O Que Está Em Cima É Como O Que Está Em Baixo?

Em cima ou encima? Ambas existem! Duas expressões, uma mesma pronúncia e dois significados diferentes.

Qual é a expressão correta: em cima ou encima? Se você respondeu que as duas formas estão corretas, você acertou! Em cima e encima existem e, apesar das semelhanças, têm significados diferentes. Observe alguns exemplos:

  • Os livros foram deixados em cima da mesa
  • ou
  • Os livros foram deixados encima da mesa?

Nessa situação específica, a intenção enunciativa era a de dizer que o livro fora deixado sobre a mesa, ou seja, a expressão em cima atuou como um advérbio de lugar.

Escrita assim, de forma separada, em cima transmite a ideia de que algo está em uma posição mais elevada, ou seja, em um lugar mais alto. Portanto, apenas a primeira frase está correta.

Agora, observe outro exemplo:

  1. Um laço vermelho encima o cabelo da menina.
  2. Ou
  3. Um laço vermelho em cima o cabelo da menina?
  4. Das duas orações, apenas a primeira está correta. Isso porque encima, escrito de forma junta, é a forma do verbo encimar conjugado na terceira pessoa do singular do presente do indicativo ou na segunda pessoa do singular do imperativo:

Na frase “Um laço vermelho encima o cabelo da menina”, o verbo encimar está conjugado na terceira pessoa do singular do presente do indicativo. Mas você sabe o que é encimar? É o mesmo que colocar ou se situar em cima ou no alto, bem como o ato de coroar.

O Que Está Em Cima É Como O Que Está Em Baixo? Em cima pode ser uma preposição ou um advérbio de lugar, enquanto encima é uma forma verbal de encimar

O Que Está Em Cima É Como O Que Está Em Baixo? As duas formas, em cima e encima, estão corretas e são empregadas em diferentes situações linguísticas

Embaixo ou em baixo: junto ou separado?

Embaixo” ou “em baixo”? Quando escrever junto e quando escrever separado? Muita gente se confunde, mas é fácil saber quando usar cada um: “embaixo” é advérbio e “em baixo” é uma preposição junto com um adjetivo. Vamos entender melhor a diferença?

Veja também: Haja vista ou haja visto?

Quando usar “embaixo”?

A palavra “embaixo”, escrita toda junta, é umadvérbio de lugar, sendousada para indicar a parte inferior de algum lugar ou que algo está localizado na parte inferior em referência à outra posição. Vamos ver alguns exemplos:

  • Deixei um bilhete embaixo da sua carteira.
  • Meu desenho está embaixo do seu.
  • O meu brinquedo caiu lá embaixo.

A palavra embaixo vem acompanhada da preposição “de” quando possui referência a algo, como podemos ver nos exemplos acima. Além disso, ela pode ser substituída por outras construções, como “na parte de baixo”. O contrário de “embaixo” é “em cima”. Veja:

  • O meu desenho está embaixo do seu.
  • O seu desenho está em cima do meu.

O Que Está Em Cima É Como O Que Está Em Baixo? O gato está em cima da mesa e o cachorro está embaixo.

  • Agora que você já sabe como identificar quando “embaixo” é escrito junto, vamos entender o que acontece quando “em baixo” é escrito separado.
  • Leia também: A fim ou afim?

Quando usar “em baixo”?

A expressão “em baixo”, escrita com duas palavras separadas, é composta pela preposição “em” e pelo adjetivo “baixo”. O que acontece é que a palavra “baixo” refere-se a um termo que vem depois dela, geralmente um substantivo. Veja alguns exemplos:

  • Ele não gosta de se arriscar, faz apostas em baixo risco.
  • É melhor que o vendedor saia de férias em baixo período de vendas.
  • Por favor, faça silêncio ou mantenha sua voz em baixo tom.

Nesse caso, a preposição “de” não é necessária após o termo “em baixo”.

