Qual O Problema Com As Redes Na Década De 80? Como Foi Resolvida Essa Situação?

Hoje, é possível conectar os mais diversos dispositivos para que eles conversem entre si, troquem informações e funcionem de forma segura e integrada. E o profissional especializado na comunicação por rede de computadores é quem faz tudo funcionar em harmonia.

Para que isso seja possível, durante a graduação ele desenvolve várias habilidades na área, relacionadas a disciplinas como matemática computacional, arquitetura de computadores e até gestão de projetos. Além disso, precisa entender a origem da comunicação por rede de computadores. 

Achou interessante a ideia de saber como tudo começou? Veja, a seguir, um pouco mais sobre como a tecnologia surgiu e evoluiu até que o profissional se tornasse tão importante no mercado de trabalho.

A origem das redes de computadores

Qual O Problema Com As Redes Na Década De 80? Como Foi Resolvida Essa Situação?

Tudo começou por volta de 1960, quando a comunicação se dava pela rede telefônica. Nesse período, foram desenvolvidos micro e minicomputadores de bom desempenho. Mas faltava um meio para unir essas máquinas e crescia a necessidade de compartilhar informações entre usuários de diferentes regiões. 

Vários pesquisadores iniciaram seus estudos nesse época no MIT, no Rand Institute e no National Physical Laboratory. A união dos três trabalhos fez surgir o projeto ARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada), que deu origem à ARPAnet, precursora da grande rede mundial, a internet, foi a primeira rede de computadores do mundo. 

Os primeiros computadores foram chamados de IMPs (interface message processors). No mesmo ano em que o homem pisou na lua, em 1969, foi instalado o primeiro IMP na Universidade da Califórnia, com três IMPs adicionais. 

Em 1970, começaram a surgir novas redes de computação de pacotes, como a ALOHAnet, rede de microondas por rádio que interligava as ilhas do Havaí, e a TELENET, rede de interligação de pacotes comerciais baseada na tecnologia da ARPAnet.

O número de pequenas redes foi crescendo tanto que Robert Metcalfe apresentou os princípios de uma rede local, a ETHERNET, que depois deram origem a LANs de curta distância, com supervisão da DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa). 

Nesse período, também foi criado o protocolo TCP (transmission control protocol), responsável por enviar os pacotes em sequência e de forma confiável. Com o tempo, o serviço foi sendo modificado e o TCP ficou responsável por organizar a chegada dos pacotes, enquanto o IP tem a função de envio e o UDP controla o fluxo de voz. 

No final daquela década, cerca de 200 computadores já estavam conectados à ARPAnet, principalmente porque ela foi usada para a comunicação entre os militares durante a Guerra Fria. Terminada essa época, a ARPAnet deixou de ser interessante para eles e foi transferida para as universidades.

Foi quando os pesquisadores começaram a transmitir essa comunicação para outras nações, chegando a ter 100 mil máquinas na rede ao final da década de 1980. Assim se formou uma grande rede mundial, que começou a ser chamada de internet. Depois disso, em 1983, o protocolo TCP/IP se tornou oficial e passou a ser obrigatório em todos os computadores. 

Foi também nessa época que surgiu o NSFNET, o backbone primário que fornecia acesso aos outros centros de computação, e o DNS (Domain Name System), que permitia transformar endereços em palavras e letras, que são mais fáceis de memorizar.

E aí, o que você mais gostou de saber sobre a história da comunicação por redes de computadores? Deixe suas impressões nos comentários abaixo.

História das redes de computadores

Pensando em como surgiram as redes de computadores, será apresentado neste artigo a evolução das redes.

Primeiramente 1960-1972

A história das redes de computadores iniciou por volta da década de 60, onde a rede telefônica, era a rede de comunicação que dominava o mundo, nesta a voz era transmitida por comutação de circuitos a uma taxa constante entre a origem e o destino.

O desenvolvimento de minis e microcomputadores de bom desempenho, com requisitos menos rígidos de temperatura e umidade, permitiu a instalação de considerável poder computacional em várias localizações, ao invés de em uma determinada área, mas faltava um meio para unir estes computadores.

Apesar do alto custo dos computadores nesta década, pode-se dizer que com o surgimento da multiprogramação, começou a ocorrer à necessidade de interligar computadores de modo que se pudessem compartilhar informações entre diferentes usuários e diferentes regiões, esta necessidade surgiu naturalmente pela espera de acontecimentos futuros. O tráfego gerado por estes usuários, ocorreria em uma seqüência de atividades, onde ao acionar um comando a um computador distante (remoto) ,este permaneceria por alguns instantes inativo, explorando e aguardando uma resposta.

Em busca de como transformar a comutação de circuitos em uma comutação de pacotes, três grupos de pesquisa separadamente iniciaram seus estudos. Sendo o primeiro em 1961, onde Leonard Kleinrock nos laboratórios MIT usou a teoria das filas, a comutação de pacotes baseada no tráfego em rajadas.

Já por volta de 1964 Paul Baran do Rand Institute começou a estudar o uso da comutação de pacotes para a segurança da transmissão de voz para redes militares, e na Inglaterra Donald Davies e Roger Scantlebury desenvolviam idéias sobre a comutação de pacotes no National Physical Laboratory.

Estes trabalhos, junto com Lawrence Roberts também no MIT lideravam o projeto de ciência de computadores na ARPA (EUA – Agência de Projetos de Pesquisa Avançada).

