O Que Significa Em Portugal Medidas Como Longo E Alto?

A independência do Brasil aconteceu em 1822, tendo como grande marco o grito da independência que foi realizado por Pedro de Alcântara (D.

Pedro I durante o Primeiro Reinado), às margens do Rio Ipiranga, no dia 7 de setembro de 1822.

Com a independência do Brasil declarada, o país transformou-se em uma monarquia com a coroação de D. Pedro I.

Acesse também: Veja cinco curiosidades sobre o processo de independência do Brasil

Causas da independência

O Que Significa Em Portugal Medidas Como Longo E Alto? Em 1808, D. João VI e a família real portuguesa mudaram-se para o Rio de Janeiro.**

A independência do Brasil foi declarada em 1822 e esse acontecimento está diretamente relacionado com eventos que foram iniciados em 1808, ano em que a família real portuguesa, fugindo das tropas francesas que invadiram Portugal, mudou-se para o Brasil.

A chegada da família real no Brasil ocasionou uma série de mudanças que contribuiu para o desenvolvimento comercial, econômico e, em última instância, possibilitou a independência do Brasil.

Com a chegada da família real, o Brasil experimentou, em seus grandes centros, um grande desenvolvimento resultado de uma série de medidas implementadas por D. João VI, rei de Portugal.

Instalado no Rio de Janeiro, o rei português autorizou a abertura dos portos brasileiros às nações amigas, permitiu o comércio entre os brasileiros e os ingleses como medidas de destaque no âmbito econômico.

Outras medidas de destaque são destacadas pelo jornalista Chico Castro:

Tomou providências, um ano após a sua chegada, para que houvesse interesse pela educação e literatura brasileiras no ensino público, abrindo vagas para professores.

Instalou na Bahia uma loteria para arrecadar fundos em favor da conclusão das obras do teatro da cidade; mandou estabelecer em Pernambuco a cadeira de Cálculo Integral, Mecânica e Hidromecânica e um curso de Matemática para os estudantes de Artilharia e Engenharia da capitania; isentou do pagamento de direitos de entrada em alfândegas brasileiras de matérias-primas a serem manufaturadas em qualquer província e criou, pela primeira vez no país, um curso regular de língua inglesa na Academia Militar do Rio de Janeiro|1|.

Essas e outras medidas que foram tomadas pelo rei português demonstravam uma clara intenção de modernizar o país como parte de uma proposta que fizesse o Brasil deixar de ser apenas uma colônia portuguesa, tornando-se de fato parte integrante do Reino de Portugal. Isso foi confirmado quando, em 16 de dezembro de 1815, D. João VI decretou a elevação do Brasil para parte do Reino Unido.

Isso, na prática, significou que o Brasil deixava de ser uma colônia e transformava-se em parte integrante do Reino português, que agora passava a ser chamado de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

Essa medida era importante para o Brasil e, segundo as historiadoras Lilia Schwarcz e Heloísa Starling, a medida tinha como objetivo principal evitar que o Brasil seguisse pelo caminho da fragmentação revolucionária – como havia acontecido na relação entre EUA e Inglaterra|2|.

A presença da família real no Brasil havia proporcionado grandes avanços, mas, ainda assim, demonstrações de insatisfação aconteceram por meio da Revolução Pernambucana de 1817. A mudança da família real para o Brasil havia resultado em grande aumento de impostos e interferido diretamente na administração da capitania.

A Revolução Pernambucana de 1817 foi reprimida violentamente. Três anos depois de lidarem com ela, o rei D. João VI teve de lidar com insatisfações em Portugal que se manifestaram em Revolução Liberal do Porto de 1820. Esse foi o ponto de partida do processo de independência do Brasil.

Portugal vivia uma forte crise, tanto política quanto econômica, em consequência da invasão francesa. Além disso, havia uma forte insatisfação em Portugal por conta das transformações que estavam acontecendo no Brasil, sobretudo com a liberdade econômica que o Brasil havia conquistado com as medidas de D. João VI.

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A Revolução Liberal do Porto eclodiu em 1820 e foi organizada pela burguesia portuguesa inspirada em ideais liberais. Um dos grandes objetivos dos portugueses era o retorno do rei para Portugal. Na visão da burguesia portuguesa, Portugal deveria ser a sede do Império português.

Outra reivindicação importante dos portugueses foi a exigência de restabelecimento do monopólio comercial sobre o Brasil.

Essa exigência causou grande insatisfação no Brasil, uma vez que demonstrava a intenção dos portugueses em permanecer os laços coloniais em relação ao Brasil.

O rei português, pressionado pelos acontecimentos em seu país, resolveu retornar para Portugal em 26 de abril de 1821.

Na viagem de D. João VI, cerca de quatro mil pessoas retornaram para Portugal. O rei português, além disso, levou para Portugal uma grande quantidade de ouro e diamantes que estavam nos cofres do Banco do Brasil. Com o retorno de D. João VI, Pedro de Alcântara foi transformado em regente do Brasil.

