O Que É O Vento Como Se Origina?

A circulação atmosférica é a movimentação do ar que ocorre pela diferença de temperatura e pressão. O ar mais frio é mais denso, tendendo a descer. O ar quente é menos denso, tendendo a subir. Ademais, o deslocamento ocorre das áreas de alta pressão para baixa pressão.

A circulação da atmosfera é dividida em 3 células:

  • Célula Tropical: também chamada de Célula de Hadley. Ela se encontra entre os trópicos. Em altas altitudes, o ar se movimenta em sentido dos polos;
  • Célula de Ferrel: também chamada de Célula das Latitudes Médias. Ela se encontra entre a Linha do Equador e os polos. Em baixas altitudes, o ar se movimenta em sentido dos polos;
  • Célula Polar: o ar que vem da Célula de Hadley e da Célula de Ferrel ao chegar nos polos, devido à baixa temperatura, exerce alta pressão.

O Que É O Vento Como Se Origina?Circulação Geral da Atmosfera

O movimento
de rotação e de translação é fundamenta para a circulação de ar, pois o vento
possui uma trajetória mais curva do que linear (Efeito Coriolis). Além das
células citadas, existem os ventos alísios e contra-alísios:

  • Alísios: são os ventos que sopram constantemente dos trópicos para o Equador em baixas altitudes. Os alísios são ventos úmidos que provocam chuvas nas imediações do Equador, onde ocorre o encontro e ascensão desses ventos. Por essa razão, a zona equatorial é a região das calmarias equatoriais chuvosas;
  • Contra-alísios: sopram do Equador para os trópicos em altitudes elevadas. Os contra-alísios são ventos secose os responsáveis pelas calmarias tropicais secas que geralmente ocorrem ao longo dos trópicos.

O Que É O Vento Como Se Origina?Dinâmica dos Ventos Alísios e Contra-alísios

A área que
recebe os ventos alísios é chamada de Zona de
Convergência Intertropical (ZCIT). Caracteriza-se pela baixa pressão e por convergir
os alísios na superfície terrestre ao longo da Linha do Equador. No
Brasil, ela é responsável pela maior parte da pluviosidade
na Região Norte e Nordeste.

A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) pode
atuar por até 10 dias, sendo responsável por chuva volumosa e prolongada no Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Apesar da ZCAS ocorrer em todo
verão, sua intensidade pode variar, ou seja, ao invés de chover, o tempo fica
apenas nublado.

Além da ZCIT
e da ZCAS, que atuam no Brasil, temos a Zona de
Convergência do Pacífico Sul (ZCPS) que atua no Sudeste Asiático, sendo
caracterizada pelas elevadas temperaturas. E a Zona de
Convergência do Índico Sul (ZCIS), que é uma área de precipitação.

O vento pode
se expressar de várias maneiras, seja como uma simples brisa marítima ou um
tornado, podendo causar chuva torrencial ou estiagem severa.

  • Tempestade ou temporal: chuva torrencial marcada por raio (descarga elétrica entre a nuvem e a superfície), relâmpago (descarga elétrica visível em forma de luz), trovão (ondas sonoras do relâmpago) e ventos fortes;
  • Tempestade tropical, ciclone, furacão ou tufão: são redemoinhos atmosféricos que giram em torno de um centro de baixa pressão, podendo durar 1 semana e ter 400 km de diâmetro. Iniciam nas águas quentes litorâneas e podem ir para o continente, provocando chuvas e ventos fortes de 119 km/h ou mais;
  • Diferenças:
    • O furacão é um ciclone tropical originado no Atlântico Norte ou no Centro ou Leste do Pacífico Norte. A escala Saffir-Simpson só pode ser aplicada a ele;
    • Caso o fenômeno aconteça no Pacífico Noroeste, recebe o nome de tufão;

Se ocorrer no Oceano Índico ou no Pacífico Sul, mantém o nome de ciclone tropical.

O Que É O Vento Como Se Origina?A escala Saffir-Simpson classifica os furacões de acordo com a velocidade dos ventos Fonte: CETESB

Tornado

Origina-se pelo encontro de correntes de ar com temperaturas e direções opostas dentro de uma nuvem, formando um funil. Conforme aumenta a velocidade dessas correntes, pode formar uma coluna giratória que se dirige ao solo.

Os tornados duram menos (cerca de 15 minutos) e são menores (aproximadamente 2 km de diâmetro) que os furacões, mas são mais destrutivos. Quando se forma na água, o tornado é chamado de tromba d’água.

