O Que É Um Tornado E Como Se Forma?

Paola Bueno 14 Jun. 2020 3 min O Que É Um Tornado E Como Se Forma?Ilustração das principais características e elementos de formação de um tornado a partir de uma nuvem de tempestade.

O tornado parece um funil que se desloca como um pião embaixo de uma nuvem de tempestade, a cumulunimbus. Geralmente apresentam um diâmetro entre 100 metros a 1 quilômetro, e não duram muito, cerca de minutos e raramente duram mais de uma hora. Sua velocidade de deslocamento varia entre 20 a 60 km/h, podendo se deslocar por dezenas de quilômetros. Durante o percurso, os fortes ventos em rotação, que podem alcançar velocidades de até 500 km/h, deixam um grande rastro de destruição!

Ainda não há uma compreensão completa sobre como os tornados se formam, mas, de modo geral, eles se formam onde há intensos fluxos ascendentes e descendentes no centro de uma supercélula de tempestade.

Antes da formação do tornado (cerca de 30 minutos antes) ocorre uma rotação do ar entorno de um eixo horizontal dentro da nuvem, a vários quilômetros acima da superfície. Esse vórtice (chamado de mesociclone) só é formado devido ao cisalhamento vertical do vento, ou seja, a variação da intensidade do vento conforme a altura (geralmente a velocidade aumenta com a altura).

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O cisalhamento do vento dá origem ao tubo de rotação de vento na horizontal, e as fortes correntes ascendentes levantam e inclinam esse tubo de rotação, deixando-o quase na vertical.

Essa coluna de ar girando na vertical vai se alongando em direção a superfície até emergir na base da nuvem, formando uma espécie de funil.

Quando esse funil continua se alongando e toca a superfície, forma-se um tornado.

O tornado se dissipa devido ao atrito com a superfície e os inúmeros obstáculos que promovem a desaceleração do sistema durante seu percurso. Por isso, os tornados tendem a ter um maior deslocamento e tempo de vida em regiões planas, sem muitos obstáculos.

Tornados no Brasil

Os tornados no Brasil ocorrem principalmente nos estados da região Sul, mas também ocorrem nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

O maior número de ocorrências é registrado nos meses de outono e primavera, principalmente durante a primavera, quando as tempestades mais intensas ocorrem, associadas aos Complexos Convectivos de Mesoescala.

Um dos mais intensos que se tem registro ocorreu na cidade de Itu, em São Paulo, no dia 30 de setembro de 1991, com ventos que oscilaram entre 300 e 400 km/h, classificando-o como um F4, na escala Fujita. Esse tornado causou a morte de 16 pessoas e deixou mais 200 feridas.

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Como se formam os tornados? [resumo completo]

A atmosfera terrestre contém ar em rotação com movimentos que podem ser observados de diferentes pontos de vista. Os pequenos rodamoinhos de poeira e tornados são visíveis a olho nu, ciclones e furacões têm rotação visível desde o espaço, a bordo de satélites por exemplo.

Tanto o tornado e furacão, têm algumas importantes diferenças em termos de tamanho e tempo de vida, mas ambos representam uma situação de equilíbrio de forças físicas que mantêm os movimentos circulares do ar em situação quase estável.

Tornados e furacões são eventos extremos que provocam desastres de toda sorte, principalmente devido às ventanias extremamente intensas que os caracterizam, têm distribuição geográfica heterogênea e época do ano em que são mais frequentes.

Uma das questões recorrentes nos dias de hoje é se a frequência de ocorrência tanto de tornados como de furacões está aumentando em função do aquecimento global; as mudanças climáticas estão provocando tornados e furacões em lugares nunca antes atingidos e com violência cada vez maior.

Os tornados

Tornados são constituídos por ar em rotação ao redor de um eixo central. O diâmetro típico do tornado está entre 100 metros e 1 quilômetro. Visualmente parece um funil que vai se deslocando como um pião aparecendo abaixo de uma nuvem de tempestade.

O Que É Um Tornado E Como Se Forma?Imagem: Reprodução

A velocidade de deslocamento do tornado é, em geral, entre 20 e 50 km/h, e seu tempo de vida desde poucos minutos até meia hora.

O ar num tornado gira ao redor do eixo central com velocidades que classificam sua intensidade desde F0 até F5 conforme os danos provocados.

