Quando Como Fico Com A Barriga Inchada?

  • A barriga inchada é um sintoma relativamente comum que costuma estar associado com a presença excessiva de gases intestinais, principalmente em pessoas que sofrem com prisão de ventre.
  • No entanto, se estiverem associados outros sintomas, como sangramento anal, aparecimento de hemorroidas ou pele amarelada, por exemplo, é importante consultar um gastroenterologistas para avaliar a situação e iniciar o melhor tratamento.
  • Outra situação comum de inchaço na barriga é a má digestão, por isso, se acha que esse pode ser esse o problema, assista o vídeo da nutricionista Tatiana Zanin para conhecer as causas da má digestão e como solucionar:

Quando Como Fico Com A Barriga Inchada?

As principais causas de barriga inchada incluem:

1. Excesso de gases

São a causa mais comum e geralmente ocorrem devido a situações como alimentação rica em gorduras, frituras ou doces. O consumo de alimentos muito condimentados, com temperos em excesso também são algumas das causas frequentes da barriga inchada, pois estimulam a formação de gases intestinais, que tendem a dilatar a região abdominal inferior.

O que fazer: comer devagar, não engolir ar ao comer e tomar chá de erva-doce são algumas opções naturais e simples para acalmar a produção de gases, aliviando os sintomas rapidamente. Pode-se também fazer uso de medicamentos, como o Luftal. Veja outras formas naturais de combater os gases intestinais.

2. Prisão de ventre

A prisão de ventre pode estar relacionada ao baixo consumo de fibras, pouca atividade física e pouca ingestão de água, podendo afetar pessoas de todas as idades, embora seja mais comum em pessoas sedentárias e em acamados.

Além do inchaço da barriga, a prisão de ventre também é acompanhada de dificuldade para defecar e sensação de gases presos na barriga, por exemplo.

O que fazer: consumir alimentos ricos em fibras, pois favorecem a formação do bolo fecal, diminuindo a prisão de ventre e os gases associados a ela. Bons exemplos são aveia, muesli, farelo de trigo, alimentos integrais, frutas e verduras cruas ou cozidas em água e sal.

Além disso, pode-se ainda tomar diariamente um copo de iogurte natural batido com 1/2 mamão papaia. Esta receita não tem contraindicações e podem ser utilizada por pessoas de todas as idades. Veja outras formas naturais de combater a prisão de ventre.

3. Excesso de peso

  1. Por vezes, a barriga não está somente inchada havendo acúmulo de gordura nesta região e neste caso é preciso fazer mudanças no estilo de vida e assim perder peso e queimar a gordura da região abdominal para solucionar o problema.

  2. O que fazer: fazer exercícios diariamente e comer menos alimentos ricos em gordura e em açúcar, além de fazer acompanhamento nutricional e médico para redução de peso.

    Se você precisa de ajuda para adequar a alimentação assista ao vídeo a seguir:

Quando Como Fico Com A Barriga Inchada?

4. Menstruação

É muito comum as mulheres se queixarem de ter a barriga inchada durante o período da TPM e da menstruação. Isso ocorre devido ao acúmulo de líquidos na zona abdominal nessa fase, que tende a desaparecer naturalmente com o fim da menstruação.

O que fazer: para diminuir a barriga inchada durante a menstruação, o que se pode fazer é tomar um chá diurético, como o chá verde ou comer algumas fatias de melão, por exemplo.

5. Gravidez

Quando a barriga começa a ficar mais inchada do umbigo para baixo e a menstruação está atrasada alguns dias, isto pode ser um sinal de gravidez. É normal que a barriga comece a ficar mais proeminente abaixo do umbigo no 1º trimestre de gravidez e, com o passar do tempo, ela vai crescendo com uma forma mais uniforme até que chegue próxima aos seios.

Se você acha que pode estar grávida faça o teste a seguir:

Durante a gravidez, as mulheres tendem a acumular muitos líquidos, ficando com um aspecto todo inchado, principalmente nos tornozelos, mãos e nariz. Quanto a isto, o que se pode fazer é diminuir o consumo de sal e de sódio e beber bastante água. Não é recomendado tomar nenhum chá sem o conhecimento do médico, pois muitos podem provocar o parto prematuro.

6. Ascite

A ascite é uma condição médica onde ocorre o acúmulo de líquido na região abdominal, principalmente devido a problemas do fígado, como cirrose hepática, por exemplo. A barriga fica inchada não só pelo acúmulo de líquidos, mas também porque órgãos como fígado e baço ficam com suas funções alteradas.

O que fazer: caso se suspeite de ascite é recomendado consultar um gastroenterologista para avaliar a causa do problema e iniciar o tratamento mais adequado. Saiba mais sobre a ascite e como é feito o tratamento.

