O Que É Fibromialgia E Quais Os Sintomas E Como Tratar?

17 de setembro de 2018

  |  Tempo de leitura: 7 minutos

Fibromialgia é uma síndrome de dor crônica relativamente comum e muito complexa. Seus sintomas clássicos são dores musculares e nas articulações, ambas generalizadas. Ela ocorre nos tecidos fibroso e muscular ao longo de todo o corpo.

Também é conhecida como SFM – Síndrome de Fibromialgia ou Síndrome de Joanina Dognini. A fibromialgia pode durar anos ou a vida inteira. É a segunda condição mais comum que afeta ossos e músculos, atrás apenas da artrite. No entanto, muitas vezes é mal diagnosticada e mal entendida.

Não há cura para fibromialgia. Mas uma combinação de medicação, exercício, controle do estresse e hábitos saudáveis pode aliviar seus sintomas o suficiente para que se possa viver uma vida normal e ativa.

A sua dor não está só na sua cabeça

É muito comum que pacientes dessa síndrome demorem a descobrir a doença. Também é comum perceberem que as pessoas e até mesmo alguns profissionais de saúde não acreditam nas dores existentes. Isso acontece porque a fibromialgia não gera uma lesão dos tecidos, ou seja, não há inflamação ou degeneração. Seus sintomas só podem ser vistos em exames muito específicos.

Na prática clínica, não há como provar que a pessoa está sentindo dor crônica, já que a reação corporal é muito diferente das reações encontradas em dores agudas.

 Estima-se que aproximadamente 3% dos brasileiros sofrem dessa condição no Brasil. A grande maioria (90%) são mulheres entre 30 e 50 anos.

Das pessoas com fibromialgia, aproximadamente 20% também sofrem de ansiedade ou depressão, mesmo que essa conexão entre as doenças seja muitas vezes ignorada.

O Que É Fibromialgia E Quais Os Sintomas E Como Tratar?

Quais são as causas da fibromialgia?

Não é possível indicar exatamente de onde surge a fibromialgia, entretanto, existem alguns fatores que são associados ao início da síndrome:

As dores da síndrome normalmente se iniciam em um ponto específico e vão se espalhando de forma crônica. Alguns fatores podem piorar as dores, como o excesso de esforço físico, estresse emocional, infecções, noites mal dormidas, traumas ou longas exposições à temperaturas muito baixas.

Quais os fatores de risco da doença?

Ainda que não se saibam as causas da fibromialgia, alguns fatores de risco facilitam o surgimento da doença. O primeiro deles é o sexo, já que a síndrome atinge 8 a 10 vezes mais mulheres do que homens. Além disso, o histórico familiar e doenças reumáticas também podem desencadear a patologia.

Quais são os sintomas da fibromialgia?

O principal sintoma da síndrome é a dor generalizada. Essa dor é normalmente descrita como uma dor de cansaço constante. Nem forte nem aguda, acontecendo em todo o corpo, com duração de pelo menos três meses.

Segundo estudos, essa dor acontece porque a estimulação repetida dos nervos faz com que o cérebro de pessoas com Fibromialgia se modifique.

Esta mudança envolve um aumento anormal dos níveis de certas substâncias químicas que sinalizam dor (neurotransmissores). Além disso, os receptores de dor do cérebro parecem desenvolver uma espécie de memória da dor.

Tornam-se mais sensíveis, o que significa que podem reagir exageradamente a sinais de dor.

Além disso, a fibromialgia apresenta sintomas como:

  • Fadiga constante;
  • Cansaço mesmo após dormir por longos períodos;
  • Distúrbios do sono como a síndrome das pernas inquietas ou apneia;
  • Dificuldades cognitivas: falta de concentração, lacunas de memória, problemas de linguagem e raciocínio prejudicado;
  • Dores de cabeça;
  • Cólicas e outros incômodos gastro;
  • Picos de ansiedade;
  • Vontade de isolar-se;
  • Não sentir mais prazer em atividades agradáveis;
  • Depressão.

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Como é feito o diagnóstico da fibromialgia?

O diagnóstico da fibromialgia é essencialmente clínico. Exames laboratoriais e radiológicos são utilizados apenas para avaliar as condições gerais do paciente.

Considerando que os sintomas de um paciente com fibromialgia são bastante semelhantes a outras doenças, é comum que o diagnóstico da síndrome seja mais lento e trabalhoso até que se confirme.

Em alguns casos, o paciente é encaminhado para um reumatologista.

A história clínica e o exame físico cuidadoso são fundamentais para se chegar a um diagnóstico. A principal forma de realização desses exames é a partir da pressão com os dedos em 18 pontos específicos do corpo, como você pode ver na imagem abaixo.

O Que É Fibromialgia E Quais Os Sintomas E Como Tratar?Fonte: www.fibromialgia.com.br e referência The American Fibromyalgia Syndrome Association (AFSA).

Qual o tratamento da fibromialgia?