Processo de independência do Brasil

O Que Significa Em Portugal Medidas Como Longo E Alto? Com a independência do Brasil, D. Pedro foi coroado como imperador do Brasil.***

O processo de independência do Brasil aconteceu, de fato, durante a regência de Pedro de Alcântara no Brasil.

As Cortes portuguesas (instituição surgida com a Revolução do Porto) tomaram algumas medidas que foram bastante impopulares aqui, como a exigência de transferência das principais instituições criadas durante o Período Joanino para Portugal, o envio de mais tropas para o Rio de Janeiro e a exigência de retorno do príncipe regente para Portugal.

Essas medidas junto com a intransigência dos portugueses, no decorrer das negociações com representantes brasileiros, e do tratamento desrespeitoso em relação ao Brasil fizeram com que a resistência dos brasileiros com os portugueses aumentasse, e reforçou a ideia de separação em alguns locais do Brasil, como no Rio de Janeiro. A exigência de retorno de D. Pedro para Portugal resultou em uma reação instantânea no Brasil.

Em dezembro de 1821, chegou a ordem exigindo o retorno de D. Pedro para Portugal e a reação decorreu da criação do Clube da Resistência. Em janeiro de 1822, durante uma audiência do Senado, um documento com mais de 8 mil assinaturas foi entregue a D. Pedro. Esse documento exigia a permanência do príncipe regente no Brasil.

Supostamente motivado por isso, D. Pedro disse palavras que entraram para a história do país: “Como é para bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto; diga ao povo que fico”|3|.

Os historiadores não sabem ao certo se essas palavras foram mesmo ditas por D. Pedro. De toda forma, esse acontecimento marcou o Dia do Fico.

Apesar disso, os historiadores afirmam que em janeiro de 1822 ainda não havia um desejo em muitos depermanecer o vínculo com Portugal.

A sucessão dos acontecimentos nos meses seguintes foram responsáveis por incitar o Brasil à ruptura com Portugal, uma vez que, como mencionado, isso não era certo em janeiro de 1822.

Ao longo do processo de independência, duas pessoas tiveram grande influência na tomada de decisões de D.

Pedro: sua esposa, Maria Leopoldina, e José Bonifácio de Andrada e Silva.

O rompimento ficou cada vez mais evidente com algumas medidas aprovadas no Brasil.

Em maio de 1822, foi decretado o “Cumpra-se”, medida que determinava que as leis e as ordens decretadas em Portugal só teriam validade no Brasil com o aval do príncipe regente.

No mês seguinte, em junho, foi determinada a convocação de eleição para a formação de uma Assembleia Constituinte no Brasil.

Essas medidas reforçavam a progressiva separação entre Brasil e Portugal, uma vez que as ordens de Portugal já não teriam validade aqui conforme determinava o “Cumpra-se” e, além disso, esboçava-se a elaboração de uma nova Constituição para o país com a convocação de uma Constituinte.

A relação das Cortes portuguesas com as autoridades brasileiras permaneceu irreconciliável e prejudicial aos interesses dos brasileiros.

Em 28 de agosto de 1822, ordens de Lisboa chegaram ao Brasil com a mensagem que o retorno de D. Pedro para Portugal deveria ser imediato.

Além disso, anunciava-se o fim de uma série de medidas em vigor no Brasil e tidas pelos portugueses como “privilégios” e os ministros de D. Pedro eram acusados de traição.

A ordem, lida por Maria Leopoldina, a convenceu da necessidade do rompimento com Portugal e, em 2 de setembro, organizou uma sessão extraordinária, assinou uma declaração de independência e a enviou para D.

Pedro que estava em viagem a São Paulo. O mensageiro, chamado Paulo Bregaro, alcançou a comitiva de D. Pedro, na altura de São Paulo, quando estavam próximos ao Rio Ipiranga.

Na ocasião, D. Pedro I estava sofrendo de problemas intestinais (que não se sabe sua origem específica). O príncipe regente leu todas as notícias e ratificou a ordem de independência com um grito às margens do Rio Ipiranga, conforme registrado na história oficial. Atualmente, os historiadores não têm evidência que comprovem o grito do Ipiranga.

O 7 de setembro não encerrou o processo de independência do Brasil. Esse processo seguiu-se com uma guerra de independência e nos meses seguintes acontecimentos importantes aconteceram, como a Aclamação de D. Pedro como imperador do Brasil, no dia 12 de outubro, e sua coroação que aconteceu no dia 1º de dezembro.

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Guerra de independência do Brasil

Diferente do que muitos acreditam, a independência do Brasil não foi pacífica.

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Com a declaração da independência, uma série de regiões no Brasil demonstrou sua insatisfação e rebelou-se contra o processo de independência.

Eram movimentos “não adesistas”, isto é, movimentos que eclodiram nas províncias que não aderiram ao processo de independência e que se mantiveram leais a Portugal.