Essa classificação se deve ao meteorologista americano Ted Fujita, que a desenvolveu para o meio-oeste americano, onde existe um máximo mundial de ocorrência de tornados. A classificação é a seguinte:

  • F0 – velocidades de 65 a 120 km/h – danos leves: alguns danos a chaminés, galhos e árvores quebrados, árvores de raízes rasas são arrancadas, danos em cartazes.
  • F1 – velocidades de 120 a 180 km/h – danos moderados: o limite inferior é a velocidade de furacão; ocorrem destelhamentos, veículos grandes, como caminhões, são derrubados; automóveis em movimento são desviados para fora das estradas.
  • F2 – velocidades de 180 a 250 km/h – danos consideráveis: telhados inteiros são levantados, grandes árvores são arrancadas ou partidas, objetos leves se transformam em mísseis sendo arremessados a certa distância.
  • F3 – velocidades de 250 a 330 km/h – danos severos: telhados e paredes derrubados; trens descarrilados e tombados, maioria das árvores arrancadas, carros pesados levantados do chão e atirados.
  • F4 – velocidades de 330 a 420 km/h – danos devastadores: casas totalmente demolidas, estruturas com fundações frágeis atiradas a alguma distância, carros atirados, grandes objetos transformados em mísseis.
  • F5 – velocidades acima de 420 km/h – danos inacreditáveis: casas arrancadas de suas fundações e atiradas a distâncias consideráveis, carros transformados em mísseis e atirados a distâncias superiores a 100 m, árvores arrasadas, ocorrência de fenômenos incríveis.

A formação do tornado

O tornado é um fenômeno que se forma a partir de uma nuvem de tempestade, o chamado Cumulonimbus ou, de forma abreviada, como é mais conhecido, o Cb. Aparece primeiramente a partir da base da nuvem expandindo-se até o chão. O movimento em rotação se origina do encontro de fortes correntes de ar em direções opostas que ocorrem dentro do Cb.

Quanto mais intensas as correntes de ar ascendentes e descendentes dentro de um Cb, maior a probabilidade de formar-se um rodamoinho que evolui para o tornado e que aparece como uma protuberância na base do Cb. Nos casos mais intensos, o tornado tem condições de se desgarrar do Cb e seguir uma trajetória própria que pode se estender por algumas dezenas de quilômetros.

Nesse percurso, a ventania vai levantando objetos, arrancando árvores e telhados, destruindo a vegetação. As forças que atuam no tornado são a força centrífuga e a força devida a diferenças de pressão do ar.

O centro do tornado tem pressão baixa, o que atrai o ar, enquanto a rotação define a força centrífuga que afasta o ar para fora da rotação.

Com o equilíbrio dessas duas forças o movimento de rotação continuaria indefinidamente.

O atrito com o chão e com os inúmeros obstáculos no caminho promove uma desaceleração do tornado até sua dissipação. Quando ocorrem sobre o mar ou sobre grandes corpos d’água, os tornados podem ser vistos como uma coluna de água que se estende desde a base da nuvem até a superfície da água e, por isso, recebem o nome de tromba d’água, em geral classificados como F0 ou, no máximo, F1.

Fenômenos que ocorrem a partir de um tornado

Um Cb também pode produzir rajadas de vento com velocidades tão altas quanto aquelas associadas a tornados, mas sem a característica típica de rotação da nuvem em funil. Rajadas muito fortes e concentradas são chamadas microexplosões devido ao barulho ensurdecedor que provocam.

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Em geral ocorrem numa largura de poucas centenas de metros e se espalham por poucas dezenas de quilômetros, porém os ventos sopram numa única direção.

A observação dos danos provocados permite identificar o tornado ou a microexplosão: no tornado os danos apresentam sinais típicos de torção, enquanto na microexplosão há uma derrubada dos obstáculos numa única direção.

A determinação da ocorrência de tornados e microexplosões é feita na maior parte das vezes por observação visual direta.

Devido às suas pequenas dimensões e por estarem embaixo de um grande Cb, esses fenômenos não são vistos por satélite. Radares meteorológicos detectam fenômenos de escala maior que um quilômetro e identificam apenas assinaturas que podem indicar a presença de um tornado.

Testemunhos pessoais são fontes importante de informações, principalmente quando acompanhados de fotografias ou filmes.

Lugares com baixa concentração populacional têm baixos valores de ocorrência de tornados, muitas vezes por falta de testemunhos.

Por outro lado, regiões com grande concentração populacional e onde há recursos abundantes para registro e cobertura pela mídia, aparentam ter um maior número de ocorrências.

