O Que É Ácido Úrico E Como Tratar?

O Que É Ácido Úrico E Como Tratar?

O ácido úrico alto, também chamado de hiperuricemia, pode causar problemas como cálculos renais e acúmulo de cristais de ácido úrico nas articulações. O ácido úrico, a saber, é uma substância formada no nosso corpo após a digestão de proteínas. Essas proteínas, ingeridas e digeridas constituem uma substância chamada purina.

As purinas se decompõem em ácido úrico. Assim, níveis aumentados de ácido úrico pelo excesso de purinas podem se acumular em seus tecidos e formar cristais. Isso pode causar ácido úrico alto no sangue.

Em situação normal, o ácido úrico não causa problemas ao corpo e é eliminado através da urina. Assim, segundo o Dr. Arthur Frazão, se os rins não estão funcionando bem, é normal que o ácido úrico fique alto.

O resultado disso, é que o excesso acaba se alojando nas articulações, tendões e rins, dando uma doença chamada Gota. A gota é o pior e mais dolorido tipo de artrite que existe.

Um exame de sangue de Hemograma Completo, dificilmente indicará problemas é ácido úrico, é preciso, então fazer um exame de sangue específico.

POR QUE TEMOS ÁCIDO ÚRICO ALTO?

Como já dito, o ácido úrico é formado quando as purinas se decompõem em ácido úrico, no seu corpo. Alimentos que são ricos em purinas incluem:

  • Todas as carnes de órgãos (como fígado), extratos de carne e molho
  • Leveduras e extratos de levedura (como cerveja e bebidas alcoólicas)
  • Aspargos, espinafre, feijão, ervilhas, lentilhas, aveia, couve-flor e cogumelos

O ácido úrico alto ocorre quando ocorre uma produção em grande quantidade ou é incapaz de excretar o suficiente, pela urina. Isso geralmente acontece porque seus rins não estão eliminando o suficientemente rápido.

O excesso de níveis de ácido úrico no sangue pode levar à formação de cristais. Embora estes possam se formar em qualquer parte do corpo, eles tendem a se formar dentro e ao redor de suas articulações e nos rins, resultando em cristais na urina. Dessa forma, nosso sistema imunológico pode atacar os cristais, causando inflamação e dor.

COMO SABER SE O ÁCIDO ÚRICO ESTÁ ALTO

Vermelhidão e dificuldade de movimentar a articulação: como os cristais de urato de sódio se acumulam nas articulações o atrito leva a dor durante a tentativa de movimentar e vermelhidão. Ocorre, assim dor e inchaço nas articulações como dedos dos pés e das mãos, punhos, joelhos e tornozelos devido ao acúmulo dos cristais.

Sensação de areia nas articulações: Ao tocar no local onde os cristais se depositaram, sobretudo nas articulações, pode sentir sensação de “areia”. Como se tivessem grãos de areia arranhando as articulações.

Descamação da pele: Pode haver descamação da pele na região afetada. Assim, é comum que haja descamamento nas articulações das mãos e pés, especialmente.

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Vermelhidão e descamação na articulação afetada

Dificuldade em urinar: Por causa dos problemas de dificuldade em eliminar o ácido úrico do organismo, os problemas renais podem ser frequentes. Então a dor nas costas, dor e dificuldade em urinar, são sintomas comuns de quem tem ácido úrico .

Calafrios e febre baixa: Não é comum, mas eventualmente, quando o ácido úrico está muito alto, a pessoa pode ter febres recorrentes, acompanhada de calafrios.

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Artrite, principalmente nos dedos dos pés, calcanhares, tornozelos e joelhos

QUEM TEM MAIS CHANCES DE TER ÁCIDO ÚRICO ALTO?

Qualquer um pode ter hiperuricemia, mas é mais comum em homens do que mulheres e seu risco aumenta com a idade. Contudo, há vários fatores de risco estão associados ao ácido úrico alto:

  • pessoas que fazem uso de álcool em demasia
  • alguns medicamentos, particularmente aqueles com doenças cardíacas
  • exposição ao chumbo e pesticidas
  • pessoas com problemas renais e com pressão alta
  • níveis elevados de glicose no sangue
  • hipotireoidismo
  • obesidade
  • atletas com níveis extremos de atividade física
  • e, por fim, pessoas que ingere alimentos ricos em purina

COMO REDUZIR O ÁCIDO ÚRICO ALTO?

