O Que Nos Faz Ser Como Somos?

O ano de 2020 tem sido um período de muitas mudanças para todos. Vivemos um momento atípico (e histórico) durante a pandemia do coronavírus e temos tentado nos adaptar.

Nesses últimos meses como jornalista vi pessoas que tiveram os sonhos tirados de si por terem investido em uma oportunidade na pior hora possível. Mas também vi muitas pessoas exercendo a criatividade e criando projetos, mesmo durante esta crise. Nisso me surgiu a pergunta:

São nossos projetos realizados? Sonhos concretizados? Metas alcançadas? História de vida? Bem, acredito que a resposta para isso vai da reflexão de cada um, mas gostaria de trazer exemplos positivos de pessoas que se perguntam o mesmo e assim realizam todos os dias.

O Que Nos Faz Ser Como Somos?

A Psicologa Positiva e Master Coach Franciane Péterle oferece seus treinamentos e é sócia de uma empresa de desenvolvimento pessoal.

Por conta do coronavírus, diversos projetos tiveram que ser adiados e eu acompanhei isso de perto. Mas o que me surpreendeu foi como ela foi reativa a tudo isso e logo criou outras formas de atender clientes. Inclusive, ela melhorou seu engajamento com o público, conciliando essa nova agenda criada às pressas, enquanto concilia com a maternidade.

Para quem não sabe, o termo reativo se aplica a pessoas que rapidamente se adaptam em meio as crises. Eu fui chamada de reativa por uma cliente algum tempo atrás e até então não sabia ao que se referia isso e o mais engraçado é que realmente me vi sendo esse perfil.

Segundo o IBC (Instituto brasileiro de Coaching) o perfil reativo é aquele diferente do proativo, é o que espera acontecer algo para só depois agir. Mas eu vejo de outra forma, é aquele que prevê crises e assim quando elas se concretizam já está preparado mentalmente para agir.

A Nutróloga e Gastrônoma Renata Vacco fala muito sobre esse perfil reativo em suas consultorias onde já me disse: “Ao invés de você sofrer por algo que deu errado demasiadamente, procura entender o que deu errado e procura soluções”.

Mas o que o perfil reativo tem haver com o tema principal que é “O que faz ser quem somos?” e a resposta é simples, é simplesmente aceitar ser quem é. Com projetos realizados ou ainda em planejamento, acumulando muitos sonhos ou no processo de entender quem você é. É ter um check-list todo preenchido ou com muitas metas em aberto, tendo assim a sua história de vida.

O Que Nos Faz Ser Como Somos?

Mencionei o perfil ao qual me encaixo, pois ao pesquisar sobre ele vi que todos os resultados eram “Como sair do perfil reativo e se tornar uma pessoa proativa” como se isso fosse algo obrigatório, mas sem perceber que talvez quem esteja nesse perfil simplesmente tenha uma trajetória de vida que o fez ser assim e que essa pessoa pode ser feliz do jeito que é.

Sendo do perfil reativo vi que todos não esperam nada sobre nós e podem ter até um pré-conceito na hora da contratação. Por isso, hoje eu resolvi falar “SIM, EU SOU ALGUÉM REATIVA”, mas ao contrário do que se esperam eu tenho minha própria empresa, atendo perfis de pessoas conhecidas, escrevo colunas como essa e sou professora, tudo o que não se esperam de alguém como eu.

ACEITAÇÃO é a palavra que define tudo que estou passando para vocês por esse texto, ser alguém comunicativo ou alguém introvertido não define sua persona, mas sim sua força para enfrentar desafios que só você conhece. Aceite-se, ame-se e alcance tudo a seu tempo.

Imagem: Pexels

Nós somos aquilo que queremos ser. Enxergamos aquilo que queremos ver

O Que Nos Faz Ser Como Somos?

Dizem que o primeiro casamento é por amor, mas que o segundo é por dinheiro. Dizem também que quem acredita sempre alcança, que aquele que ama não trai, e que filho não segura homem. Dizem que cólica renal dói mais do que a dor parto normal. Dizem que o mundo é dos espertos, que quem não chora não mama. Dizem. E você? Acredita em que?

