O Que É Blockchain E Como Funciona?

BlockChain é como chamamos o local onde estão escritas todas as operações do Bitcoin e das criptomoedas em geral.

Cada criptomoeda possui o próprio BlockChain e, por isso, considero uma grande revolução tecnológica o surgimento do Bitcoin, que foi a primeira criptomoeda desenvolvida.

Para aprender sobre o funcionamento do BlockChain, eu me tornei delegado (ou minerador) de três moedas que são do tipo do dPOS (delegate Proof of Stake).

Blockchain e casamento, o que um tem a ver com o outro? 


Delegado ou Minerador?

Para que um BlockChain funcione corretamente, é necessário haver pessoas que irão realizar o processo de registro da operação no BlockChain.
Não existe um poder centralizador como um Banco, que é responsável pelas operações de moedas como Real ou Dólar.

O BlockChain é totalmente descentralizado e qualquer indivíduo pode contribuir para o seu funcionamento.
No caso de criptomoedas tradicionais como o Bitcoin, esses indivíduos são chamados de mineradores.

Eles fornecem energia elétrica para o BlockChain e, com isso, as operações podem ser realizadas.

Como a quantidade de energia para realizar essa operação no BlockChain do Bitcoin é muito alta, pesquisei outros tipos de BlockChain e encontrei o grupo dos delegates Proof of Stake (dPOS).

Neste grupo, que possui criptomoedas como a Lisk, Ark e Oxycoin, a necessidade de fornecer energia elétrica é muito menor que na mineração do Bitcoin, e o mais importante nesse sistema é ser votado para se tornar Delegado.
O Delegado é responsável pelo funcionamento do BlockChain.

A cada rodada, ele ajuda a registrar a operação em um bloco do BlockChain e com isso recebe uma recompensa.


Vamos a prática!

Entrei no mundo do BlockChain das dPOS com um pouco de sorte. Participei do ICO (Initial Coin Offering – quando você faz um suporte para novas criptomoedas antes do lançamento oficial) de uma moeda chamada Oxycoin.

No grupo de discussão dessa criptomoeda, aprendi sobre o Testnet da Oxycoin, que consiste em um BlockChain teste cuja finalidade é avaliar a tecnologia BlockChain da criptomoeda antes desta ser lançada oficialmente para compra e venda.

Por ter ajudado na Testnet, pude participar da equipe de delegados do BlockChain da Oxycoin e assim aprender sobre o funcionamento do BlockChain na prática.
O Que É Blockchain E Como Funciona?

Todos os delegados possuem um nome de registro. Eu escolhi dredson1983 (na verdade, misturei dr de Doutor, meu nome Edson e o ano de meu nascimento).
Veja na foto acima: meu ranking é a posição 43. No caso de um BlockChain dPOS, somente os que possuem as maiores votações (e ocupam as primeiras posições) podem minerar.

Como o peso das votações é proporcional ao número de criptomoedas que cada indivíduo votante possui, para conseguir votos eu acabei me tornando um fundo (em inglês, pool) da Oxycoin: por ficar entre os 201 mais votados, eu tenho direito a minerar e ganhar 5 Oxycoin por cada mineração (no caso, chamado de Stake ou Forg).

Por ser um fundo (pool), eu distribuo, entre os meus votantes, 90% do ganho obtido.

Todas as operações são públicas e chamamos essa página aberta de Explorer. No caso da Oxycoin, você consegue acessar neste link. Esta transparência no registro das operações somente é possibilitada via BlockChain.

A cada 15 segundos, no BlockChain da Oxycoin, um bloco é produzido e nele são registradas as operações deste intervalo de tempo. Um delegado é responsável por este procedimento – registrar as operações no bloco recém criado.

O Que É Blockchain E Como Funciona?

Acima está um exemplo de como é descrito cada bloco do BlockChain.

Veja que está escrito sobre o número de operações (Transactions), as confirmações do Bloco (Confirmations), o número do Bloco (Height), ganho da recompensa por bloco (Reward), o total da taxa das operações (Total Fee), total ganho pela mineração do bloco (Total Forged) e o responsável pela mineração (Generated by).  

No caso, não houve nenhuma operação no momento, e por isso a taxa Fee (taxa cobrada sobre cada transação) está zerada.
O Que É Blockchain E Como Funciona?

Já neste bloco, houve 6 operações no intervalo do bloco. Como cada operação possui uma taxa de 0,1 Oxycoin, a delegada, no caso a duttzy_23, ganhou 0,6 Oxycoin a mais.

Por que o BlockChain é tão importante?

