Porque É Que A Lua Funciona Como Um Espelho?

A corrida espacial motivou as grandes potências mundiais da época, EUA e a União Soviética, a levarem o primeiro homem à superfície da Lua.

Durante muito tempo, a URSS manteve-se à frente na conquista do espaço, tanto que eles chegaram a levar o primeiro homem até lá.

Em 12 de abril de 1969, a URSS conseguiu colocar o astronauta soviético Iuri Gagarin em órbita da Terra, a bordo da espaçonave Vostok 1.

Os norte-americanos não ficaram para trás e então, no dia 20 de julho de 1969, conseguiram realizar a primeira alunissagem (pouso na Lua) da história da humanidade.

O pouso na superfície lunar fora transmitido para as televisões do mundo todo, as imagens mostravam o astronauta Neil Armstrong dando os seus primeiros passos em solo lunar: pequenos passos para um homem, mas um grande passo para a humanidade.

Porque É Que A Lua Funciona Como Um Espelho? Neil Armstrong deu o primeiro passo do homem na Lua.

Mesmo hoje em dia, há quem duvide que o homem de fato chegou a pousar na superfície da Lua. A internet está repleta de vídeos, fotos e teorias da conspiração que, entre outras coisas, dizem que a missão Apollo-11 tratou-se, na verdade, de uma grande farsa. Entretanto, o homem já pisou na Lua seis vezes

Ao todo, doze astronautas já estiveram por lá, em seis diferentes missões: Apollo 11, 12, 13, 14, 15, 16 e 17. O programa espacial Apollo, que teve início em 1969 foi breve e terminou em 1972. O motivo para o seu fim era principalmente o alto custo envolvido na exploração lunar.

Neste artigo, discutiremos os principais mitos e verdades acerca da viagem do homem à Lua, para que você entenda melhor sobre o assunto.

Não pare agora… Tem mais depois da publicidade 😉

Veja também: Por que o homem ainda não voltou à Lua?

Verdade: Números da missão Apollo 11

Confira alguns números impressionantes relacionados à missão Apollo 11:

  • Ao todo, a missão durou 8 dias, 3 horas e 18 minutos. Durante esse tempo, os astronautas percorreram mais de 1,5 milhões de quilômetros de distância no decorrer de seu trajeto de ida e volta.
  • O lançamento foi realizado no Cabo Kennedy, na Flórida. Estima-se que nas proximidades da praia havia cerca de 1 milhão de pessoas. A subida do foguete Saturno V, responsável por levar o módulo Columbia para fora da Terra, levou cerca de 12 minutos para entrar em órbita. O evento foi televisionado e assistido por mais de 650 milhões de espectadores por todo o mundo. Porque É Que A Lua Funciona Como Um Espelho? O lançamento do foguete Saturno V, com os módulos Eagle e Columbia. (Crédito: NASA)
  • Cerca de 400.000 pessoas trabalharam no projeto Apollo 11, por isso, caso tudo isso for uma mentira, teríamos um total de 400.000 empregados envolvidos no segredo!
  • Os trajes utilizados pelos astronautas da Apollo 11 tinham cerca de 90 kg.
  • O pouso do módulo lunar da missão Apollo 11 não foi nada tranquilo, Armstrong visualizou imperfeições no terreno previsto para o pouso e teve que acionar o piloto semiautomático, com isso, conseguiram pousar 20 segundos antes do combustível de pouso acabar.
  • A missão Apollo 11 custou cerca de 23 bilhões de dólares, o equivalente a 131,75 bilhões de dólares nos dias de hoje, ou, 425 bilhões de reais.

Para saber mais sobre a missão Apollo 11, leia: Apollo 11 | Tudo sobre a missão que levou o homem à Lua

Mito: Como não há vento na Lua, a bandeira não deveria se mover

A Lua não apresenta atmosfera, uma vez que a sua gravidade é muito baixa, por esse motivo, muitos acreditam que a bandeira fincada no chão por Neil Armstrong e Buzz Aldrin não deveria mover-se como nas filmagens.

No entanto, poucos entendem que a bandeira moveu-se daquela maneira em razão de sua própria inércia e não por conta de ventos ou qualquer coisa do tipo.

A inércia é uma propriedade da matéria que mede a sua tendência de permanecer em repouso ou em movimento retilíneo, com velocidade constante, quando sujeita a uma força resultante nula.

Porque É Que A Lua Funciona Como Um Espelho? O complexo movimento realizado pela bandeira é resultado de sua inércia. (Crédito: NASA)

Verdade: Os astronautas deixaram um espelho na Lua

Armstrong e Aldrin instalaram na superfície lunar um dispositivo óptico capaz de refletir ondas eletromagnéticas de volta à sua fonte emissora.