Eu já acreditei em duende, fada, alma gêmea. Acreditei que o amor e a fidelidade eram uma coisa só, e que o para sempre era eterno. Acreditei em tantas pessoas que não mereciam a minha confiança, meu tempo e minha energia. Por consequência, desacreditei de muita gente honesta, e pensei que a verdade fosse mentira.

Você pode acreditar que a vida é um jogo sujo, um circo no qual você é a marionete. Eu sei, é mais fácil jogar a culpa fora, lançar pela janela, apontar em cima de alguém. Você é apenas um sofredor, um alvo, um saco de pancadas a mercê do destino cruel e sádico.

Você pode desconfiar da sua própria sombra e esbravejar que nada vale o seu esforço, desdizendo aquilo de que “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”. Aliás, você pode tudo; perseguir, manipular, mentir, roubar, matar, e por aí vai.

Mas uma coisa é certa; você também pode amar.

Mas, ora, pense bem se tem cabimento. Não lhe compete poder nenhum de decisão sobre a própria existência? Te faz algum sentido que as outras pessoas escolham a tua forma de pagamento pela vida? Nós somos aquilo que queremos ser.

Enxergamos aquilo que queremos ver. Descrença atrai desesperança. Se acreditamos na maldade e prospectamos força ao fracasso e a penúria, atrairemos desgraça. Portanto, se alguém tem alguma culpa aqui é você, sou eu.

Cada um é responsável por suas próprias ações e sentimentos.

Você já ouviu falar sobre a lei do retorno? É aquela que traz de volta exatamente o que lançamos ao redor. Portanto, se você lança o ódio, prepare-se para recebê-lo de volta. Porque antes da maldade estar no outro, ela está dentro de você.

Hoje, se você me perguntar no que eu acredito, eu te respondo: eu acredito naquilo que me faz bem. Todas as respostas para a minha vida chegam em forma de merecimento. Eu sei que o que eu planto agora vai fazer do meu jardim mais florido lá na frente. Independente das ações que não me competem, eu sei de mim, do que eu semeio e do que eu recebo por direito.

Dizem por aí que aqui se faz e aqui se paga. Dizem tanta coisa… Mas o primordial continuará sendo viver de coração aberto, guiado pelo amor, espalhando sorrisos e distribuindo generosidade. Eu acredito no bem e na força que ele tem. É isso. Por si só.

E você, acredita em que?

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A Língua (ou o que nos faz ser aquilo que somos)

  • A LÍNGUA (OU O QUE NOS FAZ SER AQUILO QUE SOMOS)
  • O Que Nos Faz Ser Como Somos?
  • Rainer Maria Rilke
  • Ednei de Genaro
  • Mestrando pela UFSC (2008)

A língua será sempre des-una, vária – objeto de reconhecimento e usos múltiplos. É por meio da língua que nós produzimos a identificação e buscamos a segurança perante as mil facetas que constituem o nosso ‘eu’. Não à toa, a psicanálise atribuiu a língua como um objeto privilegiado de pesquisa. Ela quer percorrer os problemas linguísticos que uma pessoa atribui a si mesmo.

O psicanalista quer ‘salvar’ o paciente? Ora, nada melhor que  ajudar o paciente a fazer o seu próprio movimento peripatético da vida. Jesus e Aristóteles, o homem do sentimento « bom »e o homem da razão « boa », são os grandes exemplos.

A língua é, antes de tudo, algo que pertence incondicionalmente a cada um, por mais que seja atribuída como valor universal e comunicativo práticos.

Guimarães Rosa bem soube demonstrar a necessidade da conquista subjetiva da linguagem em uma cultura, deixando claro o caráter do esforço para realização e expressão próprias à construção de linguagem.

Em um discurso crítico, ele nos dizia: “Até a nossa ortografia portuguesa não se entende entre si; a nossa escola não é nossa e nada ensina aos outros; estudando os outros, tratamos então de elegantizá-los em nós, e pelas formas alheias destruímos a escultura da nossa natureza, que é a própria forma de todos.

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(…) Sons e perfumes, flores e fulgores, roupagens e adornos, graças e tesouros, são sem dúvida grandes dotes de muitas princesas; porém de poucas será o corpo belo, sadio, forte, e a alma com a dor da humanidade e com a existência do que é eterno.

