O Que É Bitcoin E Como Funciona?

  • Seja você um investidor ou não, é certo que já ouviu falar do Bitcoin.
  • E é assim porque essa criptomoeda vem chamando a atenção nos últimos anos, com suas cotações que superam muito o valor de dólar, euro, real e outras mais ou menos conhecidas.
  • Também porque tem muita gente ganhando dinheiro com Bitcoins, seja na sua compra e venda, na utilização da moeda virtual como forma de pagamento ou na sua mineração, processo técnico que busca encontrar exemplares na internet.
  • Se tudo isso ainda parece um pouco confuso para você, não se preocupe.
  • Ao longo deste artigo, vamos abordar os conceitos, explicar como funciona o Bitcoin, se é seguro ou não, como investir, seu valor de momento e muito mais.
  • Caso prefira, você também pode navegar pelos tópicos abaixo:
  • O que é Bitcoin?
    • Quem foi o criador do Bitcoin?
  • Como funciona o Bitcoin?
  • Cotação do Bitcoin Hoje
  • Gráfico do Bitcoin
  • Quais as vantagens do Bitcoin?
  • Bitcoin é seguro?
  • Como investir em Bitcoin?
    • Como comprar e vender?
    • Onde eu guardo os Bitcoins?
    • Como minerar Bitcoins?
  • Outras criptomoedas
  • Como entender mais do mercado de Bitcoins?

Siga a leitura e saiba tudo sobre o Bitcoin.

O que é Bitcoin?

O Que É Bitcoin E Como Funciona?O que é Bitcoin?

Bitcoin (BTC ou XBT) é uma criptomoeda descentralizada. Em outras palavras, é uma espécie de moeda – como o real ou dólar, mas que não tem regulação por qualquer banco em todo o mundo.

  1. No Brasil, por exemplo, temos o Banco Central (Bacen) que regula e supervisiona todo o Sistema Financeiro Nacional, além de assegurar que ele seja sólido e eficiente.
  2. Porém, no caso do Bitcoin, no entanto, o Bacen não tem poder de influenciar nas flutuações da moeda, nem emitir mais unidades ou intervir no processo inflacionário.
  3. Assim, a criptomoeda é universal e circula por todos os países sem passar por qualquer tipo de moderação ou intervenção estatal.
  4. Como criptomoeda, podemos entender que o Bitcoin é virtual; ou seja, não existe fisicamente.
  5. Todo o processo de emissão – ou, como é chamado neste caso, mineração – é feito de maneira online, através de computadores superpotentes.

Em 2017, a moeda virtual começou a migrar para o mercado financeiro tradicional. Passou, então, a ser oferecida no mercado futuro da Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos.

  • Para comprar ou vender BTC, os usuários podem minerar ou adquirir de outros proprietários a moeda já minerada.
  • Atualmente, ainda existe a possibilidade de comprá-la por intermédio de corretoras especializadas nas transações de criptomoedas.
  • Outra curiosidade é que, por protocolo, a moeda se limitará a 21 milhões de unidades – e esse número está cada vez mais próximo de ser alcançado.
  • A medida visa “controlar”, de certa forma, o processo inflacionário natural da mineração.
  • A estimativa é que o último Bitcoin será minerado em 2140 e, quando o limite chegar, ainda não se sabe o que vai acontecer com o valor da criptomoeda.

Quem foi o criador do Bitcoin?

  1. O BTC foi apresentado em 2008 em uma lista de discussão sobre criptomoedas chamada The Cryptography Mailing.
  2. A publicação foi feita por um programador – ou grupo de programadores – sob o pseudônimo Satoshi Nakamoto.

  3. Até hoje, não se sabe a verdadeira identidade do criador da primeira moeda digital mundial descentralizada.
  4. Não foi encontrada qualquer menção ou referência a “Satoshi Nakamoto” além do próprio BTC.

  5. Antes de “desaparecer por completo”, Nakamoto era um membro ativo no fórum BitcoinTalk.
  6. A pessoa (ou grupo de pessoas) por trás do pseudônimo foi responsável por criar a maior parte do protocolo do sistema.

Em abril de 2011, segundo o autor Joshua Davis em sua coluna para o jornal The New Yorker, Satoshi declarou que teria “partido para novas coisas”. Desde então, não se teve mais notícias sobre os criadores do Bitcoin.

Oficializada em 2009, o BTC também recebe o nome de seu fundador na menor fração da moeda. Os “centavos”, no valor de um centésimo de milionésimo de Bitcoin (0,00000001 BTC), são chamados de Satoshi.

Um Bitcoin representa, assim, o equivalente a cem milhões de Satoshis.

Como funciona o Bitcoin?

O Que É Bitcoin E Como Funciona?Como funciona o Bitcoin?

  • O mercado tradicional de investimentos funciona de uma forma relativamente fácil de entender.
  • Nele, o investidor compra um ativo com o objetivo de que o remunere ao longo do tempo, ou que possa ser vendido, futuramente, com lucro.
  • Já no mercado cambial (de moedas), o especulador ganha ou perde dinheiro através da variação de sua cotação.
  • Assim, se uma pessoa compra 1 dólar hoje a 4 reais e, no dia seguinte, a moeda americana vale R$ 4,25, o especulador pode vender seu dólar e faturar 25 centavos na transação.

Com o Bitcoin, acontece algo semelhante. O investidor compra uma fração do BTC e pode renegociar a criptomoeda quando desejar.

