O Que É Fobia Social Como Tratar?

18 de setembro de 2018

  |  Tempo de leitura: 11 minutos

Fobia social ou ansiedade social é um transtorno originado da ansiedade intensa ou medo de ser julgado, avaliado negativamente ou rejeitado em uma situação social ou em um período de avaliação de desempenho.

Pessoas com fobia social podem se preocupar em excesso ou agir de forma visivelmente ansiosa em situações sociais (corar, gaguejar, perder o ar enquanto falam, entre outros). Como resultado, muitas vezes evitam situações sociais, sofrendo com extrema angústia.

Muitas pessoas com transtorno de ansiedade social também experimentam fortes sintomas físicos, como ritmo cardíaco acelerado, náusea e sudorese, e podem sofrer ataques completos quando confrontados com uma situação temida. Embora reconheçam que seu medo é excessivo e irracional, as pessoas com fobia social frequentemente se sentem impotentes diante de sua ansiedade.

Você já se sentiu inseguro ao fazer uma apresentação em público, começar um novo projeto com pessoas desconhecidas, ou simplesmente comer na frente das pessoas? Saiba que, embora a ansiedade ou a timidez sejam algo natural, existem pessoas que evitam ao máximo, por exemplo, um simples contato visual. Se gestos cotidianos como: iniciar uma conversa, interagir com estranhos, ir à festas lhe causam medo ao ponto de querer evitar todo e qualquer tipo de contato social, talvez você esteja sofrendo de Fobia Social.

O Que É Fobia Social Como Tratar?

Fobia Social: possíveis causas

A principal responsável pela formação e controle das emoções em nosso cérebro é a chamada amígdala cerebelosa. Pessoas que possuem essa estrutura funcionando em maior atividade, são capazes de apresentar quadros maiores de ansiedade e insegurança na medida em que são postas em momentos de sociabilidade.

O que parece estar relacionado a causas genéticas como a hereditariedade, por exemplo, a Fobia Social está mais propensa a ser uma doença com características de ser aprendida pelo ambiente no qual a pessoa está inserida. Alguns psicólogos afirmam que se pode associar a Fobia Social com a forma como a pessoa foi educada pelos pais, ou por algum trauma que tenha sofrido na infância, como bullying, rejeição ou ridicularização. 

Sintomas

Existem pessoas naturalmente mais reservadas ou extrovertidas que outras. Timidez e desconforto em ambientes sociais não são necessariamente Fobia Social. É preciso considerar que o comportamento das pessoas varia de acordo com que são submetidas a determinadas situações, e isso está direcionado com a personalidade de cada um e também com a sua trajetória de vida.  

Os sintomas vão muito mais além do que desconforto e ansiedade, algumas pessoas acabam sofrendo por antecipação ao ponto do nervosismo diário afetar diretamente a rotina diária comprometendo a qualidade de vida, seja na escola no trabalho ou em alguma atividade social.

 Algumas pessoas confundem timidez com a Fobia Social, mas há diferenças muitos significantes. A timidez faz com que algumas pessoas sintam vergonha, mas isso não afeta o caminhar da vida.

Já a Fobia Social limita drasticamente o desenvolver de atividades rotineiras, como usar um banheiro público, ou entrar numa sala em que as pessoas já estão sentadas.

Sintomas comportamentais 

O medo de falhar em alguma situação que haja a presença de pessoas observando faz com que a pessoa apresente sinais de voz trêmula e gagueira. Geralmente as pessoas costumam analisar o próprio desempenho com vistas a ser mais assertivos na hora de agir ou se comportar. Entretanto, alguns são pessimistas e sempre esperam o que o pior possa acontecer.

O Que É Fobia Social Como Tratar?

Como diagnosticar a fobia social

Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais (DSM-V), publicado pela Associação Americana de Psiquiatria, os critérios que devem ser levados em consideração para diagnosticar um paciente com Fobia Social são: 

  • Presença de medo persistente em situações sociais. Com constante percepção que está sendo examinado ou receio de que agirá de maneira constrangedora ou humilhante;
  • Evitar situações sociais que causam ansiedade ou suportá-las com medo ou ansiedade intensos;
  • Ansiedade excessiva e desproporcional à situação que está sendo vivida;
  • Ansiedade ou sofrimento que interferem diretamente na rotina e na qualidade de vida; 
  • Medo ou ansiedade que não pode ser explicada por nenhuma outra condição médica, por qualquer uso de medicação ou abuso de substâncias químicas; 

Embora a Fobia Social não seja uma emergência médica, é importante ficar atento se a doença interfere em sua qualidade de vida ou das pessoas ao seu redor. Apesar de parecer inofensiva a Fobia Social demanda tratamento.  

