Pessoa Que So Ve Dinheiro Como Se Chama?

Diz a sabedoria popular que um gesto vale por mil palavras. Certamente. Mas isto apenas vale se o gesto corresponder a uma verdade interior e não for mera encenação.

Convencionou-se que as palavras não contam, que são superficiais e enganadoras. Mas é mentira.

As palavras são o mais importante veiculo de comunicação, de troca entre humanos, e podem marcar tão profunda e duradouramente uma relação como um gesto.

Há palavras que são brutas como um soco na cara, mesmo se ditas com simpatia. Porém, há outras que abrem portas na nossa relação com os outros. Há palavras que são pontes. Fazem com que os outros fiquem mais próximos, criam cumplicidades em vez de inimizades.

Sobretudo criam à nossa volta uma harmonia que só nos pode trazer felicidade. Aquilo que damos aos outros é-nos restituído sob a forma de felicidade e bem-estar. E isto não vale só para as relações amorosas.

Vale para todas as relações que estabelecemos em sociedade.

Podem dizer-lhe que a sua aparência conta, que a sua cultura literária conta, que a sua educação conta. Mas de que adianta tudo isto se, num mundo construído sobre interações sociais, você se comporta de forma grosseira, não sabe veicular afetos profundos, não sabe ouvir os outros?

Como tudo na vida a gentileza, a empatia, a solidariedade também se aprende. Reunimos 12 palavras e expressões que farão de si uma pessoa, se não mais amada, pelo menos muito mais gostável.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

1. “Fico feliz por te ver”

Nós, os portugueses, oscilamos entre relações de extrema formalidade, onde não se veiculam simpatias e gentilezas (isso será logo considerado “dar graxa”) e relações de extrema informalidade onde se usa o “tu” e se acredita que isso significa “ter intimidade” com os outros. Errado. O ideal é perceber que a intimidade não se faz pelo uso do “tu” mas pelo uso do tempo. Por isso nunca se iniba de ser gentil, de elogiar, de expressar um afeto mais profundo. Se encontra alguém de quem gosta, não se fique por um inócuo “olá”. Vá mais longe: diga “fico feliz por te ver” ou “fico sempre feliz por te ver”. Com esta expressão está a comunicar que a presença da outra pessoa não lhe é indiferente, que gosta dessa presença, que essa pessoa lhe evoca sentimentos de felicidade.

Pessoa Que So Ve Dinheiro Como Se Chama?

As suas palavras devem comunicar um genuíno interesse pelo outro. (foto: Getty Images)

2. “Lembro-me que tu…”

Ao evocar uma situação, um gesto, uma atitude positiva dos outros acontecida no passado (pode ser uma piada divertida, uma peça de vestuário, uma pequeno ato de heroísmo do quotidiano) está a comunicar ao outro que se lembra dele, e está a reafirmar a capacidade dele ou dela de terem em si coisas positivas que merecem ser notadas. É provável que a outra pessoa vá também lembrar-se de qualquer coisa positiva a seu respeito que não tinha notado. Talvez até se surpreenda com algo que marcou os outros sem saber. Este “lembro-me que tu” ou “talvez não tenhas notado mas” deve ser sempre seguido de uma coisa positiva e não negativa. As pessoas que insistem em evocar coisas negativas, pequenos incidentes ou fragilidades nossas, querem apenas reforçar as nossas inseguranças e são para evitar.

3. “Estou impressionado!”

Esta expressão foca-se naquilo que a pessoa faz, ou acabou de fazer, e não no que fez.

É uma expressão que visa reforçar a auto-estima do outro e deve ser usada com pessoas que acabaram de chegar a um novo local e trabalho, jovens estagiários, pessoas que parecem estar deslocadas ou isoladas dentro de um grupo.

Muitas vezes essas pessoas estão aflitas, envergonhadas, inseguras. Ser a mão amiga que se lhe estende, com um elogio, uma chamada de atenção positiva, vai fazer de si um super-herói quotidiano, sem precisar de outros superpoderes que não a gentileza.

4. “Eu acredito em ti”

Todos nós temos inseguranças. E no ambiente altamente competitivo em que vivemos ou nas relações instáveis que mantemos com os outros as nossas inseguranças podem tornar-se numa dor crónica. A melhor forma de se ajudar é acreditando genuinamente nos outros, na força que cada um tem para superar os obstáculos.

Por isso dizer “eu acredito em ti” pode ser fundamental para uma criança ou um adolescente ultrapassarem um bloqueio na sala de aula, na família ou com os amigos. Mas é igualmente oportuno usá-lo com adultos.