Além disso, como a palavra “baixo” é adjetivo, ela pode variar em gênero (masculino ou feminino) e em número (singular ou plural), dependendo do substantivo que ela modifica.

Assim, para ter certeza de que se trata de adjetivo, é possível tentar utilizar a palavra “baixo” no feminino ou no plural com outro substantivo:

  • Ele não gosta de se arriscar, faz apostas em baixo risco.
  • Ele não gosta de se arriscar, faz apostas em baixas expectativas.

Também é possível tentar ver se a palavra “baixo” pode aparecer depois do substantivo:

  • É melhor que o vendedor saia de férias em baixo período de vendas.
  • É melhor que o vendedor saia de férias emperíodo baixo de vendas.

Se o oposto do enunciado for feito com “alto” (em vez de “em cima”), também é indicativo de que se escreve separado:

  • Por favor, faça silêncio ou mantenha sua voz em baixo tom.
  • Por favor, faça barulho ou mantenha sua voz em alto tom.

O Que Está Em Cima É Como O Que Está Em Baixo? A grafia de “embaixo” e “em baixo” gera muita dúvida nos usuários de língua portuguesa.

Questão 1 – Qual alternativa completa as lacunas abaixo seguindo a norma-padrão da língua portuguesa?

  1. Não perca de vista aquela ave que segue ______ voo perto de nós.
  2. Você consegue ver aquelas pessoas no térreo? Estão ali ______.
  3. Por favor, traga a minha bolsa que está na estante que fica ______ da prateleira.
  1. a) embaixo – em baixo – em baixo
  2. b) embaixo – em baixo – embaixo
  3. c) em baixo – embaixo – em baixo
  4. d) em baixo – embaixo – embaixo
  5. Resolução

Alternativa D, pois a primeira ocorrência é composta pela preposição junto com o adjetivo “baixo”, que caracteriza o “voo” da ave. A segunda e a terceira ocorrências são advérbios de lugar, portanto “embaixo”. 

Encima ou em cima: quando utilizar cada expressão?

Quando usar “encima” e “em cima”? A palavra “encima” se refere a um verbo, enquanto o termo “em cima” é uma locução adverbial. Esses termos são homófonos, ou seja, têm o mesmo som, o que acaba gerando dúvidas na escrita. Vamos entender melhor a diferença entre eles.

Leia também: Haja ou aja?

Qual a diferença entre “encima” e “em cima”?

A palavra “encima”, escrita junta, é uma conjugação do verbo “encimar”, que significa “colocar sobre”, “colocar em cima de”, “alçar” ou “elevar”.

O termo “em cima”, escrito separadamente, é uma locução adverbial usada para indicar a posição de algo ou de alguém. Portanto, são conceitos diferentes.

Vamos entender melhor as ocasiões em que se usa cada um deles.

O Que Está Em Cima É Como O Que Está Em Baixo? Embora sejam homófonas, as expressões “encima” e “em cima” têm funções diferentes.

A palavra “encima” é uma conjugação do verbo “encimar”, podendo se tratar da 3ª pessoa do singular (ele/ela) no presente do indicativo ou da 2ª pessoa do singular no imperativo.

Usa-se “encima” para se referir à ação de “estar sobre” ou de “colocar sobre”, quando se trata das conjugações especificadas. Vejamos seu uso em alguns exemplos.

  • Um enfeite encima o móvel da sala.
  • Encima tu este enfeite no móvel da sala.
  • Para saber se se trata do verbo “encimar”, basta ver se é possível conjugá-lo em outro tempo ou pessoa:
  • Um enfeite encimava o móvel da sala antes de mudarmos a decoração.

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Quando usar “em cima”?

O termo “em cima” é umalocução adverbial de lugar composta pela preposição “em” e pelo advérbio “cima”.

Por ser uma locução adverbial, “em cima” não indica a ação de estar ou colocar, e sim a posição em que algo ou alguém está.

