Pais Da America Do Sul Que Faz Fronteira Com O Brasil E Tem Como Capital Assunção?

A América Latina faz parte do Continente Americano com colonização de latinos (portugueses e espanhóis). Apresenta problemas de subdesenvolvimento com elevadas dívidas externas.

Na década de 90 A América Latina conseguiu certa estabilidade econômica, permitindo a entrada de capital estrangeiro e um maior investimento de empresários locais nos setores produtivos. Apesar da elevada dívida externa, tem havido crescimento econômico. População bastante heterogênea (exceto Argentina, Uruguai e Chile).

Predominância indígena em vários países como: Paraguai, México, Peru e Bolívia. Terras situadas na Zona Intertropical (clima predominante é o tropical).

Pais Da America Do Sul Que Faz Fronteira Com O Brasil E Tem Como Capital Assunção?

20 países fazem parte da América Latina, são eles: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. Ainda na América Latina existem mais 11 territórios que por não serem independentes não podem ser considerados países, mas fazem parte da América Latina. Neste primeiro estudo sobre a América Latina vamos estudar alguns deles.

A América Latina

América do Sul

Países Platinos

– países localizados na Bacia Platina (rios Paraná – Paraguai – Uruguai – Prata). Rio do Prata possui o maior estuário do mundo. Grande desempenho na agropecuária.

Paraguai – país central, não possui comunicação direta com oceano. Chega até o Atlântico pela Argentina (via fluvial) ou pelo Brasil (via terrestre).

População – maioria por índios guaranis e mestiços. Possui 2 idiomas oficiais (espanhol e guarani). Muitos analfabetos e baixos padrões de vida. Renda nacional é altamente concentrada.

Guerra do Paraguai –  a Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina) massacram o Paraguai.

Grande interesse da Inglaterra em impedir o desenvolvimento do Paraguai. Houve um grande genocídio.

Economia – agropecuária, embora muitos produtos sejam de subsistência. Os produtos mais importados são: café, soja, erva mate e quebracho (vegetal usado na indústria do couro). Uma grande perspectiva para o futuro econômico-social com a Usina de Itaipu.

Principais cidades: Assunção (capital e maior centro econômico)

Uruguai – república unitária (não possui estados, governo centralizado). Clima temperado com chuvas bem definidas. Relevo é de planícies com pequenas ondulações chamadas Coxilhas.

População – gira em torno de 3,3 milhões de habitantes, bastante homogênea com 90% formada de brancos. Pequeno número de analfabetos (2%).

Economia – agropecuária. Largas exportações de carne congelada, couro, lã e arroz. A pesca também ajuda.

É o paraíso fiscal das operações financeiras na América do Sul, mais conhecido como a Suíça dos pobres. Grande exportador de ouro sem ter uma mina sequer.

Presença de brasileiros nas atividades agrárias, estimulados pelas terras e equipamentos baratos e pelas baixas taxas de impostos e juros.

Principais cidades: Montevidéu (capital, maior centro urbano-econômico, grande porto no Rio da Prata) e Punta Del Leste (balneário e cassino).

Argentina – grande extensão territorial no sentido norte-sul (latitude).

Chaco – parte Norte do país, condições naturais (clima e solo) pouco favoráveis. Uso da agropecuária extensiva.

Entre-Rios – Mesopotâmia argentina. Fica no nordeste. Muitos latifúndios com predominância da agropecuária extensiva.

Pampas – parte Central, grande região geo-econômica do país. Clima temperado, chuvas bem definidas, planícies, pastagens e solos férteis, favorecendo às atividades agropecuárias intensivas (alta produtividade por área).

Cultivam também frutas temperadas e cereais. Na pecuária, destaca-se a criação bovina. Grande exportador de carne congelada e couro. São expressivos os parques industriais e oferecem muitos atrativos para as empresas multinacionais.

Grandes portos: Rosário e Santa Fé, às margens do rio Paraná.

Patagônia – bastante fria, chegando a ser desértica em certas áreas. Importantes criações de ovinos (exportações de lã) e poços de petróleo (privatizado).

Andes – fica no lado Oeste. Muito acidentado, fria e de difícil acesso. Destaque para São Carlos de Bariloche, que é um centro turístico expressivo.

População – pouco numerosa (35 milhões de habitantes), bastante homogênea (97% são brancos), pequeno número de analfabetos (4%). É mais urbana do que rural. Possui o melhor padrão de vida da América Latina.

Economia – População economicamente ativa: terciário – secundário –  primário. Optou pela dolarização da economia, ou seja, utilizar moeda externa simultaneamente a moeda vigente. Foi o primeiro país a usar energia atômica (Usina de Atucha), tecnologia americana.

* Possui uma questão com a Inglaterra referente a soberania das Ilhas Malvinas ou Falkland.

MERCOSUL – é formado pela Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil. Objetivos: isenção total ou parcial de impostos em determinados produtos e Tarifa Externa Comum. O Chile e Bolívia são membros associados.

Principais cidades: Buenos Aires (capital e centro econômico)

Países Andinos

Cordilheira dos Andes – estendendo-se desde o Lago Maracaibo (Venezuela) até a Terra do Fogo (Argentina e Chile). Intensas atividades vulcânicas e sísmicas. Faz parte do Cinturão do Fogo do Pacífico. Vulcão Aconcágua (7.014 m), pico culminante de toda América. Grandes concentrações demográficas nos altiplanos férteis. Mineração: cobre, salitre, estanho, prata, ferro, etc.

Chile – o mais andino, pois vive dos recursos da Cordilheira.

– Norte: Deserto de Atacama, o mais árido (seco) do mundo. Processos irrigatórios e exploração mineral.

