O Que Se Pode Usar Como Lubrificante?

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  • Não é segredo para ninguém: o sexo oferece inúmeros benefícios à saúde do homem e da mulher, além de ser fator importante para fortalecer a união entre o casal.
  • “O sexo melhora a autoestima; reduz a tensão; alivia o estresse; melhora a circulação sanguínea; faz bem para o coração; ajuda a melhorar o relacionamento a dois; fortalece os músculos da região pélvica; ajuda a fortalecer o sistema imunológico contra gripes e resfriados; ajuda a queimar calorias; faz bem para a pele; melhora a circulação sanguínea; libera sensações prazerosas e relaxantes e é um analgésico natural no alívio da dor de cabeça”, destaca Keila Oliveira, psicóloga, sexóloga e terapeuta sexual.
  • E é exatamente pensando em usufruir de todos esses benefícios e maximizar o prazer que muita gente conta com a ajuda de lubrificantes íntimos.
  • Um estudo da Universidade Indiana, realizado em 2009, por exemplo, apontou que as mulheres que usaram lubrificantes durante a atividade sexual tiveram um sexo mais prazeroso e satisfatório.

Keila Oliveira explica que o lubrificante íntimo é utilizado para fins sexuais normalmente quando a lubrificação natural é deficiente ou inexistente. Seu uso diminui o atrito e evita lesões ou ardências durante a fricção do ato sexual. Com isso, naturalmente, o sexo torna-se mais agradável para o casal.

Porém, é verdade que o uso de lubrificantes íntimos ainda gera muitas dúvidas entre homens e mulheres. Quais são os diferentes tipos de produtos existentes? Como escolher um bom lubrificante íntimo? Essas são apenas algumas das dúvidas. Mas abaixo você confere as respostas para essas e outras questões sobre o assunto.

Diferentes tipos de lubrificantes íntimos

Atualmente, existem diversos tipos de lubrificantes, de acordo com a substância principal usada em sua formulação. Os principais são:

  • Lubrificantes à base de água: são hipoalergênicos (não causam alergias), não reagem com o látex da camisinha, não mancham tecidos e são fáceis de ser encontrados à venda. Porém, são menos espessos do que os outros lubrificantes íntimos.
  • Lubrificantes à base de silicone: não reagem com o látex. Entretanto, limpá-lo da pele é mais difícil (se comparado à limpeza dos lubrificantes à base de água) e, em algumas pessoas, a composição pode causar alergias.
  • Lubrificantes à base de óleo ou petróleo: são mais espessos que os lubrificantes à base de água e silicone. Por outro lado, são contraindicados, pois podem reagir com o material da camisinha e causar seu rompimento. Atualmente, estão praticamente extintos do mercado.

“Os fabricantes de lubrificantes íntimos oferecem hoje uma gama de produtos diversificados com fins um pouco específicos. Tem gel que esquenta, que esfria, lubrificantes com analgésicos, com cheiros e gostos diferentes etc.”, acrescenta a sexóloga Keila.

Quando usar lubrificante íntimo?

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O uso de lubrificante íntimo é mais indicado quando a lubrificação natural é inexistente ou ineficiente. E vários são os motivos para essa ausência ou deficiência, conforme explica a terapeuta sexual Keila.

“Na mulher, a lubrificação vaginal equivale à ereção no homem, significa que ela está excitada o suficiente e pronta para o ato sexual. No entanto, há alguns motivos para que essa lubrificação falte ou se torne insuficiente.

Via de regra não significa que ela não esteja com vontade de fazer sexo”, diz.

Ainda de acordo com Keila Oliveira, as mulheres demoram um pouco mais para se excitar do que os homens. “Estima-se que eles demorem 2 ou 3 minutos para ficarem com o pênis ereto, enquanto as mulheres podem demorar cerca de 15 a 20 minutos para atingir a excitação. Por isso é superimportante investir bastante nas preliminares para que esse momento chegue espontaneamente”, explica.

“O grande problema é que muitos homens sentem-se muito angustiados e fazem uma relação direta entre a lubrificação vaginal e o desejo sexual das mulheres, que via de regra podem não ser condizentes com o real desejo feminino”, comenta a terapeuta sexual Keila.

Ou seja, muitas vezes, o parceiro acaba achando que a mulher precisa usar o lubrificante pois não está excitada o suficiente, não está com vontade de fazer sexo com ele.

Conforme destaca Keila Oliveira, ao longo do tempo, as mulheres vão perdendo sua capacidade de lubrificar naturalmente, podendo chegar ao ápice na menopausa. “O uso de anticoncepcionais também pode afetar a lubrificação vaginal, bem como outras alterações hormonais. Estresse e ausência de preliminares podem ser outros motivos para o problema”, comenta.

Então, quando essa lubrificação não está adequada, é o momento de lançar mão com o uso dos lubrificantes íntimos. “Seu uso é muito importante nesses casos para evitar que as mulheres sintam dores, ardências ou possam inflamar o canal da vagina”, destaca a sexóloga.

Existe, inclusive, um programa no SUS (Sistema Único de Saúde) que oferece a distribuição gratuita de lubrificantes íntimos à base de água para as mulheres na menopausa.

