Porque A Marca Kellogs Tem O Tigre Como/icon?

Porque A Marca Kellogs Tem O Tigre Como/icon?Crianças consumindo produtos Kellogg’s.Jaime Villanueva

Os chamados millennials (a geração nascida nos anos 1980) querem cada vez mais proteínas. E se o menu inclui pratos sem glúten, melhor ainda. O ovo se encaixa tão perfeitamente nessa dieta que está prestes a tomar o lugar dos cereais com leite, um clássico no café da manhã da geração baby boom. Essa mudança de tendência na primeira refeição do dia provocou uma queda de 30% nas vendas de cereais matinais nos últimos 15 anos. Para os jovens, o produto é “pouco prático”.

No calendário de festividades dos Estados Unidos, 7 de março é o Dia dos Corn Flakes (flocos de milho), popularizados há um século pelos irmãos John e Will Kellogg.

Mas se a queda continuar nesse ritmo, em poucos anos se transformará numa ocasião para relembrar as glórias passadas do tigre Tony.

A Kellogg’s, maior empresa do ramo, terminou o ano de 2015 com uma queda de 7% nas receitas globais, de 13,5 bilhões de dólares.

A venda de alimentos matinais recuou em 2,9 bilhões de dólares no ano passado, 4% a menos que em 2014. O setor está em queda há três anos. A Europa não foge à tendência.

John Bryant, presidente executivo da Kellogg’s, espera conseguir estabilizar as vendas neste ano graças aos novos produtos que está introduzindo.

Mas os analistas de Wall Street não estão muito convencidos de que a empresa de Battle Creek conseguirá recuperar as vendas.

O negócio dos cereais prontos para mergulhar na tigela de leite, como os Cheerios, decresce a uma média de 3% anual. “Nunca vi uma mudança tão rápida”, admite Ken Powell, CEO da General Mills.

O analista Joe Bastianich explica assim: “o consumidor tem muitas opções que antes não eram consideradas para o café da manhã, como iogurte grego, muffins e bagels.

Além disso, Taco Bell, McDonald´s e Wendy's estão reforçando seus menus matinais”.

Os últimos dados de mercado publicados pela Nielsen mostram, por exemplo, que durante os últimos três anos a venda de ovos cresceu de 5,1 bilhões para 7,3 bilhões de dólares por ano (12,5% anual), enquanto os matinais a base de carne, como as salsichas, cresceram 5%.

Também aumentaram as vendas de sanduíches congelados para o café da manhã (10,5%) e de pratos refrigerados (9,5%). “Está havendo uma mudança na percepção do que é saudável”, assinala a consultoria. Os consumidores exigem mais ingredientes saudáveis, explica a Nielsen, mas também querem alimentos mais substanciais, que dê saciedade por mais tempo.

Há apenas três anos, os norte-americanos consumiam 9,6 bilhões de dólares em cereais prontos. Agora rondam os 8,7 bilhões.

A Kellogg’s e a General Mills responderam rápido à mudança de tendência com novas ofertas, como o Total Protein, um cereal vitaminado a base de trigo e sal da General Mills para dietas de baixo carboidrato.

Mas também perceberam que essa batalha está perdida. O vigoroso tigre Tony floresceu numa época em que as mães ficavam mais tempo em casa cuidando de seus dois ou mais filhos.

Agora as famílias são menores, os dois pais trabalham e não têm tempo nem para limpar a tigela.

O negócio dos cereais prontos para mergulhar na tigela de leite decresce a uma média de 3% anual

É mais prático pegar uma barra de granola para comer no carro ou levar uma fruta ou um sanduíche pronto ao trabalho. Quem fica em casa, no entanto, prefere algo mais substancial.

O desafio para a Kellogg’s, acrescentam os analistas da New Nutrition Business, é que existe uma grande fragmentação no negócio dos cafés da manhã.

Ou seja, um produto como os waffles Eggo não é suficiente para compensar que se perde nos cereais.

A Kellogg’s foi uma das empresas mais respeitadas pelo consumidor porque quando surgiu, há 110 anos, era considerada a opção saudável a uma dieta carregada de carne. Agora sua carteira está cheia de carboidratos.

