O Que É Maçonaria E Como Funciona?

Muitas pessoas já ouviram falar, mas pouco se sabe sobre ela. A Maçonaria é uma entidade filantrópica que tem como propósito reunir pessoas comprometidas com o bem comum para atuar na defesa das mudanças sociais.

Completando 195 anos no Brasil em 2017, a origem da Ordem se deu em 1822, mesmo ano em que um movimento de maçons brasileiros liderados principalmente por Gonçalves Ledo e José Bonifácio de Andrade e Silva culminou na Proclamação da Independência do Brasil.

Leia também: PF conclui que senador José Agripino recebeu R$ 2 milhões em propina da OAS

O Que É Maçonaria E Como Funciona?

Felipe Micaroni Lalli/Creative Commons
Maçonaria completou 195 anos no Brasil

Além do Sete de Setembro, a maçonaria
 também esteve presente em outros momentos fundamentais da história do Brasil, como na Proclamação da República, na Abolição da Escravatura, na redemocratização do País e em outros eventos marcantes, sempre como protagonista na luta pelo progresso e evolução da nossa Pátria. Nos dias atuais, ela luta pela mudança do cenário de crise política e econômica do Brasil, junto com outras organizações da sociedade civil.

Quem explica isso é Benedito Marques Ballouk, Grão-Mestre Estadual do Grande Oriente de São Paulo (GOSP) – título dado ao “número um” da organização maçônica no estado.

“Um exemplo dessa atuação hoje é o Grupo Estadual de Ação Política (GEAP-SP). Uma iniciativa que tem por objetivo lutar pela construção de uma classe política brasileira composta por pessoas comprometidas com os valores éticos, com a Pátria e com o bem comum”, conta.

O Grão-Mestre explica que a estrutura de ação do GEAP é simples. Os maçons recebem os candidatos eletivos em reuniões nas Lojas Maçônicas que os indicaram e deles buscam compromissos que visam resgatar a ética e a cidadania.

Mais do que isso, esse grupo político também atua identificando potenciais lideranças maçônicas ou de outras esferas sociais que possam representar esses ideais da transformação, para o bem da sociedade.

Todos esses candidatos podem, então, solicitar o apoio da Maçonaria, sendo possível até mesmo orientá-los sobre o processo de filiação aos partidos políticos antes mesmo das coligações, participando assim da formação estratégica dessas lideranças.

Leia também: veja o que mudará no sistema eleitoral

“Nas eleições de 2016 a Maçonaria paulista apoiou 27 candidatos a prefeito em todo o estado e 147 vereadores. Deste total foram eleitos 28 representantes do Legislativo, três vice-prefeitos e 10 prefeitos, entre eles João Dória (PSDB) na capital”, pontua Ballouk.

Desconstruindo mitos

Além deste esforço de identificar lideranças dentro e fora da Ordem e apoiá-las para pleitear os espaços hoje ocupados pelos corruptos, a Maçonaria ainda enfrenta a desinformação. Uma parte importante da população ainda alimenta uma visão errada, vendo a Ordem como uma seita mística ou com algum tipo de plano de dominação mundial. Nenhuma dessas conjecturas fantasiosas é real.

Ballouk explica que essa série de mitos foi construída durante séculos e foi alimentada pelo preconceito e pelo medo do desconhecido.

Foi daí que surgiu e cresceu o estigma de sociedade secreta, que também não é correto atualmente. Segundo ele, a Maçonaria é apenas uma sociedade discreta e não é, como muitos pensam, uma religião.

Ao invés disso, congrega pessoas de diferentes credos em um ambiente de harmonia, paz e confiança entre seus membros.

“O objetivo maior da Ordem é ser uma escola de vida para aqueles interessados em fazer um mundo melhor. Assim, as reuniões realizadas nos templos maçônicos não são cultos, mas encontros em que são discutidos temas variados, de filosofia a história e atualidades.

Maçom em sua origem, significa ‘pedreiro’. Se num passado remoto esses construtores erguiam catedrais e monumentos, hoje eles edificam obras de transformação social – e não são poucas.

As iniciativas filantrópicas são uma preocupação permanente de todas as Lojas maçônicas no estado de São Paulo”, comenta o Grão-Mestre do GOSP.

Nessa área, um dos principais projetos empreendidos pela Maçonaria é o Instituto Acácia de Responsabilidade Social. Criado em 2009 e em constante evolução, ele foi idealizado para proporcionar maior integração às ações de tecnologia social das entidades de assistência ligada às Lojas filiadas à Maçonaria.

Leia também:  Ex-presidente da Petrobras, Aldemir Bendine é denunciado na Lava Jato

“O objetivo é um só: interligar as obras sociais e permitir que o apoio mútuo sirva como combustível para que cada vez mais pessoas sejam alcançadas.