“Isso é ótimo, pois educa e estimula as mulheres e até os homens nesta fase da vida a terem uma vida sexual saudável e sem desconfortos.

Proporciona o pensamento coletivo de que sexo é saudável, de que é importante e de que não é na entrada da maturidade que ele deve ser deixado de lado”, acrescenta a terapeuta sexual Keila.

Benefícios do lubrificante íntimo

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Como o uso de lubrificantes diminui o atrito e, consequentemente a dor e a ardência, seu uso proporciona que o sexo seja feito de forma mais prazerosa, com mais relaxamento e sem dificuldades.

Keila Oliveira destaca ainda que, atualmente, são produzidos alguns lubrificantes íntimos comestíveis, com sabores e essências aromáticas, que podem favorecer o sexo oral para aquelas pessoas que têm problemas com o cheiro e o gosto peculiar dos órgãos genitais.

” É uma boa dica para aquelas pessoas que gostariam de investir mais nessa prática, mas que veem os genitais como mal cheirosos.

Independente do objetivo, esse tipo de lubrificante estimula a criatividade e pode incentivar o casal a sair da rotina, experimentando gostos diversos”, acrescenta.

Pode ser perigoso usar lubrificante íntimo?

Keila Oliveira explica que algumas pessoas podem sentir maior sensibilidade, terem propensão a desenvolver alergias ou outros problemas dermatológicos, por isso o uso de lubrificante íntimo deve ser criterioso e levar em conta os diversos tipos de pele.

“O perigo maior é que, dependendo da composição do lubrificante, há riscos de reagir com o látex – que é o material utilizado na fabricação da camisinha – e, desta forma, acabar rompendo o preservativo. Uma vez que a camisinha se rompe ou estoura, ela deixa de prevenir contra DST e Aids e contra uma gravidez não planejada”, destaca a terapeuta sexual Keila.

Como escolher o lubrificante íntimo ideal

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Abaixo você confere dicas que vão ajudá-la na hora da compra do lubrificante íntimo:

  • Prefira um lubrificante à base de água. De acordo com Keila Oliveira, esse tipo de produto é o mais indicado, pois sua composição é hipoalergênica (não causa alergias) e não reage com o látex da camisinha.
  • Lubrificantes à base de silicone também são uma boa opção. Segundo Keila Oliveira, os lubrificantes à base de silicone são os mais modernos e também são muito indicados, pois não reagem com o látex. Porém, se a pessoa tiver reação alérgica a ele, deve-se optar pelo produto à base de água.
  • Evite os lubrificantes à base de óleos minerais ou vegetais. De acordo com a sexóloga Keila, eles são contraindicados pois podem reagir com o material da camisinha e causar seu rompimento.
  • Fuja dos lubrificantes com anestésicos. A sexóloga Keila explica que o uso desse tipo de produto é altamente contraindicado, pois ele pode camuflar lesões que possam aparecer na hora do ato sexual e ser muito perigoso para a saúde dos genitais.
  • Experimente os lubrificantes íntimos comestíveis. Segundo Keila, esse tipo de lubrificante pode ser uma boa alternativa para casais que querem investir mais no sexo oral experimentando diferentes sabores e essências.
  • Nunca compre um produto que não seja específico para a região genital. Não utilize outras substâncias, como, por exemplo, creme, gel etc., que não sejam de uso específico para a região genital.
  • Converse com um especialista. Se está interessada em comprar um lubrificante íntimo, mas ainda se sente insegura em relação à escolha do produto, converse com seu ginecologista que pode ajudar dando boas orientações.

Lubrificante caseiro: vale a pena usar?

Será que uma mulher pode fazer seu próprio lubrificante caseiro, usando, por exemplo, óleo de coco, entre outros óleos caseiros?

Na opinião da sexóloga Keila isso não é recomendável. “Os lubrificantes íntimos atualmente são tão fáceis de encontrar em farmácias e até em supermercados, pela internet, no delivery, e tão baratos, que nem vale a pena investir em produtos que possam ser inadequados, ou que possam causar alergias ou outros problemas dermatológicos”, destaca.

“Até a própria saliva ou mesmo água podem ajudar e incentivar a mulher com a sua lubrificação natural”, acrescenta a profissional.

Lubrificante íntimo x sexo anal

Keila Oliveira destaca que o lubrificante íntimo não só pode como deve ser utilizado para o sexo anal.

“O ânus é incapaz de produzir lubrificação natural adequada para o sexo. E por se tratar de uma região extremamente vascularizada, onde o risco de sangramento é alto e o atrito com o pênis pode ocasionar fissuras, o uso de lubrificantes é altamente indicado, para que não haja lesões nem sangramentos”, explica a sexóloga.

Onde comprar lubrificantes íntimos

Na galeria abaixo você confere alguns exemplos de lubrificantes íntimos que são facilmente encontrados à venda:

O Que Se Pode Usar Como Lubrificante?

Gel Lubrificante Íntimo Jontex por R$12,20 na Netfarma

O Que Se Pode Usar Como Lubrificante?

Gel Lubrificante Íntimo KY por R$19 na Netfarma

O Que Se Pode Usar Como Lubrificante?