 Deixemos os mestres da forma – se até os deuses passam ! É em nós mesmos que está nossa divindade. Não é pelo velho mundo atrás que chegaremos à idade de ouro, que está adiante além. (…) Nesta natureza (americana) estão as próprias fontes, grandes e formosas como os seus rios e as suas montanhas; ela à sua imagem modelou a língua dos seus Naturais – e é aí que beberemos a forma do original caráter literário qualquer que seja a língua diferente que falarmos”.

Podemos pensar em um interessante paradoxo que se abre quando defendemos a individuação da língua.

Pois bem: ao afirmar a primordial diferença presença comunicação linguística, não seria impossível a comunicação? Na verdade, o contrário parece ser mais correto concluir, pois caso não houvesse uma individuação diferente em cada pessoa não teríamos porque se comunicar.

Obviamente, não somos, de antemão, programados dentro de um sistema linguísticos como as máquinas. O campo da hermenêutica nasce acreditando nisso. A língua, para os humanos, é algo aberto, motivo de constante encontro com perguntas filosóficas, seja em expressão oral ou escrita.

Assim, a construção real das coisas só pode estar em nós, seguindo a procura individual. O ‘espírito coletivo’ é algo apenas abstrato, que, no entanto, torna-se útil para pensar profundamente o caráter maior de uma cultura.

No meio artístico, por exemplo, é evidente o elo de significações reais daquilo que mantém nossas identidades com o espírito coletivo. O ambiente da linguagem é múltiplo, tanto que as aspirações dos artistas, os engenhos das artes criam expressões infinitas, pois são as demonstrações individuais daquilo que ele captou da cultura.

E o que é esse indivíduo contemporâneo vivendo sob uma linguagem crescentemente tecnificada? A língua, escrita e falada, torna-se submetida, a passos largos, às conformidades dos moldes, programas, métodos, códigos racionalizantes que escapam qualquer autêntica liberdade com a com ela. A crítica da retórica maquinalizante questiona a língua como reduzida a um objeto de secura comunicativa, de rigor plasmado de sofisticação pragmática e de ordem significativa pueril.

Fernando Pessoa compreendeu que a constituição da língua não se torna um objeto, nunca. Ela é, essencialmente, algo cultural e, como tal, não é « simples » comunicação, mas processo de vivenciamento. Ele pensava o quão ingênuo era tratar a língua portuguesa como uma unidade, quando na verdade é síntese de agrupamentos de culturas diversas, européia, moura, árabe.

No entanto, a crença na “racionalidade” perverteu o homem, diria Nietzsche. Negou sua razão sensível. Muitas são hoje as filosofias pervertidas, codificadas em arrogância propositiva.

São tantas formas humanas distantes do poetizar e do filosofar, uma vez que a voz objetiva do homem “vence”.

O homem deixa assim de lado os vastos mundos que compõem os atos múltiplos no sentir as coisas, no nomeá-las, no trazê-las para si – compondo-as a partir do horizonte subjetivo. A poesia é a expressão suprema do caráter inerentemente subjetivo da língua.

Continuaremos, então, dando voz aos poetas. Se os atos originários do falar e do pensar estão pervertidos, talvez a palavras do poeta Rainer Maria Rilke mostre caminhos para sair dos desenganos: “só existe uma jornada: caminhar para dentro de si mesmo”.

A língua é o que nos faz ser o que somos; o que nos expressamos é parte de nós. Drummond, quando indagou a respeito, respondeu com estas singelas e educativas palavras: “Cada escritor é uma linguagem dentro da linguagem comum. Que cada um escolha seu léxico reduzido em meio à variedade de palavras oferecidas à expressão e ao estilo”.

A linguagem como parte orgânica e única do indivíduo.

Portanto, chega-se, do mesmo modo, àquela inspiração de Guimarães Rosa, quando pensa a capacidade infinita do homem pensar e produzir linguagem própria: “O homem é um descobridor; (…) Considero a língua como meu elemento metafísico: escrevo para ser Deus, estou sempre buscando o impossível, o infinito (…).

