azia, náusea, gases, vômito e diarreia.

Quer saber o que pode estar causando a sua dor no estômago ou queimação? Acompanhe esse post e fique atento aos sintomas!

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5 principais causas da dor e queimação no estômago

Mas antes, é importante alertar que apenas um diagnóstico médico pode determinar o que realmente possa estar causando o incômodo no seu estômago. Este artigo serve como forma de orientação e não como autoavaliação. Para sintomas persistentes, marque uma consulta médica!

1. Má digestão

Comer em excesso ou ingerir carnes e gorduras, cuja digestão é mais lenta, podem ocasionar dor no estômago e queimação acompanhados de azia, gases e prisão de ventre ou diarreia. A ingestão de líquidos durante as refeições também pode favorecer a má digestão, uma vez que aumenta o volume estomacal e torna o processo digestivo mais lento.

Normalmente, o incômodo passa após algumas horas e tende a diminuir com a ingestão de antiácidos. Consumir alimentos leves e beber bastante líquido também ajuda a melhorar o mal-estar.

2. Refluxo

  • O retorno do ácido gástrico devido a um mau funcionamento da válvula posicionada entre o estômago e o esôfago pode provocar a dor e queimação estomacal, além de azia, regurgitação do ácido, rouquidão pela manhã, tosse seca, sensação de garganta entalada e mau hálito.
  • Geralmente, a dor piora após as refeições, principalmente após a ingestão de certos tipos de alimentos como álcool, frituras e cafeína.
  • Quando Como Sinto Dor No Estomago?

3. Gastrite

Conhecida como a famosa “dor na boca do estômago”, a gastrite é uma inflamação que pode causar também náusea, estufamento e gases em excesso.

A gastrite também pode ser desencadeada pelo consumo excessivo de frituras, álcool ou cafeína, por isso é sempre importante consultar um Gastro para avaliar o que pode ser a causa do incômodo.

Há ainda a possibilidade de a inflamação ser causada por uma bactéria como a H. Pylori ou por uma gastroenterite viral ou bacteriana.

Se a gastrite atingir as camadas mais profundas do tecido, pode provocar uma úlcera péptica, o que torna a dor ainda mais intensa, havendo ainda o risco de sangramento ou até a perfuração do órgão.

4. Pancreatite aguda

Outro órgão importante na digestão alimentar e localizado no abdômen é o pâncreas. Havendo uma inflamação desse órgão, também conhecida como pancreatite, é possível que o paciente também sinta uma forte dor no estômago, que muitas vezes irradia para as costas e pode causar vômitos e prisão de ventre.

Alguns fatores como o consumo de álcool em excesso, tabagismo, fibrose cística e uso de certos medicamentos podem contribuir para o surgimento da pancreatite.

5. Problemas cardíacos

Problemas cardíacos, como um infarto, podem causar dor no estômago e uma sensação de queimação. Muitas vezes a dor é intensa e não desaparece rapidamente, irradiando para o braço esquerdo, acompanhada de náuseas, vômitos, suor frio ou falta de ar.

Pessoas com alterações cardíacas, hipertensão, obesidade ou diabetes pertencem ao grupo de risco e devem fazer um check-up, pelo menos, uma vez ao ano.

Se o paciente for socorrido prontamente, é possível minimizar os danos e salvar sua vida. Por isso, em caso de suspeita de um infarto, é importante procurar atendimento médico rapidamente.

Como acabar com a dor no estômago e a queimação?

Seja por conta dos maus-hábitos alimentares ou por uma inflamação, em casos frequentes de dor e queimação no estômago é fundamental consultar um Médico Gastro em Jaú para investigar as causas e medicar os sintomas.

Somente um Especialista poderá avaliar as reais causas do incômodo e indicar o melhor tratamento. Por isso, procure uma clínica médica de confiança e agende uma consulta!

Conhece alguém que sofre de dor de estômago ou queimação no estômago? Compartilhe esse conteúdo com ele e ajude-o a acabar com esse mal-estar!

Até a próxima! Equipe Médica Rede VIK

Conheça as principais causas do desconforto estomacal

O estômago é o órgão responsável por preparar os alimentos por meio dos ácidos gástricos para a posterior digestão no intestino delgado.

Quando há problemas no funcionamento desse processo, pode haver queixas de desconforto estomacal, que incluem sintomas como:

  • queimação;
  • dor abdominal;
  • sensação de indigestão;
  • peso no estômago. 

Algumas condições clínicas que podem estar relacionadas ao desconforto estomacal são:

  • doenças causadas por excesso de ácido, como gastrite e úlcera;
  • doenças neoplásicas, como câncer do estômago;
  • problemas de esvaziamento gástrico, como a gastroparesia diabética e a dispepsia funcional.

A seguir, explicaremos com mais detalhes as principais causas do desconforto estomacal e como solucioná-lo. Confira!

O que pode causar desconforto estomacal?

Conheça os principais fatores que podem resultar nessa queixa!

Gastrite e úlcera

As chamadas doenças pépticas – como gastrite e úlcera – são as causas mais comuns de desconforto estomacal.Seus sintomas incluem:

  • dor;
  • queimação;
  • sensação de empachamento (peso no estômago).