Não existe um tratamento específico para a síndrome. O que se faz é minimizar os sintomas, melhorando a condição de vida do paciente em geral. Para isso, cada pessoa terá indicações específicas de ações à serem realizadas, assim como de medicamentos receitados. Nesse sentido, a atitude do paciente é determinante para a evolução da doença.

Alguns tratamentos não-farmacológicos que tem funcionado em pessoas com a síndrome são: suporte psicológico, exercícios físicos de baixo impacto regulares, dieta balanceada e acupuntura. Se o tratamento for bem sucedido, haverá alívio da dor, melhoria da qualidade do sono, restabelecimento do equilíbrio emocional e melhorias no condicionamento físico, reduzindo a fadiga.

Fibromialgia e depressão

Devido às dores crônicas, é muito comum que a fibromialgia leve à anormalidades no sistema nervoso, mudando a forma com que os pacientes lidam com o estresse. A fadiga constante também gera isolamento de atividades, ansiedade, falta de energia, sentimentos de culpa e muitos outros sintomas que desencadeiam a depressão.

Pacientes que possuem depressão junto à fibromialgia geram um círculo vicioso, tendo maiores dificuldades no tratamento da doença, sentindo mais dores e agravando todo o processo. Seguir um tratamento adequado da fibromialgia junto com o tratamento da depressão é fundamental para que a síndrome seja controlada.

A terapia cognitivo comportamental (TCC) é uma boa forma de trabalhar os sintomas da fibromialgia e da depressão em conjunto.

Essa abordagem leva principalmente em conta a forma como cada um age perante os acontecimentos do dia a dia, assim é possível entender e modificar as emoções e o modo de agir do paciente.

Na Fibromialgia, a TCC auxilia o paciente a entender e interpretar melhor suas atitudes frente à dor e demais sintomas para enfrentá-los de forma eficiente.

O Que É Fibromialgia E Quais Os Sintomas E Como Tratar?

Como conviver com a fibromialgia?

Apesar de ser uma doença bastante incômoda, é possível sim conviver com a síndrome da fibromialgia, mesmo em seus momentos de crise. Para isso, algumas atividades precisam ser incorporadas na rotina com o suporte de profissionais da saúde, familiares e amigos.

Converse com as pessoas próximas sobre a condição, aprenda a dizer ‘não’ quando estiver se sentindo desconfortável, mantenha um diário com os sintomas da doença, participe de comunidades de apoio, exercite-se regularmente, cuide-se para diminuir situações de estresse nas relações pessoais, no trabalho e em outros círculos, cuide da alimentação e dê um tempo para si sempre que for necessário. A melhor forma de tratar a fibromialgia é cuidando de sua qualidade de vida.

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

Fibromialgia

O Que É Fibromialgia E Quais Os Sintomas E Como Tratar?

A fibromialgia caracteriza-se por dor crônica em vários pontos do corpo, especialmente nos tendões e nas articulações. Conheça as principais recomendações.

Fibromialgia caracteriza-se por dor crônica que migra por vários pontos do corpo e se manifesta especialmente nos tendões e nas articulações. Trata-se de uma patologia relacionada com o funcionamento do sistema nervoso central e o mecanismo de supressão da dor que atinge, em 90% dos casos, mulheres entre 35 e 50 anos, mas também pode ocorrer em crianças, adolescentes e idosos.

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A dor da fibromialgia pode ser intensa e incapacitante, mas não provoca inflamações nem deformidades físicas. Entretanto, pode estar associada a outras doenças reumatológicas, o que pode confundir o diagnóstico.

Causas da fibromialgia

A causa específica da doença é desconhecida. Sabe-se, porém, que os níveis de serotonina são mais baixos nos portadores e que desequilíbrios hormonais, tensão e estresse podem estar envolvidos em seu aparecimento.

Sintomas da fibromialgia

  • Dor generalizada e recidivante;
  • Fadiga;
  • Falta de disposição e energia;
  • Alterações do sono que é pouco reparador;
  • Síndrome do cólon irritável;
  • Sensibilidade durante a micção;
  • Cefaleia;
  • Distúrbios emocionais e psicológicos.

Ouça também o podcast Por Que Dói? sobre Fibromialgia

Diagnóstico da fibromialgia

  • Os critérios de diagnóstico da fibromialgia são:
  • a) Dor por mais de três meses em todo o corpo e
  • b) Presença de pontos dolorosos na musculatura (11 pontos, de 18 que estão pré-estabelecidos).
  • Deve-se salientar que muitas vezes, mesmo que os pacientes não apresentem todos os pontos, o diagnóstico da doença é feito e o tratamento iniciado.

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Pontos de dor mais frequentes na fibromialgia.

Estes critérios são alvo de inúmeras críticas, pois não avaliam sintomas importantes e muito frequentes, como a alteração do sono e fadiga.

