Porque A Lua Funciona Como Um Espelho?

A corrida espacial motivou as grandes potências mundiais da época, EUA e a União Soviética, a levarem o primeiro homem à superfície da Lua.

Durante muito tempo, a URSS manteve-se à frente na conquista do espaço, tanto que eles chegaram a levar o primeiro homem até lá.

Em 12 de abril de 1969, a URSS conseguiu colocar o astronauta soviético Iuri Gagarin em órbita da Terra, a bordo da espaçonave Vostok 1.

Os norte-americanos não ficaram para trás e então, no dia 20 de julho de 1969, conseguiram realizar a primeira alunissagem (pouso na Lua) da história da humanidade.

O pouso na superfície lunar fora transmitido para as televisões do mundo todo, as imagens mostravam o astronauta Neil Armstrong dando os seus primeiros passos em solo lunar: pequenos passos para um homem, mas um grande passo para a humanidade.

Porque A Lua Funciona Como Um Espelho? Neil Armstrong deu o primeiro passo do homem na Lua.

Mesmo hoje em dia, há quem duvide que o homem de fato chegou a pousar na superfície da Lua. A internet está repleta de vídeos, fotos e teorias da conspiração que, entre outras coisas, dizem que a missão Apollo-11 tratou-se, na verdade, de uma grande farsa. Entretanto, o homem já pisou na Lua seis vezes

Ao todo, doze astronautas já estiveram por lá, em seis diferentes missões: Apollo 11, 12, 13, 14, 15, 16 e 17. O programa espacial Apollo, que teve início em 1969 foi breve e terminou em 1972. O motivo para o seu fim era principalmente o alto custo envolvido na exploração lunar.

Neste artigo, discutiremos os principais mitos e verdades acerca da viagem do homem à Lua, para que você entenda melhor sobre o assunto.

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Veja também: Por que o homem ainda não voltou à Lua?

Verdade: Números da missão Apollo 11

Confira alguns números impressionantes relacionados à missão Apollo 11:

  • Ao todo, a missão durou 8 dias, 3 horas e 18 minutos. Durante esse tempo, os astronautas percorreram mais de 1,5 milhões de quilômetros de distância no decorrer de seu trajeto de ida e volta.
  • O lançamento foi realizado no Cabo Kennedy, na Flórida. Estima-se que nas proximidades da praia havia cerca de 1 milhão de pessoas. A subida do foguete Saturno V, responsável por levar o módulo Columbia para fora da Terra, levou cerca de 12 minutos para entrar em órbita. O evento foi televisionado e assistido por mais de 650 milhões de espectadores por todo o mundo. O lançamento do foguete Saturno V, com os módulos Eagle e Columbia. (Crédito: NASA)
  • Cerca de 400.000 pessoas trabalharam no projeto Apollo 11, por isso, caso tudo isso for uma mentira, teríamos um total de 400.000 empregados envolvidos no segredo!
  • Os trajes utilizados pelos astronautas da Apollo 11 tinham cerca de 90 kg.
  • O pouso do módulo lunar da missão Apollo 11 não foi nada tranquilo, Armstrong visualizou imperfeições no terreno previsto para o pouso e teve que acionar o piloto semiautomático, com isso, conseguiram pousar 20 segundos antes do combustível de pouso acabar.
  • A missão Apollo 11 custou cerca de 23 bilhões de dólares, o equivalente a 131,75 bilhões de dólares nos dias de hoje, ou, 425 bilhões de reais.

Para saber mais sobre a missão Apollo 11, leia: Apollo 11 | Tudo sobre a missão que levou o homem à Lua

Mito: Como não há vento na Lua, a bandeira não deveria se mover

A Lua não apresenta atmosfera, uma vez que a sua gravidade é muito baixa, por esse motivo, muitos acreditam que a bandeira fincada no chão por Neil Armstrong e Buzz Aldrin não deveria mover-se como nas filmagens.

No entanto, poucos entendem que a bandeira moveu-se daquela maneira em razão de sua própria inércia e não por conta de ventos ou qualquer coisa do tipo.

A inércia é uma propriedade da matéria que mede a sua tendência de permanecer em repouso ou em movimento retilíneo, com velocidade constante, quando sujeita a uma força resultante nula.

O complexo movimento realizado pela bandeira é resultado de sua inércia. (Crédito: NASA)

Verdade: Os astronautas deixaram um espelho na Lua

Armstrong e Aldrin instalaram na superfície lunar um dispositivo óptico capaz de refletir ondas eletromagnéticas de volta à sua fonte emissora.

Esse dispositivo, chamado de LRRR (lunar laser ranging experiment), é usado até os dias de hoje para medir com grande precisão a velocidade e a distância entre a Terra e a Lua.

Além disso, na Lua, há um equipamento capaz de detectar a atividade decorrente de terremotos e impactos de meteoritos.

Mito: As estrelas deveriam aparecer nas fotos feitas pelos astronautas

Muitas pessoas acreditam que o homem nunca esteve na Lua já que não é possível enxergar as estrelas quando olhamos para as fotos tiradas durante o pouso na superfície lunar. Entretanto, isso é perfeitamente explicável.