Esse dispositivo, chamado de LRRR (lunar laser ranging experiment), é usado até os dias de hoje para medir com grande precisão a velocidade e a distância entre a Terra e a Lua.

Além disso, na Lua, há um equipamento capaz de detectar a atividade decorrente de terremotos e impactos de meteoritos.

Mito: As estrelas deveriam aparecer nas fotos feitas pelos astronautas

Muitas pessoas acreditam que o homem nunca esteve na Lua já que não é possível enxergar as estrelas quando olhamos para as fotos tiradas durante o pouso na superfície lunar. Entretanto, isso é perfeitamente explicável.

Os astronautas encontravam-se na superfície da Lua que era iluminada diretamente pela luz solar, isso fazia com que as câmeras rudimentares da época diminuíssem sua abertura de fotografia e, com isso, não era possível fotografar os minúsculos pontos brilhantes que eram as estrelas. Possivelmente, com a tecnologia das câmeras fotográficas digitais, tiraríamos incríveis fotos de longa exposição que revelassem detalhes do céu noturno que não podem ser vistos daqui da Terra.

Porque É Que A Lua Funciona Como Um Espelho? Nas fotos não é possível ver as estrelas em razão da abertura das câmeras.

Verdade: Os astronautas trouxeram pedaços da Lua para a Terra

Enquanto estavam na superfície da Lua, os astronautas da missão Apollo 14 coletaram cerca de 23 kg de solo e rochas da superfície da Lua. Após o pouso e sua famosa frase, Armstrong descreveu o solo lunar como sendo formado por um pó bastante fino, escorregadio, depositado acima das rochas.

Veja também: Conheça o fundamental sobre a história da Astronomia

Mito: Os astronautas não sobreviveriam uma viagem à Lua devido à intensa radiação solar

Um mito bastante comum é o de que os astronautas não conseguiriam sair ilesos do cinturão de Van Allen, por causa dos grandes níveis de radiação presentes por lá. O cinturão de Van Allen é uma grande região que se encontra acima da atmosfera terrestre, entre 640 km e 58.000 km de altitude.

Nessa região, há um grande fluxo de partículas carregadas e extremamente energéticas como núcleos de átomo de Hélio que são emitidos pelo próprio Sol e raios cósmicos, responsáveis por produzir altos níveis de radiação.

Entretanto, os norte-americanos já sabiam da existência do cinturão desde 1950, graças aos dados astronômicos coletados pelas sondas espaciais Explorer, Pioneer e Luna.

Além disso, sabemos que a espaçonave Apollo 11 atravessou o cinturão de Van Allen em menos de duas horas. O horário do lançamento também não foi escolhido ao acaso: a nave passou através do cinturão no momento em que a atividade da radiação encontrava-se em níveis mais baixos que o comum.

Veja também: A sonda Parker e a viagem ao Sol

Durante seu período de travessia pelo cinturão de Van Allen, estima-se que a espaçonave Apollo 11 tenha sido exposta a 18 rads, uma unidade de medida de absorção de radiação: valor bastante abaixo daquilo que se considera nocivo ao ser humano, 200 rads.

Mesmo sabendo que a exposição dos astronautas seria baixa, os engenheiros espaciais que participaram da missão lunar certificaram-se de isolar o exterior de nave, por essa razão, os astronautas absorveram nada mais que 0,18 rads ao longo dos 12 dias de missão.

Porque É Que A Lua Funciona Como Um Espelho? O modulo Columbia era fortemente blindado contra radiações. (Crédito: Ludovic Farine | Shutterstock)

Verdade: Os astronautas foram colocados em quarentena ao voltarem da Lua

Por precaução, os primeiros astronautas a pousar na Lua foram colocados em quarentena após o seu retorno à Terra. A espaçonave Apollo 11 pousou no mar, cerca de 1400 km a sudoeste do Havaí.

Após terem sido resgatados, Armstrong e Aldrin foram colocados em quarentena durante 21 dias, como uma forma de garantir que eles não teriam trazido qualquer tipo de doenças consigo.

Veja também: Qual é a relação de Einstein com a bomba atômica?

Mito: Há uma pedra escrita com a letra C na Lua

Esse mito diz que em uma das fotos tirada durante o pouso na Lua é possível ver uma letra C escrita em uma pequena pedra. No entanto, as fotos originais não mostram isso. De acordo com a NASA, a versão da foto em que é possível ver a letra foi possivelmente manipulada por alguém.