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Ainda não existem exames laboratoriais complementares que possam orientar o diagnóstico. Quando são feitos, o intuito não é identificar a doença, e sim descartar outras condições que podem provocar sintomas semelhantes.

Tratamento da fibromialgia

O tratamento da enfermidade exige cuidados multidisciplinares. No entanto, têm-se mostrado eficaz para o controle da doença:

  • Uso de analgésicos e antiiflamatórios associados a antidepressivos tricíclicos;
  • Atividade física regular ajuda contra as dores da fibromialgia;
  • Acompanhamento psicológico e emocional;
  • Massagens e acupuntura.

Recomendações para quem tem fibromialgia

  • Tome medicamentos que ajudem a combater os sintomas;
  • Evite carregar pesos;
  • Fuja de situações que aumentem o nível de estresse;
  • Elimine tudo o que possa perturbar seu sono como luz, barulho, colchão incômodo, temperatura desagradável;
  • Procure posições confortáveis quando for permanecer sentado por muito tempo;
  • Mantenha um programa regular de exercícios físicos. Pode parecer contra a intuição, mas o movimento regular ajuda a prevenir crises de dor;
  • Considere a possibilidade de buscar ajuda psicológica; muitas vezes, quem tem fibromialgia é desacreditado por parentes e até por profissionais, o que pode abalar a saúde mental e agravar o quadro.

Perguntas frequentes sobre fibromialgia

É normal sentir tanto cansaço?

Sim. Embora a dor seja mais conhecida, a fadiga é um dos sintomas principais. O indivíduo já acorda de manhã muito cansado, o que piora durante o dia e, apesar de descansar, o cansaço não melhora. Se esse quadro persistir durante 3 meses, é importante procurar um reumatologista, que saberá ajustar o tratamento.

Por que atinge mais mulheres?

De cada 10 pacientes com fibromialgia, 7 a 9 são mulheres. Não parece haver uma relação com hormônios, pois a fibromialgia afeta as mulheres tanto antes quanto depois da menopausa. Ainda não se conhece a razão dessa diferença.

Em qual período do dia as dores aparecem mais?

O paciente sente mais dor no final do dia. A dor é referida como muito sensível ao toque e mais forte ao redor das articulações. Muitos pacientes não toleram nem ser. Diferentemente das artrites, a fibromialgia não provoca inchaço das articulações, pois a origem da dor não é uma inflamação local.

Vídeo: Especialista responde dúvidas sobre fibromialgia

7 principais sintomas de fibromialgia, causas e diagnóstico

O principal sintoma da fibromialgia é a dor no corpo, que costuma ser pior nas costas e no pescoço e que dura pelo menos 3 meses. As causas da fibromialgia ainda são pouco esclarecidas, no entanto é mais comum de acontecer nas mulheres entres os 35 e os 50 anos, e os sintomas podem piorar após a realização de esforço físico, estresse emocional ou exposição ao frio.

Além da dor no corpo, outros sintomas que costumam estar presentes na fibromialgia são:

  1. Dor intensa ao toque, devido ao aumento da sensibilidade;
  2. Cansaço frequente;
  3. Alterações do sono;
  4. Enrijecimento muscular, principalmente ao acordar;
  5. Problemas de memória e concentração;
  6. Sensação de formigamento nas mãos e nos pés;
  7. Sensação de pernas inquietas antes de dormir.

Além disso, algumas pessoas com fibromialgia também podem desenvolver a síndrome do cólon irritável, que é uma alteração gastrointestinal caracterizada por dor abdominal, prisão de ventre ou diarreia.

É comum também que existam alterações psicológicas como ansiedade e depressão, por exemplo, pois é comum que a pessoa sinta tristeza, desespero e impotência perante a doença, podendo perder o interesse nas atividades que gosta.

O Que É Fibromialgia E Quais Os Sintomas E Como Tratar?

Como identificar

O diagnóstico da fibromialgia deve ser feito pelo clínico geral ou reumatologista de acordo com os sintomas apresentados pela pessoa, bem como avaliação do histórico de saúde e história de fibromialgia na família.

Além disso, é feito um exame físico em que são observados os pontos de dor de fibromialgia. Para ser confirmado o diagnóstico, é necessário que a pessoa sinta dor severa em 3 a 6 áreas diferentes do corpo ou dor mais leve em 7 ou mais áreas do corpo por pelo menos 3 meses.

Veja quais são os pontos de dor da fibromialgia.

Possíveis causas

As causas da fibromialgia ainda são desconhecidas, mas existem algumas situações que podem piorar as dores, como o excesso de esforço físico, o estresse emocional, infecções, a exposição ao frio, distúrbios do sono ou traumatismos físicos.

A pouca tolerância à dor na fibromialgia pode ocorrer porque há um aumento da sensibilidade à dor, fazendo com que pequenos estímulos sejam muito dolorosos. Quando se sente dor, o cérebro recebe essa informação e adequa a intensidade da dor, porém, na fibromialgia este mecanismo encontra-se alterado, causando dor que se intensifica ao toque.