– Centro: região geo-econômica do país. Vales e altiplanos férteis. Clima temperado.

– Sul: montanhoso, frio e com um litoral recortado denominado Fiord, que se formou na era glacial.

Economia – mineração (cobre e salitre), agricultura (trigo e frutas temperadas) e pesca. Considerado o “Tigre da América do Sul” pelo seu rápido desenvolvimento. Firme política financeira.

População – bastante homogênea (maioria descendentes espanhóis e italianos). Pequeno número de analfabetos (5%).

  • * É o país mais europeu devido aos seus aspectos físicos.
  • Principais cidades: Santiago (capital administrativa) e Valparaíso (capital legislativa, além de ser o maior porto andino).
  • Bolívia – país central. Seu crescimento econômico é prejudicado pela interiorização e pelo relevo acidentado (Andes)

População – maior parte de indígenas (60%), destaque para o Quichuas e Aimarás. Mestiços totalizam 30% e 10% são de origem européia.

Economia – mineração do estanho e do petróleo. Interesse do Brasil em explorar o gás natural da Bolívia. Construção do gasoduto Santa Cruz de La Sierra – São Paulo pelo Brasil.

* COB (Central Operária Boliviana). Pressões contra as plantações de coca – revolta dos camponeses.

Grandes perdas da Bolívia

  • Frente marítima: perdeu para o Chile – Guerra do Pacífico
  • Acre: perdeu para o Brasil mediante indenização – derrota diplomática no tribunal.
  • Chaco Boreal: perdeu para o Paraguai – Guerra do Chaco – Causa: petróleo.

Principais cidades

: Sucre (capital legal, poder judiciário), La Paz (mais alta capital do mundo, sede administrativa), Santa Cruz de La Sierra (na planície, é a que mais cresce em termos urbanos) e Potosi (mineração).

Peru – país do Império Inca. Grandes centros da cultura e tradição Inca: Machupichu e Cuzco.

População – 50% indígena, 40% mestiços, além de brancos e negros.

* Lago Titicaca: sul do Peru, fronteira com a Bolívia. Mais alto lago do mundo. Fica a quase 4 mil metros acima do nível do mar.

Economia – é um país poliexportador.

  • Pesca e derivados – favorecida pela Corrente de Humboldt
  • Mineração – diversificada, explora: prata, cobre e petróleo
  • Agricultura – algodão e milho.
  • Pecuária – Ilhama, alpacas e ovelha. Fornecimento de couro, leite, lã e carne.
  • Narcotráfico

Principais cidades:

  1. Lima (capital) e Callao (maior porto).
  2. Sendero Luminoso: mais temido grupo de guerrilheiros da região andina.
  3. Questão geo-política (fronteira) com Equador referente a Serra do Condor, rica em minerais.
  4. Equador – menor entre os países andinos.

Arquipélago de Galápagos – rica fauna, motivando os estudos científicos. Estudos iniciados por Charles Darwin.

  • População: das mais pobres da América Latina.
  • Economia: mineração de petróleo, culturas de cacau e banana.
  • Principais cidades: Quito (Capital) e Guaiaquil (grande exportador de bananas).
  • Colômbia – duas frente marítimas (Atlântico e Pacífico)
  • População – maioria mestiça, concentrada em sua maior parte nos altiplanos e nos vales, região da Bacia do Rio Magdalena.

Economia – grandes produtores latino-americanos de droga (cocaína). 2o produtor de café da América Latina (1o é o Brasil). Extrai carvão mineral (40% das reservas da América Latina) e petróleo. Maiores cartéis do narcotráfico: Medelin e Cali. A Braspetro (subsidiária da Petrobrás) faz pesquisas e explorações através de contratos de risco.

Principais cidades: Bogotá (capital), Cali (maior centro cultural), Barranquila (maior porto) e Medelin.

Pais Da America Do Sul Que Faz Fronteira Com O Brasil E Tem Como Capital Assunção?

Memorial da América Latina em São Paulo – Brasil

Venezuela – é o menos andino, uma pequena porção de terra está na Cordilheira. Grande parte das terras pertence a bacia do rio Orenoco.

População – possui baixos padrões de vida. Grande parte dos lucros fica com o governo e com empresários estrangeiros. A renda per capita é relativamente alta. A maioria da população vive marginalizada nos centros urbanos.

Economia – petróleo como base, principalmente no Lago Maracaibo. Venezuela é um pequeno consumidor e grande exportador. Importa quase tudo que é necessário.

  1. Principais cidades: Caracas (capital) e Maracaibo (maior centro petroquímico).  – por Marcelo Cerqueira
  2. Exercício de História da América Latina
  3. Exercício sobre a América Latina
  4. Na próxima aula estudaremos os demais países que fazem parte da América Latina

Descontrole da pandemia no Brasil assusta América do Sul – Internacional – Estadão

SANT’ANA DO LIVRAMENTO – No Uruguai, sobras de vacinas de outras regiões do país serão direcionadas para “blindar e selar” a fronteira com o Rio Grande do Sul, onde o sistema de saúde entrou em colapso no fim de fevereiro. 

Pais Da America Do Sul Que Faz Fronteira Com O Brasil E Tem Como Capital Assunção?

Descontrole da pandemia no Brasil assusta América do Sul

“Estamos 'ameaçados' pela situação epidemiológica brasileira. A rapidez com a qual nos vacinamos vai ser fundamental para que o vírus deixe de sofrer mutações no nosso país. Quando o vírus está circulando, sofre mutação”, afirmou Daniel Salinas, ministro da Saúde uruguaio.