Quem tem cargos de chefia, quem está a lidar com um colega de trabalho menos ágil, quem está perante um amigo ou amiga que perdeu o emprego, ou o namorado, pode reforçar a autoestima dos outros com estas quatro palavras.

Este acreditar expressa uma confiança nas potencialidades do outro, vê as suas forças e destrezas até onde ele não consegue ver. Acreditar verdadeiramente nos outros pode ser o primeiro passo para acreditar em si mesmo.

5. “Olha só até onde já conseguiste chegar”

Esta expressão vem na linha da anterior, mas visa obrigar a outra pessoa a rever o seu percurso, ao mesmo tempo que demonstra que está atento a ela. Que registou os seus esforços, os seus sucessos, as suas conquistas.

Dizer “olha só até onde já conseguiste chegar!” é, ao mesmo tempo, uma celebração do sucesso alheio.

E isto é muito difícil (por isso a inveja é um pecado que mora ao lado) e, por isso, tantas vezes somos lestos a apontar as falhas mas nunca apontamos o êxito dos outros.

6. “Gostava de saber o que pensas sobre…”

Já reparou que, por estes dias, ninguém ouve ninguém? As pessoas fazem perguntas por mera cortesia social e antes que você esboce uma resposta elas já estão a falar de outra coisa. Em geral já estão a falar de si mesmas.

Dizer a alguém “gostava de saber o que pensas sobre…” ou “gostava de ouvir a tua opinião sobre…” é uma forma de comunicar ao outro que o considera inteligente, idóneo para se pronunciar sobre um assunto qualquer (seja uma decisão de vida, seja um mexerico). O importante é que esta frase acolhe o outro na sua vida, ou no grupo de trabalho, ou numa decisão familiar. Mas seja sincero quanto ao seu desejo de ouvir o outro. Se o fizer por obrigação social isso vai notar-se e vai apenas mostrar o quão autocentrado você é.

Pessoa Que So Ve Dinheiro Como Se Chama?

As pessoas mais influentes e carismáticas são aquelas que empatizam com os outros. (foto: Getty Images)

Vamos clarificar uma coisa: esta frase não é apenas para ser usada para engatar miúdas (e miúdos). Querer saber mais sobre a outra pessoa que se senta ao nosso lado na faculdade, no trabalho, ou à mesa do jantar é o mínimo que podemos fazer para estabelecer ligações sólidas e duradouras. Mais uma vez é uma forma de aceder à vida, ao pensamento, aos sentimentos do outro.

“Diz-me mais”, ou “diz-me mais coisas sobre ti, sobre o que pensas de…”, é também um cumprimento, um elogio, é uma forma de comunicar que o outro diz coisas inteligentes, pertinentes, singulares.

Isto é particularmente válido com as crianças: ao mesmo tempo que as integra no grupo familiar ou escolar, dá-se-lhes a tarefa de as obrigar a pensar, a usar recursos do seu mundo interior que ainda estão a aprender a gerir.

8. “Bem-vindo”

Há quem compre tapetes de porta com a expressão inglesa welcome, mas que seja completamente incapaz de lidar com a expressão portuguesa: “seja bem-vindo”.

Para além das confusões com a ortografia da palavra (tantas vezes escrita como substantivo, “benvindo”), há um certo medo de parecermos pomposos ou teatrais. Por isso acabamos por cair no vulgar e adolescente “olá, tudo bem?”. .

Dizer a alguém que ele/ela é “bem-vindo”, seja na nossa mesa de café, na nossa casa, na nossa empresa ou na nossa vida é uma forma de dignificar a pessoa que recebemos e de lhe mostrar que estamos felizes com a sua chegada.

9. “Posso ajudar?”

No país que ensina as crianças a rirem quando veem alguém cair, que fez da humilhação alheia forma tradicional de celebração académica a expressão “posso ajudar?” pode parecer um óvni na nossa vida social. Mas ela existe e faz maravilhas.

Todos nós já experimentámos a sensação de, no meio de uma aflição, alguém nos oferecer ajuda sem querer nada em troca. Seja porque deixámos cair as compras no chão do supermercado, porque caímos na rua, porque simplesmente não sabemos o que fazer numa determinada situação.

“Posso ajudar?” é uma demonstração de empatia com a insegurança momentânea de alguém e é, ao mesmo tempo, uma confissão averbal de que também nós, por vezes, somos desastrados, inseguros.

Leia também:  O Que Está Em Cima É Como O Que Está Em Baixo?

10. “Desculpa!”

Eis outra expressão da qual se abusa mas que raramente se usa: ou seja diz-se “desculpa” por qualquer coisa. Há mesmo quem comece frases com a palavra “desculpa” como se tivesse medo de existir, mas raramente a usa como demonstração de um genuíno arrependimento.