Como tratar a fibromialgia

O tratamento para fibromialgia tem como objetivo aliviar os sintomas, pois esta doença não tem cura. Desta forma, é sempre importante consultar um reumatologista, que poderá prescrever remédios analgésicos e relaxantes musculares para aliviar a dor.

Além disso, na presença de sintomas neurológicos ou psicológicos, um neurologista ou psiquiatra também deverá ser consultado para indicar remédios para dormir, para a ansiedade ou antidepressivos, por exemplo. Veja como deve ser o tratamento da fibromialgia.

Os sintomas da fibromialgia também podem ser reduzidos com um tratamento natural, como massagem, técnicas de relaxamento ou aromaterapia, por exemplo. Além disso, a realização de sessões de fisioterapia também podem ajudar a aliviar os sintomas, promovendo o relaxamento muscular, aumento da flexibilidade e diminuição da dor.

Veja no vídeo a seguir alguns exercícios de fisioterapia que podem ser realizados para fibromialgia:

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Fibromialgia: o que é, sintomas, causas e diagnóstico

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada, principalmente, pela presença de dor muscular. Ela acomete mais mulheres, mas homens também podem desenvolvê-la.

No Brasil, essa síndrome afeta cerca de 2,5% da população, com predominância no sexo feminino com idade compreendida entre 35 a 44 anos.

A seguir, vamos aprender sobre a fibromialgia, seus sintomas e diagnóstico e como seu tratamento é feito nos dias atuais.

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O que é fibromialgia?

A fibromialgia é uma síndrome que apresenta como característica mais marcante a dor muscular generalizada e crônica.

Entretanto, é importante destacar que ela não causa nenhuma inflamação nos locais onde a dor é sentida.

A síndrome, no entanto, não envolve apenas dor, sendo relatado pelos pacientes cansaço, ansiedade, dores de cabeça, problemas de memória, entre outros.

O Que É Fibromialgia E Quais Os Sintomas E Como Tratar? A fibromialgia provoca dores musculares generalizadas.

As causas da fibromialgia são ainda desconhecidas. Algumas pessoas relacionam a doença com traumas psicológicos ou físicos, como acidentes. Acredita-se que possa aparecer após uma dor crônica e até mesmo uma grave infecção. A fibromialgia, ainda, pode possuir algum componente genético.

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Quais os sintomas da fibromialgia?

Os principais sintomas da fibromialgia são: dor em todo o corpo, fadiga, sonolência, dormências, rigidez matinal, sensação de inchaço, ansiedade, depressão, irritabilidade, dores de cabeça, tontura, problemas de memória e concentração, entre outros.

A depressão é um fator preocupante na fibromialgia, atingindo cerca de 50% dos pacientes. Os distúrbios do sono também são sinais frequentes na doença. Geralmente os pacientes queixam-se de que, mesmo após horas de sono, acordam cansados, é o chamado sono não reparador.

É importante destacar que, por ser uma doença que não causa nenhuma lesão, muitas vezes não se acreditava que a dor relatada pelos pacientes era real. Hoje se sabe que essa dor é causada devido a uma ampliação nos impulsos dolorosos, sendo que pessoas com essa doença apresentam uma sensibilidade à dor relativamente maior quando comparada a de outras pessoas.

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Como é feito o diagnóstico da fibromialgia?

A fibromialgia apresenta um difícil diagnóstico, sendo que até pouco tempo os médicos faziam-no baseando-se em alguns critérios, como: dor com mais de três meses de duração; presença de pontos sensíveis (18 pontos foram estabelecidos pelo Colégio Americano de Reumatologia); e dor em todos os quadrantes (dor do lado direito e esquerdo e acima e abaixo da cintura).

Atualmente, no entanto, a presença de pontos sensíveis, os famosos tender points, não é mais considerada no diagnóstico. Isso se deve ao fato de que muitos médicos analisavam-nos de maneira inadequada ou não os analisavam, o que gerava diagnósticos errados.

Nos dias atuais, os médicos realizam o diagnóstico de fibromialgia baseando-se no quadro clínico relatado pelo paciente. Outros exames podem ser solicitados apenas para descartar o diagnóstico de outras doenças, uma vez que não existem exames capazes de confirmar a fibromialgia.

Qual o tratamento da fibromialgia?

A fibromialgia não possui cura, sendo que o tratamento é, portanto, apenas uma forma de diminuir os sintomas. O paciente possui melhor resultado se tratado por uma equipe multidisciplinar, incluindo fisioterapeutas e psicólogos. Uma das principais recomendações é a realização de atividades físicas, principalmente exercício aeróbico.

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Além de atividade física e assistência psicológica, o paciente pode ser submetido ao uso de medicamentos que irão ajudá-lo, por exemplo, a melhorar o quadro de dor e o sono e a agir contra a depressão. Sendo assim, podemos perceber que o tratamento da fibromialgia é baseado em uma combinação de tratamentos farmacológicos e não farmacológicos.

