Pib O Que É E Como Funciona?

Medir a atividade econômica e o nível de riqueza de uma região. Quanto mais se produz, mais se está consumindo, investindo e vendendo

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O Produto Interno Bruto per capita (ou por pessoa) mede quanto, do total produzido, 'cabe' a cada brasileiro se todos tivessem partes iguais

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O PIB per capita não é um dado 'definitivo'. Porém, um país com maior PIB per capita tende a ter maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)

Pib O Que É E Como Funciona?

Aqueles vendidos ao consumidor final, do pão ao carro

Serviços

Prestados e remunerados, do banco à doméstica

Investimentos

Os gastos que as empresas fazem para aumentar a produção no futuro

Gastos do governo

Tudo que for gasto para atender a população, do salário dos professores à compra de armas para o Exército

Aqueles usados para produzir outros bens

Serviços não remunerados

O trabalho da dona de casa, por exemplo

Bens já existentes

A venda de uma casa já construída ou de um carro usado, por exemplo

As atividades informais e ilegais

Como o trabalhador sem carteira assinada e o tráfico de drogas

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Texto: Laura Naime, Anay Cury, Gabriela Gasparin, Simone Cunha e Fabíola GleniaEdição: André Schröder e Gustavo Miller (Conteúdo); Leo Aragão (Infografia); Alexandre Nascimento (Vídeo)Infografia: Daniel Roda, Dalton Soares e Elvis Martuchelli

Desenvolvedor: Thiago Bittencourt

Fontes: Natália Cotarelli, economista do Banco BI&P; Guilherme Mercês, gerente de Economia e Estatística da Firjan; Juarez Rizzieri, professor doutor da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe); Alessandra Ribeiro, economista da Tendências Consultoria Integrada; Alexandre Espirito Santo, Economista-Chefe da Simplific-Pavarini e professor de Economia do Ibmec; Alessandro del Drago, economista-sênior da Mauá Sekular

O que é PIB, como ele é calculado e o que indica – Fala, Nubank

Todo trimestre e em todo o final de ano, notícias sobre o resultado do PIB brasileiro se espalham por todos os jornais. Sabemos que ele é um indicador importante para a economia do país, mas do que ele realmente se trata? Afinal, o que é PIB?

PIB é a sigla para Produto Interno Bruto. Ele é considerado o termômetro da economia: quanto maior o PIB de um país, maior sua atividade econômica – e por sua vez, quanto maior a atividade econômica de um país, mais se consome, vende e investe nele.

O mesmo vale para o contrário: quando um PIB é negativo, ele indica que a atividade econômica daquele país está se encolhendo.

Em 2020, o PIB brasileiro teve uma queda de 4,1%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o maior recuo desde 1996, refletindo os impactos da pandemia do novo coronavírus.

Cálculo do PIB

O PIB é calculado a partir da soma de todos os produtos e serviços finais produzidos em um país. Esse cálculo é feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). O valor do PIB brasileiro é representado em reais. 

Um exemplo usado pelo próprio Instituto para explicar como calcular o PIB considerando somente os produtos finais é do pão: se um país produz R$100 de trigo, R$200 de farinha de trigo (feita a partir do trigo) e R$300 de pão, serão considerados R$300 de PIB – pois os valores anteriores já estão embutidos no valor do pão.

O mesmo vale para qualquer outra categoria de produtos ou serviços. Portanto, não são considerados os chamados itens e bens “primários e intermediários” para que não seja feita uma “dupla contagem”.

O que o PIB indica?

O PIB é avaliado a cada trimestre e ao final do ano e seus resultados são comparados com o trimestre ou ano anterior para avaliar o crescimento econômico e atividade do Brasil. 

Em 2018, o PIB foi de R$ 6,8 trilhões. No segundo trimestre de 2019, último valor divulgado, de R$ 1,8 trilhões – isso representa um crescimento de 1% em relação ao acumulado em quatro semestres, segundo o IBGE. 

Ou seja: se a atividade econômica de um país cai em determinado período, seu PIB consequentemente apresentará leve queda; o mesmo vale para a situação contrária. E, se em um ano um país não tiver produzido nada, não terá PIB.

A partir do resultado do PIB, portanto, é possível:

  • Avaliar o seu desempenho ano a ano e ver como a produtividade do país variou ao longo deles;
  • Comparar as economias de diversos países – o PIB do Brasil será diferente do dos Estados Unidos e da Argentina, por exemplo;
  • Chegar ao PIB per capita, que nada mais é do que a divisão do PIB pelo número de habitantes de um país; falaremos mais abaixo sobre ele.