Porque à palavra “desculpa” tem que corresponder uma consequência que é a nossa mudança de atitude. Pedir desculpa é colocarmo-nos nas mãos de alguém, é saber que seremos julgados mas que acreditamos poder ser absolvidos.

Dizer “desculpa!” é ainda uma forma acreditar que o outro confia em nós, na nossa capacidade de sermos melhores. Portanto, como dizem os ingleses “say it just when you mean it!“.

Pessoa Que So Ve Dinheiro Como Se Chama?

“Desculpa” e “Obrigado/a” são provavelmente as palavras mais importantes de uma língua. (foto: AFP/Getty Images)

11. “Não”

Com três letrinhas apenas… pois é, esta palavra pode parecer destoar do tom deste artigo, mas ela é fundamental para a nossa sobrevivência social. O “Não” não deve ser pensado como sinónimo de humilhação dos outros, mas como sinal de que “nós merecemos respeito”.

Naturalmente há quem saiba usar todas as expressões acima apenas para manipular os outros, para conseguir alguma coisa do seu interesse. Por isso, aqueles que têm a empatia, a gentileza, a humanidade de dizer todas estas frases têm também que estar aptos a dizer “não” àqueles que não as têm com os outros. Querer fazer o bem não pode deixar-nos à mercê da maldade.

Porque ela existe, não obstante as declarações bem intencionadas de Rosseau.

12. “Obrigado/a”

Antes de tudo, é importante esclarece uma questão com a qual os portugueses e as portuguesas continuam a não atinar: as mulheres dizem obrigada (feminino) e os homens dizem obrigado (masculino). Posto isto, a palavra “Obrigado/a” é uma das mais importantes de uma língua.

É o selo de uma troca na qual ambos os lados deram algo. Na verdade, todas as expressões de que falámos anteriormente podiam resumir-se à palavra “Obrigado”.

Ela é uma bomba de sentimentos positivos, de empatia, de assunção da nossa fragilidade, das nossas falhas e, ainda assim, da aceitação e da generosidade do outro que nos recebe.

Deve usar-se sem parcimónia, desde o empregado do café que nos prepara o galão, até alguém que segura a porta para passarmos. Agradecer a gentileza reforça no outro a vontade de ser gentil. (Já agora, obrigada por lerem e ajudarem a partilhar este artigo).

56 expressões sobre dinheiro que só um brasileiro vai reconhecer – Fala, Nubank

Fazer um bico, dar o passo maior que a perna, doer no bolso: se você não fala, sua mãe fala (ou seu tio, sua vizinha, o padeiro…). A criatividade do brasileiro é tão apurada para nomes quanto para arranjar estratégias para se virar frente às adversidades.

E o dinheiro (ou, com mais frequência, a falta dele) é uma adversidade com a qual a maior parte da população está bem acostumada: cerca de 7 em cada 10 famílias brasileiras estão atualmente endividadas, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O tal do jeitinho brasileiro, tradicionalmente criticado como uma forma de burlar regras, é uma manifestação dessa criatividade. Um artigo publicado na revista da Fundação Getúlio Vargas descreve jeitinho como “a maneira pela qual se pode resolver as dificuldades, sem contrariar as normas e leis.”

O jeitinho, assim como dezenas de outras expressões populares, traduzem as múltiplas soluções improvisadas que os brasileiros bolam para dar conta de suas finanças. Veja algumas delas (e deixe a sua nos comentários!).

Usada para descrever uma situação de tensão e pressão que chega próxima ao seu limite. Quase sem possibilidades. Possibilidades de sobrevivência limitadas.

Vindo da antiga moeda portuguesa mealha, o verbo é sobre guardar quantidade mínima de qualquer coisa. Agrupar as mealhas, juntar trocos e dinheiros providos de descontos.

Exemplo

“Com tudo que fui amealhando nesse período, eu adiantei algumas contas que estavam pendentes.”

Dificuldade, sufoco, aperto. Termo mais comum no Nordeste e no Norte do Brasil, é ligado a situações limites e irritantes.

Exemplo

“E aí fica um almoço divertido, marcante, a gente garante um dia a mais sem aperreio.” 

Assumir responsabilidades, assumir contas não desejadas ou planejadas. Consequência não esperada, assumir contas de outrem.

Exemplo

“Tudo que eu arcava antes, hoje quem arca é a minha mãe!”

Sinônimo popular de “até o limite”, “dentro de minhas possibilidades”. É o oposto de “Dar o passo maior que a perna.”

