Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?

Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?

Situada no distrito de Braga, a pitoresca cidade de Guimarães é um dos mais importantes destinos históricos do país. D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, escolheu esta antiga cidade romana como capital do Reino de Portugal após a sua vitória na Batalha de São Mamede em 1128. Conhecida como “Berço da Nação”, Guimarães é um local fascinante para visitar, com o seu orgulhoso castelo e bem preservado bairro medieval. A cidade foi classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 2001.

Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?LARGO DO TOURAL – Considerado hoje como o coração da cidade, era no século XVII um largo extramuros junto à principal porta da vila, onde se realizavam a feira de gado bovino e outras de diversos produtos. Em 1791 a Câmara aforou o terreno junto à muralha para edificação de prédios, que foram feitos mais tarde segundo planta vinda possivelmente de Lisboa, e determina-se assim, o início da lenta transformação do Toural. Na segunda metade do século é construído o Jardim Público, rodeado por um gradeamento de ferro, que abre em 1878. Para este espaço é criado um mobiliário urbano enquadrado na nova arquitetura do ferro: coreto, mictório, bancos e candeeiros. Com a implantação da República o Jardim Público é transferido para outro local, sendo então colocada no centro do Toural, agora remodelado, a estátua de D. Afonso Henriques. Alguns anos depois esta vai para o Parque do Castelo e é substituída por uma vistosa Fonte Artística.

Turismo

Alguns locais de passagem obrigatória para quem está de visita à cidade são: Paços dos Duques de Bragança, Castelo de Guimarães, Igreja de São Miguel do Castelo, Praça São Tiago, Jardins do Palácio de Vila Flor, Igreja de Nossa Senhora da Oliveira, Igreja de São Francisco, Igreja de São Gualter, Museu Alberto Sampaio, Museu Arqueológico Martins Sarmento.

Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?Ao fundo a Igreja de S. Pedro localiza-se no Largo do Toural. Mandada construir em 1737, foi feita com grande simplicidade e sem qualquer arquitetura, ficando localizada junto a casas da Irmandade de S. Pedro. No entanto pensava-se fazer de novo a igreja, e por isso, em 1782 é concedida uma Provisão Régia autorizando a Irmandade a construí-la e ampliá-la. Em Novembro de 1880 a Junta Magna desta Irmandade autoriza a Mesa a dar início às obras de conclusão da igreja, logo que o risco fosse aprovado pela Associação dos Arquitetos de Lisboa. Estas iniciaram-se em Março de 1881, começando-se por demolir as casas da Irmandade de S. Pedro, que estavam em frente ao corpo da igreja a fim de se concluir a frente da Basílica. Os trabalhos terminaram em inícios do século XX, embora o templo ainda não esteja totalmente edificado.

Guimarães é uma cidade com um passado histórico glorioso. A sua história relaciona-se com a fundação da identidade nacional e a língua portuguesa, no século XII. A cidade tem preservado o seu ilustre passado como cidade natal de Dom Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal e nascido em 1110. Também neste mesmo local, o rei deu início à principal ofensiva de reconquista contra os mouros.

Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?À medida que avançamos no centro histórico, vamos entrando num ambiente totalmente medieval, de casas muito estreitas, janelas pequenas e varandas que quase se alcançam com a mão. Está tudo impecável, recuperado e limpo: a sensação com que ficamos é que nem quando as casas foram construídas teriam tão bom aspecto… É fácil imaginar os clérigos rumo ao mosteiro ou então as campesinas a descer a rua com a bilha de água. Algumas fotos aqui são da Praça de São Tiago: Segundo a tradição, uma imagem da Virgem Santa Maria foi trazida para Guimarães pelo apóstolo S. Tiago, e colocada num Templo pagão num largo que passou a chamar-se Praça de Santiago. Praça bastante antiga, referida ao longo do tempo em vários documentos, conserva ainda a traça medieval. Foi nas suas imediações que se instalaram os francos que vieram para Portugal em companhia do Conde D. Henrique. Aí estava situada uma pequena capela alpendrada do séc. XVII dedicada a Santiago que foi demolida em finais do séc. XIX. Localiza-se no centro histórico

Igreja de Santos Passos

A Igreja de Santos Passos, também conhecida como Igreja de Nossa Senhora da Consolação, foi mandada construir pela Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos ao arquiteto Andrés Soares no começo do século XVIII.

A Igreja, situada em Guimarães, foi construída no mesmo lugar onde já existia uma pequena capela desde o século XVI.   O imponente templo é rematado por duas torres acrescentadas em meados do séc. XIX, por um arquiteto do Porto. São também dessa época a escadaria e a balaustrada.

O retábulo da capela-mor é de inspiração clássica de finais do séc. XVIII, com pintura a imitar o mármore.

Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?A Igreja de Nossa Senhora da Oliveira e Santos Passos (Guimarães). É uma igreja românica reedificada por D. João I em celebração da vitória na Batalha de Aljubarrota. Contêm na sala do capítulo e em duas alas do claustro, elementos românico-mudéjares, que constituem o melhor conjunto deste estilo, em granito, em todo o país. Possui o único conjunto de pintura gótica de teto em Portugal, em que transparece uma influência ítalo-bizantina e salienta-se ainda o cadeiral seiscentista com espaldares neoclássicos.

Guimarães é uma cidade histórica, com um papel crucial na formação de Portugal, e que conta já com mais de um milênio desde a sua formação, altura em que era designada como Vimaranes Guimarães é uma das mais importantes cidades históricas do país, sendo o seu centro histórico considerado Património Cultural da Humanidade, tornando-a definitivamente um dos maiores centros turísticos da região. As suas ruas e monumentos respiram história e encantam quem a visita.

Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?

Guimarães, como cidade de dimensão média, tem uma vida cultural interessante. Além dos museus, monumentos, associações culturais, galerias de arte e festas populares, tem desde Setembro de 2005 um importante espaço cultural, o Centro Cultural Vila Flor, com dois auditórios, um centro expositivo, e um café-concerto.

Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?Largo de São Guálter – Religioso de ordem franciscana que foi enviado por São Francisco de Assis para Portugal em missão no começo do século XIII, São Guálter é considerado o padroeiro de Guimarães. Junto ao seu amigo frei Zacarias, Frei Guálter desembarca em terras portuguesas no ano de 1217. Ao enviar os religiosos, Francisco de Assis tinha o objetivo de levar ao país lusitano a recentemente criada Ordem dos Franciscanos, que tinha como princípios a humildade, a simplicidade e a justiça.

Esta encantadora cidade histórica é um labirinto de vielas sinuosas ladeadas por casas antigas decoradas com estatuária que conduzem à bela praça principal, o Largo da Oliveira, e ao antigo Palácio Ducal.

A melhor época para apreciar o ambiente medieval de Guimarães é a primeira semana de Agosto, durante a qual se celebram anualmente as Festas Gualterianas (realizadas desde 1452), com um importante mercado de artesanato de estilo medieval, feira de artes e animado desfile de trajes antigos.

Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?

A cidade está historicamente associada à fundação da nacionalidade e identidade Portuguesa. Guimarães, entre outras povoações, antecede e prepara a fundação de Portugal, sendo conhecida como “O Berço da Nação Portuguesa”.

Aqui tiveram lugar em 1128 alguns dos principais acontecimentos políticos e militares, que levariam à independência e ao nascimento de uma nova Nação.

Por esta razão, está inscrito numa das torres da antiga muralha da cidade “Aqui nasceu Portugal”, referência histórica e cultural de residentes e visitantes nacionais.

Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?Castelo de Guimarães – A imponente torre de menagem do castelo de Guimarães domina todo o horizonte. Este castelo em forma de escudo foi construído no século X para proteger a cidade dos invasores e ampliado no século XII, passando a ser usado como arsenal e palácio. Segundo a lenda, o primeiro rei de Portugal nasceu aqui. Os visitantes podem caminhar ao longo das muralhas do castelo e visitar a pequena capela românica de São Miguel. Em 1910, o castelo foi classificado como monumento nacional. Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?No século X, após ter enviuvado do conde Hermenegildo (ou Mendo) Gonçalves, a Condessa Mumadona Dias assume o governo do Condado Portucalense e toma duas medidas de grande importância: funda na parte baixa de Guimarães o Mosteiro de Santa Maria (por volta do ano de 950) e, na parte alta, um castelo, o denominado Castelo de S. Mamede (entre os anos de 950 e 957). A construção deste castelo foi necessária para defender o Mosteiro recém edificado e as populações que entretanto se foram fixando junto a estas duas construções. A construção deste Castelo foi igualmente uma forma de afirmar o seu poder perante os demais senhores feudais. Um diploma que assinala a entrega do Castelo de S. Mamede ao Mosteiro de Guimarães em 4 de Dezembro de 968, é a primeira referência conhecida a esta fortificação. A Condessa Mumadona Dias funda em Guimarães, no séc. X, duas construções de grande importância, pois vão estar na origem da Guimarães que conhecemos hoje: O Mosteiro de Santa Maria e o Castelo de S. Mamede, assim designado no Testamento de Mumadona.

O teleférico de Guimarães sobe uma altitude de 400m, em um trajeto de 1.700m, até chegar a montanha do Santuário da Penha, onde se tem uma bela vista da cidade. Além do Santuário, a Montanha da Penha oferece uma bela área de laser, com camping de montanha, mini-golfe, restaurantes, bares e cafetarias entre frondosas árvores.