Este é um órgão de terceiro setor pronto e preparado para atender as necessidades advindas e relacionadas às outras iniciativas privadas de utilidade pública.

Como uma OSCIP, o Instituto está habilitado a colaborar com as entidades associadas, inclusive na captação de recursos do terceiro setor para os projetos sociais”, finaliza.

GOSP

Fundado em 29 de julho de 1921, o GOSP é a instituição Maçônica mais antiga presente no estado de São Paulo, federado ao Grande Oriente do Brasil e reconhecido pela Grande Loja Unida da Inglaterra.

Em seus 95 anos teve presença marcante na história do estado, como na Revolução Constitucionalista de 1932. Atualmente o GOSP é composto por 24 mil maçons presentes em todo o estado nas mais de 800 maçonarias.

Leia tudo sobre:

O que é a maçonaria e por que ela está rodeada de mistério e polêmica – BBC News Brasil

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Maçons britânicos têm optado por se defender publicamente de acusações

Os mistérios envolvendo os maçons voltaram recentemente ao noticiário britânico, desde que o jornal The Guardian informou, no início do mês, haver duas lojas maçônicas que operam em segredo no Parlamento do Reino Unido, compostas por políticos ou jornalistas.

Além disso, o presidente do principal sindicato das polícias da Inglaterra e do País de Gales denunciou que os círculos maçons dentro da corporação estariam impedindo reformas voltadas à promoção de minorias, como mulheres e negros.

Essas notícias reabriram o antigo debate sobre a suposta influência das elites dirigentes da maçonaria, que chegou a ter entre seus membros o ex-premiê britânico Winston Churchill. Estima-se que, ao redor do mundo, haja 6 milhões de pessoas ligadas à maçonaria.

Legenda da foto,

Sìmbolo maçônico; estima-se que haja 6 milhões de maçons pelo mundo

Ainda que originalmente a maçonaria tenha se constituído como uma sociedade secreta, hoje, ao menos no Reino Unido, tem optado por se defender publicamente das acusações.

A Grande Loja Unida da Inglaterra publicou anúncios publicitários de página inteira em diversos jornais britânicos, pedindo o fim da “discriminação” sofrida por seus membros, os quais se queixam da representação “tergiversada” feita deles.

David Staples, líder dos maçons ingleses e galeses, negou as acusações apresentadas no Guardian e disse que nenhum de seus membros era parlamentar ou político.

“Não somos uma sociedade secreta”, afirmou ele à BBC, agregando ser “ridícula” a notícia sobre o veto de policiais maçons a reformas corporativas.

Legenda da foto,

Encontro da Grande Loja na Inglaterra: detalhes do que é dito nas reuniões não são revelados ao público externo | Foto: Divulgação

Staples também falou que a maçonaria inglesa levaria a cabo uma série de eventos a portas abertas para responder a perguntas da população sobre a natureza e o funcionamento da organização.

Assim, dizem querer combater o hermetismo tradicionalmente associado a maçons.

Peter, um jovem maçom de Londres, disse ao Guardian: “Meus colegas de trabalho sabem que sou membro de uma loja, e nunca me encontrei com nenhum irmão maçom que se negasse a tornar pública sua filiação ou que escondesse o que fazemos”.

Cada loja se reúne oficialmente quatro vezes ao ano, em cerimônias de acolhida a novos membros que podem ter uma hora de duração.

Mas o que ocorre nesses eventos sempre foi um segredo bem guardado.

Legenda da foto,

Ilustração de reunião maçônica em 1851; 'é uma alegoria, levemente baseada na religião', diz uma integrante atual da maçonaria

“A melhor maneira de explicar é que é como se fosse uma peça de teatro, em que todo o mundo tem um papel”, disse à BBC um integrante da maçonaria britânica, pedindo anonimato.

“O venerável mestre (um dos mais altos cargos nas lojas) é o ator principal, com a maioria das falas. À medida que você vai às cerimônias, tem de aprender coisas – há perguntas para as quais precisa aprender as respostas.”

Mas o que é dito nessas cerimônias nunca é revelado ao mundo exterior.

De um lado, as maçonarias não veem com bons olhos que seus membros discutam política ou religião; de outro, porém, um dos requisitos para entrar para as lojas é, historicamente, a crença em um poder superior.

“(A tradição maçônica) é baseada no Templo de Salomão”, diz à BBC Anna, integrante de uma das poucas lojas maçônicas femininas britânicas. “É uma alegoria, levemente baseada na religião.”

– Estima-se que haja 6 milhões de maçons no mundo;

– Eles se reúnem em templos que chamam de lojas (em inglês, lodge, ou alojamento, que é onde antigamente se agrupavam os pedreiros responsáveis pela construção de igrejas ou catedrais);

Leia também:  Como Saber Quando Vou Receber O Irs 2015?