Escala Fujita para Tornados e Ventos Fortes Fonte: Laboratório de Hidrometeorologia – IAG/USPO Que É O Vento Como Se Origina?Velho e Novo Corredor dos Tornados

Caiu no vestibular – circulação do ar

Questão UNICAMP 2016

A figura a seguir exibe a imagem de um ciclone.

O Que É O Vento Como Se Origina?

É correto afirmar que o ciclone em questão:

a) ocorreu no Hemisfério Sul e corresponde a uma área de alta pressão atmosférica.b) pode ocorrer em qualquer hemisfério, independentemente da pressão atmosférica.c) ocorreu no Hemisfério Norte, em zonas tropicais e de baixa pressão atmosférica.

d) ocorreu no Hemisfério Sul e corresponde a uma área de baixa pressão atmosférica.

Resolução

  • a) Incorreto. Os ciclones se formam em áreas de baixa pressão.
  • b) Incorreto. Os ciclones se formam em áreas de baixa pressão.
  • c) Incorreto. No Hemisfério Norte, os ventos se deslocam no sentido anti-horário.
  • d) Correto. No Hemisfério Sul, os ventos se deslocam no sentido horário.

Gabarito: d

Quetão Unicamp 2012

Observe o esquema abaixo, que indica a circulação atmosférica sobre a superfície terrestre, e indique a alternativa correta.

O Que É O Vento Como Se Origina?

a) Os ventos alísios dirigem-se das áreas tropicais para as equatoriais, em sentido horário no hemisfério norte e anti-horário no hemisfério sul, graças à ação da Força de Coriolis, associada à movimentação da Terra.

b) Os ventos alísios dirigem-se das áreas de alta pressão, características dos trópicos, em direção às áreas de baixa pressão, próximas ao equador, movimentando-se em sentido anti-horário no hemisfério norte e em sentido horário no hemisfério sul.

c) Os ventos contra-alísios dirigem-se dos trópicos em direção ao equador, movimentando-se em sentido horário no hemisfério norte e anti-horário no hemisfério sul, graças à ação da Força de Coriolis.

d) Os ventos contra-alísios dirigem-se da área tropical em direção aos polos, provocando quedas bruscas de temperatura e eventualmente queda de neve, movimentando-se em sentido anti-horário no hemisfério sul e em sentido horário no hemisfério norte.

Resolução

  • a) Correto. Os ventos alísios se originam nos trópicos e vão até a Linha do Equador.
  • b) Incorreto. Em sentido horário no hemisfério norte e anti-horário no hemisfério sul.
  • c) Incorreto. Os ventos contra-alísios dirigem-se do Equador em direção aos trópicos.
  • d) Incorreto. Os ventos contra-alísios dirigem-se do Equador em direção aos trópicos.

Gabarito: a

É isso, pessoal! Espero que tenham curtido essa aula sobre a Circulação do Ar. Sigam-me nas redes sociais. Têm muitas dicas lá. Abraços!

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CURSOS PARA VESTIBULAR

Ventos: o que são, tipos, formação, movimentos – Brasil Escola

Ventos são importantes para a dinâmica natural do planeta, a qual envolve o clima, relevo, formação de chuvas, entre outros fatores. Eles são definidos como o deslocamento do ar e da variação da pressão atmosférica ao longo de um período.

Leia também: Quais as diferenças entre furacão, tornado e ciclone?

O que é vento?

O planeta está cercado de ar, que é a atmosfera. Esse ar torna a vida possível e está sempre se movimentando. Quando temos a movimentação do ar, temos os ventos. Sua intensidade pode variar de acordo com as condições geográficas e climáticas, podendo trazer sensações de alívio e frescor ou mesmo causar destruições catastróficas.

O Que É O Vento Como Se Origina? O vento é o ar em movimento.

Os ventos surgem de variações nas pressões atmosféricas, nas áreas de alta pressão e de baixa pressão. Eles sopram, em geral, das áreas mais altas para as mais baixas, em uma espécie de equilíbrio.

Devido à esfericidade e rotação da Terra, os ventos estão em constante movimento e possuem diferentes características, podendo ser úmidos, secos, quentes ou frios.

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Tipos de ventos

A classificação dos tipos de ventos existentes no planeta varia de acordo com a intensidade, direção, temperatura, umidade, além de fatores locais. Vejamos os principais tipos de ventos que ocorrem no mundo.

