Porque É Importante Evitar O Desperdício De Plástico? E Como Podemos Fazê-lo?

Publicado em 17 de abril de 2019

Nas condições preocupantes e atuais que o planeta se encontra, a reciclagem não é mais uma opção, e sim um dever de cada um como cidadão consciente no mundo.

Mesmo assim, muita gente não faz o descarte correto do plástico. E não é nem por maldade, mas por falta de conhecimento e por acreditar que é muito caro e complicado.

Porque É Importante Evitar O Desperdício De Plástico? E Como Podemos Fazê-lo?

Muito essencial em nossa vida, o plástico não deve ser visto como o vilão – se consumido de forma responsável e reciclado corretamente, esse material só tem a nos ajudar no dia a dia!

Um dado alarmante é que, por ano, 8 milhões de toneladas do plástico vão parar nos nossos oceanos, isso porque muitos ainda negligenciam  o descarte correto. Esse ato impacta diretamente na vida marinha, com animais ingerindo o composto e morrendo por causa disso.

E nós podemos fazer a diferença na vida desses animais ao descartar corretamente o plástico.Aliás, em todo ecossistema, inclusive nós mesmos. Quando comemos peixe, por exemplo, podemos estar ingerindo as mesmas toxinas que ele consumiu do plástico nos oceanos.

Leia também: Estradas feitas de plástico já são realidade, conheça a iniciativa!

Saiba 7 benefícios do descarte correto do plástico

  1. Previne impactos ambientais e mantém o equilíbrio em todos os ecossistemas da Terra;
  2. Gera mais consumo consciente, uma vez que você compreende os riscos do descarte incorreto e de como ele afeta nosso planeta;
  3. Incentiva empresas e cooperativas a continuarem trabalhando com materiais recicláveis;
  4. Cria mais oportunidades de empregos, principalmente para famílias de baixa renda;
  5. Gera economia nos nossos recursos naturais;
  6. Trabalha a conscientização global, uma vez que todos cidadãos se propõem a fazer a mesma coisa pelo planeta;
  7. O plástico reciclado pode ser usado em sistemas de geração de energia solar e fotovoltaica.

É importante ter um recipiente só para o plástico. Por preguiça e até mesmo “falta de tempo”, algumas pessoas preferem misturar todo o lixo, mas não custa um segundo descartar o plástico em uma lixeira ao lado.

Aliás, essa é uma tarefa divertida para as crianças! A cada vez que ajudarem a colocar o lixo no lugar correto, incentive-as dando pontos!

Quando estiverem acumulados, dê algum prêmio para elas, passeios no parque, ingressos para o cinema, etc. Dessa maneira toda família estará engajada no descarte correto do plástico.

Porque É Importante Evitar O Desperdício De Plástico? E Como Podemos Fazê-lo?

No trabalho:

Se na empresa que você trabalha ainda não há a separação de lixo, converse com a equipe do RH para mudar isso o mais rápido possível.

Como passamos a maior parte do nosso tempo dentro do escritório, a produção de lixo se torna enorme. E o uso diário de copos e objetos descartáveis faz com que essa necessidade cresça ainda mais. Deixar esses descartáveis de lado e trocá-los por canecas, por exemplo, também é uma boa atitude.

No mercado:

Reduza o número de sacolas plásticas, caso você as utilize em suas compras. Um jeito simples de evitar o desperdício é redistribuindo mais itens em uma única sacola.

Depois do mercado, reutilize as sacolinhas como sacos de lixo em casa, para evitar a compra de mais material plástico. Se quiser substituir as sacolas, carrinhos de feira são uma boa opção!

Descarte da garrafa PET

Ela é atualmente o material mais conhecido por suas centenas de utilidades quando reciclada. Inclusive, nesse post de “faça você mesmo”, te mostramos 13 formas de reutilizar garrafas PET.

  • Empresas e cooperativas ganham muito lucro com a reciclagem e o reaproveitamento desse item, transformando-o em outro produto ou até mesmo deixando nova a matéria prima.
  • Atenção e engajamento em dobro quando for descartar esse material!
  • Descubra: 7 ideias incríveis de reciclagem com garrafas PET

Outros itens para ficar de olho:

  • Copos, pratos e talheres descartáveis;
  • Brinquedos de plástico;
  • Para-choque de carros;
  • Sacos de plástico;
  • Canos de PVC;
  • Materiais diversos de plástico.

É preciso prestar atenção: nem todos materiais de plástico e/ou descartáveis podem ser reciclados atualmente no Brasil, embora fora do país sim. Confira abaixo:

  • Fraldas;
  • Absorventes;
  • Peças de plástico utilizadas na criação de computadores, celulares e outros materiais eletrônicos;
  • Plástico tipo celofane;
  • Espuma;
  • Embalagens plásticas metalizadas, muito utilizadas em alimentos;
  • Tomadas;
  • Adesivos;
  • Cabos de panela.

Uma opção inteligente para substituir os absorventes de plástico, por exemplo, são coletores menstruais e absorventes ecológicos, que vêm ganhando cada vez mais adeptas no mundo todo – e crescendo exponencialmente no Brasil!

O Canadá já desenvolveu uma maneira de reciclar as fraldas de plástico, e esperamos que logo essa tecnologia seja trazida ao Brasil.

O papel do governo e das empresas

  1. É responsabilidade destas duas esferas incentivar e ensinar a população a fazer o descarte correto do plástico.
  2. O governo deve buscar iniciativas para reduzir a poluição nos oceanos, seja criando opções sustentáveis em sua legislação, seja estimulando pesquisas científicas e universidades a propor novas saídas para esse problema.