Assim, é também comum que a preposição “de” apareça após o termo “em cima” para indicar um complemento: “em cima de”. Além disso, também é comum haver um verbo acompanhando essa locução. Veja:

  • Um enfeite está em cima do móvel da sala.
  • Coloca tu este enfeite em cima do móvel da sala.
Leia também:  Como Reparar Portatil Que Nao Arranca?

Eventualmente, é possível que não haja verbo e nem preposição “de”, quando o complemento não está explícito.

  • Onde está o enfeite?
  • Aqui em cima.

Nesse último caso, pressupõe-se que há elementos omitidos, como o verbo e o complemento: “[está] Aqui em cima [do móvel].”

Veja também: A ou há?

Exercícios resolvidos

Questão 1 – Leia as sentenças abaixo.

1. _______ tu esta garrafa no armário.

2. Um belo chapéu _____ a cabeça daquele senhor.

3. O meu gato vive _______ da televisão.

4. ______ da cômoda está o meu livro.

  1. As sentenças são adequadamente completadas pelos seguintes vocábulos:
  2. A) Encima; encima; em cima; Em cima.
  3. B) Encima; em cima; encima; Em cima.
  4. C) Encima; em cima; encima; Em cima.
  5. D) Em cima; encima; em cima; Encima.
  6. E) Em cima; em cima; encima; Encima.
  7. Resolução

Alternativa A. As duas primeiras sentenças pedem a conjugação do verbo “encimar”, enquanto as duas últimas são adequadamente completadas pela locução adverbial.

  • Questão 2 – Reescreva a sentença abaixo substituindo o verbo “encima” pela locução adverbial “em cima” fazendo as adaptações necessárias.
  • “O laço que encima a cabeça da Gabriela é o mais colorido do pátio.”
  • Resolução
  • “O laço que está em cima da cabeça da Gabriela é o mais colorido do pátio.”
  • Por Guilherme Viana Professor de Gramática

Em cima ou encima

Para indicar uma posição alta ou elevada, a forma correta é em cima, escrito de forma separada: 

  • O gato está em cima do sofá.
  • Os talheres estão em cima da mesa.
  • Meu cachorro dorme em cima de mim.

A palavra encima existe, sendo uma forma conjugada do verbo encimar. Tem um uso muito reduzido.

Em cima: locução adverbial de lugar

Em cima atua principalmente como uma locução adverbial de lugar, indicando uma posição mais elevada ou referindo que alguma coisa está em um lugar mais alto que outra.

Em linguagem popular, é muito usada para indicar que está tudo controlado, bem como nas expressões: dar em cima de (cortejar) e estar em cima do muro (estar indeciso).

Exemplos com em cima

  • Fala, Paulo! Tudo em cima?
  • Rápido! Já está em cima da hora!
  • Aquele garoto está dando em cima de você!
  • Ela não vai dar sua opinião porque está em cima do muro.
  • A casa tem dois andares e os quartos ficam lá em cima.
  • Deixa o material em cima da mesa, por favor.
  • Gostaria de saber o que você pensa em cima de tudo o que foi dito.

Em cima e embaixo: expressões contrárias

O contrário de em cima é embaixo:

  • O convite está em cima do livro.
  • O convite está embaixo do livro.

É frequente a escrita da palavra emcima, escrita de forma junta e com m. Contudo, esta palavra está errada. Esse erro ocorre porque os falantes erradamente estabelecem um paralelismo com o advérbio embaixo, que é escrito de forma junta.

Não esquecer! Embaixo é escrito de forma junta, numa só palavra.

  • Em cima é escrito de forma separada, formando duas palavras.
  • Veja também: Em baixo ou embaixo.

Encima: verbo encimar

Não devemos confundir em cima com encima, escrito de forma junta e com n.

Encima é uma forma conjugada do verbo encimar na 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo ou na 2.ª pessoa do singular do imperativo. 

