O Que É A Tuberculose E Como Se Transmite?

O contágio da tuberculose acontece pelo ar, quando a pessoa infectada lança os bacilos de Koch no ambiente, através da tosse, espirro ou fala, ficando suspenso no ar e podendo ser inalado por outras pessoas, podendo resultar na doença.

O bacilo de Koch pode permanecer no ar durante muitas horas, especialmente se for um ambiente apertado e pouco ventilado, como um quarto fechado. Assim, as principais pessoas que podem se contaminar são aquelas que convivem no mesmo ambiente que a pessoa com tuberculose, como compartilhar o mesmo quarto, viver na mesma casa ou dividir o mesmo ambiente de trabalho, por exemplo.

Apenas a tuberculose pulmonar é transmissível, isso porque é necessário que as partículas contendo a bactéria fiquem suspensas no ar. Dessa forma, os outros tipos de tuberculose extrapulmonar, como a tuberculose miliar, óssea, intestinal ou ganglionar não são transmitidas de uma pessoa para outra. Conheça mais sobre a tuberculose.

O Que É A Tuberculose E Como Se Transmite?

O que não transmite tuberculose

  • Embora a tuberculose pulmonar seja uma infecção facilmente transmissível, não é transmissível através de apertos de mão, compartilhamento de comidas e bebidas ou uso de roupa da pessoa com tuberculose.
  • Além disso, a tuberculose também não é transmissível por meio de beijos, isso porque é necessária a presença de secreções pulmonares para transportar o bacilo de Koch, o que não acontece no beijo.
  • É importante lembrar que a pessoa diagnosticada com tuberculose pulmonar deixa de transmitir a doença após 15 dias do início do tratamento com os antibióticos recomendados pelo médico, mas isto só acontece se o tratamento for seguido rigorosamente.

Como evitar a doença

A forma mais importante e eficaz de prevenir a infecção por tuberculose é através da vacina BCG, realizada ainda no primeiro mês de vida. Apesar desta vacina não impedir a contaminação pelo bacilo de Koch, é capaz de impedir as formas graves da doença, como a tuberculose miliar ou meníngea, por exemplo. Confira quando tomar e como funciona a vacina BCG contra tuberculose.

Além disso, é recomendado evitar conviver no mesmo ambiente que pessoas com a tuberculose pulmonar, especialmente se ainda não tiver iniciado o tratamento. Caso não seja possível evitar, especialmente as pessoas que trabalham em centros de saúde ou cuidadores, é necessário o uso de equipamentos de proteção individual, como a máscara do ripo N95.

  1. Além disso, para aquelas pessoas que conviveram com infectados pela tuberculose, o médico poderá indicar um tratamento de prevenção, com o antibiótico Isoniazida, caso seja identificado um alto risco de desenvolver a doença.
  2. Saiba tudo sobre a tuberculose, principais sintomas e tratamento no vídeo a seguir:

Conheça mais sobre tuberculose, sintomas e formas de tratamento

A tuberculose é uma doença infecto contagiosa, muito antiga, também conhecida como ‘tísica pulmonar’. Os pulmões são os órgãos mais afetados, mas a tuberculose pode acometer os rins, a pele, os ossos, os gânglios.

O contágio ocorre pelo ar, através da tosse, espirro e fala da pessoa que está doente que lança os bacilos no ambiente. Quem convive próximo ao doente, aspira esses bacilos e pode também adoecer.

Sabe-se que o bacilo pode permanecer no ambiente por um período de até oito horas, ainda mais quando o domicílio não é ventilado e arejado.

Além do tratamento oferecido pelo Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria, a ENSP conta com o Observatório Tuberculose Brasil.

Integrante da rede FIO-TB, o observatório é composto de diversas unidades da Fiocruz, com a proposta de articular as ações de pesquisa e serviço da Fundação na área.

Busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuir para o controle da tuberculose, com o monitoramento das políticas públicas de saúde e promoção do controle social.

A Escola conta ainda com o Centro de Referência Professor Hélio Fraga (CRPHF). Criado em 1984 pela Campanha Nacional Contra a Tuberculose (CNCT), o CRPHF é a instituição nacional de referência do SUS para tuberculose e outras pneumopatias, destacando-se como órgão de apoio às ações nacionais em saúde pública.  

Dados da tuberculose no Brasil

Segundo o Ministério da Saúde, em 2013, o país registrou 71.123 novos casos de tuberculose, queda de 20,3% desde 2003. O Brasil ocupa, atualmente, o 16º lugar num ranking de 22 nações consideradas 'de alta carga' (onde há grande circulação da doença), mas o 111º lugar em comparação a todos os países do mundo.