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Vale destacar que, apesar de não possuir cura, a fibromialgia é uma doença não degenerativa, não causa deformações ou incapacidade física. Seguindo-se o tratamento rigorosamente, o paciente pode reduzir os quadros de dor consideravelmente.

  • Crédito das imagens:
  • Andrea Raffin / Shutterstock.com
  • Por Vanessa Sardinha dos Santos Professora de Biologia

Fibromialgia – Definição, Sintomas e Porque Acontece

Autoria: Comissão de Dor, Fibromialgia e Outras Síndromes Dolorosas de Partes Moles
20/04/2011

Definição

A síndrome da fibromialgia (FM) é uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura.

Junto com a dor, a fibromialgia cursa com sintomas de fadiga (cansaço), sono não reparador (a pessoa acorda cansada) e outros sintomas como alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais.

Uma característica da pessoa com FM é a grande sensibilidade ao toque e à compressão da musculatura pelo examinador ou por outras pessoas.

A fibromialgia é um problema bastante comum, visto em pelo menos em 5% dos pacientes que vão a um consultório de Clínica Médica e em 10 a 15% dos pacientes que vão a um consultório de Reumatologia.

De cada 10 pacientes com fibromialgia, sete a nove são mulheres. Não se sabe a razão porque isto acontece. Não parece haver uma relação com hormônios, pois a fibromialgia afeta as mulheres tanto antes quanto depois da menopausa.

Talvez os critérios utilizados hoje no diagnóstico da FM tendam a incluir mais mulheres.  A idade de aparecimento da fibromialgia é geralmente entre os 30 e 60 anos.

Porém, existem casos em pessoas mais velhas e também em crianças e adolescentes.

O diagnóstico da fibromialgia é clínico, isto é, não se necessitam de exames para comprovar que ela está presente. Se o médico fizer uma boa entrevista clínica, pode fazer o diagnóstico de fibromialgia na primeira consulta e descartar outros problemas.

Na reumatologia, são comumente usados critérios diagnósticos para se definir se o paciente tem uma doença reumática ou outra. Isto é importante especialmente quando se faz uma pesquisa, para se garantir que todos os pacientes apresentem o mesmo diagnóstico. Muitas vezes, entretanto, estes critérios são utilizados também na prática médica.

  • Os critérios de diagnóstico da fibromialgia são:
    a) dor por mais de três meses em todo o corpo e
  • b) presença de pontos dolorosos na musculatura (11 pontos, de 18 que estão pré-estabelecidos).
  • Deve-se salientar que muitas vezes, mesmo que os pacientes não apresentem todos os pontos, o diagnóstico de FM é feito e o tratamento iniciado.

Estes critérios são alvo de inúmeras críticas – como dissemos anteriormente, quanto mais pontos se exigem, mais mulheres e menos homens recebem o diagnóstico. Além disso, esses critérios não avaliam sintomas importantes na FM, como a alteração do sono e fadiga.

Provavelmente o médico pedirá alguns exames de sangue, não para comprovar a fibromialgia, mas para afastar outros problemas que possam simular esta síndrome. O DIAGNÓSTICO DE FIBROMIALGIA É CLÍNICO, NÃO HAVENDO EXAMES QUE O COMPROVEM.

Sintomas

O sintoma mais importante da fibromialgia é a dor difusa pelo corpo. Habitualmente, o paciente tem dificuldade de definir quando começou a dor, se ela começou de maneira localizada que depois se generalizou ou que já começou no corpo todo. O paciente sente mais dor no final do dia, mas pode haver também pela manhã. A dor é sentida “nos ossos” ou “na carne” ou ao redor das articulações.

Existe uma maior sensibilidade ao toque, sendo que muitos pacientes não toleram ser “agarrados” ou mesmo abraçados. Não há inchaço das articulações na FM, pois não há inflamação nas articulações. A sensação de inchaço pode aparecer pela contração da musculatura em resposta à dor.

A alteração do sono na fibromialgia é frequente, afetando quase 95% dos pacientes. No início da década de 80, descobriu-se que pacientes com fibromialgia apresentam um defeito típico no sono – uma dificuldade de manter um sono profundo. O sono tende a ser superficial e/ou interrompido.

Com o sono profundo interrompido, a qualidade de sono cai muito e a pessoa acorda cansada, mesmo que tenha dormido por um longo tempo – “acordo mais cansada do que eu deitei” e “parece que um caminhão passou sobre mim” são frases frequentemente usadas. Esta má qualidade do sono aumenta a fadiga, a contração muscular e a dor.

Outros problemas no sono afetam os pacientes com fibromialgia. Alguns referem um desconforto grande nas pernas ao deitar na cama, com necessidade de esticá-las, mexê-las ou sair andando para aliviar este desconforto.