– As lojas são organizadas por região;

– Os maçons geralmente usam uma espécie de avental, por conta de seu aparente elo com os antigos pedreiros das catedrais (stonemasons, em inglês);

– Entre personagens históricos com elos com a maçonaria estão o político Winston Churchill e os escritores Oscar Wilde, Rudyard Kipling e Arthur Conan Doyle.

A maçonaria segrega homens e mulheres em lojas distintas.

Na Inglaterra, por exemplo, a primeira loja feminina foi criada em 1908, com um venerável mestre do sexo masculino. Depois, passou a ser integrada apenas por mulheres, com um veto à presença masculina. Elas também são proibidas nas cerimônias masculinas.

Segundo a maçom Anna, porém, “fazemos os mesmos rituais (que os homens), as mesmas cerimônias, ainda que estejamos completamente separados”.

Mas essa separação por gênero é comumente alvo de críticas, inclusive entre os próprios maçons.

Legenda da foto,

Maçons usam espécie de avental, que remete aos pedreiros que construíram antigas igrejas e catedrais

O maçom Peter, por exemplo, disse desejar que “a Grande Loja (britânica) se modernize completamente algum dia e permita que ambos os sexos se misturem”.

“Seria magnífico para a organização”, opina.

Outro maçom que pediu anonimato afirmou que “a maçonaria está impregnada de tradições, e seus rituais são peculiares, mas não mais do que na Igreja Católica”.

Questionados sobre os motivos que os levaram a ingressar nessa irmandade, os entrevistados citaram a “veia social” das lojas, que contribuem com ações beneficentes comunitárias, e com o sentimento de lealdade e pertencimento fomentado pela maçonaria.

“Gosto de confiar nas pessoas, sou muito leal, então esse tipo de coisa (ser parte da comunidade) me atraiu”, disse um deles à BBC. “Ao longo dos anos, você constrói relacionamentos, faz amigos e forma uma rede. (Mas) uso essa expressão com cuidado, porque essa rede não está lá para ser usada em seu benefício pessoal.”

De fato, uma das características que se costumam atribuir aos maçons é a de que eles se valem de suas posições sociais e profissionais para favorecer outros membros e a própria organização. Os maçons, porém, afirmam que isso é um “mito”.

“Acho que no passado provavelmente houve casos (de nepotismo e favorecimento), mas nunca soube de nenhum entre as maçons”, afirmou Anna à BBC.

Além disso, em diferentes momentos da história, a maçonaria foi acusada de conspirar e influenciar nos bastidores da política.

Legenda da foto,

Maçonaria britânica negou ter influência no Parlamento de Westminster

Staples, o líder da Grande Loja britânica, afirmou que uma investigação de um comitê especial do Parlamento concluiu não haver “nada sinistro” na atividade da maçonaria do país.

O relatório desse comitê, porém, recomendou que seja exigido que maçons com cargos na polícia e demais órgãos públicos declarem publicamente seu pertencimento à irmandade.

Steve White, que acaba de deixar a presidência do sindicato policial britânico e que denunciou o suposto bloqueio de reformas por parte de maçons, opinou, em entrevista ao Guardian, que “o que as pessoas fazem em sua vida privada é assunto apenas delas. (Mas) se torna um problema quando afeta seu trabalho”.

“Houve ocasiões em que colegas meus suspeitaram que maçons foram um obstáculo para reformas. Temos que nos assegurar que as pessoas estão tomando as decisões pelos motivos certos”, disse.

Como é a maçonaria por dentro? Saiba como ela funciona | Tribuna do Paraná

Muitos ainda alimentam muita curiosidade e desconfiança a respeito da Maçonaria. Mas o que poucos sabem é que ela está mais acessível que nunca, para uma sociedade outrora impenetrável.

Com uma simples pesquisa e o preenchimento de um cadastro online, é possível se candidatar. Foi o que fizemos e a resposta chegou após poucos dias.

É uma tentativa da organização (que prefere se chamar “discreta”, ao invés de “secreta”) de aumentar seu número de membros no país.

Antes de contar como foi, primeiro um resumo do que é a fraternidade e como ela funciona.

Uma reunião típica acontece assim: a porta se fecha. No interior da loja, os integrantes já estão reunidos e cabe ao chamado Primeiro Vigilante a tarefa de certificar ao Guarda do Templo que apenas “irmãos” estão presentes.

O que acontece durante a cerimônia fica “a coberto”, jargão que se usa para assegurar a integridade dos segredos.

E o que é realmente secreto diz mais respeito a gestos e símbolos usados para se reconhecerem entre si do que qualquer outra coisa.

O ritual pode variar muito de uma célula para outra, mas todas seguem princípios comuns, como a busca pelo conhecimento e a virtude e a superação dos vícios.