Sou místico: posso permanecer imóvel durante longo tempo, pensando em algum problema e esperar. (…) Nós, sertanejos, somos tipos especulativos, a quem o simples fato de meditar causa prazer. (…) Os livros nascem quando a pessoa pensa.

(…) Faço do idioma um espelho de minha personalidade para viver: como a vida é uma corrente contínua, a linguagem também deve evoluir constantemente. (…) Escrevendo, descubro sempre um novo pedaço de infinito. Vivo no infinito, o momento não conta. (…) Escutem elementos da língua que não podem ser captados pela razão; para eles são necessárias outras antenas. (…) Meus livros são escritos em um idioma próprio, um idioma meu (…); não me submeto à tirania da gramática e dos dicionários dos outros”.

O poético é a revelação da palavra em seu sentido mais completo, original. Cabe pensar que a vida como poiesis nos afasta da secura comunicativa que destrói uma individuação própria.

O problema é que a noção de língua como ‘instrumento de informação’; o enaltecimento disso ao extremo é preocupante.

É preciso, pois, não abdicar de reinventar continuamente a língua, tal como declarava Rimbaud, a respeito do amor:

“é necessário reinventar o amor, proclamando a subversão dos sentidos”.

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  • TEXTO Débora Zanelato
  • FOTOGRAFIA Peter Conlan | Unsplash
  • DATA: 01/03/2021

Quando reconhecemos o valor e o poder de quem somos e deixamos os julgamentos para trás, abrimos espaço para nossa essência viver de forma autêntica, livre e feliz.

É um almoço entre amigos e familiares em uma tarde de novembro. Todos estão sentados em volta de uma mesa oval. Da cozinha, a anfitriã aparece sempre com mais pratos deliciosos.

Em um momento da comemoração, Elliot, um dos presentes, levanta-se e vai até um espelho de corpo inteiro numa parede oposta. Ele se inclina sobre seu reflexo e beija a própria imagem.

Volta para a mesa e, pouco tempo depois, repete a mesma ação: se aproxima do espelho e tasca- -lhe um beijo sobre seu eu refletido.

Elliot repete o gesto outras muitas vezes sem nem perceber que está sendo observado pelas outras pessoas. Mas, para aquele garotinho de 1 ano e meio, a plateia não lhe faria muita diferença: ele parece estar envolvido na alegria de ser ele mesmo.

Ser quem somos

Talvez você tenha, assim como eu, achado esquisita a atitude de Elliot antes de saber que se tratava de uma criança. Parecia uma pessoa estranhamente narcisista ou, quem sabe, alguém que bebeu mais taças de vinho do que deveria.

Mas a mensagem por trás dessa singela cena infantil me diz algo suave sobre a liberdade de ser quem somos — não importa quem esteja olhando.

E me faz refletir sobre como os tantos julgamentos (nossos e dos outros) que vamos carregando ao longo da vida vão tornando a imagem da nossa essência refletida nos espelhos tão distorcida.

Por isso, o convite para percorrer as próximas letras deste texto é com o desejo de que, juntos, possamos investigar o que nos distancia de quem a gente é. E, mais do que isso, como é possível ver o valor em ser quem somos, reconhecendo nossas vontades e expressando isso de um jeito livre, alegre e pleno.

A farsa da inadequação

A história de Elliot está no livro A Vida Ama Você (Sextante), de Robert Holden e Louise Hay, que estavam no dia do almoço onde tudo aconteceu. Segundo contam Robert e Louise, bebês são como pássaros da alma que voam sobre o corpo sem terem pousado sobre ele.

“Quando se olham no espelho, não apontam para o próprio corpo e pensam ‘aquele sou eu’, ou ‘aquilo é meu’. Eles são pura consciência, não há noção do Eu. Não têm autoimagem nem construíram uma persona ou uma máscara.

Ainda não têm neuroses e estão plenos da bênção original do espírito. Eles se identificam apenas com a sua face original, como os budistas chamam — a face da alma”, escreve Robert.

A questão é que, ao longo da nossa jornada, muitos julgamentos e críticas começam a nos impedir de ver essa face original.

Aos poucos, o amor vai sendo substituído por um sentimento de separação, de inadequação, de medo de não agradar. Mas essa beleza de ser quem somos ainda está em nós, mesmo que escondida.