  1. Qualquer pessoa pode comprar ou vender um BTC sem utilizar intermediários ou pagar taxas.
  2. E isso só acontece porque a criptomoeda, como vimos, não tem regulação de estados, instituições ou outros bancos.
  3. Diferentemente do sistema bancário tradicional, todas as operações de todos os usuários são públicas e anônimas.
  4. Assim, por intermédio de um complexo sistema de dados chamado blockchain, as movimentações de Bitcoin são publicadas em tempo praticamente real.
  5. Na sua forma mais primária, o BTC funciona com usuários comprando e vendendo suas criptomoedas, online e sem intermediação.
  6. E, antes mesmo de as moedas irem a mercado para serem comercializadas, elas devem ser mineradas.
  7. O processo de extração da criptomoeda é realizado pelos próprios usuários do sistema.
  8. Os mineradores que primeiro resolverem a questão são bonificados com uma parte da Bitcoin minerada.
  9. Eles podem manter o valor em sua carteira digital ou transacionar a moeda.
  10. Evidentemente, os riscos das transações diretas de Bitcoin são altos e é necessário entender bem o seu funcionamento.
  11. No entanto, o modelo tem rentabilidade maior do que as operações realizadas através de corretoras e outros intermediários, que cobram taxas pela operação.

Cotação do Bitcoin Hoje

O Que É Bitcoin E Como Funciona?Cotação do Bitcoin Hoje

  • O BTC é considerado uma criptomoeda altamente volátil.
  • Portanto, sua cotação deve ser acompanhada cuidadosamente todos os dias.
  • Para que a informação que trazemos neste artigo não se torne desatualizada, trazemos para você o quadro do site Mercado Cotação.
  • Confira a cotação do Bitcoin de hoje:
  • Bitcoin

Gráfico do Bitcoin

  1. Observar o gráfico do Bitcoin é válido para entender a oscilação dessa moeda.
  2. Veja, por exemplo, a imagem abaixo (datada de 22 de janeiro de 2020).
  3. Ela mostra a evolução da cotação do Bitcoin ao longo da sua história.

O Que é Bitcoin e Como Funciona: Guia Atualizado

O Que É Bitcoin E Como Funciona?

Você já teve um investimento que rendeu 333% em oito meses?

O Bitcoin é uma criptomoeda digital. Ele é gerado a partir de computadores que gastam muito tempo e eletricidade tentando resolver fórmulas. Quando eles conseguem, temos um novo Bitcoin na internet.

Não existem cédulas ou moedas físicas de verdade. Um Bitcoin já chegou a valer mais de R$ 18.000 e ele pode ser usado para comprar carros, casas, boletos e qualquer coisa. Mesmo sendo digital.

E esse não é o grande diferencial do Bitcoin.

Afinal, o seu dinheiro na conta corrente do banco também é digital. Você deve gastar milhares de reais sem entrar em contato fisicamente com o dinheiro. Isso provavelmente acontece se você tem uma conta salário

Se quiser aprender tudo sobre como ter educação financeira para conseguir investir mais dinheiro mensalmente, leia esse outro artigo completo em nosso blog

O Bitcoin é desruptivo porque ele é o 'primeiro dinheiro' 100% descentralizado. Não há governos, economias ou empresas que regulem o mercado das criptomoedas.

É literalmente o dinheiro da internet. Se a internet é o emissor e o receptor do dinheiro, então estamos falando de um mercado global e completamente novo.

Mas como algo regulado pela própria 'internet' pode ser seguro? 

Você já entenderá tudo isso. Preparamos esse guia completo para que você entenda de uma vez por todas o que é Bitcoin, como funciona, como minerar e como funcionam os investimentos em Bitcoins.

Se tiver qualquer dúvida, deixe um comentário no final desse guia do Bitcoin. Boa leitura!  

Afinal, o que é Bitcoin?

O Que É Bitcoin E Como Funciona?

O futuro chegou, meu amigo. Você está pronto? – Cena de Back To The Future (Universal)

No Brasil, 58% das pessoas têm acesso à internet. Isso representa algo em torno 102 milhões de internautas. Ela nunca foi tão popular aqui e no mundo. 

Você duvida? Cerca de 66% da população mundial têm um celular, provavelmente com acesso à internet. A internet está no mundo e esse é um movimento sem volta.

Uma comparação prática: as pessoas só abandonarão os carros quando outra solução for mais barata, mais rápida e mais prática.

Da mesma forma, a internet nunca acabará. Economias e países podem ser abalados e até destruídos, mas a internet continuará forte.

O Bitcoin é muito similar à internet. Muitos especialistas comparam o momento do Bitcoin e das criptomoedas ao surgimento da internet. Mas então, o que é Bitcoin afinal?

O Bitcoin é uma criptomoeda desenvolvida por Satoshi Nakamoto – que pode ser uma pessoal genial ou um grupo de programadores geniais. Ninguém sabe a verdadeira identidade de quem foi o autor do Bitcoin.

Em 2008, Satoshi publicou um PDF onde ele explica o conceito e o funcionamento de uma moeda digital 100% descentralizada, baseada em um sistema P2P (peer-to-peer).

Se você já baixou algo via torrent você já fez parte de uma rede P2P. Essa sigla vem do inglês e significa uma rede ponto-a-ponto. Trata-se de uma arquitetura de redes de computadores.

Nela, cada um dos pontos ou nós da rede funciona tanto como cliente quanto como servidor, permitindo compartilhamentos de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central.

O Bitcoin é uma criptomoeda e uma rede P2P, o chamado Blockchain (ou protocolo de segurança). Nessa rede, as novas moedas são geradas seguindo as regras do Satoshi Nakamoto. Além disso, é no Blockchain que todas as transações são validadas.