O fato de os cereais estarem saindo da moda não é um problema tão grande para a General Mills, que possui um negócio mais diversificado que seu concorrente.

É a proprietária de 51% da láctea francesa Yoplait, por exemplo.

Mas também deve adaptar-se a um cliente que, em geral, se mostra desconfiado. A intenção agora é atingir um consumidor que queira molhar a barra de cereais em um iogurte. É o que os levou a reformular a elaboração dos produtos lácteos para reforçar o teor de proteínas e reduzir as calorias, ao mesmo tempo em que se eliminavam corantes e organismos geneticamente modificados nos cereais.

Paralelamente, as últimas campanhas publicitárias tentam dar nova vida à tigela de cereais. Segundo dados das duas empresas, um terço do consumo acontece depois do café da manhã. E são cada vez mais os adultos que consomem depois do jantar ou tarde da noite. Como indica a Wells Fargo, também é um reflexo da mudança demográfica.

“Existem muitas maneiras de consumir cereais”, ressalta Bryant, “com fruta, leite de soja, leite de coco. Por aí é que vemos o potencial”. Os analistas do Credit Suisse reconhecem as mudanças que estão introduzindo no modelo de negócio para adaptar-se e integrar os millennials na marca. O ainda não se sabe é se conseguirão convencê-los com essa estratégia.

9 fatos curiosos sobre os cereais matinais

Os cereais matinais têm o seu lugar no café da manhã e no lanche de muitos brasileiros. No entanto, não podemos negar que um café e um pãozinho com manteiga faz muito mais a nossa cabeça, não é verdade?

Mesmo assim, esses alimentos fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas em nosso país, mas é nos Estados Unidos que eles realmente estão incrustados na “cultura gastronômica matinal” e são vendidos em uma imensa variedade de formas e sabores. Logo abaixo, você pode conferir alguns fatos bem curiosos sobre os cereais matinais.

1– Corn Flakes para acalmar os hormônios

John Harvey Kellogg

Em 1894, o médico John Harvey Kellogg inventou o cereal clássico durante o desenvolvimento de um plano de dieta para seus pacientes. Kellogg era um “ativista” contra a masturbação, tanto que ele ficava muito desconfortável quanto ao assunto sexo, considerando-o prejudicial ao bem-estar físico e mental.

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Ele mesmo absteve-se de sexo e nunca consumou seu casamento. John e sua esposa dormiam em camas separadas e todos os seus filhos foram adotados.

Dessa forma, ele acreditava que o sexo e a masturbação causavam várias doenças.

Por isso, foi adaptando seus tratamentos de forma que abolissem essas diversões e amenizassem o desejo de seus pacientes para a “cura” deles. E um desses tratamentos tinha a ver com a alimentação.

Ele acreditava que alimentos mais pesados ou picantes aumentavam o desejo sexual e, então, prescrevia a seus pacientes uma dieta leve para controlá-lo. No cardápio, ele indicava um produto criado por ele e por seu irmão Will Kellogg, que era feito com farinha de aveia, trigo e de milho assado em forma de biscoitos que depois eram triturados em pedaços menores.

2– Amaciando o cereal

Antes dos irmãos Kellogg, em 1863, James Caleb Jackson inventou a chamada “granula” com uma massa feita de farinha de trigo integral. Assim como John Kellogg, ele também acreditava que uma dieta mais leve poderia curar doenças, mas não tinha nada contra o sexo como no caso do seu colega.

No entanto, esse alimento feito por ele era tão duro, que precisava passar a noite de molho no leite para amaciar e ser consumido só no outro dia. Décadas mais tarde, o Dr. Kellogg também inventou um cereal semelhante e deu o mesmo nome, mas mudou-o para “granola”, depois de Jackson ameaçá-lo com um processo.

3 – Canhões de guerra na produção

Ao contrário do milho, o trigo e o arroz não possuem um escudo protetor contra a umidade. Por essa razão, para criar cereais crocantes desses itens, os fabricantes usam um método de cozimento e pressurização, que é um processo que a Quaker desenvolveu na virada do século 20.