7. Obstrução intestinal

A obstrução intestinal é uma situação de emergência que acontece quando as fezes não conseguem passar pelo intestino devido à uma interferência no seu trajeto, surgindo sintomas como dificuldade para evacuar ou eliminar gases, inchaço da barriga, náuseas ou dor abdominal.

O que fazer: o tratamento para a obstrução intestinal varia de acordo com a localização e a gravidade dos sintomas, devendo sempre ser feito no hospital, já que pode ser necessária a realização de cirurgia. Entenda melhor quando acontece a obstrução e como se trata.

Barriga inchada: causas e como tratar

A barriga inchada, ou também chamado de distensão abdominal, é um quadro no qual o abdômen fica com um tamanho maior do que o normal e com uma sensação de estar desconfortavelmente cheia.

Uma das causas que leva a barriga a ficar inchada e dura são acúmulo de gases, prisão de ventre, gravidez, TPM, entre outros motivos.

O inchaço na região do abdômen é bem comum e afeta de 10 a 30% dos adultos. Além disso, o inchaço abdominal pode interferir no dia a dia do paciente, impossibilitando idas ao trabalho e atividades sociais.

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Causas

A barriga inchada costuma aparecer como um sintoma nas seguintes situações:

  • Gases nos intestinos por comer alimentos ricos em fibras (como frutas e verduras)
  • Acúmulo de líquido no abdômen (pode de algo grave)
  • Engolir ar (um tique nervoso)
  • Síndrome do intestino irritável
  • Intolerância à lactose
  • Cisto no ovário
  • Obstrução intestinal parcial
  • Gravidez
  • Tensão pré-menstrual (TPM)
  • Fibroma uterino
  • Aumento de peso
  • Azia
  • Comer rápido demais
  • Giardíase
  • Anormalidades anatômicas do trato gastrointestinal
  • Gastrite
  • Uso de alguns tipos de medicamentos.

O abdômen inchado também pode ser sintoma de um problema mais grave. Entre os quadros graves de saúde que tem como sintomas a barriga inchada, destacam-se:

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Diagnóstico e Exames

Buscando ajuda médica

Um médico deve ser procurado em casos de barriga inchada, nas seguintes situações:

  • A barriga inchada não desaparecer após um tempo e piorar
  • A distensão ocorrer juntamente com outros sintomas inexplicáveis
  • Seu abdômen estiver sensível ao toque
  • Quadro de febre alta
  • diarreia ou fezes com sangue
  • Não beber ou comer por mais de 6 a 8 horas

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Tratamento de Abdômen inchado

O tratamento para a barriga inchada depende da causa que leva ao sintoma. Por isso, somente um especialista capacitado pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento.

Tratamento e Cuidados

Medicamentos para Abdômen inchado

Os medicamentos mais comuns no tratamento da barriga inchada são:

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Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Entre as especialidades que podem diagnosticar abdômen inchado estão:

  • Clínica médica
  • Ortopedia
  • Gastroenterologia
  • Endocrinologia
  • Urologia
  • Infectologia

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Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

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  • Quando os sintomas começaram?
  • Os sintomas são frequentes ou ocasionais?
  • Qual a intensidade dos sintomas?
  • Você já foi diagnosticado com alguma outra doença crônica?
  • Você ganhou muito peso recentemente?
  • Quais outros sintomas você tem?

Referências

Ministério da Saúde

Por que fico com a barriga inchada depois de comer?

Quem nunca se sentiu inchado após uma refeição, mesmo sem se empanturrar? Podem ter sido as lentilhas ou a maçã, talvez alho demais nas verduras refogadas (ou elas mesmas) ou aquele copinho de leite que se expande como se tivéssemos tomado uma garrafa inteira.

Qualquer alimento pode causar essa indisposição. Você só precisa encontrar os criminosos que estão atacando seu estômago.

Trata-se dos FODMAP, uma sigla em inglês que designa carboidratos de cadeia curta — oligossacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis — difíceis de absorver e que acabam se decompondo.

“Eles permanecem durante um tempo no intestino [primeiro no delgado e, se resistem à digestão, no cólon] e atraem água, gerando um aumento de volume”, explica o imunologista Eduardo Arranz, do Instituto de Biologia e Genética Molecular (IBGM), um centro da Universidade de Valladolid e do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha. Por outro lado, os FODMAP revolucionam a microbiota (conjunto de microrganismos que habitam o intestino). Assim, além da água, forma-se gás. O resultado é conhecido e sofrido por muitas pessoas intolerantes a essas moléculas, uma condição que, no entanto, “é muito difícil de diagnosticar porque não existem marcadores biológicos que revelem o problema”, diz o especialista. Ou seja: saber se você tem essa intolerância é complicado, já que não há um teste que a confirme além dos incômodos gerados — que são também comuns a outras patologias.