No geral, os brasileiros não podem entrar no país, exceto no caso de reagrupamento familiar. “Sim, nos preocupa o estado (da pandemia) no Brasil e a circulação da variante P1”, disse a matemática María Inés Fariello, integrante do Grupo Assessor Científico Honorário (GACH) do governo do Uruguai. 

O país começou a vacinar pessoas de 50 a 70 anos nos últimos dias, inclusive brasileiros com dupla cidadania, e intensificou as barreiras sanitárias na fronteira com o Brasil, que tem pouco mais de mil quilômetros.

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Nesta semana, o governo do Uruguai anunciou que, a partir do dia 29 de março, iniciará o agendamento de pessoas entre 18 e 70 anos para que possam se vacinar contra a covid-19.

O anúncio considera também os brasileiros que têm nacionalidade uruguaia e vivem em zonas de fronteira.

A população nessa condição não é exata, contudo, boa parte das pessoas que nascem na região da fronteira seca do Rio Grande do Sul têm família com dupla nacionalidade. 

No dia 1º de março, o Uruguai começou o plano nacional de vacinação pelos policiais, militares do Exército, bombeiros e professores. Logo em seguida iniciou a imunização dos profissionais da saúde e de pessoas entre 50 e 70 anos.  

O país oferece várias formas de marcar a vacinação. No dia e hora marcados, o tempo de identificação até a vacinação dura em torno de 10 minutos. Essa realidade é vivida por quem mora nas cidades conurbadas – e sem controle migratório – de Sant’Ana do Livramento, no Brasil, e Rivera, no Uruguai. 

É o caso do contador e administrador Aristeu Antonello, de 55 anos. Ele e sua mulher puderam se vacinar no Uruguai, mas a sua sogra, Cecília Amaral, de 77 anos, precisou esperar mais alguns dias para receber o imunizante na cidade brasileira. 

“Em um primeiro momento fiquei eufórico por ter sido contemplado com a possibilidade de ficar imune à covid, mas depois triste, com a sensação de ter passado à frente de pessoas, parentes mais idosos com quem eu convivo”, relatou Antonello. 

Sua mulher, a professora Carla Antonello, de 52 anos, considera inteligente a “barreira de proteção” feita pelo Uruguai, vacinando os uruguaios que residem nas cidades que fazem fronteira com o Brasil.  

Enquanto isso, no lado brasileiro da fronteira, a vacinação evolui aos poucos. No dia 18, o município de Sant’Ana do Livramento anunciou que começaria a vacinação dos idosos acima dos 70 anos.

A aposentada Maria de Lourdes Dias, de 74 anos, falou sobre os momentos de espera.

“Estou em casa desde o dia 9 de março de 2020, o meu irmão faz as compras, meu filho vai no banco e minha nora paga as contas”, contou. 

Maria de Lourdes é filha de pai uruguaio e também poderia ter feito sua nacionalidade no país vizinho, já que a legislação lhe garante esse direito pelo princípio da consanguinidade. A condição de “doble chapa”, ou dupla nacionalidade, lhe teria assegurado a vacinação em Rivera.  

América do Sul

O subcontinente onde está localizado o Brasil faz parte da América, segundo maior continente do globo. Com belezas naturais estonteantes e graves problemas sociais e econômicos, a América do Sul é sempre uma opção para os brasileiros que querem fazer viagens internacionais, mas não pretendem gastar muito.

Viajar para América do Sul, inclusive, tem sido uma alternativa de passeio muitas vezes mais barata do que viajar dentro do próprio Brasil.

Com boas promoções, é possível ir para a Argentina, Chile e Uruguai, por exemplo, gastando a mesma quantia ou até menos do que uma viagem para o Nordeste brasileiro.

Com território que corresponde a 12% da superfície terrestre, quase 400 milhões de habitantes (ou seja, algo em torno de 6% da população mundial) e 13 países dentro do seu perímetro, a América do Sul tem como seu principal representante o próprio Brasil, mas nações como Argentina, Chile, Peru e Colômbia também são muito turísticos e procurados por aqueles que desejam viajar para América do Sul e conhecer mais a região.

Algumas das principais atrações do continente são as suas praias, especialmente as banhadas pelo Oceano Atlântico e pelo Mar do Caribe.

Rio de Janeiro e o Nordeste são boas opções no Brasil; Cartagena e San Andrés são destinos bastante procurados na Colômbia; Isla Margarita e Los Roques são duas ilhas muito almejadas da Venezuela, assim como os territórios autônomos de Aruba e Curaçao, rodeados pelo Mar do Caribe.

Mas viajar para América do Sul pode significar ver outras belezas naturais além das praias, como ter a chance de ir ao deserto do Atacama e à Cordilheira dos Andes no Chile; à Patagônia na Argentina; ao Salar de Uyuni na Bolívia; às Cataratas do Iguaçu, à Amazônia e ao Pantanal no Brasil; a Machu Picchu no Peru; ao vulcão Cotopaxi no Equador; entre outros.

Com colonizações portuguesa, espanhola e francesa, os países da América do Sul têm nas línguas originadas nesses países a sua principal herança.

O subcontinente também é marcado por sua biodiversidade e pela miscigenação dos povos, uma vez que recebeu mais de 15 milhões de imigrantes europeus, muitos outros da África e, também, pela presença de diversas tribos indígenas.

Para quem planeja viajar para América do Sul, essas são algumas das características mais evidentes e que são muito apreciadas pelos turistas, principalmente pelo carisma natural dos habitantes da região.

Esse, portanto, é um ponto muito marcante: mesmo com diversos problemas sociais e econômicos, os países sulamericanos esbanjam simpatia, hospitalidade e alegria, sendo mundialmente conhecidos por isso.