Um detalhe que o próprio IBGE ressalta é de que o PIB é somente um “indicador síntese da economia”. Ou seja: ele ajuda a compreender a economia de um país, mas não indica fatores como a qualidade de vida, educação, saúde e distribuição de renda.

Além disso, muito se fala que o PIB representa a “riqueza” de um país, mas isso não é verdade – ele é meramente um indicador, e não um caixa de dinheiro, como o Tesouro Nacional.

PIB Nominal e PIB Real

Existem dois “tipos” de PIB: o PIB Nominal e o PIB Real. A diferença é simples:

  • O PIB Nominal é calculado a partir dos preços e valores de determinado produto ou serviço no momento em que foram produzidos;
  • O PIB Real, por sua vez, mede o volume físico de um produto ou serviço – isso significa que ele não considera a inflação.

Essa distinção é importante pois o efeito da inflação no PIB pode passar uma ideia errada de crescimento da atividade econômica.

Por exemplo: o PIB de um país, em um ano, é de R$1 trilhão; no ano seguinte, a atividade econômica se mantém constante (sem queda ou crescimento), mas os preços dos produtos apresentam alta de 50%.

O PIB Nominal, por analisar os preços no momento da produção, seria de R$ 1,5 trilhão; e o PIB Real permaneceria constante, de R$ 1 trilhão.

PIB per capita: o que é?

O PIB per capita é, basicamente, a divisão do PIB pelo número de habitantes de um país ou estado. Mas fique atento: ele leva em conta que todas as pessoas tivessem “partes iguais”, segundo o IBGE – isto é, distribuição de renda equilibrada.

Teoricamente, quanto maior o PIB por pessoa, maior o acesso a serviços e qualidade de vida. Sozinho, no entanto, o PIB não indica qualidade de vida ou IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) – um país com PIB alto e população também grande, por exemplo, terá um per capita baixo. 

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O que é PIB, para que serve e como é calculado O que é PIB | Exponencial

Quem acompanha o noticiário, já deve ter ouvido falar que o “PIB cresceu” ou “PIB diminuiu” e que isso tem a ver com a economia do Brasil. Mas, já se perguntou o que é PIB e para que ele serve?

Você já deve ter percebido que essas três letrinhas têm uma importância grande para a finanças de um país, cidade ou Estado. De fato, o PIB é um dos principais indicadores econômicos e é por isso que é muito importante entender como ele funciona.

Para te ajudar a entender melhor como funciona o PIB, vamos te explicar nesse artigo:

  • Qual é o significado de PIB
  • Como o PIB é calculado
  • Para que serve o PIB
  • Quais fatores impactam o PIB
  • Quais são as diferenças entre PIB Real e PIB Nominal
  • O que é PIB per capita

Qual é o significado da palavra PIB

PIB é a sigla de Produto Interno Bruto e é um dos principais indicadores da economia brasileira.

Na prática, ele funciona como um termômetro: se o PIB cresce é sinal que a economia está indo bem, que as taxas de desemprego estão baixas e que a população está com dinheiro no bolso para gastar. O inverso também acontece: quando o PIB cai, se acende um sinal vermelho para a economia do País.

Alguns fatores influenciam se o PIB vai subir ou descer. Mas antes de explicar mais sobre isso, vamos mostrar como se calcula o PIB e a importância desse indicador.

Como é calculado o PIB?

Você já deve ter estudado na escola que PIB é a soma de todos os produtos e serviços finais produzidos no País. E quando falamos de “todos”, são todos mesmo! Desde o pãozinho da padaria até uma diária em um hotel de luxo.

Esse cálculo rebuscado é divulgado a cada três meses pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) e leva em consideração o valor gasto em toda a cadeia de produção. 

Veja um exemplo para ficar mais claro como isso funciona:

Quando o IBGE calcula o PIB, ele avalia, por exemplo, quantos reais foram gastos em compras de pãezinhos durante um ano. O cálculo é feito com base no preço do pãozinho, porque o dinheiro gasto em farinha de trigo e fermento, por exemplo, já está embutido no valor do produto final.

O mesmo acontece com o hotel de luxo. O valor usado no cálculo é o da diária porque nela já estão inclusos os custos de uma tarde de massagem, os valores de uma refeição gourmet especial entre outros serviços.

