O Que É Bitcoins E Como Funciona?

  • Seja você um investidor ou não, é certo que já ouviu falar do Bitcoin.
  • E é assim porque essa criptomoeda vem chamando a atenção nos últimos anos, com suas cotações que superam muito o valor de dólar, euro, real e outras mais ou menos conhecidas.
  • Também porque tem muita gente ganhando dinheiro com Bitcoins, seja na sua compra e venda, na utilização da moeda virtual como forma de pagamento ou na sua mineração, processo técnico que busca encontrar exemplares na internet.
  • Se tudo isso ainda parece um pouco confuso para você, não se preocupe.
  • Ao longo deste artigo, vamos abordar os conceitos, explicar como funciona o Bitcoin, se é seguro ou não, como investir, seu valor de momento e muito mais.
  • Caso prefira, você também pode navegar pelos tópicos abaixo:
  • O que é Bitcoin?
    • Quem foi o criador do Bitcoin?
  • Como funciona o Bitcoin?
  • Cotação do Bitcoin Hoje
  • Gráfico do Bitcoin
  • Quais as vantagens do Bitcoin?
  • Bitcoin é seguro?
  • Como investir em Bitcoin?
    • Como comprar e vender?
    • Onde eu guardo os Bitcoins?
    • Como minerar Bitcoins?
  • Outras criptomoedas
  • Como entender mais do mercado de Bitcoins?

Siga a leitura e saiba tudo sobre o Bitcoin.

O que é Bitcoin?

O Que É Bitcoins E Como Funciona?O que é Bitcoin?

Bitcoin (BTC ou XBT) é uma criptomoeda descentralizada. Em outras palavras, é uma espécie de moeda – como o real ou dólar, mas que não tem regulação por qualquer banco em todo o mundo.

  1. No Brasil, por exemplo, temos o Banco Central (Bacen) que regula e supervisiona todo o Sistema Financeiro Nacional, além de assegurar que ele seja sólido e eficiente.
  2. Porém, no caso do Bitcoin, no entanto, o Bacen não tem poder de influenciar nas flutuações da moeda, nem emitir mais unidades ou intervir no processo inflacionário.
  3. Assim, a criptomoeda é universal e circula por todos os países sem passar por qualquer tipo de moderação ou intervenção estatal.
  4. Como criptomoeda, podemos entender que o Bitcoin é virtual; ou seja, não existe fisicamente.
  5. Todo o processo de emissão – ou, como é chamado neste caso, mineração – é feito de maneira online, através de computadores superpotentes.

Em 2017, a moeda virtual começou a migrar para o mercado financeiro tradicional. Passou, então, a ser oferecida no mercado futuro da Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos.

  • Para comprar ou vender BTC, os usuários podem minerar ou adquirir de outros proprietários a moeda já minerada.
  • Atualmente, ainda existe a possibilidade de comprá-la por intermédio de corretoras especializadas nas transações de criptomoedas.
  • Outra curiosidade é que, por protocolo, a moeda se limitará a 21 milhões de unidades – e esse número está cada vez mais próximo de ser alcançado.
  • A medida visa “controlar”, de certa forma, o processo inflacionário natural da mineração.
  • A estimativa é que o último Bitcoin será minerado em 2140 e, quando o limite chegar, ainda não se sabe o que vai acontecer com o valor da criptomoeda.

Quem foi o criador do Bitcoin?

  1. O BTC foi apresentado em 2008 em uma lista de discussão sobre criptomoedas chamada The Cryptography Mailing.
  2. A publicação foi feita por um programador – ou grupo de programadores – sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto.

  3. Até hoje, não se sabe a verdadeira identidade do criador da primeira moeda digital mundial descentralizada.
  4. Não foi encontrada qualquer menção ou referência a “Satoshi Nakamoto” além do próprio BTC.

  5. Antes de “desaparecer por completo”, Nakamoto era um membro ativo no fórum BitcoinTalk.
  6. A pessoa (ou grupo de pessoas) por trás do pseudônimo foi responsável por criar a maior parte do protocolo do sistema.

Em abril de 2011, segundo o autor Joshua Davis em sua coluna para o jornal The New Yorker, Satoshi declarou que teria “partido para novas coisas”. Desde então, não se teve mais notícias sobre os criadores do Bitcoin.

Oficializada em 2009, o BTC também recebe o nome de seu fundador na menor fração da moeda. Os “centavos”, no valor de um centésimo de milionésimo de Bitcoin (0,00000001 BTC), são chamados de Satoshi.

Um Bitcoin representa, assim, o equivalente a cem milhões de Satoshis.

Como funciona o Bitcoin?

O Que É Bitcoins E Como Funciona?Como funciona o Bitcoin?

  • O mercado tradicional de investimentos funciona de uma forma relativamente fácil de entender.
  • Nele, o investidor compra um ativo com o objetivo de que o remunere ao longo do tempo, ou que possa ser vendido, futuramente, com lucro.
  • Já no mercado cambial (de moedas), o especulador ganha ou perde dinheiro através da variação de sua cotação.
  • Assim, se uma pessoa compra 1 dólar hoje a 4 reais e, no dia seguinte, a moeda americana vale R$ 4,25, o especulador pode vender seu dólar e faturar 25 centavos na transação.

Com o Bitcoin, acontece algo semelhante. O investidor compra uma fração do BTC e pode renegociar a criptomoeda quando desejar.