Os astronautas encontravam-se na superfície da Lua que era iluminada diretamente pela luz solar, isso fazia com que as câmeras rudimentares da época diminuíssem sua abertura de fotografia e, com isso, não era possível fotografar os minúsculos pontos brilhantes que eram as estrelas. Possivelmente, com a tecnologia das câmeras fotográficas digitais, tiraríamos incríveis fotos de longa exposição que revelassem detalhes do céu noturno que não podem ser vistos daqui da Terra.

Nas fotos não é possível ver as estrelas em razão da abertura das câmeras.

Verdade: Os astronautas trouxeram pedaços da Lua para a Terra

Enquanto estavam na superfície da Lua, os astronautas da missão Apollo 14 coletaram cerca de 23 kg de solo e rochas da superfície da Lua. Após o pouso e sua famosa frase, Armstrong descreveu o solo lunar como sendo formado por um pó bastante fino, escorregadio, depositado acima das rochas.

Veja também: Conheça o fundamental sobre a história da Astronomia

Mito: Os astronautas não sobreviveriam uma viagem à Lua devido à intensa radiação solar

Um mito bastante comum é o de que os astronautas não conseguiriam sair ilesos do cinturão de Van Allen, por causa dos grandes níveis de radiação presentes por lá. O cinturão de Van Allen é uma grande região que se encontra acima da atmosfera terrestre, entre 640 km e 58.000 km de altitude.

Nessa região, há um grande fluxo de partículas carregadas e extremamente energéticas como núcleos de átomo de Hélio que são emitidos pelo próprio Sol e raios cósmicos, responsáveis por produzir altos níveis de radiação.

Entretanto, os norte-americanos já sabiam da existência do cinturão desde 1950, graças aos dados astronômicos coletados pelas sondas espaciais Explorer, Pioneer e Luna.

Além disso, sabemos que a espaçonave Apollo 11 atravessou o cinturão de Van Allen em menos de duas horas. O horário do lançamento também não foi escolhido ao acaso: a nave passou através do cinturão no momento em que a atividade da radiação encontrava-se em níveis mais baixos que o comum.

Veja também: A sonda Parker e a viagem ao Sol

Durante seu período de travessia pelo cinturão de Van Allen, estima-se que a espaçonave Apollo 11 tenha sido exposta a 18 rads, uma unidade de medida de absorção de radiação: valor bastante abaixo daquilo que se considera nocivo ao ser humano, 200 rads.

Mesmo sabendo que a exposição dos astronautas seria baixa, os engenheiros espaciais que participaram da missão lunar certificaram-se de isolar o exterior de nave, por essa razão, os astronautas absorveram nada mais que 0,18 rads ao longo dos 12 dias de missão.

O modulo Columbia era fortemente blindado contra radiações. (Crédito: Ludovic Farine | Shutterstock)

Verdade: Os astronautas foram colocados em quarentena ao voltarem da Lua

Por precaução, os primeiros astronautas a pousar na Lua foram colocados em quarentena após o seu retorno à Terra. A espaçonave Apollo 11 pousou no mar, cerca de 1400 km a sudoeste do Havaí.

Após terem sido resgatados, Armstrong e Aldrin foram colocados em quarentena durante 21 dias, como uma forma de garantir que eles não teriam trazido qualquer tipo de doenças consigo.

Veja também: Qual é a relação de Einstein com a bomba atômica?

Mito: Há uma pedra escrita com a letra C na Lua

Esse mito diz que em uma das fotos tirada durante o pouso na Lua é possível ver uma letra C escrita em uma pequena pedra. No entanto, as fotos originais não mostram isso. De acordo com a NASA, a versão da foto em que é possível ver a letra foi possivelmente manipulada por alguém.

Verdade: Os astronautas deixaram algumas “lembrancinhas” na Lua

Na Lua, há cerca de 96 pacotes de excrementos humanos, deixados pelos 12 astronautas que já passam por lá, durante as 6 missões tripuladas. Há também 12 câmeras fotográficas Hasselblad, que foram deixadas para trás durante a missão Apollo 14.

Na época, o astronauta Edgar Michel trouxe somente uma única câmera consigo, ele alegou não ter pego os filmes das outras câmeras, porque estava sem tempo.

Além desses objetos, durante a missão Apollo 16, Charles Ducke deixou um retrato de sua família em solo lunar, no entanto, graças à intensa radiação solar na Lua, a foto provavelmente desbotou-se por completo.

Alguns experimentos, como um sismógrafo e um espelho refletor foram deixados na Lua na missão Apollo 11. (Crédito: Nasa)

Mito: O computador de bordo da Apollo 11 era “fraco”

Em comparação com os computadores utilizados hoje em dia, sim. No entanto, para a época do lançamento da espaçonave, tratava-se de um dos mais potentes computadores já produzidos.

Juntos a NASA e MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets) desenvolveram um computador que funcionava com circuitos integrados de transistores e resistores, em uma época em que os computadores ocupavam salas inteiras.