No país, a tuberculose representa a 4ª causa de morte por doenças infecciosas e a primeira causa de morte por doença identificada entre pessoas com HIV.

São mais vulneráveis à doença as populações indígenas – 3 vezes mais -, presidiários – 28 vezes -, moradores de rua – 44 vezes mais, devido à dificuldade de acesso aos serviços de saúde e às condições específicas de vida –, além das pessoas vivendo com o HIV e Aids.

Dos nove milhões de casos de tuberculose estimados no mundo, 3 milhões não são detectados, as pessoas não sabem da doença.

Para capacitar   médicos e enfermeiros que atuam na rede básica do país, a UNA-SUS oferece o curso Tuberculose – Ações para o controle da Tuberculose na Atenção Básica.

O objetivo é fazer com que os profissionais aprendam a diagnosticar casos da doença, além de manejar corretamente e promover atividades de detecção, controle e busca de contatos.

A capacitação dos profissionais possibilitará uma redução ainda maior da incidência e da mortalidade pela doença. Para mais informações, acesse: http://www.unasus.gov.br/CursoTB.

A médica do CSEGSF/ENSP Celina Boga dá mais detalhes sobre a doença. Confira.

Quais os principais sintomas da doença?

Celina Boga: O principal sintoma é a tosse. A pessoa pode tossir meses, sem, contudo pensar na Tuberculose.

Outros sintomas incluem falta de apetite, emagrecimento, suor noturno acompanhado de febre baixa que é mais comum no final da tarde. Pode existir catarro esverdeado, amarelado ou com sangue.

Nem sempre todos esses sintomas aparecem juntos. Devemos valorizar a tosse, principalmente quando ela dura mais de três semanas.

Como é feito o diagnóstico da tuberculose?

Celina Boga: O diagnóstico é feito pela história de adoecimento da pessoa e também pelo exame clínico. Deverá ser confirmado por exames específicos, como no caso da baciloscopia e a cultura do escarro e também pelo RX de tórax. Pode ser que sejam necessários outros exames, como a biópsia, dependendo do órgão afetado.

Há grupos de pessoas mais propensos a contrair a doença?

Celina Boga: Existem sim grupos mais vulneráveis.

As pessoas portadoras do HIV, em função da diminuição da defesa do organismo, assim como os diabéticos, os fumantes, as pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas e aquelas privadas de liberdade.

Os primeiros, de uma forma ou outra, têm defesas orgânicas reduzidas e os últimos permanecem em condições nas quais a exposição ao bacilo é diariamente renovada.

É possível prevenir a tuberculose?

Celina Boga: A prevenção é feita através da vacina BCG, recomendada para aplicação no primeiro mês de vida da criança. A vacina diminui as chances de desenvolver formas graves da doença, como a meningite tuberculosa, mas não é eficaz contra a tuberculose pulmonar.

Outra forma é através da prevenção secundária com isoniazida. A proteção é recomendada para as pessoas que convivem com a pessoa doente, seja na casa ou no trabalho. Essa proteção só é recomendada após a avaliação do teste PPD e do RX de tórax de todos os contatos próximos.

Objetivamente a forma mais eficaz é a descoberta das pessoas doentes e o início rápido do tratamento.

Qual o tratamento para pessoas com tuberculose?

Celina Boga: O tratamento é feito com quatro drogas que estão todas no mesmo comprimido – rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. Nos primeiros dois meses – fase intensiva do tratamento -, a pessoa usa essas quatro drogas.

Na fase de manutenção que dura quatro meses a pessoa usará apenas duas drogas – a rifampicina e a isoniazida. Quando esse tratamento de seis meses é bem feito a maioria das pessoas ficam curadas da infecção. É importante que se divulgue que o tratamento pode e deve ser realizado nas unidades de saúde do bairro.

Alguns casos mais complexos e graves exigirão internação hospitalar.

Quais os principais riscos na interrupção do tratamento?

Celina Boga: Além do risco do agravamento da doença existe o risco de desenvolver uma bactéria resistente às drogas utilizadas no tratamento. O bacilo pode ficar resistente a um ou vários medicamentos. O tratamento nessa situação é mais longo e pode durar de 1 a 2 anos, além de exigir o uso de várias drogas associadas.

Que ações vêm sendo viabilizadas pelo Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria (CSEGSF/ENSP) para combater a doença na região de Manguinhos?

Celina Boga: – A situação da tuberculose em Manguinhos é preocupante e não difere muito de outros bairros pobres da Cidade do Rio de Janeiro. Temos observado, ano a ano, o progressivo aumento no número de casos notificados da doença.