  • Brisas: ventos constantes que sopram do mar para o continente (dia) e no sentido contrário durante a noite.
  • Monções: muito comuns na Ásia, são ventos que sopram do mar para o continente (estação chuvosa, entre julho e agosto) e do continente para o mar (estação seca, entre dezembro e janeiro).
  • Ventos alísios: ventos úmidos que sopram dos polos e dos trópicos em direção à Linha do Equador.
  • Ventos contra-alísios: ventos secos que sopram da Linha do Equador para os trópicos.
  • Ciclones: ventos circulares que têm como características tempestades tropicais e subtropicais, com massas de ar que estão em constante movimento rotativo.
  • Tufão: ventos circulares (ciclones) formados na Ásia. Possui as mesmas características dos furacões, com exceção da localização. Geralmente tufões são encontrados na Ásia, próximos à Linha do Equador, no Oceano Pacífico.
  • Furacão: ventos circulares (ciclones) que chegam a atingir 400 km de diâmetro. O sentido de sua direção varia de acordo com o hemisfério: anti-horário, no Hemisfério Norte, e horário, no Sul. São bem frequentes no Mar do Caribe e na costa leste dos Estados Unidos.
  • Tornado: o mais forte dos ventos, podendo atingir até 490 km/hora. Seu tamanho pode ser de até 10 km de diâmetro, sendo formado por redemoinhos e poeiras, ocorrendo em zonas temperadas no Hemisfério Norte.
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Leia também: Por que os Estados Unidos são tão atingidos por furacões e tornados?

Movimento dos ventos

A rotação do planeta faz com que, na Linha do Equador, os ventos soprem na horizontal, em linha reta. Entretanto, nos hemisférios Norte e Sul, essa movimentação ocorre de maneira diferente. No Hemisfério Norte, geralmente os ventos são forçados a soprar à direita, ocorrendo o oposto no Hemisfério Sul, isto é, à esquerda.

No norte do planeta há muitas áreas emersas e cadeias montanhosas. Com isso, ventos podem chegar a 200 km/hora em certos períodos, mas não se comparam com a constância dos ventos oeste que sopram no Hemisfério Sul, principalmente nas áreas do Oceano Índico e Pacífico, sendo esse último um local com muitas tempestades em alto-mar.

Importância dos ventos

O movimento do ar é fundamental para o desenvolvimento da vida na Terra. Em geral, os ventos têm a função de levar ar frio para o Equador e ar quente para os polos, um equilíbrio essencial para as temperaturas não ficarem tão extremas nas áreas citadas. Há também a importância da determinação dos diferentes tipos climáticos.

Além disso, a movimentação dos ventos transporta umidade para diferentes áreas do planeta, produzindo chuva. Entretanto, ventos muito fortes podem causar danos a plantas e árvores, que se desenvolvem com dificuldades em áreas de ventania excessiva.

Dessa forma, para crescer, as vegetações se adaptam à região em que estão, seja com uma altura razoável para não sofrer tanta interferência do vento, seja com galhos flexíveis, que se curvam, mas não quebram.

O Que É O Vento Como Se Origina? Tempestade sobre o oceano. A força do vento pode gerar eventos catastróficos.

Quando estudado, o vento possui vantagens significativas. O ser humano aprendeu a usá-lo a seu favor, como na construção de grandes moinhos, no impulsionamento de velas nas embarcações, na produção de energia eólica, entre outras aplicações.

Fenômenos meteorológicos

A formação de fenômenos meteorológicos muito tem a ver com a movimentação das massas de ar e das diferenças na pressão atmosférica. Eventos como o surgimento de ciclones, furacões e tornados ocorrem em razão das diferenças nas pressões atmosféricas, umidade do ar, além das temperaturas em determinadas épocas do ano.

O Que É O Vento Como Se Origina? O vento é um grande aliado na formação de chuvas e outros fenômenos meteorológicos.

Ademais, o El Niño e a La Niña, que são eventos esporádicos no Oceano Pacífico, na costa oeste da América do Sul, transformam toda a dinâmica pluvial das regiões adjacentes por meio da ação dos ventos.

Exercícios resolvidos

  • Questão 1 – (Udesc 2016) Assinale a alternativa que descreve corretamenteas características da atmosfera terrestre.
  • A) Os gases majoritários da atmosfera são o hidrogênio e o oxigênio.
  • B) Na camada denominada termosfera ocorre a maior concentração do gás ozônio na atmosfera.
  • C) A camada denominada troposfera é termicamente instável, fato que provoca fenômenos meteorológicos, como a chuva e o vento.
  • D) A atmosfera se torna cada vez mais rarefeita conforme diminui a altitude.
  • E) A composição da atmosfera manteve-se inalterada desde a formação do planeta, há bilhões de anos, até o advento da Revolução Industrial.
  • Resolução

AlternativaC. É na troposfera que ocorre a maioria dos fenômenos meteorológicos, como a movimentação do ar (vento) e chuvas.

Questão 2 – (Unesp 2016)

O Que É O Vento Como Se Origina?