Somente se o seu mal-estar puder ser diagnosticado como síndrome do intestino irritável (SII) é que se recomenda seguir a dieta FODMAP. O importante é a orientação. O acompanhamento de um profissional é imprescindível

A solução é evitar os alimentos que possam conter esse tipo de carboidrato.

Mas isso na teoria, porque na prática esses açúcares estão presentes em quase todos os grupos de alimentos: cereais (trigo, centeio); verduras e legumes (oligossacarídeos); leite e derivados (dissacarídeos, incluindo sacarose, maltose e lactose); frutas e mel (monossacarídeos: glicose, galactose e frutose) e adoçantes (polióis). Quem se salva são a carne, o peixe e os ovos. E não se pode viver comendo só isso (ou pelo menos é muito triste).

Para conseguir um modelo de alimentação baixo em FODMAP, pesquisadores da Universidade Monash, em Melbourne (Austrália) desenvolveram em 2008 uma dieta homônima adotada pelo Departamento de Nutrição da Universidade King’s College, de Londres.

Quando idealizaram a dieta, porém, os cientistas não tinham em mente pessoas saudáveis; a meta foi ajudar as que têm a síndrome do intestino irritável (SII), que são entre 10% e 15% da população da Europa e da América do Norte, segundo a Organização Mundial de Gastroenterologia (WGO).

Sua eficácia é respaldada por diversos estudos.

“Atualmente, [a dieta FODMAP] é uma recomendação nutricional muito conhecida pelos especialistas em aparelho digestivo”, diz Fernanda Lima Sento Sé, dietista-nutricionista, membro da Academia Espanhola de Nutrição e Dietética. “Na maioria dos casos, contudo, não é bem implementada.” Arranz concorda: “É muito difícil seguir a dieta” e, para fazê-lo corretamente, “é importantíssimo ser acompanhado por um dietista-nutricionista.”

Consciente das dificuldades de aderir à dieta, a nutricionista Fernanda Lima se concentra em ensinar como ela deve ser feita para obter os resultados desejados. São três etapas que devem ser seguidas ao pé da letra.

Comecemos pela primeira: “Dura entre duas e oito semanas, dependendo da gravidade dos sintomas; é a mais restritiva, quando eliminamos temporariamente a ingestão de alguns alimentos e controlamos a quantidade de outros. O objetivo é reduzir a inflamação intestinal e melhorar a microbiota.

” A segunda etapa é a mais importante: é o momento de reintroduzir os alimentos ricos em FODMAP, um a um, e de grupo em grupo, já que o organismo os digere de forma diferente.

“Eles devem ser consumidos na hora do almoço, e o resto da alimentação ingerida precisa ser baixa nesses carboidratos de cadeia curta. Assim, sabemos com exatidão qual deles, especificamente, provoca os sintomas.”

Segundo a nutricionista, o processo é o seguinte: “Começamos com produtos ricos em frutanos [um tipo de oligossacarídeo], como alho, cebola e alho-poró. A orientação é consumir uma colher de sopa e, no dia seguinte, dobrar a quantidade para duas colheres; no terceiro dia, três.

” Se o paciente não tiver nenhum sintoma (ele deve descrevê-los num diário), pode incorporar então outro alimento do mesmo grupo. Se tiver algum desconforto digestivo, deve voltar à primeira fase durante dois ou três dias, e depois testar a intolerância com outro alimento dentro do mesmo grupo.

Concluída a lista de frutanos, “são introduzidos os polióis fermentáveis: abacate, brócolis, couve-flor, salsão…”, enumera Lima, “e em seguida os galacto-oligossacarídeos, a frutose e a lactose”.

Embora haja indícios de que a dieta FODMAP alivie os sintomas de enxaqueca e fibromialgia, os especialistas deixam claro: “Não se pode dizer que ela cure nenhum desses males”

Por último chega a terceira etapa, na qual — anotadas as informações da fase anterior — elabora-se um plano personalizado com os alimentos ricos em FODMAP tolerados pelo paciente, “que podem variar entre indivíduos e dentro de cada pessoa em função do momento”, diz Lima.

Há algo que não muda, segundo Miguel Aganzo, dietista-nutricionista dos hospitais Fundação Jiménez Días e Rei Juan Carlos, de Madri: “Deve-se administrar probióticos dois e seis meses após o início da dieta, pois suprimir alimentos que têm um teor importante de fibra durante um tempo provoca mudanças na microbiota.”

Para facilitar a adesão à dieta, a Universidade Monash criou guias e aplicativos para os pacientes. Os seguidores são cada vez mais numerosos, e por vários motivos. A começar pela eficácia na hora de reduzir os sintomas digestivos.