Gel Lubrificante Íntimo Olla Ice por R$9,90 00 na Ultrafarma

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Lubrificante Íntimo Prudence Morango por R$17,69 na Online Farmácia

O Que Se Pode Usar Como Lubrificante?

Gel Lubrificante Íntimo Vagisil por R$15,20 na Netfarma

O Que Se Pode Usar Como Lubrificante?

Viatop Gel Lubrificante Íntimo por R$21,16 na Panvel

Lubrificante íntimo K-med hot por R$4,00 na Ultrafarma

Agora você já tem boas informações sobre os lubrificantes íntimos e orientações para escolher um bom produto. Prefira aqueles à base de água, evitando assim o risco de alergias e de romper o látex da camisinha.

Como escolher um lubrificante íntimo

Este artigo está disponível também em: English, español

*Tradução: Juliana Secchi

O lubrificante íntimo (lubrificante) pode ser usado para ajudar a tornar as práticas sexuais—como sexo, masturbação, ou uso de brinquedos sexuais—mais prazerosos. Os lubrificantes servem para reduzir o atrito entre a sua pele e a pessoa/objeto/ou parte do corpo que você está usando, o que pode eliminar irritação, dor e fricção desconfortável.

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Por que usar lubrificante?

Por que não usar lubrificante? Lubrificante é ótimo! Usar lubrificante não deve ser motivo para sentir vergonha—pode ser um ótimo complemento para sua experiência sexual. Você não deveria sentir vergonha de usar lubrificante. Muitas pessoas que produzem fluidos vaginais em abundância ainda assim optam por usar lubrificante para aumentar o prazer sexual.

Cerca de metade das mulheres na pós-menopausa tende a notar maior secura vaginal e desconforto ao fazer sexo (1,2). Após a menopausa, a área geniturinária (incluindo a vagina e a vulva) pode mudar e atrofiar devido à diminuição dos níveis de estrogênio.

Sem os níveis mais altos de estrogênio, esses tecidos se tornam mais finos, menos flexíveis, recebem menos fluxo sanguíneo e há menor produção de fluidos vaginais naturais (1).

O uso de um lubrificante ajuda a diminuir o desconforto do sexo quando se tem secura vaginal, mas não evita o problema da atrofia do tecido vaginal.

Algumas pessoas podem apresentar secura vaginal, o que pode causar desconforto ou dor durante a relação sexual. Cada pessoa é diferente.

Pessoas que estão amamentando, que estão tomando medicamentos (incluindo anti-histamínicos e antidepressivos), que tiveram câncer de mama e pessoas com síndrome de Sjogren também podem apresentar secura vaginal (2). Nessas situações, um lubrificante pode ajudar.

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Lubrificantes produzidos pelo seu corpo

Existem muitos fluidos produzidos pelo seu corpo que podem atuar como lubrificação, muitos dos quais dependem de que fase você está no seu ciclo:

  • O sangue menstrual pode ser usado como lubrificante para masturbação ou sexo no início do seu ciclo.
  • O muco cervical, principalmente em torno da da ovulação, proporcionará um deslizamento mais escorregadio (apenas lembre-se de que praticar sexo heterossexual desprotegido no período da ovulação tem maior chance de gravidez).
  • Fluido vaginal e de excitação está presente durante todo o mês para ajudar a umedecer e lubrificar a vagina. Certifique-se de reservar tempo suficiente para as preliminares, para permitir que a sua excitação produza fluidos suficientes.
  • A saliva também pode ser usada como lubrificante. Usar sua própria saliva para se masturbar pode inclusive proteger o desenvolvimento da candidíase (3). Os pesquisadores acreditam que isso seja devido a algumas das bactérias protetoras e propriedades antifúngicas encontradas na saliva, além de uma falta de resposta imune contra seus próprios fluidos. Já ao contrário, receber sexo oral na vulva pode realmente aumentar suas chances de contrair uma infecção por candidíase (3).

Como escolher um lubrificante

Lubrificantes a base de água é asua aposta mais segura para começar. Pode ser usado para todas as suas necessidades sexuais: sexo por penetração, masturbação e uso de brinquedos sexuais.

Os lubrificantes à base de água também são ideais para pessoas com pele sensível ou irritação vaginal e podem ser usados ​​com preservativos e brinquedos sexuais (4).

Eles também são muito fáceis de limpar de lençóis e roupas e não deixam manchas.

Mas os lubrificantes à base de água têm algumas desvantagens. Eles não são bons para brincadeiras na água/sexo no chuveiro, pois eles simplesmente serão lavados com a água. Além disso, os lubrificantes à base de água tendem a ficar pegajosos e precisam de reaplicação frequente. Então, se você planeja ter uma maratona sexual, podemos sugerir outro tipo de lubrificação?

Lubrificantes à base de silicone são escorregadios, duram bastante e são ideias para práticas longas (4). Requer aplicação de quantidade menor de lubrificante e precisa ser reaplicado com menor frequência. Os lubrificantes à base de silicone também são ótimos para sexo ou masturbação no chuveiro, pois não são lavados com tanta facilidade.

O problema é que os lubrificantes à base de silicone são um pouco mais chatos para lavar, pois depois você precisará de água e sabão para remover. Às vezes, lubrificantes à base de silicone também podem manchar os lençóis.

