O Que É A Dopamina E Como Ela Funciona?

Entenda como a dopamina é importante para o seu vestibular!

Certamente você já ouviu falar muito sobre a dopamina, um neurotransmissor que pertence à família das catecolaminas e é relativamente famoso devido às funções associadas à sensação de prazer e bem-estar.

Esse fato se deve à ativação que a dopamina realiza no sistema límbico, conhecido como o circuito de recompensa do sistema nervoso. Ele controla o comportamento emocional e está diretamente ligado à manifestação de percepções sensoriais.

Continue acompanhando este artigo e compreenda o que é para que serve dopamina e como a carência ou excesso dos níveis no organismo podem resultar em diferentes efeitos relacionados ao humor, à emoção e até mesmo ao desenvolvimento de doenças. Boa leitura!

O que é dopamina?

Como já mencionamos, a dopamina é um neurotransmissor. Ou seja, uma biomolécula que é liberada na sinapse, que, por sua vez, é a região localizada entre os neurônios, onde acontece a transmissão de impulsos nervosos.

Os neurônios dopaminérgicos são os responsáveis por produzir e soltar a dopamina na fenda sináptica, e isso acontece por meio da liberação de vesículas secretoras que abrigam o neurotransmissor e se ligam a receptores pós-sinápticos.

Lembra que falamos sobre o sistema de recompensa? Pois, então, de maneira geral, o organismo consegue avaliar determinadas ações como favoráveis e benéficas ao metabolismo.

Dessa forma, a dopamina é liberada causando sensações subjetivas de prazer, e isso pode resultar na repetição de determinados comportamentos. Estes podem se basear em necessidades vitais do organismo, como sentir fome e sede ou comportamentos sociais.

Dopamina: para que serve

O Que É A Dopamina E Como Ela Funciona?

  • Dentre as funções da dopamina, estão: regulação do humor e estresse, controle de funções motoras, estimulação da memória e comportamentos relativos a raciocínio, concentração, funções mentais, apetite e sono.
  • É importante ressaltar que os níveis de dopamina são extremamente sensíveis, portanto, pequenas alterações, como a carência ou o excesso do neurotransmissor, podem causar efeitos complexos em processos comportamentais e de aprendizagem.
  • – link: https://pixabay.com/en/brain-electrical-knowledge-migraine-1845962/

Dopamina: indicação

  1. A dopamina tem um mecanismo de ação interessante e, uma vez que pertence à família das catecolaminas, assim como a noradrenalina e adrenalina, ela tem a capacidade de estimular receptores adrenérgicos.

  2. Dessa maneira, funções como a contração e o relaxamento de músculos vasculares, além do aumento do fluxo cardíaco e da pressão arterial, podem ser estimuladas pelo neurotransmissor.

  3. Existem, portanto, algumas indicações farmacológicas para o cloridrato de dopamina, que só pode ser administrado em ambiente hospitalar e depende do quadro clínico de cada paciente.

    Veja:

  • situações de choque circulatório;
  • tratamento de choque séptico, cardiogênico ou anafilático;
  • infarto agudo do miocárdio (IAM);
  • traumas;
  • sepse;
  • hemorragias;
  • intoxicações por abuso de substâncias químicas;
  • síndrome de baixo débito cardíaco;
  • situações de pré e pós-operatório.

Falta de dopamina

O Que É A Dopamina E Como Ela Funciona?

Como podemos perceber, é fundamental estabelecer o equilíbrio da biomolécula, uma vez que ela regula funções vitais do corpo humano, importantes tanto para o bem-estar físico quanto o emocional. Nesse contexto, determinadas doenças podem se desenvolver devido a mudanças dos níveis de dopamina.

Esses desajustes ocorrem em consequência de inúmeros fatores, entre eles a ação de outros neurotransmissores, a diminuição da produção pelo organismo, as alterações nos receptores da fenda sináptica, o desenvolvimento de doenças ou o abuso de substâncias químicas.

