Quando Como Fico Com O Estomago Inchado?

Quando Como Fico Com O Estomago Inchado?Imagem Shutterstock

Inchaço é horrível. Nada pior que terminar uma refeição se sentindo enorme e pesado, com a sensação de estômago inflado. Mas sua alimentação pode fazer a diferença: alguns alimentos para inchaço podem te ajudar. Contudo, antes de partir para a ação, entenda porque isso acontece. 

Essa sensação de estufamento ocorre quando o abdômen retém líquido, gás ou fica inchado. Muitas vezes, está acompanhado de dor ou desconforto. É um dos problemas estomacais mais chatos e comuns.

As causas incluem constipação, comer demais, a síndrome do intestino irritável e até o hábito de engolir o ar quando você bebe ou come rapidamente. Tudo isso contribui para a protuberância na barriga.

Além disso, existem certas comidas que são menos digeríveis.

Alimentos que contém certos ingredientes, como lactose, açúcar adicionado ou fibras, que são difíceis de digerir por algumas pessoas, também pode causar inchaço.

Quando essas substâncias passam para o cólon, as bactérias se alimentam delas. Esse processo produz as bolhas de gás que fazem seu estômago inchar. Alô, feijão, couve-flor e companhia!

Além disso, quando o corpo absorve muita água e o líquido se acumula entre as células – depois de comer uma pizza bem salgada, por exemplo – isso também pode resultar em um estômago inchado.

Felizmente, você pode esvaziar o estômago se apostar nas comidas certas. Selecionamos 10 alimentos para inchaço que você pode adicionar ao carrinho de compras na próxima ida ao supermercado. 

10 alimentos para inchaço

Kefir

Quando Como Fico Com O Estomago Inchado?Foto: Shuttersotck

Às vezes, o gás e o inchaço aparecem quando as bactérias do trato digestivo ficam fora de controle. Quando é este o caso, os probióticos de certos alimentos fermentados, como o kefir, podem ajudar a restaurar o equilíbrio bacteriano para manter sua digestão eficiente.

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Você provavelmente já sabe que o iogurte é uma fonte confiável de probióticos. Mas talvez não saiba que o kefir tem até três vezes mais bactérias benéficas do que a opção tradicional. E se você tiver problemas para digerir a lactose, o kefir é quase desprovido dela.

Geralmente as pessoas trocam mudas de kefir em grupos online de compartilhamento. Ele pode ser comprado desidratado online também. Aí, faça seu próprio kefir deixando-o fermentar o leite por algumas horas ou de um dia para o outro.

Abacate

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Você definitivamente precisa de um pouco de sódio em sua dieta se estiver correndo muitos quilômetros nos treinos. Mas, para alguns, comer muitos alimentos salgados pode levar à retenção de líquido, que provoca inchaços. Por isso, invista em comidas ricas em potássio, como abacate. O sódio suga a água nas células e o potássio a bombeia para fora, ajudando você a desinchar.

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Pessoas adultas devem comer 4.700 miligramas de potássio por dia. Mas a maioria não chega nem perto disso. Os alimentos para inchaço que mais contém a substância incluem abacate, batata, banana, legumes no geral, espinafre e abóbora. O abacate funciona bem em qualquer refeição (café da manhã, almoço e jantar) e contém gorduras saudáveis ​​que o deixam satisfeito.

Gengibre

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Um dos mais antigos remédios caseiros para tudo, desde dores musculares até dor na garganta, o gengibre também pode te ajudar. Os compostos do gengibre podem estimular os sucos intestinais do corpo. Eles ajudam na digestão e reduzem qualquer inchaço causado pela indigestão.

Além de comer, coloque algumas fatias de gengibre fresco na água quente e beba como chá. Gengibre fresco também pode ser adicionado em smoothies e molhos de salada, e a versão em pó seco pode se misturar na farinha de aveia para algo mais picante.

Leite A2

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A lactose quase sempre recebe a culpa pelas dores de estômago que aparecem depois da ingestão do leite. Mas evidências sugerem que outro culpado –a proteína beta-caseína A1 – presentes no líquido também pode causar inchaço, dor abdominal e outros sintomas indesejáveis.

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Por isso, se o leite sem lactose não lhe traz alívio, vale a pena experimentar esta bebida que só contém proteína beta-caseína A2 (e não A1) nos seus cereais e smoothies. Um estudo publicado na revista Nutrients descobriu que beber o leite A2 depois de um treino é tão bom para a recuperação muscular quanto o leite normal.

Laranja

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A maioria das pessoas precisa adicionar mais fibras à dieta. Mas depois de comer o ingrediente indigesto, gases e inchaços podem surgir como efeito colateral. Especialmente se você não está acostumado a comer fibras, já que o gás é um subproduto da digestão delas. O consumo de água pode ajudar, incentivando o movimento do alimento através do sistema digestivo. Mas, além da água, você também pode comer mais alimentos que sejam ricos em água, como laranjas, melão, frutas vermelhas, tomates e pepinos. 