Trata-se de uma sociedade entre iguais com princípios e rituais que buscam o que consideram o “bem”, não apenas de indivíduos, mas de toda a sociedade.

“Há três pilares que chamamos de três efes, “filosofia, fraternidade e filantropia”, explicou um grão-mestre de São Paulo, cuja identidade manteremos preservada.

As origens da maçonaria se misturam com as da própria sociedade ocidental. Segundo Augusto Franklin Ribeiro de Magalhães, no livro Simbologia Maçônica, o primeiro registro de uma sociedade incipiente nos moldes da maçonaria data do ano de 704 A.

C, quando o rei de Roma Numa Pompílio criou um sistema de colégios de artesãos com a liderança de sábios gregos.

Tais colégios seguiam um regimento especial e celebravam reuniões (Logias) a portas fechadas, próximas aos locais de trabalho, com a hierarquia dividida em três grupos: Aprendizes, Companheiros e Mestres (mais tarde, Grão-Mestres).

Seus membros eram obrigados por juramento a proteger os segredos coletivos e a se ajudarem mutuamente. Reconheciam-se através de gestos e palavras que só eles poderiam identificar – o que, além de favorecer a segurança, garantia exclusividade no mercado. Uma prática que chegou intocada até os dias de hoje.

O sigilo não dizia respeito à organização, mas ao próprio ofício em especial. Era tido como muito sério o conhecimento de construção dos muros, arcádias, alicerces e cúpulas, algo de que dependia a própria defesa das cidades na eventualidade de invasões.

Especialmente, a principal preocupação era garantir ocupação para todos os integrantes, mesmo em períodos de pouca demanda por edificações.

No início, agremiações de arquitetos e artesãos, o modelo de grupos com encontros sigilosos para debater temas do cotidiano foi transportado para dentro dos monastérios, com o objetivo de erigir novos conventos e igrejas. A incipiente sociedade tornaria-se um regime religioso, adquirindo vestimentas e tons místicos que até hoje são mantidos. Os monges da Idade Média eram chamados “Massonerii”.

O ritual que a maçonaria conservaria através de sua história deriva da organização monástica e envolve alguns símbolos pagãos, como o compasso, a estrela e o Olho que tudo vê. Integrá-la, desde sempre, foi um privilégio respaldado pelo prestígio inquestionável da Igreja.

Com o nome “maçonaria” (freemasonry), o primeiro registro oficial data de 1717, quando quatro lojas uniram-se para formar a grande loja de Londres.

A partir desta fundação houve uma separação clara entre uma maçonaria que “acredita em Deus” (vinculada à Igreja Anglicana) e uma maçonaria que se pode chamar mais materialista, esta com suas raízes fincadas em terras francesas.

Ultrapassado o método de lapidação artesanal das pedras, o objetivo principal da maçonaria se tornou “lapidar” seres humanos para que desenvolvessem todos os seus potenciais.

+Leia mais: Em entrevista, Bolsonaro volta atrás e diz que vai aceitar o resultado das eleições se perder

Ainda que muito do seu prestígio se deva à autoridade eclesiástica, foi defendendo ideais iluministas que a maçonaria se firmou como uma das mais respeitadas entidades da sociedade ocidental.

Especialmente após o movimento de independência das Américas do Norte e do Sul, a sua influência se tornaria mais óbvia.

Entre os mais famosos maçons de todos os tempos estão o grão-mestre George Washington, comandante militar da Guerra de Independência dos EUA e primeiro presidente daquele país, o jornalista e abolicionista Benjamin Franklin, os militares libertadores Simón Bolívar e José de San Martín (respectivamente atores da independência dos países da América espanhola e da Argentina, Chile e Peru), Dom Pedro I, herói da independência do Brasil e até o Marechal Deodoro da Fonseca, que proclamou a República do Brasil em 1889.

Significado de Maçonaria (O que é, Conceito e Definição)

Maçonaria é uma sociedade discreta, em que as ações são reservadas apenas àqueles que dela participam.

A maçonaria é uma sociedade universal, cujos membros cultivam o aclassismo, humanismo, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual.

A maçonaria admite que todo homem é livre e possui bons costumes, não faz distinção de raça, religião, ideário político ou posição social. Suas únicas exigências são que o candidato possua um espírito filantrópico e de buscar sempre a perfeição.

O termo maçonaria é de origem francesa, e significa construção. O termo maçom é a versão em português do francês; maçonaria por extensão significa “associação de pedreiros”.

Como funciona a Maçonaria?

Os maçons estruturam-se e reúnem-se em células autônomas, chamadas de oficinas, ateliês ou lojas, todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si.

Existem, no mundo, aproximadamente 6 milhões de integrantes espalhados pelos 5 continentes. Destes, 3 milhões nos Estados Unidos, 1,2 milhões no Reino Unido e 1 milhão no resto do mundo. No Brasil, existem cerca de 170 mil maçons e 4.700 lojas.