O Médico Psiquiatra ou Clínico Geral em geral são os especialistas mais indicados para diagnosticar a Fobia Social.  

Psicoterapia

O método que tem se mostrado mais eficaz para o tratamento da doença é a Psicoterapia. Existem diversas linhas ou abordagens terapêuticas disponíveis e de eficácia comprovada.

A abordagem Cognitiva Comportamental, por exemplo, auxilia na diminuição dos sintomas devolvendo ao paciente sua qualidade de vida e bem estar. O reconhecimento de pensamentos negativos e a tentativa de reedita-los são algumas das ações terapêuticas da Psicoterapia Cognitiva.

Ela ainda ajuda o paciente a desenvolver habilidades que o auxiliam a ganhar confiança – principalmente quando são submetidos a algum contexto público que demande expressar-se.  

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Medicamentos 

Os medicamentos variam de acordo com o quadro clínico. Somente um médico poderá prescrever qual é o medicamento mais indicado, bem como a dosagem correta durante o tratamento. Os chamados Inibidores de receptação de Serotonina (ISRS em inglês) são, na maioria das vezes, o principal medicamento utilizado no tratamento. Há ainda os Betabloqueadores e Inibidores de ansiedade.

Caso o médico conclua que seja necessário, os medicamentos podem ser utilizados em associação com a Psicoterapia para um tratamento mais eficiente.

Medicamentos para Fobia Social 

Os medicamentos mais utilizados para o tratamento são: 

Prognóstico

Algumas ações podem ser tomadas por pacientes que estejam em processo de tratamento. Se utilizados corretamente podem ajudar no processo, vamos lá: 

  • Entrar para um grupo de apoio;
  • Ter uma alimentação saudável;
  • Praticar atividades físicas regularmente ou atividades como o mindfulness;
  • Evitar o consumo de álcool, drogas e o uso excessivo de cafeína;
  • Dormir no mínimo 8 horas por dia;
  • Evitar situações que possam desencadear novos sintomas;
  • Preparar-se para encontros sociais com antecedência.

Se não tratada, a Fobia Social pode trazer sérias complicações à vida do paciente, vejamos quais são: 

O Que É Fobia Social Como Tratar?

Prevenção 

Não existem ainda formas de se prevenir a Fobia Social. Também não há como prever se uma pessoa irá desenvolver a doença ao longo dos anos. Todavia, é possível adotar alguns hábitos que podem diminuir drasticamente os sintomas, veja quais são eles: 

  •  Se perceber que está sofrendo de ansiedade, procure ajuda médica. Os efeitos podem ser minimizados se o paciente procurar ajuda rapidamente; 
  •  Escreva seus medos, preocupações ou anseios num diário. Isso pode ajudá-lo a manter o controle da sua vida pessoal e a também auxilia psicólogo ou psiquiatra a identificar o que pode estar causando o estresse e ansiedade. Há a possibilidade de fazê-lo se sentir melhor.  
  •  Evite consumir substâncias como: álcool, drogas, cafeína e nicotina. Essas substancias podem ter o poder de maximizar os sintomas de ansiedade fazendo com que o quadro clínico se agrave ainda mais.  

Em suma, o tratamento para a Fobia Social costuma dar bons resultados, tanto pela Psicoterapia, quanto ao uso de remédios. O tratamento se mostra capaz de melhorar a vida dos pacientes os levando até à cura.  

Depoimento 

Julini Laureano, 21 anos, tem Fobia Social e dá o seu depoimento de como descobriu a doença ainda na infância.   

“Eu tenho fobia social desde criança. Sempre fui muito tímida. Lembro que na creche eu já me sentia mal. Tenho poucas lembranças disso porque era muito pequena, mas eu já sentia um certo desconforto no meio das outras crianças. Lembro quando mudei para Sorocaba e comecei a ir num parque, eu ia de van.

Lembro que na van as crianças riam muito de mim, perguntavam se eu tinha algum problema mental, por que você não fala. E eu não falava mesmo, tinha pavor de gente, de pagar mico na frente das pessoas, fazer alguma coisa de errado pra alguém rir de mim.

Eu era uma criança muito quieta, não tinha amigos na sala de aula e não conversava com as outras crianças, tinha medo delas. Era como se elas fossem monstros que iriam me destruir. 

Eu já sentia todos aqueles sintomas de Fobia Social, não pedia para ir ao banheiro, fazia xixi nas calças, as crianças perguntavam por que a minha calça estava molhada eu respondia que tinha caído suco. Eu suava muito, tinha tontura, desconforto abdominal, visão turva. É muito difícil para um criança entender isso e sofri muito sem saber o que era. A infância foi muito difícil. 