  3. Já a iniciativa privada tem uma responsabilidade ainda maior, visto que é ela quem coloca o plástico no mercado.

Programas de desenvolvimento sustentável e de reciclagem de materiais plásticos são algumas das ações que empresas devem tomar em prol do meio ambiente.

Como somos consumidores, isso também é algo que podemos – e devemos – sempre cobrar.

A atitude que você toma diariamente vai reverberar nas próximas gerações. Pense no futuro e incentive amigos, familiares, vizinhos e colegas a fazer o descarte correto não somente do plástico, mas de todo lixo que você produz! Engaje-se também a proteger o planeta!

Agora que você já sabe maneiras corretas de jogar fora o plástico, que tal adotar em casa? Compartilhe esse artigo com alguém que topa agir junto com você e veja mais dicas no blog do SIMPERJ.

Como reduzir o lixo plástico no mundo? Confira dicas indispensáveis

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Porque É Importante Evitar O Desperdício De Plástico? E Como Podemos Fazê-lo?

Como diminuir o lixo no planeta? Para reduzir o lixo orgânico doméstico já temos a resposta: evitar consumo desnecessário e desperdício – e praticar compostagem. Mas qual seria a solução para reduzir a quantidade de outros tipos de lixo, como o plástico? Afinal de contas, apesar de possuir muitas qualidades convenientes, o plástico é um dos grandes motivos atuais de preocupação.

Existente em diversos tipos e formatos, leve, flexível, moldável, barato e muitas vezes reciclável, o plástico possui impactos ambientais que são gerados na produção, no consumo e no descarte. Esses impactos são causados pela poluição causada por substâncias indesejáveis emitidas para o ambiente, pelo gasto de energia demandada na produção e distribuição, entre outros mais.

Durante o consumo, os plásticos contendo vários tipos de bisfenol vão parar no organismo humano, causando graves danos à saúde.

Após o descarte – mesmo que este seja feito corretamente -, os plásticos podem escapar para o ambiente e acabam no organismo de animais, nos lençóis freáticos, no solo e na atmosfera.

Uma vez no organismo animal, o plástico é nocivo química e fisicamente, causando disfunções hormonais, morte por sufocamento, redução de populações por causa de problemas de reprodução, entre outros danos.

Durante o consumo, em contato com os alimentos, alguns componentes do plástico, como o bisfenol, vão parar no organismo humano após a ingestão de alimentos contaminados, causando abortos, tumores, síndrome dos ovários policísticos, infertilidade e problemas nos testículos, para citar apenas alguns exemplos.

Um agravante é que todo plásticoutilizado um dia se tornará microplástico. E o microplástico no ambiente acaba sendo um concentrador de outras substâncias tóxicas presentes no ambiente, como os POPs.

O microplásticocontaminado pelos POPs potencializa a contaminação de seres vivos pelo plástico, uma vez que, devido ao seu pequeno tamanho, alcança locais impensáveis: você sabia que o microplástico já está presente na água potável do mundo inteiro, no gelo polar, nos alimentos, na atmosfera, em animais da base da cadeia alimentar e no sal?

Diante de todas as desvantagens que o plástico traz, sem dúvida, concluímos que precisamos diminuir o consumo desse material.

Mas seria possível zerar o consumo de plástico?

Para responder a essa pergunta, é preciso primeiro refletir sobre onde ele está presente.

Você certamente imagina que o plástico está em muitas coisas, mas já parou para pensar que esse material compõe os fios das roupas, as tintas, os acabamentos dos móveis, os eletrodomésticos, os carros, esfoliantes de pele, resinas dentárias, seringas, bijuterias e até nos esmaltes de unha? O plástico está presente nos lugares e formatos mais diversos. Desse jeito fica complicado dizer que seria fácil zerar o consumo deste material. Mas, falando em termos mais palpáveis, é possível sim, ao menos, diminuir o lixo plástico no mundo ao reduzir o seu consumo. Afinal de contas, pela regras dos três Rs, primeiro devemos reduzir o consumo, em segundo, reutilizar e, por último, reciclar. Para te ajudar nessa tarefa, preparamos um Guia de como evitar o consumo de plástico. Confira algumas dicas:

Comece pelo mais simples e que afeta menos a sua rotina. Você precisa mesmo utilizar canudos de plástico? E copos, pratos e talheres descartáveis?

Se você possui algum problema de saúde e precisa utilizar canudinhos, saiba que existem canudos de titânio, além de opções de bambu, canudos biodegradáveis e até comestíveis.

Porém, no atual cenário, o melhor é evitar os canudos. Só de dispensar esse item do seu dia a dia você talvez já esteja salvado uma tartaruga deste objeto que é tão perigoso para elas, mesmo quando descartado corretamente.

Uma opção é carregar com você um kit de alimentação para evitar os descartáveisquando estiver na rua: leve uma caneca, um guardanapo de pano e um kit de talheres – existem opções retráteis, como talheres de acampamento, que facilitam o transporte e não pesam na sua bolsa ou mochila.

Prefira usar materiais menos danosos

Ao fazer suas compras, prefira embalagens de vidro, papel e papelão.

Tome cuidado com algumas embalagens de molho e itens longa vida, que, apesar de parecerem ser apenas papelão, possuem finas camadas de BOPP, um plástico que dificulta a reciclagem.

Preste atenção nos rótulos das embalagens e, se não for possível evitar o consumo de embalagens plásticas, procure embalagens recicláveis.

Vale lembrar que os plásticos identificados com o número 7 dentro do símbolo de reciclagem estão na categoria geral “Outros”, que é usada para diversos tipos de plásticos, incluindo misturas de plásticos que são de difícil reciclagem. Prefira outros tipos de plástico.