A maior capacidade de diagnóstico tem sido favorecida pelo trabalho das Equipes da Saúde da Família que, desde 2011, dão cobertura a 100% das famílias moradoras do bairro, facilitando o acesso aos serviços de saúde da região.

Mas temos consciência que existem casos que ainda não foram identificados e não iniciaram tratamento adequado. Sabemos ainda que nem todas as pessoas que estão doentes fazem seu tratamento no CSEGSF ou na CFVV.

Procuram tratamento em outras unidades de saúde temendo o preconceito de vizinhos, amigos e até de familiares.

Este é um aspecto da maior importância a ser trabalhado junto às comunidades. Desmistificar a doença, reconhecer que ela incide com mais força onde existe pobreza, grandes aglomerações humanas em habitações insalubres onde convivem crianças, adultos, idosos. Onde a situação social e econômica é desfavorável, a tuberculose estará presente.

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Do mesmo modo que o CSEGSF procura capacitar seus profissionais para o atendimento e acompanhamento qualificado de cada caso, também tem procurado agir de forma a garantir todos os recursos para o diagnóstico seguro da doença.

Temos discutido muito sobre como enfrentar o abandono do tratamento, que é um grande problema em Manguinhos e as dificuldades para a avaliação dos contatos domiciliares de cada caso.

Apostamos que é necessário envolver a comunidade nessa discussão e identificar uma rede humana solidária que contribua para o enfrentamento do problema.

Divulgar e esclarecer sobre a doença, identificar situações críticas e promover ações de apoio aos que estão mais vulneráveis e mais distantes dos serviços de saúde, requerer o cumprimento das diferentes políticas públicas – educação, trabalho, renda, direitos humanos e sociais – que, se efetivamente aplicadas, podem favorecer o desenvolvimento e o fortalecimento da comunidade de Manguinhos.

Quem é Celina Boga:

Celina Boga possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, residência médica em Medicina Geral e Comunitária pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, especialização e mestrado profissional em Saúde Pública, na sub-área de Avaliação de Programas de Controle de Processos Endêmicos com ênfase em DST/HIV/AIDS, ambos pela Fundação Oswaldo Cruz. Atualmente é Médica do Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria/ENSP/Fiocruz e médica pediatra da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro.

Fonte: ENSP, por Annalu Pinto da Silva,  jornalista do Teias – Escola Manguinhos

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Tuberculose | Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis

O que é tuberculose?

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas. A doença é causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch.

A forma extrapulmonar, que acomete outros órgãos que não o pulmão, ocorre mais frequentemente em pessoas que vivem com HIV, especialmente aquelas com comprometimento imunológico.

No Brasil, a doença é um sério problema de saúde pública, com profundas raízes sociais. A epidemia do HIV e a presença de bacilos resistentes tornam o cenário ainda mais complexo. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose.

IMPORTANTE: cerca de 10 milhões de pessoas adoecem por tuberculose no mundo, e a doença leva mais de um milhão de pessoas a óbito anualmente. A forma pulmonar, além de ser mais frequente, é também a mais relevante para a saúde pública, principalmente a forma positiva à baciloscopia, pois é a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença.

  • Como a tuberculose é transmitida?
  • A tuberculose é uma doença de transmissão aérea e se instala a partir da inalação de aerossóis oriundos das vias aéreas, durante a fala, espirro ou tosse das pessoas com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea), que lançam no ar partículas em forma de aerossóis contendo bacilos.
  • Calcula-se que, durante um ano, em uma comunidade, um indivíduo que tenha baciloscopia positiva pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas.
  • Bacilos que se depositam em roupas, lençóis, copos e outros objetos dificilmente se dispersam em aerossóis e, por isso, não têm papel importante na transmissão da doença.
  • IMPORTANTE: a tuberculose NÃO se transmite por objetos compartilhados, como talheres, copos, entre outros.
  • Com o início do tratamento, a transmissão tende a diminuir gradativamente e, em geral, após 15 dias de tratamento, ela se encontra muito reduzida.
  • No entanto, o ideal é que as medidas de controle sejam implantadas até que haja a negativação da baciloscopia, tais como cobrir a boca com o braço ou lenço ao tossir e manter o ambiente bem ventilado, com bastante luz natural.

O bacilo é sensível à luz solar e a circulação de ar possibilita a dispersão das partículas infectantes. Por isso, ambientes ventilados e com luz natural direta diminuem o risco de transmissão.

Quais são os sintomas da tuberculose?