Roberts por volta de 1967 publicou a ARPAnet (a precursora da grande rede mundial- a Internet), sendo a rede de computadores por comutação de pacotes. Os primeiros comutadores de pacotes ficaram conhecidos como IMPs (interface message processors), processadores de mensagens de interface, sendo fabricados pela empresa BBN.

Em 1969 o primeiro IMP foi instalado na Universidade da Califórnia com três IMPs adicionais, depois no Stanford Research Institute, em Santa Bárbara e na Universidade de Utah, todos supervisionados por Leonard Kleinrock (figura 1), sendo a primeira utilização um login remoto entre a Universidade da Califórnia com o Research Institute que acabou derrubando o sistema então com 4 nós. Por volta de 1972 a ARPAnet já tinha 15 nós e foi publicamente apresentada por Robert Kahn na Conferência Internacional de Computadores. O primeiro protocolo de controle de rede deste sistema foi o NCP (network-control protocol), sendo elaborado também o primeiro programa de e-mail por Ray Tomlinson na BBN. Devido a ARPAnet ser única na época era uma rede fechada e para se comunicar com suas máquinas era preciso estar ligado a um de seus IMPs.

Na foto abaixo o primeiro IMP com Leonard Kleinrock.

Período entre 1972 – 1980

  • Continuando o histórico das redes de computadores entre o período de 1972  a 1980:
  • Por volta de 70 começaram a surgir outras redes de comutação de pacotes como:
  • ALOHAnet: rede de microondas via rádio que interligava as ilhas do Havaí;
  • TELENET: comutação de pacotes comerciais da BBN baseada na tecnologia da Arpanet;
  • TAYMNET e TRANSPAC: rede de comutação de pacotes franceses.

O número de pequenas redes crescia cada vês mais sendo apresentado por Robert Metcalfe os princípios de uma rede local, uma ETHERNET Que mais tarde originariam LANs de curta distância. 

O trabalho pioneiro da interconexão de redes foi supervisionado pela DARPA (Agencia de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa), por Vinton Cerf e Robert Kahn, criando uma arquitetura, uma rede de redes baseados na criação de um protocolo, o TCP (transmission control protocol) responsável pela entrega seqüencial e confiável de pacotes. Com o tempo o serviço deste foi modificado devido à procura de um controle maior do fluxo de informações, sendo então dividido o protocolo TCP, ficando responsável somente pela organização na chegada dos pacotes, retirando a função do envio de pacotes, destinando essa ao protocolo IP e criando outro protocolo o UDP que ficou responsável pelo controle do fluxo de voz nos pacotes. 

Além das pesquisas realizadas pela DARPA, no Havaí Norman Abramson com a rede Aloha desenvolveu um protocolo, o ALOHA que permitiu o compartilhamento de informações com um único meio de comunicação através de ondas eletromagnéticas, com freqüência de rádio (broadcast) em diferentes localizações geográficas. Este protocolo de múltiplo acesso foi aprimorado por Metcalfe e Boggs desenvolvendo a Ethernet para redes compartilhadas com fios, cujo esquema está na figura 1, que surgiu pela necessidade de conectar diversos PCs, impressoras, discos etc.. Este protocolo foi de muita importância, pois, cada rede local (lan) é uma rede diferente. Já com um grande numero destas pequenas redes, aumentava ainda mais a necessidade de uma rede maior interligado-as.

Outras empresas também desenvolveram suas próprias arquiteturas de redes, a Digital Corporation que lançou sua primeira versão de rede em 1975, a DECnet interligando apenas dois computadores PDP-11, que continuou evoluindo com o conjunto de protocolos OSI (interconexão de sistemas abertos). A Xerox com arquitetura XNS e a IBM com arquitetura SNA, também se destacam os pesquisadores Fraser e Turner com arquitetura TM, cujos reconheciam os pacotes como células e tinham tamanhos fixos.

Período entre 1980 – 1990

No final da década de 70 aproximadamente 200 máquinas estavam conectadas a ARPAnet não só devido a pesquisas, mas também por ser utilizada para comunicação militar na Guerra Fria onde toda a comunicação passava por um computador central que se encontrava no Pentágono, ao passar esta época de guerra a Arpanet não tinha mais importância para os militares sendo passada então para maioria das universidades e outros pesquisadores que foram estendendo a comunicação por outros países chegando à década de 80 com cem mil máquinas interligadas formando uma grande rede mundial que passou a ser conhecida como Internet. 

A transferência de arquivos e o processamento de e-mails entre as universidades dos EUA eram feitas pela BITnet (rede de bits), e a comunicação com outras universidades não interligadas pela Arpanet eram feitas pela CSNET. No dia primeiro de janeiro de 1983 o protocolo TCP/IP tornou-se oficial, sendo obrigatório estar em todas as máquinas. Em 1986 surgiu o NSFNET o backbone primário que fornecia acesso a outros centros de computação.

Também nesta época foi desenvolvido o DNS (Domain Name System), usado para conversão dos endereços em forma de letras e palavras, pois são de mais fácil memorização para nós, na forma de endereço IP de 32 bits, a linguagem dos computadores.

No outro lado do mundo o governo Francês desenvolvia o projeto Minitel, uma rede publica de comutação de pacotes baseada num conjunto de protocolos chamado X.