No entanto, para isso, a empresa aperfeiçoou o processo usando um canhão de exército convertido em uma panela de pressão, que fazia com que os cereais literalmente explodissem para ficarem gostosos e crocantes. É isso mesmo. O cereal que você come hoje é resultado de muitos testes em canhões de guerra. E deu certo.

4 – Cereais e brindes

A fim de agradar as crianças e começar a fidelizar o público infantil cada vez mais (além dos “doentes” do sexo do Dr. Kellogg), em 1909, a primeira promoção com brinde em cereais foi feita nos Estados Unidos. Ao comprar dois pacotes de Corn Flakes, o cliente levava junto um livrinho chamado The Funny Jungleland Moving Pictures Book, que está na imagem acima.

5 – Pipocas para o café da manhã

Por volta do ano 1612, os exploradores franceses nos Estados Unidos, da região dos Grandes Lagos, observaram que os nativos indígenas iroqueses estouravam pipoca com areia aquecida em um recipiente de cerâmica e utilizavam para fazer sopa, entre outras refeições. Bernab Cobo, um missionário no Peru entre os anos de 1609 e 1629, também observou que os índios de lá torravam o milho até que estourasse.

Com isso, os novos colonos das Américas adotaram então a prática de estourar a pipoca, mas ela era consumida de forma diferente da que conhecemos hoje. As famílias coloniais tinham o costume de comer pipoca com açúcar e leite no café da manhã.

6 – Comida de astronauta

Você sabia que os astronautas da Apollo 11 comeram Corn Flakes da Kellogg’s a bordo da nave durante a missão do primeiro pouso na lua? O cereal foi misturado com frutas e enformado em cubos, pois comê-lo com leite era impossível sem gravidade.

7 – Etimologia

A palavra “cereal” vem da palavra grega antiga “Cereália”, que era um grande festival que celebrava Ceres, a deusa dos grãos e da fertilidade. Segundo a mitologia, Ceres foi quem ensinou aos mortais como plantar e colher, dando-lhes, assim, os meios básicos de sobrevivência.

8 – Cereais e o poder sedutor de Frank Sinatra

Uma reportagem de 1956 da revista Confidential revelou uma declaração bem-humorada de Frank Sinatra, dizendo que seu costume em comer o cereal Wheaties era a chave do sucesso de seu personagem com as mulheres no filme “Tarzan of the Boudoir”. Ele falou isso em um tom de brincadeira.

No entanto, a declaração acabou se virando contra ele mais tarde, pois uma prostituta revelou que dormiu com Sinatra na época e realmente confirmou que no café da manhã dele tinha o tal cereal.

O problema é que o famoso ator/cantor estava casado naquele período e a declaração da profissional do sexo acabou pegando mal até para a General Mills, a empresa que produzia o Wheaties.

Que vacilo hein, seu Sinatra?

9 – A eleição do tigre Tony

Tony, o Tigre, concorreu com outros três mascotes para estampar a embalagem dos flocos de milho açucarados da Kellogg’s. Junto com ele, foram colocadas à venda caixas com o canguru Katy e o elefante Elmo. No entanto, as vendas das caixas de Tony foram muito maiores e ele acabou conquistando o seu lugar como o ícone maior dos cereais matinais.

Por que o Chile matou o tigre Tony, do Sucrilhos

Santiago, Chile – Eles mataram Tony, o tigre. Acabaram com a chita Chester do Cheetos. Baniram a surpresa do Kinder Ovo, o chocolate que vinha com um brinquedo escondido.

O governo do Chile, que está enfrentando altíssimas taxas de obesidade, vem travando uma guerra contra comidas pouco saudáveis com uma enxurrada de restrições de publicidade, redesenhos obrigatórios de embalagens e regras de rotulagem destinadas a transformar os hábitos alimentares de 18 milhões de pessoas.

Especialistas em nutrição dizem que as medidas são a tentativa mais ambiciosa do mundo para reformar a cultura alimentar do país e podem servir de modelo para mudar o rumo de uma epidemia de obesidade global que, segundo pesquisadores, contribui para a morte prematura de quatro milhões de pessoas por ano.