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O AGC (Apollo Guidance Computer) tinha uma frequência assustadora de operação: 2.048 MHz, e uma memória equivalente a 76 kilobytes.

Por Me. Rafael Helerbrock

Os mistérios do espelho: 8 fatos sobre o objeto que intriga a humanidade – BBC News Brasil

Porque A Lua Funciona Como Um Espelho?

Crédito, Getty

Legenda da foto,

Espelhos sempre foram uma fonte de fascínio

Há muitas coisas peculiares sobre espelhos.

Eles nos dão a oportunidade de “ver a nós mesmos como os outros nos veem”. Também servem para dar aquela ajeitada no visual e até para ensaiar um discurso importante.

Ao longo dos séculos, espelhos foram usados para adivinhar o futuro, rever eventos do passado e para procurar a verdade.

Uma família rica poderia mostrar sua prosperidade através de grandes espelhos venezianos – e temer pelo futuro se um deles se quebrasse.

Um espelho sempre contém mais coisas do que os olhos podem ver. Conheça abaixo oito fatos instigantes sobre este objeto.

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O que você vê aqui?

Na Grécia antiga, espelhos “mágicos” eram usados pelas feiticeiras da Tessália, no século 3 antes de Cristo. Essas sacerdotisas escreviam suas predições com sangue.

Espelhos também eram usados pelos specularii, uma ordem de sacerdotes da Roma clássica que alegava poder ver o passado, o presente e o futuro nestes objetos.

Esta tradição – usar espelhos para fins mágicos – é conhecida pelo nome de “catoptromancia” ou “captromancia”. A palavra veio do termo grego para designar o espelho, katoptron. A prática não era exclusiva de gregos e romanos, e aparece em vários momentos da história, em diferentes lugares do mundo.

Legenda da foto,

O deus asteca Tezcatlipoca usava os espelhos como um atalho para o submundo

Hoje em dia, a maioria dos espelhos é feita usando alumínio em pó, mas os egípcios antigos produziam estes objetos com cobre polido.

Para aquele povo africano, o cobre estava associado à deusa Hathor – a personificação feminina do disco solar. Hathor era a dona da beleza, do amor, do sexo e da magia.

Os astecas faziam seus espelhos polindo a obsidiana – um tipo de “vidro” vulcânico natural. Eles acreditavam que os espelhos estavam ligados ao deus Tezcatlipoca, cujo nome significa “espelho fumegante”.

Tezcatlipoca era o senhor da noite, do tempo e da memória ancestral – e, para os astecas, usava os espelhos para fazer a travessia entre a Terra e o submundo.

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E se o espelho pudesse mostrar a verdadeira natureza daquilo que está em frente a ele?

Na China, acreditava-se que os espelhos poderiam concentrar e capturar a energia dos astros, principalmente a da Lua.

Houve inclusive um imperador cuja chegada ao cargo era atribuída ao poder dos espelhos.

Qin Shi Huang, primeiro imperador da dinastia Qin, alegava, no ano 25 depois de Cristo, possuir um espelho que lhe permitia ver as qualidades interiores das pessoas que olhassem para o objeto.

Legenda da foto,

'Espelho, espelho meu… existirá alguém mais bela do que eu?'

Outra crença frequente na antiguidade era a de que os espelhos tinham a capacidade de capturar e reter o que quer que eles refletissem, para uso posterior. Esta crença antiga pode estar na origem do espelho que aparece no conto da Branca de Neve.

Acredita-se que a “verdadeira” Branca de Neve tenha sido uma baronesa da Baviera, o maior Estado alemão, do século 18.

O pai desta baronesa teria se casado novamente no ano de 1743, e a madrasta de Branca de Neve tinha uma preferência por seus filhos de um relacionamento anterior. Do novo marido, ela ganhou um espelho de presente.

O objeto era conhecido “espelho falante”. Dizia-se que os espelhos produzidos no vilarejo de Lohr (hoje na Alemanha) tinham tamanha qualidade que sempre “diziam a verdade” – daí o nome.

Na lenda, o “espelho falante” diz à madrasta que há, sim ,alguém mais bela que ela, Branca de Neve.

O tal espelho não só existe de verdade, como pode ser visto até hoje, no museu Spessart, no castelo de Lohr.

Legenda da foto,

Bom, isso certamente representa azar…

Há inúmeras superstições em torno dos espelhos. Por exemplo: sete anos de azar para quem quebrar um deles.

Esta crendice nós devemos aos romanos. Eles acreditavam que vida se renovava em ciclos de sete anos – se você tivesse o azar de quebrar um espelho, sua alma ficaria presa entre os cacos e não seria liberada até a chegada do novo ciclo.

Mas sempre há formas de enganar uma maldição: se todos os pedaços fossem enterrados no chão ou jogados nas corredeiras de um rio, o seu azar seria superado.

No Paquistão, por outro lado, quebrar um espelho ou outro vidro em casa é um bom presságio – a tradição diz que este tipo de acidente significa que o mal está deixando a sua morada e a boa sorte está chegando.