Agora você deve estar se perguntando qual é a real importância desse registro nos blocos.
Para isso, vou te explicar o que aconteceria se não houvesse o BlockChain.
Qualquer pessoa poderia dizer que possui 100 Oxycoin, por exemplo, e vender para uma pessoa inocente. E sem nenhum registro público, a pessoa inocente não teria como desvendar o autor da fraude.

Quantas notícias sobre golpe você já leu? 
Agora quando se tem o BlockChain, você consegue verificar o saldo da carteira e até a origem do recurso presente nela.

E quanto mais antiga a operação, mais difícil é a falsificação da criptomoeda, pois a veracidade da mesma já foi verificada inúmeras vezes.

A cada novo bloco formado, os blocos antigos ganham novas confirmações das operações e o BlockChain vai se tornando mais sólido.


Conclusão

O artigo foi escrito para te ensinar o conceito prático do BlockChain. Não entrei em detalhes sobre programação para facilitar a explicação. Porém, os pontos fundamentais para compreensão do funcionamento e importância do BlockChain foram aqui explicados.

Considero esta tecnologia uma importante inovação para enfrentar golpes, fraudes e a crise econômica e, por isso, tenho o propósito de ensinar sobre BlockChain para o maior número de pessoas.
Todas as criptomoedas possuem o seu próprio BlockChain.

Não devemos considerá-las somente um tipo de moeda para troca por produtos e serviços, e sim empresas de tecnologia BlockChain que estão revolucionando a forma como entendemos o uso do dinheiro no mundo atual.

Se tiver alguma dúvida, deixe nos comentários!

Edson Ichihara
O Que É Blockchain E Como Funciona? Médico Oftalmologista, Analista de Valores credenciado pela Apimec com Certificação  CNPI, Conselheiro Fiscal na Unimed Americana, SBO e Nova Odessa. Escreve todos os meses sobre Bitcoins e Criptomoedas.

Este texto é de responsabilidade do autor do artigo e não reflete necessariamente a opinião do Me Poupe!

O Que É Blockchain E Como Funciona?

Veja mais posts de Edson Ichihara:

Como comprar Bitcoin com segurança e sabedoria
Entendendo os investimentos

Entenda de uma vez por todas como funciona blockchain

4 minutos de leitura

Poucas pessoas sabem como funciona blockchain, existem dúvidas e questões que precisam ser respondidas. Para começar, ela surgiu em 2008 como código fonte original do bitcoin. Como as moedas virtuais não dependem de bancos para circular, era preciso desenvolver uma forma de registrar todas as movimentações de forma segura.

Muitos acreditam que ela vem para revolucionar, não só o setor financeiro — que tem mais experiência com o sistema e já possui estudos para aprimoramento, mas também as áreas de saúde, direito, e-commerce etc. Graças à possibilidade de trabalhar em um ambiente onde a adulteração de qualquer informação ou processo é praticamente impossível.

Mesmo sendo visto com um caminho sem volta, a utilização do blockchain ainda causa estranhezas nos empresários e precisa de alguns aprimoramentos para crescer. Muitas das dificuldades encontradas para aceitar a nova tecnologia está na confusão na hora de entender como ela funciona e quais suas vantagens.  

Por isso preparamos esse texto para explicar de forma fácil o que é o blockchain, como ele pode ser tão seguro e quais os desafios que a tecnologia está enfrentando. Acompanhe a leitura com a gente!

Faça o download deste post inserindo seu e-mail abaixo

Afinal, o que é blockchain?

Antes de definirmos de forma clara como funciona blockchain, devemos entender o que é blockchain.

De forma técnica pode-se definir como uma engenharia computacional desenvolvida inicialmente para o mercado de bitcoins, mas que já é utilizado por outros sistemas de várias áreas.

Como o próprio nome sugere, ele é formado por uma cadeia de blocos onde cada um possui uma série de informações trancadas por meio de criptografia altamente segura.

Imagine um banco de dados comum que é alterado por apenas uma empresa. O sistema é todo centralizado e tudo depende da validação apenas de um ponto, sistema da academia por exemplo.

Como funciona blockchain?

O blockchain funciona diferente, é um banco de dados em que várias empresas podem escrever e acrescentar informações. Ao mesmo tempo, tudo precisa ser validado pela cadeia e não por um ponto apenas, descentralizando todo o processo.

Ainda ficou confuso? Vamos imaginar que você deseja abrir uma nova conta em outra instituição bancária. Para isso é preciso levar os documentos, comprovantes e passar pela mesma burocracia novamente. Agora imagine se todas essas informações e dados ficassem registrados em um banco de dados comum para todos.