(Ercília T. Steinke. Climatologia fácil, 2012. Adaptado.)

  1. A imagem ilustra o trajeto mais comum dos pilotos de asa-delta entre o Vale do Paraná e a Esplanada dos Ministérios em Brasília, distantes cerca de 90 quilômetros. Constituem fatores que permitem a longa duração deste voo:
  2. A) o ângulo de incidência do sol (a intensidade de energia solar que atinge a Terra) e a frente oclusa (a ação do movimento da corrente de ar frio levantando o ar quente até que ele perca seu contato com a superfície).
  3. B) a gravidade (a força de atração entre dois corpos) e a expansão adiabática (a expansão de grandes bolhas de ar até encontrarem menores valores de pressão atmosférica).
  4. C) a brisa terrestre (a formação de um campo de alta pressão junto à superfície) e os ventos divergentes em altitude (a conformação de uma área receptora de ventos ascendentes).
  5. D) o atrito (a força gerada no sentido contrário ao deslocamento do vento) e o efeito de Coriolis (a rotação das massas de ar no sentido horizontal em função do movimento da própria Terra).
  6. E) o processo de condução (a transferência de calor da superfície para a camada mais próxima da atmosfera) e o processo de convecção (a dinâmica cíclica entre o ar quente que sobe e o ar frio que desce).
  7. Resolução

Alternativa E. Nesse tipo de esporte, os voos mais longos dependem da ação do vento e calor para acontecer, como os movimentos cíclicos e a transferência do ar mais quente para a camada superior da atmosfera.

Por Átila Matias Professor de Geografia

Origem e tipos de ventos – Geografia

Vento é o ar em movimento. É o deslocamento frequente e contínuo do ar na superfície terrestre.

Embora não consigamos ver o ar se movimentando, somos capazes de identificar sua existência e intensidade por meio do balançar das árvores, deslocamento de folhas, areia e poeira.

Sentimos o ar se deslocando pelo toque em nosso corpo, observamos a movimentação das nuvens e das dunas no litoral. A pipa no céu usa o vento para se manter no alto e cata-vento gira pelo efeito do deslocamento do ar.

O Que É O Vento Como Se Origina?

Cena comum em dia de ventos fortes com chuva. Foto: Rainer Fuhrmann / Shutterstock.com

Importância dos ventos

A movimentação do ar, além de contribuir para a manutenção do equilíbrio de temperatura, é também útil para a polinização das plantas, é agente modelador do solo e do relevo, movimenta as embarcações à vela, os moinhos de vento e serve inclusive para a produção de eletricidade por meio da energia eólica.

Origem dos ventos

O ar se movimenta em razão da diferença de temperatura e pressão da atmosfera. Para entendermos melhor como esse fenômeno se processa, precisamos entender a influência da variação de temperatura na pressão atmosférica.

Pressão atmosférica é a medida da força exercida pelo peso da coluna de ar sobre uma área da superfície terrestre. Quanto maior o peso da coluna de ar, maior a pressão atmosférica.

Quanto maior a temperatura do ar, mais suas moléculas se movimentam e mais elas se distanciam umas das outras – como efeito, mais reduzido será o número de moléculas por m3 (metro cúbico) de ar e menor será o peso do ar aquecido. Já o oposto ocorre quando o ar é submetido a baixas temperaturas. As moléculas de ar aglutinam-se e perdem mobilidade, assim o ar se torna mais denso e pesado, ou seja, maior é a pressão atmosférica.

Em razão da relação entre temperatura e pressão, é que ocorre a movimentação do ar.

O ar frio, mais pesado, desloca-se para as áreas mais baixas, enquanto que o ar mais quente e leve tende a subir para as áreas mais elevadas da atmosfera.

De um modo mais simples: o ar quente sobe e o ar frio desce. É nessa dinâmica de equilibrar as pressões que o ar se movimenta. Veja na imagem abaixo:

O Que É O Vento Como Se Origina?

Ar quente sobe, ar frio desce. Ilustração: OSweetNature / Shutterstock.com

Podemos entender a circulação geral da atmosfera em escala planetária:

  • As zonas de alta pressão, também conhecidas como anticiclonais estão localizadas nas áreas polares e nas regiões subtropicais (aproximadamente 30° de latitude, nos dois hemisférios: norte e sul). Nestas zonas o ar é mais denso e por isso exerce maior pressão, em função disso ele tende a ir para as partes mais baixas da atmosfera.
  • As zonas de baixa pressão, também chamadas de ciclonais estão localizadas, por exemplo, na região do Equador. Nesta porção do planeta é que a incidência da radiação solar é mais intensa, portanto tem temperaturas mais elevadas. Lá o ar é quente e mais leve, portanto sobe.