Abaixo, o Quanto Custa Viajar elenca as principais informações e curiosidades sobre cada um dos países que compõem a América do Sul. Depois, é só escolher o destino, fazer as malas e boa viagem!

Argentina

Segundo maior país da América do Sul em território e o terceiro em população.

Mas esses dados impressionantes não se limitam apenas ao continente, sendo refletidos também em uma escala global: a Argentina é o oitavo maior país do mundo e, ainda, o que possui maior extensão territorial dentre aqueles que falam a língua espanhola (embora existam outros mais populosos).

Turisticamente falando, é um país que garante opções diversas ao viajante, já que possui áreas bastante diferentes entre si, como a Patagônia, as regiões vinícolas e uma capital bastante cosmopolita. Algumas das cidades mais visitadas da nação são Buenos Aires, Mendoza, Bariloche, Ushuaia, El Calafate, Salta e Córdoba.

Capital: Buenos Aires

População: 41 milhões de habitantes

Território: 2.791.810 km²

  • Língua oficial: Espanhol
  • Moeda: Peso argentino
  • Bolívia

Rica em história e cultura, a Bolívia promove uma forte mistura entre indígenas e europeus vista em diversas das suas nuances. Isso porque o país fazia parte do Império Inca antes da tomada espanhola, mantendo até hoje influências de ambas as civilizações.

Um bom exemplo disso é o quichua, língua utilizada por mais de 10 milhões de pessoas da América do Sul com heranças andinas. É o país com menor índice de desenvolvimento humano do continente, com 60% da sua população vivendo na pobreza.

É um destino para quem gosta de história, cultura e natureza, com destaque para La Paz, Uyuni, Copacabana, Potosí, Sucre e Santa Cruz de la Sierra. Assim como o Paraguai, não possui saída para o mar.

Capital: La Paz (sede do Governo) e Sucre (constitucional)

População: 11,7 milhões de habitantes

Território: 1.098.581 km²

  1. Língua oficial: Espanhol, Quichua, Almará, Guarani e outras 33 línguas indígenas
  2. Moeda: Boliviano
  3. Brasil

Maior país da América do Sul, o Brasil desponta também como o mais imponente da região em termos econômicos e de influência internacional.

Ocupando 43,7% de todo o continente, o país – que também é o quinto maior do mundo – destoa de seus hermanos justamente por ter tido uma colonização portuguesa e não espanhola.

É ainda a oitava maior economia do mundo e considerado uma potência emergente, atraindo muitos negócios internacionais que quase sempre passam por São Paulo.

Turisticamente falando, devido ao seu enorme território, o viajante pode encontrar aqui de tudo um pouco: ecoturismo, cidades cosmopolitas, municípios históricos e muita miscelânea cultural. Mas é o litoral brasileiro – com suas belíssimas praias – que acaba sendo o maior cartão postal do país. Algumas das suas cidades mais turísticas são Rio de Janeiro, São Paulo, Florianópolis, Salvador, Natal, Maceió, Recife e Manaus.

Capital: Brasília

População: 208,5 milhões de habitantes

Território: 8.515.767 km²

  • Língua oficial: Português
  • Moeda: Real
  • Chile

Ocupando uma estreita faixa entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, o país é um dos únicos do continente a não fazer fronteira com o Brasil (assim como o Equador). Por sua disposição territorial, o clima por lá é bastante variado, indo do deserto à neve.

Por essas razões, é uma nação que pode ser explorada em diversas viagens que nem parecem pertencer ao mesmo país.

É um prato cheio para quem gosta da natureza em sua magnificência, sendo algumas das suas cidades mais visitadas Santiago, San Pedro de Atacama, Viña del Mar, Valparaíso, Pucón, Puerto Varas, Puerto Montt e Puerto Natales.

  1. Capital: Santiago
  2. População: 17,7 milhões de habitantes
  3. Território: 756.626 km²
  4. Língua oficial: Espanhol
  5. Moeda: Peso chileno
  6. Colômbia

Segunda maior população da América do Sul, a Colômbia desponta como terceiro país mais populoso de língua espanhola (perdendo apenas para o México e para a Espanha). Com forte influência indígena, europeia, africana e caribenha, o país garante uma miscelânea interessante que pode ser vista por meio de sua gastronomia e tradições.

É a quarta maior economia da América do Sul, muito embora a divisão da riqueza aconteça de forma desigual. Nos anos 80, ficou mundialmente conhecida pelo tráfico de drogas e altos índices de homicídios, sendo a imagem desfeita nos últimos anos graças ao incentivo ao turismo.

O principal atrativo do país são suas praias e história, sendo algumas das suas cidades mais visitadas Bogotá, Medellín, Cartagena e San Andrés.

Capital: Bogotá

População: 49,3 milhões de habitantes

Território: 1.141.748 km²

  • Língua oficial: Espanhol
  • Moeda: Peso colombiano
  • Equador

Assim como o Chile, é um dos únicos dois países do continente a não fazer fronteira com o Brasil. É uma das poucas 17 nações do mundo consideradas megadiversas, sendo casa de espécies endêmicas que se desenvolvem principalmente nas Ilhas Galápagos.

Algumas das suas cidades grandes também impressionam pelo grau de preservação. Quito, a capital do Equador, foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO por ter o centro histórico mais preservado da América Latina.

Além de Quito, algumas das suas regiões mais visitadas são Guayaquil, Cuenca e, claro, a Ilha Galápagos.