1. DIMINUIR ALIMENTOS RICOS EM PURINAS

É possível limitar a fonte de ácido úrico na dieta. Como já citado acima, alimentos ricos em purinas incluem alguns tipos de carne, frutos do mar e legumes. Todos esses alimentos liberam ácido úrico quando são digeridos. Então, a dica é evite ou reduza a ingestão de alimentos como:

  • carnes de boi, porco, peru, vitela, carneiro
  • peixes, vieiras e mariscos
  • couve-flor, ervilhas verdes, feijões
  • e, por fim, cogumelos

2. EVITE ALIMENTOS AÇUCARADOS

Enquanto o ácido úrico é geralmente ligado a alimentos ricos em proteínas, um publicação da American Society Of Diabetes [1] mostra que o açúcar também pode ser uma causa potencial. Assim, açúcares adicionados aos alimentos como açúcar refinado, xarope de milho rico em frutose, entre outros, podem levar ao ácido úrico alto.

Então, a dica é que se verifique os rótulos dos alimentos quanto a açúcares adicionados. Ao mesmo tempo, ingerir mais alimentos integrais e menos alimentos embalados refinados .

3. EVITE BEBIDAS AÇUCARADAS

Um estudo publicado na BMC [2] garante que refrigerantes e até sucos de frutas frescas são concentrados de frutose. A frutose do suco, decerto, é absorvida mais rapidamente do que a dos alimentos. Isso aumenta os níveis de açúcar no sangue e também leva ao ácido úrico alto.

4. BEBA MAIS ÁGUA

Beber bastante líquido ajuda os rins a eliminar mais rapidamente o ácido úrico. Mantenha uma garrafa de água com você em todos os momentos. Defina um alarme a cada hora para lembrá-lo de tomar alguns goles.

5. EVITE BEBIDAS ALCOÓLICAS

Além de deixar o corpo mais desidratado, o álcool também pode desencadear altos níveis de ácido úrico . Isso acontece porque os rins devem primeiro filtrar os produtos que ocorrem no sangue devido ao álcool, em vez de ácido úrico e outros resíduos. Alguns tipos de bebidas alcoólicas, como a cerveja, também são ricos em purinas.

6. PERDER PESO

De acordo com uma publicação médica do Journal Of Biological Chemistry [3], juntamente com sua dieta, quilos extras podem elevar os níveis de ácido úrico .

Isso porque, as células de gordura produzem mais ácido úrico do que as células musculares. Além disso, carregar quilos extras torna mais difícil para os rins filtrarem o ácido úrico.

Então, quem está com sobrepeso, é melhor evitar dietas da moda e dietas radicais, pois perder peso rapidamente também altera os níveis de ácido úrico.

7. EQUILIBRAR OS NÍVEIS DE INSULINA

Sempre verificar a glicose do sangue é importante mesmo se você não tiver diabetes. Afinal, adultos com diabetes tipo 2 podem ter muita insulina na corrente sanguínea. Este hormônio, a saber, é necessário para mover o açúcar do sangue para as células. No entanto, muita insulina leva ao ácido úrico alto, bem como ganho de peso.

8. COMA MAIS FIBRAS

Comer mais fibras ajudará o corpo a se livrar do ácido úrico. Ao mesmo tempo, a fibra pode ajudar a equilibrar seus níveis de açúcar no sangue e insulina. Basta inserir entre 5 e 10 gramas de fibra solúvel por dia com alimentos como:

  • frutas frescas, congeladas ou secas
  • vegetais frescos ou congelados
  • aveia, nozes, cevada

9. ABUSE DA VITAMINA C

Um publicação médica da Arthrits Care & Research [4] mostram que a vitamina C pode ajudar seu corpo a se livrar do ácido úrico. Ao mesmo tempo, pode ajudar a reduzir a inflamação. Então, colocar alimentos ricos em vitamina C à dieta diária e/ou fazer suplementação é um ótima ideia para baixar o ácido úrico alto.

10. REDUZA O ESTRESSE

Que tal relaxar mais? Estresse, maus hábitos de sono e pouco exercício podem aumentar a inflamação. A inflamação pode desencadear um alto nível de ácido úrico no sangue.

A dica é praticar técnicas conscientes, como exercícios de respiração e ioga, para ajudar a lidar com seus níveis de estresse.

Ao mesmo tempo, médicos garantem que a “prática da boa higiene do sono” pode também ser eficiente:

  • evitar usar celular, tablet ou computador por duas antes de dormir
  • ter hora para dormir e acordar todos os dias
  • evitar cafeína depois da hora do almoço
  • ARTIGOS MÉDICOS-CIENTÍFICOS: AMERICAN SOCIETY OF DIABETES [1] BMC [2] JOURNAL OF BIOLOGICAL CHEMISTRY [3] ARTHRITS CARE & RESEARCH [4]
  • Atenção: O material neste site é fornecido apenas para fins educacionais, e não deve ser usado para conselhos médicos, diagnósticos ou tratamentos.
  • Fonte: Diário de Biologia

Gota: como prevenir, diagnosticar e tratar

A gota ou artrite gotosa é uma doença que causa inflamação nas articulações, resultando em dores, inchaço e vermelhidão. A gota é uma doença reumática que se caracteriza pela acumulação de ácido úrico, sobretudo nas articulações. Uma das áreas mais afetadas do corpo é o dedão do pé, que dói muito ao caminhar.