O verbo encimar é pouco utilizado pelos falantes. Indica o ato de estar em cima ou de colocar no alto, sendo sinônimo de coroar, alçar, elevar e rematar.

Exemplos com encima (verbo encimar)

  • Uma estrela encima a árvore de Natal.
  • Um diadema dourado encima a cabeça da princesa.
  • A cruz encima a igreja que encima a serra.
  • Encima essa pirâmide humana, rápido!
  1. Verbo encimar – Presente do indicativo: (eu) encimo (tu) encimas (ele) encima (nós) encimamos (vós) encimais
  2. (eles) encimam
  3. Verbo encimar – Imperativo: — (eu) encima (tu) encime (ele) encimemos (nós) encimai (vós)
  4. encimem (eles)
  5. Para aprender bem rápido a diferença, assista ao vídeo abaixo:
  6. Palavras relacionadas: cima, encimar.

O que está no alto é como o que está embaixo: o poder da mente — Capitolina

“O que está no alto é como o que está embaixo”.

A frase imortalizada por Jorge Ben Jor, em uma das músicas do álbum Tábua de Esmeralda, se baseia em uma antiga corrente filosófica chamada Hermetismo, que tem como textos fundamentais o Corpus Hermeticum e a Tábua de Esmeralda. Reza a lenda que ambos foram escritos por Hermes Trismegistus, uma divindade sincrética, que combina atributos do deus grego Hermes e do egípcio Toth.

O trecho da canção é um dos princípios desse pensamento e significa, basicamente, que a realidade externa (que na música é referida pela palavra “embaixo”), ou seja, tudo que vivemos que esteja fora do que chamamos de “eu” é moldado e influenciado pela nossa consciência (que, na canção, corresponde ao “alto”), da mesma forma que nossa realidade interna sofre influência do mundo exterior.

A humanidade sabe disso desde que o mundo é mundo, apesar desse conhecimento ter se perdido na sociedade moderna. Nossos tatara-tatara-tataravós desenhavam bisões nas paredes das cavernas para provocar uma mudança na própria psique e, consequentemente, fazer com que a próxima caça conseguisse abater muitas presas e trouxesse mais rango pra casa.

É óbvio que nossos ancestrais não tinham esse conceito desenvolvido de forma clara e consciente, mas desenhavam as pinturas rupestres e faziam seus rituais mágicos por saber, instintivamente, que isso teria consequências na realidade exterior.

A noção de inter-relação entre consciência e o mundo em que vivemos foi sendo lapidada com o tempo e está no cerne de todas as religiões e doutrinas espirituais, ainda que, muitas vezes, de forma implícita. Mesmo em religiões que, aparentemente, divergem completamente dessa ideia, ela está presente.

O que é a chave de São Pedro, no cristianismo tradicional, que controla simultaneamente os destinos do Paraíso e do mundo material, se não uma alusão à correspondência entra nossa psique e a realidade? E o trecho “Assim na Terra como no Céu” da oração Pai Nosso, que não uma fórmula alternativa do princípio hermético “O que está no alto é como o que está embaixo”?

Mas como um conhecimento tão incrível quanto a ideia de que moldamos a realidade em que vivemos com nossa mente se perdeu? A resposta, em linhas gerais, está em dois grandes eventos: i) advento do cristianismo e dominação da Igreja por séculos; ii) Iluminismo, ou seja, racionalidade e desmistificação da natureza.

Com a ascensão da Igreja, a visão da natureza e do sagrado se tornou petrificada e hierarquizada.

Perceba que o problema não está no cristianismo como doutrina espiritual, e sim no papel que a igreja exercia como instituição mais poderosa na idade média, que tinha como principal objetivo o controle social.

Por essa razão, qualquer forma de exploração do inconsciente se tornou pecado, coisa do diabo, uma vez que a noção de que a consciência humana cria a realidade é incompatível com a interpretação literal dos dogmas religiosos.