Alguns atores de teatro acreditam que terão má sorte se deixarem outra pessoa olhar no espelho acima de seus ombros, enquanto eles se arrumam para um espetáculo.

E espelhos no palco são terminantemente proibidos para muitos profissionais: há o medo de quebrá-los, amaldiçoando os atores e o próprio teatro onde a peça é encenada; sem falar na antiga crença de que espelhos são um portal para espíritos malignos.

De um ponto de vista mais prático, espelhos não são os melhores amigos de um cenógrafo – eles refletem luzes com facilidade, o que pode comprometer o trabalho dos melhores iluminadores. Sem falar que ninguém quer um ator cego pela luz cambaleando na beirada do palco.

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Acreditava-se que espelhos poderiam 'reter' a alma do falecido

Na Inglaterra da era vitoriana, quando um morto era velado antes de ser levado ao cemitério, todos os espelhos da casa eram cobertos com tecidos – acreditava-se que a alma da pessoa morta poderia ficar presa nos espelhos.

Essa prática não era adotada só na Grã-Bretanha, mas também na América do Norte, na China, na ilha de Madagascar, na região da Crimeia e em Mumbai (na Índia).

O costume ainda é mantido por algumas famílias judaicas durante o “shiva”, o luto de uma semana do judaísmo.

Legenda da foto,

Essa brincadeira não é para os assustados

Já ouviu falar dessa brincadeira chamada Bloody Mary? Se você se assusta com facilidade, melhor nem tentar.

Funciona melhor durante uma noite de tempestade. Consiste em apagar todas as luzes do quarto e ficar diante do espelho com uma vela acessa na mão.

Você dirá ao espelho três vezes: “Bloody Mary!”, “Bloody Mary!”, “Bloody Mary!”.

Então, quando você menos esperar – ou melhor, quando seu corpo e sua psicologia decidirem te pregar essa peça – você verá a tal “Bloody Mary”, ou “Maria Sangrenta”, ao seu lado, no espelho.

Ou pelo menos é isso que diz a lenda, que faz parte do folclore ligado ao Halloween nos países anglo-saxões.

Legenda da foto,

O espelho nunca mente…

Algumas culturas acreditavam que os espelhos refletiam uma “natureza interior”, ou a alma da pessoa.

Esta crença antiga está na origem da lenda segundo a qual vampiros e outros demônios não têm reflexo no espelho – o que aconteceria pelo fato desses seres, mortos-vivos, não terem uma alma.

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Por que vemos sempre a mesma face da Lua daqui da Terra?

Por que um observador da Terra sempre vê a mesma face da Lua? O satélite natural não possui o movimento conhecido como rotação? A resposta é bem simples, mas exige um pouco de paciência para compreendê-la plenamente.

Adiantando a segunda pergunta, a Lua tem, sim, um movimento de rotação. Mas é verdade, também, que daqui da Terra a gente sempre vê o mesmo lado, ou hemisfério, do satélite natural. Por isso se fala tanto no “lado escuro da Lua”, mas atenção: é errado falar “lado escuro” quando se fala do hemisfério lunar que nunca podemos ver daqui da Terra — o correto é dizer “lado afastado” da Lua.

Voltando à explicação sobre por que vemos sempre o mesmo lado da Lua, isso acontece por causa da rotação sincronizada.

A combinação da distância da Lua para a Terra, da gravidade terrestre e da força das marés faz com que o satélite gire em torno de si próprio na mesma velocidade em que translada ao redor do nosso planeta.

Assim, fica sempre com a mesma face virada para nós, enquanto a outra fica oculta para nós — e o sentido de “lado afastado” se refere a isso. Este misterioso hemisfério lunar, por sinal, nunca tinha sido visto por nós até 1959, quando a sonda russa Luna 3 o fotografou.

Porque A Lua Funciona Como Um Espelho? Rotação sincronizada, efeito que prende uma face da Lua para ficar sempre voltada para a Terra (Imagem: Wikipedia)

Esse lado afastado é mais robusto do que a face vista da Terra. São menos planícies escuras formadas por antigas erupções vulcânicas, e há uma gigantesca cratera de 180 km de largura, chamada Von Kármán. Essa cratera cobre quase um quarto da circunferência do satélite natural e fica dentro da Bacia do Polo Sul-Aitken.

Os dois lados recebem luz solar direta, em dias que duram cerca de duas semanas terrestres para cada hemisfério.

O lado afastado é iluminado durante a fase da Lua Nova; já o lado voltado para a Terra recebe um pouco mais de luz graças à iluminação cinérea, que são raios solares refletidos pelo nosso planeta.

No entanto, o satélite natural é considerado um objeto escuro por não emitir luz própria — a Lua não “brilha”, ela apenas reflete a luz solar.

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A Lua não é o único satélite natural do Sistema Solar com esta rotação sincronizada, pois outros também mantêm sempre a mesma face virada para seus planetas. É o caso de Caronte, lua de Plutão: ambos estão sempre com a mesma face virada um para o outro, o que levou alguns astrônomos a classificá-los como um sistema binário no passado.