Desde que a da alimentação foi promulgada há dois anos, ela forçou gigantes multinacionais, como a Kellogg, a remover personagens icônicos das caixas de cereal açucarados e baniu as vendas de doces como o Kinder Ovo, que usam bugigangas para atrair consumidores jovens. A lei também proíbe a venda de comidas pouco saudáveis, como sorvetes, chocolates e batatas fritas em escolas chilenas e impede sua publicidade durante programas de televisão ou em sites voltados para os jovens.

Ainda está sonhando com uma Coca-Cola? No Chile, bebidas açucaradas têm imposto de 18 por cento, um dos maiores do mundo para esse tipo de produto.

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O elemento central da iniciativa é um novo sistema de rotulagem que exige que as empresas que produzem alimentos empacotados exibam de maneira proeminente logotipos negros de aviso, com um sinal de “pare”, em itens com alto teor de açúcar, sal, calorias ou gordura saturada.

A indústria de alimentos acha que as regras do governo são excessivas.

Felipe Lira, diretor da Chilealimentos, um associação da indústria, diz que os novos rótulos de nutrição são confusos e invasivos e que as restrições de publicidade são baseadas em uma correlação cientificamente falha entre a promoção de alimentos poucos saudáveis e o ganho de peso. “Acreditamos que a melhor maneira de abordar o problema da obesidade é por meio da educação do consumidor e da mudança dos hábitos das pessoas”, disse ele em uma declaração por e-mail.

A PepsiCo, fabricante do Cheetos, e a Kellogg, que produz os flocos de milho Frosted Flakes, levaram o caso aos tribunais, argumentando que a regulamentação infringe sua propriedade intelectual. O caso ainda não foi julgado.

María José Echeverria, porta-voz da PepsiCo, diz que a empresa segue a lei e não tem qualquer interesse em derrubá-la, mas vem apenas tentando proteger sua capacidade de usar uma marca comercial registrada localmente.

A Kellogg se recusou a comentar.

Três quartos dos adultos têm sobrepeso ou estão obesos, segundo o ministro da Saúde do país. As autoridades estão particularmente alarmadas com as taxas de obesidade infantil, que figuram entre as maiores do mundo, com mais de metade das crianças de seis anos acima do peso ou obesas.

Em 2016, os custos médicos da obesidade atingiram US$800 milhões, ou 2,4 por cento de todos os gastos com saúde, um número que, segundo analistas, pode chegar a quase quatro por cento em 2030.

Essas estatísticas preocupantes ajudaram a formar uma coalisão de políticos, cientistas e defensores de saúde pública que superaram a oposição ferrenha das empresas de alimentos e seus aliados no governo.

“Foi uma batalha difícil”, afirma o senador Guido Girardi, vice-presidente do senado do Chile e médico que primeiro popôs as regulamentações em 2007. “As pessoas têm o direito de saber o que as companhias de alimentos estão colocando nesse lixo, e com essa lei, acho que o Chile deu uma grande contribuição à humanidade.”

No Chile, os interesses corporativos adiaram a aprovação da lei por quase uma década.

Mas a indústria raramente enfrenta oponentes como Girardi. Cirurgião com uma queda pelo teatro, ele é uma figura chave na coalisão do governo da presidente Michelle Bachelet.

Durante a longa luta pela lei da alimentação, Girardi, de 56 anos, atacou publicamente as grandes empresas de alimentos como “pedófilas do século 21” e, antes de Bachelet tomar posse, passou semanas protestando em frente ao palácio presidencial com placas que acusavam seu predecessor, Sebastián Piñera, de destruir a saúde da nação ao vetar uma versão anterior da lei.

“O açúcar mata mais gente do que o terrorismo e os acidentes de carro combinados. É o veneno do nosso tempo”, afirmou ele em uma entrevista enquanto balançava uma caixa de cereais Trix para conseguir um efeito.

Outros fatores também tornaram a legislação possível, como uma legislatura determinada a abordar os custos econômicos cada vez maiores da obesidade e o apoio de Bachelet, socialista que também é pediatra.

No final, a pressão da indústria conseguiu aliviar algumas medidas da lei original, incluindo o afrouxamento das restrições publicitárias e a anulação de uma proibição de venda de junk food perto das escolas.