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Padrão Comemorativo da Batalha do Salado – Localizado na principal praça da cidade medieval, Padrão do Salado é um dos mais emblemáticos monumentos de Guimarães.A construção deste padrão remonta para 1340, ano em que tomou parte D. João IV juntamente com os exércitos de Castela e Aragão, contra tropas muçulmanas do reino de granada e do norte de África, o que dará origem ao cognome “O Bravo” de D. João IV, originando várias construções entre elas a de Guimarães uma das mais célebres, o padrão do salado é do estilo gótico, encontra-se em frente a igreja da Nossa Senhora da Oliveira. Nove anos depois foi construído no seu centro um pedestal, em que no seu cume se fixou uma cruz, trata-se de uma cruz espiritualmente gótica, representando as duas paixões primordiais da religiosidade baixo-medieval: de um lado, a crucificação de Cristo; de outro, a figura de virgem. Guimarães dispõe de um impressionante centro histórico com uma arquitetura exclusiva, com um labirinto de ruelas e praças pitorescas rodeadas de edifícios medievais. Além do mais, Guimarães é “A Cidade Universitária” e os seus estudantes dão vida ao lugar. Especialmente no mês de Agosto durante a celebração das “Festas da Cidade e Gualterianas” onde se prepara uma antiga feira com danças populares, concertos de rock, fogo-de-artifício, desfiles e touradas.

As Muralhas de Guimarães foram mandadas construir pela Condessa Mumadona Dias, viúva do Conde Hermenegildo Mendes. Na construção dessas Muralhas, manteve-se a divisão então existente entre as duas portas da vila.

 A da encosta, dominada pelo Castelo Roqueiro e dedicada ao “ Anjo São Miguel “, que as separava um corpo de Muralha transversal, com uma porta, denominada de “ Santa Bárbara “ que fazia a ligação entre as duas freguesias, que D.

João I teria mandado apear na sequência de uma espera de dois meses, junto a esse muro, até conseguir dominar o alcaide rebelde, por ocasião do referido cerco de 1385. Este muro teria os seus terminais, a leste, na chamada Porta da Freiria e a oeste, na Porta de Nossa Senhora da Graça, ou de Santa Luzia.

Largo de São Guálter – Religioso de ordem franciscana que foi enviado por São Francisco de Assis para Portugal em missão no começo do século XIII, São Guálter é considerado o padroeiro de Guimarães. Junto ao seu amigo frei Zacarias, Frei Guálter desembarca em terras portuguesas no ano de 1217. Ao enviar os religiosos, Francisco de Assis tinha o objetivo de levar ao país lusitano a recentemente criada Ordem dos Franciscanos, que tinha como princípios a humildade, a simplicidade e a justiça. Ao entrarmos no centro histórico, logo vemos as capelas dos Passos da Paixão de Cristo, pequenos oratórios espalhados aqui e ali, num total de sete, erguidos em 1727 pela Irmandade de Nossa Senhora da Consolação e Santos Passos. Ao longo dos séculos foram sendo mudadas de lugar pelo que hoje apenas podemos identificar cinco dessas capelas.

Veja mais fotos de Guimarães:

Guimarães (Berço da Nação)

Guimarães é uma cidade portuguesa situada no distrito De Braga, região Norte e sub-região do Ave (uma das subregiões mais industrializadas do país), com uma população de 52 181 habitantes, repartidos por uma malha urbana de 23,5 km², em 20 freguesias e com uma densidade populacional de 2 223,9 habkm².

É sede de um município com 241,05 km² de área e 162 636 habitantes (2008), subdividido em 69 freguesias, sendo que a maioria da população reside na cidade e na sua zona periférica. O município é limitado a norte pelo município de Póvoa de Lanhoso, a leste por Fafe, a sul por Felgueiras, Vizela e Santo Tirso, a oeste por Vila Nova de Famalicão e a noroeste por Braga.

Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?

É uma cidade histórica, com um papel crucial na formação de Portugal, e que conta já com mais de um milénio desde a sua formação, altura em que era designada como Vimaranes.

Guimarães é uma das mais importantes cidades históricas do país, sendo o seu centro histórico considerado Património Cultural da Humanidade, tornando-a definitivamente um dos maiores centros turísticos da região. As suas ruas e monumentos respiram história e encantam quem a visita.

A Guimarães actual soube conciliar, da melhor forma, a história e consequente manutenção do património com o dinamismo e empreendedorismo que caracterizam as cidades modernas.

Porque É Que Guimarães É Conhecida Como O Berço Da Nação?

Guimarães é muitas vezes designada como “Cidade Berço”, devido ao facto aí ter sido estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique e por seu filho D.

Afonso Henriques poder ter nascido nesta cidade e fundamentalmente pela importância histórica que a Batalha de São Mamede, travada na periferia da cidade em 24 de Junho de 1128, teve para a formação da nacionalidade.