Exporação no lado afastado da Lua

Rastro deixado pelo rover da missão chinesa Chang'e 4 no lado afastado da Lua (Foto: CLEP/CNSA)

Humanos tiveram a oportunidade de ver o lado afastado da Lua por si próprios, pela primeira vez, em 1968, com a missão orbital Apollo 8. Mas só no século XXI este hemisfério do satélite natural começou a ser mais vastamente explorado pela humanidade.

A China enviou a missão Chang’e 4 para lá, que pousou nesse lado afastado em 3 de janeiro de 2019, tornando-se o primeiro veículo construído pelo ser humano a tocar tal hemisfério lunar. Um rover, o Yutu-2, está naquele solo analisando melhor a superfície levemente diferente da que nossos olhos estão habituados a ver daqui do nosso planeta.

A missão ainda está em andamento e já nos enviou muitas informações interessantes, desde uma foto panorâmica do lado afastado da Lua até análises do solo, que pode ter comprovado uma teoria sobre a Cratera Von Kármán, onde a Chang’e 4 estacionou. De acordo com os dados, essa região pode ter rochas do manto lunar, mas na superfície, o que pode apontar um poderoso impacto ocorrido há quase 4 bilhões de anos.

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G1 – O portal de notícias da Globo

Sempre que se dá um exemplo de um planeta com nenhuma atividade geológica, o primeiro nome que vem à cabeça é Vênus. Tudo bem, Mercúrio também é um forte candidato, mas Vênus tem um “quê de mistério”: como pode um planeta com as mesmas dimensões da Terra ser geologicamente morto se a própria Terra não é? Longe disso, aliás.

Observações da superfície de Vênus feitas por radar – já que a superfície do planeta é coberta de nuvens pesadas e grossas – mostram que faltam crateras. Uma hipótese para isso é que ventos fortes teriam varrido areia para dentro, cobrindo as crateras. Mesmo assim, isso não daria conta. Marte também tem ação de vento, mas ainda assim a quantidade de crateras parece normal.

Outra hipótese tem a ver com vulcanismo recente. Em suma, significa que vulcões ativos em um passado bem recente teriam despejado lava que cobriu as crateras de impacto na superfície de Vênus.

Mas teria sido um evento global e catastrófico no passado distante que “apagou” as crateras, ou seria a ação de vulcanismo recente em escalas menores e contínuas?

A sonda Vênus Express, em órbita desde 2006, mapeou uma pequena região da superfície venusiana e em comprimentos de onda no infravermelho, ou seja, mapeou as variações de calor do solo.

Concentrando-se na região ao redor de Idunn Mons, um vulcão com 2,5 km de altura e uma cratera de 200 km de diâmetro, a cientista Sue Smrekar, da Nasa, mostrou que o terreno tem emissividades diferentes.

Isso significa que ele é composto por materiais diferentes, que irradiam calor de forma diferente.

Quando a lava surge de um vulcão na Terra, ela imediatamente começa a reagir quimicamente com o ar, principalmente com o oxigênio, alterando sua composição química. Esse processo deve ocorrer de forma semelhante em Vênus, mas nesse caso a lava quente deve reagir mais violentamente com uma atmosfera de gás carbônico bem mais quente e bem mais densa.

De acordo com Sue e seus colaboradores, a presença de diferentes materiais ao redor de Idunn Mons é uma evidência de que os ventos e outras atividades climáticas não limparam a lava que reagiu com a atmosfera, ou ao menos não tiveram tempo suficiente para isso.

As análises dos dados de infravermelho combinados com modelos de vulcanismo mostram que esse material deve ter sido expelido há uns 2,5 milhões de anos, ou menos. Na verdade, é até possível que esse vulcão esteja ativo hoje!

Os modelos de vulcanismo de Vênus são intrigantes, mas têm consequências interessantes.

Para explicar que a superfície de Vênus foi coberta por lava em um período curto, seu interior deve ser bem diferente do interior da Terra.

Por outro lado, se a atividade vulcânica em Vênus for mais gradual, muito provavelmente o seu interior se parece mais com o da Terra, a despeito da falta de tectonismo.

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Thiago Signorini Gonçalves – O que usar a Lua como espelho nos ensina sobre o universo

Eclipse parcial da Lua é utilizado para estudar a atmosfera terrestre (Christina Koch/Nasa)

Já pensou se pudéssemos usar a Lua para buscar vida em outros planetas? Não se preocupem, não estou falando de alienígenas lunares, mas de um projeto científico inovador que usou o telescópio espacial Hubble e um eclipse lunar para aprimorar a técnica de busca por vida no Universo.

Sabemos hoje que planetas são abundantes.

A Via Láctea, nossa galáxia, deve ter bilhões deles, muitos semelhantes à Terra –ou seja, planetas rochosos, a uma distância segura de sua estrela para que não seja muito quente ou muito frio.