As taxas de obesidade do Chile ainda precisam cair, e, segundo os especialistas, mudar a maneira que as pessoas comem pode demorar anos. Ao focar na embalagem e na publicidade de alimentos pouco saudáveis que atraem as crianças, no entanto, o governo do Chile espera reprogramar a próxima geração de consumidores.

  • “É preciso mudar todo o sistema de alimentação e não dá para fazer isso da noite para o dia”, explica a doutora Cecilia Castillo Lancellotti, que foi chefe de nutrição do Ministério da Saúde e uma das primeiras a propor a lei.
  • As novas regulamentações, no entanto, já provocaram uma recompensa inesperada: as empresas de alimentos vêm voluntariamente modificando seus produtos para evitar os temidos logotipos negros.
  • O trabalho de implementar as leis cabe a um grupo de consultores técnicos que se reúne todas as semanas no Ministério da Saúde e fornece orientação sobre se uma empresa de lanches deve remover o logotipo de um gatinho dançarino de um pacote de biscoitos ou se a voz de um adulto deve substituir a vozinha infantil de um salgadinho de milho em uma propaganda do rádio.

O doutor Jaime Burrows Oyarzún, vice-ministro de Saúde Pública, acredita que o governo vai vencer nos tribunais. Como principal árbitro das novas leis, ele com frequência é o foco da ira da indústria.

Depois de banir o Kinder Ovo, um executivo da empresa vindo da Itália e o embaixador italiano no Chile o acusaram de travar “terrorismo alimentar” durante uma visita a seu escritório, lembrou ele em uma entrevista.

Alguns defensores da nutrição saudável se perguntam quanto tempo a lei vai permanecer da maneira como está.

Piñera, o ex-presidente que foi recentemente eleito novamente para o cargo e vai suceder Bachelet em março, é um homem de negócios conservador que vetou a lei dos alimentos em 2011.

Em vez disso, sua administração apoiou uma iniciativa, financiada pelas companhias multinacionais de produtos alimentícios, que enfatiza receitas saudáveis, exercícios e moderação quando se trata de alimentos pouco saudáveis.

Uma porta-voz de Piñera afirmou que ele gostaria de examinar melhor a lei e explorar maneiras de “melhorá-la” depois que assumir o cargo.

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"Minha história começou com a do Sucrilhos, não existe um sem o outro", diz Tony

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O lendário tigre Tony, mascote da Kellogg´s, representa a marca desde que venceu um concurso de popularidade nos Estados Unidos. De lá para cá, ele já foi a cara da marca em diferentes países e protagonizou inúmeros comerciais. O tigre comenta nesta entrevista exclusiva ao PROPMARK, sobre sua carreira, seus hábitos e o que mais gosta nas campanhas e ativações que faz para a marca. Confira:

Quantos anos você tem e onde você nasceu?

Eu nasci nos Estados Unidos (o mesmo lugar onde nasceu a Kellogg’s), mas me identifico com todas as nacionalidades, já nasci jovem e beeem listrado. Ao longo dos anos, fui ganhando detalhes que me transformaram um pouquinho. Por exemplo, ganhei traços mais fortes, quando passei a praticar muitos esportes.

Quantas línguas você fala?

Como um bom tigre, falo a língua de todas as crianças e adolescentes. Afinal de contas, como vou motivá-los sem falarmos o mesmo idioma?

O que você gosta de fazer quando não está trabalhando?

Amo me movimentar. Praticar esportes em equipe é a minha atividade favorita, já que posso gastar energia e aproveitar com os meus amigos. Jogar futebol, basquete, vôlei, futebol americano e baseball são alguns dos que eu mais gosto.

A sua alimentação é só de cereais, ou você gosta de outras coisas? Qual é o seu prato favorito?

Gosto de leite, frutas, Sucrilhos de chocolate, cereais em barrinhas…. Acho que diria, cereais mesmo!

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O tigre na década de 1960

Qual foi a primeira campanha que você estrelou para a Kellogg´s?

Confesso que comecei cedo! Nasci e logo fui participar de um concurso de popularidade. Competi com outros personagens, que hoje são meus bons amigos e até colegas de trabalho.

Fui o grande vencedor e acho que isso aconteceu porque tenho muita garra.