Ficou mais claro agora os motivos que levam o IBGE usar só os produtos e serviços finais produzidos? Agora vamos entender melhor para que serve esse cálculo.

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Para que serve o PIB?

Como dizemos anteriormente, o PIB funciona como um termômetro da economia. Acompanhar esse indicador ajuda a entender se as pessoas e empresas estão gastando mais ou menos, se a eficiência de um país está crescendo e ainda comparar o desenvolvimento econômico entre as nações.

Quando você acompanha o PIB do Brasil, por exemplo, consegue ver se a economia do País melhorou ou piorou naquele período e compará-la com outros países como Estados Unidos, Argentina ou França.

O PIB também influencia outros indicadores da economia. Quando o PIB sobe, é sinal de que as pessoas estão com mais dinheiro no bolso e comprando mais. Um reflexo disso é o provável aumento nos preços dos produtos, gerando inflação. 

Para controlar a inflação, o Banco Central pode optar por aumentar os juros da Taxa Selic. Se fizer isso, consequentemente aumenta os rendimentos de renda fixa, por exemplo. 

No fim das contas, está tudo interligado.

O que impacta no PIB

Agora que você já sabe a importância do PIB pro seu bolso e como ele é calculado, pode estar se perguntando: o que podemos fazer para o PIB subir?

Existem alguns fatores que impactam diretamente neste indicador, mas o principal é o consumo. Isso porque quando empresas, governo e cidadãos gastam dinheiro, o mercado tende a girar e a economia “esquenta” novamente.

Veja um exemplo de como uma pessoa confiante com a economia melhora o PIB de um país:

Sempre que você vai ao mercadinho do seu bairro, costuma gastar o mesmo valor em produtos. Certo dia, decide gastar um pouco mais para provar os novos produtos que acabaram de chegar na prateleira e que parecem ser deliciosos.

Com o tempo, o dinheiro a mais que você  e outras pessoas do seu bairro começaram a gastar no mercadinho garantem caixa suficiente para o dono do estabelecimento contratar uma ajudante, que até então estava desempregada.

Agora, essa pessoa recém-empregada passa a ter um salário e, por tanto, dinheiro para comprar roupas e renovar o material escolar dos filhos – aumentando também as vendas das lojas de roupas e papelaria do bairro em que vive. Deu pra entender?

Situação semelhante acontece no governo:

Quando o prefeito decide fazer obras de recapeamento de ruas em diferentes bairros, investe um dinheiro na contratação de empresas para fazer esse serviço. Por sua vez, a empresa contrata funcionários para desempenhar esse trabalho.

Com dinheiro no bolso, esses funcionários têm condições de fazer compras e contratar outros serviços em suas vidas pessoais.

Algumas empresas, que vendem para o exterior, também contribuem com o PIB:

Uma fabricante de sucos de laranja, quando vende seus produtos para os Estados Unidos, recebe o pagamento em dólar. 

Como a plantação de laranjas e os funcionários da fábrica estão no Brasil, a empresa usa parte desse dinheiro para estimular a economia nacional por meio de investimentos em melhorias na fábrica e no pagamento de salários.

As variações do PIB

As diferenças entre PIB Real e PIB Nominal

  • Você já está quase virando um especialista em PIB, só precisa tomar cuidado para não se confundir com algumas variações, como a diferença entre PIB Nominal e PIB Real.
  • Quando ouvir falar em PIB nominal pense que o cálculo foi feito com base em todas as características econômicas do ano em que o produto ou serviço foi produzido e comercializado.
  • Já o PIB Real, quando é calculado, o IBGE escolhe um ano-base e usa preços constantes, descontando a inflação.
  • Mas por que existe essa diferença?
  • Por ignorar o impacto da inflação nos preços, o PIB Real é ideal para acompanhar se realmente um determinado país se tornou mais eficiente de um ano para o outro.

O que é PIB per capita

Agora, você só precisa entender o que significa “PIB per capita” para começar a dar aula sobre esse assunto. “Per capita” é uma expressão em latim que significa “por cabeça”.

Por isso que PIB per capita é o valor do PIB dividido pelo número de habitantes de uma região, no caso, do Brasil.

Mas o assunto não é tão simples assim. Para calcular esse indicador, o IBGE considera o Brasil como um país de distribuição de renda equilibrada, ou seja, como se as condições econômicas iguais.

O Brasil é um dos países mais desiguais economicamente do mundo. E é por isso que é errado usar apenas o PIB per capita para entender os índices de qualidade de vida, ok?