No entanto, isso não quer dizer que abriguem vida em sua superfície. Mesmo se pensarmos apenas em bactérias, como podemos saber que elas existem em outros planetas?

O telescópio espacial James Webb, que será lançado no ano que vem, espera ajudar a responder essa pergunta.

A ideia é relativamente simples: ao analisar a luz que atravessa a atmosfera de um planeta, quando ele se encontra entre nós e a estrela que orbita, podemos analisar a composição química dos gases ao redor do planeta.

Dessa forma, podemos buscar por dióxido de carbono ou alguma outra molécula que indique a presença de organismos vivos na superfície planetária.

No entanto, como poderíamos reconhecer essas assinaturas químicas? Afinal, o único planeta com vida que conhecemos é a Terra. Nossa casa deve então servir de parâmetro de comparação. O problema é saber como repetir o experimento. Não podemos apontar nenhum telescópio diretamente para o Sol, e o fato de estarmos “dentro” da atmosfera terrestre dificulta muito esse tipo de observação.

A solução encontrada por Allison Youngblood (Universidade de Colorado e do Instituto Goddard/Nasa) e seus colaboradores foi engenhosa. Eles utilizaram o telescópio espacial Hubble e apontaram… para a Lua.

Durante um eclipse, toda a luz solar que atinge a superfície lunar atravessou a atmosfera terrestre, afinal a Terra se encontra exatamente entre o Sol e a Lua – por isso vemos a Lua avermelhada durante um eclipse.

Ao analisar essa luz durante e após o eclipse, a equipe conseguiu medir a variação causada pela interferência da atmosfera.

Os cientistas estavam buscando sinais de ozônio, um subproduto do oxigênio que é tão fundamental para a manutenção da vida em nosso planeta. E, de fato, conseguiram observar como a luz ultravioleta era bloqueada pela atmosfera terrestre. Assim como o ozônio nos protege dessa radiação causadora do câncer, ele também aparece nas observações da Lua!

Isso abre portas importantes para a busca pela vida em outros planetas. Será que algum mundo em nossa galáxia possui uma composição química semelhante à da Terra? Será que encontraremos um planeta com oxigênio e carbono nos próximos anos?

1) A lua é um espelho ou um reflexo da lua real? 2) A lua é convexa ou côncava?Ajudaaaa!​

Liste as principais características ou fatos científicos explicando as principais ideias em casa uma delas​

ATIVIDADES1. Pesquise a origem das palavras culto e cultura:2. Sempre existiu liberdade de culto no Brasil?3. Comente a frase: “Desde os tempos mais r

emotos, o culto aos deuses e deusas unepessoas em torno de tradições e costumes, dá a elas uma cultura comum.”​

Diferencie as explicações mitológicas, das religiosas e das cientificas​

como podemos entender as atitudes científicas no mundo moderno em comparação com a atitude que temos em nosso cotidiano​?

Observe o mapa os mapas representam o processo de formação territorial do Brasil comumente cada um deles representa justifique​

URGENTE!!!!!Crie um texto com 5 argumentos defendendo a ignorância e a tolice.​

ME AJUDEM PET
1 – Considere o texto seguinte:
Certa vez, um cosmonauta e um neurologista russos discutiam sobre religião. O neurologista era cris- tão

, e o cosmonauta não. “Já estive várias vezes no espaço”, gabou-se o cosmonauta, “e nunca vi nem Deus, nem anjos”.

“E eu já operei muitos cérebros inteligentes”, respondeu o neurologista, “e também nunca vi um pensamento”.
O mundo de Sofia, Jostein Gaardner, Cia. das Letras, 1995.

a) EXPLIQUE qual dos dois tipos de saberes estão sendo discutidos no texto?
b) COMENTE qual limite seria comum aos dois tipos de saberes presentes no texto?

A partir do texto proposto, marque a alternativa que apresenta a interpretação que Bacon realizava acerca da filosofia aristotélica. *33 pontosAristót

eles estabeleceu a experiência como o fundamento da ciência.

Aristóteles valorizava a experiência, por considerá-la um caminho seguro para superar a opinião e atingir o conhecimento verdadeiro.Aristóteles afirmava que o conhecimento teórico deveria submeter-se, como um escravo, ao conhecimento da experiência.

Aristóteles consultava a experiência para estabelecer os resultados e axiomas da ciência.Aristóteles desenvolveu uma concepção de filosofia que tem como consequência a desvalorização da experiência.​

um carro parte de sao Paulo as 8hrs da manhã e chegou ao meio dia apos percorrer 230km calcule a velocidade media desenvolvida pelo carro nessa viagem

ANÁLISE E ENTENDIMENTO17. Após a Antiguidade, que valores foram assumin-do historicamente maior importância na con-cepção de felicidade? Em que contex

to históricosurgiram?18. Entre as conclusões a que vêm chegando estu-dos científicos a respeito da felicidade, destaque​

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A Astronomia

ECLIPSES

Eclipsar significa esconder, desaparecer. Durante o movimento da Terra em torno do Sol, e do movimento da Lua em torno da Terra, pode acontecer que:

  • a Lua passa exatamente entre o Sol e a Terra ocasionando o eclipse solar, ou
  • a Terra passa entre o Sol e a Lua ocasionando o eclipse lunar.