Verdade: Os astronautas deixaram algumas “lembrancinhas” na Lua

Na Lua, há cerca de 96 pacotes de excrementos humanos, deixados pelos 12 astronautas que já passam por lá, durante as 6 missões tripuladas. Há também 12 câmeras fotográficas Hasselblad, que foram deixadas para trás durante a missão Apollo 14.

Leia também:  Como Descobrir Que O Rapaz Que Anda Atras De Mim É Gay?

Na época, o astronauta Edgar Michel trouxe somente uma única câmera consigo, ele alegou não ter pego os filmes das outras câmeras, porque estava sem tempo.

Além desses objetos, durante a missão Apollo 16, Charles Ducke deixou um retrato de sua família em solo lunar, no entanto, graças à intensa radiação solar na Lua, a foto provavelmente desbotou-se por completo.

Porque É Que A Lua Funciona Como Um Espelho? Alguns experimentos, como um sismógrafo e um espelho refletor foram deixados na Lua na missão Apollo 11. (Crédito: Nasa)

Mito: O computador de bordo da Apollo 11 era “fraco”

Em comparação com os computadores utilizados hoje em dia, sim. No entanto, para a época do lançamento da espaçonave, tratava-se de um dos mais potentes computadores já produzidos.

Juntos a NASA e MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets) desenvolveram um computador que funcionava com circuitos integrados de transistores e resistores, em uma época em que os computadores ocupavam salas inteiras.

O AGC (Apollo Guidance Computer) tinha uma frequência assustadora de operação: 2.048 MHz, e uma memória equivalente a 76 kilobytes.

Por Me. Rafael Helerbrock

Como conseguimos ver a Lua durante o dia?

     Muitas vezes observamos a Lua em plena luz do dia. Algumas pessoas se questionam, como isto é possível?

    Sabe-se que a Lua não possui luz própria, portanto sua luminosidade provem do Sol. A Lua funciona como um grande espelho que reflete sua luminosidade à Terra. Conforme a Lua se apresenta no céu, ela é refletida à Terra.    À medida que a Lua gira em torno da Terra, e esta ao redor do Sol, ambos podem estar ao mesmo tempo no céu, vai depender do ângulo em que a Terra está virada.

  •    No decorrer do mês, podemos ver várias fases lunares; Lua nova, Lua crescente, Lua cheia e Lua minguante. 
  •   Dentre estas fases lunares conhecidas, duas são vistas durante o dia, sendo elas a fase crescente e minguante.
  •    Quando a fase é crescente, podemos ver a lua depois do meio-dia.
  •    Quando a fase é minguante, podemos ver a lua na parte da manhã, e some perto do meio-dia.
  •    Na fase lua nova, o sol está iluminando o lado oculto do nosso satélite natural, entretanto, ela não pode ser vista por nós nem durante o dia e nem durante a noite. 
  •    Durante a lua cheia, ela só aparece no horizonte celeste quando já está anoitecendo.
  •     Abaixo podemos ver as fases lunares.
Porque É Que A Lua Funciona Como Um Espelho?
Representação das fases lunares,

Se você gostou do artigo acima, não deixe de comprar o nosso livro “Desconstruindo um mito: Darwin não é o pai da evolução”.Clique na imagem abaixo e será direcionado ao site.  Obrigado…
Livro: Desconstruindo um mito: Darwin não é o pai da evolução.

  • Paperback: 136 páginas
  • Editora: Schoba (26 de julho de 2019)
  • Idioma: Portuguese
  • ISBN-10: 8580135257
  • ISBN-13: 978-8580135251
  • Dimensões do produto: 13,3 x 0,9 x 20,3 cm

Fonte: http://www.brasilescola.com/geografia/por-que-vemos-lua-durante-dia.htm

Sobre a forma e o brilho da Lua

25 de setembro, 2018 às 16:38 | Postado em Astronomia, Lua, Óptica

Bom dia . Gostaria de um esclarecimento para mim entender os diferentes formatos do brilho da lua conforme suas fases. A pergunta chave é a seguinte: A Lua é uma esfera ? ou um disco? Ou se é uma esfera só a metade dela seria como um espelho?

Respondido por: Prof. Fernando Lang da Silveira – www.if.ufrgs.br/~lang/

A forma da Lua é aproximadamente esférica. Tal conhecimento é muito antigo e remonta a séculos antes de Cristo. Com Galleu em 1610, a partir de suas observações astronômicas com seu telescópio, aprendeu-se que a Lua tem relevo, apresentando montanhas, vales, planícies, “mares”, … . Sobre tais observações galileanas vide A mensagem das estrelas.