25 que usava circuitos virtuais, terminais baratos e modems embutidos, porém de baixa velocidade, disponibilizava sites de listas telefônicas e outros, havia também sites particulares onde eram pagas taxas pelos usuários conforme o tempo de uso.

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Em 1990 a Minitel já oferecia 20 mil serviços diferentes, e já era usada por mais de 20% da população Francesa, gerando mais de 1 bilhão de dólares por ano, e 10 mil novos empregos.

Um fato interessante é que a grande rede de computadores na França já estava presente nas empresas, no comércio, nas residências 10 anos antes dos norte-americanos ouvirem falar em uma rede de computadores e menos ainda em uma desenvolvida Internet.

No final da década de 70 aproximadamente 200 máquinas estavam conectadas a ARPAnet não só devido a pesquisas, mas também por ser utilizada para comunicação militar na Guerra Fria onde toda a comunicação passava por um computador central que se encontrava no Pentágono, ao passar esta época de guerra a Arpanet não tinha mais importância para os militares sendo passada então para maioria das universidades e outros pesquisadores que foram estendendo a comunicação por outros países chegando à década de 80 com cem mil máquinas interligadas formando uma grande rede mundial que passou a ser conhecida como Internet. 

A transferência de arquivos e o processamento de e-mails entre as universidades dos EUA eram feitas pela BITnet (rede de bits), e a comunicação com outras universidades não interligadas pela Arpanet eram feitas pela CSNET.

No dia primeiro de janeiro de 1983 o protocolo TCP/IP tornou-se oficial, sendo obrigatório estar em todas as máquinas. Em 1986 surgiu o NSFNET o backbone primário que fornecia acesso a outros centros de computação.

Também nesta época foi desenvolvido o DNS (Domain Name System), usado para conversão dos endereços em forma de letras e palavras, pois são de mais fácil memorização para nós, na forma de endereço IP de 32 bits, a linguagem dos computadores.

No outro lado do mundo o governo Francês desenvolvia o projeto Minitel, uma rede publica de comutação de pacotes baseada num conjunto de protocolos chamado X.

25 que usava circuitos virtuais, terminais baratos e modems embutidos, porém de baixa velocidade, disponibilizava sites de listas telefônicas e outros, havia também sites particulares onde eram pagas taxas pelos usuários conforme o tempo de uso.

Em 1990 a Minitel já oferecia 20 mil serviços diferentes, e já era usada por mais de 20% da população Francesa, gerando mais de 1 bilhão de dólares por ano, e 10 mil novos empregos.

Um fato interessante é que a grande rede de computadores na França já estava presente nas empresas, no comércio, nas residências 10 anos antes dos norte-americanos ouvirem falar em uma rede de computadores e menos ainda em uma desenvolvida Internet.

Período entre 1990 – 1996

Na década de 1990 a ARPAnet deixou de existir, a Milnet e a Rede de Dados de Defesa passaram a controlar maior parte do tráfego do Departamento de Defesa dos EUA e a NSFNET passou a ser o backbone de conexão entre os Estados Unidos e todas as redes do exterior, mas perdeu seu valor comercial em 1995, pois essa tarefa passou a ser encargo dos provedores de Internet.

O destaque da década de 90 foi o funcionamento da World Wide Web, nos lares e empresas de milhões de pessoas espalhadas por todo mundo, para fins comerciais, bancários, empresariais, educacionais e para própria diversão.

A Web foi inventada no Cern(Centro Europeu para Física Nuclear) por  Tim Berners Lee no período de 1989 a 1991, baseados em trabalhos realizados por Bush e Ted Nelson respectivamente nas décadas de 40 e 60.

Berners Lee e seus companheiros desenvolveram versões iniciais de HTML, HTTP, um servidor web e um Browser. 

O Brasil entrou na rede em 1990 criando a RNP (rede nacional de pesquisas).

Em 1992 foi criada a Internet Society e já existiam 200 servidores web em operação, nesta época as pesquisas estavam mais voltadas para o desenvolvimento de browsers com interface gráfica, por exemplo, Marx Andreesen com a versão beta do GUIMosaic em 1993 e James Baker com a Mosaic Communications em 1994 que mais tarde transformou-se na Netscape Communications Corporation. Também nesta época a Embratel disponibilizou o acesso à rede de empresas e usuários particulares.

Em 1995 os estudantes usavam diariamente os browsers Mosaic e Netscape para navegar, e pequenas e grandes empresas começaram a utiliza-los para transações comerciais, já existindo 10 milhões de servidores. 

Em 1996 a Microsoft entrou com tudo na web com o browser Internet Explorer. Como o desenvolvimento avançava a cada dia, iniciaram pesquisas por roteadores e roteamento de alta velocidade para redes locais. e recursos como o comércio eletrônico e textos, imagens , multimídia e outros.

Pós 1996

Para finalizar os artigos sobre  o histórico das redes de computadores, temos 1996 em diante.

 Com a enorme evolução do serviço em redes tanto em empresas como em lares surgiram além das redes Ethernet que são redes locais, redes Intranet que são redes locais ligadas a grande rede mundial, muito utilizada pelas empresas hoje para diversos fins , como comunicação com filiais, comunicação entre setores através de um sistema em rede etc.

A grande rede formada por redes menores é hoje o componente mais importante na área da comunicação a popular e grande rede global de computadores a Internet, ainda não parou de crescer e com certeza não parará, pois o número de usuários tanto para fins empresariais como pessoais aumenta a cada dia, pois, hoje o custo para aquisição, ou acesso a uma rede é menor e tende a ficar cada vez mais barato, e ainda as maiores dificuldades seriam condições técnicas.