Como dito, nessa rede, o Bitcoin é gerado. E sempre que ele passa de um wallet (carteira virtual) para outra, o caminho percorrido é gravado em seu código. Então, todo Bitcoin é rastreável.

  • Atualmente, é quase impossível falsificar um Bitcoin (nunca ninguém conseguiu fazer isso) e essa segurança se deve à validação de cada transação pela rede mundial de computadores.
  • Imagine milhões de detetives investigando a sua nota de vinte reais no momento de comprar algo no caixa do mercado.
  • É isso que acontece com o Bitcoin. Veja um resumo com as características do Bitcoin:
  • Descentralizado
  • Seguro
  • Transparente
  • Privado (apesar de ser público o caminho do Bitcoin, os donos das Wallets são 100% anônimos)
  • Limitado (o código do Bitcoin permite a geração de apenas 21 milhões de moedas)
  • Global (o mundo todo compra, vende e usa Bitcoin 24 horas por dia, 7 dias por semana)
  • Tendência de alta (devido ao seu design deflacionário, o Bitcoin tende a ser cada vez mais raro e valorizado)
Leia também:  Como Ver O Que Devo À Segurança Social?

Por não ter o suporte de economias nacionais, o Bitcoin oscila muito, podendo trazer grandes perdas ou grandes ganhos.

Mas nem tudo são flores no mundo das criptomoedas. Elas, como qualquer dinheiro, carecem de confiança do mercado para ganhar valor.

E como acontece no mercado de ações, quando vem a desconfiança, as cotações caem. Se você achou o dia 18 de maio radical, deveria ter visto o que aconteceu em setembro.

A China é um país importante paras as criptomoedas. Ele possui energia e mão de obra barata. Itens fundamentais para a mineração.

No entanto, a China baniu o lançamento de novas moedas em seu 'território' e está em vias de proibir as exchanges (casas onde pessoas trocam dinheiro comum por criptomoedas e também negociam criptomoedas).

Como Funciona o Mercado de Bitcoin

O Que É Bitcoin E Como Funciona? 

Esse é um mercado complexo. Pronto para tirar algumas dúvidas? (Nazaré Tedesco em Senhora do Destino – Rede Globo)

  1. Fique atento, existem muitos termos que podem confundir você.

    Vamos explicar todos eles resumidamente a seguir:

  2. O que é Blockchain?
  3. O Blockchain é uma rede de milhões de computadores que, unida, gera massivo poder de processamento (hashing power).

Como minerar Bitcoin?Esses computadores têm um software específico que geram novas moedas resolvendo fórmulas complexas. A rede de computadores também ganha Bitcoins ou valida as transações do mercado.

'Então, eu posso instalar um programa no meu computador e ficar rico?'

Não. Minerar Bitcoin exige computadores específicos e muita energia elétrica. Sua conta de luz provavelmente será mais cara que os seus ganhos minerando.

O design do Bitcoin é feito para aumentar a dificuldade de mineração quanto mais computadores estiverem minerando, então não seria tão simples assim você começar a fazer isso na sua casa.

O que é exchange de Bitcoin?

É uma empresa onde você abre uma espécie de conta corrente. Você transfere o seu dinheiro via TED e depois disso pode participar do leilão de Bitcoins onde usuário compram moedas e vendem para outros usuários.

A cada transação, a exchange ganha uma comissão, assim como o Blockchain que valida a transação garantindo a veracidade das moedas.

Qual é o lastro do Bitcoin?

O lastro do Bitcoin é o próprio Bitcoin e o Blockchain que garantem sua integridade. Também pode ser toda a energia elétrica necessária para gerar Bitcoins.

No entanto, como em toda moeda, o que garante o seu valor é a confiança das pessoas. Nesse quesito, o Bitcoin está crescendo muito. Por isso, ele mais que dobrou de valor diversas vezes só este ano.

  • O Bitcoin está se tornando mais popular do que nunca.
  • Como armazenar Bitcoin em Wallets?
  • Transferir os bitcoins para uma wallet privada é uma medida mais segura por não ser online e não depender das exchanges.
  • O que você pode comprar com Bitcoin e criptomoedas?

Absolutamente qualquer coisa. Desde um hambúrguer no McDonald's até carros em revendas no Brasil. No Japão, mais de 200 mil estabelecimentos já aceitam criptomoedas como aceitam cartão de crédito.

O que são altcoins?

Altcoins são criptomoedas alternativas ao Bitcoin. Existem mais de mil delas. Elas surgem a partir de forks (divisão de criptomoedas). A maioria delas se originou no Bitcoin ou a partir de derivações de derivações do Bitcoin.

Elas fazem esse movimento porque possuem uma visão diferente do mercado de criptomeodas, desejam atingir objetivos diferentes. As altcoins também pode surgir a partir de ICO's (lançamento de novas moedas).

Como funciona o Bitcoin

Blockchain e mineração: foi por meio dessas inovações que Satoshi Nakamoto venceu o desafio do gasto duplo. Mas não se preocupe com esses termos por agora! Vamos explicar o que eles significam ao longo da trilha, no momento certo. É preciso entender primeiro um pouco sobre como dinheiro comum é criado.

1. Contexto das moedas

Por muito tempo, a única forma de se criar dinheiro era minerar ouro e outros metais preciosos, que depois eram cunhados e transformados em moedas ou barras de ouro. Depois, surgiram os bancos, onde as pessoas podiam guardar suas barras de ouro e, no lugar delas, usar notas de papel (bem mais fáceis de carregar) com um valor declarado e a frase “Pagar ao portador desta a quantia de X”.