Aspargos

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A gente sabe que ele deixa sua urina com um cheiro um pouco desagradável. Porém, por ser um diurético natural, ele faz com que você faça mais xixi – ajudando a remover o excesso de água dos sistemas. Isso alivia o desconforto causado pela retenção de líquido. 

Aspargos também contém fibras prebióticas. Elas são o alimento dos probióticos (bactérias vivas encontradas em alimentos e suplementos). Por isso, ajudam a alimentar as boas bactérias em seu intestino para manter seu trato digestivo funcionando bem.

Hortelã

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Se você está sentindo certo desconforto depois de uma refeição, faça um favor a si mesmo e pegue uma caneca de chá de hortelã. Os óleos da folha podem ajudar a relaxar os músculos do intestino e aliviar os espasmos que causam desconforto.

A infusão de folhas de chá frescas tende a manter melhor as propriedades anti-inchaço. Você também pode jogar folhas de hortelã fresca em saladas ou misturar com frutas.

Feijão

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Parece contraditório, mas alimentos como o feijão e vegetais crucíferos – como o brócolis – fazem com que você sinta que engoliu uma bola de basquete, o alívio pode vir de comer mais deles, e não menos.

Expor seu corpo a esses alimentos para inchaço com mais frequência pode treiná-lo para a melhor digestão (justamente ao alimentar, estimular e reequilibrar a microbiota do seu sistema digestivo). Portanto, se você não costuma comer muito, tente adicioná-los à sua dieta regularmente. 

Sementes de erva-doce ou funcho

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As sementes com sabor de anis não são apenas ótimas para disfarçar o hálito ruim. O ingrediente típico do Mediterrâneo também é usado tradicionalmente para aliviar problemas digestivos, como inchaço e dores. É por isso que muitos restaurantes indianos oferecem as sementes depois das refeições.

Quando você quiser que seu estômago se comporte, pode mastigar as sementes ou ingeri-las em água quente como chá. Você também pode usá-las como tempero ao preparar receitas como molho de macarrão e sopas.

Dente-de-leão

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Muito mais do que uma erva daninha, ele é um diurético natural. Por isso, incentiva seu corpo a fazer xixi e melhora a distensão do estômago causada pela retenção de água. E com a remoção da água e do sódio no corpo, o dente-de-leão pode reduzir a pressão arterial, em alguns casos. 

Nos meses mais quentes, você pode colher dente-de-leão enquanto corre pelas trilhas ou encontrá-lo nos supermercados. Ele pode ser adicionado a saladas, sanduíches e receitas de pesto. Você também pode preparar um chá de dente-de-leão. 

Barriga inchada: cinco alimentos para cortar da dieta e evitar o mal-estar

Sentir o estômago inchado é um mal-estar comum na vida de muitas pessoas. O desconforto é causado, sobretudo, quando os carboidratos não são digeridos adequadamente pelo intestino delgado, deixando a barriga com aspecto arredondado. Em casos de alergias alimentares, a ocorrência é ainda maior.

  • No entanto, apesar de ser comum, o inchaço pode ser evitado, conforme as dicas de nutricionistas entrevistados pelo portal The Sun.
  • Segundo eles, certos alimentos podem ser dispensados da dieta de quem costuma sentir esse desconforto.
  • Confira:

Comidas processadas

Quem nunca escolheu um pacote de biscoito recheado em vez de uma fruta que atire a primeira pedra. Alimentos processados, como refeições de micro-ondas, doces, batatas fritas e donuts são os mais “fáceis”, porém, muito menos saudáveis.

De acordo com o nutricionista Nick Hay, esse tipo de refeição, rica em conservante e em aditivos químicos, ajuda o estômago a inchar.

“Sua melhor aposta é comer alimentos naturais ou muito próximos de seu estado natural original, como peixes, ovos, grãos inteiros, nozes, vegetais e folhas verdes escuras. Verifique a lista de ingredientes primeiro. Se você não consegue pronunciar, pode não ser bom para você”, disse.

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Trigo

Por serem ricos em frutanos, um tipo de carboidrato difícil de ser digerido pelo organismo, o derivados do trigo pioram o quadro.

Especialistas ouvidos pelo The Sun garantem que isso acontece porque quando os carboidratos não podem ser absorvidos, eles são fermentados pelas bactérias intestinais, provocando desconforto.

O frutano está presente em produtos como pão, macarrão, cebola, alho, cevada, pistache e brócolis.

“O glúten pode causar problemas mesmo para quem não é celíaco. Se você acha que o trigo pode ser um fator que contribui para o seu inchaço, tente cortá-lo por algumas semanas para ver se os sintomas melhoram”, recomendou a nutricionista Kim Pearson.

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Bebidas alcoólicas

Outro fator causador do mal-estar no estômago é o álcool. Segundo o Nick Hay, não há nenhum problema na ingestão de bebidas alcoólicas, desde que não haja exagero e que o consumidor seja maior de 18 anos. Ele afirmou que nas mulheres, além do inchaço, a bebida pode causar uma elevação nos níveis de estrogênio, aumentando o risco de ganho de peso.