Apesar de não serem grave na maioria das vezes, essas doenças podem prejudicar bastante o bem-estar do paciente. A consequência é uma piora significativa na qualidade de vida do paciente. A úlcera péptica pode apresentar consequências mais graves, como sangramentos e perfuração.

Alimentação inadequada

A alimentação inadequada é outra possível causa do desconforto estomacal. Alimentos ultraprocessados, por exemplo, possuem grande quantidade de sódio e conservantes, irritando o estômago.

O mesmo acontece em relação aos refrigerantes. Por serem bebidas bastante ácidas e gasosas, seu consumo pode causar sensação de estômago cheio e eructação frequente.

Alimentos gordurosos ou a ingestão de grandes volumes de comida também podem causar desconforto, trazendo a sensação de peso no estômago. Isso acontece porque o esvaziamento é retardado para auxiliar na digestão.

Refluxo

O refluxo é outra causa possível do desconforto estomacal. Caracterizado pela regurgitação, isto é, pela volta do alimento ingerido, ele pode provocar:

  • dor no estômago;
  • azia;
  • queimação.

Alguns hábitos podem contribuir para a ocorrência de refluxo, tais como:

  • ingestão de bebidas alcoólicas, refrigerantes e café;
  • comer rapidamente;
  • jantar próximo ao horário de dormir.

Dispepsia funcional

A dispepsia, ou indigestão, é um distúrbio gástrico frequentemente associado aos maus hábitos alimentares e à dieta inadequada, mencionada anteriormente. Além disso, sedentarismo, ansiedade e infecção pela bactéria H. pylori são fatores que podem levar a uma piora no quadro do paciente com o distúrbio.

Essa condição engloba uma série de sintomas que causam desconforto estomacal, como:

  • dor abdominal;
  • sensação de estômago cheio;
  • enjoo;
  • eructações;
  • vômito.

Como solucionar o desconforto estomacal?

Sentir um desconforto estomacal que desaparece em poucos dias é comum e todo mundo pode passar por isso. Contudo, quando o problema persiste, é fundamental procurar um médico para descobrir a causa.

Isso é importante porque doenças benignas (como a gastrite) e malignas (como o câncer) podem apresentar os mesmos sintomas. Além disso, alguns casos podem precisar de tratamentos específicos, como o refluxo. Então, é indispensável obter um diagnóstico preciso.

Para pacientes diabéticos, a consulta médica também é essencial, pois muitos remédios podem ocasionar desconforto estomacal. O diabetes também pode causar gastroparesia, que é um retardo do esvaziamento gástrico. Por isso, o acompanhamento médico é necessário.

Além disso, existem alguns hábitos saudáveis que podem ajudar a resolver o quadro. Alguns deles são:

  • evitar alimentos industrializados;
  • evitar refrigerantes;
  • identificar quais alimentos causam desconforto, pois isso varia de pessoa para pessoa;
  • praticar atividade física para reduzir peso e amenizar a ansiedade, principalmente em casos de dispepsia funcional.
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Por fim, é importante destacar que a automedicação deve ser evitada, pois ela pode mascarar a causa do desconforto estomacal, acarretando complicações futuras.

E, caso os sintomas não melhorem com as mudanças no estilo de vida, é importante procurar um médico especialista para que ele possa analisar o quadro, realizar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado.Para mais informações, confira nossos artigos na Central Educativa!

Dor abdominal crônica e dor abdominal recorrente – Distúrbios digestivos – Manual MSD Versão Saúde para a Família

O tratamento da dor funcional depende dos sintomas e se concentra em ajudar a pessoa a retornar às atividades diárias normais e reduzir o desconforto. Geralmente, o tratamento envolve uma combinação de estratégias.

Várias consultas ao médico podem ser necessárias para desenvolver a melhor combinação. Os médicos costumam agendar consultas de acompanhamento dependendo da necessidade da pessoa.

As consultas continuam até bem depois da resolução do problema.

Depois que a dor funcional é diagnosticada, o médico enfatiza que a dor, embora seja verdadeira, geralmente não tem uma causa grave e que fatores emocionais (por exemplo, estresse, ansiedade, depressão) podem desencadear ou piorar um episódio de dor. Os médicos tentam evitar a repetição de exames depois que um exame detalhado não tenha conseguido indicar uma causa física para os sintomas.

Embora não haja tratamento para curar a dor abdominal crônica funcional, muitas medidas úteis estão disponíveis. Essas medidas dependem de um relacionamento de confiança e compreensão entre o médico, a pessoa e seus familiares. Os médicos explicam como os resultados laboratoriais e de outros exames mostram que a pessoa não está em perigo.

Os médicos incentivam as pessoas a participarem de atividades profissionais, escolares e sociais. Tal participação não piora o quadro clínico; ao contrário, ele incentiva a independência e a autoconfiança.

As pessoas que abandonam suas atividades diárias correm o risco de os sintomas controlarem sua vida, em vez de sua vida controlar os sintomas.