  1. Capital: Quito
  2. População: 16,6 milhões de habitantes
  3. Território: 283.560 km²
  4. Língua oficial: Espanhol
  5. Moeda: Dólar
  6. Guiana
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Um dos países da América do Sul mais preteridos pelos brasileiros. Com colonização britânica, a nação é a única do continente a aplicar o inglês como língua oficial.

Além de ter características mais distintas em comparação aos seus vizinhos, esse é o terceiro menor país da América do Sul, perdendo apenas para o Uruguai e o Suriname. Faz parte da Comunidade do Caribe (CARICOM) e sua principal cidade turística é Georgetown, sua capital.

Por estar entre o Rio Amazonas e um litoral praiano, é um destino para quem gosta de lugares alternativos, se considera curioso e não tem medo de água.

  • Capital: Georgetown
  • População: 773 mil habitantes
  • Território: 214.999 km²
  • Língua oficial: Inglês
  • Moeda: Dólar guianense
  • Paraguai

Assim como a Bolívia, é um dos dois únicos países do continente a não ter saída para o mar. Cerca de 1/3 de toda a população paraguaia vive na capital, Assunção, e por conta da grande miscigenação com os indígenas o guarani é uma língua oficial tanto quanto o espanhol.

Era um dos países mais pobres e isolados do continente, mas viu grande progresso econômico nos últimos anos – mesmo assim as desigualdades sociais são bastante latentes. É um destino muito procurado por brasileiros que pretendem fazer compras acessíveis.

Algumas das áreas mais turísticas do país são Ciudad del Este, Assunção, Encarnación e Gran Chaco.

  1. Capital: Assunção
  2. População: 7,22 milhões de habitantes
  3. Território: 406.752 km²
  4. Língua oficial: Espanhol e Guarani
  5. Moeda: Guarani
  6. Peru

Destino certo para quem quer cair de cabeça na cultura inca, o grande atrativo do país é Machu Picchu, mas ele não se resume a isso. Rico em cultura, história e gastronomia, o Peru é um dos destinos preferidos pelos mochileiros, que ainda dizem que a energia do lugar é mística.

Com 34% da população vivendo na linha da pobreza, o país sofre ainda hoje os reflexos de uma ditadura que atravancou o seu crescimento. Em sua cultura traz traços fortes da civilização inca, espanhola e indígena, com predominância de uma ou outra de acordo com a região.

Dentre as cidades com maior visitação turística estão Lima, Cusco, Ica, Nazca, Arequipa e Águas Calientes.

Capital: Lima

População: 33 milhões de habitantes

Território: 1.285.220 km²

  • Língua oficial: Espanhol e Quichua
  • Moeda: Novo sol
  • Suriname

Assim como a Guiana, esse é um destino turístico ignorado por boa parte dos brasileiros. As diferenças já começam pela sua colonização, que foi holandesa, e por conta disso o país tem diferenças culturais latentes em relação aos demais países sul-americanos.

Por isso, o Suriname mantém relações mais estreitas com as nações do Caribe, que se identificam mais com a sua colonização.

É o menor país do continente, além de ser membro da Comunidade do Caribe (CARICOM) e a única nação soberana fora da Europa a usar o holandês como língua oficial.

  1. Capital: Paramaribo
  2. População: 602 mil habitantes
  3. Território: 136.265 km²
  4. Língua oficial: Holandês
  5. Moeda: Dólar do Suriname
  6. Uruguai

Segundo menor país da América do Sul, o Uruguai perde nesse quesito apenas para o Suriname. Vanguardista, o país aparece como o mais evoluído da América do Sul na luta dos direitos civis, sendo o primeiro do mundo a legalizar o divórcio e o primeiro da América do Sul a regularizar uniões de pessoas do mesmo sexo e a adoção homo parental.

Também foi o primeiro país do mundo a regularizar o cultivo, consumo e venda da cannabis. Tem um melhor índice de desenvolvimento humano do continente sob o prisma da desigualdade e é considerado o nono país mais verde e habitável do planeta, assumindo a primeira posição do continente.

Algumas das suas cidades mais turísticas são Montevidéu, Colonia del Sacramento e Punta del Este.

  • Capital: Montevidéu
  • População: 3,7 milhões habitantes
  • Território: 176.215 km²
  • Língua oficial: Espanhol
  • Moeda: Peso uruguaio
  • Venezuela

Com uma mistura de tradições caribenhas e espanholas, o país apresenta uma miscelânea cultural bastante interessante aos olhos do turista. No entanto, quem vai para a região tem mesmo como principal atrativo as ilhas que compõem o território venezuelano.

Nos últimos anos, o país tem sofrido com uma grave crise política que tem gerado hiperinflação, escassez de produtos básicos, criminalidade e censura da imprensa. Assim como o Equador, é considerada uma das 17 nações megadiversas do planeta.

Algumas das suas cidades mais turísticas são Caracas, Los Roques, Ilha de Margarita e Mérida.

  1. Capital: Caracas
  2. População: 31,6 milhões habitantes
  3. Território: 916.445 km²
  4. Língua oficial: Espanhol
  5. Moeda: Bolívar soberano

História do Paraguai – Brasil Escola

O nome Paraguai, do tupi-guarani paraguá-i faz referência ao rio da região, cujo nome oficial é República do Paraguai, é um país localizado na América do Sul. Junto com a Bolívia é um dos dois países do continente que não tem saída para o mar. Faz fronteira com a Argentina, Bolívia e Brasil.

A partir de 1970, começou a imigração maciça de brasileiros para o Paraguai, se estima que existam 459.000 brasileiros no Paraguai, os dados de censos mais recentes, se referem a 98.000 brasileiros em situação legal e a imprensa vem trabalhando com uma cifra de 350.000 não regularizados.