(Dica de cuidado: nunca derrame uma garrafa de lubrificante à base de silicone em pisos de madeira—o piso ficará manchado e escorregadio por meses.)

Lubrificantes à base de silicone não devem ser usados ​​com brinquedos sexuais à base de silicone, pois podem danificar a borracha com o tempo. No entanto, isso não significa que todos os brinquedos sexuais sejam incompatíveis com lubrificantes à base de silicone—existem muitos brinquedos feitos de outros materiais, como plástico rígido, vidro e aço.

O lubrificante à base de óleo também proporciona uma sensação escorregadia que dura mais tempo que o lubrificante à base de água. Esses lubrificantes são ideais para masturbação (com as mãos ou brinquedos), sexo desprotegido por penetração e brincadeiras na água. Lubrificantes à base de óleo também podem ser usados ​​para uma massagem sensual.

Lubrificantes à base de óleo (ou quaisquer outros produtos derivados do petróleo, como vaselina ou óleo mineral) não devem ser usados ​​com preservativos de látex pois podem dissolver o látex do preservativo e fazer com que se rompam (4).

Os diafragmas de látex e os brinquedos sexuais de látex também não devem ser usados com lubrificantes à base de óleo. Os preservativos sem látex (como os feitos de poli-isopreno) também são sensíveis aos lubrificantes íntimos à base de óleo.

Dessa forma, verifique a embalagem antes de usar (5).

Outra desvantagem dos lubrificantes à base de óleo é que eles podem ser mais difíceis de limpar dos lençóis e do corpo.

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Lubrificantes para sexo anal

A lubrificação íntima é recomendada para o sexo anal uma vez que o canal anal não produz fluidos que facilitem a penetração. Além disso, o esfíncter muscular apertado na entrada do ânus oferece muito mais resistência do que a vagina, que é cheia de dobras e tecido elástico.

O uso de um lubrificante pessoal também pode tornar o sexo anal mais seguro.

O uso de um lubrificante à base de água diminui as chances de rompimento do preservativo durante o sexo anal, ao contrário dos lubrificantes à base de óleo ou saliva, que aumentam as chances de rompimento do preservativo durante o sexo (6).

As chances de o preservativo sair durante o sexo anal também estão relacionadas à lubrificação. Aplicar lubrificação na parte externa do preservativo pode diminuir as chances de que escape, enquanto a aplicação de lubrificante na parte interna do preservativo pode aumentar as chances de isso acontecer (6).

É bom saber antes de comprar..

Em geral, evite qualquer lubrificante que contenha sabores artificiais, cores, açúcares, óleos essenciais, aditivos adicionais ou glicerina— você nunca sabe como seu corpo reagirá a esses aditivos.

Especialmente se for a sua primeira vez usando um lubrificante íntimo—alguns desses recursos extras, como “aquecimento” ou “formigamento”, podem ser mais impressionantes do que o esperado. Além disso, apenas porque um produto é “natural” não significa necessariamente que seja melhor para você.

Verifique a lista de componentes, leia as opiniões dos produtos ou vá a uma loja de brinquedos sexuais e pergunte.

Glicerina ou glicerol é um álcool de açúcar que às vezes é usado em lubrificantes. Ainda não se sabe ao certo se existe uma ligação entre lubrificantes contendo glicerina/glicerol e a saúde das bactérias na vagina.

Algumas evidências sugerem que os lubrificantes que contêm glicerina podem aumentar as chances de infecções vaginais, enquanto outros realmente acreditam que a glicerina não faz diferença para a microflora da vagina (7,8).

Mais pesquisa se faz necessária sobre o assunto.

Às vezes, uma grande quantidade de gliceróis (e outros compostos similares) são usados ​​em lubrificantes para proporcionar propriedades especiais, como sensações de aquecimento ou um deslizamento a mais (5).

Um lubrificante com alta concentração de gliceróis pode realmente trazer um efeito negativo nos tecidos anal e vaginal, causando danos e desidratação a esses tecidos (9-11).

Esse dano ao tecido não é apenas desconfortável, como também pode aumentar o risco de transmissão de ISTs (5).

Ao escolher um lubrificante à base de água, tente escolher um que apresente a acidez de uma vagina saudável—pH em torno de 3,8 a 4,5—para evitar aumento do risco de vaginose bacteriana (5). O ânus tem um nível de acidez mais neutro (pH 5,5 a 7), portanto procure escolher um lubrificante adequado aqui também (5).

Alguns lubrificantes também podem conter espermicidas químicos, mas esses podem causar irritação na vagina e, portanto, não são recomendados (5). Se você está tentando engravidar e está usando lubrificante, certifique-se de comprar um que seja específico para esse objetivo, pois alguns lubrificantes podem diminuir a motilidade espermática.

Sexo doloroso: um alerta

Se o sexo é doloroso para você, aumentar a lubrificação nem sempre é a resposta. Muitas doenças ou infecções podem apresentar sintomas de dor durante a relação sexual, principalmente no sexo vaginal. Isso inclui doenças de pele, inflamação, infecções, alterações hormonais, trauma e muitas outras (4). Se você sentir dores recorrentes ou que pioram durante o sexo, consulte seu médico.