Açúcar

Comer bolos, guloseimas ou chocolates de vez em quando não fazem mal à saúde. Porém, Nick explicou que o excesso do açúcar é maléfico ao organismo.

“Muito açúcar pode levar a um desequilíbrio das bactérias benéficas e não benéficas encontradas em nosso intestino, o que pode ocasionar excesso de gases. Frutose, ou açúcar de frutas, é adicionado a muitos alimentos processados ​​e pode ser difícil de digerir para muitas pessoas”, completou.

Laticínios

A lactose é o açúcar presente em laticínios, como leite e seus derivados. Essa substância requer muito esforço do organismo para que ocorra a digestão completa, causando a sensação de estômago redondo e inchado. A melhor alternativa para reduzir o mal-estar e não dispensar o sorvete e o queijo é preferir opções sem a lactose ou à base de alguma castanha ou vegetal.

O que é indigestão e sensação de peso no estômago

Quando Como Fico Com O Estomago Inchado?

Você já teve dor de estômago ou aquela sensação de estômago cheio? Pois então, sintomas assim são chamados de dispepsia, ou má digestão ou indigestão. A dispepsia caracteriza-se por um grupo heterogêneo de sintomas que se manifestam nas regiões do estômago e abdômen.

Sensação de peso na barriga

A dispepsia, geralmente, manifesta-se como dor na barriga e queimação na região superior do abdome. Entretanto, sintomas como empachamento pós-prandial e saciedade precoce podem também estar presentes.

O empachamento pós-prandial refere-se à sensação desagradável da persistência prolongada do alimento no estômago após a refeição.

Já a saciedade precoce manifesta-se como a sensação de que o estômago está bem cheio, logo após o início da ingestão do alimento, mas de modo desproporcional à quantidade ingerida.

Sintomas da dispepsia

  • Sensação de estômago cheio;
  • Enjoos;
  • Eructações (arrotos);
  • Vômitos;
  • Sonolência após as refeições;
  • Dores abdominais.

Quando Como Fico Com O Estomago Inchado?

O que pode causar indigestão ou crises de dispepsia

Os sintomas dispépticos podem estar associados às doenças digestivas específicas. Por exemplo: úlcera péptica, parasitoses intestinais, colelitíase (pedra na vesícula), doença do refluxo gastro-esofágico (DRGE), uso de medicamentos como anti-inflamatórios, câncer do trato digestivo, entre outras causas.

Contudo, a maioria dos pacientes com queixas dispépticas crônicas que se submetem à investigação laboratorial, endoscópica e ultrassonográficas não apresentam qualquer alteração que justifique seus sintomas, sendo considerados portadores de dispepsia funcional. Sendo assim, é importante ficar atento a certos hábitos que provocam indigestão ou crises de dispepsia:

  • Comer depressa demais sem mastigar direito os alimentos;
  • Beber líquidos em excesso durante as refeições;
  • Abusar de alimentos gordurosos e de frituras.

Assim também, outras possíveis causas para a dispepsia são o atraso no esvaziamento gástrico, que ocorre quando os músculos da parede do estômago não funcionam adequadamente. A infecção pela bactéria Helicobacter pylori e o uso de alguns medicamentos podem causar essas alterações.

Quando Como Fico Com O Estomago Inchado?

Tratamento para dispepsia

Principalmente, o tratamento da dispepsia inclui a eliminação da H. pylori (quando se confirma a infecção pela bactéria na endoscopia), medicamentos para aliviar os sintomas e mudanças nos hábitos de vida. Por exemplo, praticar atividade física regularmente, se alimentar mais vezes e de maneira saudável, reduzir o peso quando necessário, não fumar e evitar o excesso de álcool.

Certamente, se os sintomas desaparecerem com a simples mudança dos hábitos alimentares ou após tomar antiácidos, a indigestão não oferece riscos maiores. No entanto, se permanecerem por mais de uma semana, ou vierem acompanhados por fezes escuras, ou por qualquer outro sintoma anormal, procure assistência médica sem demora.

A Clínica Laparos conta com uma equipe de médicos especializada em aparelho digestivo, agende uma consulta.

Há um truque para não ficar inchado depois de comer — e é mesmo simples

Basta beber um sumo específico antes da refeição para resolver este problema.

Este problema está prestes a acabar.

Há dias em que saímos de casa com umas calças que assentam na perfeição mas de repente, sem ninguém dar por isso, somos obrigados a desapertar um botão. A razão para isso? Aquela sensação desconfortável de barriga inchada.

“O excesso de peso, a acumulação de gases, a obstipação, as alterações hormonais, o sedentarismo, as intolerâncias alimentares e até os problemas digestivos podem ser um dos motivos para termos a barriga inchada quase sempre”, explica à NiT Bárbara de Almeida Araújo, nutricionista e autora do blogue “Manias de uma Dietista“.