E, assim, surgia o papel-moeda, como esta nota de quinhentos réis do Império do Brasil. Esta época era conhecida como padrão-ouro. Para cada nota emitida, havia uma quantia correspondente em ouro nos cofres do banco.

O Que É Bitcoin E Como Funciona?Exemplo de moeda na época do “padrão ouro”.

Com isso, uma enorme quantidade de dinheiro ficava parada nos cofres dos bancos por muito tempo. Isso levou muitos deles a emprestar esse dinheiro parado, e assim ganhavam dinheiro com os juros.

Mas e se seus clientes quisessem sacar mais do que o montante disponível? Simples: bastava imprimir mais papel-moeda. Assim, chegamos à era da moeda fiduciária: os bancos podem criar dinheiro “do nada”. Ou seja, “imprimem” dinheiro.

Depois de algumas idas e vindas entre padrão ouro e moeda fiduciária, hoje praticamente todas as economias do mundo são baseadas nesse sistema. Com uma diferença: na era da internet, não é mais preciso imprimir dinheiro. Na verdade, a maior parte do estoque de moeda, hoje em dia, são números na conta dos bancos.

2. Bitcoin como moeda

Voltamos então ao Bitcoin. Assim como no tempo do padrão ouro, as unidades de bitcoin são criadas por meio da mineração, mas em um processo completamente digital: os mineradores são computadores que resolvem problemas matemáticos altamente complexos para manter as transações validadas e conectadas e, como recompensa, ganham uma quantia em Bitcoins.

Toda vez que alguém faz uma transação na rede, ela vai para um bloco (conjunto de dados) com outras transações. Quando o bloco fica cheio, as informações contidas nele são codificadas em um conjunto de letras e números por uma função matemática.

Esse conjunto, que recebe o nome de hash, é então disponibilizado na rede do Bitcoin, onde os computadores (os nós) que alimentam a rede competem para validá-la. Aquele que fizer primeiro essa validação é o que de fato minerouo bloco, e como recompensa ganha uma quantidade nova de bitcoins, que não existia antes.

Um detalhe fundamental desse processo é que cada bloco inclui a hash (o código) do bloco anterior, formando uma cadeia que permite rastrear todo o histórico do Bitcoin hoje e sempre.

Todas as transações estão registradas e são imutáveis e 100% transparentes. Essa cadeia de blocos recebeu o nome de Blockchain.

Em tradução livre do inglês para o português, Blockchain é como “corrente de blocos”.

3. Como o Bitcoin obtém valor

Agora que você viu, ainda que resumidamente, como o Bitcoin é controlado e criado, é hora de explicarmos como ele obtém valor.

Essa é uma das questões que mais gera dúvidas e até desconfiança sobre o Bitcoin: afinal, como algo que não é tangível pode obter valor? O ouro, o diamante, as commodities e até as notas de dinheiro são palpáveis e as pessoas compreendem sua função como um ativo. Mas você já parou para pensar o motivo do ouro, por exemplo, ser um ativo que tem valor?

O ouro como ativo

A origem do valor do ouro está relacionado às propriedades físico-químicas que ele possui, que lhe conferem escassez, resistência e utilidades diversas, sendo a principal a de reserva de valor.

Escassez é uma característica fundamental de qualquer moeda, caso contrário, ela perde valor. É o que acontece quando governos emitem mais dinheiro e geram inflação. É o motivo, por exemplo, de não usarmos areia como moeda. Afinal, é um material encontrado em abundância.

Já a resistência é importante, dentre outras aplicações, para mantê-lo como uma reserva de valor. Imagine se você guarde o ouro e ele se decomponha. Você perderia dinheiro.

As mesmas propriedades físico-químicas que o tornam resistente, o tornam maleável sem perder suas características, tornando-o útil para diversos fins. Isso o torna perfeito para ser, por exemplo, reduzido em quantidades e formatos menores para ser transportado, trocado e negociado.

O Bitcoin como ativo

O Bitcoin, mesmo que artificial, reproduz virtualmente essas três características do ouro a partir da sua tecnologia:

Primeiro, ele é escasso. A criação de novos bitcoins é controlada no tempo e limitada em unidades. Quando chegar a 21 milhões de unidades mineradas, o algoritmo impedirá a criação de novos.

Além disso, a cada quantidade específica de Bitcoins criados, o prêmio pago aos mineradores reduz pela metade. Ou seja, ele cresce em ritmo cada vez mais lento.

Assim, diferente dos governos que tendem a tornar suas moedas inflacionárias à medida que imprimem indefinidamente mais dinheiro, o Bitcoin torna-se deflacionário ao longo do tempo, visto que é conhecidamente limitado e cresce com menor velocidade.

O bitcoin, como o ouro, também é resistente. Não tratamos, claro, da resistência física, mas da sua capacidade de ser mantido seguro. Ou, melhor dizendo, sua imutabilidade.

Exemplificando, não é possível “deletar” um bitcoin nem manipular a rede para que a quantidade existente diminua ou aumente segundo o desejo de alguém.

Ele não é desgastado ao longo do tempo, não se decompõe e não se perde (a não ser que você perca seu endereço de carteira). Isso o torna perfeito como reserva de valor.

Já a utilidade também ter a ver com a tecnologia. A Blockchain permite o envio e recebimento de informações em curtíssimo espaço de tempo. Assim, sua utilidade tem a ver com a possibilidade de tornar informações confiáveis, seguras e rápidas.