Contudo, as necessidades da Reconquista e de protecção de territórios a sul levou esse mesmo centro para Coimbra em 1129.

Os “Vimaranenses” são orgulhosamente tratados por “Conquistadores”, fruto dessa herança histórica de conquista iniciada precisamente em Guimarães.

Guimarães: O Berço da Nação

Guimarães é considerada a cidade berço de Portugal porque aqui nasceu Afonso Henriques, que viria a ser o primeiro rei de Portugal.

Associado à formação e identidade de Portugal, Guimarães é uma das mais importantes cidades históricas do país, sendo o seu centro histórico considerado – com base nos valores de originalidade e autenticidade – como Património Cultural da Humanidade, tornando-a uma das cidades mais belas do Mundo.

A cidade ainda hoje possui um conjunto patrimonial harmonioso e preservado que se mostra em graciosas varandas de ferro, balcões e alpendres de granito, casas senhoriais, arcos que ligam ruas estreitas, lajes do chão alisadas pelo tempo, torres e claustros.

Cada passo nesta cidade é imaginar um cenário medieval, onde a nobreza foi construindo as suas moradias, que dão a Guimarães um ambiente único.

Nas suas ruas e monumentos relembra-se a história que encanta quem a visita. Guimarães é um local onde a história e a contemporaneidade se fundem e é atualmente uma cidade que soube conciliar a consequente manutenção do património com o dinamismo e empreendedorismo que caracterizam as cidades modernas.

Em 2012 foi igualmente reconhecida pela União Europeia como Capital Europeia da Cultura, um importante impulso no desenvolvimento cultural, social e económico sustentável da cidade Vimaranense.

Esta cidade que fica entre muralhas e que viu nascer uma nação, foi eleita pelo New York Times como um dos 41 locais a visitar em 2011 e a considerou um dos emergentes pontos culturais da Península Ibérica. Foi ainda Cidade Europeia do Desporto (CED), em 2013. Também conhecida por ser o berço da Nação, as suas ruas e monumentos respiram história, mas também juventude e animação.

O centro histórico, onde estão localizados museus e outras atrações, depois de o sol se pôr, transforma-se em palco de animação marcado pelo ritmo e pela dinâmica dos vários bares e cafés, por onde a população, dos 8 aos 80, convive e passeia alegremente nas carismáticas ruas da cidade.

Os vimaranenses ou conquistadores, como são muitas vezes tratados, fruto da herança histórica da conquista, têm a hospitalidade expressa num sorriso de boas vindas.

Centro histórico de GuimarãesNo coração da cidade baixa o largo da Oliveira ergue o Padrão do Salado e a Igreja e Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, que alberga o célebre Museu Alberto Sampaio.

A Praça de Santiago, que num passado distante acolhia os peregrinos que na Idade Média se dirigiam a Compostela, hoje acolhe os residentes e turistas nos seus restaurantes e esplanadas. O Convento de Santa clara, a Casa do Arco entre outras casas nobres fazem a ligação à cidade alta.

Marginada por restos da antiga muralha situa-se a cidade alta entre o Paço dos Duques de Bragança e o tão vistoso castelo. No caminho até ao alto do castelo encontra-se o referido Paço, monumento do séc. XV onde é possível observar a influência da arquitetura senhorial francesa, o Monumento a D. Afonso Henriques, a românica Capela de S.

Miguel e, por fim, o Castelo, que nos leva a uma viagem ao séc. X e que está intimamente ligado à fundação de Portugal.Outra das atrações de Guimarães é o o Largo do Toural, com o seu chafariz quinhentista e a Rua D. João I, que na Idade Média era a via de acesso ao Porto e que ostenta casas antigas com balaustradas em madeira e fachadas seiscentistas.

Na Igreja do Convento de S. Domingos, na Rua de Paio Galvão, encontra-se o edifício neo-românico do Museu Arqueológico Martins Sarmento, que se estende para o claustro do Convento.

Pouco mais à frente fica o edifício do antigo mercado municipal, onde funciona hoje a Plataforma das Artes e o Centro de Artes Internacional José de Guimarães, com uma retrospetiva da obra deste conceituado artista, natural da cidade.

Provar GuimarãesGuimarães tem muito mais para conhecer, além dos grandiosos monumentos. Poder saborear a boa gastronomia minhota é mais uma das muitas atrações desta cidade.

A boa mesa representa Guimarães pela diversidade gastronómica. Aqui, pode sentar -se a degustar os variados pratos ofereceidos pelos muitos restaurantes da região.

 Bacalhau com migas, rojões, cabrito e vitela assados no forno, além do típico bucho recheado são alguns dos mais conhecidos sabores de Guimarães. A acompanhar estes pratos está, invariavelmente, o vinho verde da região.