“Em 70% dos pacientes, diminuem o inchaço e a distensão abdominal, a dor, a diarreia, a constipação…”, afirma Lima.

Por outro lado, “cada vez há mais pessoas com intolerância aos FODMAP, um aumento que disparou nos últimos anos segundo o que vemos em nossas consultas”, afirma Aganzo. Mas “desconhecemos a causa desse crescimento.”

Não menos importante é o fator moda, “como já aconteceu com o glúten e a lactose”, diz Arranz.

Uma opinião compartilhada pela dietista-nutricionista: “[O aumento] tem muito a ver com a corrente antiglúten, ainda que curiosamente, e apesar de parecer contraditório, já estejam sendo realizadas dietas FODPAM com glúten.” Aganzo destaca a importância do boca a boca.

“Tendemos a falar muito dos benefícios, e é certo que algumas pessoas saudáveis ficam mais magras com essa dieta. Mas, após alguns meses, podem surgir problemas de disbiose [desequilíbrio da microbiota intestinal] de um alcance que desconhecemos.”

Lima adverte sobre a “desinformação” existente em torno dessa dieta, elaborada para melhorar os sintomas da SII e que, como consequência, pode aliviar outros problemas associados a essa síndrome, como alguns casos de enxaqueca, mas “sem ser a solução para ela, como pensam algumas pessoas”. Um estudo português publicado na revista Nutrición Hospitalaria sugere que a dieta talvez possa aliviar os sintomas da fibromialgia, mas tampouco vai curá-la. Os especialistas são unânimes ao dizer que a FODMAP é uma dieta terapêutica e, portanto, desaconselhada para pessoas que não têm transtornos digestivos. “Ela não tem nenhum benefício nem nenhum sentido em indivíduos saudáveis”, afirma o imunologista. “E acarreta variações na composição da microbiota que podem ter consequências no longo prazo.”

"Acordei com barriga inchada e pensei ser gases, mas descobri um câncer"

Acostumada a lidar com flatulências, pequenos inchaços abdominais, desconfortos e outros problemas intestinais, Raquel Amaral, 55 anos, não se preocupou quando a barriga começou a estufar de forma incomum. “Acreditava estar sofrendo apenas com os problemas relacionados à prisão de ventre, que praticamente toda mulher enfrenta”, conta.

Porém, a situação mudou quando ela acordou com fortes dores e o abdome muito mais estufado do que o normal. “Em duas horas, ele se distendeu e ficou parecido com o de uma gravida de três meses”, lembra.

Enquanto fazia exames preliminares em um pronto-socorro próximo de casa, Raquel passou a ter mais dores e foi transferida para o hospital. Lá, o oncologista sugeriu fazer uma cirurgia exploratória e descobriu que ela estava com câncer colorretal. Segundo o médico, o exame detectou um tumor de um ano e meio alojado no intestino de Raquel.

Durante a cirurgia de retirada do tumor, realizada em 2011, foi preciso abrir o abdome de Raquel e remover 84 cm do intestino e 54 linfas, nenhuma com metástase.

Ela ainda passou por seis meses de quimioterapia e, no fim de 2012, ao retornar ao oncologista, descobriu um nódulo de 1 cm no pulmão decorrente do câncer colorretal, que a levou a mais uma cirurgia e três meses de quimio.

Desde então, ela não teve mais metástases e foi considerada curada do câncer.

Após a doença, Raquel mudou de hábitos e passou a ter um estilo de vida mais saudável, para reduzir o risco de novos problemas. Ela mudou a dieta, passou a comer mais vegetais e consome apenas carne branca (peixe, frango). Os doces, uma paixão, secaram do cardápio.

Apesar de não gostar muito de atividade física, ela procura caminhar regularmente. Também passou a acreditar mais na espiritualidade e busca controlar a ansiedade.

” Ao descobrir o tumor, entendi que precisava achar um caminho e não me fazer de vítima, pois o câncer é uma doença crônica que vai me perseguir para o resto da vida.

Durante todo o processo, o apoio da minha família foi fundamental, além de manter a força, o foco e a fé em alta”, conta.

Quais as causas da doença?

O câncer colorretal, que envolve o intestino e o reto, atinge cerca de 36 mil pessoas por ano no Brasil e provoca 15 mil mortes, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer). A doença tem uma forte associação com hábitos ruins, especialmente alimentares, por isso pode ser prevenida. As principais causas do tumor são:

  • Consumo excessivo de carnes gordurosas e/ou processadas,como salsicha, presunto, salame, mortadela, bacon;
  • Dieta pobre em frutas, verduras e legumes (a recomendação é comer ao menos cinco porções por dia de vegetais);
  • Obesidade abdominal;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Consumo excessivo de álcool.

Ter intestino preso ou solto demais é perigoso?