O principal sintoma da tuberculose pulmonar é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, recomenda-se que todo sintomático respiratório, que é a pessoa com tosse por três semanas ou mais, seja investigado para tuberculose. Há outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como:

  • Febre vespertina
  • Sudorese noturna
  • Emagrecimento
  • Cansaço/fadiga

IMPORTANTE: caso a pessoa apresente sintomas de tuberculose, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para avaliação e realização de exames. Se o resultado for positivo para tuberculose, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo até o final.

Tuberculose

A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões, embora possa acometer outros órgãos e/ou sistemas. A doença é causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch.

Cerca de 10 milhões de pessoas adoecem por tuberculose no mundo, e a doença leva mais de um milhão de pessoas a óbito anualmente. A forma pulmonar, além de ser mais frequente, é também a mais relevante para a saúde pública, principalmente a forma positiva à baciloscopia, pois é a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença.

 

Quais são as manifestações clínicas?

A forma pulmonar, além de ser mais frequente, é também a mais relevante para a saúde pública, principalmente a positiva à baciloscopia, pois é a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão da doença.

A forma extrapulmonar, que acomete outros órgãos que não o pulmão, ocorre mais frequentemente em pessoas que vivem com o HIV, especialmente entre aquelas com comprometimento imunológico.

 

Quais são os sintomas?

O principal sintoma da tuberculose pulmonar é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, recomenda-se que todo sintomático respiratório, que é a pessoa com tosse por três semanas ou mais, seja investigado para tuberculose. Há outros sinais e sintomas que podem estar presentes, como:

  • Febre vespertina
  • Sudorese noturna
  • Emagrecimento
  • Cansaço/fadiga

Caso a pessoa apresente sintomas de tuberculose, é fundamental procurar a unidade de saúde mais próxima da residência para avaliação e realização de exames. Se o resultado for positivo para tuberculose, deve-se iniciar o tratamento o mais rápido possível e segui-lo até o final.

 

Como é feito o diagnóstico?

Para o diagnóstico da tuberculose são utilizados os seguintes exames:

Bacteriológicos

  • Baciloscopia
  • Teste rápido molecular para tuberculose
  • Cultura para micobactéria

Por imagem (exame complementar)

A radiografia de tórax deve ser realizada em todas as pessoas com suspeita clínica de tuberculose pulmonar. Juntamente com as radiografias de tórax, sempre devem ser realizados exames laboratoriais (baciloscopias e/ou teste rápido molecular e cultura) na tentativa de buscar o diagnóstico bacteriológico.

O diagnóstico clínico pode ser considerado, na impossibilidade de se comprovar a tuberculose por meio de exames laboratoriais. Nesses casos, deve ser associado aos sinais e sintomas o resultado de outros exames complementares, como de imagem e histológicos.

 

Como é transmitida?

  • A tuberculose é uma doença de transmissão aérea e se instala a partir da inalação de aerossóis oriundos das vias aéreas, durante a fala, espirro ou tosse das pessoas com tuberculose ativa (pulmonar ou laríngea), que lançam no ar partículas em forma de aerossóis contendo bacilos.
  • Calcula-se que, durante um ano, em uma comunidade, um indivíduo que tenha baciloscopia positiva pode infectar, em média, de 10 a 15 pessoas.
  • Bacilos que se depositam em roupas, lençóis, copos e outros objetos dificilmente se dispersam em aerossóis e, por isso, não têm papel importante na transmissão da doença.

A tuberculose NÃO se transmite por objetos compartilhados, como talheres, copos, entre outros.

Com o início do tratamento, a transmissão tende a diminuir gradativamente e, em geral, após 15 dias de tratamento, ela se encontra muito reduzida.

No entanto, o ideal é que as medidas de controle sejam implantadas até que haja a negativação da baciloscopia, tais como cobrir a boca com o braço ou lenço ao tossir e manter o ambiente bem ventilado, com bastante luz natural.

O bacilo é sensível à luz solar e a circulação de ar possibilita a dispersão das partículas infectantes. Por isso, ambientes ventilados e com luz natural direta diminuem o risco de transmissão.

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Como é feito o tratamento?

  1. O tratamento da tuberculose dura no mínimo seis meses, é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), devendo ser realizado, preferencialmente, em regime de Tratamento Diretamente Observado (TDO).

  2. São utilizados quatro fármacos para o tratamento dos casos de tuberculose que utilizam o esquema básico: rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol.
  3. O TDO é indicado como principal ação de apoio e monitoramento do tratamento das pessoas com tuberculose e pressupõe uma atuação comprometida e humanizada dos profissionais de saúde.

  4. Além da construção do vínculo entre o profissional de saúde e a pessoa com tuberculose, o TDO inclui a ingestão dos medicamentos pelo paciente realizada sob a observação de um profissional de saúde ou de outros profissionais capacitados, como profissionais da assistência social, entre outros, desde que supervisionados por profissionais de saúde.