Todos que se opusessem às ideias da Igreja eram punidos, e é por conta disso que o conhecimento de que nossa psique influencia a realidade exterior teve de se tornar oculto, daí vem o nome ocultismo ou ciências ocultas, para designar as doutrinas e práticas mágicas baseadas na ideia da natureza divina do ser humano.

A ruptura com essa visão rígida de mundo se deu com o Iluminismo. O teocentrismo deu lugar ao antropocentrismo, o que significa que a explicação da realidade deixou de ter Deus como fundamento e passou a se basear na razão.

Essa emancipação do conhecimento humano foi, é claro, positiva, haja vista todos os avanços que conquistamos desde então no que se refere ao entendimento das leis que regem os fenômenos naturais.

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Por outro lado, o racionalismo implicou num afastamento ainda maior da sabedoria ancestral da influência mútua das realidades exterior e interior, uma vez que, ao passarmos a olhar para fora para entender o mundo por meio da razão, deixamos de lado as vivências internas.

A incompatibilidade, dessa vez, não foi com dogmas religiosos petrificados, mas com o método científico, que é essencialmente causal, ou seja, estuda a realidade procurando entender as relações de causa e efeito entre os fenômenos.

Como não era possível constatar cientificamente, até então, a influência que nossa consciência exerce no mundo, esse conhecimento passou a ser encarado de forma pejorativa, como se fosse uma simples superstição, praticada pelos nossos bestiais avós das cavernas e pelas sociedades antigas, mas sem espaço na sociedade moderna. Note, todavia, que a noção de inter-relação entre a consciência e o mundo não desapareceu por completo, mas ficou a cargo exclusivo das religiões e doutrinas espirituais, isso porque, com o racionalismo, crença e ciência passaram a ser encarados como esferas completamente distintas.

O sociólogo Max Weber atribuiu ao processo de racionalização das sociedades modernas pós-Iluminismo um fenômeno que chamou de “desencantamento do mundo”, o que significa que, de modo geral, a sociedade (notadamente a Ocidental, nesse caso) deixa para trás a interpretação mística e subjetiva da realidade, passando a adotar o uso da razão para isso, o que implica que, não somente as esferas de organização social passaram a ser mais racionais, como também a religião se torna assunto de foro íntimo.

Ouso, porém, dizer que nem tudo está perdido. A partir do início do Século XX, dois ramos da ciência foram responsáveis por reestabelecer a ponte destruída pelo racionalismo entre a consciência e o mundo material: a Psicologia e a Física Quântica.

A Psicologia foi responsável por identificar as expressões mitológicas de todos os grupos sociais da história como sendo vivências do inconsciente.

Assim, Céu e Inferno das religiões abraâmicas, o Olimpo e Hades dos antigos gregos e o Valhalla dos Nórdicos são, nada menos, que estados da consciência humana, ou seja, são descrições de lugares que se encontram dentro de nós e não no exterior, em algum ponto inexplorado do espaço físico.

Por essa razão, o conceito que venho desenvolvendo ao longo do texto, de que a realidade externa e a psique humana se influenciam mutuamente se pauta na interpretação desenvolvida pela Psicologia de identificação dos planos mitológicos com o inconsciente, ou seja, é uma abordagem científica das práticas religiosas e espirituais que desde sempre existiram. Além disso, vale mencionar um importante tema desse ramo do conhecimento, que são as Sincronicidades. Esse conceito, desenvolvido pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung, se refere, basicamente, a eventos que se conectam por uma relação de sentido, e não de causa e efeito. Sabe quando você pensa naquela sua amiga com quem não conversa há tempos e no mesmo momento ela te manda uma mensagem? Isso é sincronicidade. Segundo a visão da ciência clássica esses eventos são meras coincidências, produtos do acaso. A obra de Jung foi importante para mostrar, no entanto, que há coincidências tão significativas que seria tolice ignorá-las como sendo simples aleatoriedades. Esse conceito foi crucial para quebrar a lógica exclusivamente causal vigente até então, uma vez que fenômenos sem qualquer ligação se causa e efeito passaram a ser objeto de estudo científico.