Toda a superfície da Lua pode refletir a luz solar e de fato o faz quando iluminada pelo Sol. Desta forma a luz proveniente da Lua é luz solar parcialmente refletida de forma difusa.

O albedo (este é o termo técnico para a radiação solar refletida por qualquer corpo celeste) médio da superfície Lua não ultrapassa 13% da luz solar que sobre ela incide (vide mais em albedo_lunar).

Portanto a superfície da Lua é um “espelho” ruim pois reflete muito pouco e de forma difusa a luz do Sol.

As fases da Lua decorrem de que a posição do Sol em relação à Lua para nós na Terra se altera ao longo do mês lunar, modificando a parte da esfera lunar que está sendo iluminada. Na lua cheia o Sol ilumina totalmente a parte da Lua que enxergamos.

Nas fases crescente e minguante (vide a foto abaixo feita ao amanhecer por Audemário Prazeres do dia 19/03/2017 quando a Lua estava em quarto minguante) apenas partes iluminadas da Lua são visíveis da Terra.

Na lua nova a face oculta da Lua para nós é a porção iluminada e portanto não vemos a Lua; ela se encontra no céu durante o dia mas não à noite.

A iluminação de uma lua cheia elevada, quando então observamos sua máxima iluminação,  no céu limpo é aproximadamente 0,3 lux enquanto que o Sol nas mesmas condições produz uma iluminação de 130.000 lux (vide mais sobre tema em stjarnhimlen). Portanto a iluminação produzida pela Lua na fase cheia representa em ordem de grandeza cerca de um milionésimo da iluminação do Sol.

Se a superfície da Lua fosse tão refletiva quanto um bom espelho, teríamos em noites de lua cheia um brilho que lembraria o Sol durante o dia.

Sobre as fases da Lua:

1 –Lua.  2 – Fases da Lua. 3 – CONCEPÇÕES DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS SOBRE AS FASES DA LUA. 4 – As Variações dos Intervalos de tempo entre as fases principais da Lua.

Postagens no CREF sobre a Lua: Lua.

“Docendo discimus.” (Sêneca)

1) A lua é um espelho ou um reflexo da lua real? 2) A lua é convexa ou côncava?Ajudaaaa!​

Liste as principais características ou fatos científicos explicando as principais ideias em casa uma delas​

ATIVIDADES1. Pesquise a origem das palavras culto e cultura:2. Sempre existiu liberdade de culto no Brasil?3. Comente a frase: “Desde os tempos mais r

emotos, o culto aos deuses e deusas unepessoas em torno de tradições e costumes, dá a elas uma cultura comum.”​

Diferencie as explicações mitológicas, das religiosas e das cientificas​

como podemos entender as atitudes científicas no mundo moderno em comparação com a atitude que temos em nosso cotidiano​?

Observe o mapa os mapas representam o processo de formação territorial do Brasil comumente cada um deles representa justifique​

URGENTE!!!!!Crie um texto com 5 argumentos defendendo a ignorância e a tolice.​

ME AJUDEM PET
1 – Considere o texto seguinte:
Certa vez, um cosmonauta e um neurologista russos discutiam sobre religião. O neurologista era cris- tão

, e o cosmonauta não. “Já estive várias vezes no espaço”, gabou-se o cosmonauta, “e nunca vi nem Deus, nem anjos”.

“E eu já operei muitos cérebros inteligentes”, respondeu o neurologista, “e também nunca vi um pensamento”.
O mundo de Sofia, Jostein Gaardner, Cia. das Letras, 1995.

a) EXPLIQUE qual dos dois tipos de saberes estão sendo discutidos no texto?
b) COMENTE qual limite seria comum aos dois tipos de saberes presentes no texto?

A partir do texto proposto, marque a alternativa que apresenta a interpretação que Bacon realizava acerca da filosofia aristotélica. *33 pontosAristót

eles estabeleceu a experiência como o fundamento da ciência.

Aristóteles valorizava a experiência, por considerá-la um caminho seguro para superar a opinião e atingir o conhecimento verdadeiro.Aristóteles afirmava que o conhecimento teórico deveria submeter-se, como um escravo, ao conhecimento da experiência.

Aristóteles consultava a experiência para estabelecer os resultados e axiomas da ciência.Aristóteles desenvolveu uma concepção de filosofia que tem como consequência a desvalorização da experiência.​

um carro parte de sao Paulo as 8hrs da manhã e chegou ao meio dia apos percorrer 230km calcule a velocidade media desenvolvida pelo carro nessa viagem

ANÁLISE E ENTENDIMENTO17. Após a Antiguidade, que valores foram assumin-do historicamente maior importância na con-cepção de felicidade? Em que contex

to históricosurgiram?18. Entre as conclusões a que vêm chegando estu-dos científicos a respeito da felicidade, destaque​

Por que podemos ver a Lua durante o dia?