“Podemos vê-la novamente no momento em que paramos de nos julgar, mas essas críticas agora são um hábito com o qual nos identificamos. Nós nos convencemos de que julgar equivale a enxergar, mas na verdade é o oposto.

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Você só passa a enxergar de verdade quando para de julgar.”

Valores em xeque

Aos poucos, nosso valor vai sendo colocado em xeque. Surge o sentimento de nunca ser bom o bastante. Bonito o bastante, inteligente o bastante, criativo o bastante… Nunca somos bons o suficiente.

E expor quem a gente é parece não ser algo muito seguro ou promissor, seja pelo nosso cabelo, corpo, ideias, jeito de estar no mundo. Vamos criando máscaras para agradar, forjamos um jeito de ser e não acreditamos que a nossa essência é segura de ser verdadeiramente amada.

O curioso é que agimos assim muitas vezes sem nem ter consciência disso.

“Esse medo essencial — ‘eu não mereço ser amado’ — não passa de uma história que só parece real porque nos identificamos com ela. Isso nos impede de gostar da nossa própria companhia e nos afasta de nós mesmos”, escrevem Robert e Louise.

O que os autores me dizem através dessas palavras é que o mundo é muito mais o que nós enxergamos dele. As coisas não são como são, mas como nós somos, como nos identificamos.

O problema disso é que nossas percepções podem fazer da vida e dos relacionamentos algo difícil de desfrutar com plenitude. E aí a vida fica limitada.

Mas o bom disso é que, se depende de nós, então também podemos criar outra realidade para estarmos.

Todos temos crenças

Para saber mais sobre isso, procurei a terapeuta e instrutora de thetahealing — terapia de cura energética — Sandra Chander. O que ela diz faz sentido. “Todos temos crenças, que é tudo aquilo que tomamos como verdade em algum momento.

Algo que não questionamos, não temos plena consciência. E esse nosso sistema de crenças são os óculos com os quais vemos o mundo”, diz.

Assim, se acreditamos que sermos nós mesmos é algo perigoso, que não vale a pena, ou que pode não ser bem aceito, passamos a viver de um modo limitado.

Por isso, trazer para a consciência essas ideias que tomamos como verdade e permitir que elas vão embora é um caminho para nos aproximarmos de nós mesmos.

Sandra explica que há diversos níveis de crenças: históricas, genéticas, primárias e até de alma. “É muito comum, na nossa cultura, que a criança seja vista como uma tábula rasa, alguém que não sabe nada.

Assim, ainda pequenos deixamos de lado a sabedoria nata e passamos a buscar um padrão, um jeito de nos encaixarmos”, diz.

Cada um carrega seu sistema de crenças, desde doenças até questões financeiras, passando por relacionamentos ou trabalho. Quando pergunto sobre as crenças ligadas a ser quem somos, Sandra diz que há diversas delas. “Sem perceber, uma pessoa pode acreditar que, se for diferente, vai ser excluída, que ser diferente é ruim.

Outras podem acreditar que se forem elas mesmas não terão o amor de ninguém. Também há quem busque um padrão externo e impossível de perfeição, querendo ser quem não é, acreditando que, só assim, será querido. Só que, quando deixamos de ser quem somos, nunca estamos inteiros nas relações.

Caímos numa necessidade de aceitação que aprisiona”, observa.

Libertando-se de expectativas

Parece que desde o comecinho da vida já vamos sendo colocados em expectativas e exigências que nos levam a nos sentir, por vezes, inadequados ou não bons o suficiente, nessa constante busca por aprovação.

“Na verdade, nunca ninguém nos ensinou que ser nós mesmos é o melhor e pode ser muito divertido.

Os modelos que temos nesta realidade estão sempre baseados em julgar-nos e comparar-nos com outras pessoas para sempre cabermos e sermos aceitos na família, na escola, no trabalho.

Aí, não é muito difícil perder a rota de quem somos”, observa a coach Marizete da Silva, cujo trabalho é ajudar o cliente a escolher as possibilidades que mais têm a ver com ele.