Exemplo: “… saber até onde sua perninha alcança, até onde você pode chegar. Isso para mim é uma coisa básica do controle financeiro.”

Estar com tantas dívidas que não consegue se mexer, enterrado em valores, impossibilidade de outras ações, sobrecarga. Expressão amplamente usada quando não há outra opção, quando não se vê outra saída.

Exemplo: “Eu vivia atolado em dívida e o que recebia não era suficiente para suprir as dívidas e manter a casa.”

Atividade de trabalho extra e informal que as pessoas fazem, para além de sua fonte oficial e principal de remuneração, com o objetivo de aumentar a renda. Ver “Trocado”.

Aquilo que aumenta progressivamente. Expressão usada para dívidas que aumentam muito por causa de juros crescentes, muitas vezes ocasionando em situações incontroláveis e muito difíceis de reverter.

Exemplo: “Trabalho muito informalmente, às vezes posso não ter dinheiro para pagar lá na frente. Isso vira uma bola de neve.”

Documentação financeira que se refere a pagamentos. Nas falas cotidianas, está diretamente relacionado a ter vida adulta: ao ter boletos, a pessoa já teria contas a pagar, logo, responsabilidades. O termo “boletos” é muito usado em gírias, memes e piadas sobre crescer.

Exemplo: “Eu passo a ter todas essas coisas no meu nome, chegava no Correio um boleto no meu nome, eu dizia: ‘caramba, sou adulta’.”

Resultado de um cálculo feito com cuidado. Valor igual ao limite esperado, obtido com esforço, e sem a possibilidade de extrapolar o montante final.

Exemplo: “Era tudo contadinho. Mas, graças a Deus, comida nunca faltou.”

Luta pela sobrevivência, diz-se que é o esporte marcial de todo o brasileiro. Refere-se a esforço constante, tanto em emprego formal quanto informal. Traz uma perspectiva individual de dar certo, vencer na vida.

Exemplo: “Ter um mínimo de dignidade sabe? Não estar sempre apertada, sempre correndo atrás do dinheiro.”

Significa ter estabilidade, certeza de ter o dinheiro no final de determinado período.

Exemplo: “Estabilidade né? Você poder contar com aquele dinheiro.“

Usadas por pessoas que não devem nada, têm orçamento doméstico bem equilibrado. Contas que fecham, sem dever em pagamento, contas exatas.

Exemplo: “Fiquei com as contas todas redondinhas.”

Quando um indivíduo se encontra em uma situação em que não gostaria de estar e faz tudo que for possível para superá-la, para sair dessa situação vitorioso e bem-sucedido.

Exemplo: “No passado, não tinha planejamento, vivíamos afundados em dívidas e precisávamos de dinheiro para comer, ajuda de amigos e familiares. Mas com o nosso negócio, demos a volta por cima.”

Querer fazer aquilo que está acima das suas possibilidades ou fora do seu alcance.

Exemplo: “Família me ajudou, mas tenho muita dificuldade em pedir ajuda, por isso fico tentando às vezes não dar o passo maior que a perna.”

Encontrar soluções independentemente dos meios. No geral, implica em soluções criativas e de diferentes perspectivas para resolver grandes problemas. Frase de alento, consolo e motivação que pode vir junto do ditado popular, como: “para tudo se dá um jeito na vida.”

Exemplo: “Tem amigos meus que ganham menos que eu, que têm filho, dá-se um jeito.”

Oferecimento de condições para determinada ação. Amplamente usado para simbolizar o apoio familiar ou de amigos, que cria condições de conforto e atendimento das necessidades do indivíduo em qualquer situação.

Exemplo: “Ainda mais a gente que tem família para dar suporte, se for o caso. Então isso não é o que mais preocupa a gente.”

Redução de valores de conta pessoal, referente a conta com oscilações para baixo.

Exemplo: “Ah mudou muita coisa né? Minha conta bancária desceu bastante.”

Significa que, ao tentar resolver um problema ou situação, a pessoa pode acabar ocasionando outro problema. Muito utilizada para se referir a escolhas de uso de recursos (dinheiro, tempo, entre outros) que implicam em consequências negativas para aquilo que foi preterido.

Diminutivo de dinheiro. Especialmente usado para se referir a economias (dinheiro físico, conta ou outro tipo de investimento). O sufixo “inho”, nesse caso, significa principalmente pequena quantidade e afeto (feito com cuidado e esmero, obtido com esforço). Em alguns casos, pode significar deboche ou descaso.

Leia também:  Como Saber Quando Me Vem O Periodo?

Exemplo: “Como eu passei muito perrengue, a minha essência seria de guardar dinheiro, ter um dinheirinho guardado e tal.”