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PIB do Brasil: o que é Produto Interno Bruto

Todos os dias, programas de televisão, jornais, rádios e sites noticiam diversos assuntos sobre a economia brasileira e mundial. Porém, poucas pessoas se interessam de fato pelo tema. Você já parou para pensar qual é o seu papel no desenvolvimento da economia do nosso país?

Pode parecer exagero, mas grande parte do que você consome é levada em consideração para realizar o cálculo de um dos mais importantes indicadores econômicos: o Produto Interno Bruto (PIB).

Se você quer saber o que é PIB, entender sobre como é feito o seu cálculo e descobrir quais são os atuais valores desse indicador, está no lugar certo.

Em bom e claro português, o Produto Interno Bruto é uma forma de mensurar a atividade econômica de uma determinada região (nacional, estadual ou municipal), através de cálculos que levam em consideração a oferta e a demanda de bens e serviços.

Originalmente, o conceito de PIB foi desenvolvido pelo economista russo naturalizado americano Simon Kuznets, na década de 1930. Sua contribuição para o entendimento da economia mundial, inovando com a utilização da demografia e dados estatísticos para compreender os impactos do crescimento populacional sobre a produtividade, acabou rendendo um Prêmio Nobel para o estudioso no ano de 1971.

Entretanto, efetivamente, o primeiro cálculo de um PIB nacional foi desenvolvido e publicado apenas em 1953 pelas Nações Unidas. O resultado foi concluído baseado em um documento produzido pelo economista Richard Stone, que também venceu o Nobel de economia graças à essa contribuição.

Desde então, o Produto Interno Bruto se tornou uma ferramenta tão importante que hoje em dia.

Inclusive, o resultado do PIB é utilizado como uma das variáveis importantes para a realização do cálculo do salário mínimo brasileiro.

O desenvolvimento desse indicador econômico foi resultado de uma longa e extensiva pesquisa para encontrar formas de avaliar o tamanho e a renda de um país. A fórmula de cálculo que vamos explicar a seguir leva em consideração desde um simples pão de sal até produções complexas, como a fabricação de aviões.

O Produto Interno Bruto de uma determinada região é calculado de acordo com a produção total de bens e serviços daquele local. Para facilitar a compreensão, vamos usar o Brasil como exemplo.

O PIB brasileiro é o resultado da soma de toda a produção nacional. Portanto, em uma fábrica de automóveis, são somados todos os itens utilizados na produção de um veículo: pneus, vidros, motor, salário dos funcionários, energia consumida e por aí vai.

Entretanto, o valor que o carro produzido por essa fábrica recebe no PIB é calculado da seguinte forma: é subtraído o custo de produção do veículo (peças, energia etc.) pelo preço da venda para a concessionária.

Hipoteticamente, então, se a fabricação do carro custou R$10.000 e ele foi repassado às lojas por R$16.000, o valor do carro no PIB será de R$6.000.

O cálculo é feito da mesma forma para as peças utilizadas durante a fabricação desse mesmo carro. Um pneu, por exemplo, tem como custo de produção a borracha, energia, salário dos funcionários da fábrica de pneus e outros gastos.

Essa subtração (preço de venda – custo de produção) foi a solução encontrada pelos economistas para que os itens de produção não fossem contados duas vezes no cálculo.

Se um pneu pronto já foi incluído na conta da fábrica de pneus, logicamente ele não poderia ser incluído novamente no cálculo da produção do carro, concorda? Caso isso acontecesse, o Produto Interno Bruto seria “artificialmente” maior e não representaria realmente a atual realidade do país.

A complexidade de como os bens e serviços entram na conta do Produto Interno Bruto é compensada pela “simplicidade” do cálculo do indicador econômico:PIB = CF + IP + GG + BC.

Nessa fórmula, CF representa o consumo familiar, IP o investimento privado (gastos das empresas), GG o gasto governamental e BC a balança comercial (valor das exportações menos o valor das importações).

Pode parecer simples à primeira vista, mas o cálculo do Produto Interno Bruto é bem complexo e envolve vários dados estatísticos sobre companhias, pessoas físicas, investimentos públicos, privados, importações e exportações.

No nosso país, o cálculo do PIB é de responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desde 1990. Antes disso, a apuração era realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Vale lembrar que no Brasil diversos dados utilizados para a apuração do cálculo são sigilosos.

Várias empresas não divulgam os resultados publicamente, mas os fornecem para o IBGE, que por sua vez garante a proteção total dessas informações.