O livro A Coragem de Não Agradar (Sextante), escrito pelos japoneses Ichiro Kishimi e Fumitake Koga, me trouxe reflexões valiosas sobre esse desejo de corresponder às expectativas e viver muitas vezes em função da crítica e do reconhecimento. Baseados na filosofia e inspirados nas ideias do psicólogo Alfred Adler, os autores dizem que é possível se libertar das opiniões e iluminar o poder interior para ser quem somos, independentemente do que vão pensar.

Fui conversar com Ichiro, um dos autores, e ele me diz que essa busca por reconhecimento, em parte, vem da influência de uma educação baseada em recompensas e punições.

Ou seja, se uma ação só tem valor quando é bem-vista por alguém, logo estaremos sempre reféns do julgamento alheio em busca de aprovação. “Nos falta coragem para sermos normais.

Nós tendemos a pensar que não seremos reconhecidos pelos outros a menos que sejamos especiais.

Precisamos de reconhecimento

Mas, se vivermos em constante necessidade de reconhecimento, cairemos numa dependência do outro, vivendo a vida deles e jogando fora a nossa própria vida”, me disse Ichiro.

Ele também diz que talvez pareça mais fácil agradar aos outros, porque, assim, transferimos nossa responsabilidade sobre como guiar nossa vida, como no caso de alguém que sempre segue o caminho traçado pelos pais.

“Se decidirmos viver sem seguir as expectativas de outros que querem ou nos forçam a ser um determinado tipo de pessoa, colidir com eles é inevitável. A falta de coragem para não temer ser detestado é o nosso maior obstáculo.

Mas podemos ser como somos, independentemente de como nos julgam. Também não podemos ter medo de errar”, observa Ichiro. É valioso aceitar que agradar a todos é uma rota impossível, que nos tira do caminho. Porque, no final, o que importa é como decidimos levar nossa própria vida.

O que Ichiro Kishimi e Fumitake Koga sugerem é que saibamos “separar as tarefas nossas e as dos outros”. Isso implica entender que o que o outro pensa ou espera de nós e como vai lidar com isso é uma tarefa dele, e não nossa. E que isso não nos define.

Não há como resolver as tarefas de todo mundo ao mesmo tempo. Ufa.

Celebrando as diferenças

A questão é que, mergulhados nesse caldo de autocríticas, de julgamentos, de não nos sentirmos bons o bastante e de uma cultura que parece aceitar só o que está dentro dos padrões dualistas de certo e errado, pode ficar até difícil saber o que é nosso mesmo. Quais são nossos gostos, opiniões e verdades? Um caminho que a coach Marizete sugere é que façamos perguntas a nós mesmos. Uma escolha pragmática baseada em perguntas constantes.

“Quando você se sente fragilizado, ou deprimido, ou desencaixado, como seria perguntar: ‘Quem eu estou sendo aqui? Se eu estivesse sendo eu, o que eu escolheria ? Onde estaria e com quem?’.

As perguntas empoderam, abrem espaço para a consciência e criam possibilidades”, diz. Também podemos abrir um caderno e nele listar o que gostamos ou não e quais valores estão ligados a nós.

Parecem perguntas simples, mas trazem um contato com a gente que muitas vezes estava esquecido.

Siga seu caminho

Seguir rumo a quem você é de verdade é fazer essa escolha de não agradar o tempo todo. E estar bem com isso. É aceitar que os outros lidem com suas tarefas sobre o que esperavam de você.

É entender que, apesar das críticas, a sensação de fazer e de ser o que lhe parece certo é muito mais saborosa. Nem todo mundo precisa entender, e tudo bem.

“Quanto mais presentes e conscientes de que nossas escolhas e pontos de vista criam a nossa realidade, mais podemos escolher ser nós mesmos, independentemente dos julgamentos.

Tudo é na verdade energia — até o julgamento —, se movendo e criando o ponto de vista da separação, de que estamos errados quando não somos parecidos ou seguimos os padrões da dita normalidade”, me diz, por e-mail, Marizete. “O julgamento é só uma mentira que você comprou como verdade absoluta para deixar de ser quem você é.”

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Precisamos investigar

Através dessa autoinvestigação do que gostamos, do rumo que queremos seguir, do que é nosso versus o que é do mundo, podemos nos surpreender ao largar uma bagagem pesada e começar a viver com a leveza do nosso espírito em pequenas ou grandes atitudes.