Os brasiguaios são brasileiros (e seus descendentes) estabelecidos em território da República do Paraguai, em áreas fronteiriças com o Brasil, principalmente nas regiões chamadas Canindeyú e Alto Paraná, no sudeste do Paraguai.

O Paraguai é o segundo país onde mais vivem brasileiros no exterior, superando o Japão e ficando atrás apenas dos Estados Unidos. E quem diz isso são justamente brasileiros que vivem do outro lado da fronteira e que se sentem ofendidos com os estereótipos atribuídos ao país vizinho.

Com suas belas paisagens naturais, sua mistura de cultura europeia e indígena, suas duas línguas oficiais (espanhol e guarani) e sua arquitetura colonial, o país é um ótimo lugar para explorar a natureza, a história e a cultura da América Latina longe das multidões de turistas.

Assunção, capital do Paraguai é uma das cidades mais antigas da América do Sul e foi uma das principais cidades coloniais da Espanha.

Foi a cidade mais importante da chamada Província Gigante de las Indias, uma região que se estendia desde o Amazonas até a Patagônia, considerada entre as capitais mais verdes da América e até do mundo.

Assunção é famosa por seus prédios de origem colonial, seus espaçosos espaços públicos, seu povo receptivo e sua simplicidade. Mas com um pouco mais de exploração, você encontra uma cena de restaurantes internacionais, intensa vida noturna e ótimos lugares para ir às compras.

Entre os pontos turísticos estão o Panteón de los Héroes, que guarda os restos dos heróis paraguaios, a Casa de La Independencia, que leva esse nome por ter sido ali onde o país se tornou o primeiro do continente a declarar independência em 1811, e o Museo del Barro, que reúne arte pré-colombiana e caricaturas de políticos contemporâneos.

A Catedral Metropolitana de Assunção situa-se em frente à Plaza Independencia, no centro da capital paraguaia.

O Centro Cultural da República é uma instituição cultural da cidade de Assunção. Está sediada num edifício histórico do século XIX que foi à sede do Cabildo da cidade.

La Calle Palma é uma avenida importante do centro de Assunção. No cruzamento com a Calle Chile, fica o Quilômetro Zero da capital, especificamente no eixo pórtico do Panteão Nacional dos Heróis.

A Avenida Costanera de Assunção inaugurada em 2012 revive um costume paraguaio esquecido durante séculos, segundo os responsáveis pela obra, a cidade já não dá as costas ao Rio Paraguai e agora os paraguaios e turistas podem olhar o emblemático rio de frente. Com a revitalização do local, a Avenida transformou-se em um espaço utilizado pelos paraguaios para caminhada e prática de outras atividades esportivas.

A HISTÓRIA

Os índios guaranis habitavam o país, que hoje conhecemos como Paraguai, quando, em 1515, Juan Díaz de Solís descobriu aquela região, seguido, em 1525, pelo português Aleixo Garcia.

Em 1537, os conquistadores espanhóis que buscavam ouro fundaram Nossa Senhora da Assunção.

O Paraguai colonial e a Argentina foram governados conjuntamente até 1620, quando se converteram em dependências do vice-reinado do Peru.

No início de 1609, os jesuítas estabeleceram as missões jesuíticas, conhecidas como “reduções”. Gozando de uma autonomia quase completa, converteram-se no poder mais sólido da época colonial. Em 1767 foram expulsos, depois de incitarem uma rebelião contra a transferência do território a Portugal.

Em 1776, a Espanha criou o vice-reinado do Rio da Prata. O Paraguai proclamou a sua independência em 1811. José Gaspar Rodríguez de Francia se autoproclamou ditador e governou até 1840, mantendo o país isolado e a coberto das guerras civis que assolavam os países vizinhos.

Em 1844, o seu sobrinho, Carlos Antonio López, converteu-se em presidente e ditador. Sua política de desenvolvimento autônomo transformou o país mediterrâneo num dos mais desenvolvidos da época, o que foi conseguido enviando os melhores estudantes a cursar carreiras técnicas na Europa.

Como consequência, o Paraguai foi o primeiro país sul-americano a construir uma estrada de ferro sem recorrer aos engenheiros ingleses, e a economia era tão próspera que a nação guarani não tinha dívidas.

Com a sua morte, em 1962, López foi sucedido por seu filho Francisco Solano López.

A GUERRA DO PARAGUAI

A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. Foi travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, composta pelo Brasil, Argentina e Uruguai. A guerra estendeu-se de dezembro de 1864 a março de 1870.

O conflito iniciou-se com o aprisionamento no porto de Assunção, em 11 de novembro de 1864, do barco a vapor brasileiro Marquês de Olinda, que transportava o presidente da província de Mato Grosso, Frederico Carneiro de Campos, que nunca chegou a Cuiabá, morrendo em uma prisão paraguaia.

O governo do Brasil rompeu relações com o Paraguai, e o conflito teve início. As perdas humanas sofridas pelo Paraguai são calculadas em até 300 mil pessoas, entre civis e militares, mortos em decorrência dos combates, das epidemias que se alastraram durante a guerra e da fome.

Centenas de milhares de civis e militares morreram na Guerra do Paraguai.

Há divergências quanto ao número de vítimas, mas, segundo algumas estimativas, o Brasil cujos soldados representavam dois terços do exército aliado teria perdido 50 mil homens nas frentes de batalha.

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Na história da América Latina, não houve nenhum conflito armado em que lutaram e morreram tantos homens como na Guerra do Paraguai. O Brasil, a Argentina e o Uruguai perderam cerca de 120 mil soldados.