O Que É Um Tornado E Como Se Forma?Imagem: Reprodução

Isso também justifica em parte a percepção popular de que tornados são mais frequentes hoje do que antigamente: quando ocorre um tornado em determinado local, a mídia se encarrega de divulgar a notícia.

Por outro lado, há vários indícios de que a frequência de ocorrência de tempestades severas está aumentando, e com isso presume-se com bastante segurança que deve haver também um aumento de ocorrência dos fenômenos associados a essas tempestades, em particular os tornados e as microexplosões.

Tornados no Brasil

No Brasil, os tornados ocorrem principalmente na Região Sul, mas há registros também nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste. O norte da Argentina e o Paraguai são regiões preferenciais de ocorrência na América do Sul.

Mesmo nas regiões tropicais e equatoriais podem ser observados tornados. O estado do Pará, por exemplo, registra várias ocorrências documentadas. Na Floresta Amazônica são mais freqüentes as microexplosões do que os tornados.

As rajadas de ventos fortes deixam marcas de desmatamento da floresta facilmente identificáveis nas imagens de satélite na forma de faixas com 100-300 m de largura por 5-20 km de comprimento.

Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em viagens de exploração científica pela floresta, identificaram a característica típica de danos associados a microexplosões em vários casos.

Em regiões com agricultura extensiva, em áreas relativamente planas, como a região de plantação de soja no Brasil Central ou os grandes canaviais do Sudeste, os tornados deixam frequentemente marcas circulares, com diâmetros da ordem de 100 metros, em intervalos desigualmente espaçados.

Como ocorre um tornado

Isso ocorre quando a ponta inferior do tornado encosta na superfície, enquanto segue sua trajetória de destruição.

Nisso a analogia com o comportamento de um pião saltitante dá uma boa idéia do comportamento do tornado.

Explicações sobre a causa das marcas circulares têm muitas vezes enfocado eventuais pousos de naves extraterrestres, mas na maioria dos casos a ocorrência de tempestades severas com tornados descarta essa possibilidade.

O Que É Um Tornado E Como Se Forma?Imagem: Reprodução

Esquema representando o equilíbrio de forças dos vórtices associados ao tornado e ao furacão. No caso do tornado, os ventos podem girar tanto no sentido dos ponteiros do relógio como no sentido contrário, independentemente.

No caso do furacão, os ventos giram no sentido dos ponteiros do relógio nos furacões que se formam no Hemisfério Sul e no sentido contrário no Hemisfério Norte.

Em ambos os casos o ar tende a se deslocar para o centro da baixa pressão em movimentos em espiral.

Isso é devido ao efeito de uma força adicional, o atrito que age no sentido contrário do movimento e que não aparece na figura.

Pressão quer dizer força devida ao gradiente de pressão que faz com que o ar se dirija para a pressão mais baixa indicada por B na figura.

A força centrífuga aponta para fora e a força de Coriolis aponta para a esquerda do movimento do ar no Hemisfério Sul e para a direita no Hemisfério Norte, resultando, em ambos os casos, na direção quase oposta à força devida ao gradiente de pressão.

Referências

Maria Assunção Faus da Silva Dias – Furacões e tornados: um espetáculo de rotação

Entenda como se forma um furacão

O Que É Um Tornado E Como Se Forma? Imagem de NASA em Unsplash

Furacão é um tipo de ciclone caracterizado por ventos fortes e que ultrapassam a velocidade dos 120 quilômetros por hora. Os ventos giram em torno de seu centro, chamado de “olho” em decorrência de seus aspectos característicos. Os furacões se formam em oceanos tropicais que possuem temperaturas médias de 26 °C, e levam cerca de dois a três dias para desaparecer.

Quando os furacões se formam no Oceano Atlântico, eles são chamados de “furacão”. No entanto, quando eles se formam no Oceano Pacífico, recebem o nome de “tufão”. Eles costumam ser muito grandes, com uma extensão média variando entre 400 e 650 km. Alguns deles já atingiram cerca de 800 km de diâmetro.

Vale ressaltar que quando atingem áreas populacionais, esses fenômenos causam inúmeros impactos econômicos, sociais e ambientais.

Como um furacão se forma?

Os furacões nascem quando a água dos oceanos atinge temperaturas superiores à 26 °C e evapora. Ao subir, esse vapor encontra camadas mais frias e forma grandes nuvens de tempestades.