Dinheiro limpo e dinheiro suado são sinônimos, valores obtidos por meio de trabalho honesto e legal. Dinheiro sujo é oposto de dinheiro limpo ou suado, ou seja, valor obtido por meio de práticas desonestas ou ilegais.

Exemplo: “Esse dinheiro vem da minha vida, de horas de trabalho. Há um respeito pela minha pessoa, pela minha vida, pelo meu trabalho e pelo dinheiro suado.”

Dinheiro usado para gastos do dia a dia, normalmente separado de vínculos empregatícios – resultado de bicos, escambos ou vendas de objetos pessoais. Algumas vezes é usado como sinônimo de sustento.

Exemplo: “Às vezes eu vendo alguma coisa, só para meu dinheiro diário.”

Dinheiro pessoal, de reserva. Expressão normalmente usada para se referir a quando a pessoa usa dinheiro de fundo pessoal para pagar algo que não deveria, por falta de outros recursos.

  • Exemplo: “Acabou tendo que tirar dinheiro do próprio bolso.”
  • Quantidade de dinheiro maior do que a pessoa está acostumada a possuir ou circular.
  • Exemplo: “Eu ia viajar para fazer um dinheiro grandinho, voltar com essa grana melhor e ficar com um dinheirinho na mão.”

Ter dinheiro disponível, tocar fisicamente no dinheiro em espécie. Usado para imediatamente após a pessoa ter algum recebimento, doação ou transferência. Usado de forma literal, implicando dinheiro de papel em mãos, ou em sentido figurado.

Exemplo: “Eu simplesmente pego o dinheiro, vejo o que tenho que pagar e pronto.”

Moeda em espécie, notas. Em muitos lugares do Brasil é a única forma de dinheiro. Por suas características físicas, apresenta inúmeras formas de organização e disposição.

Exemplo: “Era dinheiro vivo mesmo, eu guardava meus montinhos, botava dentro de envelopes e escrevia assim: gastos com roupa.”

Frase usada para retratar prejuízo, valor acima do esperado ou custo não planejado.

Alguém que está sem dinheiro ou recursos. Gíria antiga mas ainda com aderência, se opõe a um conforto “macio” de quem tem dinheiro e é uma palavra mais usada em centros urbanos. Ver “Quebrado.”

Exemplo: “A gente sabe que tem sempre alguém mais duro que o outro.”

Quando usado em relação a dinheiro, o verbo enforcar significa não pagar determinada conta ou mais de uma conta. Pode ser aplicado a compromissos e eventos.

Exemplo: “A van é cara, eu posso enforcar outras coisas para poder pagar.”

Fazer os recursos renderem, realizar algo impossível. Relacionado a táticas inventivas para garantir a sobrevivência. Fazer algo que, à primeira vista, pode ser considerado impossível.

Empréstimo ou doação financeira para entes da mesma família ou próximos. Por sua informalidade, no geral não é cobrado uma taxa de juros e as regras do pagamento são negociáveis.

Exemplo: “Eu ia atrás de financiamento familiar: você vai com algum parente rico e chora miséria, apela para os laços emocionais e vê se ele consegue te dar uma grana.”

Ajudar, colaborar, somar esforços. Utilizado também para aportes financeiros.

Exemplo: “A pessoa que tem interesse em me ouvir, ajudar, me fortalecer, com certeza eu já confio.”

Energia direcionada em prol de um objetivo. Normalmente vinculada a questões financeiras, mas não somente a produtos ou serviços financeiros.

Exemplo: “Se você investe num estudo específico, vai aprender, se investe num concurso, vai passar. Tudo é investimento, o dinheiro também.”

Palavra muito utilizada para descrever o comportamento brasileiro com conotações positivas (criatividade, adaptação, improviso) e negativas (corrupção, solução ilegal). Característica de quem se porta de maneira esperta, com o propósito de conseguir algo, mas que a maioria das pessoas considera árduo ou difícil.

  1. Exemplo: “A gente vai dando um jeitinho aqui, outro ali.”
  2. Usada como sinônimo de guardar em um mesmo ambiente (seja físico ou por meio de algum serviço financeiro) diferentes quantias de dinheiro ao longo de um tempo.
  3. Exemplo: “Juntei dinheiro por três meses, pedi pra minha mulher guardar.”

Poupador em potencial, pessoas que não gastam em supérfluo. Quando usada positivamente se refere ao poupador, quando usada negativamente se refere a avareza. Ver “Sovina”.

Montante que os filhos recebem mensalmente, ou semanalmente, dos pais e cuidadores. A prática é introduzida, normalmente, em crianças em idade escolar para que comprem doces ou alimentos vendidos na escola.