O ácido úrico é uma substância produzida naturalmente pelo organismo que, ao atingir níveis elevados (hiperuricemia), resultam na formação de pequenos cristais de urato de sódio, semelhantes a pequenas agulhas.

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Os cristais se acumulam em vários partes, particularmente nas articulações, mas também nos rins, sob a pele ou em qualquer outra parte do corpo. A gota acomete principalmente indivíduos adultos do sexo masculino,  com maior incidência na faixa entre 40 e 50 anos.

O melhor é prevenir a gota

Fatores como o sobrepeso, o sedentarismo, o uso de bebidas alcoólicas, principalmente vinho tinto e cerveja, e uma alimentação com abundância de alimentos ricos em purina podem levar ao surgimento desta doença ou outro problema de saúde resultante da hiperuricemia.

Uma vez que representa um terço da produção de ácido úrico pelo organismo, a gota pode ser evitada com uma alimentação equilibrada, nutritiva, que vise o controle de peso, da hipertensão arterial e de possíveis patologias da síndrome metabólica.

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Diagnóstico e tratamento

O quadro clássico de gota é caracterizado pela dor nas articulações, que normalmente se inicia na madrugada e se intensifica ao longo do dia. Ainda que qualquer articulação possa ser afetada, membros inferiores, especialmente o dedão do pé, são os primeiros lugares onde a doença se manifesta.

A dor é comumente acompanhada de inchaço e vermelhidão, mas também pode haver formação de cálculos, produzindo cólicas renais e depósitos de cristais de ácido úrico debaixo da pele, formando protuberâncias localizadas nos dedos, cotovelos, joelhos, pés e orelhas.

O diagnóstico da gota é feito sobretudo após um história clínica bem feita associada aos exames que mostram níveis elevados de ácido úrico no sangue. Outros exames podem ser solicitados como radiografias e dosagem de ácido úrico na urina.

O uso de medicamentos para tratar a gota

Como não há cura definitiva para a gota, o tratamento busca diminuir a dor e a inflamação durante as crises agudas, além de corrigir a hiperuricemia no organismo do paciente, a fim de se prevenir episódios futuros e evitar lesões nas articulações.

O médico pode prescrever anti-inflamatórios para tratar a inflamação ou uma combinação com outros medicamentos. Tais medicações devem ser usadas sempre sob prescrição médica e com cautela em pacientes com insuficiência renal, hipertensão, ulceração péptica ou mesmo gastrite.

Quando a presença de tofos prejudica a função articular a retirada cirúrgica também pode ser indicada. É importante frisar que a gota não é uma doença incapacitante e quando tratada adequadamente não interfere na qualidade de vida.

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Recomendações para os portadores de gota (Sociedade Brasileira de Reumatologia)

  • Evitar o consumo de frutos do mar, sardinha, miúdos (rim e fígado), excesso de carne vermelha e pele de aves quando os níveis de ácido úrico estiverem altos porque você pode desencadear uma crise. Sob tratamento, esses alimentos podem ser ingeridos sem exagero
  • O consumo de bebidas alcoólicas também pode ser feito sem exageros quando os níveis de ácido úrico estiverem controlados
  • Evitar uma dieta hipercalórica, pois leva à obesidade que é um fator de risco para os portadores de gota além do excesso de peso sobrecarregar as articulações inflamadas
  • Aumentar a ingesta hídrica
  • Procure o tratamento e acompanhamento médico adequado caso haja doenças associadas como hipertensão arterial, diabetes, etc.

Dor constante nas costas pode ser ácido úrico elevado

O ácido úrico é uma substância formada pelo organismo depois da digestão das proteínas, que formam uma substância chamada purina, que depois dão origem aos cristais de ácido úrico, que se acumulam nas articulações causando intensa dor. 

Normalmente o ácido úrico não causa nenhum problema de saúde sendo eliminado pelos rins, porém, quando existe algum problema renal, quando a pessoa ingere muitas proteínas ou quando seu corpo produz ácido úrico em excesso, este se acumula nas articulações, tendões e rins, dando origem a Artrite Gotosa, também conhecida popularmente como Gota, que é o tipo de artrite muito dolorida. 

O ​excesso de ácido úrico tem cura, pois os seus desiquilíbrios podem ser controlados através de uma alimentação equilibrada, aumentando a ingestão de água e fazendo uma alimentação com poucas calorias e com pouca proteína. Além disso, o sedentarismo também deve ser combatido, com a prática regular de exercício físico moderado. Em alguns casos, quando existem sintomas muito intensos, o médico pode orientar o uso de remédios específicos. 