Repense os itens do seu dia a dia

Troque sua escova de dentes de plástico por uma de bambu. Em vez de comprar lâminas de barbear descartáveis, use um barbeador de metal – o produto é durável, compensa financeiramente em bem pouco tempo de uso e você evita o descarte de produtos feitos por plástico e metal, cuja separação para reciclagem dificilmente ocorre. Saiba mais na matéria: “Barbear saudável e sustentável”.

No lugar de tecidos de fibra sintética, utilize algodão orgânico. Confira outras dicas para ter uma pegada ambientalmente correta com as suas roupas.

Dê prioridade aos bioplásticos. Conheça o plástico verde, o plástico PLA e o plástico de amido. Mas evite alguns biodegradáveis como os plásticos oxibiodegradáveis, que não chegam a se biodegradar completamente e acabam provocando danos ambientais. Saiba mais sobre o assunto na matéria: “Plástico oxibiodegradável: problema ou solução ambiental?”

Pegue leve

Tudo o que você consome é realmente necessário? Toda vez que for comprar algo, repense se vale a pena mesmo. Quanto menos consumo, menor a pegada ambiental.

Leia também:  Como Mostrar Ao Meu Namorado Que O Amo?

Existem alguns itens muito comuns em nosso dia a dia que causam um grande impacto ambiental, como é o caso de absorventes e fraldas descartáveis.

Já existem opções sustentáveis para esses produtos, como o coletor menstrual e as fraldas ecológicas.

Cozinhe

Lanches na rua e junk food costumam vir cheios de embalagens descartáveis. Que tal fazer suas compras a granel e cozinhar em casa, evitando a geração de tanto lixo? De quebra sua saúde também agradece.

Procure lojas em que seja possível levar seus próprios recipientes para comprar grãos e frutas secas, por exemplo.

Tome cuidado também na hora de comprar seus utensílios domésticos, preferindo produtos de vidro ou metal aos itens de plástico, que podem liberar bisfenol e outros disruptores endócrinos na sua comida durante o preparo e/ou armazenamento.

Se você não puder cozinhar, opte por um restaurante com comida de verdade, servida em pratos de louças, talheres de aço e copos de vidro. Para os lanches rápidos, como já dissemos, leve seus próprios utensílios duráveis.

Na hora de embalar sua comida, evite também o filme plástico e os saquinhos de plástico, que podem ser substituídos por sacos de pano para pão, potes reutilizáveis ou opções como uma cobertura semelhante ao filme plástico, mas reutilizável e feita de cera de abelha.

Zere o consumo de cosméticos com esfoliantes sintéticos

Alguns esfoliantes contêm microplásticos, que são usados justamente para a função de esfoliar a pele. O problema é que eles acabam indo direto para os oceanos.

Além disso e de conterem químicos potencialmente nocivos para a saúde humana, os cosméticos sintéticos ainda geram uma grande quantidade de embalagens plásticas contaminadas.

Você pode substitui-los por produtos mais naturais, com embalagens reutilizáveis ou fazer seus próprios produtos de beleza. 

Reduzir, Reutilizar e Reciclar

Lembre-se que reduzir o consumo, principalmente de descartáveis, vem em primeiro lugar.

Antes de destinar para reciclagem, repense se o seu objeto de plástico não pode ser reutilizado. Pratique upcycle, uma maneira de reinventar objetos.

Tome cuidado com a reutilização indefinida de garrafinhas de água, que podem acabar cheias de bactérias, além de micropartículas plásticas deixadas na sua água. Saiba mais sobre isso na matéria: “Descubra os perigos de reutilizar sua garrafinha de água”. O ideal é escolher um modelo de garrafa reutilizável.

Repense

Faça um mapa mental do seu consumo de plástico e repense o que você pode fazer para reduzir esse consumo. Comece aos poucos, eliminando itens mais simples e substituindo objetos descartáveis por modelos duráveis, à medida que você precisar de novos produtos.

Tenha um plano para reduzir o plástico em sua vida.

Uma sugestão é começar pela sacola plástica do mercado: você precisa mesmo dela? Leve uma ecobag ou uma mochila resistente da próxima vez que for ao mercado – isso vai inclusive deixar sua volta para casa mais confortável.

Se você faz compras de carro, use as caixas de papelão que os supermercados disponibilizam para carregar suas compras. Conheça alternativas às sacolinhas de supermercado.

Em um segundo momento, se o supermercado que você frequenta possui postos de coleta seletiva, comuns em muitos comércios, aproveite as lixeiras para já deixar por lá as embalagens externas de alguns produtos.

Depois que passar no caixa, tire a pasta de dente da caixa de papelão ou deixe o embrulho plástico da esponja de lavar louça na lixeira da coleta seletiva.

Um terceiro passo pode ser trocar a esponja de poliuretano, feita com uma mistura de plásticos de difícil reciclagem, pela bucha vegetal, que é biodegradável (além de mais barata). Depois quem sabe você até não se anima a fazer sua própria pasta de dente.

Fonte: eCycle

Lixo e reciclagem – Brasil Escola

Lixo: Um dos grandes problemas da atualidade é o lixo.