O TDO deve ser realizado, idealmente, em todos os dias úteis da semana. O local e o horário para a realização do TDO devem ser acordados com a pessoa e com o serviço de saúde.

A pessoa com tuberculose necessita ser orientada, de forma clara, quanto às características da doença e do tratamento a que será submetida.

O profissional de saúde deve informá-la sobre a duração e o esquema do tratamento, bem como sobre a utilização dos medicamentos, incluindo os benefícios do seu uso regular, as possíveis consequências do seu uso irregular e os eventos adversos associados.

Todas as pessoas com tuberculose devem fazer o tratamento até o final.

Logo nas primeiras semanas do tratamento, o paciente se sente melhor e, por isso, precisa ser orientado pelo profissional de saúde a realizar o tratamento até o final, independentemente da melhora dos sintomas. É importante lembrar que o tratamento irregular pode complicar a doença e resultar no desenvolvimento de tuberculose drogarresistente.

 

Como prevenir?

Vacinação com BCG

A vacina BCG (bacilo Calmette-Guérin), ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS), protege a criança das formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a tuberculose meníngea. A vacina está disponível nas salas de vacinação das unidades básicas de saúde e maternidades.

  • Essa vacina deve ser dada às crianças ao nascer, ou, no máximo, até os quatro anos, 11 meses e 29 dias.
  • Tratamento da Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis
  • O tratamento da Infecção Latente da Tuberculose (ILTB) é uma importante estratégia de prevenção para evitar o desenvolvimento da tuberculose ativa, especialmente nos contatos domiciliares, nas crianças e nos indivíduos com condições especiais, como imunossupressão pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), comorbidades associadas ou uso de alguns medicamentos.
  • Para isso, é importante que a equipe de saúde realize a avaliação dos contatos de pessoas com tuberculose e ofereça o exame para diagnóstico da ILTB aos demais grupos populacionais, mediante critérios para indicação do tratamento preventivo.
  • Controle de infecção
  • O emprego de medidas de controle de infecção também faz parte das ações de prevenção da doença, tais como: manter ambientes bem ventilados e com entrada de luz solar; proteger a boca com o antebraço ou com um lenço ao tossir e espirrar (higiene da tosse); e evitar aglomerações.

 

Populações vulneráveis

Além dos fatores relacionados ao sistema imunológico de cada pessoa e à exposição ao bacilo, o adoecimento por tuberculose, muitas vezes, está ligado às condições precárias de vida.

Assim, alguns grupos populacionais podem apresentar situações de maior vulnerabilidade.

O quadro abaixo traz algumas dessas populações e os seus respectivos riscos de adoecimento em comparação com a população em geral.

  1. Fonte: SES/MS/SINAN, IBGE
    *Fonte: TBWEB, SP, 2015 e Pessoa em Situação de Rua: Censo São Paulo, capital (FIPE, 2015).
  2. Para o diagnóstico da tuberculose entre as populações mais vulneráveis, é recomendado que toda pessoa que apresente tosse e/ou radiografia de tórax sugestiva para tuberculose seja avaliada pela equipe de saúde e realize coleta de escarro para baciloscopia ou Teste Rápido Molecular para Tuberculose, cultura e teste de sensibilidade.
  3. A tuberculose deve ser investigada utilizando pontos de corte específicos para cada população, conforme quadro abaixo:

 

Tuberculose e HIV

A tuberculose em pessoas que vivem com HIV é uma das condições de maior impacto na mortalidade por HIV e por tuberculose no país. Essas pessoas têm maior risco de desenvolver a tuberculose, e muitas vezes, só têm o diagnóstico da infecção pelo HIV durante a investigação/confirmação da tuberculose.

Devido ao risco aumentado de adoecimento por tuberculose, em toda visita da pessoa que vive com HIV aos serviços de saúde, deve ser questionada a presença de tosse e de febre, sudorese noturna ou ema­grecimento, os quais associados ou não à tosse, também podem indicar tuberculose.

O diagnóstico precoce de infecção pelo HIV em pessoas com tuberculose e o início oportuno do tratamento antirretroviral reduzem a mortalidade. Portanto, o teste para diagnóstico do HIV (rápido ou sorológico) deve ser ofertado a toda pessoa com diagnóstico de tuberculose.

Caso o resultado da testagem para HIV seja positivo, a pessoa deve ser encaminhada para os serviços que atendem pessoas vivendo com HIV, e que sejam mais próximos de sua residência para dar continuidade ao tratamento da tuberculose e iniciar o tratamento da infecção pelo HIV.