  1. Qualquer pessoa pode comprar ou vender um BTC sem utilizar intermediários ou pagar taxas.
  2. E isso só acontece porque a criptomoeda, como vimos, não tem regulação de estados, instituições ou outros bancos.
  3. Diferentemente do sistema bancário tradicional, todas as operações de todos os usuários são públicas e anônimas.
  4. Assim, por intermédio de um complexo sistema de dados chamado blockchain, as movimentações de Bitcoin são publicadas em tempo praticamente real.
  5. Na sua forma mais primária, o BTC funciona com usuários comprando e vendendo suas criptomoedas, online e sem intermediação.
  6. E, antes mesmo de as moedas irem a mercado para serem comercializadas, elas devem ser mineradas.
  7. O processo de extração da criptomoeda é realizado pelos próprios usuários do sistema.
  8. Os mineradores que primeiro resolverem a questão são bonificados com uma parte da Bitcoin minerada.
  9. Eles podem manter o valor em sua carteira digital ou transacionar a moeda.
  10. Evidentemente, os riscos das transações diretas de Bitcoin são altos e é necessário entender bem o seu funcionamento.
  11. No entanto, o modelo tem rentabilidade maior do que as operações realizadas através de corretoras e outros intermediários, que cobram taxas pela operação.

Cotação do Bitcoin Hoje

O Que É Bitcoins E Como Funciona?Cotação do Bitcoin Hoje

  • O BTC é considerado uma criptomoeda altamente volátil.
  • Portanto, sua cotação deve ser acompanhada cuidadosamente todos os dias.
  • Para que a informação que trazemos neste artigo não se torne desatualizada, trazemos para você o quadro do site Mercado Cotação.
  • Confira a cotação do Bitcoin de hoje:
  • Bitcoin

Gráfico do Bitcoin

  1. Observar o gráfico do Bitcoin é válido para entender a oscilação dessa moeda.
  2. Veja, por exemplo, a imagem abaixo (datada de 22 de janeiro de 2020).
  3. Ela mostra a evolução da cotação do Bitcoin ao longo da sua história.

O Que é Bitcoin e Como Funciona: Guia Atualizado

O Que É Bitcoins E Como Funciona?

Você já teve um investimento que rendeu 333% em oito meses?

O Bitcoin é uma criptomoeda digital. Ele é gerado a partir de computadores que gastam muito tempo e eletricidade tentando resolver fórmulas. Quando eles conseguem, temos um novo Bitcoin na internet.

Não existem cédulas ou moedas físicas de verdade. Um Bitcoin já chegou a valer mais de R$ 18.000 e ele pode ser usado para comprar carros, casas, boletos e qualquer coisa. Mesmo sendo digital.

E esse não é o grande diferencial do Bitcoin.

Afinal, o seu dinheiro na conta corrente do banco também é digital. Você deve gastar milhares de reais sem entrar em contato fisicamente com o dinheiro. Isso provavelmente acontece se você tem uma conta salário

Se quiser aprender tudo sobre como ter educação financeira para conseguir investir mais dinheiro mensalmente, leia esse outro artigo completo em nosso blog

O Bitcoin é desruptivo porque ele é o 'primeiro dinheiro' 100% descentralizado. Não há governos, economias ou empresas que regulem o mercado das criptomoedas.

É literalmente o dinheiro da internet. Se a internet é o emissor e o receptor do dinheiro, então estamos falando de um mercado global e completamente novo.

Mas como algo regulado pela própria 'internet' pode ser seguro? 

Você já entenderá tudo isso. Preparamos esse guia completo para que você entenda de uma vez por todas o que é Bitcoin, como funciona, como minerar e como funcionam os investimentos em Bitcoins.

Se tiver qualquer dúvida, deixe um comentário no final desse guia do Bitcoin. Boa leitura!  

Afinal, o que é Bitcoin?

O Que É Bitcoins E Como Funciona?

O futuro chegou, meu amigo. Você está pronto? – Cena de Back To The Future (Universal)

No Brasil, 58% das pessoas têm acesso à internet. Isso representa algo em torno 102 milhões de internautas. Ela nunca foi tão popular aqui e no mundo. 

Você duvida? Cerca de 66% da população mundial têm um celular, provavelmente com acesso à internet. A internet está no mundo e esse é um movimento sem volta.

Uma comparação prática: as pessoas só abandonarão os carros quando outra solução for mais barata, mais rápida e mais prática.

Da mesma forma, a internet nunca acabará. Economias e países podem ser abalados e até destruídos, mas a internet continuará forte.

O Bitcoin é muito similar à internet. Muitos especialistas comparam o momento do Bitcoin e das criptomoedas ao surgimento da internet. Mas então, o que é Bitcoin afinal?

O Bitcoin é uma criptomoeda desenvolvida por Satoshi Nakamoto – que pode ser uma pessoal genial ou um grupo de programadores geniais. Ninguém sabe a verdadeira identidade de quem foi o autor do Bitcoin.

Em 2008, Satoshi publicou um PDF onde ele explica o conceito e o funcionamento de uma moeda digital 100% descentralizada, baseada em um sistema P2P (peer-to-peer).

Se você já baixou algo via torrent você já fez parte de uma rede P2P. Essa sigla vem do inglês e significa uma rede ponto-a-ponto. Trata-se de uma arquitetura de redes de computadores.

Nela, cada um dos pontos ou nós da rede funciona tanto como cliente quanto como servidor, permitindo compartilhamentos de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central.

O Bitcoin é uma criptomoeda e uma rede P2P, o chamado Blockchain (ou protocolo de segurança). Nessa rede, as novas moedas são geradas seguindo as regras do Satoshi Nakamoto. Além disso, é no Blockchain que todas as transações são validadas.

Como dito, nessa rede, o Bitcoin é gerado. E sempre que ele passa de um wallet (carteira virtual) para outra, o caminho percorrido é gravado em seu código. Então, todo Bitcoin é rastreável.