Adolescência

A Adolescência também foi muito difícil, colocavam apelidos em mim. A muda, que não fala.

 Na escola eu não conseguia ir até à mesado professor levar meu caderno pra ele vistar e dar nota na matéria, então eu ficava com as médias super baixas. Dava vontade de cavar um buraco e se enfiar dentro. Eu achava que isso era uma coisa minha e que tinha jeito de resolver. 

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Um dia o diretor da escola chamou a minha mãe e disse: a sua filha não fala, ela não responde a chamada, tem medo das pessoas, não participa de nenhuma atividade em grupo e não fala direito com os colegas. Você precisa colocar ela num teatro ou em alguma atividade que ela possa se soltar mais.

Então, minha mãe me colocou no teatro, consegui fazer algumas apresentações. Mas, isso não adiantou nada. Porque a Fobia Social não se resolve com isso, ela se resolve com Terapia. O teatro ajudou um pouco. No entanto, eu não tive um bom desempenho por causa da Fobia Social. 

É preciso assumir que se tem a doença para então tratá-la. 

A terapia e os medicamentos tem me ajudado a superar. Quero poder ajudar de alguma forma as pessoas que sofrem com essa doença contando um pouco da minha história e dizer que é possível sim obter bons resultados com a terapia e os medicamentos.“  

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

O que é fobia social: conheça os sintomas e tratamentos neste post!

O dia a dia da psicologia é bastante intenso. Cada vez mais encontramos pacientes com dificuldade em enfrentar seus desafios e procurando ajuda para desenvolver uma vida mais saudável e feliz. Você sabia que um dos transtornos que acomete cerca de 7,1% da população mundial tem a ver com o medo de ter relações interpessoais? Pois é, ele é chamado de fobia social.

Mas, afinal, o que é fobia social e como ela pode ser trabalhada na clínica? Afinal, esse transtorno interfere não só na vida pessoal dos seus pacientes, como também na social e profissional, tendo em vista que os sintomas giram em torno da dificuldade em falar em público e interagir com outras pessoas.

Se você ainda não sabe como lidar com esse desafio, não se preocupe! Desenvolvemos este artigo com as principais informações sobre o tema para você aprofundar o seu conhecimento e oferecer um atendimento de qualidade aos seus pacientes. Acompanhe!

O que é fobia social?

Também conhecida como ansiedade social, essa patologia é caracterizada como um transtorno psíquico que acarreta problemas na vida social, profissional e pessoal dos sujeitos. Assim, ele apresenta sintomas como o medo constante e intenso de interações sociais, como reuniões entre amigos, seminários ocupacionais e telefonemas.

É claro que cada caso apresenta o seu nível de intensidade, fazendo com que o tratamento ocorra de diferentes formas para seus pacientes — mas, não se preocupe: falaremos mais sobre isso nos próximos tópicos! É por isso que muitas pessoas o confundem com a timidez.

O fato é que os pacientes que sofrem com fobia social normalmente são tímidos e apresentam os sintomas característicos desse fenômeno, como sudorese excessiva, mãos trêmulas, ansiedade e respiração ofegante em situações ameaçadoras. Assim, podemos dizer que a patologia não só ultrapassa a timidez, como também a tem como uma das suas principais manifestações.

Você deve estar se perguntando: se existem diversos níveis de intensidade, será que não há uma classificação que auxilie o profissional da psicologia na clínica? Se você acredita que sim, acertou em cheio! Hoje, caracterizamos a fobia social em dois tipos:

  • generalizado: quando o paciente teme qualquer tipo de interação social, como escrever, falar e comer em público;
  • restrito: quando o indivíduo apresenta medo de cenários específicos que surgem em situações-gatilho. Via de regra, esse fenômeno é confundido com a timidez e ansiedade generalizada.

Se existem diferentes tipos, há diversas causas, você concorda? Ainda que seja muito difícil determinar uma linearidade causal entre os fenômenos psicológicos, podemos elencar uma série de situações que desencadeiam o transtorno, como os eventos negativos na infância, humilhação, abusos e conflitos familiares, instabilidade no núcleo familiar, convivência desarmoniosa no ambiente escolar etc.

Quais são os seus principais sintomas?

Até aqui, falamos sobre o conceito de fobia social e apresentamos alguns dos sintomas que acometem os pacientes. O fato é que, por ser uma patologia que envolve todas as áreas da nossa vida, as consequências são variadas e acabam se tornando singulares de cada sujeito.