É muitas vezes trocar o carro pela bicicleta, é questionar ideias de sucesso e trabalho (imagine largar uma posição importante que nada tem a ver com você, mas que para os outros parece o máximo?), é simplesmente ir à praia de biquíni apesar das celulites ou decidir não pintar mais o cabelo.

E entender que as críticas que chegarão terão mais a ver com a história que cada um leva consigo.

Quando fazemos uma escolha diferente, jogamos um holofote sobre o outro, e isso pode ser incômodo, porque o faz ver que é possível viver de outra forma. Lembro quando a mãe de uma amiga parou de tingir os cabelos.

Ela é jovem e bonita, doce e forte, e, quando a vi com aqueles fios brancos, pensei como estavam expressando sua potência.

Não porque o cabelo branco tenha mais valor que o tingido, mas porque ela estava mostrando sua vontade apesar do que iriam pensar.

Ela me disse: “Você gostou? Muitas pessoas disseram que fiquei mais velha”. Pensei que não são os fios que nos envelhecem, mas a maneira pequena de enxergar as possibilidades no mundo.

Pode ser que, no começo, as críticas tenham levado Regina a questionar sua escolha. Mas ela a manteve mesmo assim. “Quando a pessoa para de se criticar e assume quem ela é, a opinião de fora deixa de impactar. Se não tem mais vítima, não tem mais algoz.

E a gente deixa até de atrair pessoas que nos julgam tanto”, explica Sandra.

Momento de libertação

A partir do momento em que nos libertamos do desejo de agradar, também não encontramos mais o peso de querer ser agradados. Grávida do Ben, meu primeiro filho, já percebo como há julgamentos em torno das escolhas de uma mãe.

E como a gente não pode se conectar com isso se quiser seguir nossa vontade mais profunda.

Lembro com gratidão o que falou a obstetriz quando nos conhecemos: “Não tenha medo de ser esquisita, porque, sempre que quiser fazer algo que fuja do senso comum, você vai ser a esquisita.

No parto, na amamentação, na escolha da educação…”. Foi um momento libertador para seguir as escolhas que meu coração me sopravam como certas, mesmo sabendo que seriam estranhas para mais gente. “Quando você está sendo você, inspira mais pessoas a serem elas mesmas. Olha que lindo seria o universo se todos estivessem sendo genuinamente eles mesmos?”, observa Marizete.  

Começo a refletir sobre como a vida seria sem graça se pessoas incríveis que admiramos pela forma como se colocam no mundo tivessem deixado de expressar quem elas são pelo medo do julgamento.

Quantos jeitos novos de ver a vida seriam desperdiçados? Um dos meus pintores preferidos, o catalão Salvador Dalí, conhecido pela sua arte surrealista — e também pelo seu bigode peculiar e suas expressões engraçadas — tem uma frase que diz: “Todas as manhãs, quando acordo, experimento um prazer supremo: o de ser Salvador Dalí.

Então pergunto a mim mesmo, maravilhado, que coisa prodigiosa esse tal de Salvador Dalí vai fazer hoje”. Eu não sou Salvador Dalí, nem você. Mas, todos os dias, podemos experimentar esse prazer supremo de ser quem somos. Qual coisa prodigiosa você vai fazer hoje?

O que nos faz ser o que somos? São Os Genes com os quais nascemos ou ambiente no qual nascemos?​

3. Período é a frase formada 10 pontospor uma ou mais orações,Jom sentido completo.Quando o periodo éormado por apenas umapração, chama-se períodoimpl

es; quando é formadobor duas ou mais orações,shama-se períodocomposto.

Marque aalternativa que apresenta umperiodo simples:Da. A mãe dormia satisfeita com aalegria dos filhosb. “O gato não nos afaga, afaga-seem nós”.(Machado de Assis)c.Alguém disse que o professor nãoviria?d.

Se você sair ,feche a porta comcuidado​

casamaento, e Leis é claficado como qual fato social ??

qual resposta certa​

As políticas multiculturais tiveram início em países que as democracias estavam sendo consolidadas, como é o caso da Austrália, do Canadá, dos EUA ou

da Inglaterra, países pioneiros na oferta de políticas multiculturais.