Assim, a falta de dopamina pode causar doenças como Depressão, Esquizofrenia e Mal de Parkinson, além de outros sintomas que afetam a qualidade de vida. Listamos, a seguir, os principais sintomas da diminuição de dopamina no organismo:

  • câimbras musculares;
  • espasmos;
  • tremores;
  • dores de cabeça e no corpo;
  • rigidez muscular;
  • perda de equilíbrio;
  • constipação;
  • dificuldade em mastigar ou engolir;
  • problemas para dormir ou distúrbios do sono;
  • indisposição;
  • falta de concentração;
  • comprometimento de locomoção e movimento;
  • sensação de fatiga, desmotivação ou tristeza;
  • mudanças de humor repentinas.

Como aumentar a dopamina

O tratamento para baixos níveis de dopamina depende primariamente da causa diagnosticada. Condições mentais como depressão ou esquizofrenia requerem medicamentos específicos e, geralmente, o médico psiquiatra prescreve antidepressivos ou estabilizadores do humor.

Se o indivíduo for diagnosticado com Parkinson, outro tratamento medicamentoso é indicado, de maneira a aumentar a concentração de dopamina no organismo e controlar os espasmos musculares e tremores.

Entretanto, existem também tratamentos não farmacológicos indicados para aumentar a dopamina. Entre eles, estão as mudanças no estilo de vida, como a alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos.

Como dissemos no início do post, o sistema límbico é capaz de avaliar as ações benéficas e saudáveis ao metabolismo. Desse modo, o circuito da recompensa estimula naturalmente sensações prazerosas.

Quando essas ações, portanto, são inseridas na rotina e praticadas com certa frequência, você começa a sentir mais disposição e bem-estar.

Além disso, outras práticas simples, como procurar apoio psicológico, dormir bem, meditar, fazer uma boa massagem ou escutar música, podem aumentar os níveis de dopamina, contribuindo para que o quadro emocional permaneça mais feliz e relaxado.

Excesso de dopamina

É fato que a dopamina é imprescindível para o bom desempenho das funções fisiológicas. Entretanto, o seu alto nível pode ser prejudicial e comprometer as ações benéficas no sistema nervoso.

O excesso de dopamina geralmente ocorre devido à alteração da quantidade de outros neurotransmissores, a fatores genéticos ou ao abuso de substâncias químicas, especialmente as drogas ilícitas.

Efeitos colaterais da dopamina

Por vezes, a presença de altos níveis de dopamina no cérebro pode desenvolver efeitos colaterais. Ou seja, quadros indesejáveis ou prejudiciais ao organismo. Confira os principais abaixo:

  • agitação;
  • ansiedade;
  • náusea;
  • hiperatividade;
  • insônia;
  • alta energia e libido;
  • estresse;
  • ações impulsivas;
  • agressividade.

Viu como compreender o que é dopamina é essencial? O mecanismo de ação desse neurotransmissor regula diversas substâncias no organismo, além de ser determinante no funcionamento do sistema de recompensa e na regulação de ações comportamentais.

Ademais, adotar práticas que promovam o bem-estar e a saúde são fundamentais para manter um equilíbrio adequado dos efeitos da dopamina e podem fazer a diferença na rotina das pessoas. Afinal, o composto tem o potencial de afetar tanto as condições fisiológicas do corpo quanto as relações interpessoais e emocionais.

Agora, que tal resolver um exercício específico sobre esse tema para aprender mais sobre o conteúdo? Você também pode assistir à videoaula especial sobre o sistema nervoso, para ampliar o seus conhecimentos, e revisar vários conteúdos de biologia navegando entre as dicas de estudo do blog do Stoodi!

Dopamina

A dopamina é um hormônio neurotransmissor produzido principalmente pelo cérebro e que atua transmitindo informações criadas pelo sistema nervoso.

Esse mensageiro do nosso corpo, quando liberado, produz principalmente a sensação de bem estar.

Dopamina: o que é e o que ela faz no nosso corpo

A dopamina é uma amina biogênica do grupo das catecolaminas, pois é produzida a partir da descarboxilação do aminoácido tirosina.