Os ventos sopram das áreas de alta pressão, para as áreas de baixa pressão. O ar se movimenta em busca do equilíbrio atmosférico, tanto de temperatura, como de pressão.

Na imagem a seguir, conseguimos visualizar essa dinâmica atmosférica:

O Que É O Vento Como Se Origina?

A circulação de ventos quentes e frios na atmosfera. Ilustração: Jamilia Marini / Shutterstock.com

Zona de convergência intertropical é a faixa de encontro da circulação dos ventos do hemisfério sul e do hemisfério norte. Está localizada na região equatorial.

Tipos de ventos

Os ventos podem ser classificados de acordo com diferentes critérios: origem, regularidade, localização, periodicidade ou intensidade. Aqui optamos por categorizar os ventos de acordo com sua regularidade e também sua área de ocorrência.

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Ventos secundários ou regulares

O movimento de rotação do planeta Terra, que gira de oeste para leste, afeta a circulação geral da atmosfera, no entanto o ar se desloca na horizontal apenas na linha do Equador. O chamado efeito Coriolis é responsável por desviar o ar na superfície terrestre para a esquerda no hemisfério sul e para a direita no hemisfério norte.

Ventos alísios

Além da influência do efeito Coriolis na linha do Equador, o ar, nesta região é constantemente aquecido, que responde com um movimento ascendente desse mesmo ar, de menor densidade.

O espaço deixado pelo ar que se deslocou para cima é preenchido pelos ventos originados nas regiões de alta pressão na zona subtropical.

Esses são os ventos alísios, que sopram praticamente o ano todo, sempre na mesma direção:

    • Ventos alísios de nordeste – no hemisfério norte sopram de nordeste para sudoeste.
    • Ventos alísios de sudeste – no hemisfério sul sopram de sudeste para noroeste.

Ventos contra-alísios

Como vimos acima, os ventos alísios sopram das regiões subtropicais em direção ao Equador. Os ventos alísios são carregados de umidade, que se condensa e precipita na porção equatorial em razão das altas temperaturas.

Esse ar que perdeu umidade e aqueceu, sobe para porções mais elevadas da atmosfera e retorna em direção aos trópicos. Esses ventos quentes e secos provenientes da região equatorial são os ventos contra-alísios.

Frutos da convergência e das mudanças de temperatura e pressão dos ventos alísios. Os ventos contra-alísios sopram do Equador para os trópicos.

Formação de desertos – na porção do planeta que recebe os secos ventos contra-alísios, não por acaso, estão localizados alguns dos maiores desertos da Terra. O Saara no continente africano, o deserto de Gobi, no Oriente Médio, Central na Austrália, Grande Bacia nos Estados Unidos entre outros.

Ventos sazonais

São ventos que apresentam particularidades específicas e sua abrangência se restringe a uma região do globo e até mesmo porção de apenas poucos quilômetros.

Brisa – as brisas ocorrem em razão da diferença de temperatura e pressão entre oceano e continente.

  • Brisa marítima – Durante o dia, tanto as águas oceânicas, quanto a terra são aquecidas. No entanto, as áreas continentais aquecem mais rapidamente que a água. Esse aquecimento gera uma área de baixa pressão, uma vez que já aprendemos, que o ar quente sobe. O oceano, neste momento com ar mais frio, sopra a brisa marítima em direção ao continente.
  • Brisa terrestre – A noite a condição é oposta, pois as terras do continente perdem calor com mais rapidez – se resfriam mais rapidamente e formam centros de alta pressão que passam a dispersar ventos em direção ao oceano. Os ventos da terra sopra em direção ao mar.

Monções – Assim como a brisa, as monções resultam das diferenças de pressão e temperatura entre o ar na região do oceano e na das terras continentais. Fenômeno que ocorre especialmente no sul e sudeste asiático e atinge países como: Índia, Bangladesh, Indonésia, Paquistão, Malásia, Butão, Tailândia, Mianmar e diversos outros.

Monções de verão – No verão, o continente apresenta uma temperatura mais elevada que o oceano. A camada de ar que está sobre o continente, aquecida, sobe para as porções mais elevadas da atmosfera, criando um extenso centro de baixa pressão.

No Oceano, o ar mais frio, em uma zona de alta pressão, se desloca carregado de umidade para o continente, ocupando o espaço deixado pelo ar quente que subiu.

Esse fenômeno gera, durante meses chuvas torrenciais, que caracterizam a região do globo com mais elevada pluviosidade.

Monções de inverno – No inverno, o ar do continente fica mais frio do que o do oceano. E então o oposto acontece. No continente forma-se uma zona de alta pressão que sopra ventos secos em direção ao oceano que está neste período, mais quente que as terras continentais. São vários meses de estiagem severa, pois a formação de nuvens é praticamente inexistente.