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A análise do ácido úrico pode ser feita através do exame do sangue ou de urina, sendo que os valores de referência são:

Sangue Urina
Homem 3,4 – 7,0 mg/dL 0,75 g/dia
Mulher 2,4 – 6,0 mg/dL 0,24 g/dia

O exame de ácido úrico, normalmente, é pedido pelo médico para ajudar no diagnóstico, especialmente quando o paciente apresenta dor nas articulações ou quando existem suspeitas de doenças mais graves, como lesão renal ou leucemia.

O mais comum é que os valores do paciente estejam acima dos valores de referência mas também existe o ácido úrico baixo que está relacionado com doenças congênitas, como a Doença de Wilson, por exemplo. 

Sintomas de ácido úrico alto

Os principais sintomas de ácido úrico alto, que afeta principalmente os homens, são:

  • Dor e inchaço em uma articulação, especialmente o dedão do pé, tornozelo, joelho ou dedos;
  • Dificuldade em movimentar a articulação afetada;
  • Vermelhidão no local da articulação, que pode até ficar mais quente que o habitual;
  • Deformação da articulação, devido ao acúmulo excessivo de cristais.

Também é comum o aparecimento constante de pedras nos rins, que causam dor intensa no fundo das costas e dificuldade para urinar, por exemplo. Confira mais detalhes dos sintomas do ácido úrico elevado.

O que causa ácido úrico elevado 

O consumo exagerado de alimentos ricos em proteína, como carnes vermelhas, frutos do mar e peixes aumenta as chances do ácido úrico elevado, assim como o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, tanto pelo aumento da produção de urato quanto pela redução da sua eliminação, e ainda o consumo de alimentos ricos em gordura saturada que aumenta o risco de resistência à insulina e a obesidade, que diminuem a eliminação de urato pelos rins. 

Como tratar o ácido úrico alto

O tratamento para ácido úrico alto deve ser orientado pelo clinico geral ou reumatologista, mas, geralmente, inclui o uso de remédios para baixar o ácido úrico como Alopurinol, Probenecida ou Sulfinpirazona, e o uso de anti-inflamatórios, como Indometacina ou Ibuprofeno, para aliviar as dores nas articulações. Mudanças no estilo de vida, especialmente na alimentação, prática de exercício e ingestão de água, também são de extrema importância.

Durante o tratamento, também é muito importante fazer uma dieta para ácido úrico, evitando o consumo de alimentos ricos em purina, como as carnes vermelhas, peixes e frutos do mar, assim como dar preferência a alimentos naturais ao invés dos industrializados. Assista o vídeo e saiba o que pode comer para controlar o ácido úrico no sangue:

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O que não se deve comer

Idealmente o melhor tipo de alimentação para pessoas com excesso de ácido úrico é aquela que inclui apenas o uso de alimentos orgânicos, contendo pouca quantidade de produtos industrializados.

No entanto, dentro dos alimentos orgânicos também se devem evitar aqueles que são mais ricos em purinas, como:

  • Carne vermelha em excesso;
  • Marisco, mexilhão, cavala, sardinha, arenque e outros peixes;
  • Fruta muito madura ou muito doce, como manga, figo, caqui ou abacaxi;
  • Carne de ganso ou frango em excesso;
  • Bebidas alcoólicas em excesso, principalmente a cerveja. 

Adicionalmente, carboidratos mais refinados como pão, bolos ou biscoitos também devem ser evitados. Veja uma lista mais completa do que deve evitar para aliviar os sintomas.

GOTA E DORES NOS PÉS – CAUSAS E TRATAMENTO

O Que É Ácido Úrico E Como Tratar?

O nome soa estranho e muita gente desconhece que se trata de uma doença reumática que pode impedir as pessoas até de andarem. A gota é uma forma comum de artrite (inflamação das articulações) que surge de forma episódica com níveis elevados de ácido úrico no sangue. O que se precisa entender é que as crises de artrite gotosa são decorrentes de ataques súbitos e severos de dor, inchaço e vermelhidão em uma das articulações do corpo, mais comum em um dos pés.

Quando você não trata adequadamente, a gota pode, a longo prazo, causar graves deformidades,  devido à deposição crônica de ácido úrico nas articulações e na pele. Outra complicação possível é a insuficiência renal por acúmulo de cristais de ácido úrico nos rins.

O grupo de maior risco está entre homens adultos, na faixa etária entre 40 e 50 anos, com sobrepeso ou obesidade, não praticam nenhum tipo de atividade física regular e são usuários frequentes de bebidas alcoólicas. As mulheres que desenvolvem a doença, na maioria das vezes, já estão na menopausa, ou seja, acima dos 60 anos.