O homem colocando o lixo para o lixeiro, ou jogando-o em terrenos baldios, resolve o seu problema individual, não se dando conta que as áreas de lixo nas cidades estão cada vez mais escassas e que o lixo jogado nos terrenos baldios favorece o desenvolvimento de animais transmissores de doenças. Para a prevenção do meio ambiente, o lixo deve ser considerado como uma questão de toda a sociedade e não um problema individual. Cada um de nós, brasileiros, produz mais ou menos 500 gramas de lixo todos os dias. Parece pouco, mas é só fazer as contas. Todos os dias, esse lixo vira um bolão de milhões de toneladas!!! Só na cidade de São Paulo, uma das maiores do mundo, são produzidas 12 mil toneladas por dia. Para resolver esse problemão, a reciclagem é uma grande idéia! Tempo de decomposição do lixo:

Material Tempo de Degradação
Aço Mais de 100 anos
Alumínio 200 a 500 anos
Cerâmica indeterminado
Chicletes 5 anos
Cordas de nylon 30 anos
Embalagens Longa Vida Até 100 anos (alumínio)
Embalagens PET Mais de 100 anos
Esponjas indeterminado
Filtros de cigarros 5 anos
Isopor indeterminado
Louças indeterminado
Luvas de borracha indeterminado
Metais (componentes de equipamentos) Cerca de 450 anos
Papel e papelão Cerca de 6 meses
Plásticos (embalagens, equipamentos) Até 450 anos
Pneus indeterminado
Sacos e sacolas plásticas Mais de 100 anos
Vidros indeterminado

Reciclagem Cerca de 35% do lixo coletado poderia ser reciclado ou reutilizado e outros 35% poderiam virar adubo.

Ou seja, 70% da poluição do meio ambiente iria se transformar em algo útil e limpo para todo mundo! Isso se chama RECICLAGEM, a maneira mais inteligente de dar adeus ao lixo! Na reciclagem, o lixo é tratado como matéria-prima que será reaproveitada para fazer novos produtos.

Olha só quantas vantagens a danada tem: diminui a quantidade de lixo que vai para os lixões, os recursos naturais são poupados, reduz a poluição, além de gerar empregos! Mas como fazer isso em cidades que têm milhões de habitantes? Porque para reciclar, é preciso primeiro separar os tipos de lixo.

E para separar, é preciso adotar um sistema um pouco caro, chamado Coleta Seletivo de Lixo. O que é coleta seletiva? A coleta seletiva serve para organizar, de forma diferenciada, os resíduos sólidos que podem ser reciclados. Esta coleta pode ser feita por caminhões que passam semanalmente nas residências ou nos Postos de entrega Voluntária (PEV) espalhados pela cidade.

Nesses pontos existem coletores com diferentes divisões, ou tambores coloridos para cada tipo de material de embalagem. É importante ressaltar que os materiais de embalagens devem ser limpos antes de colocados nos coletores ou tambores. Tipos de lixo Plastico – Entre os plásticos, destacam-se as embalagens Pet.

Reciclável, essa embalagem é considerada um dos melhores materiais para a fabricação de garrafas e embalagens para refrigerantes, cervejas, águas, sucos, óleos comestíveis, medicamentos e cosméticos, entre outros produtos. O Pet também pode ser utilizado na fabricação de roupas, móveis, bolsas, etc.

Papel – O papel e o papelão são os materiais mais coletados e reciclados, graças aos catadores. No Brasil, 71% do papelão é reciclado, índice superior ao dos Estados Unidos. Vidro – O vidro é 100% reciclável. Latas de alumínio – Segundo o compromisso Empresarial para reciclagem – CEMPRE, em 2002 o Brasil recuperou mais de 9 bilhões de latas de alumínio, equivalente a 87% da produção nacional. O pais ocupa o primeiro lugar nesse tipo de reciclagem, superando a Europa (41%), os Estados Unidos (55%) e até o Japão, que recupera 83% de suas latinhas. Fique de olho nas cores e nos símbolos de cada material:

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SÍMBOLO COR MATERIAL
AZUL PAPEL
VERMELHO PLÁSTICO
AMARELO METAL
VERDE VIDRO

Exemplos de materiais recicláveis: – Papel: jornais, revistas, formulários contínuos, folhas de escritório, caixas, papelão, etc. – Vidros: garrafas, copos, recipientes. – Metal: latas de aço e de alumínio’, clipes, grampos de papel e de cabelo, papel alumínio.

– Plástico: garrafas de refrigerantes e água, copos, canos, embalagens de material de limpeza e de alimentos, sacos. Benefícios da reciclagem: * Contribui para diminuir a poluição do solo, água e ar. * Melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população. * Prolonga a vida útil de aterros sanitários. * Melhora a produção de compostos orgânicos.

* Gera empregos para a população não qualificada. * Gera receita com a comercialização dos recicláveis. * Estimula a concorrência, uma vez que produtos gerados a partir dos reciclados são comercializados em paralelo àqueles gerados a partir de matérias-primas virgens. * Contribui para a valorização da limpeza pública e para formar uma consciência ecológica.

Dicas de Reciclagem 1. Recicle o vidro. Calcula-se que a reciclagem de 1 tonelada de vidro poupa 65% da energia necessária à produção da mesma quantidade. 2. Seja econômico: poupe papel, usando o outro lado para tomar notas ou fazer rascunhos; Descubra se há locais apropriados para o recolhimento de papel velho.

Normalmente, esses locais são organizados pelas autoridades locais ou instituições de caridade. 3. Em vez de reciclar, tente preciclar (evitar o consumo de materiais nocivos e o desperdício). 4. Roupas usadas podem ser dadas a outras pessoas ou a bazares de caridade. 5.

Brinquedos velhos, livros e jogos que você não quer mais podem ser aproveitados por outros; portanto, não os jogue fora. Reduzir, Reutilizar e Reciclar são as palavras da hora. Fórmula dos RE’s Reduzir a geração do lixo – é o primeiro passo e a medida mais racional, que traduz a essência da luta contra o desperdício.

Reutilizar os bem de consumo – dê mais vida aos objetos, aumente sua durabilidade. Recuperar os materiais – a Coleta seletiva recupera a matéria orgânica. Os catadores recuperam as sucatas, antes delas virarem lixo. Reciclar – é devolver o material usado ao ciclo da produção. A reciclagem deve ser usada somente para materiais não reutilizáveis.