Leia também:  Quando Se Tem Um Ovulo Seco, Como O Tiramos?

A maçonaria funciona com base em dois conceitos fundamentais: fraternidade e respeito à liberdade.

A fraternidade tem como fundamento a ideia de que todos os seres humanos foram criados pela mesma força que rege o universo. Assim, todas as pessoas são iguais, devendo tratar umas às outras com respeito e solidariedade.

Em relação à liberdade a ordem defende que todas as pessoas, apesar das diferenças, devem conviver em uma sociedade baseada em respeito e solidariedade.

Assim, a maçonaria prega que o respeito à liberdade conduz a uma sociedade mais justa e igualitária, em que todas as pessoas devem desempenhar as mesmas obrigações e ter os mesmos direitos.

Como fazer parte da Maçonaria?

  • Para ser membro da maçonaria, é preciso um convite formal e é obrigatório que o indivíduo seja iniciado por outros maçons.
  • Além disso, para se manter na ordem dos maçons, é necessário cumprir uma série de juramentos e obrigações, sejam elas esotéricas ou simbólicas; o maçom também deve estar integrado em uma loja.
  • Para que uma pessoa se torne maçom existem algumas exigências: crer no Ser Superior criador do universo e viver uma vida honrada, pautada em bons hábitos morais e de fraternidade.

Depois de ser aceito na ordem o Maçom também possui obrigações: deve respeitar as normas da sociedade e ser capaz de manter os rituais em segredo. Também deve trabalhar constantemente pela manutenção da justiça social, com base em valores como solidariedade, liberdade e igualdade.

Descubra também quais as 5 supostas práticas da maçonaria que você ainda não conhece e as Curiosidades da maçonaria.

A Maçonaria é uma religião?

A maçonaria não é uma religião, mas a ordem possui uma ligação com a religiosidade e espiritualidade, pois seus membros acreditam na existência de uma Força Superior que rege o universo. Para os maçons essa força é chamada de “Grande Arquiteto do Universo“.

Além disso, a maçonaria não faz distinção entre as diferentes crenças religiosas que existem, sendo tolerante com todas as formas de fé. Pessoas de todas as religiões podem ser aceitas na ordem, a única exigência é que o maçom acredite na existência do Criador do Universo.

A maçonaria só não aceita que seus membros sejam ateus, ou seja, que eles não acreditem na existência do Ser Superior que criou e rege o universo.

Para algumas pessoas, a maçonaria está relacionada com o satanismo ou outros grupos misteriosos como os illuminati. Apesar disso, essa relação não é clara, não havendo provas concretas que comprovem essa associação.

O Olho que tudo vê

O “Olho que tudo vê” é um dos mais fortes e conhecidos símbolos da maçonaria. Ele é a representação da presença da Força Criadora do universo e está presente em todas as lojas maçônicas para relembrar o olhar atento do “Grande Arquiteto do Universo”.

O Olho que tudo vê.

Origem da Maçonaria

A maçonaria começou como uma sociedade secreta que surgiu vinculada às ideias do laicismo humanitário e liberal do iluminismo.

Originalmente, era uma das sociedades secretas do século XVII, apoiada em fundamentos da filosofia da natureza e até da arte da alquimia. Essa relação está presente no simbolismo dos signos e números (a tríade, o triângulo, o círculo).

Formavam corporações privilegiadas, que se furtavam de toda a regulamentação municipal e guardavam os segredos da profissão.

A maçonaria possui um forte vínculo com a tradição da construção. O simbolismo da construção está presente em seu nome, nos objetos de culto, emblemas e ritual (martelo, paleta, esquadro, mandil). Também nas terminologias como os graus de mestre, companheiro e aprendiz.

A Grande Loja de Maçonaria foi criada na Inglaterra em 1717, e unia as quatro lojas londrinas. O líder eleito era conhecido como Grão-Mestre. Aberta a todos as crenças religiosas, a maçonaria se transformou em um receptáculo da filosofia das Luzes e depressa se estendeu a todo o Continente Europeu.

No final do século XVIII, já existiam 700 lojas na França, compostas por nobres, membros da classe média e do clero. A propagação da maçonaria ocorreu apesar de a proibição feita pelos Papas Clemente XIII e Bento XIV em 1738 e 1751.

Maçonaria e Política

Embora não seja clara a influência política exercida pela maçonaria, diversos momentos históricos foram protagonizados por seus membros.

Personagens como George Washington e Benjamin Franklin e os princípios maçônicos refletidos na declaração de independência dos Estados Unidos. A Revolução Francesa também usou a maçonaria para obter o lema “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.

As opiniões e opções políticas pessoais dos maçons devem ser respeitadas pelos demais membros da maçonaria. Entretanto, para evitar a ocorrência de qualquer tipo de desentendimento entre os membros da ordem, não são permitidas discussões sobre o assunto dentro da maçonaria.