Este problema é chamado Síndrome das Pernas Inquietas e possui tratamento específico. Outros apresentam a Síndrome da Apneia do Sono, e param de respirar durante a noite.

Isto também causa uma queda na qualidade do sono e sonolência excessiva durante o dia.

A fadiga (cansaço) é outro sintoma comum na FM, e parece ir além ao causado somente pelo sono não reparador. Os pacientes apresentam baixa tolerância ao exercício, o que é um grande problema, já que a atividade física é um dos grandes tratamentos da FM.

A depressão está presente em 50% dos pacientes com fibromialgia. Isto quer dizer duas coisas: 1) a depressão é comum nestes pacientes e 2) nem todo paciente com fibromialgia tem depressão.

Por muito tempo pensou-se que a fibromialgia era uma “depressão mascarada”.

Hoje, sabemos que a dor da fibromialgia é real, e não se deve pensar que o paciente está “somatizando”, isto é, manifestando um problema psicológico através da dor.

Por outro lado, não se pode deixar a depressão de lado ao avaliar um paciente com fibromialgia. A depressão, por si só, piora o sono, aumenta a fadiga, diminui a disposição para o exercício e aumenta a sensibilidade do corpo. Ela deve ser detectada e devidamente tratada se estiver presente.

Pacientes com FM queixam-se muito de alterações de memória e de atenção, e isso se deve mais ao fato da dor ser crônica do que a alguma lesão cerebral grave. Para o corpo, a dor é sempre um sintoma importante e o cérebro dedica energia lidando com esta dor e outras tarefas, como memória e atenção, ficam prejudicadas.

Como veremos a seguir, imagina-se que a principal causa dor difusa em pacientes com FM seja uma maior sensibilidade do paciente à dor, por uma ativação do sistema nervoso central. Não é de espantar, portanto, que outros estímulos também sejam amplificados e causem desconforto aos pacientes.

A síndrome do intestino irritável, por exemplo, acontece em quase 60% dos pacientes com FM e caracteriza-se por dor abdominal e alteração do ritmo intestinal para mais ou para menos.

Além disso, pacientes apresentam a bexiga mais sensível, sensações de amortecimentos em mãos e pés, dores de cabeça frequentes e maior sensibilidade a estímulos ambientais, como cheiros e barulhos fortes.

O que causa a Fibromialgia?

Não existe ainda uma causa única conhecida para a fibromialgia, mas já temos algumas pistas porque as pessoas têm esta síndrome. Os estudos mais recentes mostram que os pacientes com fibromialgia apresentam uma sensibilidade maior à dor do que pessoas sem fibromialgia.

Na verdade, seria como se o cérebro das pessoas com fibromialgia estivesse com um “termostato” ou um “botão de volume” desregulado, que ativasse todo o sistema nervoso para fazer a pessoa sentir mais dor.

Desta maneira, nervos, medula e cérebro fazem que qualquer estímulo doloroso seja aumentado de intensidade.

A fibromialgia pode aparecer depois de eventos graves na vida de uma pessoa, como um trauma físico, psicológico ou mesmo uma infecção grave. O mais comum é que o quadro comece com uma dor localizada crônica, que progride para envolver todo o corpo. O motivo pelo qual algumas pessoas desenvolvem fibromialgia e outras não ainda é desconhecido.

O que não mais se discute é se a dor do paciente é real ou não. Hoje, com técnicas de pesquisa que permitem ver o cérebro em funcionamento em tempo real, descobriu-se que pacientes com FM realmente estão sentindo a dor que referem.

Mas é uma dor diferente, onde não há lesão na periferia do corpo, e mesmo assim a pessoa sente dor. Toda dor é um alarme de incêndio no corpo – ela indica onde devemos ir para apagar o incêndio.

Na fibromialgia é diferente – não há fogo nenhum, esse alarme dispara sem necessidade e precisa ser novamente “regulado”.

Esse melhor entendimento da FM indica que muitos sintomas como a alteração do sono e do humor, que eram considerados causadores da dor, na verdade são decorrentes da dor crônica e da ativação de um sistema de stress crônico. Entretanto, mesmo sem serem causadores, estes problemas aumentam a dor dos pacientes com FM, e devem também ser levados em consideração na hora do tratamento.

Última atualização (20/04/2011)

Fibromialgia: o que é, sintomas, diagnósticos e tratamentos

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada principalmente por dor crônica e generalizada no corpo que dura pelo menos três meses. Esses desconfortos podem surgir sem motivo aparente, ou serem uma reação exagerada a algum acontecimento.

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E há outros sintomas de fibromialgia que são importantes: fadiga, sono não restaurador e distúrbios cognitivos como esquecimento, falta de atenção e dificuldade de concentração”, completa o reumatologista José Eduardo Martinez, da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR).

Causas da fibromialgia

Ainda não foi encontrada uma razão específica para o desenvolvimento da fibromialgia. O que existe até o momento são hipóteses.