Ventos locais

Alguns ventos são produzidos em razão de diferenças locais de temperatura e pressão. Esses deslocamentos de ar são conhecidos como ventos locais ou especiais. Em geral, têm sua dinâmica nas porções mais baixas da atmosfera, ou seja, mais próximo da superfície da Terra. Diferenças locais de temperatura e pressão produzem ventos locais.

Vejamos a seguir alguns tipos de ventos locais:

Siroco – Tem origem na região do deserto do Saara e sopra na direção norte do continente africano, ultrapassa o mar Mediterrâneo e chega até o sul da Europa. No continente africano é um vento seco, que gera tempestades de areia. Quando atinge o mar Mediterrâneo, ganha umidade, que provoca chuvas severas nesta região. Ao atingir o litoral sul da Europa, chega frio e úmido.

Mistral – Se origina nos Alpes e se desloca sobre o território francês em direção ao mar Mediterrâneo. O caminho deste vento é o vale do rio Reno. Além de atingir rajadas de grande velocidade, este vento é muito frio e seco. É um dos fatores responsáveis pelas nevascas no sul da França.

Foehn – É um vento quente de importância local nos Alpes. É um vento forte, tempestuoso, seco e quente que é formado quando o ar úmido atinge um dos lados de uma montanha. Esse ar, impedido de passar em função da barreira natural, condensa e precipita.

Quando perde umidade, parte deste ar ganha temperatura, sobe e consegue ultrapassar a montanha. É um vento de origem orográfica.

Na região dos Alpes, esse vento quente é favorável aos produtores rurais, uma vez que ajuda os animais a pastar derretendo a neve e auxilia no amadurecimento das uvas.

Bibliografia:

https://www.feis.unesp.br/Home/departamentos/fitossanidadeengenhariaruralesolos715/apresentacao-aula_07_quebra-vento-2014.pdf

http://www.fakeclimate.com/arquivos/MaterialDidaticoFake/02-Ventos.pdf

Caracterização do vento e estimativa do potencial eólico para a região de tabuleiros costeiros (Pilar, Alagoas) Juliane Kayse Albuquerque da Silva – Dissertação de Mestrado – disponível em: http://www.repositorio.ufal.br/bitstream/riufal/859/1/Dissertacao_JulianeKayseAlbuquerquedaSilva.pdf

ATLAS DO POTENCIAL EÓLICO BRASILEIRO – http://www.cresesb.cepel.br/publicacoes/download/atlas_eolico/Atlas%20do%20Potencial%20Eolico%20Brasileiro.pdf

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/geografia/origem-e-tipos-de-ventos/

Como os ventos se formam?

Paola Bueno 30 Abr. 2019 5 min O Que É O Vento Como Se Origina?Os ventos são gerados devido a diferença de pressão e temperatura entre as massas de ar.

O vento é um dos principais elementos da meteorologia, sendo o principal responsável pelo o transporte de massas de ar e toda a circulação atmosférica global. Sua definição nada mais é do que ar em movimento, e o ar é composto por várias moléculas, como moléculas de nitrogênio, oxigênio e partículas em suspensão. Mas o que faz o ar se mover de um lado para o outro?

A principal força responsável pela a formação do vento é a Força do Gradiente de Pressão (FGP).

Antes de entendermos o que é a FGP precisamos saber que a pressão representa o peso que a atmosfera exerce por unidade de área, ou seja, é a pressão que o peso do ar exerce em determinada área em determinado nível da atmosfera.

A pressão depende essencialmente da densidade do ar, que é a medida do grau de concentração de massa de moléculas num determinado volume, e da temperatura do ar. Quanto maior o número de moléculas próximos a superfície, mais pesado será o ar e maior será a pressão exercida!

O Que É O Vento Como Se Origina?Ilustração da formação dos ventos (setas cinzas) entre duas colunas de ar, onde a coluna 1 é resfriada e a 2 é aquecida.

Vamos tomar como exemplo duas colunas de ar, como mostrado na figura a seguir, onde as colunas 1 e 2 possuem a mesma quantidade de moléculas e sua largura não varia. A coluna 1 é resfriada, então suas moléculas passam a se mover devagar e se juntam, comprimindo a coluna e tornando o ar mais denso.

Enquanto que o aquecimento da coluna 2 faz com que as moléculas se movam mais e se afastem uma das outras, expandindo a coluna e tornando o ar menos denso.