  • Atualmente, é quase impossível falsificar um Bitcoin (nunca ninguém conseguiu fazer isso) e essa segurança se deve à validação de cada transação pela rede mundial de computadores.
  • Imagine milhões de detetives investigando a sua nota de vinte reais no momento de comprar algo no caixa do mercado.
  • É isso que acontece com o Bitcoin. Veja um resumo com as características do Bitcoin:
  • Descentralizado
  • Seguro
  • Transparente
  • Privado (apesar de ser público o caminho do Bitcoin, os donos das Wallets são 100% anônimos)
  • Limitado (o código do Bitcoin permite a geração de apenas 21 milhões de moedas)
  • Global (o mundo todo compra, vende e usa Bitcoin 24 horas por dia, 7 dias por semana)
  • Tendência de alta (devido ao seu design deflacionário, o Bitcoin tende a ser cada vez mais raro e valorizado)
Leia também:  Ropne (bakteryjne) zapalenie opon mózgowo-rdzeniowych – jakie daje objawy i jak leczyć?

Por não ter o suporte de economias nacionais, o Bitcoin oscila muito, podendo trazer grandes perdas ou grandes ganhos.

Mas nem tudo são flores no mundo das criptomoedas. Elas, como qualquer dinheiro, carecem de confiança do mercado para ganhar valor.

E como acontece no mercado de ações, quando vem a desconfiança, as cotações caem. Se você achou o dia 18 de maio radical, deveria ter visto o que aconteceu em setembro.

A China é um país importante paras as criptomoedas. Ele possui energia e mão de obra barata. Itens fundamentais para a mineração.

No entanto, a China baniu o lançamento de novas moedas em seu 'território' e está em vias de proibir as exchanges (casas onde pessoas trocam dinheiro comum por criptomoedas e também negociam criptomoedas).

Como Funciona o Mercado de Bitcoin

O Que É Bitcoins E Como Funciona? 

Esse é um mercado complexo. Pronto para tirar algumas dúvidas? (Nazaré Tedesco em Senhora do Destino – Rede Globo)

  1. Fique atento, existem muitos termos que podem confundir você.

    Vamos explicar todos eles resumidamente a seguir:

  2. O que é Blockchain?
  3. O Blockchain é uma rede de milhões de computadores que, unida, gera massivo poder de processamento (hashing power).

Como minerar Bitcoin?Esses computadores têm um software específico que geram novas moedas resolvendo fórmulas complexas. A rede de computadores também ganha Bitcoins ou valida as transações do mercado.

'Então, eu posso instalar um programa no meu computador e ficar rico?'

Não. Minerar Bitcoin exige computadores específicos e muita energia elétrica. Sua conta de luz provavelmente será mais cara que os seus ganhos minerando.

O design do Bitcoin é feito para aumentar a dificuldade de mineração quanto mais computadores estiverem minerando, então não seria tão simples assim você começar a fazer isso na sua casa.

O que é exchange de Bitcoin?

É uma empresa onde você abre uma espécie de conta corrente. Você transfere o seu dinheiro via TED e depois disso pode participar do leilão de Bitcoins onde usuário compram moedas e vendem para outros usuários.

A cada transação, a exchange ganha uma comissão, assim como o Blockchain que valida a transação garantindo a veracidade das moedas.

Qual é o lastro do Bitcoin?

O lastro do Bitcoin é o próprio Bitcoin e o Blockchain que garantem sua integridade. Também pode ser toda a energia elétrica necessária para gerar Bitcoins.

No entanto, como em toda moeda, o que garante o seu valor é a confiança das pessoas. Nesse quesito, o Bitcoin está crescendo muito. Por isso, ele mais que dobrou de valor diversas vezes só este ano.

  • O Bitcoin está se tornando mais popular do que nunca.
  • Como armazenar Bitcoin em Wallets?
  • Transferir os bitcoins para uma wallet privada é uma medida mais segura por não ser online e não depender das exchanges.
  • O que você pode comprar com Bitcoin e criptomoedas?

Absolutamente qualquer coisa. Desde um hambúrguer no McDonald's até carros em revendas no Brasil. No Japão, mais de 200 mil estabelecimentos já aceitam criptomoedas como aceitam cartão de crédito.

O que são altcoins?

Altcoins são criptomoedas alternativas ao Bitcoin. Existem mais de mil delas. Elas surgem a partir de forks (divisão de criptomoedas). A maioria delas se originou no Bitcoin ou a partir de derivações de derivações do Bitcoin.

Elas fazem esse movimento porque possuem uma visão diferente do mercado de criptomeodas, desejam atingir objetivos diferentes. As altcoins também pode surgir a partir de ICO's (lançamento de novas moedas).

Bitcoin: o que é e como funciona a moeda virtual

O valor da moeda virtual Bitcoin disparou no segundo semestre desse ano. Em meio a oscilações bruscas entre novembro e dezembro, cada moeda chegou a valer mais de US$ 18 mil (R$ 59 mil) –um aumento considerável, já que o câmbio no início de 2017 era de 1 bitcoin para US$ 1.000.

Nesta semana, a moeda virtual começou uma migração para o mercado financeiro tradicional ao passar a ser oferecida no mercado futuro da Bolsa de Chicago, a CBOE (Chicago Board Options Exchange).

Mercados futuros são ambientes em que se negociam contratos de compra e venda de ativos financeiros para datas futuras –o objetivo é lucrar com a arbitragem. Também é uma forma de quem negocia se proteger contra o excesso de volatilidade nos preços.

Mas afinal, o que é o Bitcoin e o que está por trás do alvoroço mundial em torno da moeda?