Na América Latina e no Brasil, essas políticas tiveram início a partir dos anos de 1990, quando essas sociedades presenciavam ou haviam presenciado experiências de ditaduras.

Disserte sobre a necessidade de um ambiente democrático para o desenvolvimento do multiculturalismo.

1)A partir da leitura do texto Ritos Corporais entre os Nacirema, faça uma análise de dois rituais executados por esse povo.

Essa análise deve ser fei

ta sob uma perspectiva ETNOCENTRICA, postura característica da visão do Evolucionismo Cultural.

*
2)Ainda sobre o texto referente ao povo Nacirema, analise dois ritos sob o olhar do RELATIVISMO CULTURAL, postura proposta por Franz Boas para a compreensão das diversas culturas

para Foucault, quais as funções das instituições: escolas, quartel, fábrica, cadeia, hospício, e hospital?

Música: Sociologia (Padre Zezinho )Meu professor de sociologia costumava sempreNos dizer que não, que não existe solução onde,Um povo não responde, à

mais velha questão.E a questão é repartir o pão, em partes justas, deManeira tal, que faz sucesso o povo que reparte,E o que não reparte sempre se dá mal.

pois eu vivi praVer esta verdade, fui viver lá fora e constatei queNão, que não existe solução onde, um povo não respondeA mais velha questão.

E a questão é mais que social, de tal maneira é umaQuestão maior, que faz sucesso o povo que reparte e oQue não reparte fica na pior!Já vi miséria em cima de miséria, mas a brasileira éMuito mais boçal. Temos de tudo mas nos falta tudo,Porque nesta terra tudo é colossal.

E é colossal também a ilusão de quem se esconde atrásDo capital. Se em cada 100, 70 não tem nada,Os 30 que tem tudo não sossegarão.Por isso, aquele que tiver dinheiro faça o que éPreciso pelo seu irmão. Se falta pão na casa doOperário, o lucro do empresário é coisa de ladrão.

Pois a questão é repartir o pão, em partes justas deManeira tal, que o que se come na casa do empresárioNa do operário seja o mesmo pão.Que o que se come na casa do empresário, na doOperário… seja tal e qual.3-Que temas a canção aborda?​

1)A partir da leitura do texto Ritos Corporais entre os Nacirema, faça uma análise de dois rituais executados por esse povo.

Essa análise deve ser fei

ta sob uma perspectiva ETNOCENTRICA, postura característica da visão do Evolucionismo Cultural.

*
2)Ainda sobre o texto referente ao povo Nacirema, analise dois ritos sob o olhar do RELATIVISMO CULTURAL, postura proposta por Franz Boas para a compreensão das diversas culturas

1)A partir da leitura do texto Ritos Corporais entre os Nacirema, faça uma análise de dois rituais executados por esse povo.

Essa análise deve ser fei

ta sob uma perspectiva ETNOCENTRICA, postura característica da visão do Evolucionismo Cultural.

*
2)Ainda sobre o texto referente ao povo Nacirema, analise dois ritos sob o olhar do RELATIVISMO CULTURAL, postura proposta por Franz Boas para a compreensão das diversas culturas

Leia o texto e responda às perguntas abaixo:“Não temos dúvidas de que os seres humanos são seres sociais, que interagem entre si. Sabemos a forma como

se manifestam e expressam o papel social que desempenham no grupo em que estão inseridos.

Contudo, é preciso desnaturalizar o motivo pelo qual vivem em sociedade, já que não se trata exclusivamente de sobrevivência. A construção identitária dos indivíduos depende de uma série de articulações deles com o meio social.”1.

A partir da reflexão acima, aponte algumas mudanças sociais que percebeu nos últimos anos e que considera determinantes para a forma como as pessoas vivem atualmente. Você pode considerar o micro ou macrouniverso.2. Estas alterações na sociedade foram profundas ou lhe parece que pouca coisa mudou? Por quê?3.

E quanto a si mesmo, as mudanças e alterações na vida cotidiana impactaram na sua forma de ser, agir, pensar e se manifestar socialmente?​

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