Veja também:

O que é a maçonaria e por que ela está rodeada de mistério e polêmica

Além disso, o presidente do principal sindicato das polícias da Inglaterra e do País de Gales denunciou que os círculos maçons dentro da corporação estariam impedindo reformas voltadas à promoção de minorias, como mulheres e negros.

Essas notícias reabriram o antigo debate sobre a suposta influência das elites dirigentes da maçonaria, que chegou a ter entre seus membros o ex-premiê britânico Winston Churchill. Estima-se que, ao redor do mundo, haja 6 milhões de pessoas ligadas à maçonaria.

1 de 3
Sìmbolo maçônico; estima-se que haja 6 milhões de maçons pelo mundo — Foto: kelly2/Creative Commons

Sìmbolo maçônico; estima-se que haja 6 milhões de maçons pelo mundo — Foto: kelly2/Creative Commons

Ainda que originalmente a maçonaria tenha se constituído como uma sociedade secreta, hoje, ao menos no Reino Unido, tem optado por se defender publicamente das acusações.

A Grande Loja Unida da Inglaterra publicou anúncios publicitários de página inteira em diversos jornais britânicos, pedindo o fim da “discriminação” sofrida por seus membros, os quais se queixam da representação “tergiversada” feita deles.

David Staples, líder dos maçons ingleses e galeses, negou as acusações apresentadas no Guardian e disse que nenhum de seus membros era parlamentar ou político.

“Não somos uma sociedade secreta”, afirmou ele à BBC, agregando ser “ridícula” a notícia sobre o veto de policiais maçons a reformas corporativas.

2 de 3
Encontro da Grande Loja na Inglaterra: detalhes do que é dito nas reuniões não são revelados ao público externo — Foto: Divulgação

Encontro da Grande Loja na Inglaterra: detalhes do que é dito nas reuniões não são revelados ao público externo — Foto: Divulgação

Staples também falou que a maçonaria inglesa levaria a cabo uma série de eventos a portas abertas para responder a perguntas da população sobre a natureza e o funcionamento da organização.

Assim, dizem querer combater o hermetismo tradicionalmente associado a maçons.

Peter, um jovem maçom de Londres, disse ao Guardian: “Meus colegas de trabalho sabem que sou membro de uma loja, e nunca me encontrei com nenhum irmão maçom que se negasse a tornar pública sua filiação ou que escondesse o que fazemos”.

Cada loja se reúne oficialmente quatro vezes ao ano, em cerimônias de acolhida a novos membros que podem ter uma hora de duração.

Mas o que ocorre nesses eventos sempre foi um segredo bem guardado.

“A melhor maneira de explicar é que é como se fosse uma peça de teatro, em que todo o mundo tem um papel”, disse à BBC um integrante da maçonaria britânica, pedindo anonimato.

“O venerável mestre (um dos mais altos cargos nas lojas) é o ator principal, com a maioria das falas. À medida que você vai às cerimônias, tem de aprender coisas – há perguntas para as quais precisa aprender as respostas.”

Mas o que é dito nessas cerimônias nunca é revelado ao mundo exterior.

De um lado, as maçonarias não veem com bons olhos que seus membros discutam política ou religião; de outro, porém, um dos requisitos para entrar para as lojas é, historicamente, a crença em um poder superior.

“(A tradição maçônica) é baseada no Templo de Salomão”, diz à BBC Anna, integrante de uma das poucas lojas maçônicas femininas britânicas. “É uma alegoria, levemente baseada na religião.”

  • Estima-se que haja 6 milhões de maçons no mundo;
  • Eles se reúnem em templos que chamam de lojas (em inglês, lodge, ou alojamento, que é onde antigamente se agrupavam os pedreiros responsáveis pela construção de igrejas ou catedrais);
  • As lojas são organizadas por região;
  • Os maçons geralmente usam uma espécie de avental, por conta de seu aparente elo com os antigos pedreiros das catedrais (stonemasons, em inglês);
  • Entre personagens históricos com elos com a maçonaria estão o político Winston Churchill e os escritores Oscar Wilde, Rudyard Kipling e Arthur Conan Doyle.

A maçonaria segrega homens e mulheres em lojas distintas.

Na Inglaterra, por exemplo, a primeira loja feminina foi criada em 1908, com um venerável mestre do sexo masculino. Depois, passou a ser integrada apenas por mulheres, com um veto à presença masculina. Elas também são proibidas nas cerimônias masculinas.

Segundo a maçom Anna, porém, “fazemos os mesmos rituais (que os homens), as mesmas cerimônias, ainda que estejamos completamente separados”.

Leia também:  Como Tirar Manchas De Roupas Coloridas Que Ja Secaram?