Não podendo esquecer que a grande rede ainda continua com os 3 protocolos TCP, IP e UDP criados no fim da década de 70, é claro que aperfeiçoados.

As estatísticas apontam que hoje há no mundo em torno de mais de 900 milhões de usuários devido a grande utilidade no gerenciamento empresarial, na políticas, nas residências, escolas, projetos de inclusão digital e em fim na sociedade em geral e  que o acesso hoje além do computador ocorre pelo celular, PDAs e outros.

A rede sempre irá mudar, devido a demandas do tempo e do mercado, pois o tempo passa e os recursos devem passar também, é claro que os  recursos úteis sempre irão ficar. Se formos analisar blogs, vídeos , chats , msn , pesquisas,  sites de relacionamentos entre outros  são a base da internet hoje. 

A História da Internet

1969 – A ARPA criou uma rede experimental chamada ARPANET (Advanced Research Projects Agency Network). Era simultaneamente um backbone e uma rede experimental, onde novas aplicações eram testadas.

Inicialmente a ARPANET ligou 4 universidades e permitiu aos cientistas partilhar remotamente informação e recursos.

A ARPANET continuou a expandir-se durante as décadas de 70 e 80. Em 72 já ligava 37 nós e em 83, 562.

O objectivo de interligar LANs e WANs ficou conhecido por Internet, que é abreviatura de internetwork, e aplica-se tanto ao projecto como à rede protótipo que foi criada.

Em 1983 decidiu usar-se a família de protocolos TCP/IP na ARPANET. Generalizou-se a partir daí o uso do termo “Internet” para a rede constituída pelas redes que usam os protocolos TCP/IP ou são capazes de comunicar com redes TCP/IP.

A Internet é constituída por:

  • Backbones: infraestruturas de interligação de redes, como o NSFNET, nos USA, e o EBONE na Europa, bem como backbones comerciais
  • Redes regionais, ligando, por exemplo universidades e institutos de investigação;
  • Redes comerciais, por exemplo, para uso interno ou para fornecimento de serviços a assinantes, com ligações à Internet.
  • Redes locais, como a rede da FEUP
  • A Internet é um sistema de rede aberto uma vez que todas as suas especificações são públicas.
  • A colocação dos RFCs num computador da ARPANET possibilitava que fossem disponibilizados a todos os investigadores com acesso a esta rede.

Na década de 80, o UNIX e o TCP/IP passam a ser amplamente utilizados pela comunidade científica, quer nas universidades, quer noutros centros de I&D.
NYSERnet, Department of Defense Network.

  • 1980 CSNET (Computer Science Net)
  • 1983 MILNET (Military Network)
  • 1986 NSFNET (National Science Foundation Network)
  • 1990 ARPANET é integrada na NFSNET
  • 1991 ANSNET (Advanced Networks and Services)
  • 1995 vBNS (very high speed Backbone Network System)
    • IAB (Internet Architecture Board)
    • ISOC (Internet Society)
    • IETF (Internet Engineering Task Force)

Evoluiu de 6000 computadores no fim de 1996 para 600000 no fim de 1991. Em 1969 a Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA) foi encarregue de desenvolver métodos de transmitir dados fiavelmente através de ligações não fiáveis. Naquela altura os departamentos do governo possuíam plataformas de computação isoladas e redes que não podiam falar entre si sem uma implementação cara de soluções de comunicação, que, além de serem caras, as colocava à mercê do monopólio do vendedor com que estavam a lidar.

Foi então financiado um projecto de pesquisa e desenvolvimento para criar uma rede experimental (ARPAnet) de comutação de pacotes, o que significa que cada pacote é enviado pelo melhor caminho disponível, independentemente de qualquer outro pacote do fluxo de dados. A rede tinha de permitir a computadores de todos os tamanhos comunicarem entre si, independentemente do vendedor, sistema operativo, plataforma de hardware ou proximidade geográfica.

Embora a ARPAnet fosse uma rede experimental construída para ser utilizada no desenvolvimento e teste de tecnologias, as entidades que participavam no seu desenvolvimento começaram a utilizá-la para as necessidades diárias de troca de mensagens de correio electrónico e de transferência de ficheiros.

Em 1975, a ARPAnet foi declarada uma rede operacional, e a DCA (a Defense Communications Agency, mas tarde mudou de nome para Defense Information Systems Agency) ficou com a responsailidade de a administrar. Na altura a ARPAnet era baseada numa rede de linhas alugadas ligadas por nós especiais de comutação, chamados Internet Message Processor (IMP).

Por volta de 1979 o desenvolvimento dos protocolos TCP/IP já estava em curso. A DARPA formou então um comité informal (ICCB – Internet Control and Configuration Board) para coordenar e guiar o desenvolvimento dos protocolos e arquitectura de comunicação.

Em 1983 a velha ARPANET foi dividida em duas: a MILNET dedicada a aplicações militares da Defense Data Network, e uma nova e mais pequena ARPANET para pesquisa e desenvolvimento. O termo Internet foi utilizado para se referir a toda a rede: MILNET mais ARPANET. Em 1990 a ARPANET deixou formalmente de existir.

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A meio dos anos 80, a National Science Foundation (NSF) estava à procura de uma forma de distribuir o acesso aos seus cinco centros nacionais de supercomputadores.