Porém, há muita gente que sente isso depois das refeições e que diz mesmo parecer ter uma barriga de grávida. Se assim for, saiba que há um truque simples que pode ajudar a acabar com o inchaço. Basicamente, só tem de beber um sumo natural de limão antes de comer.

A sugestão foi dada pela especialista Vanessa Delli, fundadora do espaço de bem-estar “DelliCare“, em entrevista à “Vogue” espanhola e tornou-se viral.

Na publicação, explica que a distensão abdominal, vulgarmente conhecida como barriga inchada, é produzida, entre outras razões, pelos alimentos que consumimos que são fermentados em excesso, que fazem com que o processo de digestão não decorra corretamente.

“Uma das causas para a má digestão é o facto de o estômago não produzir suco gástrico suficiente (um processo que, além disso, geralmente diminui à medida que envelhecemos)”, explicam.

É aí que o sumo de limão tem efeito, já que o seu alimento base é capaz de estimular a produção do suco gástrico. Portanto, uma pequena chávena desta bebida antes da refeição pode mesmo melhorar este processo e, consequentemente, previne a má fermentação dos alimentos que, por sua vez, provocam a tal inflamação abdominal.

De acordo com a especialista, há também algumas dicas que pode aplicar durante e após a refeição que também podem ajudar. Uma delas é não beber nada durante a refeição. A segunda é beber uma infusão de gengibe logo deppis de comer, já que também ajudam na fermentação. Se juntar tomilho e orégãos a esta infusão pode aumentar ainda mais os seus benefícios.

A NiT dá-lhe ainda mais cinco truques para evitar esta sensação de barriga inchada. Carregue na galeria e tome nota.

Inchaço abdominal: como evitar pela alimentação?

Com a época balnear a aproximar-se, muitas atenções são voltadas para aquele inchaço abdominal que parece perdurar. Mas o que pode não saber é que o inchaço pode ser resultado da alimentação.

A boa notícia é que, na maior parte dos casos, esse inchaço não é grave e pode ser evitado se modificar alguns comportamentos. Fique a saber as razões daquele inchaço que a incomoda e que alimentos deve evitar para reduzir o seu perímetro abdominal.

A principal razão é porque tem ar a mais na zona abdominal. Normalmente, este sintoma é acompanhado de outros, como a eructação (ato de arrotar) excessiva ou flatulência.

Na maior parte dos casos podem não representar nenhuma condição séria, mas causam desconforto e diminuem a qualidade de vida.

Atentemos nos sintomas de modo a desconstruir as possíveis causas.

EructaçãoO ato de arrotar é uma forma do organismo expelir o excesso de gases da parte superior do trato digestivo. A principal razão é porque engolimos demasiado ar. A este fenómeno denomina-se aerofagia.

Pode ser causado por comermos demasiado depressa (taquifagia) ou por comermos determinados alimentos que aumentem a produção de gás ao longo do sistema digestivo.

FlatulênciaO gás no intestino delgado ou no cólon é tipicamente causado pela digestão ou fermentação de alimentos não digeridos, tais como as fibras das plantas e determinados açúcares (carboidratos), por bactérias intestinais. Este fenómeno pode, inclusive, conduzir a episódios de obstipação.

O gás também se pode formar quando o sistema digestivo não processa eficazmente determinados componentes dos alimentos, como o glúten, alguns açúcares como a lactose ou a frutose e carboidratos.

Existem alguns alimentos que podem provocar inchaço abdominal. De modo a despistar quais destes alimentos podem ser as causas desta condição, deve remover da sua dieta um destes alimentos de cada vez.

Feijões e lentilhasEstes alimentos contêm açúcares indigestos denominados oligossacarídeos. Quando consumidos em excesso o corpo humano não possui enzimas capazes de processar estes açúcares no intestino delgado, provocando inchaço abdominal.

Frutas e vegetaisAs couves-de-bruxelas, couve, couve-flor, cenouras, ameixas e damascos contém açúcares que podem causar gases e inchaço.

LaticíniosAlguns alimentos de ingestão diária podem ser a fonte de inchaço abdominal, como a lactose ou leite açucarado. Se o seu organismo desenvolver uma intolerância à lactose experimente variantes destes alimentos sem lactose.

Açúcares adicionados Alguns adoçantes artificiais como o sorbitol simplesmente não são digeridos pelo organismo, provocando inchaço. A frutose, tipo de açúcar natural difícil de processar, é muitas vezes adicionado a alimentos processados como a fruta desidratada ou o mel.

Para evitar o inchaço, tenha atenção ao tipo de açúcares adicionados nos alimentos. Confira sempre os rótulos. A frutose está também naturalmente presente em alimentos como a cebolas ou o alho.

Hidratos de CarbonoSão açúcares, amido e fibras encontradas na fruta, nos cereais, vegetais e laticínios. Estes nutrientes dão energia que o organismo gasta rapidamente. No entanto, em grandes quantidades podem provocar retenção de líquidos. E quanto mais rapidamente os hidratos de carbono entram no sangue, mais facilmente podem causar retenção de líquidos.