Diarreias frequentes ou prisão de ventre não devem ser negligenciados, pois podem ser sintomas de problemas de saúde mais sérios, inclusive de câncer colorretal. Contudo, os médicos garantem que essas condições que Raquel relatou sofrer não causam a doença, e por isso não são considerados fatores de risco.

Quais os principais sintomas da doença

Na maioria dos casos, o câncer colorretal é assintomático no início. À medida que progride, podem surgir manifestações como:

  • Presença de sangue ou muco nas fezes;
  • Fezes escuras ou em forma de fita;
  • Anemia;
  • Cólicas abdominais;
  • Dores ou sangramento ao evacuar;
  • Mudança no hábito intestinal (a pessoa começa a ter diarreia ou prisão de ventre que não passam e não têm causa aparente);
  • Sensação que o intestino não esvaziou após evacuar;
  • Sensação de empachamento;
  • Perda de peso inexplicável;
  • Cansaço e fadiga constantes.

Fontes: Ricardo Carvalho, oncologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo;e também Diogo Bugano, médico oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein; e Samuel Aguiar Junior, médico especialista em cirurgia oncológica do A. C. Camargo Cancer Center, os dois últimos consultados em reportagem de fevereiro de 2018.

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Há um truque para não ficar inchado depois de comer — e é mesmo simples

Basta beber um sumo específico antes da refeição para resolver este problema.

Este problema está prestes a acabar.

Há dias em que saímos de casa com umas calças que assentam na perfeição mas de repente, sem ninguém dar por isso, somos obrigados a desapertar um botão. A razão para isso? Aquela sensação desconfortável de barriga inchada.

“O excesso de peso, a acumulação de gases, a obstipação, as alterações hormonais, o sedentarismo, as intolerâncias alimentares e até os problemas digestivos podem ser um dos motivos para termos a barriga inchada quase sempre”, explica à NiT Bárbara de Almeida Araújo, nutricionista e autora do blogue “Manias de uma Dietista“.

Porém, há muita gente que sente isso depois das refeições e que diz mesmo parecer ter uma barriga de grávida. Se assim for, saiba que há um truque simples que pode ajudar a acabar com o inchaço. Basicamente, só tem de beber um sumo natural de limão antes de comer.

A sugestão foi dada pela especialista Vanessa Delli, fundadora do espaço de bem-estar “DelliCare“, em entrevista à “Vogue” espanhola e tornou-se viral.

Na publicação, explica que a distensão abdominal, vulgarmente conhecida como barriga inchada, é produzida, entre outras razões, pelos alimentos que consumimos que são fermentados em excesso, que fazem com que o processo de digestão não decorra corretamente.

“Uma das causas para a má digestão é o facto de o estômago não produzir suco gástrico suficiente (um processo que, além disso, geralmente diminui à medida que envelhecemos)”, explicam.

É aí que o sumo de limão tem efeito, já que o seu alimento base é capaz de estimular a produção do suco gástrico. Portanto, uma pequena chávena desta bebida antes da refeição pode mesmo melhorar este processo e, consequentemente, previne a má fermentação dos alimentos que, por sua vez, provocam a tal inflamação abdominal.

De acordo com a especialista, há também algumas dicas que pode aplicar durante e após a refeição que também podem ajudar. Uma delas é não beber nada durante a refeição. A segunda é beber uma infusão de gengibe logo deppis de comer, já que também ajudam na fermentação. Se juntar tomilho e orégãos a esta infusão pode aumentar ainda mais os seus benefícios.

A NiT dá-lhe ainda mais cinco truques para evitar esta sensação de barriga inchada. Carregue na galeria e tome nota.

Barriga inchada a toda a hora? Estes são os motivos

Quanto mais depressa detetar o que está a causar o inchaço, melhor. Viver
2 min. 07.05.2019 Do nosso arquivo online Quanto mais depressa detetar o que está a causar o inchaço, melhor.

A barriga inchada é uma sensação muito desconfortável que condiciona o seu bem-estar, já que é muito difícil estar completamente à vontade.

Para a nutricionista Eduarda Alves, a principal razão desta perturbação é uma “dieta desequilibrada e, muitas vezes, associada à ingestão de alimentos processados, com muita gordura e muito açúcar”, explica ao Contacto.

Outra causa para o inchaço abdominal é a intolerância à lactose. “Mais de 35% da população portuguesa é intolerante. E com certeza serão mais”, diz a nutricionista. Nestes casos é importante consultar um gastroenterologista para fazer o teste e ser depois acompanhado por um nutricionista para ajustar a dieta.

Nos outros casos, quanto mais depressa detetar o que está a causar o inchaço, melhor, mais consciente vai estar em relação aos alertas que o organismo lhe dá.