“Ela é mais comum entre familiares. Então deve haver uma predisposição genética. Porém, nunca foi encontrado um gene específico ligado à doença”, relata Martinez.

Além disso, a síndrome costuma aparecer em quem sofre de estresse crônico ou passou por situações graves de trauma físico, ou psicológico. “Essas condições liberam hormônios específicos, que geram um desequilíbrio na forma como os indivíduos sentem dor. Eles se tornam mais sensíveis a ela”, explica o reumatologista.

Apesar de não haver uma resposta exata sobre a causa da fibromialgia, sabe-se que ela não é uma doença autoimune nem inflamatória. O mecanismo de desenvolvimento da dor é diferente.

Fatores de risco

A fibromialgia é mais frequente nas mulheres, na faixa etária dos 30 a 50 anos.

“Mas ela pode aparecer em qualquer idade. A prevalência varia de 2,5% a 6% da população mundial”, informa Martinez. Não é pouca gente.

E, como dissemos, estresse e traumas também favorecem o quadro.

Principais pontos de dor da fibromialgia

Martinez explica que os portadores manifestam incômodos fortes em situações que pessoas sem a doença não sentiriam. Exemplo: um leve aperto no pulso poderia disparar dores.

É desse fato, aliás, que nasceu o conceito de “pontos de dor”, criado pelo Colégio Americano de Reumatologia. Seriam locais específicos do corpo em que o paciente com fibromialgia tenderia a sentir mais desconforto.

“Inicialmente, a entidade propôs isso para facilitar os estudos científicos. Além de detectar a dor generalizada, iríamos contar esses pontos nos pacientes na hora de fazer pesquisas”, afirma Martinez.

A ideia original era usar a metodologia somente para fins científicos, de modo a entender melhor a fibromialgia. Mas não para definir o quadro ou sua evolução no dia a dia, como acabou acontecendo em muitos casos.

“Tanto que, posteriormente, o Colégio Americano de Reumatologia modificou esses critérios. Hoje, não se conta mais os pontos dolorosos. A gente se concentra no que a pessoa sente”, arremata o profissional da SBR.

Como funciona o diagnóstico

Ele é essencialmente clínico, feito pelo reumatologista a partir do relato e do histórico do paciente. Não existem exames para detectar a fibromialgia.

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“No entanto, há outras enfermidades que provocam dor no corpo. Por isso, acabamos pedindo testes para fazer o que chamamos de diagnóstico diferencial”, pontua Martinez.

É uma espécie de processo de eliminação: o profissional de saúde vai fazendo exames para descartar outras possíveis causas que explicariam as dores, o cansaço, o esquecimento… Conforme essas possibilidades vão se esgotando, o diagnóstico da fibromialgia fica mais claro.

Os testes também são usados para investigar outras condições que não raro aparecem com a fibromialgia. O jeito é conversar com o médico.

Fibromialgia tem cura? Conheça o tratamento

Como qualquer enfermidade crônica, não há cura para a fibromialgia, apenas tratamento para controlar os sintomas. Martinez conta que, nesse caso, ele é dividido entre medidas farmacológicas e não-farmacológicas.

“Nesse último grupo, incluímos educação em saúde, exercícios físicos de qualquer modalidade com acompanhamento médico e, a curto e médio prazo, acupuntura”, lista o reumatologista.

Por causa da sobrecarga emocional vivida por esses pacientes, psicólogos ou psiquiatras integram o tratamento. “Terapia cognitivo-comportamental, mindfulness e psicoterapia são as principais ferramentas nesse processo”, complementa o especialista.

Já os remédios para fibromialgia têm a função de modular a dor. Eles estimulam mecanismos naturais de analgesia ou diminuem a chegada das mensagens dolorosas no cérebro.

“Normalmente, são medicamentos também usados para outras doenças, como antidepressivos e anticonvulsivantes”, informa Martineza. Parte deles — especialmente os que possuem a indicação para fibromialgia na bula — não estão disponíveis na rede pública.

É bom frisar que o tratamento é individualizado e varia de pessoa para pessoa. E mais: a ingestão de analgésicos sem prescrição muitas vezes só piora o quadro.

Infelizmente, nem sempre o paciente adere à terapia. “Às duas maiores razões são os efeitos adversos ou o fato de não se perceber uma melhora imediata”, lamenta Martinez. Isso é observado tanto com as drogas como na prática dos exercícios físicos.

Quais são as complicações da Fibromialgia

A grande complicação da fibromialgia por falta de conhecimento e tratamento adequado é o impacto na qualidade de vida. Não é raro que os portadores sofram de depressão e ansiedade.

“Uma das maiores queixas deles é a falta de apoio da família e de reconhecimento que a dor existe. Isso só agrava o problema”, alerta o profissional.

Fora isso, quando a síndrome não é tratada, ela pode bagunçar a memória e o raciocínio.

Dá para prevenir?