Muito influenciada pelas raízes conventuais, a doçaria exibe verdadeiros tesouros da gastronomia nacional, tais como o Toucinho do Céu e as Tortas de Guimarães.

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ArtesanatoEm Guimarães há uma grande tradição na criação de artesanato. A “Cantarinha dos Namorados” é uma das peças que simboliza a grande riqueza criativa que começou como atividade secundária dos criadores e hoje representa uma verdadeira indústria.

A história de Guimarães, a história de PortugalQuando pensamos na cidade de Guimarães – bela urbe minhota, que reflecte bem toda a singeleza, elegância e denodado carácter das gentes do Norte de Portugal – facilmente nos vem à memória aquela célebre frase, “Aqui nasceu Portugal”.

A cidade de Guimarães é considerada o “berço” da nacionalidade portuguesa, pois, para além de, segundo a tradição, aqui ter nascido o primeiro rei de Portugal, também foi neste local que se deram os acontecimentos mais marcantes que conduziram à independência de Portugal.

A história de Guimarães começa com a Condessa Mumadona Dias, mulher de D. Ermegildo Mendes, conde de Tuy e do Porto, nobre galega, que no séc. X, recebeu do governador da Galiza, Ramiro II a concessão da vila de Creixomil.

No século XI o rei Afonso VI de Leão e Castela entrega o governo da Província Portucalense ao Conde D. Henrique, que para aqui vem viver. Este casa-se com D. Teresa (filha ilegítima de D. Afonso IV).

Desta união nasce, em 1111, aquele que viria a tornar-se o primeiro monarca de Portugal, D. Afonso Henriques.

No dia vinte e quatro de junho de 1128, dá-se a Batalha de S. Mamede. O Campo de S. Mamede é apontado por vários historiadores como tendo sido um dos seus palcos. Esta batalha é travada entre as hostes de D. Afonso Henriques e as de sua mãe, D. Teresa e do Conde de Trava de Galiza, em que os primeiros defendiam a independência do condado face ao reino de Leão.

Esta batalha é vencida por D. Afonso Henriques, marcando assim os alicerces da nação portuguesa.

Em 1179, D. Afonso Henriques é reconhecido rei de Portugal pelo Papa Alexandre III.No século XII, o Convento, fundado pela Condessa Mumadona Dias, fora transformado em Colegiada, que ao longo dos tempos viu o seu prestígio e importância valorizados face às doações e privilégios que lhe foram sendo concedidos por reis e nobres.

No plano religioso, a devoção pela Virgem Santa Maria de Oliveira faz da vila um importante centro de peregrinação. Em volta dos seus dois pólos dinamizadores – do Convento e do Castelo – construíu-se uma muralha defensiva e, a ligá-los, formou-se a Rua de Santa Maria.

Aos poucos, estes dois aglomerados urbanos fundiram-se num único e a organização e fisionomia da vila intramuros pouco se modificaram após o século XV.

A instalação das ordens religiosas dos Dominicanos e Franciscanos, fora dos muros do burgo, contribuiu para a urbanização extra-muros e consequente alargamento da cidade.

No ano 1853, a Rainha D. Maria II eleva a vila à categoria de cidade, sendo que a partir daqui foi autorizado o derrube das muralhas.

Na primeira metade do séc. XIX, a vila sofre as consequências de uma sociedade afetada em primeiro lugar pelas invasões francesas, seguidamente pelas políticas internas.

O desenvolvimento industrial surge então, nos têxteis, couros, ourivesaria, cutelaria, serralharia e fundição e torna a cidade um dos maiores pólos fabris do país. Conhecer a pitoresca cidade de Guimarães é conhecer a história onde nasceu “Portucale”.

É conhecer as ruas e ruelas onde nasceu aquele que viria a ser o primeiro rei de Portugal. É conhecer as muralhas dos castelos que defenderam o nosso reino mas, sobretudo, é conhecer Portugal.

Portugal – Guimarães o Berço da Nação – O castelo de Guimarães construído com arte, sabedoria e magnificência é sem sombra de dúvida o símbolo da nacionalidade portuguesa… Guimarães a Capital Europeia da cultura 2012

Falar de castelos antes de mais é falar de antigas estruturas militares que de tão presentes no nosso quotidiano se tornaram quase invisíveis aos olhos de quem por elas passa.