Durante esse processo, a pressão atmosférica diminui e começa a atrair massas de ar para partes mais altas do céu.

Essas correntes de ar passam a se movimentar rapidamente em forma de círculos, desenvolvendo o olho do furacão.

Em toda a área do furacão chove e venta muito. No entanto, no olho dele faz muito calor, não há nuvens e não chove. Dessa maneira, é por essa região que a água continua evaporando e alimentando o furacão.

Propriedades de um furacão

Os furacões apresentam um centro de circulação fechada, onde os ventos sopram para dentro, em torno dele. Essa circulação é diferente nos dois hemisférios. No Hemisfério Norte, os ventos giram no sentido anti-horário, e no Hemisfério Sul, no sentido horário. Para serem classificados como um furacão, os ventos precisam estar acima de 119 km/h.

Além da temperatura das águas tropicais, a formação dos furacões está associada com a sua área de formação. Geralmente esses fenômenos meteorológicos não se formam próximos à Linha do Equador, já que precisam estar um pouco mais distantes, a fim de sentirem os efeitos da rotação da Terra, que colaboram para que os ventos movimentem-se em torno do centro de baixa pressão.

A intensidade dos furacões é medida por meio da escala Saffir-Simpson, criada pelo engenheiro Herbert Saffir e pelo diretor do Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos em 1970. Ela descreve a categoria, os danos e a velocidade dos ventos. As categorias vão de 1 a 5, e os danos de mínimos a catastróficos.

Furacões, tornados e tufões

Apesar de gerarem confusão, furacões e tornados são fenômenos diferentes. Como já visto, furacão é um sistema de baixa pressão com circulação fechada de ventos. O tornado, por sua vez, é um redemoinho de ventos fortes formados em meio a uma tempestade.

As principais diferenças entre furacão e tornado correspondem ao seu local de formação, visto que os furacões formam-se sobre águas tropicais e os tornados no continente, e também o seu tempo de duração, já que os tornados duram bem menos tempo que um furacão. Os tornados duram cerca de minutos, possuem de 100 m a 600 m de diâmetro e percorrem, aproximadamente, 500 a 1500 metros, segundo o CPTEC.

Exemplos de furacões

Irma

O furacão Irma atingiu o estado da Flórida, nos Estados Unidos, em 2017, e foi considerado o maior já registrado no Oceano Atlântico. O furacão alcançou a categoria 5 e foi capaz de provocar diversos danos catastróficos. Os ventos chegaram a 297 quilômetros por hora na região do Caribe.

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Inicialmente, esse furacão foi classificado na categoria 2. Cerca de 24 horas depois, ele passou para a categoria 3, até atingir a categoria 5 após seis dias. O furacão passou por diversas regiões do Caribe e dos Estados Unidos, provocando cerca de 90 mortes.

Katrina

O furacão Katrina atingiu a costa leste dos Estados Unidos, causando grande destruição em Nova Orleans no ano de 2005. Ele apresentou ventos de aproximadamente 280 quilômetros por hora, sendo classificado na categoria 3. Além de provocar a destruição de diversas áreas, o Katrina também causou a morte de cerca de 1800 pessoas.

Furacões no Brasil

Como ressaltado anteriormente, algumas condições climáticas precisam existir para que um furacão ocorra. Em primeiro lugar, as águas oceânicas do Brasil não costumam superar os 26 °C, o que já afasta a formação desse fenômeno.

Além disso, o furacão é mais comum em regiões que apresentam alterações nas correntes de ventos, tanto na velocidade quanto na direção, o que não é o caso da costa brasileira. Essa mudança nas correntes é mais comum no Hemisfério Norte. No entanto, não podemos dizer que a ocorrência desse evento é impossível no país.

Apesar de depressões e tempestades tropicais já terem ocorrido no Sul do Brasil, o único ciclone tropical registrado oficialmente na região foi chamado de “Catarina” e aconteceu em 2004. O furacão atingiu o Estado de Santa Catarina, deixando cerca de 11 mortos e 500 feridos, além de cerca de 30 mil pessoas desabrigadas.

Mudanças climáticas e furacões

As mudanças climáticas fazem com que a temperatura da superfície e da capa espessa do oceano fiquem mais altas.

De acordo com estudos, existem teorias que dizem que se o oceano ficar mais quente, isso pode se traduzir em tempestades mais fortes e intensas.