O Bitcoin é basicamente um arquivo digital que existe online e funciona como uma moeda alternativa. Ele não é impresso por governos ou bancos tradicionais, mas criado por um processo computacional complexo conhecido como “mining” (mineração).

Todas as moedas e todas as transações feitas com elas ficam registradas em um índice global –conhecido como “blockchain”, uma espécie de banco de dados descentralizado que usa criptografia para registrar as transações. Dessa forma, os arquivos não podem ser copiados ou fraudados e as transações não podem ser rastreadas.

Existem cerca de 16,5 milhões de bitcoins em circulação, e cerca de 3.600 novos são criados todos os dias. Como outras moedas, ela não tem um “valor inerente”: seu preço é determinado pelo quanto as pessoas estão dispostas a pagar por ela.

Ele não é reconhecido oficialmente, você não pode pagar impostos ou usar para quitar débitosGarrick Hileman, economista, pesquisador de criptomoedas e professor da Universidade de Cambridge

Porque o Bitcoin subiu tanto neste ano?

  • Alguns economistas dizem que é uma clássica bolha especulativa: investidores eufóricos pagando por um ativo muito mais do que ele é válido por medo de ficar de fora.
  • Eles colocam o entusiasmo com o bitcoin na mesma categoria da bolha da Internet do ano 2000 ou da bolha no mercado imobiliário americano que levou à crise de 2008.
  • Outros afirmam que o crescimento é resultado da passagem do Bitcoin para mercado financeiro tradicional –como, por exemplo, sua entrada no Mercado Futuro de Washington.
  • “Boa parte disso é especulação, mas há sinais de que o Bitcoin tem de fato sido usado”, diz Hileman.

Ele diz que havia entre três e seis milhões de pessoas no mundo usando a criptomoeda em abril. “Hoje esse número já está provavelmente em 10 ou 20 milhões pessoas, então é uma base de usuários que só tende a crescer” afirma.

O fato de a moeda ter começado a ser usada por grades instituições financeiras também aumentou seu valor, afirma o especialista.

Como comprar Bitcoin?

Hoje existem centenas de diferentes tipos de criptomoedas, mas o Bitcoin ainda é a mais conhecida. Para recebê-la, o usuário deve ter um endereço de Bitcoin –uma série de até 34 letras e números. Esse endereço funciona como uma espécie de caixa postal através da qual as moedas são enviadas.

Não há um registro dos endereços, o que permite que usuários protejam sua anonimidade.

Carteiras virtuais armazenam os endereços e podem ser usadas para gerenciar o dinheiro. Elas operam como contas de banco privadas –com o detalhe de que, se as informações são perdidas, as moedas referentes àquela carteira também se perdem.

As regras de funcionamento da moeda determinam que apenas 21 milhões de bitcoins podem ser criados –e esse número está cada vez mais próximo. Não se sabe o que vai acontecer com o valor das bitcoins quando o limite for atingido.

É possível usar bitcoins para comprar produtos?

  1. Um aumento de 900% no valor de uma moeda normal, como o dólar americano, teria um impacto grande no poder de compra de consumidores e nos negócios que aceitam a moeda.
  2. Não é o caso do Bitcoin, já que a maioria dos donos das moedas não as usam para comprar coisas.

  3. O seu uso como uma moeda normal é até possível –a anonimidade garantida pelas moedas virtuais tem atraído pessoas querendo fazer compra e venda de mercadorias ilegais pela internet.
  4. E um pequeno –mas crescente– número de empresas consolidadas têm permitido que seus clientes comprem mercadorias e serviços com a moeda.

  5. Há desde multinacionais como a Microsoft até pequenas empresas que usam a moeda como uma espécie de novidade chamativa, como um restaurante japonês em Cambridge e uma galeria de arte em Londres.

Mas, segundo Hileman, a grande maioria dos usuários entra nesse universo para fazer investimento.

“Eu estimaria algo em torno de 90% dos usuários”, diz ele. “Então hoje seria mais apropriado dizer 'cripto-ativo' do que 'criptomoeda'.”

Pontos preocupantes

“No momento, o Bitcoin existe praticamente sem nenhuma regulação”, diz o advogado Bradley Rice, especialista em regulação financeira do escritório britânico Ashurst.

Ele tem sido muito usado na “deep web”, que não pode ser acessada por um navegador de internet normal. Também há preocupações em relação à volatilidade da moeda, o que levou tanto a China quanto a Coréia do Sul a proibirem o lançamento de novas moedas virtuais.

  • Em setembro, a autoridade financeira do Reino Unido alertou investidores que eles poderiam perder dinheiro se comprassem novas moedas virtuais recém-criadas por algumas empresas, conhecidas como “inicial coin offerings”, ou ofertas iniciais de moedas.
  • Mas a tecnologia por trás do Bitcoin é vista como infalível por algumas das maiores instituições financeiras.
  • “É por isso que alguns dos reguladores financeiros na Europa estão tendo uma postura de 'esperar para ver'”, diz Rice.

O Bitcoin é uma bolha financeira?

Não faltam veículos especializados em finanças e especialistas dizendo que a euforia em torno do Bitcoin é uma bolha. “Podem haver bons motivos para compra Bitcoin”, disse recentemente um artigo da revista “The Economist”. “Mas o motivo principal no momento é o fato de que os preços têm subido.”

A alta abrupta no câmbio –o valor do Bitcoin dobrou em menos de um mês– tem levado a argumentos de que ele é volátil demais, que o seu crescimento exponencial é insustentável e que uma queda é inevitável.

No entanto, o Bitcoin já tinha sido declarado “morto” algumas vezes, diz Hileman. “Ele tem mostrado resiliência e retornado algumas vezes depois de quase morrer.”