Em outras palavras, existem pacientes que apresentam um medo intenso de falar em público e são diagnosticados com fobia social. Por outro lado, existem clientes que sabem se comunicar bem em palestras e seminários, mas não conseguem sair para conhecer novas pessoas e também apresentam o mesmo diagnóstico.

Por isso, para facilitar o tratamento, é comum considerar os sintomas em quatro grupos diferentes: cognitivos, fisiológicos, afetivos e comportamentais. Cada um engloba diversos fatores que podem conversar entre si e desenvolver um quadro complexo, demandando um tratamento adequado e qualificado para aliviar o sofrimento do paciente.

Nos próximos tópicos, você pode conferir as principais características de cada grupo para auxiliar na produção de um diagnóstico fidedigno na clínica.

Fisiológicos

Não é nenhum mistério que os problemas psíquicos afetam o corpo e vice-versa.

A ansiedade, por exemplo, apresenta sintomas como falta de ar e dores no peito, muitas vezes associada com queda ou aumento da pressão arterial.

Com a fobia social não seria diferente: além das dores no estômago e náuseas — muito comum em quem tem medo de falar em público —, os pacientes sofrem com outras consequências, como:

  • boca seca;
  • voz trêmula ou gagueira;
  • sensação de perda da realidade;
  • esquecer o que falar momentaneamente;
  • palpitações e batimento cardíaco acelerado;
  • sensação de desmaio;
  • rosto avermelhado acompanhado de nervosismo e medo de alguém perceber;
  • tensão muscular;
  • vontade de ir ao banheiro em situações-gatilho;
  • sensação que a garganta está travada ou dificuldade em engolir;
  • falta de ar;
  • tremores;
  • sudorese;
  • tontura ou vertigem;
  • embaçamento da visão.

Afetivos e comportamentais

Indo mais além, não poderíamos deixar de falar dos sintomas afetivos e comportamentais. Frequentemente juntos, as emoções refletem nos comportamentos e, então, causam sofrimento nos indivíduos que apresentam o transtorno. Além do medo de ser julgado, os pacientes podem apresentar:

  • temor de falar em público ou ao telefone;
  • medo de comer e beber ao redor de outras pessoas;
  • sensação de incapacidade de desempenhar suas habilidades sociais;
  • ansiedade ao entrar em contato com alguém;
  • medo de ser rejeitado ou humilhado;
  • ansiedade em causar uma boa impressão;
  • evitar situações em que possa ser o centro das atenções;
  • perfeccionismo na realização de tarefas;
  • medo e sensação de não ser suficiente, tanto na vida pessoal quanto na esfera profissional;
  • dificuldade em estabelecer relações amorosas e demonstrar seus sentimentos;
  • dificuldade em ir ao banheiro em locais públicos;
  • ansiedade na troca, compra ou devolução de mercadorias;
  • temor em receber críticas;
  • pânico ou ansiedade em ter que consultar especialistas, como médicos ou dentistas;
  • baixa autoestima, acompanhada de depressão, excesso de autoconsciência e solidão;
  • pouca movimentação corporal e expressão facial.

Cognitivos

Para finalizar, separamos a seguir os sintomas cognitivos. Tenha em mente que esse aspecto se relaciona diretamente com as crenças e pensamentos que os indivíduos têm sobre eles, bem como amigos e familiares:

  • medo de avaliações negativas ou sentir-se inútil para outros;
  • preocupações, ruminações e sentimento de culpa constante;
  • crenças sobre si mesmo como fraco e outros como fortes;
  • pensamentos negativos sobre si mesmo, a situação e os outros;
  • acreditar que existe uma maneira certa de agir socialmente, ocasionando a sensação de não desempenhar bem esse papel.

Como é feito o tratamento para a ansiedade social?

Diante de todas essas consequências, é possível pensar em diversas formas para realizar o tratamento, não é mesmo? Como você já deve imaginar, o diagnóstico só pode ser feito por profissionais especializados, sobretudo psicólogos e psiquiatras, pois se trata de um transtorno psíquico. Nesse sentido, todas as estratégias devem ser direcionadas à área da saúde mental.

Isso quer dizer que a terapia cognitivo-comportamental é uma excelente forma de auxiliar os pacientes que apresentam essa patologia, visto que ela tem como base a mudança de comportamento e crenças limitantes de forma gradual. Nesses casos, é muito comum trabalhar com técnicas de relaxamento e dessensibilização sistemática para ajudá-los a lidar com suas dificuldades.

Além disso, nos quadros mais graves, é recomendada a utilização de medicamentos como terapia auxiliar para estabilizar os sintomas e facilitar o manejo, tanto do cliente quanto do psicólogo e psiquiatra responsável.