Qualquer alteração ou criação de uma nova conta ficaria registrado em todos os computadores do sistema e qualquer empresa seria testemunha das ações praticadas. Dando mais veracidade e confiabilidade para as atualizações, transações, alterações, cancelamentos etc. Uma cadeia imutável, impenetrável e inquestionável.

Quais as vantagens desta tecnologia?

Utilizar a blockchain traz muitas vantagens e entre elas está histórico completo de todos os processos. Como se pudéssemos acessar todas as etapas da construção de uma casa, do primeiro desenho até a entrega da chave. E a partir daí, conhecer todos os gastos extras, o que foi economizado ou quais as marcas foram utilizados.

A transação que é feita baseada em blockchain não precisa de uma supervisão chefe, o próprio software permite uma estrutura pública e controlada. Qualquer usuário pode acessar a rede para fazer consultas sobre uma negociação ou transação.

Se alguma alteração for feita depois que as informações estiverem nos blocos, os outros sistemas vão recusar automaticamente.

Como os computadores são interligados e conversam entre si, todo nova transação precisa ser aprovada pela maioria.

Isso minimiza os erros, a falta de informações e agiliza os processos de compra e venda, por exemplo. Graças a sua engenharia, a interação humana é praticamente eliminada.

Por que blockchain é seguro?

Pode ser considerado uma das formas mais seguras de transações. A cadeia é formada por blocos e cada um deles recebe dois códigos, conhecidos como hash. Um é responsável por identificar as informações que estão dentro daquele bloco. O outro vai reconhecer e ser reconhecido por todos os blocos anteriores .

Dessa forma, qualquer tentativa de modificar algum ponto de um determinado bloco, vai gerar um hash diferente do esperado e ela será negada pelos nodes — nome dado para o histórico completo da blockchain, que é gerado pelos computadores do sistema.

Qualquer pessoa pode rodar um full node e quanto mais PCs estiverem conectados, maior será a segurança da rede. Isso porque a única forma possível de fazer qualquer tipo de alteração é possuindo mais da metade dos nodes da rede. Só assim, o hacker poderá modificar o que quiser sem ser percebido.

Essa tática é chamada de “ataque 51%”, mas é praticamente impossível de ser realizada. Como vimos ao longo do texto, são várias máquinas conectadas e gerando registros. Para uma pessoa má intencionada invadir e adulterar o que ela quiser, será preciso identificar a maioria dos sistemas da rede e tomá-los.

Quais os desafios dessa nova tecnologia?

Um dos desafios é levar essa engenharia para fora do mundo das bitcoins. Já existem algumas soluções sendo pensadas e desenvolvidas com base no blockchain. Mas para atingir novas áreas de negócio, é preciso melhorar a padronização do uso e facilitar o acesso para pessoas e empresas.

Entidades que estão buscando superar esse desafio e que poderá servir como base para outros processos, é a Federação Brasileira dos Bancos(Febraban). Em 2016 foi criado um grupo de trabalho que tem a participação dos grandes bancos do país. O primeiro processo que está na fase de validação é a solução para verificar a segurança das transações financeiras via dispositivos móveis.

A ideia é usar a rede para espalhar para os demais bancos informações como um aparelho perdido, furtado, invadido ou qualquer outra forma ilícita que possa trazer prejuízos para os clientes. E com base nos dados registrados, informar para todos os bancos se o dispositivo usado já teve algum problema de segurança.

Mindset também é um desafio que deve ser enfrentado para a consolidação da rede nos demais negócios. Ainda existe muitos empresários que acham mais seguro e mais fácil manter um banco de dados centralizado. Será preciso investir em treinamento de pessoal e em formações para a mudança de pensamento.

Podemos notar que a blockchain é uma das formas mais seguras de fazer transações e guardar informações. Principalmente para empresas que possuem dados extremamente confidenciais, porém ainda precisa se provar para continuar ganhando espaço para ser adotado pelo público comum.

Para empresas, a tecnologia vai evitar as fraudes, diminuir a necessidade de um intermediário humano para fazer os registros, dar mais confiabilidade para os processos e otimizar os custos de armazenamento.

O que você achou do texto? Suas dúvidas de como funciona blockchain foram esclarecidas? Surgiram novas? Quer dar sua opinião sobre esse sistema? Deixe aqui seu comentário e compartilhe suas perguntas e experiências!

O Que É Blockchain E Como Funciona?

O que é blockchain? Como funciona a tecnologia?

O Que É Blockchain E Como Funciona?