No entanto, o especialista prevê uma nova queda em um “futuro não muito distante”. “Segure firme se você é dono desse tipo de moeda”, conclui.

Bitcoin. Como funciona o Bitcoin?

O Bitcoin (BTC) é um tipo de moeda virtual também chamado de criptomoeda.

É como se fosse uma espécie de dinheiro da internet, mas que não apresenta um sistema centralizado de controle sobre as suas trocas comerciais, tais como um banco central, ao contrário do que acontece com as moedas do “mundo real”. O termo bitcoin também é designado para o software utilizado para a criação e controle da moeda.

O nome bit não faz referência a byte, como muitos podem pensar, mas sim a uma rede de compartilhamento ponto a ponto (P2P), chamada de BitTorrent, em que cada usuário é anônimo e possui o mesmo valor. É o que acontece com a moeda virtual.

Apesar de ser a mais conhecida e amplamente aclamada no mundo da internet, o Bitcoin não é a única criptomoeda existente. Os destaques da concorrência vão para o Litecoin e o Mastercoin, mas nenhum deles possui a representatividade do Bitcoin, a principal moeda virtual do mundo atualmente.

  • A origem do Bitcoin é atribuída a Dorian Nakamoto, um codinome que seria utilizado por Satoshi Nakamoto, apesar de ele sempre negar a suposta criação que, ao menos oficialmente, permanece no anonimato.
  • Como adquirir bitcoins?

Para poder adquirir dinheiro em forma de bitcoins, seja para investimento, seja para diversão, o usuário primeiramente precisa criar a sua carteira virtual, que funciona como uma espécie de ponto virtual onde todos os bitcoins ficam armazenados, categorizando um tipo de conta bancária livre de taxas e impostos. Essa carteira só pode ser criada no site oficial da blockchain (cadeia de blocos). Cada unidade possui uma numeração específica, protegida por criptografia.

Para evitar fraudes ou golpes, como a cópia ou duplicação de moedas, além de falsas transações e outros tipos de crimes, há um poderoso sistema de segurança e controle. Basicamente, quando há uma troca comercial entre duas carteiras virtuais, ela é publicada no site da blockchain em forma de código, que é verificado por softwares específicos voltados para essa função.

Para que uma pessoa obtenha bitcoins, ela pode fazer uma transação comercial, recebendo a moeda virtual em troca de serviços ou produtos, como uma negociação comum.

Outro método é por comprar diretamente bitcoins, trocando as moedas oficiais (tais como o real e o dólar) de acordo com a cotação de mercado, de forma que, quanto mais caro for o bitcoin, mais dinheiro você precisará para adquiri-lo.

Esse processo poderá ser feito on-line somente no próprio site da blockchain, o mesmo da carteira virtual, além de caixas eletrônicos criados para isso, o que praticamente não existe no Brasil.

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Há, dessa forma, muitas pessoas que utilizam o bitcoin como uma forma de especulação, comprando moedas quando elas estão desvalorizadas e baratas para depois revendê-las quando elas valorizarem em relação às moedas oficiais. Há relatos de pessoas que se tornaram rapidamente ricas com esse tipo de especulação, que, no entanto, é um processo bastante arriscado.

Uma maneira alternativa de ganhar bitcoins é sendo um minerador. No processo de segurança acima citado, os softwares empregados para garantir a legitimidade das trocas comerciais entre carteiras virtuais necessitam do apoio para conseguirem operar.

Dessa forma, tudo o que os mineradores precisam fazer é “emprestar” a capacidade de processamento de seus computadores para manter a cadeia de blocos funcionando corretamente.

Quanto maior a capacidade da ajuda, maior é o retorno, embora usuários com computadores comuns dificilmente consigam contribuir o suficiente, de forma que o mais comum é amigos unirem forças entre suas máquinas para conseguirem contribuir e arrecadar uma quantidade significativa de moedas.

Vantagens e desvantagens da moeda digital

Criptomoedas com esse tipo de funcionamento possuem pontos positivos e negativos. Entre as vantagens do bitcoin, podemos citar a falta de um governo ou banco central para controlar e alterar o funcionamento da moeda e o baixo número de transações.

Entre as desvantagens do bitcoin, destacam-se a instabilidade da moeda, que hoje pode valer muito e amanhã nem tanto, o seu risco em termos de falha na segurança e, principalmente, o seu uso indiscriminado em atividades ilícitas, facilitando lavagens de dinheiro.

Independentemente de suas vantagens e riscos, o bitcoin vem crescendo substancialmente nos últimos anos, embora vários governos não reconheçam o seu uso, havendo alguns que se posicionam totalmente contrários a esse tipo de prática, a exemplo da Rússia. No Brasil, com o crescimento dessa moeda alternativa (que é vista oficialmente como um tipo de ação, e não como moeda propriamente dita), existe um estudo para garantir que elas sejam incluídas no sistema de declaração do imposto de renda.

Publicado por: Rodolfo F. Alves Pena

O que é bitcoin e como funciona essa moeda virtual? – Fala, Nubank

Nos últimos anos, o termo bitcoin se tornou popular e virou notícia em todo o mundo por diversos motivos: sua valorização ou desvalorização rápida, histórias de pessoas que ficaram milionárias com bitcoin e os casos de quem perdeu tudo. Mas, afinal, o que é bitcoin? Como funciona essa famosa moeda virtual?

O que é bitcoin?

O bitcoin é uma moeda virtual – a primeira criada no mundo – e pode ser usado para a compra de serviços, produtos e quaisquer outros itens em estabelecimentos que aceitem ser pagos com ele.

Uma das grandes diferenças é que o bitcoin não possui uma moeda ou cédula física. Ele é inteiramente digital, formada a partir de um código único. Por isso, entra na categoria de criptomoeda.