Repensar os hábitos de consumo e de descarte. Nem tudo deve ir fora, porque, na maioria das vezes o “fora” não existe. O lixo não desaparece depois da coleta. Ele é destinado a aterros, incineradores, ou a terrenos baldios, os famosos lixões.

Publicado por: Gabriele Gonçalves

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Monografias. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

Como podemos reaproveitar o lixo doméstico?

Nos últimos tempos, a preocupação da população com sustentabilidade cresceu bastante. Afinal, os recursos do planeta são limitados, e precisamos fazer um uso consciente deles. Uma das formas mais importantes de ter uma vida mais sustentável é adotar práticas que visem o reaproveitamento do lixo doméstico.

Para ajudar você nessa tarefa, preparamos algumas dicas que serão muito úteis. São pequenas atitudes que podem ser tomadas no dia a dia para diminuir o descarte de materiais e alimentos e reutilizar o lixo doméstico. Continue a leitura e confira!

O crescimento na geração de resíduos nos últimos 30 anos aumentou três vezes mais do que a população urbana.

Isso significa que, atualmente, nós produzimos cerca de 1,4 bilhão de toneladas por ano, algo em torno de mais de 1kg de lixo por pessoa.

Outra pesquisa indicou que o Brasil gerou, em 2018, cerca de 79 milhões de toneladas de lixo, o maior número entre os países da América Latina. Ainda não há dados relativos a 2019.

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O impacto negativo em relação à produção desenfreada de lixo atinge várias frentes, como:

  • aumento de custos para a realização da coleta e do tratamento;
  • necessidade de espaços cada vez maiores para a disposição do lixo;
  • alto desperdício de matérias-primas;
  • contaminação do solo, ar e água, quando o lixo não é depositado no local adequado;
  • problemas urbanos, como enchentes ou entupimento de redes de drenagem, quando o lixo é descartado em qualquer lugar.

Portanto, o reaproveitamento do lixo doméstico é uma das maneiras de fazer a sua parte por um bem maior e garantir que o mundo fique em condições habitáveis para as próximas gerações. O ideal mesmo é a redução. No entanto, em relação aos itens que não for possível fazer isso, você pode aplicar a reciclagem.

Como reaproveitar o lixo doméstico?

Agora que você já entendeu a importância de reutilizar o lixo, elencamos nos tópicos a seguir algumas ideias para que você possa gerir melhor os resíduos produzidos na sua casa.

Aproveite embalagens

Se você comprou um objeto ou alimento e a embalagem pode ser lavada e reutilizada, por que jogá-la no lixo? É sempre útil ter alguns potes extras em casa.

Os copos de requeijão são um exemplo. Hoje em dia, alguns costumam ser de plástico, em vez de vidro, mas ainda podem servir para colocar pequenas plantas, fazer medições, entre outros.

Os potes de sorvete geralmente são usados para guardar alimentos no freezer, mas também são bons como caixa de remédios, organizadores de objetos pequenos, entre outros. Essa é uma das melhores maneiras de reaproveitar o lixo doméstico.

Não desperdice alimentos

Não é adequado fazer muita comida e desperdiçar o que restou. Se cozinhar uma porção muito grande, veja o que pode ser congelado e usado mais tarde. Carnes cozidas, alguns vegetais, feijão e até mesmo arroz ficam bons nessas condições.

Se você está cansado de comer a mesma coisa, crie um prato novo. O arroz pode ser usado para fazer um bolinho recheado de queijo, o frango grelhado pode incrementar o macarrão, e sobras de bife podem virar um picadinho.

A internet está cheia de receitas com reutilização de comida. Por isso, será fácil transformar um alimento que não está mais atraente em algo muito gostoso.

Cascas e talos de vegetais podem ser guardados para fazer caldo de legumes caseiro, que é saboroso e saudável. Já os restos de fruta são ótimos como adubo orgânico para plantas.

Reutilize papéis

Hoje em dia, já não anotamos muita coisa em papéis, mas sempre temos vários por aí. Assim, sempre que possível, use todo o papel, frente e verso, antes de jogá-lo fora.

Isso vale principalmente para quem faz home office. Procure imprimir arquivos e documentos usando os dois lados da folha. Se isso não for possível, a parte de trás ainda pode ser útil para anotações antes de ir para o lixo.

A fabricação do papel consome muita água, além de gastar energia para aquecer a pasta que dá origem às folhas. Assim, com essa pequena atitude de reaproveitar alguns papéis, você poupará muitos recursos do planeta.

Faça novos objetos

O mais divertido sobre a reciclagem é que ela permite transformar o que você não usa mais em coisas novas. Nem sempre é preciso fazer algum trabalho manual, pode-se apenas encontrar outra utilidade para o objeto.

Se você não tem habilidade para fazer algo interessante com materiais reciclados, considere cedê-los a outras pessoas. Muitas transformam materiais que iriam para o lixo em objetos úteis e bonitos.

Por exemplo, no caso do jornal velho, você pode encontrar alguém que faça cestos ou outros itens semelhantes. A transformação é impressionante!

Use caixas de papelão para armazenar pertences

As caixas de papelão são excelentes para o armazenamento de pertences. Elas entram em casa, muitas vezes, por um acaso. Supermercado, correio, entregas de transportadoras…. Os motivos são variados. Em vez de descartá-lo, é possível aproveitar todo seu potencial para:

  • evitar objetos espalhados pela casa, como brinquedos ou papéis;
  • organizar roupas e peças de banho;
  • tornar garagens e sótãos livres de bagunças;
  • armazenar panelas e itens de cozinha etc.

É possível personalizar as caixas com tintas ou papéis de parede coloridos. Assim, além de economizar na compra de caixotes de plástico e madeira, você contribui para um ambiente sustentável e encontra formas criativas de reutilizar o lixo da sua residência.