Para as pessoas que vivem com HIV deve-se investigar e tratar a infecção latente pelo Mycobcterium tuberculosis e diagnosticar e tratar precocemente a tuberculose ativa.

 

Tuberculose e População Indígena

A população indígena no Brasil é composta por pessoas autodeclaradas indígenas, segundo o quesito raça/cor, definido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  No Censo Demográfico 2010, foram contabilizadas 817.

963 pessoas que se autodeclararam indígenas, o equivalente a 0,4% da população brasileira, dos quais 502.783 residiam em área rural e 315.180 em área urbana. Segundo o Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena (SIASI), são 760.

084 indígenas que vivem em territórios indígenas (SIASI, 2018).

Nas áreas urbanas, os indígenas contam com ações de atenção à saúde executadas pelos municípios por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Já, para a população considerada aldeada, o acesso aos serviços de saúde é de responsabilidade da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), que possui equipes de saúde específicas para o cuidado da população indígena rural.

 

Tuberculose e População em Situação de Rua

Para esta população são essenciais estratégias de abordagem e de acolhimento para a identificação precoce das pessoas com sintomas respiratórios, a garantia do diagnóstico e o acompanhamento até fim do tratamento. Para que as ações tenham êxito é importante a articulação envolvendo diversos setores da saúde, assistência social e sociedade civil.

 

Tuberculose e População Privada de Liberdade

Celas mal ventiladas, iluminação solar reduzida e dificuldade de acesso aos serviços de saúde, são alguns fatores que contribuem para o coeficiente elevado de tuberculose no sistema prisional.

A circulação em massa de pessoas (profissionais de saúde e da justiça, familiares), as transferências de uma prisão para outra e as altas taxas de reencarceramento, colocam também em situação de risco as comunidades externas às prisões.

A população privada de liberdade representa aproximadamente 0,3% da população brasileira, e contribui com 11,1% dos casos novos de tuberculose notificados no país: 7.659 casos novos em 2019. Também é particularmente elevada a frequência de formas resistentes relacionadas ao tratamento irregular e à detecção tardia nesse grupo populacional.

Estratégias para o controle da doença devem ser adotadas entre a saúde e a justiça, com a finalidade de detectar e tratar precocemente todos os casos de tuberculose, seja entre os ingressos do sistema prisional e/ou entre a população já encarcerada.

 

Determinantes Sociais

  • A tuberculose é um dos agravos fortemente influenciados pela determinação social, apresentando uma relação direta com a pobreza e a exclusão social.
  • Assim, torna-se importante a interlocução com as demais políticas públicas, sobretudo a assistência social, num esforço de construir estratégias intersetoriais como forma de viabilizar proteção social às pessoas com tuberculose.
  • No âmbito federal, como resultado da articulação intersetorial entre a Saúde e a Assistência Social, há a Instrução Operacional Conjunta nº 1, de 26 de setembro de 2019, que estabelece orientações acerca da atuação do Sistema único de Assistência Social (SUAS) em articulação com o Sistema Único de Saúde (SUS) no enfrentamento da tuberculose.
  • Instrução Operacional Conjunta SNAS/MC e SVS/MS, nº 01 de 26 setembro de 2019

Os serviços de saúde, ao identificarem pessoas com tuberculose em situação de vulnerabilidade, devem orientá-las a buscar os serviços da assistência social, especialmente o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), para avaliação das condicionalidades e posterior cadastramento para o acesso aos benefícios disponíveis. Os programas sociais podem melhorar as condições de vida do indivíduo e contribuir para a adesão ao tratamento da tuberculose.

Iniciativas locais (municipais ou estaduais) são importantes, como a oferta de benefícios sociais ou incentivos como o auxílio alimentação, transporte, entre outras, dado que fortalece a adesão ao tratamento da tuberculose, propiciando um melhor desfecho.

FONTE: SESA E MINISTÉRIO DA SAÚDE

Tuberculose | CUF

É causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como Bacilo de Koch. Esta infeção transmite-se de pessoa para pessoa por via aérea e, por isso, apenas são contagiosas as pessoas com tuberculose pulmonar ou laríngea. Cada vez que um destes doentes tosse, espirra ou fala liberta pequenas gotículas que transportam o bacilo de Koch.

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Continua a ser um dos maiores problemas mundiais de saúde pública. Ainda hoje morrem mais pessoas por tuberculose do que por qualquer outra doença infeciosa curável. Por estes motivos a Organização Mundial de Saúde declarou esta enfermidade como emergência médica.

Estima-se que surjam nove milhões de novos casos por ano e que, destes, 1,8 milhões acaba por morrer. Estes números são particularmente chocantes se considerarmos que estamos perante uma doença curável, cujo tratamento é acessível e barato.