Utilizando os protocolos da ARPAnet, a NSF ligou os cinco centros entre si, para formar o backbone NSFNET.

As redes regionais foram formadas no fim dos anos 80 para fornecer acesso a este backbone, à qual as universidades e organizações de pesquisa ligaram as suas redes.

Uma ligação comum é que a maior parte destes internetworks é que eram largamente financiadas pelo governo. Isso signficava que o tráfego nas redes tinha de obedecer a certas acceptable use policies.

Isto significava que as organizações podiam utilizar a Internet para promoção de pesquisa e educação mas não para promoção de comércio: não se podiam fazer anúncios ou promoção de produtos comerciais.

No início dos anos 90 as entidades governamentais afastaram-se do negócio de internetworking, dando lugar a empresas privadas que forneciam serviços Internet a empresas e indivíduos. © Abril 1998, Pedro Remoaldo Algumas
notas sobre a história da Internet

Lígia Maria Ribeiro

No final dos anos 60, o Departamento de Defesa dos USA interessou-se
pelas redes de computadores. Como o conhecimento neste domínio era
ainda limitado, o Departamento de Defesa Norte Americano financiou a investigação
no domínio da construção e da utilização
de redes.

Fê-lo através da Agência de Projectos de Investigação
Avançados – Advanced Research Projects Agency (ARPA).
Em 1972 a ARPA passou a designar-se
por DARPA, Defense Advanced Research Projects Agency.

 
Um dos principais objectivos desta investigação era criar
uma infra-estrutura de comunicação que funcionasse em situações
críticas, por exemplo em ambiente de guerra. Deveria ser tolerante
a falhas permitindo que a comunicação entre os diferentes
computadores ligados à rede se processasse de uma forma flexível.

A informação deveria ser transmitida mesmo que um determinado
canal de comunicação ficasse inoperacional. A utilização
de “caminhos” alternativos para transmitir a informação garantiria
a sua chegada ao destino pretendido. Uma rede de computadores é
um grupo de computadores ligados entre si através de hardware
e de software.

A rede permite aos sistemas e aos utilizadores comunicarem
entre si e partilharem informação.
 
No início dos anos 70, a ARPA tinha a funcionar várias
redes de computadores, incluindo uma rede WAN chamada ARPANET, e outras
que utilizavam satélites e transmissão rádio para
suporte da comunicação. Portanto existiam protótipos
com distintas tecnologias de base.

  1. LAN: Local Area Network: rede
    local de comunicação de dados, que interliga equipamentos
    num mesmo edifício ou num conjunto de edifícios próximos,
    sendo geralmente redes de alto débito.
  2. WAN: Wide Area Network: rede
    de comunicação de dados de longa distância, que interliga
    equipamentos em várias localidades, podendo ter uma cobertura nacional
    ou regional. Estas redes são geralmente de baixo débito,
    de algumas dezenas de Kbps, embora com a evolução da tecnologia,
    nomeadamente com o ATM (Asynchronous Transfer Mode), comecem a existir
    linhas com débitos de dezenas e até centenas de Mbps.

  

A ARPA começou a transferir tecnologia para a Defesa mas reconheceu
de imediato a importância em ultrapassar as dificuldades ainda existentes
de interligação de redes que utilizassem tecnologias diferentes.

A Agência procurou então, à custa de bolsas atribuídas
a investigadores universitários e da indústria, criar as
sinergias necessárias ao desenvolvimento de um trabalho cooperativo,
tendo em vista a resolução deste problema. Em reuniões
periódicas, os investigadores discutiam as suas ideias gerando novas
abordagens.

A Agência assegurou que estas discussões tivessem
um carácter essencialmente prático, tendo por base a experimentação,
insistindo na criação de aplicações protótipo
para teste das ideias que iam surgindo.

O objectivo era pois a interligação de LANs e WANs, o
que ficou conhecido por internetwork. Este termo, internetwork,
é geralmente abreviado para internet e aplica-se tanto ao
projecto como à rede protótipo que foi criada.

Para distinguir
a sua internet de outras internets, os investigadores do
projecto convencionaram escrever internet, com letra minúscula,
para referir as internetworks em geral, e Internet com I
maiúsculo para referir o seu protótipo.

Esta convenção
mantém-se ainda.

A ARPANET foi especialmente importante para o projecto Internet por
ser a WAN que interligava os investigadores que trabalhavam no projecto.
Era simultaneamente um backbone, ou infraestrutura de comunicação,
e uma rede experimental, onde novas aplicações eram testadas.

Como backbone permitia a ligação de outras redes,
que deste modo se ligavam entre si.

A componente lógica, isto é as aplicações,
constituem uma componente essencial da tecnologia que possibilita a interligação
de redes.

Na década de 70 foram introduzidas
as aplicações telnet, que permite criar sessões
interactivas remotas, e ftp (File Transfer Protocol) que
padronizou a transferência de ficheiros entre computadores numa rede.

 
Desde o início do desenvolvimento do suporte lógico existiu
a preocupação de que constituísse um todo coerente.
Esse objectivo foi atingido, conseguindo-se que as diversas partes funcionem
tão harmoniosamente que o utilizador não se aprecebe da complexidade
subjacente.

Em particular, há duas componentes básicas do suporte
lógico.