POR QUE O ÁCIDO ÚRICO CAUSA GOTA?

O ácido úrico não é um termo comum no cotidiano da população. A substância é formada pelo organismo, depois da digestão de proteínas que formam a chamada purina, responsável pela origem dos cristais de ácido úrico, que se acumulam nas articulações e causam intensa dor.

Normalmente, o ácido úrico não provoca nenhum problema de saúde, sendo eliminado pelos rins, porém, quando existe alguma dificuldade renal, quando a pessoa ingere muitas proteínas ou quando seu corpo produz ácido úrico em excesso, pode acumular nas articulações, tendões e rins, causando a gota.

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SINTOMAS DA GOTA

Você deve ter atenção para identificar a manifestação clínica da gota, pois é a artrite, ou seja, inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, vermelhidão, inchaço e calor local. A gota é classicamente uma monoartrite, ou seja, uma artrite que atinge apenas uma articulação em cada crise.

O cuidado com os pés é importante pois são as articulações mais acometidas, principalmente o primeiro dedo do pé (dedão do pé) e joelhos. A artrite da gota é tão dolorosa, que algumas pessoas não conseguem nem cobrir os pés, pois só o contato do cobertor com a área inflamada já causa uma fortíssima dor.

O ataque de gota dura alguns dias e depois desaparece espontaneamente. O intervalo entre a primeira e a segunda crise pode levar até dois anos. Se não for tratada, as crises começam a ficar mais frequentes e intensas, acometendo mais de uma articulação por vez.

COMO É O DIAGNÓSTICO DE GOTA?

A gota é um problema que atinge menos de 1% da população, mas, ainda assim, não deve ser ignorado. Apesar de não ter cura, tem tratamento, prevenindo o desgaste da cartilagem no local e, assim, problemas de artrose. O diagnóstico é dado com análise de exame clínico e de sangue, de resultados de raio-X e de dosagem de ácido úrico na urina.

FATORES DE RISCO PARA GOTA

ALIMENTAÇÃO

Quem sofre com o problema deve adotar alguns cuidados específicos com a alimentação. O primeiro deles é evitar alimentos que aumentem a concentração de ácido úrico no organismo. Por isso, é preciso evitar alimentos embutidos, bebidas alcoólicas, frutos do mar e alguns peixes com maior concentração de gordura.

Por outro lado, alguns alimentos ajudam a combater o problema, devido a seus poderes nutricionais: cenoura, laranja, limão, cebola, alho e sementes de abóbora.

TRATAMENTO E PREVENÇÃO

O tratamento da gota se divide em duas fases: tratamento das crises e a profilaxia das crises. A gota não tem cura, mas pode ser muito bem controlada.

Gota: da prevenção ao tratamento

Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês Em geral, o inchaço e a dor atingem primeiro o dedão do pé  Foto: Gustavo Arrais/SAÚDE é Vital

Inchaço e dores intensas nas juntas, sobretudo no dedão do pé, são os principais sinais da gota, doença inflamatória causada por uma sobrecarga de ácido úrico no sangue – condição que os médicos chamam de hiperuricemia. Quando o excesso de produção dessa substância não é eliminado pelos rins, ela acaba se acumulando nas articulações. Nesses pontos, o depósito dá origem a cristais de urato, despertando os surtos dolorosos da doença, um tipo de artrite.

O DNA está por trás da encrenca. Algumas pessoas produzem ácido úrico aos montes ou não conseguem eliminá-lo adequadamente pelos rins – daí porque ele aparece em alta concentração no sangue, contribuindo para o surgimento da gota.

De onde vem tal ácido úrico?

Ele surge no organismo a partir da decomposição de uma substância chamada purina. Esta, por sua vez, tem duas fontes. A primeira, interna, deve-se a um processo natural de renovação das células.

Quando uma delas morre, seu DNA se desintegra, dando origem a moléculas de purina. Esse mecanismo responde por 80% do ácido úrico no corpo.

Os outros 20% vêm dos alimentos ricos na substância, entre eles carnes vermelhas, anchovas, aspargos, cogumelos e pães doces.

Hábitos que levam à obesidade e à síndrome metabólica – quadro marcado por problemas como hipertensão, colesterol alto e diabetes – elevam o risco de ter gota. O abuso de medicamentos como diuréticos e ácido acetilsalicílico são outros fatores desencadeadores do sofrimento.

Onde a dor pega

A gota, em geral, afeta uma articulação por vez, começando preferencialmente pelo dedão do pé e se expandindo para as juntas do joelho, tornozelo e atingindo até mão, punho e cotovelo.

A frequência e a duração dos episódios variam de pessoa para pessoa. Algumas podem ter uma crise súbita que desaparece para nunca mais voltar.

Mas, na maioria das vezes, o problema tem início com surtos de curta duração – uma semana, em média – e que demoram a reaparecer.