Outro ramo do pensamento que virou de pernas pro ar o modo como entendemos a natureza foi a Física Quântica, que estuda o comportamento das partículas subatômicas.

Eu vi você bocejando e pensando em parar de ler quando falei de física, mas por favor não faça isso! Eu sei que parece coisa do outro mundo, mas tem muita literatura especializada na divulgação do conhecimento científico para leigos de uma forma interessante e acessível.

Se você quiser se aprofundar no assunto, recomendo a leitura do livro Alice no País do Quantum, que é uma versão do clássico de Lewis Carroll criada pelo físico inglês Robert Gilmore. A história é divertida e bem didática, vale muito a pena!

Bom, retomando nosso assunto, uma teoria muito interessante dessa corrente científica é a “superposição de estados quânticos”.

Nome complicado, né? Mas não se assuste, felizmente o físico austríaco Erwin Schördinger, para criticar essa ideia, acabou criando um exemplo muito ilustrativo que, no final das contas, acaba sendo usado mais para explicar como a teoria funciona do que para desacreditá-la.

Imagine que numa caixa contendo um frasco de veneno e um dispositivo acionado por um material radioativo seja lacrada com um gato dentro.

O dispositivo tem 50% de chance de ser acionado (por conta da probabilidade do material radioativo emitir, ou não, partículas) e, se o for, quebrará o vidro que contém veneno e, consequentemente, matará o gato.

Até abrirmos a caixa o gato, apesar de não podermos saber ao certo, estará vivo ou morto, certo?

Errado! Esse é o “pulo do gato” da Física Quântica em relação à Física Clássica, porque, segundo a superposição de estados quânticos, enquanto a caixa estiver fechada o gato está vivo E morto ao mesmo tempo! Isso porque todas as possibilidades de um sistema quântico ocorrem ao mesmo tempo enquanto esse sistema não é observado, assim, antes de abrirmos a caixa, o material radioativo emitiu E não emitiu partículas e, consequentemente, o vidro que contém veneno foi E não foi quebrado. Tudo simultaneamente.

E sabe o que faz, segunda essa teoria, essa confusão de possibilidades simultâneas acabar e apenas um evento se tornar real? Nossa mente.

A superposição de estados quânticos é dissolvida quando o sistema é observado. A esse processo dão o nome de “colapso dos estados quânticos”. Assim, quando abrimos a caixa nossa consciência seleciona, de modo aleatório, qual dos eventos possíveis se tornará real. O gato, então, deixa de estar vivo E morto para estar vivo OU morto.

Ressalto que essa teoria, apesar de majoritária, não é aceita de forma unânime pela comunidade científica. E eu também não estou afirmando que a Física prova que as pinturas rupestres e todas as formas posteriores de magia existem e funcionam. Não chegamos a esse ponto ainda, infelizmente.

Porque, como eu disse, a seleção de qual possibilidade será observada é feita de modo aleatório, e não segundo a vontade do observador. Em outras palavras, não posso escolher se o gato estará vivo ou morto.

Mas, de qualquer forma, foi um grande passo resgatar o conhecimento ancestral de que a realidade que nos circunda é moldada por nossa consciência.

Bem, e o que tudo isso, que por sinal é bastante teórico, tem a ver com nossa vida cotidiana? Explico: esse texto serve para embasar uma ideia muito simples, na verdade, que pode parecer clichê, mas faz toda a diferença – cultive pensamentos positivos.

Sei que nem sempre é fácil, só que um esforcinho vale a pena, já que, se a partir dos nossos pensamentos não podemos mudar a realidade com certeza, pelo menos podemos atrair experiências positivas. Imagine seus pensamentos (que, no fundo, moldam também seus sentimentos em relação a si mesma e aos outros) como uma frequência sonora, como as de estação de rádio.