São elas o IP (Internet Protocol), que possibilita
a comunicação, e o TCP (Transmission Control Protocol)
que acrescenta funcionalidades adicionais, como a de garantir a fiabilidade
do fluxo de dados na transmissão.

Informalmente, é usual
identificar todo o conjunto de software de comunicação na
Internet pelas iniciais destas duas componentes: TCP/IP. Mais correctamente
deverá dizer-se a família de protocolos TCP/IP (protocol
suite
ou protocol stack).

É por esta razão que os termos TCP/IP e Internet se usam
muitas vezes indiferentemente, embora sejam conceitos distintos.
O TCP/IP é uma família
de protocolos utilizada para comunicar em rede e a Internet é uma
rede de redes de computadores que comunicam usando a família de
protocolos TCP/IP.

 
A família de protocolos TCP/IP engloba, além do IP e
do TCP, muitos outros protocolos, nomeadamente o SMTP (Simple Mail Transfer
Protocol
), que oferece o serviço de correio electrónico,
o FTP (File Transfer Protocol), que oferece o serviço de
transferência de ficheiros, o Telnet (Telecommunications Network
Protocol
), que oferece o serviço de terminal virtual, o ARP
(Address Resolution Protocol), que oferece o serviço de resolução
de endereços IP em endereços Ethernet, o RARP (Reverse
Address Resolution Protocol
), que oferece o serviço inverso
e o DNS (Domain Name System), que oferece o serviço de resolução
de nomes em endereços IP e o serviço inverso.

São estes últimos três serviços que permitem
a identificação dos equipamentos numa rede.
Um protocolo é um conjunto
de regras que definem o modo como a informação é enviada
numa rede. Para trocarem informação, dois computadores têm
de utilizar o mesmo protocolo.

 
A Internet é um sistema de rede aberto uma vez que todas as
suas especificações são públicas e qualquer
empresa pode construir tecnologia compatível. Realmente, para encorajar
a adoção da tecnologia Internet a ARPA decidiu tornar públicos
os resultados da investigação.

Sempre que um investigador
descobria uma nova técnica a ARPA pedia ao investigador que documentasse
os resultados num relatório, que era tornado público. Inicialmente
planeou-se apresentar os relatórios em duas fases.

Primeiro disponibilizava-se
um relatório preliminar para que fosse comentado por outros investigadores
– chamava-se RFC (Request for Comment). Ao fim de algum tempo, os
comentários eram incorporados no RFC e disponibilizava-se um relatório
final chamado IEN (Internet Engineering Note).

Os IENs acabaram por não se concretizar porque os RFCs ou não
necessitavam de revisão ou acabavam por ser praticamente reescritos.
Por outro lado, os investigadores preferiam investir em novas ideias do
que corrigir relatórios passados. Os

A história da Internet: pré-década de 60 até anos 80 [infográfico]

Quanto tempo você consegue ficar sem internet? Para quem está acostumado a acessá-la diariamente, é difícil imaginar um longo período de tempo sem bate-papos, sites de notícias ou jogos em rede. Mas pare para refletir por um instante: desde a invenção dos computadores, passaram-se décadas sem esses recursos tão simples e essenciais dos quais desfrutamos atualmente.

Essa complexa rede foi evoluindo a partir de diferentes necessidades, como a comunicação instantânea e até o medo da guerra. Foram avanços inicialmente simples e isolados, que foram combinados para melhorar a qualidade e quantidade de dados transmitidos até chegar ao eficiente sistema de conexões que utilizamos hoje.

O Tecmundo preparou um especial sobre o início da trajetória da rede mundial de computadores, agrupando os principais fatos e invenções da criação de nossa querida internet.

Pré-1960

Por séculos, a troca de informações acontecia de pessoa a pessoa ou por documentos em papel. Um grande aliado nessa comunicação foi a criação do telégrafo, um sistema de transmissão de mensagens através de dois pontos graças a ondas de rádio ou fios elétricos.

A primeira mensagem foi transmitida pelo aparelho em 1844, entre as cidades norte-americanas de Baltimore e Washington. A partir dele, o tempo gasto entre a comunicação tornou-se muito menor, mas ainda apresentava falhas. Para a época, entretanto, já era mais do que o suficiente para conectar diferentes regiões.

Outra criação indiretamente relacionada com a rede é a do sistema binário.

A codificação de letras do alfabeto em sequências de dígitos binários foi devidamente aperfeiçoada pelo filósofo inglês Francis Bacon, em 1605. Segundo ele, qualquer objeto poderia sofrer codificações.

Cerca de meio século depois, o filósofo alemão Gottfried Leibniz criou o sistema binário como o conhecemos hoje, a partir de numerais.

Mas o que isso tem a ver com a rede? É a partir de códigos construídos por esse sistema binário (padronizado com os numerais 0 e 1) que os computadores realizam o processamento de dados, sendo que cada bit corresponde a um dígito dessas sequências. Sem eles, não seria possível nem sequer realizar a leitura dessas informações.

Além disso, não se pode falar do início da internet sem abordar o primeiro computador digital eletrônico, criado em 1946 por cientistas norte-americanos.

O ENIAC (Electrical Numerical Integrator and Computer) era uma imensa máquina de realizar cálculos (pesava 30 toneladas e ocupava 180 m²) e pouco tinha de armazenador ou transmissor de dados, funções posteriormente adquiridas pelo computador.