Os quatro grandes centros da resistência contra a independência do Brasil aconteceram nas seguintes províncias: Pará, Bahia, Maranhão e Cisplatina (atual Uruguai). Aconteceram campanhas militares nessas localidades e os combates contra as forças que não aderiram à independência estenderam-se até 1824. Para saber mais sobre, leia este texto: Guerra de Independência do Brasil.

Consequências da independência do Brasil

Entre as consequências do processo de independência do Brasil, podem ser mencionados:

  • Surgimento do Brasil enquanto nação independente;
  • Construção da nacionalidade “brasileira”;
  • Estabelecimento de uma monarquia nas Américas (a única no continente junto da haitiana e mexicana);
  • Endividamento do Brasil por meio de um pagamento de 2 milhões de libras como indenização aos portugueses.

Resumo

  • Durante o Período Joanino, medidas modernizadoras foram implantadas no Brasil.
  • Em 1815, o Brasil foi elevado à condição de Reino Unido e, assim, o Brasil deixou de ser colônia.
  • Em 1820, a Revolução Liberal do Porto foi iniciada em Portugal e reivindicava o retorno do rei português.
  • Com o retorno de D. João VI para Portugal, D. Pedro foi colocado como regente do Brasil.
  • As cortes portuguesas exigiam a revogação das medidas implantadas no Brasil e o retorno do príncipe regente.
  • Durante o “Dia do Fico”, D. Pedro declarou que permaneceria no Brasil.
  • No “Cumpra-se”, determinou-se que as ordens portuguesas só seriam cumpridas no Brasil com o aval de D. Pedro.
  • O grito da independência – se de fato tiver acontecido – ocorreu nas margens do Rio Ipiranga, no dia 7 de setembro de 1822.
  • Em 12 de outubro de 1822, D. Pedro foi aclamado imperador e no dia 1º de dezembro de 1822 ele foi coroado D. Pedro I.
  • Houve conflitos após a declaração de independência, na Bahia, no Pará, no Maranhão e na Cisplatina.

|1| CASTRO, Chico. A Noite das Garrafadas. Brasília: Senado Federal, 2013, p. 33 e 34. |2| SCHWARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, p. 189. |3| Idem, p. 212.

  • *Créditos da imagem: Commons
  • **Créditos da imagem: StockPhotosArt e Shutterstock
  • ***Créditos da imagem: Georgios Kollidas e Shutterstock Por Daniel Neves
  • Graduado em História

Coronavírus: as medidas mais recentes tomadas por governos no Brasil e no mundo contra a pandemia – BBC News Brasil

O Que Significa Em Portugal Medidas Como Longo E Alto?

Crédito, EPA

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Cidades do Rio de Janeiro e São Paulo já têm casos confirmados de transmissão comunitária

Governos ao redor do mundo vêm anunciando diariamente novas medidas para conter a disseminação do novo coronavírus. A covid-19, doença causada pelo vírus, já matou mais de 6.500 pessoas — mais de 167 mil casos foram reportados até esta segunda-feira (16/03).

No Brasil, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel decretou nesta segunda estado de emergência e recomendou o fechamento de lojas de shoppings, clubes e academias.

Restaurantes e bares só poderão atender a um terço de sua capacidade, assim como as praças de alimentação de shoppings. Na semana passada, o governo já havia recomendado o esvaziamento das praias fluminenses.

De acordo com Witzel, a Polícia Militar vai usar alto-falantes para pedir que as pessoas permaneçam em casa.

As aulas nas redes pública e privada, em escolas e universidades do Estado, estão suspensas por 15 dias, além de eventos esportivos, shows, feiras, comícios, passeatas, entre outros. Também foi anunciado o fechamento de teatros, casas de show e cinemas.

Em São Paulo, o governo do Estado recomendou o cancelamento de eventos de lazer, culturais e esportivos com mais de 500 participantes.

Também determinou a suspensão imediata das aulas em universidades públicas e uma suspensão gradual nas escolas das redes públicas estadual e municipal da cidade de São Paulo, a partir de 16 de março. As escolas continuarão abertas por uma semana após esta data, e, no dia 23 de março, as aulas serão suspensas. A rede privada recebeu a recomendação de seguir os mesmos procedimentos.

A data foi determinada a fim de dar tempo suficiente para que as famílias se organizem para o período em que as escolas ficarão fechadas. O governo pediu que as crianças não sejam deixadas com os avós, porque idosos têm mais chances de desenvolver quadros graves quando são infectados pelo novo coronavírus.

O governo paulista afirmou que ainda não há uma previsão de quando as atividades de ensino serão retomadas e que isso será avaliado constantemente, de acordo com a evolução da epidemia.

Além disso, os funcionários públicos estaduais de São Paulo com mais de 60 anos, com exceção dos que atuam nas áreas de segurança pública e saúde, deverão trabalhar de casa. Museus, bibliotecas, teatros e centros culturais do estado ficarão fechados por até 30 dias.