O Que Se Pode Usar Como Lubrificante?Oi, eu sou a Steph! Enviaremos histórias educativas e curiosas sobre saúde feminina, além de compartilhar dicas e truques para você aproveitar o Clue app ao máximo!

Sexo molhadinho: conheça opção natural e acessível de lubrificante íntimo

Existe no mercado uma tendência em que os consumidores estão procurando alternativas cada vez mais naturais para os produtos consumidos. Depois das comidas, dos cosméticos e até mesmo dos itens de limpeza, ganha destaque os artigos de higiene e também o lubrificante íntimo.

E se engana quem pensa que se trata de algum ingrediente inacessível. A opção natural para deixar o sexo mais “molhadinho” está em uma prateleira próxima – o óleo de coco.

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De acordo com a ginecologista Fabiana Ardeo, o óleo de coco pode ser usado não só na vagina como também no ânus. “Esse produto pode ser usado em qualquer superfície perianal. Entre suas vantagens, ele não possui aditivos químicos, é barato, acessível e não possui contraindicação”, explica.

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A única especificação que deve ser observada no óleo de coco para o uso íntimo é se ele é extravirgem. Segundo Fabiana, este é o tipo mais indicado. “O processo de fabricação do extravirgem envolve a prensa do sumo do coco, o que preserva suas propriedades essenciais”, diz.

Outra vantagem do óleo é que ele pode ser usado embaixo d’água. “Tá, mas o que tem?”. Geralmente, os lubrificantes íntimos mais recomendados são os à base d’água, por serem menos alergênicos. Mas em situações em que há água, como uma banheira ou piscina, por exemplo, ele se dissolve. “Nesses casos o óleo de coco vai durar mais tempo e garantir o prazer submerso”, indica.

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Além de proporcionar prazer, o ingrediente pode também trazer alguns benefícios para a saúde íntima feminina. “Ele possui ácido láurico e ácido caprílico que possuem propriedades bactericidas, antifúngicas e calmantes. Além de promover lubrificação da área genital ele equilibra o pH e diminui a ocorrência de candidíases e vaginoses”, aponta a médica.

Sozinho(a) também pode

A médica lembra que o óleo de coco não é eficiente para deixar só o sexo mais gostoso, mas também a masturbação. Da mesma forma que é usado para a penetração do pênis, pode funcionar para os dedos, por exemplo.

Contudo quando se trata de sex toys, Fabiana faz um alerta: nada de usar o óleo com brinquedos feitos à base de látex. “Com o tempo, esse material pode ser degradado pelo óleo”, explica.

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Óleo de coco + camisinha?

Como nem tudo são flores, o óleo de coco como lubrificante pode não ser uma boa ideia para o sexo casual. Isso porque, seguindo o mesmo exemplo de alguns tipos de sex toys, os preservativos são feitos de látex, e podem ser dissolvidos com o óleo, aumentando as chances de rompimento.

Mas fica a dica: isso não é exclusividade do óleo de coco. “Nenhum lubrificante à base de óleo deve ser usado junto com preservativos de látex, nem mesmo os industrializados. As camisinhas sem látex, como as feitas com poli-isopreno, também são sensíveis aos lubrificantes à base de óleo. Verifique sempre a embalagem antes de usar”, indica a especialista.

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Como usar lubrificante? Veja diferentes tipos e dicas de especialista | Amor e Sexo | iG

De acordo com um levantamento realizado pela Vagisil, a cada quatro mulheres, três sofrem de problemas como dor durante o sexo e outros desconfortos na região íntima.

O principal fator que causa incômodos durante o sexo é a falta de lubrificação natural íntima.

O que muitas mulheres não sabem é que há uma solução para isso mais simples do que se imagina: lubrificação artificial. Mas, como usar lubrificante?

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Saber como usar lubrificante pode ser um grande aliado na hora de ter mais prazer durante a masturbação ou relação sexual

Seja para a masturbação ou para a penetração, os lubrificantes íntimos são produtos eróticos interessantes para dar uma ajuda quando a lubrificação natural não é tão boa.

Além de facilitar o ato sexual em si, há uma variedade de produtos que causam diferentes sensações, como quente, frio e até vibração.

Por isso, saber como usar lubrificante
pode ser uma grande vantagem para sentir mais prazer.

Entre os mais procurados produtos eróticos, os lubrificantes vaginais e anais são uma ótima ferramenta para quem quer apimentar a relação, aumentar a libido e vivenciar novas sensações, seja durante a masturbação ou no sexo a dois.

Como usar lubrificante?

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Como usar lubrificante? Você pode usar o produto para ajudar durante a masturbação ou penetração vaginal e anal

O lubrificante
é um produto que faz com que a experiência sexual seja mais confortável. Com ele, o pênis ou o vibrador desliza mais facilmente e o atrito com a vagina é menor, proporcionando uma sensação de prazer ainda maior. Além disso, a masturbação também se torna mais fácil e a mulher sente mais conforto ao se tocar.

A princípio, a forma como o lubrificante será usado vai mudar conforme a prática sexual. Essa variação vai de acordo com combinação entre a prática e a base do produto, seja ela água, óleo ou silicone.