Dessa forma, outros analistas de fora do instituto não conseguem determinar qual será o valor exato do PIB, apenas conseguem fazer estimativas com base nas atuais circunstâncias econômicas do país.

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Se o Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens de uma nação, é normal concluirmos que, quanto mais alto for o valor desse indicador, mais o país ou região em questão é desenvolvido. Inclusive, é com base nessas informações que os países são ranqueados entre pobres, ricos ou em desenvolvimento.

O PIB per capita, por sua vez, é basicamente o valor do Produto Interno Bruto dividido pelo número de habitantes de um país.

Como esse indicador utiliza como base o PIB, muitas pessoas podem pensar que quanto maior for esse valor, melhor a população do país em questão vive.

Entretanto, precisamos compreender que o Produto Interno Bruto não determina, necessariamente, a riqueza total de uma nação, e sim o seu crescimento econômico ao longo do tempo.

Em outras palavras, é perfeitamente possível que o PIB aumente enquanto os cidadãos do país — ainda que uma pequena parcela — fique mais pobre.

O cálculo do Produto Interno Bruto não leva em consideração os níveis de desigualdade de renda e social e, por isso, nem todos os economistas concordam com a eficácia do conceito do PIB per capita para determinar a distribuição de riqueza de um país.

Portanto, podemos dizer que uma nação pode ter um PIB elevado e ter habitantes em níveis extremos de pobreza, como é o caso do próprio Brasil. Da mesma forma, podemos ter uma nação onde o Produto Interno Bruto não atinge patamares expressivos, mas seus habitantes têm um padrão de vida mais elevado do que um país que tenha uma renda per capita maior.

A conclusão que podemos tirar disso é a seguinte: o PIB per capita não deve ser utilizado como indicador de qualidade de vida e de distribuição de renda, mas sim como um indicador econômico para fins comparativos entre nações.

Assim como o Produto Interno Bruto nacional reflete o desenvolvimento econômico de um país, o PIB dos estados brasileiros representa o crescimento das economias regionais das Unidades Federativas.

Abaixo, você confere a lista dos PIBs de todos os estados do nosso país em ordem decrescente:

POSIÇÃO UNIDADE FEDERATIVA PIB 2018
VALOR EM R$1.000 % DO TOTAL
São Paulo 2.210.561,90 31,6
Rio de Janeiro 758.859,00 10,8
Minas Gerais 614.875,80 8,8
Rio Grande do Sul 457.294,00 6,5
Paraná 440.029,40 6,3
Santa Catarina 298.227,10 4,3
Bahia 286.239,50 4,1
Distrito Federal 254.817,20 3,6
Goiás 195.681,70 2,8
10º Pernambuco 186.352,00 2,7
11° Pará 161.349,60 2,3
12º Ceará 155.903,80 2,2
13º Mato Grosso 137.442,90 2,0
14º Espírito Santo 137.020,10 2,0
15º Mato Grosso do Sul 106.969,10 1,5
16º Amazonas 100.109,20 1,4
17º Maranhão 98.179,50 1,4
18° Rio Grande do Norte 66.969,60 1,0
19º Paraíba 64.373,60 0,9
20º Alagoas 54.413,00 0,8
21° Piauí 50.378,40 0,7
22º Rondônia 44.914,00 0,6
23º Sergipe 42.018,00 0,6
24º Tocantins 35.666,20 0,5
25º Amapá 16.795,20 0,2
26° Acre 15.331,10 0,2
27º Roraima 13.370,00 0,2
TOTAL 7.004.140,90
  • Fonte: IBGE
  • Ao analisar cada estado individualmente, fica visível a forte diferença do desenvolvimento econômico entre as diversas regiões do país.
  • Para se ter uma ideia, de acordo com os dados do IBGE a respeito do Produto Interno Bruto do ano de 2018, os PIBs dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais representaram juntos 51,2%, ou seja, mais que a metade do total do PIB brasileiro.

Isso significa que esses 3 estados foram responsáveis por mais da metade de tudo que foi produzido no Brasil em 2018.

  1. E pode ficar ainda mais desproporcional, se analisarmos em conjunto apenas as regiões Sul e Sudeste do Brasil, já que ambas representaram 72% de toda a produção do nosso país.
  2. Além disso, a lista ainda deixa claro um desempenho bastante tímido dos países da região Norte, principalmente os estados de Tocantins, Amapá, Acre e Roraima.
  3. Esses estados produzem menos, pois grande parte de seus territórios é coberta pela floresta Amazônica e a instalação de indústrias e áreas de produção traria um processo de degradação ambiental significativo.