Na sexta-feira (13/03), o Ministério da Saúde já havia anunciado as recomendações gerais para todos os Estados, que incluem o isolamento voluntário de uma semana (a partir da data do desembarque) para pessoas que viajaram ao exterior recentemente e o isolamento de casos suspeitos por 14 dias em casa ou hospital.

De acordo com o governo federal, grandes eventos (governamentais, esportivos, culturais, comerciais, religiosos etc.) devem ser cancelados ou adiados, caso haja tempo hábil para a mudança. Se não for possível, recomenda-se que o evento seja feito sem público.

Nos Estados em que já foi registrada transmissão comunitária do vírus — atualmente São Paulo e Rio — deve-se optar pelo ensino à distância ou a antecipação de férias para instituições de ensino; o trabalho remoto também deve ser estimulado.

A transmissão comunitária ocorre quando há casos em que não é mais possível identificar a cadeia de infecção. Isso significa que o vírus está circulando livremente na população. Até então, só havia registros de casos importados ou de transmissão local, em que é possível identificar a origem da infecção.

Conheça as medidas anunciadas em outros países ao redor do mundo:

Legenda da foto,

Governo britânico recomendou que sejam evitadas viagens não essenciais

No Reino Unido, o primeiro-ministro, Boris Johnson, afirmou que os britânicos devem evitar viagens que não sejam essenciais e o contato pessoal entre si, além de trabalharem de casa sempre que possível.

Lugares cheios, como bares, festas e teatros devem ser evitados. Em lares em que ao menos uma pessoa apresentar sintomas como tosse persistente ou febre, todos devem ficar em quarentena doméstica por 14 dias.

As escolas, porém, continuarão abertas e não foram anunciadas restrições a viagens.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou medidas mais restritivas no país a partir desta terça-feira (17/03). Toda a população deve permanecer em casa por 15 dias, com a exceção de deslocamentes essenciais — violações serão punidas.

“Estamos em guerra”, afirmou Macron em pronunciamento.

Militares ajudarão a transportar os infectados pelo vírus aos hospitais, e o segundo turno das eleições municipais foi adiado. Escolas e universidades do país também foram fechadas, assim como atrações turísticas como o Museu do Louvre e a Torre Eiffel.

A Alemanha também anunciou diversas medidas para limitar o contato social no país, incluindo o fechamento de lojas, casas noturnas e bares.

Restaurantes deverão garantir uma distância mínima entre as mesas e funcionar em horários limitados.

As escolas foram fechadas e grandes aglomerações também estão proibidas. Além disso, o país fechou as fronteiras terrestres com França, Áustria, Suíça e Luxemburgo.

Crédito, EPA/ETTORE FERRARI

Legenda da foto,

Itália está em emergência desde o final de fevereiro e em quarentena geral há uma semana

A Comissão Europeia propôs na segunda-feira a restrição de todas as viagens não essenciais para países na União Europeia. Residentes de longo prazo, familiares de europeus e diplomatas, assim como funcionários de saúde, ficariam isentos da proibição.

A restrição deve ser aprovada por todos os 26 Estados-membros que fazem parte do Acordo Schengen, que aboliu controles de fronteiras na área.

A Espanha iniciaria o controle em suas fronteiras terrestres a partir da noite desta segunda-feira e apenas espanhóis, residentes e pessoas em situações especiais poderão entrar no país.

O governo espanhol impôs restrições duras à população de 47 milhões de habitantes, como parte de um estado de emergência de 15 dias. As pessoas não devem sair de suas casas a não ser que precisem comprar suprimentos essenciais ou remédios, ou para trabalhar.

A Itália, o país mais afetado fora da China, decretou quarentena nacional em 9 de março.

Países como Polônia, Grécia e Ucrânia também anunciaram restrições ao comércio, em viagens ou à movimentação de pessoas para conter a disseminação do vírus.

Os Estados Unidos impuseram restrições de viagens aos 26 países da União Europeia, impedindo a entrada de qualquer pessoa que tenha estado na Europa nos últimos 14 dias (com a exceção de cidadãos americanos). A decisão também foi estendida ao Reino Unido e à Irlanda.

O presidente Donald Trump anunciou o fechamento de escolas e pediu que sejam evitados encontros com mais de 10 pessoas, viagens não essenciais e visitas a restaurantes de bares. Ele também pediu que todos os idosos fiquem em casa.

No Canadá, as fronteiras serão fechadas a todos que não sejam cidadãos ou residentes permanentes — a medida não inclui cidadãos americanos.

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Apenas quatro aeroportos canadenses aceitarão voos internacionais a partir de quarta-feira (18/3).

A Argentina foi o país que registrou a primeira morte na América Latina. Levando isso em conta, o governo argentino anunciou que as aulas serão suspensas em todos os níveis educacionais do país pelos próximos 14 dias. Além disso, segundo o jornal La Nación, as autoridades vão verificar “casa por casa” se os argentinos que viajaram para áreas de risco estão cumprindo o auto-isolamento.