Só nos lembramos das suas histórias quando paramos e olhamos mais atentamente para a sua imponência, nessa altura sim, verificamos que estamos na presença de algo maior, algo que pouco ou nada tem a ver com os contos de fadas com que geralmente os associamos e que de facto merece uma reflecção mais atenta e profunda, depois de um exercício de concentração conseguimos recuar no tempo e colocar nos seus lugares as personagens que deles fizeram parte e que assim, de certo modo construíram a história dos países tal como hoje os conhecemos. Nesta serie que vou dedicar aos castelos, vou tentar retratar de uma forma humilde honesta e equilibrada mas também com muito rigor histórico fruto de algum trabalho e pesquisa, a importância destes dinossauros da arquitetura medieval, nesses tempos idos e no seu atual valor para o desenvolvimento turístico das populações em seu redor…Comecemos então por um dos Castelos mais emblemáticos do País visto estar diretamente associado ao inicio da Nação, o Castelo de Guimarães, muito embora todos os outros Castelos que se lhe seguem e dos quais tenciono falar, também tenham sido como veremos mais a frente, muito importantes na defesa e consolidação deste retângulo de terra a beira-mar plantado…

O castelo de Guimarães é sem sombra de duvida o símbolo da nacionalidade portuguesa, não poderia portanto deixar de falar de forma especial deste belo e altivo castelo construído com tanta arte, sabedoria e magnificência.

Integrado decerto na corrente de nobres atraídos ao ocidente peninsular pelas vicissitudes da Reconquista Cristã, um rico homem credivelmente de ascendência castelhana, Diogo Fernandes, veio nos fins do século IX estabelecer-se na região vimaranense, então no início de um promissor desenvolvimento. Com ele vieram a mulher e a prole, o filho e as três filhas.

Entre estas, contava-se uma, de nome Mummadona, que haveria de notabilizar-se, não só por do seu casamento com Hermenegildo Gonçalves se ter originado uma dinastia Condal que governou, desde meados do século X até ao terceiro quartel do XI, a já chamada terra portucalense, núcleo do futuro Portugal, mas também pelo seu devoto gosto pelo progresso e à defesa da incipiente Guimarães, então repartida em dois modestos núcleos populacionais, um no alto do Monte Largo – alpis latitus no latim dos documentos da época – e o formado no sopé dessa colina. Tendo enviuvado antes do ano 928, Mummadona viu-se senhora de vastíssimos bens, que em Julho de 950 partilhou com os seus filhos – cinco homens e uma mulher – para logo a seguir, animada de viva religiosidade, mandar fundar na vila baixa um mosteiro, ao qual, nove anos depois, em Janeiro de 959, fez uma amplíssima doação de terras, gado, rendimento, ricos ornamentos de culto e livros religiosos. Porém, naqueles tempos, não decorria tranquila a vida quotidiana no noroeste peninsular, em que se desenvolvia a progressiva Guimarães; além da ameaça permanente de possíveis investidas das hostes muçulmanas, ainda dominantes ao sul, eram sobretudo inquietantes os repetidos assalto dos chamados normandos, misto de guerreiros e piratas, que eram provenientes dos mares do norte da Europa, e abordavam em som de guerra as costas peninsulares ou subiam os cursos dos rios, e espalhavam por toda a parte sangue e ruínas, saqueando, matando e cativando, após o que, com maior ou menor demora, reembarcavam, embora não o fizessem incólumes.

Dos anos subsequentes ao daquela doação, algumas dessas incursões são conhecidas, além certamente de vários outros assaltos cuja escassa monta se apagou na memória das gentes, não deixando rasto na história.

Uma dessas incursões, de muçulmanos ou normandos, sobreveio por aquelas vizinhanças, e o coração da piedosa dama foi tocado de profundo temor pela segurança do mosteiro a que era tão devotada. Então resolveu ela construir naquele Monte Largo, um castelo, onde a comunidade se acolhesse em ocasião de perigo.

É bem conhecido e várias vezes citado o trecho da carta de doação desse castelo aos religiosos, lavrada em Dezembro de 968, da qual consta a referida decisão. Já nesse ano, e em anos seguintes por mais de uma vez, monges e monjas estariam de olhos postos no seu refúgio castelejo, e prestes a correrem para ele.

Primeiro, porque justamente desde os alvores desse 968 largamente se espalharam pelas terras da Galiza, levando-as a ferro e fogo, os oito mil normandos do viking Gunderedo, que só muito mais tarde vieram a ser vencidos e expulsos; depois, porque em várias ocasiões andou a guerra pelo norte de Portugal, movida ora por muçulmanos, ora por normandos. Nomeadamente em 997, quando Mohâmede Abu-Amir o celebre Almançor, vindo de Cória, fez caminho pela Beira, veio ao Porto, e, como o seu fito era destruir Compostela, deve ter seguido, desde aquela cidade, pela estrada romana que a ligava a Braga, passando portanto a uns quinze quilómetros de Guimarães, em marcha bélica embora não agressiva. Mais perigosamente em 1010 ou 1016, uma horda normanda invadiu a região a sul do Minho e chegou às vizinhanças de Guimarães, pois assolou as terras da vizinha Vermoim, cujo castelo assaltou.