É possível que o médico recomende seguir uma dieta rica em fibras e tomar suplementos de fibra. É possível que a pessoa precise evitar consumir alimentos que desencadeiam a dor. Por exemplo, algumas pessoas devem evitar comer uma grande quantidade de alimentos que são difíceis de digerir e produzem uma grande quantidade de gás e evitar tomar bebidas que são ricas em açúcar.

Muitos medicamentos foram testados, com diferentes graus de sucesso. Eles incluem medicamentos que diminuem ou param os espasmos musculares no trato digestivo (antiespasmódicos) e óleo de menta.

As fontes de tensão ou de ansiedade são minimizadas ao máximo possível. Os pais e outros familiares devem evitar reforçar a dor ao dar muita atenção a ela.

Se a pessoa continuar a se sentir ansiosa ou deprimida e isso parece estar relacionado com a dor, o médico pode receitar antidepressivos ou medicamentos para reduzir a ansiedade.

As terapias que ajudam as pessoas a modificarem seu comportamento, como treinamento para relaxamento, biofeedback e hipnose, também podem ajudar a reduzir a ansiedade e ajudam as pessoas a tolerarem melhor suas dores.

Para crianças, a ajuda dos pais é essencial. Aconselha-se aos pais que incentivem a criança a se tornar independente e a cumprir suas responsabilidades normais, particularmente frequentar a escola. Permitir que a criança evite as atividades pode realmente aumentar sua ansiedade.

Os pais podem ajudar a criança a controlar a dor durante as atividades diárias com elogios e recompensas pelos comportamentos independentes e responsáveis da criança. Por exemplo, os pais poderiam recompensar a criança passando mais tempo com ela ou fazendo um passeio especial.

O envolvimento dos funcionários da escola pode ajudar. Podem ser adotadas estratégias para deixar a criança descansar brevemente na enfermaria e voltar para a aula depois de 15 a 30 minutos durante o dia escolar.

A enfermeira pode, às vezes, permitir que a criança ligue para um de seus pais, que deve incentivá-la a permanecer na escola.

Dores no estômago: Como evitar?

Para evitar as dores no estômago, é importante, principalmente, cuidar dos hábitos alimentares.

As dores de estômago são comuns nos dias atuais, principalmente por causa de uma alimentação desequilibrada e do estresse comum do dia a dia, que desencadeiam problemas que afetam o órgão. A seguir conheceremos alguns dos principais fatores que atingem o estômago e como podemos melhorar as dores resultantes que tanto causam desconforto.

Problemas que ocasionam dor de estômago

Diversas doenças podem desencadear dores no estômago, como gastrite, úlcera, refluxo, gastroenterite e diversos tipos de câncer. Esses problemas possuem relação direta com uma alimentação inadequada, ingestão de pouca água, estresse, uso de medicamentos, fumo, bebidas alcoólicas, ansiedade, entre outros.

A dor de estômago é bastante comum e pode revelar a existência de alguns problemas graves, como os citados acima, ou ocorrer por causa da ingestão de algum alimento que provocou intoxicação. Nesse caso, as dores estomacais podem ser acompanhadas de vômito e diarreia.

Como diminuir e evitar as dores de estômago?

As dores de estômago são, muitas vezes, tratadas com produtos naturais, entretanto, nem sempre sabemos as doses exatas que devem ser tomadas ou se há pesquisas científicas que indiquem a eficácia de um produto. O chá de boldo, por exemplo, apesar de ter ações terapêuticas comprovadas, pode causar danos se for tomado em grande quantidade.

O ideal, portanto, é evitar tratar as dores de estômago por conta própria, seja com produtos naturais, seja com remédios vendidos em farmácias, tais como anti-inflamatórios. Esses medicamentos podem desencadear acidez no estômago, por exemplo, e piorar as dores.

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Diminuir ou evitar as dores do estômago é bastante simples. Primeiramente, é necessário alimentar-se bem e nos horários adequados, nunca ficando muito tempo sem comer.

É importante também que a dieta seja balanceada, logo, evite alimentos muito gordurosos ou muito calóricos e nunca consuma grande quantidade de comida.

Dormir após se alimentar também é um grave erro que pode piorar as dores no estômago.

Outro ponto importante é evitar cigarro e bebidas alcoólicas, pois eles provocam muita irritação ao sistema digestório. Além disso, a ingestão de água é importante para ajudar na digestão.

Praticar atividades que diminuam o estresse também ajuda a eliminar as dores no estômago. Muitas vezes, o psicológico está afetando essa parte do corpo, sendo fundamental diminuir um pouco o ritmo do dia a dia.

Caso as dores de estômago sejam constantes, é importante procurar um médico para que ele indique o tratamento adequado. Algumas vezes a dor é encarada pelo paciente como um simples desconforto, mas pode ser reflexo de problemas sérios que podem agravar-se sem o devido tratamento.

Atenção: Ao sentir dores fortes e/ou constantes no estômago, procure o médico. Somente esse profissional está apto a indicar medicamentos e a avaliar a gravidade da situação.

Por Ma. Vanessa dos Santos

As dores de estômago podem ser consequência de uma alimentação inadequada

Por Vanessa Sardinha dos Santos

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