Pensando na hora do sexo, é sempre interessante fazer brincadeiras e preliminares para que os envolvidos fiquem bastante excitados para a relação sexual em si. Nesse momento, o lubrificante pode ser um aliado dos casais. A dica aqui é estimular as áreas erógenas, como os seios, para proporcionar ainda mais prazer. Além disso, o produto também é indicado para a massagem tântrica.

Para quem gosta de se masturbar com as mãos, é indicado aplicar algumas gotinhas do produto na ponta dos dedos e começa a tocar o clitóris. Isso vai fazer com que a mulher sinta o toque mais suave e delicado, conseguindo atingir novos níveis de prazer. Já para aquelas que preferem o vibrador, o uso do lubrificante não é apenas prazeroso, como também muito indicado.

Além disso, o produto é fundamental para quem quer se aventurar no sexo anal. Afinal, diferente da vagina, a região não possui lubrificação íntima
natural. Nesse caso, o lubrificante é essencial para que a prática aconteça de forma prazerosa e sem dor.

Tipos de lubrificante e para que serve cada um deles?

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Saber como usar lubrificante é interessante para deixar a prática do sexo a dois ou da masturbação mais confortável

Abaixo listamos os principais tipos de lubrificantes disponíveis no mercado e suas funcionalidades. Assim, fica mais fácil saber como usar lubrificante e qual você deve comprar:

O lubrificante a base de água é o mais comum e o mais indicado. De acordo com Julio Cavadas, especialista em produtos eróticos da Innuendo, dificilmente ele vai causar algum tipo de alergia e ele é o único indicado para a relação sexual com preservativo, já que não há interferência entre a composição da camisinha e da água.

Existem diferentes tipos de lubrificantes a base de água, o que vai mudar entre eles é a textura. O profissional explica que alguns têm a absorção mais rápida, pensados para as mulheres que não gostam da sensação de que estão usando algo pegajoso e artificial durante o ato. Já outro, tem uma viscosidade maior para tentar imitar a lubrificação natural da mulher.

Julio explica que os lubrificantes de silicones são para a masturbação. Com um toque aveludado, ele não perde a viscosidade, portanto, não é preciso ficar repondo o produto – diferente do lubrificante a base de água. Isso acontece porque o silicone cria uma espécie de película no órgão, impedindo de perder a lubrificação.

Alguns cuidados são necessários em relação ao uso desse produto. O uso combinado com a camisinha não é indicado, já que ele reage com o preservativo, ressecando e podendo estourar. Além disso, não pode ser colocado na boca, e dildos de borracha ou de silicone não podem ser usados com ele, pois há uma reação e o brinquedo é estragado.

Você pode usar esses lubrificantes com dildos de vidro e plugs anais de metal. Outro ponto interessante é que ele facilita a penetração na água. Porém, mais uma vez, é preciso ter cuidado, afinal, a camisinha é sempre indicada para a penetração.

Segundo Julio, há também os lubrificantes excitantes que esquentam, pulsam e vibram e até causam pequenos choques, proporcionando ainda mais prazer e facilitando o orgasmo. Entre eles, há um específico para a prática de sexo anal. “O excitante anal tem um leve mentolado que vai ajudar no relaxamento do ânus para a penetração”, explica o profissional.

Feito a base de óleo, o lubrificante excitante anal tem a mesma textura do silicone. O diferencial está no fato de que pode ser usado com a camisinha, já que não resseca o preservativo. Além disso, é beijável e pode ser usado tanto por mulheres quanto por homens.

Há também os lubrificantes sensibilizantes. Entre eles, existe um específico para a prática de garganta profunda, que vai sensibilizar a região e facilitar o sexo oral. Também existem aqueles que vão gelar e proporcionar uma sensação de “Halls preta” durante o sexo oral.  

Além disso, existem os sensibilizantes anais que servem para amenizar a dor do começo da prática da penetração anal.

Por fim, há no mercado os géis vibratórios que causam a sensação se vibração no órgão sexual. Também existem os géis eletrizantes que fazem com que a pessoa sinta que está tomando um choque. Para saber se gosta da sensação, Julio recomenda experimentar passando na boca. “No órgão sexual a sensação será de duas a três vezes mais forte”, fala.

Agora que você já aprendeu como usar lubrificante
, é hora de escolher os que mais combinam com os seus desejos na hora do sexo e levá-los para a cama para vivenciar uma nova experiência sexual.

Leia tudo sobre:

10 respostas sobre lubrificantes íntimos para turbinar o prazer

Os lubrificantes íntimos podem ajudar o casal a ter mais intimidade e tornar a relação sexual muito mais prazerosa e confortável. Para acabar com as dúvidas sobre o assunto, selecionamos dez das principais perguntas sobre o produto e as fizemos à psicóloga e sexóloga do site de encontros C-date, Carla Cecarello. Vem ver a opinião da especialista e confira algumas de suas dicas!

1 – Quando é necessário usar lubrificante?

Os lubrificantes sem hormônios, à base de água, devem ser utilizados quando a mulher não tem muita lubrificação natural ou está lidando com questões como diabetes, colesterol ou menopausa, que podem alterar esse fator.