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Os hidratos de carbono simples como o pão branco, doces, pastelaria e refrigerantes, entram na corrente sanguínea quase instantaneamente. Os hidratos de carbono complexos, como os cereais integrais, a fruta e os vegetais, demoram mais tempo a ser processados pela digestão. Uma dieta com excesso destes nutrientes pode causar inchaço abdominal.

FibrasOs cereais integrais são muitas vezes recomendados pelos seus inúmeros benefícios para a saúde. No entanto, podem contribuir para o inchaço abdominal e para a flatulência. A principal razão é por este tipo de alimentos ser rico em fibra.

A fibra é um hidrato de carbono de difícil digestão. Por isso, a maioria dos nutricionistas que aconselham a introdução de cereais integrais na dieta seja feita gradualmente. O objetivo é dar tempo ao organismo para se habituar. Ao mesmo tempo, é ainda aconselhável beber também muita água, uma vez que esta é absorvida pelas fibras.

Alimentos com gorduraAs gorduras são essenciais para formar as paredes das células, tecidos nervosos e as hormonas. No entanto, o organismo necessita de mais tempo para processá-la do que outros nutrientes.

Quando ingeridas em demasia, as gorduras favorecem a fermentação, provocando gases e o consequente inchaço abdominal.

SalÉ essencial à vida. Porém, a maior parte das pessoas ingere mais do que devia. Isso faz com que o organismo retenha mais líquidos, provocando o inchaço.

A maior parte do sal vem de alimentos processados, sendo essencial que verifique os teores de sal nos rótulos dos alimentos. Além disso, o seu consumo é responsável por sintomas ainda mais graves como a hipertensão arterial.

Bebidas com gásRefrigerantes e bebidas gaseificadas, como a cerveja ou o espumante, podem causar o enchimento do sistema digestivo. Algum desse gás pode chegar aos intestinos provocando o inchaço.

GlútenÉ uma proteína do trigo, cevada, centeio e de muitos alimentos processados que pode causar diarreia, perda de peso, dor abdominal, gases, e pode fazer com que se sinta inchado.

A principal causa do inchaço abdominal é porque engolimos ar.

Felizmente, existem alguns comportamentos que podemos modificar de modo a impedir o excesso de ar no aparelho digestivo.

Comer depressa e demasiadoAo comer depressa demais faz com que engula demasiado ar. Assim que esse ar chega aos intestinos pode sentir-se imediatamente inchado. Por outro lado, pode demorar até 20 minutos até que o seu cérebro perceba que está saciado. O estômago é do tamanho do seu punho.

Se comer demasiado vai esticar e contribuir para o inchaço abdominal, sobretudo se comer hidratos de carbono ou alimentos demasiado salgados. Por isso, é essencial comer devagar e permitir que seja o seu corpo a “dizer-lhe” quando está cheio.

Evitar certos hábitosMais ou menos metade do gás no sistema digestivo é ar engolido., o restante é produzido por bactérias no intestino que ajudam a digerir os alimentos. Se o trato gastrointestinal não é fluído, o gás acumula-se nos intestinos, causando inchaço e desconforto.

Se for o seu caso, lembre-se de evitar comportamentos que provoquem que engula demasiado ar. Hábitos tão simples como beber por palhinhas, mascar pastilha elástica ou comer rebuçados (a evitar, sobretudo os que têm açúcares).

Algumas pessoas engolem mais ar quando estão nervosas. Reduzir o stress e a ansiedade com exercícios respiratórios, por exemplo, pode reduzir também o inchaço e o excesso de gás.

Por outro lado, a síndrome pré-menstrual pode fazer com que as mulheres retenham mais líquidos, reforçando a sensação de estar inchada. A causa não é clara, mas tudo aponta para que as hormonas desempenhem aqui um papel relevante. Pode ajudar praticar exercício e manter-se afastada do sal, açúcar e hidratos de carbono simples nestes dias.

Se, por um lado, o inchaço abdominal não é, normalmente, um sintoma grave, se for recorrente e estiver acompanhado de outros sintomas, pode sugerir um quadro clínico que necessita de atenção médica.

Quando acompanhado de outros sintomas como a dor abdominal ou azia, pode ser resultado do refluxo gastroesofágico. Este fenómeno ocorre quando o conteúdo do estômago volta para o esófago.

Nestes casos, o inchaço crónico pode estar relacionado com uma inflamação do estômago, como a gastrite, ou devido a uma infeção por Helicobacter pylori, a bactéria responsável por algumas úlceras do estômago.

  • Deve também consultar o seu médico caso tenha estes sintomas associados:
  • – diarreia- dor abdominal forte e persistente- fezes com sangue- mudanças na cor e frequência das fezes- perdas inexplicáveis de peso- desconforto no peito
  • – perda de apetite ou sensação de enfartamento com pouco alimento.
  1. Estes sintomas podem assinalar uma doença do foro digestivo.
  2. O inchaço abdominal também pode ter como causa a síndrome do intestino irritável, devido a uma anomalia na contração dos músculos intestinais.
  3. Quando os músculos que normalmente movem os alimentos não funcionam de modo normal, pode ocorrer uma acumulação de gás no intestino delgado o que causa inchaço abdominal.