Comer “fast food”

Há certos alimentos que causam inchaço abdominal. “Fast food”, laticínios, comida gordurosa ou com muitos molhos, ovos, carne, alguns vegetais como brócolos ou couve e feijão. Há que balançar o seu dia para que as refeições não assentem todas neste tipo de alimentos. O sal também pode causar inchaço.  

Pouca fibra na dieta diária

A maioria das dietas centra-se na ingestão de proteína e tende a diminuir a dosagem de hidratos de carbono. Se é o seu caso e sente-se inchado, com sensação de azia e não vai à casa de banho regularmente, é muito provável que seja a falta de fibra na sua alimentação. Compense com fruta, sementes ou grão.  

Comer muito rápido e grandes quantidades  

Se passou o ponto de sentir-se satisfeito e continua a comer, o mais provável é que se sinta inchado e essa sensação pode durar meio-dia ou mesmo até ao dia seguinte. O ideal é praticar uma alimentação pensada e saber quando deve parar. Demore o seu tempo, mastigue os alimentos. Comer à pressa os alimentos vai dificultar a sua digestão e aumentar a obstipação.  

Muito açúcar  

O açúcar em excesso pode causar problemas graves de saúde como por exemplo diabetes. Abusar dos doces ou produtos processados pode também causar inchaço e sensação de que comeu muito mais do que a realidade. Na dieta diária, evite a todo o custo.   

Stress

O stress pode provocar distúrbios psicológicos graves mas também pode afetar diretamente a forma como o seu corpo reage aos acontecimentos diários. Tente combater os picos de ansiedade com intervalos no trabalho, exercício físico, meditação e uma alimentação equilibrada.   

Álcool em excesso

O consumo exagerado de álcool leva à desidratação que pode causar retenção de líquidos e inchaço. Evite bebidas com muito açúcar (como os cocktails) e tente alternar com copos de água.   

Beber pouca água  

A água é um bem essencial que deve consumir mesmo todos os dias. Por vezes, esquecemo-nos de o fazer ou substituímos por outras bebidas (limonada ou bebidas gaseificadas) que podem causar inchaço. Tenha aquela garrafa na sua mesa e opte por água às refeições.   

Ana Patrícia Cardoso

Visão | Mitos relacionados com a sensação de barriga inchada e formas de a combater

Sentir a barriga inchada depois das refeições acontece com muita frequência e pode estar relacionado com fatores muito diferentes, incluindo a acumulação de gases ou a obstipação, o excesso de peso, uma alimentação sem regras (com ingestão de alimentos muito processados, com muita gordura e pouca fibra) e apressada e até a acumulação de stress.

É importante, por isso, perceber as razões que provocam essa sensação de inchaço para se conseguir atuar da melhor maneira. Isto porque, às vezes, o que parece não é e, ao tentar soluções que acha serem corretas, pode estar a manter ou até a piorar o problema.

Estes são alguns mitos relacionados com a sensação de barriga inchada e algumas formas eficazes de a combater:

1. A sensação de barriga inchada tem uma causa comum

Sentir-se demasiado “cheio” depois de comer ou ficar com o estômago dilatado após as refeições pode parecer fruto da mesma causa: uma refeição pesada, principalmente à noite. Mas a verdade é que esta sensação é muito subjetiva e pode significar problemas diferentes, assim como formas de tratamento diferentes.

“Muitas vezes, as pessoas chegam com um autodiagnóstico que, frequentemente, tem muito pouco a ver com as causas reais dos seus sintomas”, explica à CNN Yevgenia Pashinsky, gastroenterologista no Hospital Mount Sinai, em Nova York.

Há pessoas que já são mais suscetíveis a este problema e uma das causas é a Síndrome do intestino irritável, uma perturbação motora do tubo digestivo em que o tecido muscular do intestino é mais sensível e reage de forma mais intensa à alimentação.

Neste caso, evitar certos alimentos é a melhor forma de controlar os seus sintomas. Alguns alimentos como o feijão, repolho, couve-flor, cebola crua, uva e ameixa são causadores de dor ou distensão em certos doentes. Mas também, o vinho, a cerveja e bebidas com cafeína podem não ser tolerados.

A flatulência é outro dos motivos que pode provocar o inchaço abdominal e que, em casos mais excessivos, pode ser acompanhada de diarreia. Para evitar este problema, não se deve comer muito rápido ou conversar enquanto se mastiga, comer pastilhas, bebidas com gás e fumar. As carnes e alimentos muito ricos em proteínas, como ovos e tofu ou também provocam gases.

Os doentes celíacos também sofrem, frequentemente, deste problema, e, para estes pacientes, o recomendado é que sigam uma dieta rigorosa, sem glúten.