Trata-se de um composto químico, cujo nome pela IUPAC é 3,4-dihidroxi-feniletanamina e possui fórmula molecular é C8H11NO2.

O Que É A Dopamina E Como Ela Funciona?Fórmula estrutural da dopamina: anel catecol ligado a um grupo etilamina

Esse neurotransmissor age no nosso corpo sinalizando e transportando informações entre o sistema nervoso e também para diversas partes do corpo.

As principais funções da dopamina no nosso corpo são:

  • Melhora a memória, humor, cognição e a atenção
  • Estimula as sensações de bem estar e prazer
  • Controla apetite, sono, funções mentais e motoras
  • Combate ansiedade e depressão
  • Relacionada com a capacidade de superação de desafios (motivação)

Algumas doenças estão associadas a níveis anormais (altas ou baixas taxas) de dopamina tal qual a doença degenerativa denominada de Mal de Parkinson, posto que as células nervosas que produzem a substância envelhecem.

Saiba mais sobre o sistema nervoso.

Síntese da dopamina e liberação no organismo

A dopamina é biossintetizada a partir do aminoácido tirosina. Os locais do corpo onde ocorrem a síntese da dopamina são: glândula suprarrenal e em quatro regiões do cérebro: nigroestriatal, mesolímbica, mesocortical e túberoinfundibular.

O aminoácido precursor da dopamina, a tirosina, é obtido através da alimentação e produzido em pequenas quantidades no fígado através da fenilalanina.

A produção de dopamina inicia com a conversão de tirosina (4-hidroxifenilalanina) em L-dopa (L-3,4- diidroxifenilalanina) pela ação da enzima tirosina hidroxilase fazendo com que ocorra a oxidação do composto.

L-dopa, por sua vez, tem um grupo carboxila removido para produção da dopamina, catalisada pela enzima aminoácido aromático descarboxilase. A dopamina (3,4-dihidroxi-feniletanamina) é o produto final de síntese das catecolaminas nos neurônios dopaminérgicos.

Após produzida, a dopamina é transportada do citoplasma e armazenada nas vesículas intracelulares. A liberação ocorre pela estimulação da célula nervosa e o neurotransmissor passa para o espaço sináptico por meio da exocitose.

No organismo, a dopamina é liberada durante a prática de exercícios, meditação, o ato sexual e mesmo quando estamos comendo algo apetitoso.

Saiba mais sobre os neurotransmissores.

Sistema dopaminérgico e os receptores dopaminérgicos

Segundo estudos, o sistema dopaminérgico está relacionado com o desejo de comer, pois ele atua desencadeando a sensação de prazer ao receber recompensas naturais, como os alimentos.

Existem 5 tipos de receptores dopaminérgicos. São eles: Classe D1 (D1 e D5) e Classe D2 (D2, D3 e D4). Essas classes tratam-se de proteínas receptoras acopladas à proteína G.

D1 e D5 são receptores estimulatórios, ou seja, eles possuem um efeito ativador na célula, pois vão estimular a função celular e desencadear respostas diferentes em cada tecido do corpo. Já D2, D3 e D4 atuam como inibitórios, pois atuam diminuindo níveis celulares.

Veja esses exemplos de atuação: enquanto D1 pode atuar na estimulação do apetite, fazendo com que a pessoa coma mais, D2 pode inibir a vontade de consumir alimento, pois indica que a pessoa já está saciada.

Os receptores dopaminérgicos distribuem-se de maneiras distintas no cérebro. Exemplos de regiões em que são observadas a presença dos receptores são: estriado (D1), lactótrofos da adeno-hipófise (D2), sistema límbico (D3), córtex frontal (D4) e hipocampo (D5).

Veja também: neurônios

Vias dopaminérgicas: localização e atuação da dopamina

  • As quatro principais vias dopaminérgicas fazem com que a dopamina desenvolva suas diferentes funções no corpo. São elas:
  • A via mesolímbica compreende o eixo área tegmentar ventral (ATV) do mesencéfalo-sistema límbico e está relacionada com o reforço e a estimulação, ou seja, a dopamina é enviada quando o indivíduo é exposto a situações de prazer e recompensa.
  • A via mesocortical liga a área tegmental ventral (VTA) do mesencéfalo aos lobos frontais do córtex cerebral e está relacionada com a atenção, cognição e orientação.