Na quinta-feira, já havia sido decretada a suspensão de voos por 30 dias da Europa, EUA, Coreia do Sul, Japão, China e Irã. Além disso, todos os eventos com grande aglomeração de pessoas, desde shows até partidas esportivas, passando por reuniões culturais, comerciais e educacionais, foram suspensos.

Na Bolívia, o governo declarou emergência nacional e suspendeu as aulas em todos os níveis até 31 de março.

A presidente em exercício, Jeanine Áñez, anunciou a proibição à entrada no país de passageiros vindos da China, Coreia, Itália e Espanha. A suspensão de voos para e da Europa e “grandes eventos públicos” com mais de 1 mil pessoas já havia sido tomada.

O governo de Iván Duque decretou um estado de emergência sanitária até 30 de março, o que confere ao presidente poderes extraordinários para mitigar a crise.

O presidente ordenou o fechamento da fronteira com a Venezuela no dia 14 de março, além de decretar a proibição de entrada de estrangeiros da Europa e da Ásia.

Outras restrições anteriormente tomadas são o desembarque de cruzeiros e o cancelamento ou adiamento de todos os eventos com mais de 500 pessoas, incluindo o festival de música Estéreo Picnic, o campeonato de futebol profissional e a Feira do Livro de Bogotá.

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O uso recorrente de determinadas expressões – Português

Referindo-nos ao adjetivo “recorrente”, estamos justamente enfatizando sobre o uso corriqueiro de alguns termos que mediante ao atributo da língua escrita precisam estar em consonância com o padrão formal.

Esses termos, na maioria das vezes, são alvo de dúvidas entre os usuários, mesmo porque quase todos são dotados de extrema semelhança sonora.

Todavia, graficamente, apresentam divergências, e são estas que lhes atribuem também significados diferentes.

Entretanto, nada que uma efetiva prática de leitura e escrita não consiga sanar em relação a esses “supostos” questionamentos, ampliando, assim, ainda mais a nossa competência como um todo. E para tal, algumas dicas tendem a tão somente nos auxiliar rumo à conquista dessas habilidades. Sendo assim, eis que segue uma relação precedida dos principais casos:

  • Abaixo revela o sentido de lugar menos elevado, inferior.
  • Exemplo: Para Marcela, era inaceitável que ocupasse uma posição abaixo de suas verdadeiras pretensões.
  • A baixo significa “para baixo”.
  • Exemplo: Quando percebemos, lá estava o brinquedo sendo levado correnteza a baixo.
  • A cerca de/ Acerca de/ Cerca de/ Há cerca de
  1. A cerca de ou cerca de retrata o sentido de “aproximadamente, mais ou menos”.
  2. Exemplo: O parque foi construído a cerca de quinhentos metros do condomínio.
  3. O tempo estimado pelo profissional foi cerca de três semanas para a conclusão das obras.
  4. Acerca de corresponde ao sentido de “a respeito de, sobre”.
  5. Exemplo: Durante a reunião muito se discutiu acerca da problemática ambiental.
  6. Há cerca de relaciona-se ao sentido de tempo decorrido, haja vista que o verbo haver se encontra na sua forma impessoal.
  7. Exemplo: Há cerca de três anos não visito meus familiares.
  8. Acima retrata o sentido de “um lugar mais elevado, superior”.
  9. Exemplo: Conforme pode perceber, na lista de aprovados seu nome se encontra acima do meu.
  10. A cima significa “para cima”.
  11. Exemplo: Todos os convidados me olharam de baixo a cima.
  12. A fim encontra-se relacionado ao sentido de “finalidade, objetivo pretendido”.
  13. Exemplo: A fim de evitar maiores contratempos, ele resolveu afastar-se de sua amiga.
  14. Afim classifica-se como um adjetivo invariável, cuja significância se atribui à semelhança, afinidade.
  15. Exemplo: Como na antiga grade havia matérias afins, pude adiantar bastante o meu curso.
  16. A menos, classifica-se como locução prepositiva e retrata o sentido de tempo futuro ou distância aproximada.
  17. Exemplos: 

Encontramo-nos a menos de dois quilômetros do destino almejado. A menos de um mês estaremos de férias.

  • Há menos de significa “aproximadamente, mais ou menos” e, conjuntamente ao verbo haver na forma impessoal, denota tempo decorrido.
  • Exemplo: Ele saiu de casa há menos de dois anos.
  • Ao encontro de/ De encontro a
  1. Ao encontro de revela o sentido de a favor de.
  2. Exemplo: As propostas dos candidatos vão ao encontro do que se espera a população.
  3. De encontro a significa oposição, ideia contrária.
  4. Exemplo: Suas opiniões vão de encontro às minhas.
  5. Ao invés denota o sentido de “ao contrário de”.
  6. Exemplo: Ao invés de calar-se, continuou discutindo com seu superior.
  7. Em vez exprime a ideia de substituição, “em lugar de’.
  8. Exemplo: Em vez de viajar nas férias, optou por descansar em casa.
  9. A par significa estar ciente de algo, informado sobre um determinado assunto.
  10. Exemplo: Quando ela resolveu se abrir, seus pais já estavam a par de tudo.
  11. Ao par indica o sentido de equivalência cambial.
  12. Exemplo: O euro e o dólar já estiveram ao par por algum tempo.
  13. Demais, caracterizado como advérbio de intensidade, se equivale a muito, excessivamente.