A evolução construtiva deste interessante castelo não é conhecida através de fontes históricas suficientemente esclarecedoras; e quase pode dizer-se que tudo quanto se tem apurado resulta de dados oferecidos pela própria construção, dados sobre os quais se apoiam as Possíveis hipóteses cronológicas. Tradicionalmente considerado moradia do Conde D.

Henrique e berço do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Mais forte é porventura o facto de saber-se pela carta de doação duns campos em Guimarães, outorgada em 2 de Janeiro de 1121 pela condessa D.

Teresa a certos franceses aí moradores, que esses campos ficavam junto do palácio da doadora, na denominada Rua dos Franceses; portanto nesta data, e evidentemente com anterioridade maior ou menor, a residência condal era na vila e não no castelo, admitindo que a anterioridade de tal residência não atingia os últimos anos da vida do Conde Henrique, falecido em 1112, e consequentemente o do nascimento de D. Afonso Henriques provavelmente em 1009, No decurso dos séculos XII a XIV, vários sucessos enaltecem a história militar deste castelo. Nele deve ter resistido o moço Afonso Henriques, quando em 1127, encontrando-se em Guimarães, ali veio mover-lhe guerra o rei de Leão, Afonso VII, seu primo, com o fito de reduzi-lo à vassalagem de que, já em luta com a mãe para obtenção do governo do condado Portucalense, pretendia libertar-se.

Já no tempo da crise dinástica que se seguiu ao falecimento de D.

Fernando, as vicissitudes do castelo de Guimarães interferiram nas da Nação; e deste sucesso há conhecimento mais detalhado, porque a ele se referiu um tanto pormenorizadamente o cronista Fernão Lopes.

Como tantos outros exemplos conhecidos na história, o castelo de Guimarães, conheceu ao longo do tempo o ocaso da sua gloriosa existência, pouco a pouco, no decurso dos séculos XVI a XIX o influxo dos tempos e a ignorância, juntamente com o desrespeito dos homens pelo seu legado histórico tanto lhe macularam a integridade, até que o restauro levado a cabo no século XX conseguiu restituir a essas muralhas e torres, onde ainda repercute o eco de épicas batalhas, toda a sua grandiosidade, e toda a sua severa e majestosa beleza.

Egas Moniz, o Aio, será isto uma lenda?

A batalha de Valdevez entre os exércitos de D. Afonso Henriques e Afonso VII de Castela não teve um resultado decisivo para nenhuma das hostes envolvidas. D.

Afonso Henriques retirou-se para Guimarães com o seu aio Egas Moniz e com os outros chefes das cinco famílias mais importantes do Condado Portucalense, interessadas na independência. O monarca Castelhano pôs cerco ao castelo de Guimarães mas o futuro rei de Portugal preferia morrer a render-se ao primo.

Egas Moniz, fundamentado na autoridade que a posição e a idade lhe conferiam, decidiu negociar a paz com Afonso VII a troco da vassalagem de D. Afonso Henriques e dos nobres que o apoiavam. O rei castelhano aceitou a palavra de Egas Moniz de que D. Afonso Henriques cumpriria o voto de vassalagem. Mas um ano depois, D.

Afonso Henriques quebrou o prometido e resolveu invadir a Galiza, dando origem a um dos momentos mais heroicos da nossa história. Vestidos de condenados, Egas Moniz apresentou-se com toda a sua família na côrte de D. Afonso VII, em Castela, pondo nas mãos do rei as suas vidas como penhor da promessa quebrada.

O rei castelhano, diante da coragem e humildade de Egas Moniz, decidiu perdoar-lhe e presenteou-o com favores. Este ato heroico impressionou também D. Afonso Henriques, que concedeu ao seu velho aio extensos domínios.

Pensa-se que esta terá sido uma estratégia inteligente por parte de Egas Moniz para que o primeiro rei de Portugal pudesse ganhar tempo. Ao entregar-se, Egas Moniz ressalvava a sua honra e também a de Afonso Henriques, assegurando através da sua astúcia a futura independência de Portugal.

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Coisas que você não sabia: Portugal não nasceu em Guimarães

Lamentamos desiludir os Vimaranenses, de quem gostamos muito mas, na realidade, Portugal não nasceu em Guimarães. Mas antes de explicar os motivos, vamos aos factos: os historiadores são quase unânimes quando afirmam que o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, terá nascido em Guimarães.

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E por isso mesmo, esta belíssima cidade minhota, cujo centro histórico é Património da Humanidade, ostenta o honroso título de “Berço de Portugal”.

No entanto, atendendo aos acontecimentos que levaram à formação de Portugal como Reino independente, o mais correcto seria dizer “Portugal nasceu em Santa Maria da Feira”. Antes da explicação… um pouco de história!