Por outro lado, o estado do Amazonas, graças às atividades da Zona Franca de Manaus, mantém uma colocação razoável se comparada aos outros estados da sua região.

A boa notícia é que a desigualdade retratada pelo ranking do PIB dos estados brasileiros vem caindo ao longo das últimas décadas. Entretanto, a diminuição acontece relativamente devagar e isso demonstra o quão lento e gradual é o processo para reestruturar a ordem da produção no país.

Nos últimos tempos, o Brasil enfrentou uma crise econômica sem precedentes.

Apesar dos milhares de desempregados e da atividade econômica em recuperação, o nosso PIB continuou figurando entre os 10 maiores do mundo até 2019, porém em 2020 caiu para a 12º colocação devido aos problemas agravados pela pandemia do novo coronavírus. Veja a seguir os 10 maiores PIBs mundiais de 2020, oconforme os dados levantados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI):

POSIÇÃO PAÍS VALOR DO PIB (BILHÕES DE DÓLARES)
Estados Unidos US$20,8
China US$15,2
Japão US$4,9
Alemanha US$3,8
Reino Unido US$2,6
Índia US$2,6
França US$2,6
Itália US$1,8
Canadá US$1,6
10º Coreia do Sul US$1,6

Fonte: FMI

Apesar de estarmos bem colocados, já estivemos em um cenário melhor. Em 2011, nos tornamos a 6º maior economia do mundo, ficando à frente até mesmo do Reino Unido.

No entanto, analisar o PIB mundial isoladamente distorce a atual realidade do país, já que, definitivamente, estamos em um patamar diferente do que todos os países dessa lista.

Apesar de uma produção considerável, o nosso país dispõe de um altíssimo número de habitantes. Apenas a título de comparação, os mais de 210 milhões de brasileiros superam bastante a população da Itália e da França juntas, que chegam a aproximadamente 127 milhões.

Dito isso, basta analisar o ranking de PIB per capita para perceber que a nossa renda per capita está em uma posição extremamente inferior do que a colocação no ranking mundial de Produto Interno Bruto.

Para ser mais preciso, de acordo com os dados do FMI, estamos na 87ª posição quando o assunto é renda per capita e produzimos cerca de US$8.920,76 por pessoa em 2019.

Contudo, ainda assim é necessário ir mais a fundo para entender a situação do país. Índices como o de desemprego, por exemplo, também ajudam a compreender a atual circunstância econômica de uma nação e podem contradizer os resultados do PIB, como no nosso caso aqui Brasil.

Como você pode perceber ao longo deste artigo, o PIB é uma ferramenta essencial para mensurar o desenvolvimento econômico, seja de uma cidade, de um estado ou de um país. Por se tratar de um assunto de tanta importância, é perfeitamente normal que seja um pouco complexo e que seja motivo de divergências entre os economistas.

Entretanto, o envolvimento da população em assuntos econômicos é essencial para entender a relevância e como são feitos os cálculos de um dos indicadores econômicos mais famosos.

Portanto, continue a se aprofundar em temas importantes como o PIB, afinal de contas, sua vida financeira é totalmente influenciada por essas questões.

Como funciona o cálculo do PIB? Entenda

Esta sigla com três letras está em todo lugar, mas o que ela quer dizer? A grosso modo, o Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todas as riquezas geradas por um país, em moeda local. Ele é medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a cada trimestre.

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Seu resultado anual é um dos principais termômetros sobre a saúde de uma economia. Para chegar a este valor, o IBGE usa dados de pesquisas anteriores que mediram o desempenho dos setores de serviços, indústria e agronegócio.

O cálculo do PIB reúne a quantidade de bens e serviços produzidos ao longo de um período. Pode-se definir o PIB, também, como um indicador oficial do bem estar de uma população. Um resultado negativo, ou abaixo do esperado, pode apontar que a vida dos habitantes de um país piorou e ser o prenúncio de uma recessão econômica.

Não existe um consenso entre os economistas sobre a definição exata do PIB. Muitos afirmam que o PIB indica o crescimento de um país, mas não o seu desenvolvimento, que deveria colocar na conta também itens como a distribuição de renda e investimentos sociais, por exemplo.

O que entra na conta do PIB?

O PIB brasileiro é calculado sob dois pontos de vista diferentes: a demanda (despesa) e a oferta.