Mas essa separação por gênero é comumente alvo de críticas, inclusive entre os próprios maçons.

O maçom Peter, por exemplo, disse desejar que “a Grande Loja (britânica) se modernize completamente algum dia e permita que ambos os sexos se misturem”.

“Seria magnífico para a organização”, opina.

Outro maçom que pediu anonimato afirmou que “a maçonaria está impregnada de tradições, e seus rituais são peculiares, mas não mais do que na Igreja Católica”.

Questionados sobre os motivos que os levaram a ingressar nessa irmandade, os entrevistados citaram a “veia social” das lojas, que contribuem com ações beneficentes comunitárias, e com o sentimento de lealdade e pertencimento fomentado pela maçonaria.

“Gosto de confiar nas pessoas, sou muito leal, então esse tipo de coisa (ser parte da comunidade) me atraiu”, disse um deles à BBC. “Ao longo dos anos, você constrói relacionamentos, faz amigos e forma uma rede. (Mas) uso essa expressão com cuidado, porque essa rede não está lá para ser usada em seu benefício pessoal.”

De fato, uma das características que se costumam atribuir aos maçons é a de que eles se valem de suas posições sociais e profissionais para favorecer outros membros e a própria organização. Os maçons, porém, afirmam que isso é um “mito”.

“Acho que no passado provavelmente houve casos (de nepotismo e favorecimento), mas nunca soube de nenhum entre as maçons”, afirmou Anna à BBC.

Além disso, em diferentes momentos da história, a maçonaria foi acusada de conspirar e influenciar nos bastidores da política.

3 de 3
Maçonaria britânica negou ter influência no Parlamento de Westminster — Foto: Stevebidmead/Creative Commons

Maçonaria britânica negou ter influência no Parlamento de Westminster — Foto: Stevebidmead/Creative Commons

Staples, o líder da Grande Loja britânica, afirmou que uma investigação de um comitê especial do Parlamento concluiu não haver “nada sinistro” na atividade da maçonaria do país.

O relatório desse comitê, porém, recomendou que seja exigido que maçons com cargos na polícia e demais órgãos públicos declarem publicamente seu pertencimento à irmandade.

Steve White, que acaba de deixar a presidência do sindicato policial britânico e que denunciou o suposto bloqueio de reformas por parte de maçons, opinou, em entrevista ao Guardian, que “o que as pessoas fazem em sua vida privada é assunto apenas delas. (Mas) se torna um problema quando afeta seu trabalho”.

“Houve ocasiões em que colegas meus suspeitaram que maçons foram um obstáculo para reformas. Temos que nos assegurar que as pessoas estão tomando as decisões pelos motivos certos”, disse.

O que é e como surgiu a maçonaria?

A Ordem dos Maçons Livres e Aceitos é uma sociedade secreta, mas aberta a homens de todas as religiões – só não são aceitos ateus e mulheres.

“Para fazer parte dela o indivíduo deve crer em Deus e ter uma conduta ética e honesta.

Não pode contar o que ocorre nas reuniões e nem se identificar como maçom para as outras pessoas”, afirma o teólogo Inocêncio de Jesus Viegas, assessor do Grande Oriente Brasileiro, uma das maiores associações maçônicas do país.

O nome vem do francês maçon, que quer dizer pedreiro. A organização surgiu na Idade Média, época de grandes construções em pedra – como castelos e catedrais –, a partir de uma espécie de embrião dos sindicatos: as chamadas corporações de ofício.

Nelas se reuniam os trabalhadores medievais – como alfaiates, sapateiros e ferreiros, que guardavam suas técnicas a sete chaves. “Os pedreiros, em especial, viajavam muito a trabalho.

Por isso tinham uma certa liberdade, ao contrário dos servos, que deviam satisfação ao senhor feudal caso quisessem deixar suas terras”, afirma Eduardo Basto de Albuquerque, professor de história das religiões da Unesp. Daí vem o nome original “maçonaria livre”, ou freemasonry em inglês.

Após o final da Idade Média, a maçonaria passou a admitir outros membros, além de pedreiros. Transformou-se, assim, em uma fraternidade dedicada à liberdade de pensamento e expressão, religiosa ou política, e contra qualquer tipo de absolutismo.

“Tanto que a organização teve forte influência nos bastidores da Revolução Francesa e da independência dos Estados Unidos. Aqui no Brasil participou decisivamente da abolição da escravatura, da Independência e da proclamação da República”, diz Eduardo.

Régua e compasso

O símbolo da maçonaria remete aos instrumentos dos trabalhadores que, na Idade Média, dominavam as técnicas de construção em pedra.