Exemplo: Nossa! A meu ver você parece egoísta demais.

  • Como pronome indefinido corresponde a “os restantes, os outros”.
  • Exemplo: Ele foi o único que se sobressaiu entre os demais.
  • De mais caracteriza-se como o oposto do termo “de menos”.
  • Exemplo: Há alunos de mais nesta sala.

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  1. ,depreendendo o sentido de impessoalidade (por isso permanece sempre na terceira pessoa do singular), revela o sentido de existir ou fazer.
  2. Exemplo: Nesta salaverdadeiros talentos na área de exatas.
  3. O A tanto pode indicar tempo futuro (que se conta de hoje para o futuro) ou apenas se revelar como uma preposição.
  4. Exemplos: 
  5. Daqui a alguns meses concluiremos nossa pesquisa.
  6. Não entregue esta encomenda a ele.
  7. Mas integra a classe das conjunções, revelando o sentido de ideia contrária, oposição.
  8. Exemplo: Não pôde comparecer ao aniversário, mas enviou o presente.
  9. Mais pode ser classificado como advérbio de intensidade ou pronome indefinido.
  10. Exemplo: Clarice foi a menina que mais se destacou durante a apresentação.
  11. Mau pertence à classe dos adjetivos, podendo ser utilizado quando significar o contrário de “bom”.
  12. Exemplo: Ele é um mau aluno. (Poderíamos substituí-lo por bom)
  13. Mal pode adquirir os seguintes valores morfológicos:
  •  advérbio de modo – podendo ser substituído por “bem”.

Exemplo: Carlos foi mal sucedido durante o tempo em que atuou nesta profissão. (O contrário poderia ter acontecido)

  • conjunção subordinativa temporal – denota o sentido de “assim que, quando”.

Exemplo: Mal chegava em casa, já começavam as discussões.

  • substantivo – neste caso, sempre aparece precedido de artigo ou qualquer outro determinante.
  • Exemplo: Este mal só pode ser resolvido com a chegada dele.
  • Onde é utilizado mediante o emprego de verbos que indicam sentido estático, permanente.
  • Exemplo: Gostaria muito de saber onde ele mora.
  • Aonde é utilizado com verbos que indicam movimento.
  • Exemplo: Aonde vais com tamanha pressa?
  • Por que/ Porque/ Por quê/ Porquê

Por que – Trata-se de duas palavras – preposição (por) + pronome (que). Desta forma assume as seguintes posições:

  • quando equivale a “pelo qual” e demais variações:

Exemplo: Esta é a conquista por que sempre busquei. (pela qual)

  • quando equivale a “por qual razão”, “por qual motivo”. Neste caso, trata-se da preposição “que” + o pronome interrogativo “quê”.
  1. Exemplo: Por que não compareceu à reunião? (por qual motivo)
  2. Por quê – ocorrência esta que se efetiva quando o pronome interrogativo se posiciona no final da frase ou aparece seguido de uma pausa forte, fato que permite que o monossílabo átono(que) passe a ser concebido como tônico (quê).
  3. Exemplo: Vocês saíram mais cedo da festa, por quê?
  4. Porque somente pode ser utilizado quando retratar o sentido das conjunções equivalentes a visto que, uma vez que, pois ou para que.
  5. Exemplo: Não poderemos viajar porque minhas férias não coincidem com as suas.

Porquê é empregado quando se classifica como um substantivo, revelando o sentido de causa, motivo. Nesse caso, sempre aparece acompanhado por um determinante.

  • Exemplo: Desconhecemos o porquê de tanta desorganização. (o motivo)
  • Se não equivale a caso não, indicando, assim, uma probabilidade.
  • Exemplo: Se não chover, iremos ao cinema amanhã.
  • Senão equivale a “caso contrário” ou “a não ser’.
  • Exemplo: Espero que estejas bem preparado, senão não conseguirás obter bom resultado.
  • Na medida em que/ À medida que
  1. Na medida em que exprime relação de causa, equivalendo-se a porque, já que, uma vez que.
  2. Exemplo: Na medida em que os inquilinos não cumpriam com o pagamento em dia, iam sendo despejados.
  3. À medida que indica proporção, simultaneidade.
  4. Exemplo: À medida que o tempo passa, mais aumenta a saudade.
  5. Tampouco equivale a “também não”.
  6. Exemplo: Quem não respeita a si próprio, tampouco respeita a seus semelhantes.
  7. Tão pouco equivale a muito pouco.
  8. Exemplo: Como posso me divertir se ganho tão pouco?