Como todos nós, humanos, sabemos, durante o dia, o Sol é o astro mais brilhante que existe. Sabemos também que a Lua é o objeto mais brilhante no céu durante a noite. Mas por que podemos ver a Lua durante o dia também em alguns períodos?

O motivo é devido a dois grandes fatores: o brilho da lua e sua órbita ao redor da Terra. Essas duas coisas tornam possível que a Lua seja observada durante o dia. A Lua é o objeto celeste que fica mais perto da Terra, quando comparada a qualquer outro astro.

Já o Sol é brilhante porque queima grandes quantidades de hidrogênio. Por isso não precisa de tanta proximidade com a Terra para ser visto.

Reflexo

Além da proximidade, a segunda razão é a sua reflexividade. A maioria de nós sabe que a Lua não é um sol menor ou uma estrela. Ela é basicamente um satélite natural que tem 1/6 do tamanho da Terra. No entanto, a maior parte de sua superfície apresenta uma tonalidade que a torna muito refletora.

Em essência, a Lua é, basicamente, um grande espelho refletindo a luz do Sol a partir do outro lado da Terra em certos períodos. Mas ainda vamos discutir quando isso acontece no tópico abaixo.

A outra razão é a órbita da Lua em torno da Terra. Enquanto a Lua parece descer sempre no Ocidente e o Sol nasce no Leste, esse nem sempre é o caso. Tudo porque, para um observador atento, a Lua não está no mesmo lugar o tempo todo. O fato é que durante o ciclo lunar ela faz um circuito por todo o céu.

Fases

Na Lua cheia e somente nesse período, o nosso satélite é exatamente o oposto ao Sol. No entanto, uma vez que se aproxima da Lua Nova, ela fica mais próxima do Sol, fazendo com que fique também menos visível.

Em época de Lua cheia, ela se levanta quando o Sol está se pondo e vai embora apenas quando o sol está nascendo. Ou seja, ela fica intensamente brilhante durante a noite, mas some durante o dia. Nessa fase, a Lua diurna não é observada.

Outras duas coisas também contribuem para a Lua ser visível à luz do dia. Primeiro, ela é brilhante o suficiente para sua luz penetrar a luz azul dispersada do céu. Em segundo lugar, a Lua deve estar suficientemente alta no céu para ser visível.

De fato, a Lua pode ser visível à luz do dia em um céu limpo quase todos os dias, exceto perto da Lua Nova e na fase de Lua cheia. Para que a observação diurna aconteça, também é necessário que ela esteja acima do horizonte durante 12 horas por dia. E é dentro dessa “janela” que coincide de observarmos a Lua durante o dia, que reflete a luz do Sol. 

Por que sonda Perseverance levará espelhos para Marte? Resposta está na Lua

O robô explorador Perseverance deve chegar em Marte em fevereiro de 2021 para descobrir vestígios de vida antiga no planeta. Além de de suas inovações, como um dispositivo de raio-x alimentado por inteligência artificial, o rover contará com uma técnica usada há mais de 50 anos, baseada em espelhos.

De acordo com a Nasa, a missão Apollo 11, que pousou na Lua em 1969, levava consigo retrorrefletores. São um conjunto de pequenos espelhos que também estão presentes no Perseverance em Marte. Eles servem para que os cientistas na Terra apontem lasers para eles e calculem o tempo que levaria para os feixes de luz retornarem.

No primeiro caso, isso forneceu medições precisas da órbita e forma da Lua, incluindo como ela mudou ligeiramente com base na atração gravitacional da Terra.

Apesar disso, a Nasa ressalta que ainda não há atualmente nenhum laser em andamento para realizar esse tipo de pesquisa em Marte. Ou seja, os aparelhos devem ser usados só em um futuro próximo.

O robô explorador carrega consigo o LaRA (sigla em inglês para arranjo de retrorrefletores laser), um aparelho do tamanho da palma da mão. Ele funciona como um refletor de bicicleta, rebatendo a luz na direção de sua fonte.

O LaRA é uma esfera de cinco centímetros de largura com alguns buracos de meia polegada contendo células de vidro. Em cada uma dessas células, três faces espelhadas são posicionadas em ângulos de 90 graus, para que a luz que entra nos orifícios seja direcionada de volta exatamente na mesma direção de onde veio.