A via nigrostriatal é a via que contém 80% da dopamina no cérebro e que estimulam os movimentos voluntários, ou seja, locomoção e movimento. O início ocorre na substância negra do cérebro e o eixo estende-se até os glânglios da base.

A via tuberoinfundibular compreende o eixo hipotálamo-hipófise e a dopamina regula a prolactina, hormônio relacionado à produção de leite e que também atua no metabolismo, satisfação sexual e sistema imunológico.

Veja também:

Neurotransmissores: dopamina, serotonina, adrenalina e noradrenalina

  1. Dopamina, serotonina, adrenalina e noradrenalina são aminas biogênicas, ou seja, compostos orgânicos cujas estruturas possuem o elemento nitrogênio e que são produzidos pelo organismo.

  2. A dopamina, adrenalina e a noradrenalina fazem parte das catecolaminas, pois possuem na sua estrutura o radical catecol, sendo derivadas do aminoácido tirosina e produzidas em terminações nervosas simpáticas.

  3. Já a serotonina é uma indolamina, devido à presença do radical indol e sintetizada a partir da hidroxilação e carboxilação do aminoácido triptofano nos neurônios serotoninérgicos.

  4. A dopamina é resultado da oxidação da tirosina, convertendo-a em L-dopa e, posteriormente, ocorre a descarboxilação do composto que promove o surgimento da dopamina.

A dopamina é armazenada nas vesículas sinápticas dos neurônios dopaminérgicos. A enzima dopamina hidroxilase converte a dopamina em noradrenalina nos neurônios adrenérgicos e noradrenérgicos.

A metilação da noradrenalina faz com que na medula supra-renal e em alguns neurônios seja produzida a adrenalina.

Saiba mais sobre a adrenalina e a noradrenalina.

História da dopamina e uso medicinal

A dopamina foi sintetizada em laboratório no início do século XX, pelo cientista inglês George Barger (1878-1939). Mais tarde, em 1958, os químicos suecos Arvid Carlsson e Nils-Ake Hillarp, descobriram funções atribuídas a essa substância, sobretudo como um neurotransmissor.

  • A dopamina é utilizada como alvo terapêutico em distúrbios do sistema nervoso central, resultados da sua diminuição, como a doença de Parkinson e a esquizofrenia.
  • Muitas drogas psicoativas estão associadas a liberação de dopamina, e portanto, à dependência química (vício).
  • Saiba mais sobre as doenças degenerativas.

Dopamina – Bioquímica

Os neurônios, células do sistema nervoso, têm a função de conduzir impulsos nervosos para o corpo.

Para isso, tais células produzem os neurotransmissores, substâncias químicas responsáveis pelo envio de informações às demais células do organismo.

Nesse conjunto de substâncias está a dopamina, que atua, especialmente, no controle do movimento, memória, e sensação do prazer.

O Que É A Dopamina E Como Ela Funciona?De forma molecular C8H11NO2, a dopamina é um composto químico derivado do aminoácido tirosina e precursora natural dos neurotransmissores adrenalina e noradrenalina. Ela é produzida, principalmente, numa região do cérebro denominada substância negra; sintetizada por meio da ativação da enzima tirosina hidroxilase; armazenada em pequenas vesículas nos terminais dos neurônios e liberada por meio das sinapses químicas do cérebro.

Esse neurotransmissor desempenha importantes funções no organismo. A primeira delas é a sensação de prazer. No decorrer de circunstâncias agradáveis, a dopamina é liberada, desencadeando impulsos nervosos, que levam a uma sensação de prazer e bem estar. Alimentos saborosos, sexo, jogos e drogas são alguns exemplos de situações que estimulam a ação da dopamina.