Os eclipses ocorrem porque o Sol � um corpo Luminoso (gera e emite luz pr�pria) e a Lua e a Terra s�o corpos Iluminados (apenas refletem a luz que recebem do Sol).

Eclipse Solar 

Durante um eclipse solar, o Sol fica total ou parcialmente escondido pela Lua ao ser observado aqui da Terra.

Quando o eclipse � parcial, apenas parte do disco solar fica encoberto pela Lua; nesse caso, ocorre apenas uma diminui��o da quantidade de luz que recebemos do Sol.

Quando a Lua encobre o disco solar completamente, o Sol fica completamente eclipsado e nenhuma luz solar atinge determinada regi�o da Terra. Nessa regi�o teremos uma noite de pequena dura��o. � o eclipse solar total.

Um eclipse solar passa pelas seguintes fases:

  • in�cio da entrada da Lua na frente do disco solar (in�cio do eclipse parcial)
  • Lua encobrindo totalmente o disco solar (eclipse solar total)
  • disco solar completamente vis�vel de novo (fim do eclipse parcial)

Devido �s dist�ncias vari�veis entre a Terra e o Sol e a Terra e a Lua, os di�metros angulares aparentes do Sol e da Lua variam com o tempo.

Pode acontecer, durante um eclipse solar, de a Lua n�o conseguir encobrir completamente o disco solar, deixando um anel solar ainda vis�vel no m�ximo do eclipse. Esse eclipse � chamado de eclipse anular do Sol.

A m�xima dura��o de um eclipse solar total � de cerca de 7 minutos.

Eclipse Lunar  

Como a Lua n�o possui luz pr�pria, ela s� � vis�vel enquanto recebe luz do Sol e a reflete para a Terra. Quando a Terra se interp�e entre o Sol e a Lua, ficam definidas tr�s regi�es no espa�o:

  • a regi�o que continua recebendo luz solar de todo o disco solar (regi�o iluminada)
  • a regi�o que recebe luz apenas de parte do disco solar (regi�o da penumbra)
  • regi�o que n�o recebe luz de nenhum ponto do Sol (regi�o da sombra)

A ocorr�ncia de um eclipse lunar segue os seguintes passos:

  • entrada da Lua na penumbra da Terra (in�cio do eclipse penumbral)
  • entrada da Lua na sombra da Terra (in�cio do eclipse umbral parcial)
  • Lua entra completamente na sombra da Terra (eclipse lunar total)
  • sa�da da Lua da sombra da Terra (fim do eclipse umbral parcial)
  • sa�da da Lua da penumbra da Terra (fim do eclipse lunar parcial)

Notar que, mesmo durante um eclipse lunar total, o disco lunar n�o fica completamente escurecido. Isso ocorre por causa da atmosfera da Terra, que funciona como uma lente convergente, convergindo para a Lua raios de sol que, sem a atmosfera da Terra iriam se perder no espa�o.

Ciclicidade dos Eclipses 

Por causa da periodicidade das �rbitas da Terra em torno do Sol e da Lua em torno da Terra, bem como devido ao �ngulo de 5,2o entre a �rbita da Lua e da Terra, os eclipses ocorrem ciclicamente. Assim, sua previs�o pode ser feita com certa facilidade. Num per�odo de um ano, podem ocorrer:

  • no m�nimo 2 eclipses solares e 2 lunares
  • 3 eclipses solares e 2 lunares
  • 4 eclipses solares e 2 (ou 3) lunares
  • 5 eclipses solares e 2 lunares

Depois de 18 anos e 11,3 dias os eclipses voltam a ocorrer na mesma ordem em que ocorreram no ciclo anterior. Esse per�odo � chamado de Per�odo de Saros, e cont�m 70 eclipses, sendo 41 solares e 29 lunares.

Cuidados para observar um eclipse solar 

Nunca se deve olhar para o Sol sem que se tenha uma prote��o eficiente para os olhos. A mesma orienta��o vale durante um eclipse parcial ou anular do Sol. Parte da luz proveniente do Sol � de alta energia e pode danificar, de forma irrevers�vel, c�lulas do olho.

A forma mais segura de observar um eclipse solar parcial ou anular � por meio de preje��o. Numa cartolina fa�a um orif�cio de cerca de 1 cm de di�metro. Encoste essa cartolina furada num espelho plano.

Ficando ao sol, fa�a a luz solar refletir num espelho e incidir numa parede � sombra. L� se poder� ver a imagem do Sol durante o eclipse sem danificar o olho. Existem alguns filtros, usados por soldadores que podem dar prote��o para poder olhar o eclipse diretamente.

Sandu�ches de filmes fotogr�ficos Preto e Branco podem ser usados em breves intervalos de tempo.

Vidros esfuma�ados, garrafas com l�quidos escuros, �culos escuros, bacias com �gua etc. N�O oferecem prote��o adequada e devem ser evitados.