“A única forma que enxergo é manter uma vida saudável. E isso é válido para tantas outras doenças”, finaliza Martinez.

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O que é fibromialgia? Saiba identificar os sintomas da doença

A fibromialgia é uma doença silenciosa e não detectável em exames laboratoriais, e muitas vezes é encarada como um transtorno apenas psicológico1, mesmo quando as dores constantes gerem até depressão no doente.2 O quadro é ainda pior quando o doente sofre com a descrença e desconfiança de quem está ao seu redor, ou que duvidam da legitimidade da condição.

Pois é: há quem não acredite que os sintomas sejam verdadeiros3, mas isso não invalida a experiência de quem sofre com fibromialgia.

Fibromialgia é doença, não frescura

No Brasil, as causas da fibromialgia ainda não estão claras, mas por definição, é um distúrbio de dor e sensibilidades crônicas e generalizadas. Ela é tipicamente presente em mulheres jovens ou de meia-idade (cerca de 80% dos casos)4, mas pode afetar qualquer pessoa5.
Os principais sintomas5 são:

  • Dor persistente e sensibilidade que se espalham pelo corpo todo, principalmente pelo crânio, tórax e coluna vertebral;
  • Rigidez corporal;
  • Fadiga (Sono fragmentado e sono não-restaurador);
  • Dificuldades cognitivas;
  • Ansiedade e/ou depressão;
  • Comprometimento das atividades diárias

O desafio do diagnóstico

Não é possível diagnosticar fibromialgia com uma radiografia ou exame de sangue. O médico identifica a doença pelos sintomas relatados e por um exame físico, que identifica os pontos dolorosos no corpo.[1] Muitas vezes, a doença é confundida com tendinite, quando as dores acontecem nos ombros, coluna cervical e joelhos.4

O diagnóstico da fibromialgia é realizado por exclusão e recomenda-se avaliar outras doenças que poderiam ser a causa dos sintomas antes de fazê-lo, como por exemplo: hipotireoidismo, artrite reumatóide, doenças autoimunes.5

Fibromialgia tem cura?

Infelizmente não, mas algumas adaptações no estilo de vida e medicamentos podem fazer o controle prolongado dos sintomas. Os exercícios, por exemplo, são grandes aliados do paciente, tanto que se exercitar é a principal recomendação médica para o tratamento da condição.1 Boa notícia, não é mesmo?

Não há uma recomendação específica sobre o tipo de atividade física. A opção varia de acordo com os sintomas e preferências de cada um. O ideal é testar várias modalidades até encontrar uma que realmente ajude, e que te dê prazer, claro. Além de diminuir a dor, o exercício melhora a depressão, a ansiedade, o sono e a fadiga.1

É possível que seu médico receite algum medicamento, mas o tratamento deve ser multidisciplinar, combinando remédios e exercícios físicos com práticas como acupuntura e outros tipos de autocuidado.1

Vamos falar sobre fibromialgia?

Como a fibromialgia ainda é uma doença estigmatizada, quem sofre com os sintomas pode escondê-los ou evitar falar sobre eles para evitar qualquer tipo de preconceito. Por isso, muitos consideram viver em silêncio com a doença3, o que é bastante incômodo e pode ter efeitos graves na qualidade de vida e tarefas do dia a dia.

Uma das melhores formas de combater um estigma é falar abertamente sobre ele. Se você conhece alguém que apresenta os sintomas da fibromialgia, procure conversar com essa pessoa sem julgá-la. Ofereça ajuda e a encoraja a procurar um profissional. O mesmo vale para aqueles que sofrem com os sintomas: sua doença é real e você merece tratamento.

Referências

1. Ministério da Saúde [homepage na internet]. Fibromialgia: os desafios de uma doença invisível [acesso em 08 Out 2018]. Disponível em:
http://www.blog.saude.gov.br/index.php/materias-especiais/52386-fibromialgia-os-desafios-de-uma-doenca-invisivel

2. Rodrigues GF, Brisky IA, Soczek KDL. A relação entre fibromialgia e depressão. Trabalho de Conclusão de Curso – Bacharelado em Psicologia. Faculdade Sant’Anna. 2016. Disponível em:
https://www.iessa.edu.br/revista/index.php/tcc/article/view/84/31

3. Gonzales BID. Aspectos Psicológicos da Fibromialgia: Personalidade e História de Vida. Faculdade de Psicologia – Universidade de Lisboa. Dissertação de doutorado em psicologia clínica. 2013. Disponível em:
http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/11052/1/ulsd066203_td_Barbara_Gonzalez.pdf

4. Ministério da Saúde [homepage na internet]. Fibromialgia: conhece essa dor? [acesso em 08 Out 2018]. Disponível em:
http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/33004-fibromialgia-conhece-essa-dor

5. Boomershine CS. Fibromyalgia. Medscape. 10 Set 2018. Disponível em:
https://emedicine.medscape.com/article/329838-overview

SABRAGE.MDY.19.03.0115

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