Existem casos em que a mulher não tem lubrificação porque a relação é muito pobre, sem preliminares, então, muitas usam para auxiliar nesse sentido. O produto também é utilizado no sexo anal, já que o ânus não tem lubrificação natural.

Aquelas versões com hormônio, por sua vez, são usadas para fazer reposição em mulheres no período da menopausa.

2 – Quais os riscos do sexo com pouca lubrificação?

Quando a vagina está sem lubrificação e recebe a penetração do pênis, ele tem que forçar a entrada, já que não acontece um deslizamento. Então, algumas mulheres podem sofrer com assaduras, fissuras, cortes e machucados. Por isso, para que haja esse deslizamento e exista a sensação de prazer esperada pela mulher, a lubrificação é essencial.

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3 – Quais as principais vantagens dos lubrificantes à base de água em relação aos de silicone, óleo e petróleo?

Para a prática de sexo anal e vaginal, são recomendados lubrificantes à base de água.

Hoje, existem alguns produtos que contêm substâncias fitoterápicas e estão sendo vendidos, principalmente em sex shop, para sexo anal.

Elas auxiliam na melhor cicatrização, já que o ânus fica dilatado, à medida que é feita essa penetração. Então, o lubrificante se torna importante para a penetração, hidratação e cicatrização da região.

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4 – O uso de lubrificantes à base de óleo ou silicone pode prejudicar a eficácia do preservativo de látex?

Apesar de não acontecer necessariamente em toda relação, isso pode, sim, ocorrer e ser prejudicial. Dessa forma, o mais indicado é o uso de lubrificantes à base de água.

5 – Existe alguma contraindicação no que diz respeito aos lubrificantes? Eles podem, por exemplo, dar alergia?

Sim, especialmente os que não são à base de água. Se já existem lubrificantes à base de água, por que usar os outros, que são tão agressivos ao organismo? Não tem necessidade.

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6 – O uso de lubrificantes com anestésicos pode ser prejudicial?

Lubrificante com anestésico? Nem pensar! Ninguém vai sentir nada durante a relação e isso é muito prejudicial, porque a pessoa perde a noção da intensidade das coisas.

Então, podem rolar penetrações muito agressivas, justamente porque ninguém estará sentindo direito.

Se a pessoa tem algum problema durante a prática sexual, ela precisa verificar o que realmente está acontecendo, mesmo porque não é normal sentir dor durante o ato.

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7 – Quais as principais diferenças entre o lubrificante e o gel sensual?

O lubrificante, como a palavra já diz, serve para lubrificar a região e, portanto, provocar o deslizamento do pênis, de uma maneira mais confortável para ambos. No caso do gel sensual, ele é utilizado para erotizar a situação como um todo, não para lubrificar. Além disso, o gel pode ser utilizado no corpo inteiro e não só na região genital.

O Que Se Pode Usar Como Lubrificante?

8 – Quais as diferenças entres os produtos comestíveis e beijáveis?

Nenhuma! Na verdade, não se pode colocar nas embalagens desses produtos que eles são comestíveis, por causa de sindicatos e conselhos. Se fossem colocados como comestíveis, entrariam na parte alimentícia da vigilância sanitária. Classificados como beijáveis, eles ficam mais ligados a essa parte cosmética e dermatológica.

9 – De que maneira o uso de lubrificantes e géis pode aumentar a intimidade entre o casal?

Eles podem melhorar a intimidade porque, com isso, o casal pode passar o produto um no outro, aumentando a sensação do toque. Eles podem sensualizar com massagens e buscar o estímulo do parceiro.

Isso aumenta o grau de intimidade, já que o par passa a conversar mais, brincar e, às vezes, falar palavras mais picantes.

Além disso, também cria certa cumplicidade, já que ambos passam a entender a necessidade do outro.

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10 – Quando o lubrificante pode ser usado além do sexo, no dia a dia da mulher?

Não acho que deve ser utilizado no dia a dia, porque pode tornar a região íntima muito úmida e abafada, o que também pode aumentar o risco de desenvolvimento de fungos e candidíase.

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5 substitutos de lubrificante íntimo que você nunca deveria usar – ISTOÉ Independente

Ah, lubrificante. Essa ferramenta escorregadia é incrível quando você quer elevar o orgasmo ou quando você está uma situação seca lá embaixo e precisa de uma solução rápida. Por isso, é natural que às vezes você acabe buscando por substitutos quando percebe que o produto não está à mão na hora H.

Contudo, alguns especialistas garantem que você deveria pensar duas vezes antes de usar qualquer opção diferente ao lubrificante. “Mesmo substâncias escorregadias aparentemente inofensivas podem conter alérgenos, deteriorar sua pele ou interferir com a eficácia dos preservativos”, diz Maureen Whelihan, ginecologista e obstetra do Center for Sexual Health and Education (EUA).

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Abaixo você confere uma lista detalhada de substitutos de lubrificante “naturais” que você deve evitar.

1. Óleo de bebê

“Não só pode anular a eficácia de um preservativo, mas usar óleo de bebê em sua vagina pode aumentar o risco de desenvolver uma infecção por fungos”, aponta Streicher. Um estudo publicado na revista Obstetrics and Gynecology, inclusive, descobriu uma ligação entre o uso intravaginal de óleo de bebê e a colonização de espécies de Candida, o que pode levar a uma infecção por fungos.