Além disso, há indicações de que as áreas em que os ciclones tropicais encontram condições para se desenvolver e para sobreviver também estão ficando mais extensas ao longo do tempo.

Meteorologistas ainda afirmam que talvez o número de ciclones não aumente, mas a distribuição de categorias pode mudar, ou seja, pode-se ocorrer mais furacões de categoria maior e menos de categoria menor. No entanto, cientistas sugerem que precisam de mais dados e informações para provar que o aquecimento global vai provocar furacões mais fortes.

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como se forma os tornados

Os tornados, como outros fenômenos meteorológicos, despertam o interesse, a curiosidade até a imaginação das pessoas.

Tornados são cones de ar em altíssima rotação, originadas de nuvens de tempestade classe Cumulonumbus que pequeno número de vezes entram em contato com o solo. Os tornados possuem o formato de um funil, diminuindo sua largura quanto mas próximo a superfície.

A rapidez dos ventos associados aos tornados são de no mínimo 177km/h eles possuem um diâmetro de mais ou menos 100m. Quer dizer, tornados são menores do que furacões, dado que o diâmetro dos furacões deve ser maior que 100km !!! Ou melhor, um voltado deve ser mais ou menos 1000 vezes menor do que um vendaval.

Tornados já foram observados em todos e cada um dos continentes, menos na Antártica. Os Estados Unidos é o país com a maior incidência de tornados em todo o planeta. Por volta de 70% dos tornados que ocorrem no planeta ocorrem nos EUA. A área deste pais com a maior incidência de tornados é o Parque dos Tornados (ou galeria dos tornados):

No parque dos tornados, o espaço muito frio sequioso chegado do Canadá encontra-se com o espaço quente úmido chegado do Golfo do México. O encontro dessas duas massas de espaço de peculiaridades tão diferentes favorece a formação de tornados.

Nessa zona, a lei prevê que as construções sejam mas reforçadas. Em varias cidades dessa área, há sistemas de alarme espalhados, com intenção de um alerta sonoro seja ouvido durante uma urgência.

Também é acometido milhões de dólares em radares meteorológicos outros sistemas de mensuração.

Porém, como os tornados se formam?

Tornados costumam se formar sobre o terreno (pequeno número de tornados formam-se sobre a agua, falaremos deles logo ). Eles iniciam no momento em que uma tamanho de ar ascendente quente úmida (que forma as nuvens de tempestade) encontra-se com uma tamanho de ar frio seco. O espaço sequioso muito frio é logo forçado para inferior.

Como o funil de ar do furacão inicia a remoinhar ainda não é completamente entendido pelos cientistas. Entretanto, já foi observado que a rotação inicia a acontecer temos cisalhamento do vento.

Cisalhamento do vento é o vento sopra em diferentes velocidades em diferentes alturas.

Por ex, o vento a 300m de fundura sopra a uma rapidez de 8km/h o vento a 1500m de fundura sopra a uma rapidez de 40km/h.

Se esta coluna de vento com cisalhamento localizar uma fluente ascendente que forma nuvens, essa fluente ascendente ganha vigor acelera-se.

A chuva e granizo da tempestade fazem com que o funil atinja a superfície, a nuvem não está carregada o suficiente, o funil do voltado deve não atingir o solo.

Tornados também podem se formar sobre a superfície de lagos, rios oceanos, o funil de nuvens em rotação atinge a agua, a agua é logo sugada, formando o que chamam de tromba d’agua.

As trombas d’agua são muito menos destrutivas que os tornados: sua rapidez é da ordem de 80km/h.

Como a superfície do terreno aquece bastante mais do que a superfície da agua, as correntes de espaço ascendente (termas) que se formam sobre a terreno são muito mas intensas.

Conforme a NOAA, 69% dos tornados são considerados fracos. Tornados fracos duram menos de 10 minutos possuem ventos com mais ou menos 177km/h.

Já os tornados de intensidade mediana correspondem a 29% da totalidade de tornados, com ventos entre 110km/h 330km/h, com duração de 10 a 20 minutos.

os tornados intensos correspondem a unicamente 2% da totalidade de tornados, com ventos de 330km/h duração de cerca de 1h.

Tornados sobre a terreno não são fenômenos comuns no Brasil, porque não temos as mesmas condições favoráveis para o surgimento de tornados que existem nos EUA, por ex. Por aqui, eles ocorrem bastante isoladamente.