Se a gota não for tratada, as dores e o inchaço vão ficando cada vez mais corriqueiros, com impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes.

Sinais e sintomas

– Dor nas articulações, sobretudo no dedão do pé
– Inchaço
– Vermelhidão na pele
– Rigidez nas articulações

– Elevação de temperatura

Fatores de risco

– Homens são mais propensos a ter gota do que mulheres
– O distúrbio aparece, em geral, entre os 40 e os 50 anos de idade

– Excesso de carne, peixes e frutos do mar na dieta aumentam o risco da doença

– Ingestão exagerada de álcool (sobretudo cerveja, que tem alta concentração de purina)
– Alto consumo de refrigerante
– Abuso de medicamentos como diuréticos e ácido acetilsalicílico
– Obesidade
– Colesterol alto

– Predisposição genética

A prevenção

Como cerca de 20% do ácido úrico no corpo vem da alimentação, quem tem predisposição à gota deve pegar leve na ingestão de itens que aumentam a formação da substância, como carnes, peixes e frutos do mar, embutidos, feijão e grão-de-bico.

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O álcool também deve ser evitado, porque reduz a eliminação do ácido úrico pelos rins. A cerveja é uma das bebidas que mais exigem moderação nesse caso: além de álcool, ela tem cevada, cereal repleto de purina, a molécula cuja decomposição estimula a produção do ácido.

A melhor sugestão é optar por um menu equilibrado, farto em vegetais e não tão carregado desses itens perigosos. Refrigerantes e sucos industrializados integram a lista dos malfeitores.

A atividade física também é bem-vinda, porque ajuda na manutenção do peso e na prevenção das desordens que intensificam o risco de aparecimento das dores nas juntas – durante as crises, claro, é preciso suspender a malhação.

O diagnóstico

Em primeiro lugar, é bom esclarecer: nem todo mundo com alto nível de ácido úrico no sangue vai necessariamente ter gota. A carga genética que atua na capacidade de eliminação do excesso pela urina determina o aparecimento (ou não) da doença. Além disso, os problemas nas articulações podem ser consequência de outros distúrbios, como reumatismo e artrose.

Na consulta, o reumatologista vai levantar a história clínica do paciente, informando-se de eventuais casos de gota na família – este, sim, um fator de risco relevante. Um exame de sangue apontará se as taxas de ácidos úrico estão altas.

A questão é que, algumas vezes, mesmo durante as crises, os índices estão dentro da faixa normal. Então o médico pode solicitar que seja colhido o líquido da articulação alterada.

O material será analisado para detectar a presença de cristais, achado que contribui para fechar o diagnóstico.

O tratamento

Não há cura para a gota, mas a doença pode ser controlada. Repouso e uso de bolsas de gelo no local afetado são providências bem-vindas para atenuar as dores, normalmente bastante intensas. Também como forma de reduzir o martírio, o médico receita anti-inflamatório e analgésico.

Para direcionar o tratamento com foco na prevenção de novas crises, o reumatologista investigará se a doença é causada pela hiperprodução de ácido úrico, forma mais rara do distúrbio. Nesse caso, ele vai prescrever remédios para baixar a síntese da substância pelo organismo.

Se o acúmulo de ácido úrico se deve a falhas na sua eliminação pela urina, causa mais frequente da gota, a receita indicará um medicamento capaz de estimular esse processo.

Em ambos os casos, os comprimidos devem ser tomados diariamente, e surtos graves e frequentes exigem que o tratamento se estenda pela vida toda – sempre com acompanhamento do especialista para ajustar a dosagem e contornar efeitos colaterais dos medicamentos.

Aos remédios se juntam as recomendações sobre dieta, com ênfase na moderação de alimentos repletos de purina. Pacientes acima do peso serão orientados ainda a adotar hábitos capazes de eliminar os quilos extras, apostando em cardápios mais leves e aderindo a um programa de exercícios físicos adequado ao seu perfil.

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Ácido Úrico Alto – Causa, sintomas e riscos

O ácido úrico (AU) é uma substância produzida pelo fígado após a metabolização das purinas, um conjunto de compostos orgânicos, que inclui, entre outros, a xantina e a hipoxantina, que estão presentes em diversos tipos de alimentos, principalmente nos de origem animal. Cerca de 40% das purinas são obtidas pela dieta e os 60% restantes são produzidas pelo nosso próprio organismo.

O ácido úrico é uma substância com baixa capacidade de solubilização. Em geral, os níveis de AU no sangue precisam estar abaixo de 6,8 mg/dl para que ele fique totalmente diluído. Quanto mais acima desse limite o ácido úrico sanguíneo estiver, maior é o risco dele formar cristais de urato* e precipitar nas articulações, provocando o que chamamos de artrite gotosa ou, simplesmente, gota.