Reuse envelopes e embrulhos de presente

Quantas vezes descartamos papéis de presente e embrulhos em perfeito estado? Isso não é necessário. Itens que não rasgaram durante a abertura da embalagem podem ser armazenados e reutilizados na hora de agradar um amigo ou ente querido.

O mesmo pode ser dito em relação aos envelopes. Quando mantidos intactos após o recebimento de uma carta ou mensagem, eles podem ser aproveitados e servir como embrulho para outras finalidades.

As plantas alegram o ambiente e trazem o verde da natureza para dentro de casa. Em vez de comprar novos vasos a cada nova muda adquirida, aposte em reutilizar o lixo doméstico e transforme garrafas e latas em casas para suas plantas.

Tenha sempre as terras e os adubos necessários à mão para um plantio seguro. Dispense a compra de novas peças que podem, facilmente, serem substituídas por itens recicláveis.

Assim como no caso das caixas de papelão, é possível customizar as latas e garrafas de acordo com seu gosto pessoal. Quem sabe você não cria, ainda, uma nova decoração que traz mais estilo para sua sala ou cozinha? Observe as cores predominantes nas outras peças do espaço e brinque com cores complementares e opostas.

Verifique peças de eletrônicos

Eletrônicos quebrados exigem bastante cuidado. Isso porque eles podem conter peças altamente tóxicas, que causam sérios problemas quando descartadas no lixo comum. É o caso de baterias mais antigas e pilhas, que são compostas por cádmio, chumbo e mercúrio — metais pesados.

Outro objeto altamente poluente e perigoso quando descartado de maneira incorreta é a lâmpada fluorescente. O risco ainda aumenta se ela estiver quebrada.

Já as lâmpadas incandescentes não apresentam risco ambiental. Porém, devem ser descartadas com cuidado, pois o vidro pode se quebrar e causar ferimentos. Elas também podem ser reaproveitadas como objetos de decoração, pois são consideradas retrô.

Felizmente, há muitos pontos de recolhimento de lixo eletrônico. Supermercados, centros de materiais para construção e grandes lojas de eletrônicos costumam ter receptores para descarte de pilhas e baterias, por exemplo.

Os estabelecimentos de coleta devolvem esses materiais para o fabricante. Ele, pela legislação, é obrigado a dar um fim apropriado para eles ou reutilizar o lixo.

Separe o lixo

Para contribuir ainda mais com o meio ambiente, é importante ter, em casa, lixeiras destinadas a cada tipo de lixo para que diferentes materiais não se misturem. Essa separação ajudará a fazer uma reflexão sobre a quantidade de lixo que está sendo produzido e como ele pode ser reaproveitado.

O ideal é separar o lixo em três grandes categorias. Veja quais são elas a seguir.

Lixo comum

Resíduos do banheiro, restos de alimentos, guardanapos, cigarros, etiquetas, objetos de cerâmica e espelhos quebrados são alguns exemplos de lixo comum.

A reciclagem do isopor, apesar de ser possível, não apresenta viabilidade econômica. Por isso, esse material também pode ser descartado como lixo comum. No entanto, evite usá-lo ou, se for realmente necessário, aproveite-o ao máximo e busque reutilizar o lixo.

Lixo reciclável

Em casa, nem sempre é possível ter mais de uma lixeira para fazer uma coleta seletiva, mas é importante separar cada item (papel, vidro, plástico e metal) de forma adequada. Você pode usar uma caixa de papelão como recipiente, por exemplo. Além disso, todas as embalagens devem estar limpas e seguras para manuseio. Em caso de vidro quebrado, embrulhe-o em jornal.

É importante reciclar: revistas, garrafas PET, latas de bebidas (com os anéis), canos, lâmpadas LED, a maioria das embalagens e papéis — desde que limpos e secos —, entre outros.

A reciclagem do plástico é particularmente importante em termos de reaproveitamento do lixo, porque ele é derivado do petróleo, um dos recursos naturais mais preciosos e esgotáveis do planeta.

Todos esses materiais poderão se tornar embalagens e objetos novos, proporcionando um consumo muito menor de recursos naturais. O óleo de cozinha usado também pode ser reciclado, basta entregá-lo em um posto de coleta — geralmente encontrado em supermercados. Ele é reutilizado para fazer sabão.

Lixo tóxico

Conforme já explicamos, o lixo tóxico resultante de aparelhos eletrônicos quebrados deve ser levado a um posto de coleta.

Se você vive com uma pessoa doente em casa que gera lixo hospitalar, há uma caixa de coleta especial para esses materiais, que deve ser enchida até a linha pontilhada, lacrada e identificada com o nome do paciente. Depois, ela deve ser entregue a um hospital, responsável por fazer o descarte correto.

Tenha uma composteira

Engana-se quem pensa que resíduos orgânicos também não podem ter uma destinação diferente, que não seja a lixeira comum. Segundo pesquisas, o tipo mais comum de lixo nas cidades é o orgânico, que corresponde a cerca de 52% de todos os resíduos.

Logo, as cascas de frutas ou restos de alimentos que deixamos rotineiramente em nossos pratos podem ter uma destinação diferente e colaborar para reutilizar o lixo doméstico.

Para tanto, leve em consideração a realização do processo de compostagem. Esse procedimento nada mais é do que a transformação dos resíduos orgânicos (como casca de frutas e restos de alimentos que deixamos no prato) em húmus ou adubo orgânico — que pode ser reaproveitado, inclusive, para você montar uma horta caseira.

Há diversos tamanhos de composteiras que contemplam desde quem mora em apartamentos pequenos até as pessoas que moram em casa. Elas são extremamente práticas e, ao contrário do que muitos pensam, não deixam cheiro.

Se você gosta de tutoriais e “faça você mesmo”, é completamente possível montar a sua. Caso contrário, há sites especializados na venda de composteiras que se adequarão à sua realidade.