Um dos casos documentados mas recentes foi um furacão que ocorreu em 25 de maio de 2005, na cidade de Indaiatuba, interno de São Paulo.

Este ciclone destruiu por volta de 400 imóveis foi registrado por uma câmera de segurança:

Tornado – O que é, história e como se formam

Os tornados são fenômenos naturais que deixam um rastro de destruição por onde passam. Basicamente, os tornados são nuvens em forma de funil que ligam a base de uma cumulonimbus (nuvem de amplo desenvolvimento vertical) à superfície terrestre. A partir de seu deslocamento, causam estragos em conformidade com suas proporções.

O que são os tornados?

Os tornados são considerados os mais graves fenômenos atmosféricos registrados pelo homem, por conta dos intensos danos que ocasionam por onde passam. Os tornados são constituídos a partir de uma coluna de nuvem que gira muito rapidamente, tomando forças neste momento, e que se liga entre a nuvem e o chão.

Os ventos dos tornados podem chegar aos 500 km/h, enquanto o tamanho dos tornados pode ficar em média nos cem metros.

Os danos ocasionados pelos tornados advêm do seu caráter afunilado, o que representa que amplas áreas possivelmente não serão afetadas, como em uma tempestade comum, mas que apenas os locais pelos quais o tornado passar, serão atingidos.

No entanto, a força fica acumulada neste, com uma zona de baixa pressão atuante, o que faz com que haja uma intensa sucção das coisas para dentro do tornado.

Foto: Pixabay

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Como se formam os tornados?

Embora ainda existam algumas dúvidas entre os pesquisadores sobre as formas pelas quais um tornado é formado, sabe-se que este fenômeno natural tem início em meio a intensos temporais, quando há instabilidade atmosférica.

Há uma mudança na direção dos ventos atrelado à um aumento da velocidade do mesmo, o que cria uma rotação horizontal muito intensa destes ventos na atmosfera.

O ar ascendente da baixa atmosfera entra nesta tempestade e o ar que estava em rotação horizontal, passa para posição vertical (forte vorticidade vertical), ligando a nuvem ao chão.

Assim, os requisitos básicos para a formação de um tornado são a superposição de massas de ar ascendentes e ainda que existam campos de rotações de ventos. As nuvens que comumente formam os tornados são as cumulonimbus, as quais são nuvens com grande desenvolvimento vertical (imagem abaixo), e que são conhecidas por produzirem relâmpagos, chuvas severas e temporais.

Foto: Pixabay

Características dos tornados

Os tornados são fenômenos naturais extremamente poderosos, sendo que se estima que produzem energia equivalente a uma bomba atômica de 20 quilotons (quantificação da energia liberada por uma bomba em explosão), potência essa que pode ser intensificada em conformidade com a força atingida pelo tornado. Os tornados possuem um movimento giratório próprio de alta intensidade, o que faz com que girem rapidamente com muita força. No entanto, sua dinâmica não se esgota nisso, pois eles se deslocam também rapidamente, tanto em linha reta, quanto em sentido sinuoso.

 Classificação dos tornados

Em homenagem ao cientista de tornados Dr. Ted Fujita (nascido em 1920, falecido em 1998) da Universidade de Chicago, a escala que mede a intensidade dos tornados é a Escala Fujita.

A intensidade dos tornados é medida a partir dos estragos que eles ocasionam, e não necessariamente pelo seu tamanho, o que seria um processo de difícil análise.

Portanto, são averiguados os danos materiais e sociais ocasionados, e então define-se a escala do tornado. A Escala Fujita abrange seis níveis de intensidade:

  • F0 – considerado fraco, atinge ventos que se estendem desde os 64 até 116 Km/h – Os danos registrados são galhos de árvores quebrados e telhas arrancadas. Raramente há registros de pessoas feridas nesta categoria de tornado.
  • F1 – considerado ainda fraco, atinge ventos de 117 até 180 Km/h – Nesta categoria são registradas árvores arrancadas ou derrubadas, podendo haver ainda danos maiores em telhados, bem como tombamento de trailers e desabamento de barracos.
  • F2 – considerado de intensidade média, são aqueles cujos ventos se estendem de 182 até 253 Km/h. Nesta categoria são registradas árvores voando e arrastadas pela força dos ventos. Além disso, pequenas estruturas vão ao chão.
  • F3 – considerados médios, abrangendo ventos de 254 até 332 Km/h. Esse tipo de tornado é mais severo, quando carros tombam e paredes são derrubadas. Comumente árvores são arrancadas com raízes neste tipo de tornado.
  • F4 – considerado como um tornado violento, pode atingir velocidades entre 333 e 418 Km/h. Esse tipo de tornado provoca devastação no local atingido e casas são parcialmente destruídas.
  • F5 – são tornados considerados violentos, sendo que atingem velocidades entre 420 e 512 Km/h. Neste contexto, estruturas de aço do tamanho de carros podem mover-se, edifícios podem ser arrancados do chão.