Buzz Aldrin deixa espelhos na Lua em 1969, na missão Apollo 11 Imagem: Divulgação/Nasa

Cabe destacar que LaRA é muito menor que os refletores levados à Lua. Os aparelhos entregues pelas missões Apollo 11 e 14 são aproximadamente do tamanho de um monitor de computador e têm nada menos que 100 refletores. A Nasa afirma que os carregados pela missão Apollo 15 são ainda maiores, com 300 refletores.

Isso porque os lasers precisavam viajar 770 mil quilômetros aproximadamente entre ir e voltar da Lua. Na viagem de volta, os feixes ficavam tão fracos que não podiam ser detectados pelo olho humano.

Mas os feixes direcionados ao LaRA teriam uma jornada muito mais curta, apesar de Marte estar a cerca de 401 milhões de quilômetros de distância em seu ponto mais distante da Terra.

Segundo a Nasa, os feixes de laser, em vez de viajar para a frente e para trás da Terra, o que exigiria retrorrefletores enormes, precisariam apenas viajar apenas até um orbitador de Marte equipado com um laser apropriado.

O orbitador poderia determinar a posição precisa de um retrorrefletor na superfície marciana. Como o Perseverance será móvel, ele poderá fornecer vários pontos de referência no planeta vermelho, enquanto a posição do orbitador seria rastreada da Terra.

Isso permitiria aos cientistas testar a teoria da relatividade geral de Einstein. A órbita de cada planeta é muito influenciada pela curva do espaço-tempo criada pela grande massa do Sol.

“Este tipo de ciência é importante para entender como a gravidade molda nosso sistema solar, todo o Universo e, em última análise, os papéis da matéria escura e da energia escura”, afirmou Simone Dell'Agnello, que liderou o desenvolvimento dos três retrorrefletores no Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália, que construiu os aparelhos em nome da Agência Espacial Italiana.

Além do Perseverance, a sonda InSight, que pousou em Marte em novembro de 2018, também foi equipada com retrorrefletores, chamados de Laser Retroreflector for InSight (LaRRI). A missão dessa sonda é estudar o interior profundo do planeta.

O InSight depende de um instrumento de rádio para detectar diferenças sutis na rotação de Marte. Usando LaRRI, a sonda poderia aprender como o planeta oscila ao longo do tempo, permitindo aos cientistas determinar se o núcleo de Marte é líquido ou sólido.

Além disso, o uso de retrorrefletores pode ajudar em algo considerado complexo pelos cientistas: os pousos em Marte. O Perseverance, por exemplo, contará com uma nova tecnologia que compara imagens tiradas durante a descida com um mapa de bordo.

Se a espaçonave se aproximar muito do perigo, como um grande penhasco ou dunas de areias, ela poderá desviar. Mas um evento de missão crítica pode dificultar o envio dessas informações aos cientistas.

Assim, futuras missões a Marte poderiam usar a série de pontos de referência de retrorrefletores a laser deixados pelo Perseverance para entender o relevo do terreno, evitando problemas de pouso.

A Astronomia

ECLIPSES

Eclipsar significa esconder, desaparecer. Durante o movimento da Terra em torno do Sol, e do movimento da Lua em torno da Terra, pode acontecer que:

  • a Lua passa exatamente entre o Sol e a Terra ocasionando o eclipse solar, ou
  • a Terra passa entre o Sol e a Lua ocasionando o eclipse lunar.

Os eclipses ocorrem porque o Sol � um corpo Luminoso (gera e emite luz pr�pria) e a Lua e a Terra s�o corpos Iluminados (apenas refletem a luz que recebem do Sol).

Eclipse Solar 

Durante um eclipse solar, o Sol fica total ou parcialmente escondido pela Lua ao ser observado aqui da Terra.

Quando o eclipse � parcial, apenas parte do disco solar fica encoberto pela Lua; nesse caso, ocorre apenas uma diminui��o da quantidade de luz que recebemos do Sol.

Quando a Lua encobre o disco solar completamente, o Sol fica completamente eclipsado e nenhuma luz solar atinge determinada regi�o da Terra. Nessa regi�o teremos uma noite de pequena dura��o. � o eclipse solar total.

Um eclipse solar passa pelas seguintes fases:

  • in�cio da entrada da Lua na frente do disco solar (in�cio do eclipse parcial)
  • Lua encobrindo totalmente o disco solar (eclipse solar total)
  • disco solar completamente vis�vel de novo (fim do eclipse parcial)

Devido �s dist�ncias vari�veis entre a Terra e o Sol e a Terra e a Lua, os di�metros angulares aparentes do Sol e da Lua variam com o tempo.