Os gastos com a guerra foram altos e prejudicaram a economia brasileira, aumentado a dívida externa e a dependência de países ricos; A Inglaterra aumentou a sua influência no continente, consequência dos empréstimos de dinheiro e apoio militar oferecidos aos países da Tríplice Aliança.

O objetivo do Paraguai era obter uma saída para o Oceano Atlântico. Antes da guerra, o Paraguai era uma potência econômica na América do Sul. Além disso, era um país independente das nações europeias.

A Inglaterra tinha grandes interesses na Guerra do Paraguai, pois não queria que o Paraguai avançasse industrialmente e controlasse as exportações na América Latina, e a Inglaterra tinha medo pois, nesse momento era a potência industrial, abastecendo toda a Europa e América.

A GUERRA DO CHACO

A Guerra do Chaco foi um conflito armado entre a Bolívia e o Paraguai que se estendeu de 1932 a 1935. Originou-se pela disputa territorial da região do Chaco Boreal, tendo como uma das causas a descoberta de petróleo no sopé dos Andes. Foi a maior guerra na América do Sul do século XX.

A Guerra do Chaco é considerada mais um capítulo da luta da Bolívia para obter uma saída para o mar. Essa luta da Bolívia era (e é até hoje) uma grande causa nacional desde que os bolivianos foram derrotados com os peruanos na Guerra do Pacífico, travada contra o Chile. Essa derrota custou-lhes a saída para o Oceano Pacífico.

A atual região do Chaco paraguaio era conhecida na época como Gran Chaco ou Chaco Boreal. Era um território semiárido, bastante inóspito, pouco povoado e disputado por diversos países.      A disputa pela região entre bolivianos e paraguaios iniciou-se na década de 1850. Os bolivianos alegavam ter direito na região com base no período colonial mesmo argumento utilizado pelos paraguaios.

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Logo após a Guerra do Paraguai, os argentinos tentaram estender seu domínio sobre a região, mas foram impedidos por Brasil e Estados Unidos, que agiram diplomaticamente para assegurar o domínio desse território aos paraguaios. Após a Bolívia perder sua saída para o Oceano Pacífico na guerra contra os chilenos, a disputa pelo Chaco Boreal foi reacendida.

A Guerra do Chaco resultou em um conflito que provocou a morte de 60 mil bolivianos e 30 mil paraguaios, tendo como resultado a derrota dos bolivianos, que mesmo possuindo um exército bem maior em número, perdeu seu território.

O GUARANI

O guarani, língua falada pela maioria da população, e o espanhol são os idiomas oficiais, sendo que 95% da população é bilingue. O dialeto falado no país é o espanhol rioplatense. Há também dezenas de milhares de falantes puramente indígenas de dialetos guaranis no Paraguai.

O Paraguai é o único país das Américas onde a maior parte da população fala uma única língua nativa. O guarani é um idioma, originalmente uma língua indígena do sul da América do Sul, falada pelos povos da etnia tupi-guarani na Argentina, na Bolívia, no Brasil e no Paraguai (onde é a segunda língua oficial). Surgiu a partir do guarani antigo.

Nos últimos anos diversos grupos tentam reavivar o guarani no Paraguai, ele ainda é atrelado a um estigma social e possui um passado recente de repressão.

Visto como uma língua vulgar e inferior ao espanhol por parte da população, o guarani tem uma longa trajetória de repressão no Paraguai.

A grande maioria dos paraguaios que só falam guarani mora na zona rural. Não dominar o espanhol significa grande chance de exclusão social no Paraguai, com dificuldade de acesso às profissões mais valorizadas.

Em agosto de 1995, o guarani recebeu o status de “língua histórica” pelos países membros da comunidade econômica do Mercosul. Em janeiro de 2006, o guarani também recebeu o status de língua oficial do Mercosul.

Em 2011, uma norma, chamada Lei de Línguas, reconheceu definitivamente o guarani como língua oficial do Paraguai, ao lado do espanhol.

Desde a Constituição de 1992, o Paraguai era reconhecido como um país bilíngue, certificando o caráter histórico e cultural do guarani, mas até a Lei de Línguas faltava uma legislação específica sobre o uso de cada idioma. Antes de 1992, o guarani tinha um status inferior ao espanhol.

A lei teve alguns frutos objetivos, como a criação da Academia da Língua Guarani e um sistema de ensino bilíngue.

Outro fruto é a Secretaria de Políticas Linguísticas, órgão governamental responsável por políticas públicas na área. Desde 2014, a secretaria realiza nacionalmente a Semana da Língua Guarani, em agosto de cada ano.

Em 2017, a secretaria lançou uma força-tarefa pelo país para ensinar o guarani a funcionários públicos.

A BANDEIRA E O BRASÃO PARAGUAIO

A bandeira do Paraguai é um retângulo composto por três faixas horizontais vermelha, branca e azul. Ao centro há um escudo no anverso e outro, diferente, no reverso. Suas cores seguem o modelo da bandeira da França, que simboliza fraternidade, igualdade e liberdade, exatamente o lema da Revolução Francesa.

  • As cores da bandeira do Paraguai foram influenciadas pela tricolor francesa, que se trata de um símbolo de libertação, o simbolismo das cores da bandeira paraguaia é muito rico e importante para a população paraguaia.
  • Embora tenha sido formulado durante as lutas da independência, em 1811, A bandeira nacional foi criada no dia 25 de novembro de 1842, pelo Congresso Geral Extraordinário do Parlamento do Paraguai.
  • As cores dessa bandeira fazem referência também, às cores dos uniformes dos soldados paraguaios que defenderam o Rio da Prata contra as invasões dos ingleses, no ano de 1806.