As diferenças hormonais também podem provocar sensação de barriga inchada. Neste caso, o exercício pode ajudar, assim como beber líquidos e comer fruta, legumes e grãos integrais, que evitam a prisão de ventre.

2. Consegue resolver o problema sem ajuda de um médico ou nutricionista

Pode pensar que consegue melhorar os sintomas de barriga inchada evitando ou ingerindo com mais frequência certos alimentos ou a praticar mais exercício, por exemplo. Contudo, isto não chega, já que o inchaço pode estar ligado a problemas mais graves de saúde que são diagnosticados apenas com o apoio de um gastroenterologista.

Além disso, é importante consultar um nutricionista que, de acordo com a causa do inchaço, realiza um plano de refeição adequado a si, com os nutrientes, proteínas e fibras que precisa, sem restringir alimentos que até podem ser essenciais para si

3. O sódio provoca inchaço

Existe a ideia de que alimentos com muito sódio provocam retenção de líquidos e sensação de inchaço.

Contudo, a nutricionista americana Tamara Freuman diz que, apesar de, realmente, poder causar retenção de líquidos, já que está relacionada com o equilíbrio entre o sódio e a água e envolve os rins e os vasos sanguíneos, a sensação de inchaço aparece com mais frequência no rosto e nas extremidades do corpo e não no abdómen.

À CNN, a nutricionista explica que, embora seja verdade que fazer uma dieta pobre em sal e beber mais água possa ajudar a diminuir a retenção de líquidos caso os rins estejam a funcionar adequadamente, não vai ter qualquer efeito no seu inchaço abdominal.

É importante, por isso, saber distinguir os sintomas, já que inchaço abdominal e inchaço provocado pela retenção de líquidos são situações muito diferentes e que implicam formas de agir distintas.

4. O inchaço pode ser provocado por um desequilíbrio bacteriano

Há quem diga que a sensação de barriga inchada é provocada pelas bactérias presentes na microbiota intestinal e que fazem com que o desconforto abdominal e certas doenças apareçam.

A verdade é que se podem dividir os tipos de bactérias existentes em três tipos: os probióticos, ou “bactérias do bem”, que podem produzir vitaminas e ácidos gordos benéficos para a saúde; as bactérias comensais, que são inofensivas; e bactérias potencialmente patogénicas ou prejudiciais.

Todas as pessoas hospedam bactérias dos três grupos mas há quem pense que comer mais alimentos ricos em probióticos – iogurtes e queijos, por exemplo – vai reduzir a sensação de barriga inchada. Contudo, esta noção é errada já que, segundo Tamara Freuman, as conhecidas bactérias do bem podem fermentar nutrientes na mesma medida que as “más” bactérias, podendo provocar gases.

5. Certos alimentos eliminam o inchaço completamente

Apesar de haver alimentos que podem ajudar a reduzir os sintomas, não há nenhum que elimine milagrosamente a sensação de barriga inchada.

Até porque, às vezes, adicionar alimentos à dieta pode piorar o inchaço. “Se estiver com muitos gases e comer espargos ou aipo, pode pensar que vai desaparecer, mas isso pode não acontecer”, explica a nutricionista. O ideal é consultar um nutricionista, em vez de procurar a resolução do problema em algum alimento específico.

6. O inchaço na barriga é gordura

Há uma grande diferença entre ter a sensação de barriga inchada e acumular gordura na zona abdominal. Muitas pessoas confundem as duas e, para o segundo caso, a solução é a perda de peso de forma saudável, com uma dieta rica em proteínas e fibras, poucas calorias e, claro, com a realização de exercício físico.

Barriga inchada? Saiba porquê e como prevenir

Barriga inchada é um termo frequentemente usado para descrever uma sensação de aumento do volume abdominal, normalmente associada a uma sensação de desconforto.

No entanto, o termo correto para designar barriga inchada é distensão abdominal.

A sensação de enfartamento ou ficar com o estômago dilatado é uma sensação muito subjetiva e pode estar na origem de diferentes problemas, assim como formas de tratamento diferentes.

A distensão abdominal pode estar relacionada com diversos fatores, incluído a acumulação de gases, a obstipação, uma alimentação incorreta ou stress.

Alterações ao nível da acidez do estômago, da flora intestinal e da motilidade gástrica, como por exemplo a obstipação, podem conduzir a este tipo de sintomas.

Ao nível das emoções, a ansiedade e a preocupação podem conduzir a alterações digestivas. Em alguns casos a ansiedade ou mesmo o pouco tempo para a refeição levam a que ocorra uma má insalivação e/ou mastigação dos alimentos.

Por sua vez uma alimentação incorreta apresenta efeitos ao nível digestivo, podendo dificultar o processo digestivo.