Ação de prevenção, é quando, por determinado tempo, uma pessoa ou grupo reduzem o dinheiro gasto no cotidiano.

Exemplo: “Entrei num modo economia agora, ver qual o mínimo que consigo gastar ao longo do mês.”

Passar por dificuldades, situações difíceis. Ver “Perrengue” e “Aperreio”.

Exemplo: “Pela estrutura familiar que eu tive, nunca passei aperto, vivia bem.”

Dinheiro ou recursos guardados para um futuro confortável, com conotação positiva e independente de tamanho e tipo.

Exemplo: “Quero ter um pé de meia bom. Meus pais sempre tiveram subemprego, se acontecesse alguma coisa, já era.”

Programar-se, planejar-se. Fazer uma reserva para o futuro. Guardar algo (dinheiro, recursos) para momentos futuros.

Dificuldade momentânea, situação difícil.

Exemplo: “Queria trabalhar para ajudar em casa, a gente passava muito perrengue.”

Estar em falência, ter pouco dinheiro, estar com muitas dívidas. Ver “Duro”.

Ação de dividir a conta, salário ou montante.

Movimento do dinheiro em diversas transações: compra, venda, lucro, prejuízo, investimento, etc.

Exemplo: “Dinheiro é para circular, não pode ficar parado. Ou você investe ou você gasta, tem que circular, rodar.”

Conectar-se com a realidade, focar naquilo que é viável, buscar segurança. Alguém que não se arrisca muito.

Exemplo: “Eu sempre perdia a cabeça, mas colocava o pé no chão depois.”

Buscar uma forma de resolver algum desafio, apesar de qualquer dificuldade. Conseguir resolver algo, mesmo sem ter as ferramentas ou condições necessárias para isso. Também pode significar ter que fazer uma coisa sozinho, por sua própria conta.

Exemplo: “Quando eu recebo, já pago logo o aluguel por ser o principal, mas o resto da conta eu me viro.”

Pessoa que não quer ou não gosta de gastar dinheiro. Ver “Mão de vaca”.

Exemplo: “Dizem que eu sou sovina, mas é que eu gosto de segurar o dinheiro para pagar as contas essenciais.”

Sinônimo de trabalho, fonte de renda, alimentação, nutrição. Ato ou efeito de manter-se e alimentar- se.

Exemplo: “A única pessoa que admito gritar comigo é minha mãe, porque ela me sustenta.”

Implica nos benefícios e obrigações resultantes da composição socioeconômica de determinada família ou agrupamento que promove bem estar e condições melhores de vida. A ausência pode tornar o desenvolvimento econômico individual mais difícil.

Exemplo: “Com a estrutura familiar que eu tive, eu nunca passei aperto.”

Fazer o impossível, sobreviver à seca. A origem da expressão faz alusão à seca do sertão, quando produtores tentavam manter seu gado vivo para tirar leite, quando só existia um deserto de pedras (sem vegetação) para alimentar o gado. Ver “Fazer milagre”.

Exemplo: “Precisa ir tirando leite de pedra, fazer sobrar a comida de hoje pra comer amanhã de novo. Vai inventando, dando um jeitinho.”

Moeda de níquel ou prata. Usado como gíria para se referir a dinheiro, normalmente na expressão “sem nenhum tostão”.

As duas expressões são opostas: quando alguém trabalha por dinheiro, não importa o que se faz, apenas o que se ganha. Trabalhar por amor implica em devoção, um gosto pelo que se faz (importando menos o valor recebido).

Quando usado como substantivo, é o retorno do excedente de uma transação de compra e venda. Quando usado como gíria, se refere ao valor pequeno recebido por trabalhos pontuais e esporádicos.

Exemplo: “Dinheiro trocado é aquele que não é inteiro. Se você vai gastar 50, vai trazer em notas menores, de 10 e 5. ”

Utilizada como forma de valorizar o esforço empregado em conseguir um objetivo. Traz uma noção de desconfiança (ilegalidade, desonestidade) diante de propostas que prometem alcançar algo sem muito esforço.

Ato ou efeito de arrecadar, coletivamente, dinheiro para um determinado fim. Usada como sinônimo de financiamento coletivo.

Como se chama uma pessoa que só pensa em dinheiro o tempo todo? Me deem algumas palavras, por

Sobre o conto acima não podemos afirmar:
a) é um texto narrativo ficcional e possui uma pequena estrutura pouquíssimos personagens em situações que po

ssuem pouca complexidade
b) é um texto que traz poucos personagens inclusos em uma única história ou conflito
c) os acontecimentos trazidos pelo conto levam a um único desfecho
d) é um texto que possui uma longa estrutura
e) os fatos narrados no conto são desenvolvidas em um único contexto

Leia também:  Como Saber Qual A Cor De Cabelo Que Me Fica Melhor?