A substância atua também na função motora do corpo humano, sendo responsável pela execução de movimentos voluntários, que são aqueles que ocorrem de acordo com a nossa vontade, como por exemplo, a atividade muscular.

Estudos recentes mostram, ainda, que o neurotransmissor está relacionado à capacidade de memorização. Segundo os cientistas, esse sentimento de satisfação e prazer gerado pela ação da dopamina é associado, no cérebro, a momentos também prazerosos, o que faz com as informações fiquem armazenadas por um período maior em nossa memória.

A concentração de dopamina no organismo está relacionada, também, ao surgimento de doenças. O Mal de Parkinson, por exemplo, tem sua origem ligada à falta de dopamina.

Isso porque, com o envelhecimento, há a morte natural de neurônios, o que reduz a produção do neurotransmissor.

Essa carência de dopamina acaba alterando os movimentos do corpo, tornando-os descoordenados, principal sintoma da doença.

O vício é outro distúrbio associado aos valores de dopamina no organismo. As drogas atuam sobre os receptores dos neurotransmissores, assim, quando o indivíduo faz uso dessas substâncias, o cérebro produz uma grande quantidade de dopamina, aumentando o estado de prazer. Daí a necessidade de consumir a droga constantemente para se ter sempre essa sensação de prazer.

Par estimular a produção e a liberação saudáveis de dopamina, recomenta-se o consumo de alimentos ricos em tirosina como derivados do leite, abacate, abóbora, amêndoa, feijão, nozes, carnes, ovos e outros; evitar o consumo de cafeína e fazer exercícios físicos regularmente.

Referências
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2012/11/estudo-afirma-que-dopamina-melhora-memoria-de-longo-prazo.html
http://www.hospitalsiriolibanes.org.br/hospital/especialidades/dor-disturbios-movimento/doencas-tratadas/doenca-parkinson/Paginas/dopamina-causas.aspx
http://galileu.globo.com/edic/128/rdossie3.htm
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/drogas/contexto1.html

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Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/bioquimica/dopamina/

Os hormônios da felicidade: como desencadear efeitos da endorfina, oxitocina, dopamina e serotonina – BBC News Brasil

O Que É A Dopamina E Como Ela Funciona?

Crédito, Getty Images

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Dançar aumenta a endorfina no corpo, que gera sensação de felicidade

Ao longo dos séculos, artistas e pensadores se dedicaram a definir e representar a felicidade. Nas últimas décadas, porém, grupos menos românticos se juntaram a essa difícil tarefa: endocrinologistas e neurocientistas.

O objetivo é estudar a felicidade como um processo biológico para encontrar o que desencadeia esse sentimento sob o ponto de vista físico.

Ou seja, eles não se importam se as pessoas são mais felizes por amor ou dinheiro, mas o que acontece no corpo quando a alegria efetivamente dispara, e como “forçar” esse sentimento.

Neste sentido, há quatro substâncias químicas naturais em nossos corpos geralmente definidas como o “quarteto da felicidade”: endorfina, serotonina, dopamina e oxitocina.

A pesquisadora Loretta Breuning, autora do livro Habits of a happy brain (“Hábitos de um cérebro feliz”, em tradução livre), explica que “quando o seu cérebro emite uma dessas químicas, você se sente bem”.

“Seria bom que surgissem o tempo todo, mas não funcionam assim”, diz a professora da Universidade Estadual da Califórnia (EUA).

“Cada substância da felicidade tem um trabalho especial para fazer e se apaga assim que o trabalho é feito.”

Conheça a seguir maneiras simples para ativar essas quatro substâncias químicas da felicidade, sem drogas ou substâncias nocivas.

As endorfinas são consideradas a morfina do corpo, uma espécie de analgésico natural.

Descoberta há 40 anos, as endorfinas são uma “breve euforia que mascara a dor física”, classifica Breuning.

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Comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar enddorfina

Por isso, comer alimentos picantes é uma das maneiras de liberar esses opiáceos naturais, o que induz uma sensação de felicidade. Mas essa não é a única maneira de obter uma “injeção” de endorfina.