Com o sucesso do Bitcoin, a tecnologia por trás da moeda digital vem sendo falada em todos os grandes portais de notícias. Muitas empresas anunciam que estão pesquisando aplicações da tecnologia no seu cotidiano.

Caso você ainda não tenha comprado as suas primeiras frações do Bitcoin, você pode comprar na Coinext, uma exchange brasileira que você pode começar a partir de R$25,00.

E elas tem toda razão, afinal, é uma tecnologia inovadora que pode ajudar em muitos processos diários. Mas por que ela é tão revolucionária? Ao longo desse post você vai descobrir.

Não existe nada de misterioso por trás do Blockchain, por mais que a maioria das pessoas falem que “o nome parece complexo’.

Como funciona?

Olhando pelo lado simples o blockchain nada mais é do que um livro razão público (ou livro contábil) que faz o registro de uma transação de moeda virtual (a mais popular delas é o Bitcoin), de forma que esse registro seja confiável e imutável.

Ou seja, ele registra informações como: a quantia de moedas transacionada, quem enviou, quem recebeu, quando essa transação foi feita e em qual lugar do livro ela está registrada.

Ele armazena essas informações, esse conjunto de transações, em blocos carimbando cada bloco com um registro de tempo e data. A cada período de tempo (10 minutos no blockchain), é formado um novo bloco de transações, que se liga ao bloco anterior.

Os blocos são dependem um dos outros e formam uma cadeia de blocos. Isso torna a tecnologia perfeita para registro de informações que necessitam de confiança, como no caso de uma transação de moeda.

A rede do blockchain é formada por mineradores que verificam e registram as transações no bloco.

Para que isso seja possível, eles emprestam poder computacional para a rede. Como incentivo para continuarem colaborando e tornar a rede sustentável, eles recebem uma recompensa em moeda digital.

O minerador só pode adicionar uma transação no bloco se a maioria simples (50%+1) da rede concordar que aquela transação é legítima. O nome disso é o consenso da rede blockchain. No caso do Bitcoin, o consenso é medido através de poder computacional.

Resumindo, a tecnologia blockchain é um livro contábil público e distribuído que registra todas as transações de moeda virtual em uma cadeia de blocos, que qualquer um pode participar.

Sua distribuição torna o sistema seguro enquanto todos os membros da rede forem honestos. Vamos ver com mais detalhes abaixo.

Como funciona o blockchain?

Ao invés dessas informações ficarem armazenadas em um computador central, no blockchain, essa mesma informação fica armazenada em milhares de computadores espalhados pelo mundo inteiro.

Cada computador da rede detém uma cópia integral do banco de dados, o que torna as informações inseridas nele extremamente seguras e confiáveis, porque não há um ponto único da ataque.

Ou seja, eu não posso ir no computador central do blockchain e roubar os registros de transações e modificá-los. Porque cada computador dessa rede possui um registro dessas informações. Se você tentar modificar o banco de dados de um computador, ele será expulso pelo restante da rede.

Na imagem abaixo, o blockchain é equivalente à figura (C), enquanto a maioria dos bancos de dados é representada pelas imagens A e B. No caso do blockchain, caso uma única estação seja comprometida, a rede continuaria funcionando normalmente com quase nenhum impacto.

Cada computador da rede detêm uma cópia do banco de dados, ou seja, a tecnologia blockchain é uma rede peer to peer. Além disso, eles auditam todas as informações de forma a buscar e eliminar a possibilidade de fraudes.

Todo e qualquer processo de decisão no blockchain é estabelecido através de um consenso de maioria simples. Para que uma informação seja inserida no banco de dados, o consenso da rede de computadores deve reconhecê-la como legítima.

O nome blockchain remete à uma cadeia de blocos que estão interligados e que são dependentes um do outro. Mas como os blocos entraram nessa discussão? É muito simples. As informações são armazenadas em blocos.

Todo bloco tem um resumo de todas as informações inseridas nele, o resumo do bloco é conhecido como Hash. O conteúdo de um bloco é formado por: informação + hash do bloco anterior + hash do bloco.

Conforme mais informações são transmitidas, elas aguardam na fila até serem inseridas em um bloco.

O hash do próximo bloco de informações deve ser compatível com o hash do bloco anterior, quando isso ocorre, os dois blocos se ligam e se tornam dependentes um dos outros. De tal forma que um bloco não pode ser modificado sem o consenso de toda a rede.

Porque é tão difícil atacar o blockchain

Suponha que temos um blockchain que esteja no bloco 99. Temos um hacker que deseja apagar uma transação que está inserida no bloco 0. Como ele faria para tentar atacar esse banco de dados?