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Portanto, uma dieta rica em purina é capaz de aumentar significativamente a quantidade de ácido úrico produzido pelo fígado, motivo pelo qual a dieta é uma das principais armas contra a gota.

* o urato de sódio é um tipo de sal produzido quando o ácido úrico solidifica-se.

Hiperuricemia

Hiperuricemia significa níveis elevados de ácido úrico no sangue. Quanto mais altos forem os níveis de ácido úrico, maior é o risco do paciente vir a desenvolver crises de gota.

Todos os pacientes com gota apresentam hiperuricemia, mas nem todos os pacientes com hiperuricemia desenvolvem gota. Muitos pacientes conseguem manter níveis elevados de ácido úrico por vários anos, mas nunca desenvolvem crises de gota.

Portanto, a dúvida que surge é: ter ácido úrico alto sem desenvolver sintomas traz algum risco à saúde do paciente?

Neste artigo vamos tratar exclusivamente da hiperuricemia. Se você procura informações sobre a doença gota, acesse o seguinte artigo: GOTA – Causas, Sintomas e Tratamento.

Informações em vídeo

Antes de seguirmos em frente, assista a esse curto vídeo que explica o que é e como surge a doença gota.

Ácido úrico do ponto de vista evolutivo

A gota é uma doença que no reino animal ocorre quase que exclusivamente nos seres humanos. Isso ocorre porque nos grandes primatas, principalmente nos humanos, gorilas e chimpanzés, o ácido úrico é o produto final da metabolização das purinas. Já nos outros mamíferos, o AU é transformado pelo fígado em alantoína, uma substância bem mais solúvel e de mais fácil excreção.

A transformação do AU em alantoína é feita através de uma enzima chamada uricase. Há cerca de 13 milhões de anos, o gene que produz a uricase sofreu uma mutação, e a linhagem dos primatas que deu origem aos chimpanzés, gorilas e humanos perdeu a capacidade de metabolizar o ácido úrico. A gota é, portanto, uma herança evolutiva dos primeiros hominídeos.

Como nós humanos costumamos ter uma dieta rica em purinas, somos a única espécie que acaba desenvolvendo níveis de ácido úrico sanguíneos acima da sua capacidade de diluição.

A concentração de AU no sangue é o resultado do balanço entre a produção pelo fígado e a capacidade dos rins, e em menor parte dos intestinos, de excretar o ácido úrico em excesso. A maioria dos pacientes com hiperuricemia, portanto, apresenta uma dieta rica em purinas e/ou uma redução da sua capacidade renal de excretar o ácido úrico.

Estima-se que cerca de 25% dos homens possuem níveis de AU acima de 6,8 mg/dl, valor a partir do qual dizemos que o paciente tem hiperuricemia. Nas mulheres, o risco de hiperuricemia é mais baixo, pois o estrogênio aumenta a capacidade renal de excreção do AU. No sexo feminino o limite da normalidade é de 6,0 mg/dl.

A imensa maioria dos paciente com doenças relacionadas ao ácido úrico são homens. Somente após a menopausa é que a hiperuricemia costuma ser um problema para as mulheres.

Como o ácido úrico deposita-se nos tecidos

Como já explicado, o ácido úrico apresenta maior risco de formar cristais de urato quando a sua concentração sanguínea encontra-se acima de 7,0 mg/dl. Porém, esse não é o único fator que interfere na sua capacidade de diluição.

O AU é mais solúvel em temperaturas elevadas e menos solúvel em temperaturas baixas. Ao contrário do sangue, que possui uma temperatura média de 37ºC, as articulações são sensivelmente mais frias, apresentando uma temperatura média de 32ºC. É por isso que o ácido úrico tem uma tendência a formar cristais e a precipitar ao redor das articulações.

Gota tofácea nos dedos da mão

A deposição de urato nas articulações provoca uma intensa reação inflamatória, levando ao quadro conhecido como artrite gotosa, que é uma forma de artrite extremamente dolorosa.

Se os níveis de ácido úrico permanecerem elevados por muito tempo, ele pode começar a se depositar em locais mais quentes, como a pele e os rins. Repare na foto acima, a presença de cristais de urato (pontos brancos) visíveis sob a pele dos dedos do paciente.

Para ver mais imagens da artrite gotosa e da gota tofácea, acesse o seguinte link: IMAGENS DA DOENÇA GOTA.

Riscos da Hiperuricemia

Nem todo mundo que tem o ácido úrico elevado acaba por desenvolver gota. Não é raro encontrarmos pacientes totalmente assintomáticos com níveis de AU ao redor de 9,0 ou 10 mg/dl. Isso não significa, porém, que o risco não seja elevado.