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Azia ou má digestão? Entenda a diferença e os cuidados

Quem nunca reclamou de desconforto abdominal após as refeições? Problemas como azia e má digestão são comuns e afetam a qualidade de vida dos brasileiros. Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia, cerca de 70% da população já sofreu algum episódio de indigestão.

Embora muita gente ache que azia e má digestão são a mesma coisa, há diferença entre elas. Portanto, também é preciso tomar medidas preventivas e adotar tratamentos de acordo com cada caso. O Sempre Bem te explica mais!

O que é azia?

A azia é a sensação de queimação no estômago e pode causar dores no peito, irradiando desconforto para pescoço e garganta. Ela ocorre quando o suco gástrico rompe o esfíncter, anel muscular que separa o esôfago do estômago. A produção de ácido gástrico é feita pelo próprio organismo e é ele que auxilia o processo de digestão dos alimentos. 

Causas

De acordo com a gastroenterologista Patrícia Rattacaso, a azia é uma condição que normalmente “está associada à doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), quando o conteúdo gástrico sobe para o esôfago, causando a sensação de queimação e regurgitação”. Estima-se que o problema afete cerca de 12% dos brasileiros. 

Já o refluxo geralmente é causado pelo mau funcionamento do esfíncter. Em condições normais, ele atua como uma espécie de válvula que se abre para o alimento passar do esôfago para o estômago e, em seguida, se fecha para reter os sucos gástricos e o alimento ingerido.

Quando há qualquer comprometimento nesse processo, o conteúdo gástrico do estômago passa para o esôfago e, como ele não possui uma camada de proteção contra substâncias ácidas, isso pode provocar esofagite (inflamação do esôfago). 

Além disso, a azia também pode ser consequência de gastrite. Por isso, é importante atentar para a frequência com que os episódios aparecem e se repetem, pois a azia pode ser sintoma de problemas mais sérios. 

Veja também o vídeo (Fica a Dica – Dicas para amenizar a azia)

Sintomas da azia

Os sintomas da azia afetam o bem-estar e diminuem a qualidade de vida. Conheça:

Má digestão e sensação de estômago cheio;Refluxo dos alimentos;Arroto constante e involuntário;Estômago inchado;Gosto ácido ou amargo na boca;Dor e sensação de queimação na garganta.

Cuidados

Para cuidar dos sintomas da azia, é preciso adotar uma mudança de hábitos alimentares, que inclui alterar a forma de consumir os alimentos. Com atitudes simples, como mastigar bem antes de engolir, é possível facilitar a digestão e isso faz muita diferença na hora de tratar a doença. 

Mas isso não basta! Também deve-se evitar a ingestão de alimentos gordurosos, parar de fumar e diminuir as situações de estresse para barrar a azia. Afinal, o tratamento pode até incluir o uso de medicamentos, mas só isso não funciona. 

Confira alguns alimentos e bebidas capazes de provocar azia e repense sua dieta:

Bebidas alcoólicas, refrigerante, café e suco de laranjaPimentas, cebola e vinagreAlimentos gordurosos, frituras e chocolateMolho de tomate, mostarda e ketchup

Tratamento

Para alguns casos, o tratamento da azia requer o uso de medicamentos. Nesse sentido, os antiácidos, inibidores de bomba de prótons e relaxadores do fundo gástrico, entre outros, são os mais recomendados e utilizados. 

Claro que o uso de remédios deve ser feito somente com prescrição médica, afinal, esses  tratamentos possuem indicações e dosagens específicas, e podem ter efeitos colaterais como diarreia, vômitos, aumento no risco de infecção gastrointestinal etc.

O que é má digestão?

Também chamada de indigestão, ou dispepsia, a má digestão é o desconforto no abdômen superior que ocorre logo após as refeições. Ela causa dor abdominal, inchaço, náusea, vômito, empachamento, entre outros incômodos. 

Para serem absorvidos pelo intestino delgado, os alimentos precisam ser digeridos, ou seja, necessitam passar pela ação dos sucos gástricos para transformar a comida em partículas bem pequenas. Quando o estômago está cheio demais ou consumimos alimentos de difícil digestão, é comum que se apresentem os sintomas da indigestão.

Sintomas

  • As pessoas costumam confundir os sintomas de dispepsia com os de gastrite e azia, mas a indigestão nem sempre é sinal de um problema mais sério. Veja os principais sinais:
  • Desconforto no abdômen superior;Sensação de estômago cheio;Eructações (arrotos);Sensação de refluxo;Enjoo;Vômito;Dor abdominal;Sonolência após a refeição.
  • Quando está relacionada a outras doenças, a má digestão pode apresentar vários sintomas, como dor, náusea, sensação de peso, empachamento, queimação e saciedade precoce.
  • Leia também o artigo (Intolerância à lactose x APLV: saiba a diferença)
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Causas

A má digestão pode ser causada pelo excesso de alimento no estômago, pela aerofagia, que é a ingestão de ar enquanto come ou bebe e até mesmo pelo próprio processo de digestão. 