Mas não posso negar que todas essas listras de tigre, meu nariz azul – que é minha marca pessoal -, e o fato de ser muito determinado e amável com as pessoas também ajudaram bastante.

Você imaginava que essa parceria seria tão duradoura?

Quando ganhei o concurso de popularidade, estava querendo apenas me divertir e fazer amigos. Acho que por isso minha parceria com a Kellogg’s está sendo tão longa.  Adoro fazer novas amizades, interagir com as pessoas e incentivá-las a dar o seu melhor em tudo o que fazem! Nossa parceria é Greaaaaaaaaat!!! Ops, quero dizer demaaaaaaais!!!

Em todos esses anos, como você vem se atualizando para conversar com o consumidor atual?

Gosto muito de interagir e trabalho com pessoas muito boas no que fazem. Então elas me ajudam a ser um tigre cada vez melhor, mais descolado e até a usar as “gírias” da galera.

Outra coisa que eu amo é que sempre fazemos campanhas ou ativações que tenham a cara do nosso consumidor.

Por exemplo, você lembra que eu emprestei minha voz para aquele carrinho que guia as pessoas no trânsito em 2016, o aplicativo Waze? A gente fez aquela parceria porque as pessoas precisavam de muita energia para enfrentar o trânsito de volta às aulas.

Também fizemos algumas promoções de esportes, como a campanha “Viva Toda Energia do Futebol”, de 2018 e o aplicativo Sucrilhos Freestripe Dunk, que permitia que as crianças interagissem e testassem suas habilidades com a cesta de basquete na caixa especial de Sucrilhos.

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Nos anos 1980

Quais as suas características pessoais que a Kellogg´s pega emprestado para se conectar com os consumidores?

Ser determinado, ter garra e incentivar a prática de esportes em qualquer lugar. Sei que estava um pouco sumido, mas vamos usar toda essa energia acumulada para lançar uma campanha que eu gostei muito de participar. Vamos incentivar os jovens a saírem da frente das telinhas (elas são divertidas, eu sei) e reinventarem os esportes para gastar energia, dentro de casa mesmo.

A campanha se chama “Reinvente o jogo”. Convoquei vários amigos influenciadores, que tenho certeza que o pessoal vai gostar, para participar comigo! Vamos mostrar para todos como é fácil reinventar o jogo em qualquer lugar! As caixas de Sucrilhos também terão uma novidade, roleta que funciona junto com o celular, o que vai ajudar nessa tarefa de usar a imaginação.

Tá incrível!!!!

Além dos comerciais e das embalagens, quais outros trabalhos você realiza para a marca?

Como mencionei agora há pouco, já emprestei minha voz para o aplicativo Waze e criei uma roleta para as caixas de Sucrilhos. Apareço pessoalmente, de vez em quando, para encorajar meus colegas de trabalho.

No ano passado, no dia Mundial da Alimentação, fizemos uma festa lá no nosso escritório novo e distribuímos Sucrilhos, Granolas e barrinhas para todo mundo que nos ajudou, como um time, a arrecadar muitos alimentos.

Foi incrível!!! Com garra, energia e determinação, nós arrecadamos três toneladas e meia de produtos para quem precisa. Inclusive, vocês estão convidados para ir nos conhecer e comer um Sucrilhos comigo!

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Na virada para o ano 2000

Depois de todo esse tempo, você virou uma estrela! Como você enxerga a relevância do seu trabalho para a Kellogg´s e de sua atuação para o setor de mascotes?

Gosto muito do que faço e adoro saber que motivo as pessoas. A minha história começou junto com a história do Sucrilhos, então um não existe sem o outro. Sou muito amigo dos outros personagens, o Sam do Froot Loops, meu tucano preferido; o Melvin do Choco Krispis, que não mora mais no Brasil, mas vive me mandando fotos; e o Mr.P da Pringles, que é o nosso galã, e que todo mundo gosta.

Qual você considera ser o seu maior legado?

Ter feito o nosso produto Sucrilhos um sinônimo de categoria. Me desculpem os outros tigres, mas acho que sou o mais querido pela criançada e pelos pais.

Você já pensa na aposentadoria?

Como posso me aposentar se amo tanto o que faço e tenho tanta energia para dar?

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