O bitcoin é a primeira moeda descentralizada do mundo. Isso significa que, além de não ser regulado por governos, bancos ou empresas, é possível comprar, enviar e receber bitcoins sem nenhum intermediário, como bancos ou emissores de cartão de crédito. 

Além disso, é uma moeda limitada. Diferentemente do real, dólar e euro, moedas que podem ser emitidas conforme os países sentirem necessidade, o bitcoin e seu código foram criados de forma que somente 21 milhões de moedas possam ser emitidas – este é o limite. Até 2019, estima-se que 18 milhões de bitcoins já haviam sido emitidos.

Como funciona o bitcoin?

O bitcoin é negociado na internet em uma rede própria, o blockchain: um banco de dados onde são registradas todas as transações bitcoin entre os participantes da rede.

Ainda, o bitcoin é descentralizado e aberto (embora as informações dos participantes sejam anônimas). 

Cada transação de bitcoin é feita entre os membros, registrada através de um software e também por membros mineradores, que verificam cada transação.

Depois de validadas, as transações são acrescentadas a blocos de transação – daí o nome blockchain – a cada 10 minutos, quando são criados novos blocos. Por conta dessa validação, nunca foi possível, até hoje, fraudar bitcoin.

Os bitcoins de cada usuário são armazenados nas chamadas carteiras digitais, por onde é possível transferir e acessar as moedas. Elas são, basicamente, programas e softwares instalados em computadores e celulares.

E o que é o blockchain?

Blockchain é um sistema que permite rastrear o envio e recebimento de alguns tipos de informação pela internet. São pedaços de código gerados virtualmente que carregam informações conectadas – como blocos de dados que formam uma corrente –, por isso o nome “corrente de blocos”, em português. 

Apesar de estar diretamente relacionado com o bitcoin, o blockchain não se resume a isso. Além dessa e de outras criptomoedas, o blockchain também pode ser usado para validação de documentos – como contratos e troca de ações –, transações financeiras, comercialização de músicas ou filmes, rastreamento de remessas e até votos.

Veja aqui tudo – de forma simples! – sobre blockchain.

Qual o valor do bitcoin? Quem decide isso?

O bitcoin, como qualquer outra moeda, sofre variações diárias e segue a lei da oferta e da demanda – ou seja, quanto mais pessoas querendo, mais caro fica e vice-versa.

Mas, ao contrário de outras moedas, ele apresenta uma oscilação muito grande e pode variar, em um único dia, até 20%. Isso acontece por dois motivos principais: o fato de o bitcoin ser limitado e a alta demanda pela moeda.

A popularização de carteiras digitais, surgimento de corretoras de bitcoin e notoriedade da própria moeda em si fez com que a busca por bitcoins aumentasse, elevanto também a sua cotação em relação às moedas tradicionais. 

A cotação do bitcoin normalmente segue a referência do dólar. Portanto, qualquer oscilação no preço da moeda norte-americana impacta o valor do bitcoin no Brasil.

O bitcoin é seguro?

Um dos pilares do bitcoin e das criptomoedas é a criptografia: uma camada de segurança online que dificulta bastante qualquer tipo de fraude. Por isso, o bitcoin é considerado seguro.

O que pode acontecer – e já aconteceu – é as carteiras digitais ou corretoras de bitcoin serem roubadas. Em 2019, uma das maiores corretoras de criptomoedas do mundo informou que hackers haviam roubado US$40,7 milhões em bitcoins.

A falta de regulamentação da moeda também pode ser um problema – e o próprio Banco Central do Brasil alerta sobre os riscos em seu site. Ataque de hackers, erros de servidor e perda da assinatura virtual do bitcoin são alguns dos riscos que podem acarretar na perda de todas as criptomoedas – e, consequentemente, de um alto valor financeiro. 

E como funciona o investimento em bitcoin?

A valorização do bitcoin levou muitas pessoas a buscarem essa criptomoeda como uma forma de investimento. Por isso, existem corretoras e empresas especializadas na oferta de bitcoin.

Vale lembrar, entretanto, que esse é um investimento de alto risco: na mesma proporção que pode enriquecer seus investidores muito rapidamente, também pode fazer com que percam muito dinheiro. 

Além disso, os investimentos em bitcoin também são tributados pelo Imposto de Renda, no caso de lucros acima de R$ 35 mil, e devem ser incluídos na declaração do IR.

Quer saber mais sobre investimentos?

Entender o que é bitcoin e como essa moeda virtual funciona é importante, assim como compreender outros tipos de investimentos. Veja, abaixo, alguns conteúdos que podem ajudar:

Este conteúdo faz parte da missão do Nubank de devolver às pessoas o controle sobre a sua vida financeira. Ainda não conhece o Nubank? Saiba mais sobre nossos produtos e a nossa história aqui.

O que são Criptomoedas e como investir com segurança?

Quem acompanha o mercado, mesmo que de longe, certamente já foi surpreendido pelos altos e baixos de moedas digitais no noticiário. A mais famosa é o Bitcoin, mas muitas outras também já têm relevância – e também a simpatia dos investidores. Mas afinal, o que é uma criptomoeda? Como funcionam esses ativos e como negociá-los?

Quer investir nos criptoativos que podem fazer com o dinheiro o mesmo que a internet fez com o fax? Assista à Masterclass gratuita O Triunfo Inevitável do Ouro Digital.