Comer depressa demais sem mastigar direito os alimentos;Beber líquidos em excesso durante as refeições;Abusar de alimentos gordurosos e de frituras;Distúrbios funcionais do esvaziamento do estômago;Gastrite com presença de Helicobacter pylori (H. pylori);Distúrbios funcionais do fígado, vesícula e pâncreas;Parasitoses intestinais;Intolerâncias alimentares;Consumir cafeína em excesso;Doença celíaca;Tabagismo.

Cuidados

Para evitar episódios de indigestão, Patrícia Rattacaso recomenda fazer refeições leves a cada 3 horas, consumir alimentos mais funcionais, diminuir o teor de gorduras, aumentar o teor de fibras, evitar farináceos e alimentos condimentados, além, é claro, de comer sem pressa e mastigar bem os alimentos.

Tratamento

A mudança de hábitos alimentares costumam dar fim à má digestão. Porém, se ela permanecer após uma semana mesmo com a reeducação alimentar, não passar com antiácidos ou vier acompanhada por fezes escuras, é necessário procurar um médico.

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  3. Referências: Portal Drauzio Varella | Minha Vida

Sensação de inchaço depois das refeições? Confira dicas

Michelle Achkar

A sensação de inchaço, principalmente na região estomacal, após as refeições afeta homens e mulheres e causa desconforto, principalmente se as temperaturas estiverem quentes. Saiba como evitar o problema seguindo as dicas que a médica Sue Davis, do Lifehouse Country Spa Resort, na Inglaterra, enumerou ao site Female First.

A – Salivação: A digestão começa na boca e antes que o alimentos cheguem até a boca. O corpo começa a produzir amilase, uma enzima digestiva, quando vemos, sentimos cheiro ou mesmo pensamos em comida. A função da amilase é a de iniciar a digestão dos carboidratos. Portanto, é importante estimular a salivação, o que pode ser feito:

  • 1 – Preparando as refeições em vez de preparar pratos prontos. Isso já vai estimulando a salivação 2 – Consumindo substâncias cítricas antes de começar a comer, como limão ou vinagre de maçã 3 – Mastigar bem os alimentos
  • 4 – Comer com calma e apenas quando estiver relaxado

B – Nível de ácidos estomacais: Enzimas específicas fazem a digestão das proteínas ingeridas nas refeições. Se o processo não é bem feito, podem acontecer irritações no intestino e as primeiras consequências são arrotos no meio da refeição e sensação de “estar cheio” após comer pequenas quantidades. Para ajudar, as recomendações são:

  1. 1 – Não comer enquanto realiza outras atividades e apenas quando estiver relaxado 2 – Consumir cerca de 10 minutos antes das refeições principais itens cítricos como limão ou vinagre de maçã
  2. 3 – Caprichar na mastigação

C – Enzimas que digerem carboidratos: A digestão é feita com enzimas diferentes das usadas para processar as proteínas. Idade, estresse e inflamação intestinal afetam a produção. Para compensar o problema:

1 – Refeições líquidas, como sopas ou alimentos cozidos no vapor são mais fáceis de serem digeridas do que itens crus, no caso da deficiência de enzimas digestivas. 2 – Verifique com seu médico a possibilidade de consumir um suplemento para auxiliar a digestão durante cada refeição

D – Intolerâncias alimentares: O corpo pode ser intolerante a alguns alimentos ou grupos alimentares cujos sintomas são sutis e podem aparecer até 3 dias após o consumo do item.

Isso colabora para que o problema não seja percebido pela maioria das pessoas. Alguns casos podem tem origem na falta de enzimas digestivas, estresse ou até mesmo no consumo excessivo do mesmo alimento.

Entre as soluções, estão:

  • 1 – Variar a alimentação, dando preferência ao itens em alta na estação 2 – Ingerir substâncias que ajudem na saúde do intestino, prevenindo inflamações. Converse com seu médico
  • 3 – Criar um diário para anotar o que foi ingerido e verificar se houve algum sintoma

E – Boas bactérias: No intestino há bactérias que auxiliam no processo digestivo. No entanto, dietas pobres em nutrientes, estresse ou o uso de remédios podem colaborar para proliferação de outros tipos, incluindo parasitas. Para incentivar a presença das boas bactérias:

1 – Consumir iogurte natural 2 – Evitar alimentos ricos em açúcar que estimulam a procriação das más bactérias

F – Prisão de ventre: O problema impede a produção das boas bactérias e estimula o aparecimento das más. Inchaço e dores podem vir acompanhados de dores de cabeça, inflamações na língua, entre outras consequências. Para ajudar na eliminação dos resíduos do corpo:

  1. 1 – Aumentar o consumo de água, consumindo 2 litros por dia 2 – Certificar-se sobre o consumo diário de fibras, presentes em frutas, vegetais, grãos integrais 3 – Evitar o consumo de produtos derivados do leite e os feitos com farinha branca simples
  2. 4 – Comer itens ricos em magnésio, como os vegetais de folhas verdes, nozes, sementes de girassol
  3. Outras dicas para melhorar a digestão: – Chás como os de gengibre, camomila e hortelã colaboram para o processo – Consumir frutas que ajudam na digestão, como mamão papaia e abacaxi – Não excluir iogurte da dieta – Não consumir líquidos durante as refeições

Salivar dá início à digestão dos carboidratos
Foto: Getty Images

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  • Em casos de alagamentos, o ideal é se abrigar em um local seguro e seco, ao contrário do que fizeram os torcedores do Fluminense
  • Foto: Prefeitura de Pirapetinga / Divulgação

Fonte: Ponto a Ponto Ideias Ponto a Ponto Ideias

"Acordei com barriga inchada e pensei ser gases, mas descobri um câncer"

Acostumada a lidar com flatulências, pequenos inchaços abdominais, desconfortos e outros problemas intestinais, Raquel Amaral, 55 anos, não se preocupou quando a barriga começou a estufar de forma incomum. “Acreditava estar sofrendo apenas com os problemas relacionados à prisão de ventre, que praticamente toda mulher enfrenta”, conta.

Porém, a situação mudou quando ela acordou com fortes dores e o abdome muito mais estufado do que o normal. “Em duas horas, ele se distendeu e ficou parecido com o de uma gravida de três meses”, lembra.

Enquanto fazia exames preliminares em um pronto-socorro próximo de casa, Raquel passou a ter mais dores e foi transferida para o hospital. Lá, o oncologista sugeriu fazer uma cirurgia exploratória e descobriu que ela estava com câncer colorretal. Segundo o médico, o exame detectou um tumor de um ano e meio alojado no intestino de Raquel.

Durante a cirurgia de retirada do tumor, realizada em 2011, foi preciso abrir o abdome de Raquel e remover 84 cm do intestino e 54 linfas, nenhuma com metástase.

Ela ainda passou por seis meses de quimioterapia e, no fim de 2012, ao retornar ao oncologista, descobriu um nódulo de 1 cm no pulmão decorrente do câncer colorretal, que a levou a mais uma cirurgia e três meses de quimio.

Desde então, ela não teve mais metástases e foi considerada curada do câncer.

Após a doença, Raquel mudou de hábitos e passou a ter um estilo de vida mais saudável, para reduzir o risco de novos problemas. Ela mudou a dieta, passou a comer mais vegetais e consome apenas carne branca (peixe, frango). Os doces, uma paixão, secaram do cardápio.

Apesar de não gostar muito de atividade física, ela procura caminhar regularmente. Também passou a acreditar mais na espiritualidade e busca controlar a ansiedade.

” Ao descobrir o tumor, entendi que precisava achar um caminho e não me fazer de vítima, pois o câncer é uma doença crônica que vai me perseguir para o resto da vida.

Durante todo o processo, o apoio da minha família foi fundamental, além de manter a força, o foco e a fé em alta”, conta.

Quais as causas da doença?

O câncer colorretal, que envolve o intestino e o reto, atinge cerca de 36 mil pessoas por ano no Brasil e provoca 15 mil mortes, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer). A doença tem uma forte associação com hábitos ruins, especialmente alimentares, por isso pode ser prevenida. As principais causas do tumor são:

  • Consumo excessivo de carnes gordurosas e/ou processadas,como salsicha, presunto, salame, mortadela, bacon;
  • Dieta pobre em frutas, verduras e legumes (a recomendação é comer ao menos cinco porções por dia de vegetais);
  • Obesidade abdominal;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de álcool.

Ter intestino preso ou solto demais é perigoso?

Diarreias frequentes ou prisão de ventre não devem ser negligenciados, pois podem ser sintomas de problemas de saúde mais sérios, inclusive de câncer colorretal. Contudo, os médicos garantem que essas condições que Raquel relatou sofrer não causam a doença, e por isso não são considerados fatores de risco.

Quais os principais sintomas da doença

Na maioria dos casos, o câncer colorretal é assintomático no início. À medida que progride, podem surgir manifestações como:

  • Presença de sangue ou muco nas fezes;
  • Fezes escuras ou em forma de fita;
  • Anemia;
  • Cólicas abdominais;
  • Dores ou sangramento ao evacuar;
  • Mudança no hábito intestinal (a pessoa começa a ter diarreia ou prisão de ventre que não passam e não têm causa aparente);
  • Sensação que o intestino não esvaziou após evacuar;
  • Sensação de empachamento;
  • Perda de peso inexplicável;
  • Cansaço e fadiga constantes.

Fontes: Ricardo Carvalho, oncologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo;e também Diogo Bugano, médico oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein; e Samuel Aguiar Junior, médico especialista em cirurgia oncológica do A. C. Camargo Cancer Center, os dois últimos consultados em reportagem de fevereiro de 2018.

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