O ENIAC. (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)

A década de 1960

Melhoras na transmissão

Em 1961, a transmissão de dados ganhou um poderoso conceito: pesquisadores como Vinton Cerf e Robert Kahn iniciam o planejamento do sistema de pacotes, que consiste em repassar dados através da quebra da mensagem em vários blocos, enviados juntamente com as informações necessárias para utilizá-los em conjunto novamente.

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Além de aumentar a velocidade da conexão, o sistema torna possível utilizar um mesmo canal para mensagens com destinos diferentes, algo impossível quando os canais eram circuitos reservados. O sucesso da empreitada é comprovado pela utilização desse modo de transmissão até os dias de hoje.

Outro registro importante é a instalação dos nós, os pontos de intersecção de informações, que servem como uma ponte entre máquinas que se comunicam entre si. A partir desses pontos de segurança, a informação não corria riscos de se perder durante o trajeto por falhas no sinal, por exemplo. O primeiro nó foi instalado na Universidade de Los Angeles, em agosto de 1969.

Filha da guerra

A década de 1960 foi um dos períodos mais conturbados da História. A tensão criada pela Guerra Fria, o conflito ideológico entre Estados Unidos e União Soviética, atingia seu ápice. Nenhum confronto bélico entre ambos ocorreu de verdade, entretanto, a maior arma era provocar medo no inimigo.

Desse modo, qualquer triunfo era visto como um passo à frente na disputa pela dominação mundial. A União Soviética, por exemplo, saiu na frente na corrida espacial: lançou em 1957 o primeiro satélite artificial, o Sputnik. Quatro anos depois, Yuri Gagarin era o primeiro ser humano a fazer uma viagem espacial.

Os Estados Unidos buscaram outra estratégia, principalmente através da ARPA (Advanced Research Project Agency, ou Agência de Pesquisas em Projetos Avançados, em tradução literal), um órgão científico e militar criado em 1957 que cuidava dos avanços tecnológicos da potência ocidental e, posteriormente, da primeira rede.

Um dos pioneiros do conceito hoje conhecido por internet foi J.C.R. Licklider, do Instituto Tecnológico de Massachussets (MIT).

Foi ele o responsável, em 1962, por difundir a ideia da “rede galáctica”, um conceito ainda abstrato de um sistema que concentraria todos os computadores do planeta em uma única forma de compartilhamento. Com o passar dos anos, essa ambiciosa ideia começou a tomar forma.

A rede da ARPA

É aí que o medo entra novamente na história: temendo um combate em seu território que acabasse com a comunicação e com todo o trabalho desenvolvido até então, cientistas norte-americanos colocam o plano de Licklider em prática com a ARPANET, uma rede de armazenamento de dados que inicialmente conectou algumas universidades e centros de pesquisa: as sedes da Universidade da Califórnia em Los Angeles e Santa Barbara; o Instituto de Pesquisa de Stanford e a Universidade de Utah.

O início da ARPANET (Fonte da imagem: ARPANET Maps)

Desse modo, tudo ficaria armazenado virtualmente, sem correr o risco de sofrer danos materiais. Além disso, pouco tempo seria perdido na troca de dados. Em outubro de 1969, a ARPANET teve seu primeiro sucesso ao transmitir uma mensagem através de sua rede, da Universidade de Los Angeles até o instituto em Stanford, em uma distância de quase 650 quilômetros.

Ao mesmo tempo, entretanto, essa tentativa resultou em fracasso: o conteúdo transmitido – a palavra “login” – chegou incompleto ao receptor, pois o sistema caiu antes da recepção da terceira letra do termo enviado.

A década de 1970

Se a década de 1960 serviu para estabilizar as bases da internet, os dez anos seguintes foram para a criação de conceitos básicos da rede.

A década dos primeiros

O primeiro invento que vale ser destacado é o da própria palavra que dá nome à rede. Em meados de 1971, Vinton Cerf e sua equipe de cientistas (reconhecidos como “os pais da internet”) tentavam conectar três redes diferentes em um processo descrito em inglês como interneting. O termo foi abreviado e, aos poucos, imortalizado como sinônimo de toda a rede.

Além disso, surgiram também os emoticons, uma forma de facilitar a expressão de sentimentos nas mensagens virtuais. Em 1979, Kevin MacKenzie utilizou um símbolo para descrever uma ironia em uma mensagem, dando início a uma vasta lista de rostos criados por acentos e outras formas. Já os famosos 🙂 e 🙁 surgiram apenas em 1982, em um email do cientista Scott Fahlman.

Mas nem tudo foi benéfico. Em 1971, Bob Thomas criou o que seria uma das maiores dores de cabeça dos usuários de computadores: o vírus.

Batizado de The Creeper, a infecção invadia a máquina apenas para apresentar a mensagem “I’m the creeper, catch me if you can!” (“Eu sou assustador, pegue-me se for capaz!”, em tradução livre).

No início da informática, a ideia do vírus era apenas quebrar o sistema de segurança de uma máquina para irritar o usuário e consagrar o programador capaz de criar o invasor.

Outro item prejudicial foi o spam, o lixo eletrônico em forma de emails em massa ou de conteúdo duvidoso. Ainda sem esse nome, o ancestral dessa ocorrência a surgiu em 1979, com um convite da Digital Equipment Corporation (DEC) para o lançamento de um produto. A mensagem foi encaminhada para 393 funcionários da ARPA, sendo que vários endereços ainda ficaram de fora por falta de espaço.