Entender o que é fobia social e lidar com esse transtorno não precisa ser um desafio. A partir das técnicas da terapia cognitivo-comportamental, você consegue mudar a percepção do paciente em relação a sua zona de conforto, transformar a sua relação com a ansiedade e reestruturar suas crenças a fim de que elas se tornem benéficas e aumentem sua qualidade de vida.

E então, o que achou do nosso artigo? Se você conhece outras formas de trabalhar com esse transtorno, compartilhe conosco nos comentários e ajude os outros leitores!

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Fobia social: o que é, principais sintomas e tratamento

A fobia social, também chamada de transtorno de ansiedade social, é um transtorno psicológico no qual a pessoa se sente muito ansioso em situações sociais normais como falar ou comer em locais públicos, entrar em lugares cheios, ir a uma festa ou fazer uma entrevista de emprego, por exemplo.

Neste transtorno a pessoa fica insegura e preocupada com o seu desempenho ou com o que poderão pensar dela, por isso, evita situações em que pode ser julgado por outras pessoas. Exitem dois tipos principais desta fobia:

  • Fobia social generalizada: a pessoa teme quase todas as situações sociais, como conversar, namorar, sair em lugares públicos, falar, comer, escrever em público, entre outras;
  • Fobia social restrita ou de desempenho: a pessoa tem medo de algumas situações sociais específicas que dependem do seu desempenho, como falar para muitas pessoas ou se apresentar em um palco, por exemplo.

Este tipo de fobia tem cura se o tratamento for devidamente realizado e, assim, é aconselhado consultar um psicólogo ou um psiquiatra.

O Que É Fobia Social Como Tratar?

Principais sintomas

Os sintomas de fobia social incluem:

  • Palpitações;
  • Falta de ar;
  • Tonturas;
  • Suor;
  • Visão embaçada;
  • Tremores;
  • Gaguejo ou dificuldades em falar;
  • Rosto vermelho;
  • Náuseas e vômitos;
  • Esquecimento do que falar ou fazer.

O início de aparecimento da fobia social é incerto e gradual, o que torna difícil para o paciente identificar quando começou o problema. No entanto, na maioria das vezes ele se dá na infância ou adolescência.

O que causa a fobia

As causas de fobia social podem estar relacionadas com:

  • Experiência traumatizante anterior em público;
  • Medo da exposição social;
  • Crítica;
  • Rejeição;
  • Baixa autoestima;
  • Pais superprotetores;
  • Poucas oportunidades sociais.

Estas situações diminuem a confiança da pessoa e produzem uma forte insegurança, fazendo com que se fique duvidando da próprias capacidades de desempenhar qualquer função em público.

Como é feito o tratamento

O tratamento para fobia social geralmente é orientado por um psicólogo e é iniciado com terapia cognitiva comportamental, na qual a pessoa aprende a controlar os sintomas da ansiedade, a desafiar os pensamentos que o fazem ficar ansioso, substituindo-os por pensamentos adequados e positivos, a enfrentar situações da vida real para superar os seus medos e a praticar as suas habilidades sociais em grupo.

No entanto, quando a terapia não é suficiente, o psicólogo pode encaminhar a pessoa para um psiquiatra, onde podem ser receitados remédios ansiolíticos ou antidepressivos, que vão ajudar a obter melhores resultados. No entanto, o ideal sempre é tentar a terapia com o psicólogo antes de optar pelo uso de medicamentos.

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8 dicas para superar a fobia social

O Que É Fobia Social Como Tratar?Bigstock| Foto:

Você tem receio de iniciar uma conversa com alguém que acabou de conhecer? E falar em público, nem pensar? Muitas pessoas também passam por isso, mas se essa situação sai do controle a ponto de paralisar a vida de alguém, é necessário agir – e, em alguns casos, inclusive pedir ajuda profissional. Normalmente, a fobia social está relacionada ao perfeccionismo, que traz consigo a insegurança e a baixa autoestima.

Assim, quando nos expomos aos outros, automaticamente surge em nossa mente um juiz que pensa que todos ao redor estão nos analisando negativamente ou esperando que cometamos um erro. Confira essas dicas para ajudar a superar esse tipo de ansiedade:

01) Aceite o que você pensa para mudar o que você pensa

O primeiro passo para superar os pensamentos negativos que temos sobre nós mesmos é reconhecer que estamos pensando dessa maneira. Admitir para si mesmo que esse juiz implacável está mais na nossa cabeça do que na cabeça dos outros é a porta de entrada para conseguir expulsar esse juiz aí de dentro.