Mas, pela lógica, você ainda pode pensar: “mas o dinheiro de papel não é resistente e mesmo assim é considerado um ativo de valor”. Aí é que entra um outro fator que torna o Bitcoin um ativo: a adoção em rede. Para explicar isso, vamos usar mais um exemplo do mundo “tangível”, o Dólar.

A questão do lastro

Quando criado, o Dólar era lastreado em ouro. Ou seja, quando você tinha uma nota de Dólar, o governo americano garantia que haveria uma quantidade de ouro equivalente. Inclusive, assim foi como surgiu a maioria das moedas. Acontece que, após a década de 70, o governo americano definiu que o dólar não mais seria lastreado em ouro. Como então a moeda manteria seu valor?

A manutenção do valor do dólar após a perda do lastro em ouro se explica pela adoção da moeda pela sociedade e pelos mercados. Sua consolidação como ativo não mais dependia do lastro, pois 1 dólar já era entendido, a partir do momento que a percepção do seu valor estava adotada, como 1 dólar.

Parece muito teórico, não é mesmo? O que precisa estar claro para você aqui é que o valor de algo está diretamente relacionado a convenções da sociedade. Em 2010, por exemplo, foi realizada a primeira troca utilizando o bitcoin como moeda.

Um programador pagou 10 mil bitcoins (hoje valeriam milhões) por uma pizza.

A partir do momento que se convenciona a utilização de alguns itens como ativos de valor por parte da sociedade, o movimento é irreversível e gradualmente tende a atingir mais abrangência.

O bitcoin, com suas características especiais próprias (como o ouro teve à sua época) resolve um problema antes não solucionado: confiança de transações sem passar por um ente centralizador. Em resumo, sua genuína escassez, utilidade, imutabilidade e adoção social, tornam o bitcoin um ativo valioso.

Para saber mais

Assista aos vídeos “O que explica o valor do bitcoin” e “A verdade sobre o lastro do bitcoin”, de Fernando Ulrich. Conheça seu canal no YouTube.

Como funciona o Bitcoin? Entenda a tecnologia da moeda virtual

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Lista esclarece dúvidas sobre Bitcoin — Foto: Divulgação/FISL

Lista esclarece dúvidas sobre Bitcoin — Foto: Divulgação/FISL

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O Bitcoin é uma moeda virtual que funciona apenas no ambiente web e não precisa de bancos ou aprovação do governo para validar sua existência.

A moeda permite enviar e receber qualquer quantia de dinheiro sem cobrança de taxas e em pouco tempo, independentemente do país do usuário.

Apesar da crescente popularidade da moeda virtual para serviços ou produtos online, o Bitcoin não costuma ser aceito em lojas.

A criação dos Bitcoins é realizada num processo chamado de mineração. Computadores especializados rodam um software que executa milhões de cálculos matemáticos criptografados a fim de criar a moeda. Cada vez que o processo de mineração torna-se mais complexo, o valor de compra e venda do Bitcoin aumenta.

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Bitcoin precisa de carteira virtual para ser armazenada — Foto: Melissa Cruz/TechTudo

Bitcoin precisa de carteira virtual para ser armazenada — Foto: Melissa Cruz/TechTudo

Como são feitas as transações?

Para fazer uma transação com a moeda digital, você primeiro precisa baixar um aplicativo que funcione como uma carteira de Bitcoin. Apenas por meio do programa é possível acessar os endereços das moedas e, então, realizar as transações criptografadas.

Todo o processo realizado com as moedas fica salvo na Blockchain, espécie de registro geral do Bitcoin. Vale ressaltar que, apesar de existir este registro, os gastos e transações são feitos de forma anônima, pois as carteiras são reconhecidas por número, e não pelo nome do usuário.

Os Bitcoins podem ser armazenados também offline, como no disco rígido de um computador pessoal. Esse processo dificulta o roubo de moedas feito pelos criminosos virtuais. A desvantagem é que, se algo acontecer com o computador, as criptomoedas serão perdidas definitivamente.

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Blockchain é o processo que valida e origina a Bitcoin — Foto: Jaume de Oleza/Wikipedia Creative Commons

Blockchain é o processo que valida e origina a Bitcoin — Foto: Jaume de Oleza/Wikipedia Creative Commons

Os Bitcoins não estão vinculados aos bancos tradicionais, mas você pode comprá-los de vendedores ou em casas de câmbio. O pagamento pode ser realizado com dinheiro “real”. Outra forma de conseguir a criptomoeda é oferecendo serviços na Internet e aceitando Bitcoin como pagamento.

Também é possível criar criptomedas pelo computador, mas dificilmente isso pode ser feito em uma máquina comum, pois o processo de mineração gera altos custos com energia e manutenção, além da necessidade de obter softwares especializados. Com um computador comum, a criação de um único Bitcoin pode levar anos.

Justamente por isso, uma prática comum (e ilegal) é usar o computador de outras pessoas para conseguir o dinheiro virtual. Nesse tipo de golpe, chamado de Cryptojacking, um malware é instalado no computador das vítimas para explorar os recursos do computador ou celular para gerar as moedas.

Em alguns casos, esse processo ocorre sem vírus, apenas incluindo um código malicioso em um site.

Alguns sites e aplicativos distribuem gratuitamente fragmentos de Bitcoins, chamados de Satoshis. (um Bitcoin equivale a cem milhões de Satoshis). Para juntar os fragmentos, você deve seguir as regras de cada site.

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Bitcoin tem segurança baseada na tecnologia blockchain — Foto: Divulgação/Bitcoin

Bitcoin tem segurança baseada na tecnologia blockchain — Foto: Divulgação/Bitcoin

Copiar ou criar Bitcoins falsos é um processo bem complicado, então a moeda virtual pode ser considerada segura. Além disso, como todas as transações são gravadas no Blockchain, caso alguma fraude ocorra, é fácil rastrear o criminoso responsável pelo crime.