De acordo com estudo publicado no ano passado por pesquisadores da Universidade de Oxford (Inglaterra), assistir a filmes tristes também eleva os níveis da substância.

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Uma das maneiras de liberar endorfina é assistir a filmes tristes

“Aqueles que tiveram maior resposta emocional também registraram maior aumento na resistência a dores e sentimento de unidade em grupo”, disse à BBC Robin Dunbar, professor de Psicologia Evolutiva e autor do estudo.

Dançar, cantar e trabalhar em equipe também são atividades que melhoram, por meio de um aumento nas endorfinas, a união social e tolerância à dor, afirma Dunbar.

Como a serotonina flui quando você se sente importante, o sentimento de solidão e até mesmo a depressão são respostas químicas à sua ausência.

“Nas últimas quatro décadas, a questão de como manipular o sistema serotoninérgico com drogas tem sido uma importante área de pesquisa em biologia psiquiátrica e esses estudos têm levado a avanços no tratamento da depressão”, escreveu em 2007 Simon Young, editor-chefe na revista Psiquiatria e Neurociência.

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Exercícios físicos ajudam a liberar serotonina

Dez anos mais tarde, a depressão se situa como a principal causa principal de invalidez em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de transtorno mental que afeta mais de 300 milhões de pessoas.

A estratégia mais simples para elevar o nível de serotonina é recordar momentos felizes, diz Alex Korb, neurocientista do site Psicologia Hoje.

Um sintoma da depressão é esquecer situações felizes. Por isso, acrescenta Korb, olhar fotos antigas ou conversar com um amigo pode ajudar a refrescar a memória.

O neurocientista descreve três outras maneiras: tomar sol, receber massagens e praticar exercícios aeróbicos, como corrida e ciclismo.

A dopamina é costuma ser descrita como responsável por sentimentos como amor e luxúria, mas também já foi tachada de ser viciante. Daí sua descrição como “mediadora do prazer”.

“Baixos níveis de dopamina fazem que pessoas e outros animais sejam menos propensos a trabalhar para um propósito”, afirmou John Salamone, professor de Psicologia na Universidade de Connecticut (EUA), em estudo sobre efeitos da dopamina no cérebro publicado em 2012 na revista Neuron.

Por isso, acrescentou o pesquisador, a dopamina “tem mais a ver com motivação e relação custo-benefício do que com o próprio prazer.”

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Dar os primeiros passos de um objetivo e depois alcançá-lo aumenta os níveis de dopamina

O certo é que essa substância química é acionada quando se dá o primeiro passo rumo a um objetivo e também quando a meta é cumprida.

Além disso, pode ser gerada por um fato da vida cotidiana (por exemplo, encontrar uma vaga livre para estacionar o carro) ou algo mais excepcional (como receber uma promoção no trabalho).

A melhor maneira de elevar a dopamina, portanto, é definir metas de curto prazo ou dividir objetivos de longo prazo em metas mais rápidas. E celebrar quando atingi-las.

Por ser relacionada com o desenvolvimento de comportamentos e vícios maternos, a oxitocina é muitas vezes apelidada de “hormônio dos vínculos emocionais” e “hormônio do abraço”.

Segundo estudo publicado em 2011 pelo ginecologista e obstetra indiano Navneet Magon, “a ligação social é essencial para a sobrevivência da espécie (humanos e alguns animais), uma vez que favorece a reprodução, proteção contra predadores e mudanças ambientais, além de promover o desenvolvimento do cérebro.”

“A exclusão do grupo produz transtornos físicos e mentais no indivíduo, e, eventualmente, leva à morte”, acrescenta.

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Um simples abraço pode elevar os níveis de oxitocina no corpo

Por isso, o obstetra considera que a oxitocina tem uma “posição de liderança” nesse “quarteto da felicidade”: “É um composto cerebral importante na construção da confiança, que é necessária para desenvolver relacionamentos emocionais.”

Abraçar é uma forma simples de se conseguir um aumento da oxitocina. Dar ou receber um presente é um outro exemplo.