02) Mude o que você pensa para mudar o que você faz

Uma vez identificado esse tipo de pensamento, é preciso substituí-lo por uma visão realista. Os pensamentos ilusórios que mantivemos até então podem ser dos seguintes tipos:

  • Você sabe ler a mente dos outros: você acha que é muito intuitivo e sabe detalhadamente o que os outros estão pensando. “Tenho certeza que ele acha que meu vestido está horrível”.
  • Você sabe predizer o futuro: “Algo vai dar errado hoje, com certeza”. Ou, quando o telefone toca e você pensa: “Lá vem má notícia”.
  • Você leva tudo para o lado pessoal: qualquer gesto ou olhar de outra pessoa é dirigido para você. Se alguém te olha sério é porque você fez algo errado. Comumente, a pior interpretação possível do que o outro diz é a que vem primeiro à sua mente.

03) Siga a realidade

Como você poderia saber o que o outro está pensando? Por que você tem tanta certeza que hoje será um dia ruim? Pergunte a si mesmo porque você está sempre seguro de que a sua interpretação dos gestos e palavras dos outros é sempre 100% certeira. Lembre-se das vezes em que você errou a esse respeito. Confrontando seus pensamentos com a realidade, pouco a pouco você verá que tem alimentado muitas ilusões.

04) Abandone o perfeccionismo

Aprenda de uma vez por todas que não é possível fazer tudo da maneira mais perfeita. É impossível! E se você acha que conhece alguém que faz isso, é porque provavelmente conhece só um lado da vida dessa pessoa.

Manter a casa em ordem, cuidar da aparência o máximo possível, ter as conversas mais interessantes, ser o trabalhador mais bem-sucedido, cozinhar como um chef todos os dias – é humanamente impossível contentar a todas essas expectativas. E não há nenhum problema com isso.

Encontre seus pontos fortes, seus pontos fracos e abrace ambos com todo o coração.

05) Exponha-se gradualmente

Um bom exercício para complementar essa mudança de pensamento é se expor pouco a pouco às situações que costumam te deixar tenso. Se você costuma ficar calado em uma reunião, intervenha uma vez. Se você se assusta ao pensar em sair com muitas pessoas, comece a sair com poucos amigos. Assim, gradualmente, você vai se soltando.

06) Perca o medo de errar

Se o seu medo é o de cometer um erro “imperdoável”, recorde-se de que isso não existe. Sempre é possível pedir perdão. Os erros fazem parte da nossa vida – e, por isso, o perdão também. Muitos dos erros que você pensa serem gigantes costumam passar despercebidos. Ao contrário de você, seus amigos não vão ficar a semana inteira pensando neles.

07) Aprenda a perguntar

Se você tem receio de conversar com as pessoas porque gagueja um pouco ou não é bom em contar histórias, aprenda a perguntar.

Pense em perguntas bem abertas, que deem ao outro a oportunidade de falar muito mais do que um “sim” ou um “não”.

Em vez de perguntar apenas: “Você trabalha com quê?”, pergunte: “O que você faz no dia a dia em seu trabalho?” Com isso, pouco a pouco a conversa se abre e ganha naturalidade – e você vai estar falando sem nem perceber.

08) Sempre é um bom momento para começar

Não importa se você se acha velho demais ou se acha que as pessoas vão notar que você mudou. Sempre é tempo de recomeçar. Ninguém sabe tudo, ninguém é perfeito e todos nós mudamos muitas vezes ao longo de nossa vida. A vida envolve crescimento, transformação e uma melhoria constante de nós próprios.

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Fobia social: reconhecendo-a em você ou alguém próximo

Reconhecer a fobia social em si mesmo pode ser um processo difícil, pois é necessária a auto-observação e a identificação dos sintomas característicos da ansiedade social. Percebê-la em outras pessoas também requer atenção, principalmente nas crianças. Para isso, é importante ficar atento a determinadas atitudes.

O que caracteriza a fobia social: situações e sintomas

A fobia social é caracterizada pela incapacidade de lidar com a sensação de desconforto ou nervosismo em situações de interações sociais com desconhecidos ou em lugares que coloquem a pessoa em evidência. 

O que causa isso é o pensamento da pessoa que possui a fobia social de que ela está sendo julgada e analisada o tempo inteiro. Isso pode levar ao aparecimento de outros transtornos mentais como a depressão por exemplo.

Algumas pessoas, inclusive, ficam tão nervosas nessas situações que podem ter sintomas de ataques de pânico. Justamente por isso, a principal característica da fobia social, além dos sintomas que vamos destacar a seguir, é a fuga.