Navegações Portuguesas – História

As Navegações Portuguesas foram pioneiras na era das Grandes Navegações.

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Portugal foi um país pioneiro em várias medidas entre a Idade Média e a Idade Moderna. Ainda no século XIII, tornou-se o primeiro Estado formalizado na Europa, o que lhe favoreceu em vários aspectos.

Com uma unificação política garantida, a condição de primeiro país incentivou novos investimentos dentro do panorama que se tinha no Velho Mundo. Naquela época, o comércio era muito fundamentado nas negociações de produtos feitas no Mar Mediterrâneo.

Entretanto, com a conquista dos turcos nessa rota, houve a necessidade de se buscar novos caminhos para se obter as especiarias oriundas do Oriente, que tanto agradava ao mercado europeu.

Portugal reunia condições favoráveis para os negócios que marcavam o momento, era um país já unificado, dispunha de uma condição geográfica favorável para se lançar ao mar e contava com um grupo de investidores interessados nos negócios marítimos.

As Navegações Portuguesas para o comércio começaram muito cedo em relação aos outros países. Buscando quebrar o domínio que havia sido estabelecido sobre o comércio de especiarias no Mar Mediterrâneo, Portugal traçou uma nova e arriscada que consistia em contornar o continente africano para se chegar ao Oriente.

Uma viagem que ninguém havia feito antes ou mesmo conhecia suas possibilidades. Esse trajeto que se seguiria ganharia o nome de Périplo Africano. Naturalmente, esse contorno do continente não aconteceu em uma única viagem, pois tudo ainda era muito inovador e misterioso.

A estratégia dos portugueses foi contornar o continente africano fazendo entrepostos ao longo da costa da África.

Desta forma, Portugal evoluiu gradativamente pelo entorno do continente e conquistou diversos territórios, tomando posse das terras todas as vezes que fazia paradas e estabelecendo novas regiões para usufruir de seus produtos e negócios.

Embora isso tenha retardado a chegada dos portugueses ao Oriente, foi importante para estabelecer suas colônias. Uma das grandes conquistas de todas essas viagens foi cruzar pela primeira vez o chamado Cabo das Tormentas, nomeado posteriormente de Cabo da Boa Esperança, região ao sul do continente africano que estabelece a entrada no Oceano Índico.

Essas navegações pelos mares permitiram uma série de descobrimentos entre 1415 e 1543. O resultado foi a grande expansão do império marítimo português e uma remodelação da real dimensão do mundo.

Buscando uma nova rota para comércio que superasse o monopólio estabelecido no Mar Mediterrâneo, os portugueses foram responsáveis por grandes avanços tecnológicos para encarar as condições de navegação no Oceano Atlântico e grandes avanços culturais.

Após muito tempo de investimento, os portugueses finalmente chegaram às Índias em 1498, firmando uma nova rota para comércio de especiarias e conquistando uma grande remessa de lucros sobre os produtos que seriam comercializados.

Dois anos depois, após indicações da existência de terras também a Oeste do continente africano, a expedição de Pedro Álvares Cabral estendeu sua rota no Atlântico para alcançar e tomar posse dessas terras. É o que se chama de descobrimento do Brasil, em 1500.

Com o passar dos anos, esse novo território no novo continente, que seria chamado de América, tornar-se-ia a mais importante colônia portuguesa. Entretanto, mais dois marcos importantes ainda seriam estabelecidos, a chegada na China, em 1513, e ao Japão, em 1543. Este último é considerado, inclusive, como o marco final desse período de Navegações Portuguesas e suas descobertas e colonização.

Fonte:
http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/bases-tematicas/navegacoes-portuguesas.html

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/historia/navegacoes-portuguesas/

Período Joanino: contexto, principais fatos, fim

O Período Joanino foi a época da história do Brasil colonial iniciada com a vinda de D. João VI e a corte portuguesa em 1808.

Nesse período, o Brasil sofreu uma série de alterações para dar suporte ao abrigo da corte, que permaneceu na colônia até 1821, quando D. João VI, por pressão das cortes portuguesas, retornou para Portugal.

Os historiadores afirmam que essa transferência da corte para o Rio de Janeiro contribuiu para adiantar a independência do Brasil.

Antecedentes

A transferência da corte portuguesa para o Brasil estava relacionada com os eventos que aconteciam na Europa durante o período napoleônico. O imperador da França, Napoleão Bonaparte, determinou o Bloqueio Continental em 1806, que proibia as nações europeias de comercializar com a Inglaterra.

Essa medida foi tomada como forma de sufocar a economia inglesa e forçar a derrota desse país, uma vez que a França mostrava-se incapaz de invadir a Inglaterra.

Para impor o Bloqueio Continental, Napoleão ordenou a invasão da Espanha e de Portugal. As tropas francesas invadiram Portugal oficialmente em 1807. Em razão disso, D.