Nesse caso ele deveria apagar a transação no bloco 0, controlar a maioria de todos os computadores da rede, ou seja, o consenso da rede e descobrir os hashes dos próximos blocos até o atual (bloco 99).

Ainda vale citar que ele deve fazer isso tudo em 10 minutos, que é o tempo do próximo bloco ser formado. Porque quanto maior essa cadeia de blocos vai ficando, menores se tornam as chances do seu ataque ser bem sucedido. O nome desse ataque é ataque de maioria.

  • Caso um bloco 100 seja formado durante a sua tentativa de ataque, suas chances de ser bem sucedido diminuem drasticamente até chegarem a 0, porque ele vai ter que começar todo o trabalho novamente até alcançar o bloco 100 antes do restante da rede.
  • O hacker não poderia simplesmente modificar informações na blockchain sem controlar a maioria da rede.
  • A possibilidade de ter um banco de dados extremamente segura com informações íntegras torna o blockchain extremamente atrativo para empresas que precisam manter registros permanentes e confiáveis. Ver o vídeo abaixo pode te ajudar:

Como os blocos são formados?

Lembra dos computadores que auditam a rede? Eles não fazem isso de graça. O trabalho deles é minerar os blocos com as informações e formar um hash compatível com o do bloco anterior.

E isso é muito difícil, porque encontrar esse hash requer uma alta frequência de cálculos. O que é perfeito para executar milhares de cálculos rapidamente? Exato, um computador com alto poder de processamento.

No caso do Bitcoin, essas informações registradas no blockchain são as transações, que recebem uma confirmação da rede após o bloco em que elas estão inseridas ser minerado.

Quando esse bloco é minerado, o computador que encontrou o bloco recebe uma recompensa de 12.5 Bitcoins. E não, não dá para minerar bitcoin em casa, desde 2013 isso se tornou inviável.

Então existe um alto custo para atacar um blockchain onde muitos computadores cooperam. De tal forma que o prejuízo seria tão grande que a pessoa que deseja atacar a rede provavelmente iria preferir cooperar com ela para ganhar uma recompensa maior.

Se você se interessou por mineração, nós temos um podcast no qual você pode se aprofundar no assunto de forma divertida:

Como o Blockchain pode ser utilizado na prática?

O Blockchain não é aplicável em todas as situações e negócios. A tecnologia é perfeita para aquelas empresas que precisam registrar informações de forma confiável e transparente.

Por exemplo, o blockchain seria perfeito para uma empresa que deseja vender ingressos infalsificáveis, registro de terras, registro de identidade, contratos, autenticação de documentos e rastreamento de produtos.

Apesar de parecer que estou falando de futuro, todas essas aplicações de Blockchain já existem a já estão funcionando. Em Dubai não será mais possível registrar terras a não ser utilizando Blockchain.

A Civic é uma plataforma online que permite o registro de documentos e identidade.

A plataforma do Ethereum permite a criação de contratos inteligentes entre duas pessoas, sem necessidade de intermediário. A OriginalMy, empresa brasileira, também faz autenticação e registro de documentos, como um cartório online baseado em blockchain.

Já existem redes sociais como Minds e Steemit que são baseadas no blockchain do Ethereum, que é a plataforma do Ether, o que torna essas redes perfeitas para garantir a liberdade de expressão de seus usuários.

Você pode utilizar essa tecnologia baixando a carteira Bitfy no seu celular (Android e IOS), comprando alguns bitcoins e usando. É simples e requer pouco investimento de tempo e dinheiro.

Ou seja, essas coisas já estão acontecendo e não devem levar muito tempo para ocorrerem em larga escala nas grandes indústrias.

Caso queira se aprofundar no assunto, principalmente em contratos inteligentes, tem um podcast do qual participei, o Conexão Satoshi, que você pode conferir abaixo:

“Blockchain” privado ou permissionado

Essa tecnologia vem ganhando destaque nos últimos anos. O blockchain é uma tecnologia DLT (Distributed Ledger Tecnology ou Tecnologia de Banco de Dados Distribuídos). Muitas pessoas confundem DLT com Blockchain, sendo que o blockchain é apenas um tipo de DLT.

Nem toda DLT é um blockchain, muitas vezes ela é só uma rede de computadores compartilhando o mesmo banco de dados. Muitas das vezes essas redes são pequenas e centralizadas, o que é oposto do blockchain.

As maiores virtudes da blockchain são: distribuição e descentralização da rede, segurança da imutabilidade dos dados e transparência.

Se você cria um blockchain privado, a sua rede perde todas as características que são justamente o maior destaque da blockchain. Sua rede provavelmente será fraca, centralizada e fácil de subverter.