Mas nenhum usuário está totalmente a salvo de ter sua carteira de Bitcoins roubada por hackers. Se as moedas estiverem guardadas no computador, caso ocorra algum tipo de pane na máquina, todos os Bitcoins podem ser deletados e não há como recuperá-los.

Como funciona a moeda virtual Bitcoin? Saiba se vale a pena investir!

Entre as criptomoedas, a moeda virtual Bitcoin foi a primeira a ter sucesso mundial. Criada há nove anos, ela chamou a atenção do mundo ao chegar a uma valorização de mais de 1.000% em 2017, tornando-se um dos tipos de investimento mais rentáveis da história recente. Desde então, muito tem se falado sobre a criptomoeda e, naturalmente, muitas dúvidas surgiram.

Para esclarecer o básico que é preciso saber sobre essa moeda virtual, preparamos esse artigo. Veja a seguir, o que é Bitcoin, porque a moeda se valorizou tanto, como é possível utilizá-la e investir nela e, ainda, se vale a pena esse investimento. Boa leitura!

O que é Bitcoin?

O Bitcoin foi criado em 2009 por um programador anônimo. Considerada a pioneira das criptomoedas, entre as características que a diferenciam estão a descentralização e a preservação do anonimato nas transações.

A descentralização quer dizer que a moeda não é vinculada a nenhum banco central, nem depende de nenhum governo para regulá-la e fornecê-la. Ela é produzida por meio de um complexo processo computacional, popularmente conhecido como “mineração”.

Isso, adicionado ao fato de a moeda ser virtual e utilizar criptografia “blockchain” para arquivar e registrar transações, preserva a identidade dos investidores, dificulta o rastreamento e protege contra fraudes.

Uma das regras de funcionamento estabelece que, até o ano de 2140, o limite de Bitcoins em circulação deve ser de até 21 milhões. Atualmente, o número já ultrapassa os 16 milhões, a produção continua e não é possível prever o que acontecerá com o valor da moeda quando a produção atingir o limite.

Por que essa moeda virtual se valorizou tanto?

Desde a supervalorização em 2017, muito começou a se questionar sobre a criptomoeda.

Alguns economistas atribuem essa supervalorização a uma clássica bolha especulativa, onde investidores, com medo de ficar de fora de um investimento lucrativo, pagam pelos ativos muito mais do que eles realmente valem.

Outra perspectiva aponta para a entrada do Bitcoin no mercado financeiro como responsável pela sua surpreendente valorização.

O fato é que, ainda que existam sinais de que a valorização da moeda é em parte especulativa, há também muitos sinais de que está ganhando força, sendo cada vez mais usada, inclusive por grandes instituições financeiras.

Se em abril de 2017 estimava-se que havia até 6 milhões de pessoas utilizando Bitcoin, hoje, esse número é de aproximadamente 10 milhões. Portanto, a tendência é que a criptomoeda ganhe novos mercados.

Como utilizar e investir em Bitcoin?

Para investir, é preciso utilizar um dos serviços disponíveis de carteira Bitcoin, por meio do qual você poderá comprar a moeda. A carteira Bitcoin funciona como uma espécie de conta privada de banco, porém, se suas informações se perdem, os dados e valores ligados à conta também são perdidos.

Como a moeda é descentralizada, o que determina o seu preço é a demanda e a disponibilidade de ativos. Hoje, o Bitcoin é usado principalmente como uma forma de investimento. No entanto, já é possível adquirir muitos produtos e serviços utilizando a criptomoeda. Inclusive o Brasil já teve, há alguns anos, sua primeira transação imobiliária usando Bitcoins.

Vale a pena investir?

É difícil dizer. Muitos especialistas têm falado dos sinais de uma bolha especulativa. A falta de regulação e o seu uso na chamada “deep web” para transações ilegais criam resistência de muitos governos a aceitá-la como um câmbio negociável.

O fato é que o Bitcoin já sofreu no passado quedas de cotação e se recuperou nos anos seguintes, e os especialistas preveem que isso volte a ocorrer em breve. Já os entusiastas esperam que a moeda ganhe cada vez mais adeptos, especialmente após a sua recente valorização, e se popularize para ganhar mais segmentos do mercado.

Entre os prós de investir em Bitcoin, destacamos:

  • facilidade de realizar transações;
  • tarifas mais baixas;
  • baixo risco de fraudes e falsificações;
  • transparência.

Entre os contras:

  • falta de aceitação no mercado em geral;
  • volatilidade;
  • falta de garantias legais contra perdas;
  • risco de obsolescência.

O que são Criptomoedas e como investir com segurança?

Quem acompanha o mercado, mesmo que de longe, certamente já foi surpreendido pelos altos e baixos de moedas digitais no noticiário. A mais famosa é o Bitcoin, mas muitas outras também já têm relevância – e também a simpatia dos investidores. Mas afinal, o que é uma criptomoeda? Como funcionam esses ativos e como negociá-los?

InfoMoney preparou este guia pensando em quem quer dar os primeiros passos no mundo das moedas digitais e precisa saber por onde começar. É uma classe de ativos nova no mercado e, justamente por isso, desperta muitas dúvidas em quem ainda está aprendendo. Convidamos você a acompanhar os próximos parágrafos para se aproximar das criptomoedas:

• O que são criptomoedas?• Para que servem• O que é mineração?• Como funciona a variação de preço• Principais criptomoedas• Vantagens e riscos de investir em criptomoedas• Como investir em criptomoedas

O que são criptomoedas?