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O que estamos a fazer para minimizar o impacto do plástico no planeta?

Todos os anos, são produzidas cerca de 300 milhões de toneladas de resíduos plásticos, sendo que destas, oito milhões acabam nos oceanos, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Este ano, só em Portugal, foram recolhidas das praias mais de duas toneladas de plástico, o dobro do ano passado.

Mas, o que está a ser feito para reduzir a quantidade de plástico e minimizar os impactos no planeta?

“A principal ameaça é comportamental. Devemos penalizar comportamentos e não os materiais. O plástico não foi inventado para ser depositado no meio ambiente”, diz, ao ECO, Amaro Reis, presidente da Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos (Apip).

“A indústria do plástico quer ser parte da solução para o problema que existe com a poluição causada pelo comportamento negligente do descarte de plástico no ambiente”, acrescenta.

Amaro Reis recorda que “cerca de 60% dos produtos feitos com plásticos duram entre 5 a 50 anos, ou até mais”.

Amaro Reis explica que “o plástico é um material essencial e de excelência em vários setores e aplicações (embalagem, transportes, saúde, eletrónica, construção, entre outras”. “Os plásticos são leves, baratos e adotáveis em diferentes aplicações”, acrescenta Jorge Portugal, diretor-geral da Associação Empresarial para a Inovação (Cotec).

A principal ameaça é a comportamental. Devemos penalizar comportamentos e não os materiais. O plástico não foi inventado para ser depositado no meio ambiente.

“Ao contrário do que muitas vezes é veiculado, o plástico desempenha um papel extremamente importante naquilo que é o seu contributo para minimizar as alterações climáticas, desde logo pela poupança de energia e redução das emissões de gases de efeito de estufa”, defende Amaro Reis. O grande problema “é que existe muito pouco plástico reciclado. Apenas uma pequena fração do plástico que é produzido é reciclado e reintroduzido na cadeia produção”, refere Jorge Portugal.

É esse o caminho que a Logoplaste já está a fazer. A empresa já “utiliza material plástico reciclado, o que permite reduzir o consumo de materiais plásticos de origem fóssil”, explica ao ECO, Alexandre Relvas. “Algumas das embalagens produzidas já incorporam até 100% de conteúdo em material reciclado”, acrescenta o presidente executivo.

A Logoplaste fabrica as garrafas de plástico de gigantes como Henkel, Coca-Cola, L’Oréal, Danone ou Heinz e só o ano passado produziu 11 biliões de embalagens o que corresponde aproximadamente a 350 embalagens por segundo.

Apesar das enormes quantidades de plástico usadas na produção, Alexandre Relvas garante que a empresa está comprometida com a sustentabilidade ambiental e pretende “atingir, ou exceder, os requisitos legais de incorporação de material reciclado, trabalhando em conjunto com os parceiros Industriais”.

Segundo o CEO da empresa, que conta com um volume de negócios de 500 milhões de euros anuais, “as fábricas da Logoplaste em todo o mundo estão em condições de fazer a transição para o novo modelo — de utilização de matérias-primas virgens para a utilização de materiais reciclados e de fontes renováveis”.

A Logoplaste tem como objetivo “eliminar, até 2025, as embalagens de plástico problemáticas ou desnecessárias e passar de modelos de uso único para modelos de reutilização”. Pretendem ainda que 100% das embalagens que fabricam sejam recicláveis ou reutilizáveis, de forma a aumentar o conteúdo reciclado nas embalagens que produzem.

Algumas das embalagens produzidas já incorporam até 100% de conteúdo em material reciclado. A utilização de material plástico reciclado permite reduzir o consumo de materiais plásticos de origem fóssil.

Na Adalberto, empresa de estampagem têxtil, a estratégia é outra — abolir o uso de plástico.

Atualmente, utilizam-no nas embalagens das peças confecionadas, mas já está a decorrer um plano estratégico que tem como objetivo banir o plástico e tornar a Adalberto numa empresa sustentável.

A CEO, Susana Serrano, refere ao ECO que já estão a substituir todas as embalagens de plástico por papel FFC. “É uma certificação que existe para garantir que estamos a consumir papel proveniente de florestas com plantação controlada”.

Para garantir a sustentabilidade ambiental, a Adalberto — que tem um volume de negócios de 30 milhões de euros — também usa fitas de tecidos provenientes do desperdício dos materiais. Susana Serrano garante que, em “2021, espera acabar com as embalagens de plástico”, mas também usar painéis solares para reduzir o consumo de energia.

O plano estratégico da Adalberto é ter uma empresa completamente sustentável num período de três anos.

A Continental Advanced Antenna é outra das empresas que está a tentar minimizar o impacto do plástico, ao reduzir a quantidade de plástico por antena.

O diretor-geral da empresa, com fábrica em Vila Real, admite, ao ECO, que têm alguma dificuldade na gestão dos resíduos, uma vez que “o plástico que a Continental Advanced Antenna Portugal produz não é de produção interna, ou seja não é gerado internamente, advém dos fornecedores o que acaba por dificultar a ação no âmbito da redução da produção de plástico”.

Miguel Pinto frisa a que a estratégica da Continental assenta na proteção climática e na eficiência energética. “Na produção, planeamos tudo para reduzir continuamente o consumo de energia e de água, as emissões de CO2 e os resíduos, aumentando simultaneamente a taxa de reciclagem para os desperdícios operacionais”.

Quais as alternativas ao plástico?

Já existem alternativas ao plástico e uma delas é o plástico biobase, produzido a partir de biomassa ou plantas em vez de hidrocarboneto. Em Portugal já existem várias empresas que estão a comercializar alternativas ao plástico tradicional e a Soditud é uma delas.