InfoMoney preparou este guia pensando em quem quer dar os primeiros passos no mundo das moedas digitais e precisa saber por onde começar. É uma classe de ativos nova no mercado e, justamente por isso, desperta muitas dúvidas em quem ainda está aprendendo. Convidamos você a acompanhar os próximos parágrafos para se aproximar das criptomoedas:

• O que são criptomoedas?• Para que servem• O que é mineração?• Como funciona a variação de preço• Principais criptomoedas• Vantagens e riscos de investir em criptomoedas• Como investir em criptomoedas

O que são criptomoedas?

Genericamente, uma criptomoeda é um tipo de dinheiro – como outras moedas com as quais convivemos cotidianamente – com a diferença de ser totalmente digital. Além disso, ela não emitida por nenhum governo (como é o caso do real ou do dólar, por exemplo).

Mas isso é possível? Para explicar que sim, Fernando Ulrich, autor do livro Bitcoin: A moeda na era digital, faz uma analogia bem simples: “O que o e-mail fez com a informação, o Bitcoin fará com o dinheiro”.

Antes da internet, as pessoas dependiam dos correios para enviar uma mensagem a quem estivesse em outro lugar.

Era preciso um intermediário para entregá-la fisicamente – inimaginável para quem tem acesso a e-mail e outros serviços de mensageria.

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Algo semelhante acontecerá com as moedas virtuais no futuro. “Com o Bitcoin você pode transferir fundos de A para B em qualquer parte do mundo sem jamais precisar confiar em um terceiro para essa simples tarefa”, explica Ulrich no livro.

Embora o Bitcoin seja a moeda digital mais conhecida, o conceito de criptomoeda é anterior a ele. Segundo o site Bitcoin.

org, mantido pela comunidade ligada ao Bitcoin, as criptomoedas foram descritas pela primeira vez em 1998 por Wei Dai, que sugeriu usar a criptografia para controlar a emissão e as transações realizadas com um novo tipo de dinheiro.

Isso dispensaria a necessidade da existência de uma autoridade central, como acontece com as moedas convencionais.

Para que servem

As criptomoedas podem ser usadas com as mesmas finalidades do dinheiro físico em si. As três principais funções são servir como meio de troca, facilitando as transações comerciais; reserva de valor, para a preservação do poder de compra no futuro; e ainda como unidade de conta, quando os produtos são precificados e o cálculo econômico é realizado em função dela.

Na visão de Ulrich, moedas como o Bitcoin ainda não adquiriram o status de unidade de conta, em função da grande volatilidade a que seus preços estão sujeitos por enquanto.

O que é mineração?

Para entender o que é mineração, é preciso saber que as moedas digitais – como o Bitcoin – representam um código complexo que não pode ser alterado. As transações realizadas com elas são protegidas por criptografia.

Como não há uma autoridade central que acompanhe essas transações, elas precisam ser registradas e validadas uma a uma por um grupo de pessoas, que usam seus computadores para gravá-las no chamado blockchain.

O blockchain é um enorme registro de transações.

Segundo Ulrich, trata-se de um banco de dados público onde consta o histórico de todas as operações realizadas com cada unidade de Bitcoin (outras moedas digitais se baseiam nessa mesma tecnologia).

Cada nova transação – uma transferência entre duas pessoas, por exemplo – é verificada contra o blockchain, para assegurar que os mesmos Bitcoins não tenham sido previamente usados por outra pessoa.

Quem registra as transações no blockchain são os chamados mineradores.

Eles oferecem a capacidade de processamento dos seus computadores para realizar esses registros e conferir as operações feitas com as moedas – em troca disso, são remunerados com novas unidades delas.

Bitcoins são criados conforme os milhares de computadores que formam essa rede conseguem resolver problemas matemáticos complexos que verificam a validade das transações incluídas no blockchain.

Em outras palavras, a mineração representa a criação de novas unidades de alguns tipos de moedas digitais. Se mais computadores passam a ser usados para aumentar a capacidade de processamento voltada à mineração, os problemas matemáticos que precisam ser resolvidos se tornam mais difíceis. Isso acontece exatamente para limitar o processo de mineração.

“O Bitcoin foi projetado de modo a reproduzir a extração de ouro ou outro metal precioso da Terra: somente um número limitado e previamente conhecido de bitcoins poderá ser minerado”, explica Ulrich em seu livro. (Mais detalhes na seção “Bitcoin” deste guia)

Como funciona a variação de preço

Basicamente, o preço das moedas digitais varia segundo a boa e velha lei da oferta e da demanda. Nas épocas em que as criptomoedas ganham mais atenção, é normal que elas sejam mais procuradas pelos investidores, o que amplia o volume de compras – e consequentemente, os preços tendem a subir.

“Há somente um número limitado de bitcoins em circulação e novos Bitcoins são criados em uma taxa previsível e decrescente, o que significa que a demanda deva seguir este nível para manter seu preço estável”, explica o site Bitcoin.org.

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Por ser um mercado ainda pequeno, poucas operações com criptomoedas são capazes de causar um impacto relevante nas cotações. Em um período de apenas três meses em 2017, por exemplo, o preço do Bitcoin saltou de cerca de US$ 4.370 para US$ 13.800. Pouco mais de um ano depois, já havia recuado novamente para US$ 3.500. As cotações, como se vê, podem ser bastante voláteis.

Principais criptomoedas

Embora o Bitcoin seja a moeda digital mais conhecida – as duas palavras muitas vezes tidas como sinônimos – existe uma variedade de outros tipos, com características distintas. Conheça as principais criptomoedas disponíveis no mercado:

Bitcoin

Bitcoin (BTC) é a mais conhecida das moedas digitais. Trata-se do primeiro sistema de pagamentos global totalmente descentralizado. Foi desenhado em 2008, em meio à crise financeira global iniciada no mercado americano de hipotecas, com o objetivo de substituir o dinheiro de papel, além de eliminar a necessidade da presença de bancos para intermediar operações financeiras.