Me ajudeeeeeem por favor obrigada!!!!!!!!!!!!!​

Qual o significado da palavra ébano?​

O texto abaixo é uma CHARGE. Esse tipo de texto tem a funçãode mostrar uma sátira ou crítica diante de determinadassituações do nosso dia a dia, são t

extos atemporais, polsindependente do momento ou época sempre nos trazem umamensagem.

Com base na afirmativa acima, analise-ocuidadosamente e depois responda corretamente a perguntafeita sobre ele.

A conjunção E presente no balão, introduz uma oração:Coordenada assindéticaCoordenada Sindética ExplicativaCoordenada Assindética AliernativaCoordenada Sindética AditivaCoordenada Sindética Adversativa​

URGENTE!!!!!!2. O anjo da noite Às dez e meia, o guarda-noturno entra de serviço. Late o cãozinho do portão no primeiro plano; ladra o cão maior no qu

intal, no segundo plano: de plano em plano, até a floresta, grandes e pequenos cães rosnam, ganem, uivam, na densa escuridão da noite, todos sobressaltados pelo trilar¹ do apito do guarda-noturno.

Pelo mesmo motivo, faz-se um hiato³ no jardim, entre os insetos que ciciavam e sussurravam nas frondes²: que novo bicho é esse que começa a cantar com uma voz que eles julgam conhecer, que se parece com a sua, mas que se eleva com uma força gigantesca? Passo a passo, o guarda-noturno vai subindo a rua.

Já não apita: vai caminhando descansadamente, como quem passeia, como quem pensa, como um poeta numa alameda silenciosa, sob árvore em flor. Assim vai andando o guarda-noturno. Se a noite é bem sossegada, pode-se ouvir sua mão sacudir a caixa de fósforos, e até adivinhar, com bom ouvido, quantos fósforos estão lá dentro. Os cães emudecem.

Os insetos recomeçam a ciciar. O guarda-noturno olha para as casas, para os edifícios, para os muros e grades, para as janelas e os portões. Uma pequena luz, lá de cima: há várias noites, aquela vaga claridade na janela; é uma pessoa doente? O guarda-noturno caminha com delicadeza, para não assustar, para não acordar ninguém.

Lá vão seus passos vagarosos, cadenciados, cosendo a sua sombra com a pedra da calçada. Vagos rumores de bondes, de ônibus, os últimos veículos, já sonolentos, que vão e voltam quase vazios. O guarda-noturno, que passa rente às casas, pode ouvir ainda a música de algum rádio, o choro de alguma criança, um resto de conversa, alguma risada. Mas vai andando.

A noite é serena, a rua está em paz, o luar põe uma névoa azulada nos jardins, nos terraços, nas fachadas: o guarda-noturno para e contempla. […] MEIRELES, Cecília. Quadrante 2. Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1963. Vocabulário de apoio: 1. Trilar: gorjear, trinar. 2. Fronde: copa, folhagem. 3. Hiato: vazio, lacuna.

a) Uma das principais características da crônica é o fato de o cronista tomar como ponto de partida um assunto do cotidiano ou um acontecimento sem um significado de grande relevância.

A)Como esse aspecto aparece evidenciado no texto? b) De quem é a reflexão que se manifesta por meio da pergunta feita no final do primeiro parágrafo? c) Ainda considerando a pergunta feita no final do primeiro parágrafo, levante uma hipótese: por que o autor deixa de empregar as marcas convencionais do discurso direto, tais como o travessão ou as aspas? *

1- O segundo período do texto é um período composto por coordenação. Transcreva e classifique as orações que o compõem.2) Qual o foco narrativo aprese

ntado no texto lido? Justifique a sua resposta com elementos do texto.

”Aos outros dou o direito de ser como são, a mim dou o dever de ser cada dia melhor” Chico Xavierterça-feira, 3 de abril de 2018CONTO: POR UM PÉ DE FEIJÃO – ANTONIO TORRES – COM INTERPRETAÇÃO/GABARITOCONTO: POR UM PÉ DE FEIJÃO      Nunca mais haverá no mundo um ano tão bom. Pode até haver anos melhores, mas jamais será a mesma coisa.

Parecia que a terra (a nossa terra, feinha, cheia de altos e baixos, esconsos, areia, pedregulho e massapê) estava explodindo em beleza. E nós todos acordávamos cantando, muito antes do sol raiar, passávamos o dia trabalhando e cantando e logo depois do pôr do sol desmaiávamos em qualquer canto e adormecíamos, contentes da vida.