João VI ordenou a transferência da corte portuguesa para o Brasil.

O embarque da corte portuguesa aconteceu entre os dias 25 e 27 de novembro de 1807. Estima-se que de 10 a 15 mil pessoas tenham se mudado para o Brasil junto com o rei português |1|.

Durante essa viagem, muitos desafios foram enfrentados, como tempestades, falta de alimentos e surto de piolhos. D.

João VI trouxe toda a estrutura de poder de Lisboa para o Rio de Janeiro, incluindo importantes obras de arte e literárias e os recursos dos cofres reais etc.

D. João VI chegou à cidade de Salvador em janeiro de 1808 e em março do mesmo ano desembarcou na cidade do Rio de Janeiro. A transferência da corte demandou que a cidade de Rio de Janeiro fosse modernizada de forma a receber a estrutura administrativa do Reino. Com isso, mudanças profundas aconteceram no Brasil.

Período joanino

A primeira grande medida tomada por D.

João VI, assim que chegou ao Brasil, foi promover a abertura dos portos brasileiros para as “nações amigas”, o que na prática significava apenas a Inglaterra – grande aliado e parceiro econômico de Portugal.

Com essa medida, Portugal colocava fim ao exclusivo colonial e dava permissão aos comerciantes e grandes proprietários brasileiros para comercializar seus produtos diretamente com os ingleses.

D. João VI também revogou o decreto que proibia a instalação de manufaturas no país e incentivou a importação de matérias-primas utilizadas nessa produção. Além disso, o rei autorizou a construção de faculdades de medicina e de museus e bibliotecas na cidade do Rio de Janeiro. Essas medidas possibilitaram um grande desenvolvimento intelectual na colônia.

A partir dessas ações, o Brasil passou a receber grandes nomes da ciência e das artes.

O historiador Boris Fausto afirma que John Mawe e Saint-Hilaire foram ao Rio de Janeiro durante o período joanino|2|.

O Brasil também recebeu um grande número de imigrantes, e isso fez com que a população do Rio de Janeiro dobrasse de 50 mil para 100 mil habitantes nessa época|3|.

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D. João VI permitiu ainda a criação de tipografias no Brasil, com isso, houve o surgimento dos primeiros jornais, como A Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal fundado no Brasil. As publicações da imprensa, no entanto, sofriam censura, e notícias contra o governo e contra o catolicismo não eram permitidas.

A transferência da corte também gerou insatisfação em muitos colonos. A presença de milhares de pessoas da aristocracia portuguesa causou descontentamento entre parte desses colonos, principalmente porque D.

João VI passou a distribuir cargos e privilégios para aristocratas portugueses em detrimento das elites locais.

Além disso, para financiar os altos gastos da corte portuguesa, o rei impôs uma política de aumento de impostos, o que desagradou a todos na colônia.

Um dos reflexos diretos desse descontentamento manifestou-se em Pernambuco, onde as elites locais, insatisfeitas com a crise econômica, a alta de impostos, a distribuição de privilégios para portugueses e influenciadas pelos ideais iluministas, iniciaram um movimento de caráter separatista e republicano, que controlou a região de março a maio de 1817. Esse movimento, conhecido como Revolução Pernambucana, foi intensamente reprimido, e parte de seus líderes foi morta e martirizada como exemplo.

Na política externa, a Corou portuguesa meteu-se em duas disputas, e a primeira delas foi com a França. Como represália pela invasão de Portugal, D.

João VI, incentivado pela Inglaterra, ordenou a invasão da Guiana Francesa em 1809, local que foi dominado pelos portugueses até 1817.

Outra grande disputa ocorreu no sul pela posse da Cisplatina, oficialmente invadida em 1811.

A partir de 1815, como resposta à pressão que sofria dos países membros do Congresso de Viena, D. João VI elevou o Brasil para a condição de reino, assim, foi formado o Reino de Portugal, do Brasil e Algarves. D. João VI sofria pressão ainda para retornar para Portugal, uma vez que as turbulências do período napoleônico haviam sido finalizadas.

Por fim, o retorno do rei português para Portugal aconteceu como consequência dos eventos da Revolução Liberal do Porto. As cortes portuguesas iniciaram uma série de mudanças de caráter liberal em Portugal a partir de 1820 e exigiram o retorno imediato do rei D. João VI para Lisboa.

O rei, temendo perder o trono português, regressou para Lisboa, deixando seu filho, Pedro, como regente do Brasil.

As medidas tomadas pelas cortes portugueses e as pressões que foram realizadas depois sobre Pedro de Alcântara levaram-no a conduzir o processo de independência do Brasil.

|1| FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2013, p. 105. |2| Idem, p. 109 |3| SKIDMORE, Thomas E. Uma História do Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1998, p. 59.

*Créditos da imagem: StockPhotosArt e Shutterstock

Publicado por: Daniel Neves Silva

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