Segundo o site Bitcoin.org, a primeira especificação do Bitcoin e prova de conceito foram publicados em um artigo assinado por Satoshi Nakamoto, pseudônimo de um programador (ou grupo de programadores) até hoje não identificado. Ele inventou a lógica de funcionamento do blockchain, sistema que possibilitou a existência do Bitcoin.

No artigo, Nakamoto estabeleceu que haverá no máximo 21 milhões de bitcoins em circulação. Estima-se que a última moeda será minerada no ano de 2140.

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Bitcoin Cash

O Bitcoin Cash (BCH) é uma nova versão do Bitcoin original, criada mais recentemente – em agosto de 2017. Ela foi desenvolvida numa tentativa de aperfeiçoar a primeira moeda, que conta com taxas consideradas elevadas e demanda um tempo grande de processamento de cada operação.

A principal diferença é que o Bitcoin Cash possui um limite de tamanho de bloco de 8 MB, bem maior que o de 1 MB do Bitcoin original. Com isso, as confirmações das transações podem acontecer de maneira mais rápida e também com taxas mais baixas.

Isso garante a ela uma escala ainda maior que a da sua predecessora.

Quem tinha Bitcoins recebeu em suas carteiras a mesma quantidade de Bitcoin Cash quando foi criada. As regras de funcionamento são semelhantes às do ativo original, também com um limite de 21 milhões de moedas.

Ethereum

Existem algumas semelhanças, mas também diferenças, entre o Bitcoin e o Ethereum (ETH). A moeda digital original, na verdade, se chamava Ether.

Em 2016, no entanto, um hacker encontrou uma falha no sistema e, a partir dela, conseguiu roubar o equivalente a US$ 50 milhões em Ether.

Diante de dúvidas sobre o que seria do futuro da moeda, a comunidade que a mantinha optou por criar uma nova rede.

O Ether original – alvo do roubo – passou a ser chamado de Ethereum Classic e a moeda que começou a circular na nova rede ganhou o nome de Ethereum. Com o apoio da comunidade, ela vale mais que a sua primeira versão.

Originalmente, o Ether não foi criado para ser uma moeda digital como o Bitcoin. A ideia era que se tornasse um ativo para recompensar os desenvolvedores pelo uso da plataforma Ethereum em seus projetos. Trata-se de uma plataforma descentralizada utilizada para executar “contratos inteligentes”, que são operações realizadas automaticamente quando certas condições são cumpridas.

O blockchain também é a base para a validação das transações com Ethereum, para garantir a segurança e ainda evitar fraudes. Assim como no caso do Bitcoin, a criação de novas moedas também se baseia no processo de mineração. Hoje, o Ethereum está entre as criptomoedas mais negociadas do mundo.

Tether

Ao contrário do Bitcoin e outras moedas digitais, o Tether (USDT), lançado em 2014 por uma empresa de mesmo nome, é uma stablecoin, porque tem lastro em uma moeda física. A proposta dessa criptomoeda é de manter uma paridade com o dólar americano. Ou seja, para cada Tether emitido é preciso haver um dólar equivalente em caixa.

Desde que a criptomoeda foi criada, no entanto, especialistas questionam a paridade, já que a empresa não oferecia transparência sobre como fazia para segui-la.

Em 2019, foi anunciado que nem todo Tether está realmente lastreado em um dólar.

Segundo a empresa, 100% deles são garantidos, mas não apenas por moeda tradicional, como também por equivalentes de caixa e outros ativos ou recebíveis de empréstimos feitos pela Tether a terceiros.

A característica do Tether é ser uma moeda estável que representa moedas físicas no mundo digital. Devido à menor volatilidade, ele se tornou uma boa opção para realizar transferências entre sistemas e com diferentes criptomoedas. Assim, investidores se protegem das variações de preço de outros ativos e evitam o risco de ter perdas significativas durante essas operações.

O Tether é predominantemente negociado na Bitfinex, uma grande bolsa de criptomoedas, que tem acionistas e executivos em comum com a Tether (a empresa controladora da moeda). Embora possua algumas vantagens em relação a outros ativos digitais, já esteve envolvido em grandes polêmicas.

Já houve, por exemplo, uma acusação da Procuradoria Geral de Nova York de que a Bitfinex teria usado reservas do Tether para cobrir um rombo de US$ 850 milhões nas suas contas a partir de 2018.

Outra suspeita é de que a moeda tenha sido utilizada por um especulador em operações para manipular o preço do Bitcoin no mercado, com conhecimento ou até envolvimento da Bitfinex.

São acontecimentos ainda por esclarecer.

Ripple

O Ripple (XRP) é um protocolo de pagamento distribuído criado em 2011, e a moeda desse sistema é a XRP. Uma característica da plataforma Ripple é suportar na sua rede outros tokens representando moedas tradicionais e até outros bens. A ideia é que o sistema permita realizar pagamentos seguros e instantâneos.

Idealizado pelo desenvolvedor Ryan Fugger, o empresário Chris Larsen e o programador Jed McCaleb, o Ripple foi criado em 2012.

Não se trata apenas de uma moeda, mas de um sistema em que qualquer moeda – incluindo a criptomoeda mais conhecida, o Bitcoin – possa ser negociada.

Em certa medida, o funcionamento Ripple se assemelha em algum grau ao dos bancos, por aceitar vários ativos e facilitar a realização das transações.

Justamente por isso, o Ripple vai na contramão do discurso sobre as moedas digitais em geral, que têm como ideal a não dependência do sistema financeiro tradicional para realizar operações. Outra característica diferente do sistema é que não há um processo de mineração, como no caso do Bitcoin e do Ethereum.

Litecoin

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