Quando se olha para cada um deles, o resultado final, em valores, deve ser o mesmo. Pela despesa, é possível conhecer a soma de todos os gastos que levam à expansão da economia.

Pela ótica da oferta, temos um panorama geral sobre tudo o que é produzido dentro de um país.

Do lado da demanda, entram os itens:

  • Consumo das famílias (maior peso): soma todas as despesas da população no mercado interno (supermercado, transporte, aluguel, crédito etc)
  • Investimentos das empresas: mede o quanto as empresas estão investindo em máquinas e bens para produzir outros bens, a chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF).
  • Gastos do governo: tudo o que o governo gasta em bens e serviços, incluindo o salário de funcionários públicos, programas sociais e a Previdência Social.
  • Balança comercial: calcula o volume de bens e serviços que o país exportou, menos o que importou.
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Do lado da oferta, entram os itens:

  • Serviços (maior peso): inclui atividades como comércio, transportes e educação.
  • Indústria: soma toda a produção de bens manufaturados no Brasil.
  • Agropecuária: mede as atividades de cultivo agrícola e criação de animais.

O que é PIB nominal e PIB real?

O PIB nominal é aquele que considera apenas o resultado em valores correntes sobre tudo o que foi produzido e consumido em um determinado período. O PIB real resulta deste valor, menos os efeitos da inflação ao longo do tempo.

O que é PIB per capita?

O PIB per capita nada mais é que o resultado do PIB dividido pelo número de habitantes do país. Ele serve para mostrar quanto cada habitante produziu ou consumiu. Países com um PIB per capita maior indicam que a sua população tem uma qualidade de vida mais elevada.

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O que é PIB? Entenda Como Funciona e o Significado – CashMe

Compreender o que é o PIB é simples, pois trata-se do principal indicador para medir o crescimento da economia de um país. O índice soma todos os bens e serviços finais produzidos em um determinado período de tempo na moeda corrente do local. 

No Brasil, quem faz a medição é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Seu resultado anual é um dos principais termômetros sobre a saúde de uma economia. Para chegar a este valor, o IBGE usa dados de pesquisas anteriores que mediram o desempenho dos setores de serviços, indústria e agronegócio.

Saber o que é o PIB, como ele é calculado e qual sua importância para a economia do país é importante para que você entenda como está a atividade econômica de uma região através de cálculos de oferta e demandas de bens e serviços.

Caso você queira saber mais sobre o PIB, continue a leitura para esclarecer todas as suas dúvidas.

O que é PIB?

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, geralmente em um ano. Todos os países calculam o seu PIB nas suas respectivas moedas.

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos sobre os produtos comercializados.

O PIB não é o total da riqueza existente em um país. Esse é um equívoco muito comum, pois dá a sensação de que o PIB seria um estoque de valor que existe na economia, como uma espécie de tesouro nacional.

Na realidade, o PIB é um indicador de fluxo de novos bens e serviços finais produzidos durante um período. Se um país não produzir nada em um ano, o seu PIB será nulo.

Como é feito o cálculo do PIB?

Para entender o que é o PIB é importante que você compreenda como ele é calculado. 

O PIB brasileiro é calculado sob dois pontos de vista diferentes: a demanda (despesa) e a oferta. Quando se olha para cada um deles, o resultado final, em valores, deve ser o mesmo. 

Pela despesa, é possível conhecer a soma de todos os gastos que levam à expansão da economia. Pela ótica da oferta, temos um panorama geral sobre tudo o que é produzido dentro de um país.

Do lado da demanda, entram os itens:

  • Consumo das famílias (maior peso): soma todas as despesas da população no mercado interno (supermercado, transporte, aluguel, crédito etc);
  • Investimentos das empresas: mede o quanto as empresas estão investindo em máquinas e bens para produzir outros bens, a chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF);
  • Gastos do governo: tudo o que o governo gasta em bens e serviços, incluindo o salário de funcionários públicos, programas sociais e a Previdência Social; 
  • Balança comercial: calcula o volume de bens e serviços que o país exportou, menos o que importou.

Do lado da oferta, entram os itens:

  • Serviços (maior peso): inclui atividades como comércio, transportes e educação;
  • Indústria: soma toda a produção de bens manufaturados no Brasil;
  • Agropecuária: mede as atividades de cultivo agrícola e criação de animais.