No nível de altura do ponto 1, notamos que a coluna 2 possui mais moléculas acima desse nível que a coluna 1, portanto a coluna 2 tem uma pressão mais alta (A) enquanto que a coluna 1 possui uma pressão mais baixa (B).

Essa diferença de pressão gera um gradiente de pressão e esse gradiente estabelece a FGP!

A FGP sempre aponta da alta para a baixa pressão e, como a atmosfera tenta sempre manter seu equilíbrio, ela vai gerar um movimento de ar – o vento – da alta para a baixa, a fim de equilibrar as duas colunas de ar! Quando o vento leva moléculas da coluna 2 para 1 no nível mais alto (1), mais moléculas vão para a coluna 1, exercendo uma maior pressão em superfície (2), isso gera outra FGP, que gera um movimento de ar da coluna 1 para 2 (3), fechando uma célula de circulação!

vento

As características mais evidentes da circulação geral atmosférica consistem na existência de correntes de ar. Quando uma região da Terra aquece, a pressão nessa mesma região diminui e o ar eleva-se, deixando um vazio que vai ser ocupado pelo ar, mais frio, da proximidade.

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Assim se origina um movimento do ar, o vento, que se desloca das regiões de maior pressão, anticiclónicas, para as de menor pressão, ciclónicas.

Devido à rotação da Terra, o vento não sopra perpendicularmente às linhas de igual pressão, experimentando um desvio que o faz adquirir um movimento circular de este para oeste no Hemisfério Norte e de oeste para este no Hemisfério Sul.

No Equador, o ar está submetido a um aquecimento constante, o que faz com que a sua densidade diminua e ele se eleve, ao mesmo tempo que vai arrefecendo e desce de novo à superfície.

Nas latitudes norte e sul superiores a 30o, o ar quente procedente do Equador choca com o ar frio que se desloca dos polos. Originam-se ventos constantes que sopram sempre na mesma direção.

São denominados ventos alísios os que se deslocam das regiões tropicais para o Equador, e contralísios os que se deslocam em sentido contrário, a cerca de três quilómetros de altura por cima dos alísios.

Tanto uns como outros não sopram perpendicularmente ao Equador, por efeito do movimento de rotação da Terra: os alísios do norte sopram em direção ao sudoeste e os do sul em direção ao noroeste.

Nas regiões situadas a cerca dos 30o de latitude, os ventos variam mais de direção e não são, em geral, tão fortes como os do norte e do sul. Estas regiões são conhecidas com o nome de zonas de calmas tropicais.

Nas zonas equatoriais há uma grande abundância de chuvas devido ao movimento ascendente do ar quente carregado de humidade, o qual, ao alcançar alturas consideráveis, arrefece e não pode manter a mesma concentração de vapor de água.

Contudo, o ar que se dirige para sul ou norte do Equador perde a maior parte da humidade, pelo que o ar que desce a 30o de latitude e regressa ao Equador é relativamente seco.

A este facto se deve a maior parte das zonas desérticas da Terra, que se encontram situadas entre os 15 e os 30o de latitude norte ou sul.

Formam-se outros tipos de vento, devido à diferença entre o aquecimento dos oceanos e os continentes, denominados periódicos por soprarem alternadamente num sentido e no sentido contrário. São as monções e as brisas.

Existem ainda outros ventos, chamados locais, que são próprios de uma determinada região. Os mais conhecidos são o siroco, que sopra na Sicília e é proveniente dos desertos africanos, o mistral do vale do Ródano, que é frio e seco, e o simum, vento muito quente dos desertos de África e da Arábia.

Ventos: Tipos de vento, massas de ar, frentes frias e brisa marítima

Sendo composto por átomos, organizados em diferentes grupamentos atômicos, formando uma mistura de gases, o ar ocupa lugar no espaço e tem massa, pois é matéria.

Podemos perceber que o ar oferece resistência ao movimento dos corpos que nele estão imersos.

Por exemplo, se andarmos de carro com a mão aberta, com a palma virada para a parte dianteira do carro, sentiremos que o ar está segurando a nossa mão, freando o corpo que tenta passar por ele.

Tendo massa, o ar tem uma força peso que exerce pressão sobre os corpos que envolve. A pressão exercida pelo ar é conhecida como pressão atmosférica.

Podemos medir a pressão de uma determinada região com um instrumento conhecido como barômetro (baros = pressão; metros = medida).

Quanto mais próximo do nível do mar, maior a pressão, pois existe uma camada de ar de maior espessura sobre essa região. Quanto mais alta a altitude menor será a pressão.

Correntes de ar

Ao cedermos energia térmica para qualquer corpo, aumentamos a agitação de seus grupamentos atômicos, que passam a se chocar com maior frequência e assim a ocupar mais espaço. No ar isso é facilmente percebido, pois ele se expande quando é aquecido, ocupa mais espaço e fica, assim, menos denso, ou seja, uma menor quantidade de grupamentos atômicos é encontrada em um mesmo volume.