1- O compasso, que desenha círculos perfeitos, representa a busca da perfeição pelo homem
2- A letra G, no centro de tudo, vem de God, “Deus” em inglês. Para os maçons, é Ele o Grande Arquiteto do Universo
3- O esquadro, que forma ângulos retos, lembra que o homem deve levar uma vida igualmente reta: ética e honesta

Influência oculta

O brasão maçom no dinheiro mais poderoso do planeta

Uma variante da mesma simbologia aparece no verso da nota de 1 dólar. Nela, o esquadro e o compasso se resumem no triângulo que encabeça a pirâmide e representa a Santíssima Trindade.

O olho em seu interior tem o mesmo significado da letra G: é Deus Onisciente, que tudo sabe e tudo vê.

A explicação: três dos primeiros presidentes dos Estados Unidos e principais articuladores da independência do país – George Washington, Thomas Jefferson e Benjamin Franklin – eram maçons.

Maçons ilustres

1/12 Voltaire (1694-1778) – Filósofo francês (Public Domain)2/12 J. W. Goethe (1749-1832) – Escritor alemão (Public Domain)3/12 Ludwig van Beethoven (1770-1827) – Compositor alemão (Public Domain)4/12 Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Compositor austríaco. Sua ópera “A Flauta Mágica” é toda baseada na simbologia dos ritos maçônicos (Public Domain)5/12 Napoleão Bonaparte (1769-1821) – General e imperador francês (Public Domain)6/12 José de San Martín (1778-1859) – General argentino que lutou pela independência do Chile, do Peru e de seu próprio país (Public Domain)7/12 Simón Bolívar (1783-1830) – General venezuelano que lutou pela independência do Peru, da Colômbia, da Bolívia, do Equador e de seu próprio país (Public Domain)8/12 José Bonifácio (1778-1859) – Cientista e político brasileiro, conhecido como Patriarca da Independência (Public Domain)9/12 Dom Pedro I (1798-1834) – Primeiro imperador do Brasil, decretou a independência do país (Public Domain)10/12 Duque de Caxias (1803-1880) – Comandante do exército (Public Domain)11/12 Deodoro da Fonseca (1827-1892) – Marechal do exército brasileiro, proclamador da república e primeiro presidente do país (Public Domain)12/12 Rui Barbosa (1849-1923) – Jurista, jornalista e político brasileiro (Public Domain)
Continua após a publicidade

  • Como funciona
  • Origem das coisas
  • Religião

Maçonaria em Portugal: Como funciona e porquê o secretismo?

© Orlando Almeida/Global Imagens

São organizações rodeadas de secretismo, de ritos e rituais, de regras, simbolismos, hierarquias e compromissos, mas, afinal, o que são as obediências maçónicas e como funciona a maçonaria?

De modo genérico, a maçonaria é uma sociedade semi-secreta e que se caracteriza por seguir os princípios da fraternidade, da liberdade, da igualdade, do humanismo ou da filantropia, e que, sendo progressista, tem como objetivo a construção de uma sociedade livre e justa. Porém, há ainda muita controvérsia em torno do tema.

Obediências maçónicas portuguesas

Entre dezenas de organizações maçónicas, em Portugal, existem atualmente duas grandes obediências ligadas à maçonaria: o Grande Oriente Lusitano (GOL) e a Grande Loja Legal de Portugal / GLRP.

Fechar

A primeira, fundada em 1802, de caráter agnóstico e intimamente ligada ao liberalismo, é a mais antiga e influente em território nacional.

A segunda, de cariz mais tradicional e reconhecida a nível internacional como regular, foi criada em 1991 sob o nome de Grande Loja Regular de Portugal.

Em 1996, as divergências internas levariam, no entanto, a uma cisão e à criação de uma nova obediência: a Grande Loja Legal de Portugal (GLLP). Uma divisão que, mais tarde, em 2011, viria a culminar numa reconciliação e na criação de uma única obediência.

No total, serão cerca de 5 mil os maçons agregados às várias obediências e lojas portuguesas.

  • Porquê o secretismo?
  • Não é uma questão de resposta fácil e direta, tal como muitas das questões relacionadas com a maçonaria, mas, segundo os maçons, mais do que qualquer tentativa de ocultar uma agenda ou qualquer atividade ilegal, o secretismo tem que ver, sobretudo, com a privacidade necessária para a realização dos rituais e com a não divulgação de símbolos ou formas de reconhecimento dos designados “irmãos” – os membros de uma determinada obediência.
  • Em declarações à TSF, José Adelino Maltez, politólogo e maçom assumido – e potencial candidato às eleições no Grande Oriente Lusitano, que é liderado desde 2011 por Fernando Lima – defende que o secretismo é apenas uma forma de preservar um certo “recato do ambiente litúrgico” em que decorrem as práticas, que são consideradas “ridículas” para quem se encontra fora do círculo maçónico.
  • Para o politólogo, seria, no entanto, benéfico para os próprios maçons que o grau de secretismo fosse menor.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*