O consenso do blockchain do Bitcoin é formado por milhares de pessoas e possui um poder computacional gigantesco.

Esse sistema não é controlado por uma pessoa ou empresa, ele é a base do sistema financeiro do Bitcoin, isso torna a blockchain tão confiável. Se eu tenho um registro que pode ser alterado arbitrariamente por uma empresa, ele não é uma blockchain.

Não se deve jamais tentar separar o Blockchain e as Criptomoedas. Um depende do outro para sobreviver. Toda essa estrutura de poder computacional só é possível porque existe um benefício financeiro: as criptomoedas.

Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin, pensou nisso desde o começo do desenvolvimento da tecnologia. Sua engenhosidade torna a tecnologia tão fantástica e inovadora.

Este tipo de conteúdo é relevante para você ou alguma pessoa que você conhece? Se for, siga e compartilhe a página do Cointimes e se mantenha sempre atualizado no mercado –

Como funciona a tecnologia blockchain?

O blockchain é considerado por alguns especialistas como a inovação tecnológica mais importante desde a criação da internet.

Ele pode ser descrito como uma rede de registros de informações distribuídos que sofrem alterações através de blocos de transações protegidas por criptografia, conectados uns aos outros, e que não podem ser alterados ou excluídos depois de sua verificação. Essa tecnologia tem tudo para representar uma grande disrupção na economia global.

Muita gente enxerga o blockchain apenas como uma das tecnologias que possibilita o funcionamento do Bitcoin. No começo, essa era de fato a principal aplicação. No entanto, com sua evolução, essa tecnologia mostrou um potencial de uso muito maior do que somente transacionar criptomoedas.

Para se ter uma ideia, a estimativa é que o mercado global de aplicações da tecnologia blockchain acumule US$ 20 bilhões em receita até 2024. Mas como ela vai acumular esse valor? Como funcionam efetivamente as redes blockchain?

Blockchain: muito além do Bitcoin

Não há somente um blockchain. E esse é o primeiro e principal ponto a ser compreendido.

Para muita gente isso ainda é confuso, mas blockchain é apenas um termo para as tecnologias de registros distribuídos (em inglês chamadas de distributed ledger technology, ou DLT) e cujas alterações desses registros são efetuadas por transações que são organizadas em blocos conectados.

A primeira rede blockchain foi a do Bitcoin, depois foram criadas outras criptomoedas, como o Litecoin e o Dogecoin, por exemplo.

  Porém, essas redes podem ser programadas para rastrear e registrar qualquer tipo de valor, não apenas transações financeiras, mas também escrituras de imóveis, ações da bolsa de valores, identidades digitais, registros de uma cadeia de suprimentos, gestão de dados, etc. As possibilidades são imensas.

De forma geral, o blockchain pode reduzir os custos de instituições bancárias com infraestrutura, podendo gerar uma economia expressiva, principalmente pela eficiência operacional que a tecnologia traz para os processos de confirmação e autenticação de transações.

Como funciona o blockchain

O blockchain armazena periodicamente informações de transações em lotes, chamados blocos. Esses blocos recebem uma impressão digital chamada hash – um código matemático único – e são interligados em um conjunto em ordem cronológica, formando uma linha contínua de blocos – uma corrente (daí o termo “chain”).

Se alguém tentar fazer alguma mudança em um dos blocos passados, ele não é reescrito. Mas pode ser enviada uma nova transação, que será analisada e incluída em um novo bloco de informações.

Vamos a um exemplo para tornar esse conceito mais claro:

Uma empresa agrícola fez a compra de um trator em três parcelas de R$ 50 mil, de um fabricante internacional que aceita pagamentos por uma criptomoeda criada utilizando-se a tecnologia blockchain. Para o pagamento da primeira parcela, a empresa irá enviar uma ordem de transferência da sua carteira para a carteira do fabricante, no montante correspondente.

Esta informação será propagada pela internet e todos os participantes desta rede blockchain validarão se esta transferência é válida. Isto é, se a carteira da empresa possuía, no momento do envio da ordem, saldo na sua carteira.

Caso positivo, esta transferência será validada e adicionada a um bloco futuro. As informações da transferência ficarão então registradas neste bloco.

A segunda parcela, será realizada numa nova transação, e não adicionada ao mesmo bloco da primeira, mas em um novo bloco, que pode ser muitos blocos no futuro.