Os significados das cores da bandeira paraguaia são: vermelho – coragem, heroísmo, igualdade, justiça e patriotismo. Branco – firmeza, paz, pureza e união e o azul – amor, conhecimento, liberdade, tranquilidade e verdade.

Assim como a bandeira do Paraguai, o brasão paraguaio é o maior símbolo do país, possui dupla face, igualmente a bandeira do país, na parte da frente, existem dois ramos, sendo que o ramo da esquerda é de palmeira e o ramo da direita é de oliveira.

No centro do brasão, há uma estrela dourada que possui cinco pontas, dentro de uma esfera azul, a estrela representa o dia 14 de maio de 1811. Ao redor dos ramos, está a descrição “República del Paraguay”, que é o nome oficial do país.

No verso do brasão existe um leão que faz referência a defesa da liberdade nacional, elevado por um bastão com um gorro frígio na ponta, trazendo descrito, o lema “Paz y Justicia”.

A Estrela de Maio é uma lembrança à data que ocorreu a independência do país, no dia 14 de maio de 1811. Esse símbolo está diretamente ligado à Revolução de Maio, evento que marcou o início do processo de independência da Espanha e de vários outros países da América do Sul.

DADOS GERAIS DO PARAGUAI

  1. ÁREA: 406.752 km²
  2. CAPITAL: Assunção
  3. POPULAÇÃO: 7,75 milhões de habitantes (estimativa 2020)
  4. MOEDA: guarani
  5. NOME OFICIAL: República do Paraguai (República del Paraguay).

     

  6. NACIONALIDADE: paraguaia
  7. DATA NACIONAL: 14 e 15 de maio (Independência); 25 de agosto (Dia da Constituição).
  8. PRESIDENTE: Mario Abdo Benítez (desde 15 de agosto de 2018) do Partido Colorado.
  9. LOCALIZAÇÃO: sul da América do Sul.

  10. FUSO HORÁRIO:  – 1 hora em relação à Brasília (UTC-4).
  11. CLIMA DO PARAGUAI: tropical seco (NO e NE), tropical (centro), subtropical (S).
  12. CIDADES DO PARAGUAI (PRINCIPAIS): Assunção; Ciudad del Este, San Lorenzo, Lambare e Fernando de la Mora.

  13. COMPOSIÇÃO DA POPULAÇÃO: eurameríndios 94%, ameríndios 3%, europeus ibéricos 3% (dados de 2013).
  14. DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA:  17 departamentos e uma capital da República.
  15. IDIOMAS: espanhol (oficial) e guarani.

  16. RELIGIÃO: cristianismo 92,5% (católicos), outras 7,5% (ano de 2015).
  17. DENSIDADE DEMOGRÁFICA: 18,5 habitantes/km2 (estimativa 2020).
  18. CRESCIMENTO DEMOGRÁFICO: 1,7% ao ano (entre 2010 e 2015).
  19. EXPECTATIVA DE VIDA AO NASCER: 74,3 anos (ano de 2016).

  20. TAXA DE ANALFABETISMO: 5,9% (ano de 2017).

RENDA PER CAPITA:  US$ 5.800 (ano de 2019 – estimativa).

  • IDH: 0,724 (Pnud 2018) – índice de desenvolvimento humano alto.
  • Índice de Gini: 0,488 (ano de 2017)
  • PRINCIPAIS DADOS DA ECONOMIA PARAGUAIA:
  • Produtos Agrícolas: soja, algodão em pluma, cana-de-açúcar e mandioca.
  • Pecuária: bovinos, suínos e aves.
  • Mineração: calcário, gipsita e petróleo.
  • Indústria: alimentícia, bebidas, tabaco, madeireira, têxtil, vestuário, couro, petroquímica, gráfica e editorial, metalúrgica, produtos minerais não metálicos.
  • PIB (nominal): US$ 41,5 bilhões (ano de 2019 – estimativa)
  • Força de Trabalho: 3,62 milhões de trabalhadores (referência: ano de 2019)
  • RELAÇÕES EXTERIORES:
  • Banco Mundial, ONU, FMI, Grupo do Rio, OEA, Mercosul, OMC.

Fonte: https://www.suapesquisa.com/paises/paraguai/

Referências bibliográficas

BENITEZ, Luis G. Reseña de historia del Paraguay. Asunción: Editorial Histórica, 1993.

CARDOZO, E. Paraguay independiente. Asunción: Carlos Schauman Editor, 1987.

_________. Breve historia del Paraguay. 4. Ed. Asunción: Servilibro, 2013.

CATALANO, P. Modelo institucional romano e independencia: República del Paraguay 1813-1870. Asunción: Ediciones Comuneros, 1986.

CHAVES, J. C. El presidente López: vida y gobierno de Don Carlos. Buenos Aires: Editorial Ayacucho, 1955.

_________. Compendio de historia paraguaya. 3. Ed. Asunción: Intercontinental Editora, 2013.

GONZÁLEZ DE BOSIO, B. El Paraguay bajo el gobierno de los López. In: ARECES, N. R.; GONZÁLEZ DE BOSIO, B. El Paraguay durante los gobiernos de Francia y los López. Asunción: El Lector, 2010, pp. 71-138.

LÓPEZ MOREIRA, M. M. de. Historia del Paraguay. 5. Ed. Asunción: Servilibro, 2014.

SCHAFER, Jairo Gilberto. As garantias dos Direitos Fundamentais, inclusive os judiciais, nos países do Mercosul. Disponível em: Acesso em 18.07.2020.

VERA, A. S. Las Guerras en la Primera República. Asunción: El Lector, 2013.

Publicado por: Benigno Núñez Novo

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