Um exemplo usado pelo IBGE para explicar como calcular o PIB considerando somente os produtos finais é do pão: 

  • Se um país produz R$100 de trigo, R$200 de farinha de trigo (feita a partir do trigo) e R$300 de pão, serão considerados R$300 de PIB – pois os valores anteriores já estão embutidos no valor do pão.

O mesmo vale para qualquer outra categoria de produtos ou serviços. Portanto, não são considerados os chamados itens e bens “primários e intermediários” para que não seja feita uma “dupla contagem”.

O que o PIB indica?

O PIB é avaliado a cada trimestre e ao final do ano. Os resultados são comparados com o trimestre ou ano anterior para avaliar o crescimento econômico e atividade do Brasil. 

Em 2018, o PIB foi de R$ 6,8 trilhões. No segundo trimestre de 2019, último valor divulgado, de R$ 1,8 trilhões – isso representa um crescimento de 1% em relação ao acumulado em quatro semestres, segundo o IBGE. 

Ou seja: se a atividade econômica de um país cai em determinado período, seu PIB consequentemente apresentará leve queda; o mesmo vale para a situação contrária. E, se em um ano um país não tiver produzido nada, então não terá PIB.

A partir do resultado do PIB, portanto, é possível:

  • Avaliar o seu desempenho ano a ano e ver como a produtividade do país variou ao longo deles;
  • Comparar as economias de diversos países – o PIB do Brasil é diferente do dos Estados Unidos e da Argentina, por exemplo.

Mas aqui, é importante destacar que o PIB é somente um “indicador síntese da economia”. Ou seja: ele ajuda a compreender a economia de um país, mas não indica fatores como a qualidade de vida, educação, saúde e distribuição de renda.

O que o crescimento do PIB significa?

Ao entender o que é o PIB, fica mais claro compreender que seu crescimento está relacionado com a ascensão da economia. Quanto maior o PIB, maior é a renda de um determinado lugar. E se uma economia cresce, cresce também a oferta de trabalho, visto que houve aumento da demanda a ser atendida.

Assim, podemos dizer que o crescimento está diretamente relacionado com a geração de empregos, assim como o aumento do número de empresas e possíveis investimentos. O aumento das empresas e a geração de empregos têm como consequência o aumento da oferta dos produtos e serviços, o que contribui para o controle da inflação.

Vale ressaltar que o PIB está relacionado com o nível de desenvolvimento econômico, mas não com o desenvolvimento de um determinado local como um todo, visto que não leva em consideração questões como distribuição de renda ou questões sociais, como investimentos no setor da saúde ou educação.

PIB Nominal e PIB Real

Existem dois “tipos” de PIB: o PIB Nominal e o PIB Real. A diferença é simples:

  • O PIB Nominal é calculado a partir dos preços e valores de determinado produto ou serviço no momento em que foram produzidos;
  • O PIB Real, por sua vez, mede o volume físico de um produto ou serviço – isso significa que ele não considera a inflação.
  • Essa distinção é importante pois o efeito da inflação no PIB pode passar uma ideia errada de crescimento da atividade econômica.
  • Por exemplo: o PIB de um país, em um ano, é de R$1 trilhão; no ano seguinte, a atividade econômica se mantém constante (sem queda ou crescimento), mas os preços dos produtos apresentam alta de 50%.
  • O PIB Nominal, por analisar os preços no momento da produção, seria de R$ 1,5 trilhão; e o PIB Real permaneceu constante, de R$ 1 trilhão.

O que é PIB per capita?

O PIB per capita é, basicamente, a divisão do PIB pelo número de habitantes de um país ou estado. Mas fique atento: ele leva em conta que todas as pessoas tivessem “partes iguais”, segundo o IBGE – isto é, distribuição de renda equilibrada.

Teoricamente, quanto maior o PIB por pessoa, maior o acesso a serviços e qualidade de vida. Sozinho, no entanto, o PIB não indica qualidade de vida ou IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) – um país com PIB alto e população também grande, por exemplo, terá um per capita baixo. 

Conclusão

Entender o que é PIB é importante para você entender a situação econômica do país e isso diz muito sobre a saúde financeira da região. Uma informação muito importante para entender mudanças de preços em produtos, por exemplo.

Mas é fundamental que você compreenda o PIB como um indicador síntese de uma economia. Ele ajuda a compreender um país, mas não expressa importantes fatores, como distribuição de renda, qualidade de vida, educação e saúde. 

Um país tanto pode ter um PIB pequeno e ostentar um altíssimo padrão de vida, como registrar um PIB alto e apresentar um padrão de vida relativamente baixo.

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