          Até me esqueci da escola, a coisa de que mais gostava. Todos se esqueceram de tudo. Agora dava gosto trabalhar.          Os pés de milho cresciam desembestados, lançavam pendões e espigas imensas. Os pés de feijão explodiam as vagens do nosso sustento, num abrir e fechar de olhos.

Toda a plantação parecia nos compreender, parecia compartilhar de um destino comum, uma festa comum, feito gente. O mundo era verde. Que mais podíamos desejar?          E assim foi até a hora de arrancar o feijão e empilhá-lo numa seva tão grande que nós, os meninos, pensávamos que ia tocar nas nuvens.

Nossos braços seriam bastantes para bater todo aquele feijão? Papai disse que só íamos ter trabalho daí a uma semana e aí é que ia ser o grande pagode. Era quando a gente ia bater o feijão e iria medi-lo, para saber o resultado exato de toda aquela bonança.

Não faltou quem fizesse suas apostas: uns diziam que ia dar trinta sacos, outros achavam que era cinquenta, outros falavam em oitenta.          No dia seguinte voltei para a escola. Pelo caminho também fazia os meus cálculos. Para mim, todos estavam enganados. Ia ser cem sacos. Daí para mais.

Era só o que eu pensava, enquanto explicava à professora por que havia faltado tanto tempo. Ela disse que assim eu ia perder o ano e eu lhe disse que foi assim que ganhei um ano. E quando deu meio-dia e a professora disse que podíamos ir, saí correndo. Corri até ficar com as tripas saindo pela boca, a língua parecendo que ia se arrastar pelo chão.

Para quem vem da rua, há uma ladeira muito comprida e só no fim começa a cerca que separa o nosso pasto da estrada e foi logo ali, bem no comecinho da cerca, que eu vi a maior desgraça do mundo: o feijão havia desaparecido. Em seu lugar, o que havia era uma nuvem preta, subindo do chão para o céu, como um arroto de Satanás na cara de Deus.

Dentro da fumaça, uma língua de fogo devorava todo o nosso feijão.          Durante uma eternidade, só se falou nisso: que Deus põe e o diabo dispõe.

          E eu vi os olhos da minha mãe ficarem muito esquisitos, vi minha mãe arrancando os cabelos com a mesma força com que antes havia arrancado os pés de feijão:          – Quem será que foi o desgraçado que fez uma coisa dessas? Que infeliz pode ter sido?          E vi os meninos conversarem só com os pensamentos e vi o sofrimento se enrugar na cara chamuscada do meu pai, ele que não dizia nada e de vez em quando levantava o chapéu e coçava a cabeça. E vi a cara de boi capado dos trabalhadores e minha mãe falando, falando, falando e eu achando que era melhor se ela calasse a boca.          À tardinha os meninos saíram para o terreiro e ficavam por ali mesmo, jogados, como uns pintos molhados. A voz da minha mãe continuava balançando as telhas do avarandado. Sentado em seu banco de sempre, meu pai era um mudo. Isso nos atormentava um bocado.          Fui o primeiro a ter coragem de ir até lá. Como a gente podia ver lá de cima, da porta da casa, não havia sobrado nada. Um vento leve soprava as cinzas e era tudo. Quando voltei, papai estava falando.          – Ainda temos um feijãozinho de corda no quintal das bananeiras, não temos? Ainda temos o quintal das bananeiras, não temos? Ainda temos o milho para quebrar, despalhar, bater e encher o paiol, não temos? Como se diz, Deus tira os anéis, mas deixa os dedos.          E disse mais:          – Agora não se pensa mais nisso, não se fala mais nisso. Acabou.          Então eu pensei: O velho está certo.          Eu já sabia que quando as chuvas voltassem, lá estaria ele, plantando um novo pé de feijão.​

Um dos textos apresenta um posicionamento diferente dos outros, pois faz uma crítica favorável ao objeto
analisado. Em que texto isso acontece?
ele ta

querendo saber cê o texto esta falando sobre o objeto?

Eu preciso de uma redação com no mínimo 10 linhas com a seguinte pergunta.”Quais são os desejos que me movem e as vontades que me distraem?”me ajudem

pfvr, estou mt ocupada ​

1 e a 2 alguemm sabe

Sobre a leitura SENHORA de José de Alencar:
Título:
Gênero literário:
informações sobre o autor:
personagens:
tempo:
ambiente histórico:
Resumo:
citaç

ões importantes:
comentários sobre a obra:

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*