Esse método é baseado em um formato tradicional de contabilidade financeira registra todas as mudanças de informação de transações de valores, que pode ser em registro analógico, em papel, ou até mesmo em um banco de dados digital. As principais diferenças residem no fato de que agora, com o blockchain, esse processo é descentralizado, 100% digital, tem um consenso de rede e é totalmente criptografado.

Isso garante mais confiança, eficiência e segurança. Por quê? Bom, cada transação é verificada ao mesmo tempo por vários computadores diferentes, sendo praticamente impossível adulterar dados por algum interesse criminoso. Isso abre caminho para novas formas de negociação de bens e serviços em uma economia digitalizada e interconectada.

Entendendo o SHA-256 

Como falamos acima, um bloco possui uma identidade digital única chamada hash. Ele identifica um bloco e o que ele contém e não pode ser copiado ou duplicado, assim como uma impressão digital humana. Qualquer mudança dentro do bloco gera um novo hash. Isso significa que o hash é importante para detectar tentativas de mudanças nos blocos.

Mas o que isso tem a ver com SHA-256? SHA-256 é um mecanismo que gera um hash a partir de um conjunto de dados.

SHA é a abreviação de “secure hash algorithm” (algoritmo de hash seguro) e o 256 e a quantidade de bits do hash.

O importante aqui é entender que SHA-256 é uma das formas mais seguras de se encriptar um conjunto de dados, o que torna as redes que utilizam blockchain bastante seguras neste aspecto.

Entendendo o funcionamento em sequência

Explicaremos como o blockchain do Bitcoin funciona. Em poucas palavras, as transações transcorram da seguinte forma:

  1. Ao fazer uma transferência, o remetente usa sua chave privada (uma senha) e anuncia as informações da transação pela rede. Um bloco é criado contendo informações como assinatura digital, carimbo de data e hora e chave pública (ou endereço) do destinatário.
  2. Esse bloco de informações é transmitido pela rede e o processo de validação é iniciado.
  3. Mineradores de toda a rede começam a resolver o quebra-cabeça matemático relacionado à transação para processá-la.
  4. Quem resolve o quebra-cabeça primeiro recebe uma recompensa na forma de bitcoins. Esse tipo de problema é chamado de problema matemático de prova de trabalho (em inglês, Proof of Work).
  5. Depois que a maioria dos “nós” da rede chega a um consenso e concorda com uma solução comum, o bloco é marcado com tempo e adicionado à blockchain existente.
  6. Depois que o novo bloco é adicionado à cadeia, as cópias existentes da blockchain são atualizadas para todos os nós da rede.

Entender o funcionamento do blockchain do Bitcoin é um passo essencial para entender o conceito por trás dessa tecnologia revolucionária que pode realmente mudar a sociedade, a política e a economia do planeta.

Agora o próximo passo consiste em entender como as empresas, organizações governamentais, ONGs e outras instituições podem aproveitar a força disruptiva da tecnologia blockchain para criar novas realidades, com maior segurança digital e confiabilidade entre as partes envolvidas em transações.

Blockchain: o que é, como funciona e por que ele importa tanto — StartSe

O termo blockchain ficou conhecido principalmente devido ao boom das criptomoedas, sendo o Bitcoin a mais conhecida delas. Apesar de ser comum confundir essas tecnologias, uma vez que são conectadas, elas não são sinônimos e não necessariamente dependem uma da outra.

O que é blockchain?

A palavra criptomoeda vêm da junção “criptografia + moeda” e, como o nome sugere, elas são moedas digitais que utilizam criptografia para manter um alto nível de segurança em transações e pagamentos. Já o blockchain é uma estrutura pública e descentralizada que realiza transações intricadas de forma muito ágil por meio de criptografia.

Dessa forma, apesar de ser uma peça-chave para as criptomoedas, o blockchain não se resume a apenas isso. Seu sistema promete atuar na transação de moedas, contratos e até de dados importantes. Em outras palavras, a aplicação do blockchain vai muito além do mercado financeiro, podendo revolucionar diversas áreas.

Essa revolução se dá em relação à segurança e à velocidade dos processos, mas também a outro fator muito atrativo: custos.

Segundo uma pesquisa feita pela consultoria Autonomous, US$ 54 bilhões são gastos com back office anualmente, sendo que 30% desses custos poderão ser reduzidos por blockchain até 2021. O resultando pode ser uma economia de US$ 16 bilhões para a indústria.

Como funciona o blockchain?

A tradução literal de blockchain seria corrente de bloco e, de fato, a tecnologia funciona de forma similar a uma rede de blocos conectados por uma corrente. Cada um desses blocos é um código que contém uma informação, podendo ser desde contrato até comprovante de transação financeira.