Esta startup de Santarém “converte o descartável em conteúdo sustentável”. A empresa comercializa palhinhas e louça biodegradável.

A matéria-prima advém de produtos que iriam ser desperdiçados: os pratos são elaborados das sobras de farelo (a camada exterior dura dos cereais – trigo, centeio ou aveia).

Para além de serem compostáveis e ecofriendly os pratos e as palhinhas são comestíveis.

Uma palhinha custa cerca de nove cêntimos e um conjunto de dez pratos biodegradável podem custar menos de cinco euros. São produtos de uso único. Aproveitando o know how adquirindo, os fundadores estão a desenvolver uma paleta biodegradável e comestível para mexer o café que tem como objetivo ser uma alternativa às de plástico.

A Soditud tem pouco mais que um ano de existência, mas já está a marcar a sua posição no mercado. Foram os primeiros a distribuir palhinhas e louça biodegradável em Portugal e já estão a recolher frutos. Vão começar a distribuir palhinhas e pratos reciclados para o grupo Auchan e estão, neste momento, em processo de negociação com a Sonae e o Pingo Doce.

Para o diretor-geral da Cotec, Jorge Portugal, é necessário perceber se as alternativas ao plástico são viáveis a nível ambiental e económico, isto porque, “ainda não é claro que cumpram todos os requisitos para substituir cabalmente o plástico tradicional em termos da relação custo-benefício ao longo do ciclo de vida” e nem todas as opções são compostáveis. É necessário “fazer com que esses produtos inovadores que teoricamente são biodegradáveis e compostáveis possam ser reciclados. É um trabalho de investigação, desenvolvimento e inovação a nível dos recicladores”, defende Jorge Portugal.

Luís Simões, cofundador da Soditud, explica ao ECO que no caso da sua startup existe esse fator de diferenciação.

“Os nossos produtos são compostáveis a nível doméstico, basta colocar no lixo normal que, em 20 dias, ele desaparece”.

O empresário refere ainda que têm uma certificação da Lipor e que “o produto é ideal para o sistema de recolha atual” que existe a nível nacional.

Há alternativas ao plástico embora ainda não seja claro que essas alternativas cumpram todos os requisitos para substituir cabalmente o plástico tradicional em termos da relação custo-benefício ao longo do ciclo de vida.

Outra alternativa existente é o plástico PLA, que também é compostável, biodegradável e reciclável.

“São plásticos que podem fragmentar-se e decompor-se, mas há um risco de nesse processo converterem-se em micro plásticos, que acabam por entrar na cadeia de reciclagem tradicional e podem acabar por contaminar o plástico que está a ser reciclado”, alerta Jorge Portugal.

O diretor-geral da Cotec refere ainda que para além do risco de contaminação “estas alternativas são normalmente mais caras”. Dá o exemplos dos EUA onde apenas uma pequena parte dos consumidores estão próximo de centrais de compostagem, o que significa que existem custos logísticos inerentes a este processo de levar os plásticos biodegradáveis e compostáveis para as centrais.

Devido às questões de contaminação e ao processo relativamente à cadeia de reciclagem, a Logoplaste, nos países em que opera, apoia a implementação de Sistemas de Depósito Retorno (SDR) no caso de garrafas para bebidas de “uso-único” (descartáveis). Alexandre Relvas refere que “estes sistemas têm provado alcançar um elevado nível de recolha de embalagens e um baixo nível de contaminação”.

O CEO da Logoplaste explica que a empresa utiliza principalmente PET (politereftalato de etileno ou polietileno tereftalato) e HDPE (polietileno de alta densidade / PEAD), materiais que têm fluxos de reciclagem bem estabelecidos nos países desenvolvidos, em especial na Europa e nos EUA.

Quais as soluções para reduzir a quantidade de plástico?

As soluções para reduzir a quantidade de plástico passam pela economia circular através do reaproveitamento dos desperdícios face à escassez cada vez maior das matérias-primas, mas também por uma responsabilidade social de todos os consumidores. E é necessário agir rapidamente, dizem os atores ouvidos pelo ECO.

Para o diretor da Continetal Advanced Antenna, Miguel Pinto, “o objetivo passa por desenvolver produtos e soluções que consumam menos energia e preservem os recursos naturais, tanto durante a produção como durante a utilização dos produtos”.

O CEO da Logoplaste, Alexandre Relvas, corrobora a ideia e destaca que a empresa já está “a trabalhar para estabelecer parcerias para avaliar novas matérias-primas plásticas e o desenvolvimento de novas tecnologias de reciclagem e programas, de modo a alcançar uma economia circular”.

“É fundamental que os produtos de plástico, por via do ecodesign, sejam projetados cada vez mais para a reciclagem e para o ambiente, com o propósito de aumentarmos a sua reciclabilidade, sempre com o princípio básico de não comprometermos a sua função”, defende o presidente da Apip.

O diretor geral da Cotec, Jorge Portugal, concorda e defende que a solução passa por “criar conhecimento e tecnologia para melhorar a reciclagem e produzir produtos que tenham uma relação com o ambiente mais favorável”.

Todavia, não deixa de destacar que esta questão do plástico é também “responsabilidade dos consumidores” e que faz parte da missão de todos contribuir para um mundo mais ecofriendly.

Só este ano, no mês de junho, a humanidade já esgotado os recursos do planeta.

“De pouco serve termos produtos bem concebidas e fáceis de reciclar se no final o consumidor não adotar os comportamentos de separação e deposição seletivas.

Temos um papel determinante no caminho para a sustentabilidade e economia circular, quer pela via de um consumo cada vez mais racional, quer pela adoção de um comportamento mais cívico e mais responsável na forma de descarte dos resíduos gerados”, conclui Amaro Reis.

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