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O que você capta está de acordo com a frequência que você mesmo trabalha, ou seja, tudo que está acima ou abaixo dessa mesma frequência passa despercebido. Por exemplo, se você nutre pensamentos negativos sobre suas habilidades ou sobre seu corpo, além de externar isso para os outros, vai acabar se prendendo sempre naquilo de mais negativo que vem de fora de você.

O mesmo ao contrário: se você mentaliza bem forte que é linda, inteligente e divertida, muito mais difícil fica te colocar para baixo, não é mesmo?

Então que tal nesse #verãodopoder sintonizar em uma frequência mais positiva sobre seus atributos e seus planos?

Caibalion – Wikipédia, a enciclopédia livre

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The Kybalion
O Caibalion / O Kybalion (BR)
Edição brasileira
Capa da 1ª edição francesa do Kybalion
Autor(es) Os Três Iniciados
Idioma Inglês
Assunto Hermetismo
Editora Yogi Publication Society
Lançamento 1908
Tradução Rosabis Camaysar (Pensamento) Hugo Ramírez (Arcanum Editora)
Editora Pensamento Isis Arcanum Editora
Lançamento Década de 1920 (Pensamento) 2014 (Isis) 2017 (Arcanum Editora)
Páginas 128 (Pensamento) 148 (Isis) 160 (Arcanum Editora)
ISBN 9788593699061

O Caibalion (Kybalion), publicado em 1908 pela Yogi Publication Society sob o pseudônimo de “os Três Iniciados”, afirma conter a essência dos ensinamentos de Hermes Trismegisto, tal como ensinado nas escolas herméticas do Antigo Egito e da Antiga Grécia. Seu material tornou-se um dos pilares do Movimento Novo Pensamento da década de 1910. Muitas das ideias apresentadas neste livro anteciparam conceitos popularizados no século XXI, como por exemplo, a Lei da Atração.

Segundo os autores, a versão moderna do Caibalion seria apenas uma recompilação de um antigo livro iniciático de mesmo nome e que teria sido transmitido oralmente por gerações, de mestre a discípulo.[1] O título se refere a uma palavra hebraica que significa “Tradição ou preceito manifestado por um ente de cima” [2] e compartilha a mesma raiz da palavra cabala.

Sete princípios

De acordo com o Caibalion, todo o Hermetismo se basearia em Sete Princípios Herméticos.[3]

O Princípio de Mentalismo

“O Todo é mente, o Universo é mental.”

De acordo com este princípio, o Universo é uma criação mental do Todo.

O Princípio de Correspondência

“O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima.”

Existe uma correspondência entre as leis e fenômenos de todos os planos de existência e de vida. O microcosmo humano é governado pelas mesmas regras que o macrocosmo universal e vice-versa.

O Princípio de Vibração

“Nada está parado, tudo se movimenta, tudo vibra.”

A diferença entre as várias manifestações de matéria, energia, mente e espírito resulta principalmente de taxas variáveis de vibração. Quanto maior a vibração, mais elevada a posição na escala. Tudo, desde o átomo e a molécula até mundos e universos, está em movimento vibratório.

O Princípio de Polaridade

“Tudo é duplo; tudo tem polos; tudo tem seu oposto; o igual e o desigual são a mesma coisa; os opostos são idênticos em natureza, mas diferentes em graus; extremos se tocam; todas as verdades são meias-verdades; todos os paradoxos podem ser reconciliados.”

Os opostos são apenas extremos de uma mesma escala, apenas diferenciados por graus distintos de vibração. É possível realizar a “alquimia mental” dos sentimentos e dos pensamentos, avançando gradativamente na escala.