Pode acontecer, durante um eclipse solar, de a Lua n�o conseguir encobrir completamente o disco solar, deixando um anel solar ainda vis�vel no m�ximo do eclipse. Esse eclipse � chamado de eclipse anular do Sol.

A m�xima dura��o de um eclipse solar total � de cerca de 7 minutos.

Eclipse Lunar  

Como a Lua n�o possui luz pr�pria, ela s� � vis�vel enquanto recebe luz do Sol e a reflete para a Terra. Quando a Terra se interp�e entre o Sol e a Lua, ficam definidas tr�s regi�es no espa�o:

  • a regi�o que continua recebendo luz solar de todo o disco solar (regi�o iluminada)
  • a regi�o que recebe luz apenas de parte do disco solar (regi�o da penumbra)
  • regi�o que n�o recebe luz de nenhum ponto do Sol (regi�o da sombra)

A ocorr�ncia de um eclipse lunar segue os seguintes passos:

  • entrada da Lua na penumbra da Terra (in�cio do eclipse penumbral)
  • entrada da Lua na sombra da Terra (in�cio do eclipse umbral parcial)
  • Lua entra completamente na sombra da Terra (eclipse lunar total)
  • sa�da da Lua da sombra da Terra (fim do eclipse umbral parcial)
  • sa�da da Lua da penumbra da Terra (fim do eclipse lunar parcial)

Notar que, mesmo durante um eclipse lunar total, o disco lunar n�o fica completamente escurecido. Isso ocorre por causa da atmosfera da Terra, que funciona como uma lente convergente, convergindo para a Lua raios de sol que, sem a atmosfera da Terra iriam se perder no espa�o.

Ciclicidade dos Eclipses 

Por causa da periodicidade das �rbitas da Terra em torno do Sol e da Lua em torno da Terra, bem como devido ao �ngulo de 5,2o entre a �rbita da Lua e da Terra, os eclipses ocorrem ciclicamente. Assim, sua previs�o pode ser feita com certa facilidade. Num per�odo de um ano, podem ocorrer:

  • no m�nimo 2 eclipses solares e 2 lunares
  • 3 eclipses solares e 2 lunares
  • 4 eclipses solares e 2 (ou 3) lunares
  • 5 eclipses solares e 2 lunares

Depois de 18 anos e 11,3 dias os eclipses voltam a ocorrer na mesma ordem em que ocorreram no ciclo anterior. Esse per�odo � chamado de Per�odo de Saros, e cont�m 70 eclipses, sendo 41 solares e 29 lunares.

Cuidados para observar um eclipse solar 

Nunca se deve olhar para o Sol sem que se tenha uma prote��o eficiente para os olhos. A mesma orienta��o vale durante um eclipse parcial ou anular do Sol. Parte da luz proveniente do Sol � de alta energia e pode danificar, de forma irrevers�vel, c�lulas do olho.

A forma mais segura de observar um eclipse solar parcial ou anular � por meio de preje��o. Numa cartolina fa�a um orif�cio de cerca de 1 cm de di�metro. Encoste essa cartolina furada num espelho plano.

Ficando ao sol, fa�a a luz solar refletir num espelho e incidir numa parede � sombra. L� se poder� ver a imagem do Sol durante o eclipse sem danificar o olho. Existem alguns filtros, usados por soldadores que podem dar prote��o para poder olhar o eclipse diretamente.

Sandu�ches de filmes fotogr�ficos Preto e Branco podem ser usados em breves intervalos de tempo.

Vidros esfuma�ados, garrafas com l�quidos escuros, �culos escuros, bacias com �gua etc. N�O oferecem prote��o adequada e devem ser evitados.

A observa��o de um eclipse com telesc�pios, lunetas ou bin�culos s� deve ser feita se devidamente autorizada pelo fabricante dos referidos instrumentos.

Caso contr�rio, o risco de danos �pticos � muito grande, geralmente ocorrendo perda total da vis�o. Cuidado!

Espelho de lua é tendência de decoração nas redes sociais

  • WhatsApp
  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • Linkedin
  • Copiar Link

Espelhos circulares, que imitam a lua, têm ganhado popularidade nas mídias sociais (Foto: Reprodução / Woveners)

Suculentas, piso de taco, samambaias… assim como a moda de roupas, a área de decoração de interiores também tem as suas tendências. Agora, são os espelhos no formato da lua que têm aparecido em diversas selfies e fotos de ambientes postadas nas redes sociais. 