Surge o correio eletrônico

O engenheiro Ray Tomlinson começou a desenvolver o hoje indispensável email em 1971. A ARPANET já possuía alguns métodos de transmissão de mensagens entre o mesmo computador, mas faltava um sistema simples e que integrasse toda a ARPANET.

Para tornar isso possível, Tomlinson combinou um aplicativo de troca de mensagens chamado SNDMSG com um protocolo de transferência de arquivos, o CYPNET, possibilitando a transmissão em rede. Já o símbolo @ foi incorporado tempos depois com o mesmo objetivo que conhecemos hoje: separar o nome de usuário e seu servidor.

Mudança de protocolo

Entre todas as mudanças ocorridas na década de 1970, a que mais contribuiu para o amadurecimento da internet foi a criação do TCP/IP (Transmission Control Protocol / Internet Protocol), o protocolo padrão para transmissão de dados usado até hoje. Ele é dividido em camadas, cada uma com tarefas específicas, dependendo de sua proximidade com a rede ou o destinatário.

O IP é o responsável pelo endereçamento dos pacotes de dados para os demais protocolos. Já o TCP garante a continuidade do fluxo de informação, cuidando para que o processo ocorra sem problemas.

O método desenvolvido por Vinton Cerf e sua equipe surgiu para substituir o Network Control Protocol (NCP), que já estava obsoleto na época e se limitava a controlar a comunicação entre os computadores na ARPANET, sem corrigir falhas no envio. Já com o TCP/IP, qualquer mensagem transmitida de forma errada é rapidamente reenviada. A oficialização dele como protocolo como único na ARPANET, entretanto, só ocorreu em 1983.

Fora do eixo

Ainda nessa década, começou o compartilhamento da tecnologia providenciada pela ARPANET. Em 1973, foi realizada a primeira conexão entre dois continentes: a NORSAR (Norwegian Seismic Array) ligou-se à ARPANET. Pouco depois, a University College of London recebeu a integração.

Além disso, o número de servidores nos Estados Unidos aumentou consideravelmente. Na imagem abaixo, é possível conferir todos os terminais da agência em 1977, bem diferente dos quatro pontos existentes quando a ARPANET começou suas atividades.

A ARPANET em 1977. (Fonte da imagem: ARPANET Maps)

Outra criação interessante foi a Usenet, precursora dos fóruns de discussão e que iniciou o processo que tornou a internet interessante também para quem não estava interessado na área científica.

Em 1979, Tom Truscott e Jim Ellis interligaram computadores em uma rede de compartilhamento de notícias e artigos divididos por grupos de interesse: se você gostasse de ficção científica, por exemplo, poderia receber apenas as novidades sobre tal tema.

A década de 1980

A internet já estava bastante desenvolvida. Programadores expandiam as fronteiras da rede, criando novas funções para a revolucionária invenção que chegava ao alcance da população em geral.

A invasão do computador pessoal

O conceito de uma máquina individual e para uso casual ainda engatinhava na indústria. A ideia foi definitivamente reforçada com o lançamento do PC da IBM, em 1981. Seu estilo padrão foi copiado por inúmeras empresas ao longo dos anos, praticamente padronizando o formato e a composição dos computadores de mesa.

A parceria com a Microsoft (que forneceu o sistema operacional para o PC) e a concorrência com a Apple (que possuía conceitos menos imitados) ditaram o ritmo de crescimento dessa nova geração de computadores.

Ascensão e queda da ARPANET

Com o passar dos anos, o número de nós e usuários da ARPANET foi crescendo e, com o enfraquecimento da tensão causada pela Guerra Fria, ela perdeu parte do caráter militar. Por seu potencial, entretanto, ela foi dividida em 1983 na recém-criada MILNET, que cuidaria apenas da parte bélica, enquanto o que restou da ARPANET seria utilizado a partir de interesses científicos.

Esse segmento mais popular, que foi desativado em 1989,foi o que teve maior desenvolvimento, servindo de base para as inúmeras redes conectadas entre si que conhecemos hoje como internet.

Oi, quer teclar?

No final de década de 1980, surge outra criação que não faz mais tanto sucesso, mas ajudou a originar, por exemplo, os famosos mensageiros instantâneos: as salas de bate-papo.

Mais direta e informal que os emails e concentrando ao mesmo tempo vários usuários com os mesmo interesses, essa forma de comunicação teve sua revolução em 1988, com o desenvolvimento do IRC pelo finlandês Jarkko Oikarinen para transmitir notícias durante a Guerra do Golfo e em outros conflitos.

Sigla para Internet Relay Chat, o IRC é uma rede de servidores que hospedam as várias salas de conversa. Através de comandos simples, era possível procurar listas específicas, trocar de apelido e interagir com outros usuários.

O futuro estava próximo

Na mudança de década, a internet já estava consolidada como uma das grandes forças da tecnologia. O futuro, entretanto, guardava ainda mais surpresas e novidades para esse serviço de rede.

Em 1989,  Tim Berners-Lee propôs oficialmente um ambicioso projeto de hipertextos para dinamizar a passagem de um texto a outro de forma mais rápida e dinâmica, em um sistema que ficou conhecido como World Wide Web – o WWW, que entrou em funcionamento na década seguinte.

O especial do Tecmundo sobre a história da internet continua em breve, com artigos e infográficos sobre as demais décadas da rede. Fique ligado!

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