O Princípio de Ritmo

“Tudo flui, para fora e para dentro; tudo tem suas marés; todas as coisas se levantam e caem; a oscilação do pêndulo se manifesta em tudo; a medida da oscilação à direita é a medida da oscilação à esquerda; o ritmo compensa.”

Existe uma oscilação natural, não apenas nos fenômenos da natureza, mas na vida humana. O ruim sucede o bom, a alegria segue-se à tristeza, períodos de animação são precedidos e sucedidos por períodos de retração.

O Princípio de Causa e Efeito

“Toda causa tem seu efeito, todo efeito tem sua causa; tudo acontece de acordo com a lei; o acaso é simplesmente o nome dado a uma lei desconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à lei.”

Existe uma causa para tudo o que acontece; nada ocorre aleatoriamente. É possível aprender a trabalhar sobre as causas para obter os efeitos desejados.

O Princípio de Gênero

“O gênero está em tudo; tudo tem seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos da existência.”

Tudo e toda pessoa contém os dois elementos, masculino e feminino. Este princípio não tem relação com incentivos à luxúria ou à libertinagem. Nem se refere a homens e mulheres propriamente. Sua afirmação se aproxima muito mais de exemplos como o da energia e seus polos “ negativo “ e “ positivo “, mas sem o tom pejorativo dado a essas duas palavras.

Se refere a ânima, o intangível, como masculino e a matéria, o tangível, como feminino. Mas esse mesmo conceito se torna mais complexo quando aplicado a mente. Nela, o masculino seria tudo quanto vivenciamos conscientemente, cabendo ao subconsciente ou inconsciente o papel feminino. Porém o livro não os aborda, essa é uma interpretação psicológica.

Autoria

Como o livro é atribuído a “três Iniciados”, que decidiram se manter anônimos, há muita especulação sobre quem escreveu o Caibalion.

A teoria mais comum é que o livro teria sido escrito por William Walker Atkinson, tomando como evidências principais o fato do escritor ter sido dono da Yogi Publication Society, ser conhecido por publicar livros sob diversos pseudônimos, a estrutura dos Sete Princípios Herméticos ser similar às Sete Leis Arcanas de The Arcane Teaching, e, finalmente, a edição de 1912 de Who's Who in America atribuir Atkinson como o autor, enquanto a tradução francesa de 1917 indicar a autoria como sendo do “mestre psíquico estadunidense W. W. Atkinson”.

Outras teorias incluem como coautores: Paul Foster Case, fundador dos Builders of the Adytum; Michael Witty e Charles Atkins, chefes da Loja Thoth-Hermes da Ordem Alpha et Omega em Chicago; Claude Alexander, mágico e escritor de Novo Pensamento; Claude Bragdon, teósofo e arquiteto; Harriet Case, esposa de Paul Foster Case; Mabel Collins, escritora teósofa; e Marie Corelli, escritora de romances metafísicos.[4]

Publicação em português

Na década de 1920, a editora Pensamento publicou a tradução feita por Rosabis Camaysar. Após a entrada do original em domínio público, ocorreram três novas edições na década de 2010, incluindo duas versões em e-book.[5]

Referências

  1. ↑ «A Filosofia Hermética». O Kybalion. Rio de Janeiro: Arcanum Editora. 2017. pp. 19–24 
  2. ↑ SCHURÉ, Édouard (1986). Os Grandes Iniciados. Hermes.

    São Paulo: Martin Claret Editores 

  3. ↑ «Os Sete Princípios Herméticos». O Kybalion. Rio de Janeiro: Arcanum Editora. 2017. pp. 27–37 
  4. ↑ «Três Iniciados». O Kybalion. Rio de Janeiro: Arcanum Editora. 2017. pp.

     153–154 

  5. ↑ «O Caibalion Ebook». www.ebookyes.com.br 

Ver também

  • Corpus Hermeticum
  • Gnosticismo
  • Hermetismo
  • Tábua de Esmeralda
  • Portal da literatura

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