2. Gordura vegetal

Uma vez que este produto de cozinha é à base de óleo, ele não é compatível com preservativo.

“Além disso, é um lubrificante terrível”, diz Lauren Streicher, professora associada de obstetrícia clínica e ginecologia da Northwestern University Feinberg School of Medicine (EUA). “Não é tão escorregadio assim.

Para a maioria das mulheres não é eficaz”, diz ela. E como não foi especificamente formulado para uso vaginal, há sempre uma chance de irritar sua vagina.

3. Saliva

Está lá e está molhada, então faz sentido que você considere usá-la como lubrificante. Contudo, Streicher explica que ela não é escorregadia o suficiente para ser um lubrificante eficaz. Então você está apenas perdendo seu tempo (e saliva).

“Além disso, o cuspe facilita a transmissão de DSTs e pode introduzir uma infecção em sua vagina, assim como o sexo oral desprotegido”, ressalta Jason James, diretor médico do FemCare Ob-Gyn, de Miami (EUA).

4. Vaselina

“Parece lubrificante, mas produtos à base de petróleo podem levar à infecção”, diz Whelihan. Um estudo publicado na revista Obstetrics and Gynecology descobriu que mulheres que usaram vaselina como lubrificante tinham duas vezes mais chances de ter vaginose bacteriana do que as não usuárias. E, como outros lubrificantes à base de óleo, pode estourar preservativos.

5. Loções cosméticas

“Há muitos irritantes potenciais em loções – como perfumes, por exemplo – que podem causar inchaço, inchaço e irritação geral lá embaixo”, justifica Whelihan.

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Saiba o que você jamais deve usar como lubrificante na hora do sexo

Para combater o ressecamento vaginal ou facilitar a penetração durante o sexo anal, o lubrificante ajuda a ter transas mais gostosas.

Ele também serve para deixar a masturbação mais confortável –solo ou a dois. Mas lubrificar não significa aplicar qualquer coisa escorregadia para ajudar o pênis a entrar.

Produtos como vaselina ou óleo de bebê podem romper o látex da camisinha e gerar infecções e machucados.

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De acordo com especialistas, a melhor opção são os lubrificantes à base de água, de preferência testados ginecologiamente, hipoalergênicos, sem álcool e sem bactericidas.

Versões do tipo hot ou ice, que esquentam ou esfriam em contato com a pele, ou com aromas artificiais (encontrados em sex shops) devem ser usados com cautela se você tem predisposição a alergias.

Confira, a seguir, coisas que jamais devem substituir um lubrificante de qualidade:

Ele faz maravilhas para a hidratação capilar. No entanto, não deve ser usado como lubrificante sexual. Por ser um óleo, a substância pode estragar o látex da camisinha e deixar os parceiros suscetíveis a DSTs.

Manteiga

Não só a manteiga: não é indicado utilizar produtos comestíveis na região íntima, pois pode causar infecções e alergias.

Na internet é possível achar receitinhas de lubrificantes caseiros à base de azeite de oliva, clara de ovo, aloe vera ou babosa. Reflita: além de você perder o maior tempo preparando a gororoba, ela provavelmente ainda vai ter um cheiro medonho e acabar com o clima na hora H.

Vaselina

Apesar de ser uma substância bastante escorregadia, não é indicada para melhorar a lubrificação íntima, já que a substância é à base de petróleo e pode causar infecções como a vaginose bacteriana.

Além disso, a vaselina também pode interferir na proteção oferecida pelo látex da camisinha.

Além disso, os derivados de petróleo reagem de forma negativa com o látex –material do qual é feita a camisinha–, facilitando a ruptura do preservativo.

Sabonete, xampu ou condicionador

Sexo no chuveiro é uma delícia, mas a água pode dificultar a penetração.

Então, nada melhor do que pegar algum produto que já está à mão e aplicar na vagina ou no ânus para facilitar as coisas, não é mesmo? Claro que não! Esses itens foram fabricados pensando apenas na higiene.

Até mesmo o sabonete líquido íntimo feminino deve ser usado apenas para a limpeza. Xampu, condicionadores e afins podem prejudicar o pH da região. 

Saliva

A saliva é viscosa, mas não é escorregadia o suficiente para substituir lubrificantes artificiais. Pior: facilita a transmissão de doenças.

Creme corporal

Usar hidratantes nas áreas íntimas podem causar inchaço e irritação generalizada, principalmente porque a maioria contém álcool na formulação. E mais: esses cosméticos trazem em sua composição substâncias como perfumes.

Óleos de bebê

OK, a textura é praticamente idêntica à dos lubrificantes vendidos em farmácia. Só que oferecem o risco de danificar o preservativo e estão ligados a infecções. Um estudo publicado pela revista médica norte-americana “Obstetrics and Gynecology” relacionou o uso do produto à presença do fungo causador da candidíase na região íntima feminina.

Fontes: Caroline Alexandra Pereira, ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana e endoscopia ginecológica, da Clínica Viváter, de São Paulo (SP), e Milena Franzano, terapeuta sexual e de casal do Rio de Janeiro (RJ)

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