Genericamente, uma criptomoeda é um tipo de dinheiro – como outras moedas com as quais convivemos cotidianamente – com a diferença de ser totalmente digital. Além disso, ela não emitida por nenhum governo (como é o caso do real ou do dólar, por exemplo).

Mas isso é possível? Para explicar que sim, Fernando Ulrich, autor do livro Bitcoin: A moeda na era digital, faz uma analogia bem simples: “O que o e-mail fez com a informação, o Bitcoin fará com o dinheiro”.

Antes da internet, as pessoas dependiam dos correios para enviar uma mensagem a quem estivesse em outro lugar.

Era preciso um intermediário para entregá-la fisicamente – inimaginável para quem tem acesso a e-mail e outros serviços de mensageria.

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Algo semelhante acontecerá com as moedas virtuais no futuro. “Com o Bitcoin você pode transferir fundos de A para B em qualquer parte do mundo sem jamais precisar confiar em um terceiro para essa simples tarefa”, explica Ulrich no livro.

Embora o Bitcoin seja a moeda digital mais conhecida, o conceito de criptomoeda é anterior a ele. Segundo o site Bitcoin.

org, mantido pela comunidade ligada ao Bitcoin, as criptomoedas foram descritas pela primeira vez em 1998 por Wei Dai, que sugeriu usar a criptografia para controlar a emissão e as transações realizadas com um novo tipo de dinheiro.

Isso dispensaria a necessidade da existência de uma autoridade central, como acontece com as moedas convencionais.

Para que servem

As criptomoedas podem ser usadas com as mesmas finalidades do dinheiro físico em si. As três principais funções são servir como meio de troca, facilitando as transações comerciais; reserva de valor, para a preservação do poder de compra no futuro; e ainda como unidade de conta, quando os produtos são precificados e o cálculo econômico é realizado em função dela.

Na visão de Ulrich, moedas como o Bitcoin ainda não adquiriram o status de unidade de conta, em função da grande volatilidade a que seus preços estão sujeitos por enquanto.

O que é mineração?

Para entender o que é mineração, é preciso saber que as moedas digitais – como o Bitcoin – representam um código complexo que não pode ser alterado. As transações realizadas com elas são protegidas por criptografia.

Como não há uma autoridade central que acompanhe essas transações, elas precisam ser registradas e validadas uma a uma por um grupo de pessoas, que usam seus computadores para gravá-las no chamado blockchain.

O blockchain é um enorme registro de transações.

Segundo Ulrich, trata-se de um banco de dados público onde consta o histórico de todas as operações realizadas com cada unidade de Bitcoin (outras moedas digitais se baseiam nessa mesma tecnologia).

Cada nova transação – uma transferência entre duas pessoas, por exemplo – é verificada contra o blockchain, para assegurar que os mesmos Bitcoins não tenham sido previamente usados por outra pessoa.

Quem registra as transações no blockchain são os chamados mineradores.

Eles oferecem a capacidade de processamento dos seus computadores para realizar esses registros e conferir as operações feitas com as moedas – em troca disso, são remunerados com novas unidades delas.

Bitcoins são criados conforme os milhares de computadores que formam essa rede conseguem resolver problemas matemáticos complexos que verificam a validade das transações incluídas no blockchain.

Em outras palavras, a mineração representa a criação de novas unidades de alguns tipos de moedas digitais. Se mais computadores passam a ser usados para aumentar a capacidade de processamento voltada à mineração, os problemas matemáticos que precisam ser resolvidos se tornam mais difíceis. Isso acontece exatamente para limitar o processo de mineração.

“O Bitcoin foi projetado de modo a reproduzir a extração de ouro ou outro metal precioso da Terra: somente um número limitado e previamente conhecido de bitcoins poderá ser minerado”, explica Ulrich em seu livro. (Mais detalhes na seção “Bitcoin” deste guia)

Como funciona a variação de preço

Basicamente, o preço das moedas digitais varia segundo a boa e velha lei da oferta e da demanda. Nas épocas em que as criptomoedas ganham mais atenção, é normal que elas sejam mais procuradas pelos investidores, o que amplia o volume de compras – e consequentemente, os preços tendem a subir.

“Há somente um número limitado de bitcoins em circulação e novos Bitcoins são criados em uma taxa previsível e decrescente, o que significa que a demanda deva seguir este nível para manter seu preço estável”, explica o site Bitcoin.org.

Por ser um mercado ainda pequeno, poucas operações com criptomoedas são capazes de causar um impacto relevante nas cotações. Em um período de apenas três meses em 2017, por exemplo, o preço do Bitcoin saltou de cerca de US$ 4.370 para US$ 13.800. Pouco mais de um ano depois, já havia recuado novamente para US$ 3.500. As cotações, como se vê, podem ser bastante voláteis.

Principais criptomoedas

Embora o Bitcoin seja a moeda digital mais conhecida – as duas palavras muitas vezes tidas como sinônimos – existe uma variedade de outros tipos, com características distintas. Conheça as principais criptomoedas disponíveis no mercado:

Bitcoin

Bitcoin (BTC) é a mais conhecida das moedas digitais. Trata-se do primeiro sistema de pagamentos global totalmente descentralizado. Foi desenhado em 2008, em meio à crise financeira global iniciada no mercado americano de hipotecas, com o objetivo de substituir o dinheiro de papel, além de eliminar a necessidade da presença de bancos para intermediar operações financeiras.