Essas informações são gravadas em milhares de computadores espalhados pelo mundo inteiro. Se alguém tentar invadir o sistema para mudar o que está escrito, terá que invadir muitos computadores com diferentes tecnologias de proteção de dados.

Isso se agrava à medida que mais transações são feitas, uma vez que novos blocos surgem e mais validações são realizadas antes de uma nova transação ser criada. Como consequência, quanto mais informação é adicionada ao blockchain, mais segura e transparente a cadeia se torna.

Abaixo, uma ilustração da Autonomous ajuda a entender com mais detalhes a tecnologia:

Uma vez entendido como a tecnologia funciona, também é importante conhecer alguns termos específicos utilizados quando se trata de blockchain. Como se pode observar, alguns deles, como hash e chave-pública, já apareceram. Mas não são os únicos.

Dicionário do blockchain

  • Ao estudar blockchain, não é difícil se deparar com palavras que remetem a ações ou tecnologias próprias do assunto. Para não ficarem dúvidas quando algum termo diferente surgir, conheça abaixo os principais:
  • Chave pública / chave privada: a criptografia de chave pública usa algoritmos que requerem duas partes, sendo que a chave pública encripta, ou seja, transforma a informação em um código para impossibilitar sua leitura, e a chave privada decripta, desbloqueando o conteúdo.
  • Consenso: indispensável para a fidelidade da transação, ele ocorre quando todas as partes concordam com ela, assim como com sua validade.

Contratos inteligentes: são protocolos programados na base da transação do blockchain. Eles podem verificar e reforçar o desempenho de um contrato, podendo executá-lo sozinho.

Criptografia: no blockchain, a criptografia atua principalmente na segurança das transações, cifrando as informações e tornando-as ininteligíveis para quem não tem, por exemplo, uma chave privada feita para decifrá-la.

Ledger: é o registro compartilhado que armazena todas as transações, como uma – grande – planilha do Excel.

Mineração: esse mecanismo é específico para a blockchains de Bitcoins. Nela, usuários (também chamados de mineradores) resolvem problemas de criptografia com o objetivo de ajudar o blockchain a funcionar.

Prova de trabalho: é um protocolo utilizado para prevenir os ledgers de ataques cibernéticos. Na prática, ele utiliza um sistema que exige uma prova de que o minerador se esforçou consideravelmente para resolver o problema.

As principais disrupções

Como já observado, o blockchain vem acompanhado de processos inovadores, desde contratos inteligentes à criptografia. A junção deles, além de prometer gerar uma economia de bilhões de dólares como citado no início, também traz a possibilidade de revolucionar diversos fatores relacionados a transações de documentos, moedas, entre outros.

Esses fatores e a forma como eles prometem ser transformados pelo blockchain são:

Áreas de aplicação

Já está claro que o blockchain está vindo para mudar muita coisa, mas a dúvida que pode ficar é: o que exatamente? A verdade é que as vantagens do blockchain são inúmeras e suas aplicações são vastas.

Consideremos a compra de um prédio comercial, uma transação complexa envolvendo bancos, advogados, seguradoras, empresas de títulos, reguladores, agências fiscais e inspetores.

Todos esses agentes mantêm registros separados, o que dificulta muito a transparência do processo e é muito caro verificar, acompanhar e registrar cada etapa.

O blockchain elimina todos estes intermediários que tornam o processo caro, demorado e difícil de rastrear.

A  possibilidade de diminuir e até eliminar as etapas de transferência de informações afeta vários mercados de diferentes formas. Alguns que prometem ser afetados são:

Financeiro

A área financeira é impactada tanto pelo surgimento das criptomoedas, como Bitcoin e Ethereum, que tendem a substituir as moedas comuns, e também pela transferência de informações e dados importantes no sistema.

Imobiliário

O setor imobiliário poderá mudar com a redução dos custos, que tenderiam a desaparecer, e o aumento da transparência dos processos.

Jurídico

No Direito, o blockchain promete afetar principalmente a parte ligada a contratos, que poderão ser substituídos por contratos inteligentes. Com a segurança e certificação fornecida pela tecnologia, cartórios, por exemplo, poderão deixar de existir.

Votação

As eleições não são diferentes em termos de precisar verificar identidade, alta segurança e formas confiáveis para determinar quem venceu. O uso de blockchain aqui é claro, uma vez que atua diretamente em todos esses processos.

Medicina

Segundo o CB Insights, o uso de blockchain pode permitir que hospitais, pagantes e outras partes envolvidas na corrente de valor compartilhem acesso com redes sem comprometer a segurança de dados e integridade.

Comentários

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*