Uma pessoa com fobia social, geralmente evita as seguintes situações:

  • Falar com pessoas desconhecidas, autoridades ou de destaque
  • Chegar em uma sala já com as pessoas sentadas
  • Se posicionar em discordância com alguma coisa ou simplesmente expressar uma opinião
  • Ir a uma entrevista de emprego
  • Reunir-se com os amigos em uma festa ou colegas do trabalho fora do expediente
  • Atender ao telefone ou outras chamadas
  • Manter contato visual com alguém durante uma conversa
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Essas situações podem gerar um desconforto em pessoas que não possuem fobia social, a diferença é que esse desconforto é superado, de forma que mesmo contrariada, a pessoa consegue fazer realizar essas atividades. 

Ao contrário, uma pessoa com fobia social vai fazer de tudo para evitar essas situações. Quando elas se mostram inevitáveis, a pessoa tende a se preocupar com o evento muito tempo antes de ele realmente acontecer, gerando um estresse muito grande.

Quando o evento começa a ocorrer, ao contrário da ansiedade normal que diminui ao seu desenrolar, na fobia social, essa ansiedade e desconforto tende a aumentar e até mesmo continuar após o evento.

Outro ponto importante é o sentimento de estar sendo julgado durante essas atividades.

Se todos esses sintomas aparecem, é muito provável que haja um cenário de fobia social.

Reconhecendo-se com fobia social

  • Para saber se você possui fobia social, basta levar em conta o que foi falado na seção anterior deste texto que, em resumo, caracteriza-se pela evitação de eventos sociais, antecipação da ansiedade antes desses eventos e aumento durante eles e não diminuição após o término e sentimento de julgamento constante.
  • A predominância de sintomas físicos também pode ocorrer sempre que a pessoa se sente confrontada por uma situação social.
  • Saiba mais em: Ansiedade social: como identificar e quando procurar ajuda
  • Se você enfrenta situações assim, provavelmente já deve ter se sentido frustrado consigo mesmo por ter perdido alguma oportunidade ou algo que até gostaria de ter ou fazer, mas não conseguiu justamente por esse efeito de evitação, da mesma forma que a autocrítica sobre si mesmo ser tão alta, mesmo não havendo motivos para tal.

Reconhecendo a fobia social em outra pessoa

A principal forma de reconhecer alguém com fobia social é através do movimento de fuga que essa pessoa demonstra – relacionado com a evitação falada anteriormente. Se você percebe que a pessoa é muito quieta, enrubesce quando precisa falar, não consegue olhar nos olhos, e faz de tudo para evitar quaisquer situações sociais é provável que não seja apenas timidez.

No caso das crianças, os pais devem ficar atentos aos sinais das crianças que não estão querendo ir à escola ou que não queiram brincar com os amigos, por exemplo. Deve haver o estímulo a essas atividades para que não haja prejuízos na vida adulta. O mesmo serve para adolescentes.

Inclusive, é na infância e na adolescência que surgem os primeiros sinais de fobia social, daí a importância do olhar cuidados dos pais, que devem ter tato para lidar com a situação de forma afetuosa e amistosa e também procurando a ajuda de um psiquiatra ou psicoterapeuta quando perceber que a ajuda não está sendo suficiente.

O profissional de saúde mental vai eliminar a dúvida

A fobia social pode trazer uma série de transtornos para a vida do indivíduo, que pode perder grandes oportunidades e ter suas relações com amigos e colegas abaladas – relações estas que são extremamente importantes para a manutenção da saúde mental.

Justamente por isso, logo aos primeiros sinais da fobia social é importante contar com a ajuda de um psiquiatra para o correto diagnóstico e tratamento. Assim, você ou a pessoa que você tanto ama poderá ter melhor qualidade de vida e desfrutar do melhor que as relações sociais tem a oferecer. 

Fobia social: quando até dizer oi é difícil

“Já deixei de ir em aniversário de amiga. Comecei a ficar incomodado pelo fato de ser em uma balada e ter muita gente que eu não conhecia. Contudo, já tinha confirmado minha presença. Quando chegou o dia, estava prestes a entrar no carro quando comecei a hiperventilar e a chorar. Avisei minha amiga, mas mesmo ela sendo super compreensiva continuei chorando por um tempo.”

A história do estudante, R.S, 20 anos, é parecida com a de muitas outras pessoas que sofrem com fobia social.

Geralmente confundida com ansiedade ou timidez um pouco acima da conta, a fobia, conhecida entre os médicos como Transtorno de Ansiedade Social, é decorrente principalmente de agravamentos de medos criados na infância e adolescência: 75% dos casos de fobia social em adultos teve início no período da adolescência.