Você sabia? O que é um tornado?

A palavra tornado tem origem na palavra espanhola tornada, que significa tempestade.

O tornado é uma coluna de ar giratória, que se desloca a uma velocidade de 30km/h a 60km/h em volta de um centro de baixa tensão.

Apesar de pequeno, é um intenso redemoinho de vento que ocorre quando uma nuvem em movimento alcança a terra. Quando se forma sobre a água, o tornado é denominado tromba d'água.

O tornado é o fenômeno mais destrutivo de todas as perturbações atmosféricas, apesar de a área ser mais limitada que a dos furacões, com diâmetro geralmente menor que dois quilômetros.

Para se ter uma idéia, os furacões podem atingir um diâmetro de centenas de quilômetros e serem formados por diversos tornados, explica Eduardo Netto, professor de climatologia e meteorologia da Ulbra, em Canoas (RS).

Há outras diferenças: diferente do furacão, o tornado tem um tempo de vida de alguns minutos e raramente ocorre por mais do que uma hora. Além disso, os tornados se formam a partir de uma única nuvem de chuva e podem possuir vários redemoinhos, enquanto os furacões são feitos de diversas nuvens e têm apenas um vórtice.

Os tornados têm mais probabilidade de ocorrer em uma área determinada dos Estados Unidos, explica o professor Netto, e acontecem com a chegada de frentes frias, em regiões onde o clima é mais quente e instável. O caminho que o tornado percorre é irregular, quando o funil encosta na superfície pode se mover em linha reta ou não. Pode ainda duplicar-se, pular lugares ou formar vários funis.

Mesmo normalmente pequena, podendo ser menor que 30 metros, a largura de um tornado pode ultrapassar 2,5 quilômetros. Os menores tornados são denominados mínimos e os maiores, de máximos.

Um mínimo irá durar não mais do que alguns minutos, deslocar-se um quilômetro e meio e ter ventos com velocidade de até 160km/h.

O chamado máximo pode deslocar-se 320 quilômetros ou mais, durar até três horas e ter ventos com velocidade superior a 400km/h.

Os cientistas ainda não conseguiram precisar a velocidade do vento dentro do funil, pois não há possibilidade de uso de instrumentos, que são destruídos pela força da tempestade, mas estima-se que possa chegar a 450km/h. Há somente uma escala usada pelos metereologistas para medir a intensidade dos ventos de um tornado, a Fujita-Pearson Tornado Intensity Scale.

A Escala Fujita classifica o fenômeno de leve (F0), onde a velocidade do vento atinge o máximo de 110km/h, até fora de série (F6), com ventos acima de 511km/h. Atualmente, existe uma nova versão da escala Fujita, a escala Fujita melhorada, que vai de F0 a F5, pois a F6 é considerada hipotética.

Já os chamados ciclones, tufões e furacões são nomes diferentes para o mesmo fenômeno climático básico e, que, em conjunto, recebem o nome de ciclones tropicais. O nome individual depende da região do planeta onde esses fenômenos se formam.

O furacão é o nome dado a um ciclone tropical de núcleo quente, com ventos contínuos de 118km/h ou mais, que ocorrem no Oceano Atlântico Norte, mar do Caribe, Golfo do México e no norte oriental do Oceano Pacífico.

Este mesmo ciclone tropical é conhecido como tufão no Pacífico ocidental e como ciclone no Oceano Índico.

Os ciclones são ventos que sopram ao redor de um centro de baixa pressão atmosférica, ocorrendo uma circulação fechada, conta o professor.

Por uma série de questões que envolvem características do globo terrestre, como rotação, pólos e outros, os ciclones giram no sentido horário no hemisfério sul e anti-horário no hemisfério norte, da mesma maneira que ocorre com a água, por exemplo, quando se enche uma banheira e se destapa depois o ralo. Os ciclones, dependendo de suas condições (origem, ventos, etc), podem ser classificados como furacão ou tufão, entre outras classificações.

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