Castelo de Guimarães

O castelo de Santa Maria da Feira é um dos mais notáveis monumentos portugueses quanto à forma como espelha a diversidade de recursos defensivos utilizados entre os séc. XI e XVI e que o torna peça única da arquitectura militar portuguesa.

Do antigo castro romano, e depois fortaleza ampliada na época da reconquista cristã, restam dele hoje, apenas o 1º piso da “Torre de Menagem”. Sancho I, deixou-o, por testamento, a suas filhas. – Mais tarde (1300) foi incluído no património da Rainha Santa Isabel.

D. Afonso Henriques

A primeira referencia documental do Castelo da Feira é a “Chronica Gothorum” e data de 1035. Noticia o texto a vitória de Bermudo III de Leão sobre um chefe mouro, em César, povoação localizada no território do castelo. Há indícios, porem, de que o reduto remonte ao século X, pois em 977 surge a primeira alusão documental à “civitas” de Santa Maria.

Castelo de Santa Maria da Feira

Quando, em 1095, o conde D. Henrique e sua mulher, D. Teresa, tomaram conta do Condado Portucalense, o Castelo da Feira era, juntamente com os de Guimarães, Faria e Neiva, um dos principais do novo domínio. O conde morreu em 1112 e D. Teresa casou com o galego Fernando Peres. Inevitável se tornou, dai, o conflito com o filho, D. Afonso Henriques.

Eivado de motivação fortemente independentes ta, o primeiro rei de Portugal haveria de colher o apoio de nobres contra a condessa com epilogo na famosa Batalha de São Mamede (1128). Ao tempo, Ermígio Moniz de Ribadouro era senhor da Terra de Santa Maria e alcaide do castelo, onde, terá sido combinado o movimento revoltoso. Daí haver quem defenda que Portugal nasceu no Castelo da Feira.

Castelo de Santa Maria da Feira

Pouco se sabe, ao certo, dos contornos do castelo na época medieval. A construção primitiva converteu-se em menagem-alcáçova envolvida por uma cerca, sendo a actual imagem do castelo obra de Fernão Pereira, terceiro senhor da Feira e alcaide por mercê de D. Afonso V, em 1448, e de seu filho, Rui Vaz Pereira, primeiro conde da Feira.

Castelo de Santa Maria da Feira

A ovalada muralha segue uma orientação norte-sul, surgindo a menagem-alcáçova quase no topo meridional, pelo que a praça de armas é ampla.

Transposta a porta da barbacã (encimada pelo brasão dos Pereiras e protegida por duas torres) e respectivo pátio, acede-se à porta principal, a Porta da Vila, que dá para a praça de armas, ao fundo da qual se ergue a menagem-alcáçova (com torre em cada um dos quatro Ângulos), de três pisos, concentrando-se a zona residencial nos dois andares superiores.

No primeiro sobressai a cisterna. O segundo é inteiramente ocupado pela sala nobre, com três lareiras, um fogão e quatro janelas, três delas dotadas de conversadeiras. O terceiro piso destinava-se a zona habitacional mais íntima.

Castelo de Santa Maria da Feira

Por trás da menagem-alcáçova surge a tenalha, pequena obra de fortificação que constitui a protecção mais próxima da alcáçova. Entre a tenalha e a alcáçova situa-se o pátio da traição, com acesso à respectiva porta.

Na fachada sudoeste ergue-se a Torre da Casamata, ao fundo da qual se chega a um recinto quadrangular e abobadado onde se alojavam os soldados e que servia como bateria com troneiras nos muros exteriores. No lado oposto encontra-se a Torre do Poço, com uma profundidade de 33,5 metros que dava acesso a uma nascente de água.

Castelo de Santa Maria da Feira

No século XVII construiu-se o Palácio dos Condes da Feira que ocupava quase todo o topo nascente da cerca. Demolido em 1929, restam algumas Paredes, a escadaria e o chafariz.

Também do século XVII é a Capela de Nossa Senhora da Encarnação, mandada erguer pela sexta condessa, D. Joana Pereira, no local onde existira outra com a mesma invocação.

Vila da Feira passou a cidade de Santa Maria da Feira pelo decreto-lei n° 39 de 14 de Agosto de 1985.

Com o falecimento do Conde D. Henrique, diante da ascendência do galego Fernão Peres de Trava sobre a viúva, D. Teresa de Leão, os senhores ao sul do rio Minho, insatisfeitos, organizaram-se em torno do jovem D. Afonso Henriques, que, nesse ínterim, se armou cavaleiro (1125).

Parte expressiva desta articulação política terá tido lugar nas terras e Castelo de Santa Maria, sob o domínio do nobre Ermígio Moniz, culminando na batalha de São Mamede (Guimarães, 1128), razão pela qual se afirma ser este monumento o verdadeiro berço da independência de Portugal.

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