“É comum que muitos pacientes tenham sofrido restrições dos pais, como não deixar que a criança frequentasse festas dos amigos de escola”, explica o psiquiatra Márcio Bernik, professor da Universidade de São Paulo.

Além do desenvolvimento solitário que atrapalha essas crianças, suas poucas experiências sociais podem ter sido traumatizantes (presenciar casos de violência doméstica e/ou sofreram regularmente com bullying), gerando maior reclusão.

O medo dos outros

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a Fobia Social como o medo de ser observado por outros, levando a pessoa a evitar situações sociais.

Quando a timidez impede o indivíduo de manter o convívio com os amigos, de ir à escola ou até de sair de casa, é fobia e precisa ser tratada. Isso é o que diferencia a timidez da doença. Atualmente a condição afeta 13% da população mundial.

De acordo com a Royal College of Psychiatrists, do Reino Unido, as mulheres têm duas e três vezes mais chances de desenvolver o transtorno.

Seu diagnóstico está associado à presença de três aspectos: sofrimento, incapacitação e desvantagens.

A angústia é observada quando a pessoa sofre de forma excessiva para fazer uma atividade cotidiana, a incapacidade está associada principalmente a não conseguir falar em público e as desvantagens se mostram quando o medo atrapalha em seu desenvolvimento pessoal.

“Para ser diagnosticado com o transtorno é necessário ter pelo menos um desses sintomas, caso tenha mais de um o grau aumenta”, explica o psiquiatra Bernik.

R.S, o estudante que não conseguiu ir à festa da amiga, não sabe em que momento desenvolveu a fobia. O universitário só começou a perceber que algo não estava correto quando notou que tinha dificuldade para fortalecer amizades e relacionamentos amorosos.

Ainda há muito preconceito em relação ao transtorno, como boa parte das doenças psicológicas, a Fobia social é tratada com desprezo ou até mesmo como uma “fraqueza moral”. O desapreço pela condição da pessoa é responsável direto pelo sofrimento e principalmente pelo agravamento de inúmeros casos.

Consequências

A solidão, resultante da fobia social, permite o desenvolvimento de diversas doenças e vícios.

Várias pesquisas comprovaram que cerca de 70% dos portadores têm chances mais elevadas de desenvolverem depressão, crise de pânico e distimia (mudança de humor caracterizada por problemas cognitivos e físicos presentes na depressão, em menor intensidade, porém mais prolongados). É comum também que os pacientes sofram com problemas cardiovasculares agravados pelo alto nível de estresse em que vivem. E muitos evitam entrar em contato com médicos.

Além das doenças, outra consequência muito comum em pessoas que possuem essa fobia é o vício em álcool e drogas. Muitas vezes, o consumo dessas substâncias funciona como um antídoto temporário contra a fobia e o paciente acaba recorrendo a elas em busca de alívio.

As consequências sociais são dramáticas. É comum que os portadores tenham dificuldades para permanecer nos estudos e no mercado de trabalho. Pesquisadores alemães constataram que o desemprego atinge três vezes mais pessoas que têm fobia social. O resultado é atribuído à baixa performance que geralmente essas pessoas apresentam.

Tratamentos

As medidas mais recomendadas por psiquiatras é o tratamento psicoterápico acompanhado de medicamentos. Existem quatro modelos mais seguidos pelos psiquiatras:

Treinamentos de habilidades sociais: O tratamento se baseia no uso de técnicas que ensinam os portadores a desenvolverem habilidades verbais e não verbais necessárias à convivência social.

Terapia de exposição (comportamento): Esse formato se baseia na premissa de que expor a pessoa a situações que lhe causam desconforto de forma repetida pode reduzir os sintomas. Pesquisas indicam que para o tratamento ter efeito prático, é necessário ser repetido muitas vezes.

Terapia cognitiva: Busca corrigir os pensamentos irracionais que contribuem para o desenvolvimento da fobia. Ela está solidificada no conceito de fazer com que a pessoa, juntamente com seu médico e psicoterapeuta, análise aspectos que atrapalham a pessoa e trabalharem em conjunto para modificar esse estado.

TCC (Terapia cognitiva e comportamental): A forma mais estudada e utilizada por psiquiatras, a TCC mistura conceitos da terapia de exposição com a cognitiva.

Usando métodos de restruturação cognitiva (exercícios que façam a pessoa ter conhecimento dos seus pensamentos) e exposição a situações problemáticas.

Pesquisas já comprovaram que essa metodologia é mais efetiva que tratamentos farmacológicos, apresentando menor quadro de reincidência.

Cerca de 70% das pessoas apresentam melhora importante no quadro. Outros 30%, apenas melhora parcial. Mas elas tendem a se perpetuar.

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