O interessante é que o design do objeto é democrático: pode ser usado na sala de estar, no quarto, no banheiro ou no hall. Além disso, combina com diversos estilos de decoração e várias idades – crianças, jovens e adultos, que gostam de astronomia ou astrologia, irão se encantar com acessório. 

leia mais

As empreendedoras Julia Beatriz e Caroline Augusto, fundadoras da lojinha de decoração online JuBeatrizStore, perceberam o sucesso da tendência no exterior e buscaram alguém que produzisse a peça no Brasil. Elas encontraram a designer Renata Alcântara, co-fundadora da marca Verbo Habitar, que dá consultorias de design de interiores e cria objetos decorativos.

O fruto da parceria é um espelho de lua, que mede 30 cm, e é vendido por R$ 135 no Instagram das duas empresas. Há entrega em todo o país, mas o valor do acessório não inclui o preço do frete. “O público está adorando. Tivemos muitas encomendas. Os clientes estão apaixonados e felizes que a peça, finalmente, está sendo feita no Brasil”, conta Julia. 

Espelho da loja Mercao Collective com textura, que imita a superfície lunar, também permite simular as fases da lua (Foto: Reprodução / Mercado Collective)

Na loja mexicana Mercado Collective, a peça é totalmente redonda e possui, parcialmente, uma textura que simula a superfície porosa do satélite natural da Terra. A marca também vende espelhos do mesmo tamanho, mas com diferentes proporções da texturização. Assim, é possível pendurá-los na parede para representar as quatro fases da lua – crescente, cheia, minguante e nova.

Já no portal Woveners, é vendido um kit com cinco espelhos: um é completamente redondo, enquanto os demais são no formato de meia lua. As peças também permitem simular as fases do satélite natural, seja na direção vertical, seja na horizontal. 

Outra opção de representar as fases da lua com os espelhos é colocá-los na vertical (Foto: Reprodução / Woveners)

leia mais

Como funcionam os telescópios?

Desde o início da corrida espacial, no século 20, o ser humano já conseguiu sair da Terra e pisou na Lua! Mas, nossos olhos para distâncias maiores no universo continuam sendo os telescópios.

Hoje, temos potentes equipamentos enviados ao espaço que aumentam a imagem de corpos celestes e permitem que os astrônomos estudem mais a fundo estrelas, planetas, galáxias, buracos negros e tantos outros objetos que não conseguimos ver daqui da Terra.

Você já parou para pensar como funciona um telescópio? O Espaço te explica!

Como surgiu?

A história do telescópio começa em 1608, quando o holandês Hans Lippershey construiu uma luneta com lentes de óculos. Ao saber da nova invenção, o italiano Galileu Galilei construiu um equipamento com tubos e lentes que foi aperfeiçoado entre 1609 e 1610. O cientista o batizou de perspicillum, que foi apontado pela primeira vez ao céu! Com a luneta, Galileu conseguiu observar diversos corpos celestes, como a Lua e Júpiter.

Como funciona?

A maioria dos telescópios são feitos com lentes ou espelhos curvos que captam e focalizam a luz do objeto celestes. Os primeiros modelos eram construídos com vidro transparente, mas logo os pesquisadores perceberam que o espelho é mais leve e liso. Atualmente, os telescópios mais poderosos têm espelhos enormes que conseguem ver objetos de pouca luminosidade ou que estão muito longe.

Tipos de telescópios

O telescópio produzido com lentes é chamado de refrator. Assim como pessoas que não conseguem ver ao longe e usam óculos com lentes grossas, o telescópio refrator precisa de lentes bem potentes para ver objetos muito distantes. O problema é que a produção delas é mais difícil.

Já o telescópio com espelhos é chamado de refletor. Os espelhos são mais finos e fazem com que a luz se concentre ao refletir neles. Por isso, sua curvatura deve ser bem pensada. A vantagem desse modelo é a leveza do espelho, o que facilita o envio para o espaço sideral.

Telescópios espaciais

Um dos mais lembrados e importantes telescópios espaciais, o Hubble está em órbita há quase 30 anos. Ele ultrapassou a atmosfera terrestre para captar imagens precisas de locais bem distantes do nosso planeta.

O Hubble fez contribuições importantes para quase todos os campos da astronomia – desde o estudo de planetas e a análise da evolução das galáxias até a expansão acelerada do próprio universo

Apesar de o Hubble sempre vir à nossa mente,   como os da Agência Espacial Europeia que captam imagens nas frequências de raios-X e infravermelho. A NASA também tem equipamentos próprios para raios gama, raios-X e infravermelho.

Se você se interessa por astronomia, não pode deixar de ler nosso conteúdo! Clique aqui e saiba tudo sobre o universo! #VEMPROESPAÇO

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*