Segundo o site Bitcoin.org, a primeira especificação do Bitcoin e prova de conceito foram publicados em um artigo assinado por Satoshi Nakamoto, pseudônimo de um programador (ou grupo de programadores) até hoje não identificado. Ele inventou a lógica de funcionamento do blockchain, sistema que possibilitou a existência do Bitcoin.

No artigo, Nakamoto estabeleceu que haverá no máximo 21 milhões de bitcoins em circulação. Estima-se que a última moeda será minerada no ano de 2140.

Bitcoin Cash

O Bitcoin Cash (BCH) é uma nova versão do Bitcoin original, criada mais recentemente – em agosto de 2017. Ela foi desenvolvida numa tentativa de aperfeiçoar a primeira moeda, que conta com taxas consideradas elevadas e demanda um tempo grande de processamento de cada operação.

A principal diferença é que o Bitcoin Cash possui um limite de tamanho de bloco de 8 MB, bem maior que o de 1 MB do Bitcoin original. Com isso, as confirmações das transações podem acontecer de maneira mais rápida e também com taxas mais baixas.

Isso garante a ela uma escala ainda maior que a da sua predecessora.

Quem tinha Bitcoins recebeu em suas carteiras a mesma quantidade de Bitcoin Cash quando foi criada. As regras de funcionamento são semelhantes às do ativo original, também com um limite de 21 milhões de moedas.

Ethereum

Existem algumas semelhanças, mas também diferenças, entre o Bitcoin e o Ethereum (ETH). A moeda digital original, na verdade, se chamava Ether.

Em 2016, no entanto, um hacker encontrou uma falha no sistema e, a partir dela, conseguiu roubar o equivalente a US$ 50 milhões em Ether.

Diante de dúvidas sobre o que seria do futuro da moeda, a comunidade que a mantinha optou por criar uma nova rede.

O Ether original – alvo do roubo – passou a ser chamado de Ethereum Classic e a moeda que começou a circular na nova rede ganhou o nome de Ethereum. Com o apoio da comunidade, ela vale mais que a sua primeira versão.

Originalmente, o Ether não foi criado para ser uma moeda digital como o Bitcoin. A ideia era que se tornasse um ativo para recompensar os desenvolvedores pelo uso da plataforma Ethereum em seus projetos. Trata-se de uma plataforma descentralizada utilizada para executar “contratos inteligentes”, que são operações realizadas automaticamente quando certas condições são cumpridas.

O blockchain também é a base para a validação das transações com Ethereum, para garantir a segurança e ainda evitar fraudes. Assim como no caso do Bitcoin, a criação de novas moedas também se baseia no processo de mineração. Hoje, o Ethereum está entre as criptomoedas mais negociadas do mundo.

Tether

Ao contrário do Bitcoin e outras moedas digitais, o Tether (USDT), lançado em 2014 por uma empresa de mesmo nome, é uma stablecoin, porque tem lastro em uma moeda física. A proposta dessa criptomoeda é de manter uma paridade com o dólar americano. Ou seja, para cada Tether emitido é preciso haver um dólar equivalente em caixa.

Desde que a criptomoeda foi criada, no entanto, especialistas questionam a paridade, já que a empresa não oferecia transparência sobre como fazia para segui-la.

Em 2019, foi anunciado que nem todo Tether está realmente lastreado em um dólar.

Segundo a empresa, 100% deles são garantidos, mas não apenas por moeda tradicional, como também por equivalentes de caixa e outros ativos ou recebíveis de empréstimos feitos pela Tether a terceiros.

A característica do Tether é ser uma moeda estável que representa moedas físicas no mundo digital. Devido à menor volatilidade, ele se tornou uma boa opção para realizar transferências entre sistemas e com diferentes criptomoedas. Assim, investidores se protegem das variações de preço de outros ativos e evitam o risco de ter perdas significativas durante essas operações.

O Tether é predominantemente negociado na Bitfinex, uma grande bolsa de criptomoedas, que tem acionistas e executivos em comum com a Tether (a empresa controladora da moeda). Embora possua algumas vantagens em relação a outros ativos digitais, já esteve envolvido em grandes polêmicas.

Já houve, por exemplo, uma acusação da Procuradoria Geral de Nova York de que a Bitfinex teria usado reservas do Tether para cobrir um rombo de US$ 850 milhões nas suas contas a partir de 2018.

Outra suspeita é de que a moeda tenha sido utilizada por um especulador em operações para manipular o preço do Bitcoin no mercado, com conhecimento ou até envolvimento da Bitfinex.

São acontecimentos ainda por esclarecer.

Ripple

O Ripple (XRP) é um protocolo de pagamento distribuído criado em 2011, e a moeda desse sistema é a XRP. Uma característica da plataforma Ripple é suportar na sua rede outros tokens representando moedas tradicionais e até outros bens. A ideia é que o sistema permita realizar pagamentos seguros e instantâneos.

Idealizado pelo desenvolvedor Ryan Fugger, o empresário Chris Larsen e o programador Jed McCaleb, o Ripple foi criado em 2012.

Não se trata apenas de uma moeda, mas de um sistema em que qualquer moeda – incluindo a criptomoeda mais conhecida, o Bitcoin – possa ser negociada.

Em certa medida, o funcionamento Ripple se assemelha em algum grau ao dos bancos, por aceitar vários ativos e facilitar a realização das transações.

Justamente por isso, o Ripple vai na contramão do discurso sobre as moedas digitais em geral, que têm como ideal a não dependência do sistema financeiro tradicional para realizar operações. Outra característica diferente do sistema é que não há um processo de mineração, como no caso do Bitcoin e do Ethereum.

Litecoin

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