Na Europa existem cerca de 500 mil tuberculosos, adoecem diariamente cerca de mil pessoas e morrem, por ano, cerca de 40 mil.

Em Portugal, foram declarados em 2012 2.480 casos de tuberculose, o que representa uma redução de 6,1% em relação a 2011. O sucesso do tratamento na tuberculose pulmonar tem vindo a descer, atingindo valores inferiores a 85% desde 2010.

Embora possa afetar qualquer pessoa, atinge sobretudo os mais vulneráveis, idosos e crianças, marginalizados e reclusos. Apesar da existência de tratamento, é frequente surgirem resistências que estão a aumentar na região Europeia. Como tal, tem vindo a verificar-se uma redução gradual no sucesso terapêutico. 

Atualmente, já é possível diagnosticar a tuberculose e testar a resistência a alguns medicamentos em pouco mais de uma hora e meia, mas esses testes não estão ainda disponíveis em todos os países.

Na grande maioria dos casos manifesta-se no pulmão, uma vez que o contacto inicial do bacilo com o organismo é feito por via inalatória. No entanto podem ser atingidos outros órgãos, como os gânglios, meninges, pericárdio, ossos, rins, pele ou intestinos. Estas formas de tuberculose não são, em regra, contagiantes.

Esta doença tem habitualmente uma apresentação clínica discreta, evoluindo sem que o paciente se aperceba ao longo de dias, semanas ou mesmo meses. As queixas mais comuns são cansaço, falta de apetite, emagrecimento, suores noturnos e febres baixas (37,5ºC) ao final do dia.

Podem existir outras manifestações em função dos órgãos envolvidos. No caso da tuberculose pulmonar, a mais comum, é a tosse, seca ou com expetoração, podendo conter sangue.

Os sintomas são mais graves, mais difíceis de diagnosticar e de tratar nos doentes com menores defesas imunitárias.

A inalação de ar com bacilos que vão alcançar e depositar-se nos pulmões. A partir desse momento, ou as defesas do organismo conseguem eliminá-los e não ocorre doença ou as bactérias ultrapassam essas barreiras e a infeção instala-se.

  Há ainda situações em que o bacilo não é eliminado, mas é mantido inativo durante anos ou, mesmo, a vida toda.

Estes indivíduos estão saudáveis e não são contagiosos, mas têm uma probabilidade de 10% de vir a ficar doentes em algum momento da sua vida, sendo esse risco maior nos dois anos a seguir à infeção (tuberculose latente). 

As gotículas com o bacilo são invisíveis a olho nu e podem ficar em suspensão no ar durante várias horas, particularmente se o indivíduo estiver num local não ventilado. A probabilidade de se ser infetado depende do número de gotículas infeciosas no ar, do tempo e local de exposição e da suscetibilidade da pessoa exposta a esse ambiente.

Sendo a tuberculose uma doença de transmissão inalatória, há que evitar contactos respiratórios próximos não protegidos com pessoas que têm tuberculose em fase contagiosa, sobretudo se não estiverem a tomar medicação.

Se tal não for possível, deve-se tentar que os locais de contacto sejam arejados e expostos à luz solar, pois o bacilo é muito sensível aos raios ultravioleta. Em locais não ventilados é obrigatório utilizar máscara.

Habitualmente, se o doente tomar a medicação conforme a prescrição do médico, ao fim dos primeiros 15 dias começa a reduzir o risco de contágio.

Existem dois tipos de testes de triagem para a tuberculose: o teste cutâneo de tuberculina de Mantoux e o exame de sangue. No primeiro caso, é injetada sob a pele do antebraço uma pequena quantidade de uma substância chamada tuberculina .

Após dois a três dias, é feita uma avaliação e, se houver uma reação cutânea com vermelhidão e uma pápula que se mede, considera-se que a pessoa teve contacto com o bacilo da tuberculose. Testes adicionais de sangue são necessários para deter.minar se o indivíduo tem uma tuberculose latente ou se tem a doença em curso.

Para determinar se uma infeção está ativa ou se os pulmões estão infetados fazem-se exames de expetoração e de líquido pulmonar, RX e tomografia computadorizada torácica

Com medicamentos administrados por via oral (comprimidos, cápsulas ou xarope).

A duração mínima da terapêutica é de seis meses, variando em função do órgão envolvido, evolução ou gravidade da doença, podendo ser superior a um ano.

O tratamento correto permite a cura em mais de 95% dos casos. É fundamental o cumprimento rigoroso da medicação, de modo a evitar-se o desenvolvimento de resistências.