Existem vários factores que se relacionam com o inchaço abdominal, dentro dos principais inclui-se:

Desequilíbrios emocionais

Os intestinos contêm mais de 100 000 milhões de neurónios, sendo o órgão que possui mais neurónios depois do cérebro e da medula. Este é muitas vezes chamado de “segundo cérebro” devido à diversidade de células neuronais e circuitos complexos que permitem regular de forma autónoma muitos processos intestinais.

Cerca de 95% da serotonina (substância química que regula diversas funções, entra as quais o humor) é produzida no trato gastrointestinal pelas células enteroendócrinas e pelos neurónios serotoninérgicos do sistema nervoso entérico.

A serotonina trata-se de um neurotransmissor importante, estando envolvido na interação entre o sistema nervoso entérico e o sistema nervoso central, apresentado funções ao nível do trato gastrointestinal e, consequentemente podendo afetar a sensação de motilidade e secreção intestinal.

Como tal, situações de maior ansiedade, stresse e preocupações podem estar na origem de alterações no trato digestivo.

Obstipação

A obstipação ou “prisão de ventre” como também é conhecida consiste na dificuldade em evacuar de forma regular ou na diminuição do volume e peso das fezes. Consequentemente ocorre uma maior produção de gases assim como um mau funcionamento intestinal, sendo uma das causas possíveis para a distensão abdominal.

No entanto, a obstipação pode apresentar-se como idiopática, ou seja, não ter causas definidas, mas pode também ser derivada do estilo de vida, hábitos alimentares, stresse, sendo assim importante a identificação da mesma.

Síndrome do Intestino Irritável

A síndrome do intestino irritável trata-se de uma doença multifatorial que afeta o bom funcionamento intestinal. Nesta, o intestino reage de forma mais violenta a estímulos, especialmente aos alimentos e stresse.

Como tal, ocorre uma alteração da motilidade dos mesmos e o paciente apresenta diversos sintomas tais como, obstipação e/ou diarreia, sensação de barriga inchada, dor e cólicas abdominais, flatulência, mal-estar, cansaço, náuseas entre outros. No caso da distensão abdominal, esta pode surgir devido a uma dilatação do cólon por uma produção excessiva de gases.

SIBO

A SIBO (Small Intestinal Bacteria Overgrowth) é uma condição na qual ocorre uma alteração tanto na quantidade, devido a um crescimento bacteriano excessivo, assim como na qualidade da microbiota intestinal, no intestino delgado, estando aqui envolvidas espécies bacterianas benéficas e patogénicas. O sobrecrescimento de bactérias conduz ao aumento da fermentação intestinal, ocorrendo uma maior libertação de gases, sendo esta responsável por sintomas como distensão abdominal, diarreia e dor.

Intolerâncias Alimentares

As intolerâncias alimentares podem também causar distensão abdominal, assim como flatulência e diarreia. Nestas o intestino é incapaz de digerir certos alimentos, sendo mais comuns a intolerância ao trigo ou glúten e aos produtos lácteos (lactose). No caso da intolerância à lactose o intestino não é capaz de digerir a lactose (açúcar presente no leite e derivados).

Neste tipo de situações a melhor abordagem é, após a identificação do alimento causador de intolerância, a redução do seu consumo ou mesmo a sua exclusão.

Alimentação

Uma dieta caracterizada pelo consumo de hidratos de carbono refinados e substitutos do açúcar podem levar a alterações na microbiota e consequentemente na saúde.

Tem vindo a ser demonstrado que uma alimentação rica em FODMAPs (oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis) pode desencadear sintomas como por exemplo, inchaço abdominal, dor, alteração dos hábitos intestinais (diarreia e/ou obstipação) e uma maior produção de gases.

Os FODMPAs representam um grupo de alimentos que contêm oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis fermentáveis que são mal absorvidos no intestino delgado e fermentados por bactérias, desencadeando estes sintomas.

Uma restrição excessiva e prolongada de FODMAPs pode apresentar consequências nutricionais a longo prazo, sendo necessário a identificação dos mais reativos e permitir desta forma um reajuste a nível alimentar.

Torna-se, assim essencial a identificação de qual ou quais as possíveis causas destes sintomas, permitindo a melhor forma de atuação, trabalhando diretamente na causa e não apenas tratar o sintoma

Ana Claudia Ferreirinha
Nutricionista nas Clinicas Viver

Referências:

  • Building a second brain in the bowel. Avetisyan, M.; Merrick Schill, E.; Heuckeroth, R.O.. J Clin Invest. 2015; 125(3): 899-907
  • O eixo intestino-cérebro e o papel da serotonina. Vedovato, K.; Trevizan, A.R.; Zucolato, C.N.; Bernardi, M.D.L.; Zaroni, J.N.; Martins, J.V.C.. Arq Ci~enc Saúde Unipar, Umuarama. 18(1): 33-42

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