A observa��o de um eclipse com telesc�pios, lunetas ou bin�culos s� deve ser feita se devidamente autorizada pelo fabricante dos referidos instrumentos.

Caso contr�rio, o risco de danos �pticos � muito grande, geralmente ocorrendo perda total da vis�o. Cuidado!

Por que sonda Perseverance levará espelhos para Marte? Resposta está na Lua

O robô explorador Perseverance deve chegar em Marte em fevereiro de 2021 para descobrir vestígios de vida antiga no planeta. Além de de suas inovações, como um dispositivo de raio-x alimentado por inteligência artificial, o rover contará com uma técnica usada há mais de 50 anos, baseada em espelhos.

De acordo com a Nasa, a missão Apollo 11, que pousou na Lua em 1969, levava consigo retrorrefletores. São um conjunto de pequenos espelhos que também estão presentes no Perseverance em Marte. Eles servem para que os cientistas na Terra apontem lasers para eles e calculem o tempo que levaria para os feixes de luz retornarem.

No primeiro caso, isso forneceu medições precisas da órbita e forma da Lua, incluindo como ela mudou ligeiramente com base na atração gravitacional da Terra.

Apesar disso, a Nasa ressalta que ainda não há atualmente nenhum laser em andamento para realizar esse tipo de pesquisa em Marte. Ou seja, os aparelhos devem ser usados só em um futuro próximo.

O robô explorador carrega consigo o LaRA (sigla em inglês para arranjo de retrorrefletores laser), um aparelho do tamanho da palma da mão. Ele funciona como um refletor de bicicleta, rebatendo a luz na direção de sua fonte.

O LaRA é uma esfera de cinco centímetros de largura com alguns buracos de meia polegada contendo células de vidro. Em cada uma dessas células, três faces espelhadas são posicionadas em ângulos de 90 graus, para que a luz que entra nos orifícios seja direcionada de volta exatamente na mesma direção de onde veio.

Buzz Aldrin deixa espelhos na Lua em 1969, na missão Apollo 11 Imagem: Divulgação/Nasa

Cabe destacar que LaRA é muito menor que os refletores levados à Lua. Os aparelhos entregues pelas missões Apollo 11 e 14 são aproximadamente do tamanho de um monitor de computador e têm nada menos que 100 refletores. A Nasa afirma que os carregados pela missão Apollo 15 são ainda maiores, com 300 refletores.

Isso porque os lasers precisavam viajar 770 mil quilômetros aproximadamente entre ir e voltar da Lua. Na viagem de volta, os feixes ficavam tão fracos que não podiam ser detectados pelo olho humano.

Mas os feixes direcionados ao LaRA teriam uma jornada muito mais curta, apesar de Marte estar a cerca de 401 milhões de quilômetros de distância em seu ponto mais distante da Terra.

Segundo a Nasa, os feixes de laser, em vez de viajar para a frente e para trás da Terra, o que exigiria retrorrefletores enormes, precisariam apenas viajar apenas até um orbitador de Marte equipado com um laser apropriado.

O orbitador poderia determinar a posição precisa de um retrorrefletor na superfície marciana. Como o Perseverance será móvel, ele poderá fornecer vários pontos de referência no planeta vermelho, enquanto a posição do orbitador seria rastreada da Terra.

Isso permitiria aos cientistas testar a teoria da relatividade geral de Einstein. A órbita de cada planeta é muito influenciada pela curva do espaço-tempo criada pela grande massa do Sol.

“Este tipo de ciência é importante para entender como a gravidade molda nosso sistema solar, todo o Universo e, em última análise, os papéis da matéria escura e da energia escura”, afirmou Simone Dell'Agnello, que liderou o desenvolvimento dos três retrorrefletores no Instituto Nacional de Física Nuclear da Itália, que construiu os aparelhos em nome da Agência Espacial Italiana.

Além do Perseverance, a sonda InSight, que pousou em Marte em novembro de 2018, também foi equipada com retrorrefletores, chamados de Laser Retroreflector for InSight (LaRRI). A missão dessa sonda é estudar o interior profundo do planeta.

O InSight depende de um instrumento de rádio para detectar diferenças sutis na rotação de Marte. Usando LaRRI, a sonda poderia aprender como o planeta oscila ao longo do tempo, permitindo aos cientistas determinar se o núcleo de Marte é líquido ou sólido.

Além disso, o uso de retrorrefletores pode ajudar em algo considerado complexo pelos cientistas: os pousos em Marte. O Perseverance, por exemplo, contará com uma nova tecnologia que compara imagens tiradas durante a descida com um mapa de bordo.

Se a espaçonave se aproximar muito do perigo, como um grande penhasco ou dunas de areias, ela poderá desviar. Mas um evento de missão crítica pode dificultar o envio dessas informações aos cientistas.

Assim, futuras missões a Marte poderiam usar a série de pontos de referência de retrorrefletores a laser deixados pelo Perseverance para entender o relevo do terreno, evitando problemas de pouso.

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