Os pacientes que apresentam ácido úrico alto apresentam maior chance de desenvolver três tipos de doença:

  • Gota.
  • Cálculos renais.
  • Nefropatia por urato.

Risco de gota em pacientes com ácido úrico elevado

O risco de desenvolver gota vai se tornando cada vez maior conforme os níveis sanguíneos de AU vão se elevando acima de 7,0 mg/dl.

Após 15 anos de hiperuricemia com valores entre 7,1 e 8,9 mg/dl, cerca de 10% dos pacientes acabam por desenvolver episódios de artrite gotosa. O risco de gota começa a se tornar muito alto a partir do valor de 9,0 mg/dl. Estudos mostram que após apenas 5 anos de ácido úrico maior que 9,0 mg/dl, cerca de 1/4 dos pacientes desenvolve crises de gota.

Algumas características clínicas dos pacientes aumentam a chance da sua hiperuricemia evoluir para gota. São elas:

Risco de gota tofácea nos pacientes com ácido úrico elevado

Após cerca de 20 anos de gota e hiperuricemia mal tratada, o paciente começa a desenvolver tofos nas suas articulações e pele. As lesões são provocadas por inflamação e deposição crônica de cristais de urato nestes sítios.

O tofos podem ser múltiplos, grandes e frequentemente provocam deformidades, principalmente nas mãos, cotovelos ou pés.

Risco de cálculo renal em pacientes com ácido úrico elevado

A hiperuricemia crônica também pode estar relacionada ao surgimento de cálculos renais compostos por ácido úrico.

Ao contrário da gota, que está intimamente ligada aos níveis sanguíneos de AU, a formação de pedras nos rins depende mais do pH da urina e da quantidade de ácido úrico excretado pelos rins.

Os pacientes sob maior risco são aqueles com pH da urina persistentemente abaixo de 5.5 e uma excreção urinária de ácido úrico maior que 1100 mg por dia (o valor normal é menos que 800 mg/dia). Um valor assim tão elevado de ácido úrico na urina só costuma ocorrer nos pacientes com hiperuricemia acima de 9,0 mg/dl.

Para saber mais sobre outras formas de cálculos renais, leia: CÁLCULO RENAL – Causas, Sintomas e Tratamento.

Risco de nefropatia por urato em pacientes com ácido úrico elevado

Uma outra forma de doença renal provocada pela hiperuricemia é a deposição de ácido úrico nos rins, o que provoca inflamação renal e risco de insuficiência renal crônica.

Felizmente, esse tipo de lesão só ocorre nos pacientes com valores muito elevados de ácido úrico, geralmente maiores que 13 mg/dl nos homens ou 10 mg/dl nas mulheres.

Outras possíveis doenças relacionadas com o ácido úrico elevado

Alguns estudos mostram uma clara relação entre os níveis de AU e uma maior incidência de doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes.

O problema é que não se conseguiu até o momento estabelecer uma relação causal entre esses dois fatores.

Por exemplo, sabemos que pacientes hipertensos costumam ter valores de AU elevados, mas isso não significa que a hiperuricemia seja a causa da hipertensão.

Corroborando com esse pensamento está o fato da redução dos valores do ácido úrico com medicamentos não alterar em nada a hipertensão do paciente.

Quando o ácido úrico deve ser tratado

A hiperuricemia deve ser tratada sempre que o paciente tiver alguma doença relacionada com a deposição de cristais de urato (nefropatia por urato, nefrolitíase ou gota).

Não há indicação para tratar os pacientes com hiperuricemia assintomática, a não ser nas seguintes situações:

  • Valores sanguíneos de ácido úrico persistentemente acima de 13 mg/dl nos homens ou 10 mg/dl nas mulheres.
  • Pacientes com hiperuricemia acima de 8 mg/dl e com excreção urinária de ácido úrico maior que 1100 mg por dia.

Em ambas situações, o medicamento indicado é o alopurinol (leia: ALOPURINOL – Para Que Serve, Doses e Efeitos Colaterais).

Dieta para baixar o ácido úrico

Todo paciente com níveis de AU que maiores que 7,0 mg/dl nos homens ou 6,0 mg/dl nas mulheres devem ser estimulados a evitar alimentos ricos em purinas.

Alguns exemplos de alimentos a serem evitados são:

  • Carnes: bacon, porco, vitela, cabrito, carneiro, miúdos (fígado, coração, rim, língua).
  • Peixes e frutos do mar: salmão, sardinha, truta, bacalhau, ovas de peixe, caviar, marisco, ostra, camarão.
  • Aves: peru e ganso.
  • Bebidas alcoólicas.

Além de evitar alimentos ricos em purinas, o paciente também deve tentar perder peso (se estiver com IMC acima de 25) e beber pelo menos 1,5 a 2 litros de água por dia.

Referências

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