A maioria das situações é tratada em regime de ambulatório, sem necessidade de internamento. Este justifica-se em casos de doença mais grave ou para doentes sem condições sociais/psicológicas para evitar o contágio ou manter o cumprimento da medicação prescrita.

É importante o rastreio dos contactos próximos dos doentes com tuberculose (principalmente pulmonar ou das vias aéreas superiores). Além de possibilitar a deteção de novos casos, permite também diagnosticar os casos latentes e tratá-los.

A vacina BCG (bacilo de Calmette-Guérin) tem utilidade na prevenção das formas graves e disseminadas na criança, apesar de não evitar o contágio ou mesmo o desenvolvimento de doença. Todos os recém-nascidos devem ser vacinados. A revacinação ao longo da vida não aumenta o grau de proteção não sendo, por isso, aconselhada.

Administração Regional de Saúde do Norte, I.P.

  • Centers for Disease Control and Prevention, maio 2013
  • European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC), 2013
  • Fundação Portuguesa do Pulmão

Tuberculose

A tuberculose é definida como uma doença bacteriana, ou seja, causada por uma bactéria, a Mycobacterium tuberculosis, também chamada de bacilo de Koch.

Ela afeta tradicionalmente o pulmão, mas pode atingir outros órgãos do corpo humano, a depender de sua gravidade. Até mesmo os ossos podem ser atingidos pela tuberculose.

Muitas pessoas podem servir como incubadoras do bacilo de Koch, ainda que nunca apresentem os sintomas causados pela tuberculose.

De acordo com o Ministério da Saúde, por ano, 70 mil brasileiros são diagnosticados com tuberculose.

Quais são os sintomas de tuberculose?

  • Alguns sintomas da tuberculose incluem:
  • – Tosse forte e frequente por mais de duas semanas;
    – Expelimento de catarro;
    – Catarro com a presença de sangue;
    – Febre;
    – Dor no peito;
    – Falta de ar;
    – Cansaço;
    – Perda de apetite e
  • – Rouquidão.

Quais são os tipos de tuberculose?

  1. Existem diferentes tipos de tuberculose, sendo que muitos estão relacionados diretamente à área do corpo afetada pela tuberculose.

  2. Os tipos de tuberculose são:
  3. – Tuberculose miliar: quando a tuberculose não é contida e sofre um agravamento, o paciente tuberculoso passa a apresentar pequenas lesões na pele, podendo afetar também as meninges e o fígado, além de outros órgãos do corpo humano
  4. – Tuberculose ganglionar: a tuberculose ganglionar acontece quando a mesma bactéria que causa a tuberculose acaba afetando o sistema linfático, atingindo os gânglios localizados em lugares como pescoço, nuca, axilas, virilha e abdômen. Alguns dos sintomas da tuberculose ganglionar incluem, por exemplo, anemia, aumento dos gânglios e cansaço extremo
  5. – Tuberculose pulmonar: tuberculose pulmonar é outro nome dado à doença que conhecemos tradicionalmente como tuberculose.

Como se pega tuberculose?

De modo geral, a tuberculose é transmitida pelo ar, sendo que as gotículas de saliva expelidas pelo paciente infectado durante a tosse ou o espirro são os principais vetores da doença.

É importante deixar os ambientes sempre arejados, permitindo que a troca constante de ar evite o acúmulo de bactérias e vírus que podem causar de gripes e resfriados comuns até tuberculose.

Como é o tratamento da tuberculose?

  • O tratamento da tuberculose é feito, de forma geral, com o uso de três medicamentos diferentes que devem ser tomados conforme indicação médica por um período de até 3 meses após o diagnóstico da doença.
  • Mesmo que os sintomas sumam e que o paciente apresente uma melhora considerável, é preciso continuar o uso dos medicamentos de acordo com a recomendação médica, como forma de evitar o fortalecimento da bactéria e a geração de resistência bacteriana aos medicamentos disponíveis atualmente no mercado.
  • Vale lembrar que cabe ao médico definir quais serão os medicamentos usados pelo paciente e por quanto tempo ele fará o tratamento da tuberculose.

Como prevenir a tuberculose?

A prevenção à tuberculose pode ser feita por meio da vacina BCG, aplicada em crianças e bebês, geralmente no braço direito. É a BCG que deixa uma marquinha quase na altura do ombro, que acaba servindo como um comprovante de imunização contra a tuberculose.

Evitar aglomerações e manter sempre os ambientes bem arejados também são formas de prevenir a tuberculose.

Por ano, a Rede D’Or São Luiz realiza mais de 3,4 milhões de atendimentos médicos de urgência em pacientes que buscam tratamento com excelência.

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