Quando uma determinada quantidade de ar é aquecida, fica menos densa e sobe, deixando um espaço vazio no local onde estava. O ar frio adjacente tende a ocupar esse espaço vazio, formado-se dessa maneira as correntes de ar. Os ventos nada mais são do que ar em movimento.

Grandes extensões de ar, com propriedades praticamente uniformes, que permanecem estacionadas durante um período de tempo em uma determinada região, adquirindo qualidades daquela região, são conhecidas como massas de ar. Os deslocamentos das massas de ar são provocados pela diferença de pressão que, por sua vez, podem ser causadas pelas diferenças de temperaturas entre as regiões da superfície do globo terrestre.

Frentes frias e quentes

As massas de ar estão normalmente associadas a sistemas de baixa pressão (áreas receptoras de ventos) e alta pressão (áreas dispersoras de ventos).

As regiões de baixa pressão caracterizam-se por ter temperaturas mais elevadas, uma grande instabilidade atmosférica, nebulosidade e precipitação elevada.

As regiões de alta pressão caracterizam-se por ter temperaturas menores, não ter nebulosidade e estabilidade atmosférica.Ao encontro de duas massas de ar com qualidades diferentes damos o nome de frentes.

As frentes quentes ocorrem quando uma massa de ar quente empurra uma massa de ar frio. As massas de ar quente tendem a passar por cima das massas de ar frio e, na região de contato entre elas, ocorre a condensação da água (passagem da água em estado gasoso para o estado líquido) formando as nuvens e chuvas.

As frentes frias, mais densas, tendem a passar por baixo das massas de ar quente. Na região de contato entre elas, ocorre a condensação da água, mas nesse caso geralmente acontecem trovoadas e chuvas fortes.

Ventos constantes

A água demora a ganhar energia térmica (aquecer) e também demora a perdê-la, pois possui alto calor específico. O solo ganha e perde energia térmica rapidamente.

Você já comparou a temperatura da água e do solo em uma praia nas diferentes horas do dia?Por volta do meio dia, o solo está queimando os nossos pés, pois ganhou muita energia térmica do sol, enquanto a água está fresquinha, pois sua temperatura não foi capaz de variar muito com a quantidade de energia térmica recebida até aquele momento.

Ao contrário, no final da tarde, o solo está frio, pois já perdeu toda energia térmica que havia recebido, e a água está quentinha, já tendo ganhado energia suficiente para se aquecer e ainda não foi capaz de perdê-la.

Durante o dia, a areia da praia aquecida aquece o ar que se encontra sobre solo. A massa de ar aquecida fica menos densa e sobe. O ar mais frio, que está sobre a água do mar, se desloca para ocupar o espaço vazio, deixado pela massa de ar que foi aquecida pelo solo. Esse deslocamento de ar do mar para o continente é conhecido como brisa marítima.

Durante a noite, a água do mar está mais quente que a areia da praia. Assim, o ar que se encontra sobre a massa d'água é aquecido, fica menos denso e sobe deixando espaço vazio. O ar mais frio, que está sobre o solo, vai ocupar o espaço vazio deixado pela massa de ar aquecida que subiu. A esse deslocamento de ar, do continente para o mar, damos o nome de brisa continental.

Ventos alísios e contra-alísios

O planeta Terra sofre um aquecimento diferenciado: na zona tropical o aquecimento e maior que na zona polar. Dessa forma o ar aquecido das regiões tropicais, menos denso, sobe na troposfera e caminha em direção aos pólos.

Ao alcançar as camadas altas da atmosfera, o ar aquecido perde energia térmica, resfria e desce.

O ar mais frio e, portanto, mais denso, proveniente das regiões polares desloca-se em direção a zona equatorial, para ocupar o lugar deixado pela massa de ar quente que subiu.

A esse movimento constante das massas de ar com aquecimento diferencial no globo terrestre damos o nome de ventos alísios e ventos contra-alísios.

Os alísios são ventos úmidos, que sopram dos trópicos para o equador, provocando chuvas nesta região. Os ventos contra-alísios sopram do equador para os tópicos.

São ventos secos que ocorrem ao longo dos trópicos onde se encontram os maiores desertos da Terra.

Essa circulação de ar não permanece sempre igual, muitos fatores podem complicá-la, mas ela estabelece distribuição da energia térmica absorvida pela superfície terrestre. Esse processo de distribuição leva para as zonas temperadas o ar resfriado nos pólos e aquecido no equador.

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