Breuning, da Universidade da Califórnia, também aconselha construir relações de confiança, dando “pequenos passos” e “negociando expectativas” para que ambas as partes possam concretizar o vínculo emocional.

Como aumentar a dopamina com 11 dicas naturais

A dopamina é um neurotransmissor importante no cérebro em muitas funções, incluindo recompensa, motivação, memória, atenção e até regulação dos movimentos corporais (confira aqui estudos a respeito: 1, 2, 3).

Quando a dopamina é liberada em grandes quantidades, cria sentimentos de prazer e recompensa, o que motiva a repetição de um comportamento específico (confira aqui estudos a respeito: 4, 5).

Quando os níveis estão baixos, por outro lado, há uma redução da motivação e do entusiasmo por coisas que excitariam a maioria das pessoas (confira aqui estudo a respeito 6).

Os níveis de dopamina são normalmente bem regulados no sistema nervoso, mas existem algumas coisas que você pode fazer para aumentá-los naturalmente.

Como aumentar a dopamina

1. Coma proteína

As proteínas são constituídas por aminoácidos. Existem 23 aminoácidos diferentes, alguns dos quais o organismo pode sintetizar e que devem ser obtidos na alimentação, os aminoácidos essenciais.

  • O que são aminoácidos e para que servem

Um aminoácido chamado tirosina desempenha um papel importante na produção de dopamina, pois as enzimas do organismo transformam tirosina em dopamina. Portanto, ter níveis adequados de tirosina é importante para a produção de dopamina.

  • A tirosina também pode ser feita a partir de outro aminoácido chamado fenilalanina (confira aqui estudo a respeito: 7).
  • Tanto a tirosina como a fenilalanina são encontradas naturalmente em alimentos ricos em proteínas, como a quinoa, o arroz com feijão e a semente de abóbora (confira aqui estudo a respeito 8).
  • Estudos mostram que o aumento da quantidade de tirosina e fenilalanina na dieta pode aumentar os níveis de dopamina no cérebro, o que melhorar o desempenho cognitivo e a memória (confira aqui estudos a respeito: 7, 9, 10).
  • Por outro lado, quando a fenilalanina e a tirosina são eliminadas da dieta, os níveis de dopamina podem se esgotar (confira aqui estudo a respeito: 11).

2. Evite a gordura saturada

  1. A gordura saturada, muito presente nas carnes de origem animal, manteiga, laticínios, óleo de palma e óleo de coco, podem interromper a sinalização da dopamina no cérebro quando consumidas em grandes quantidades (confira aqui estudos a respeito: 12, 13, 14).

  2. Um estudo descobriu que ratos que consumiram 50% de suas calorias de gordura saturada reduziram a sinalização de dopamina nas áreas de recompensa de seu cérebro, em comparação com animais que receberam a mesma quantidade de calorias de gordura insaturada.

  3. Curiosamente, essas mudanças ocorreram mesmo sem diferenças de peso, gordura corporal, hormônios ou níveis de açúcar no sangue.
  4. Alguns pesquisadores acreditam que dietas ricas em gordura saturada podem aumentar a inflamação no corpo, levando a mudanças no sistema de dopamina.

  5. Vários estudos observacionais descobriram uma ligação entre a alta ingestão de gordura saturada e a falta de memória e funcionamento cognitivo em humanos, mas não se sabe se esses efeitos estão relacionados aos níveis de dopamina (confira aqui os estudos: 15, 16).

3. Consuma probióticos

Nos últimos anos, os cientistas descobriram que o intestino e o cérebro estão intimamente ligados. Na verdade, o intestino é às vezes chamado de “segundo cérebro”, pois contém um grande número de células nervosas que produzem muitas moléculas sinalizadoras de neurotransmissores, incluindo a dopamina (confira aqui estudos a respeito: 17, 18).

Certas espécies de bactérias “boas”, chamadas de probióticos, vivem no intestino e são capazes de produzir dopamina, o que pode afetar o humor e o comportamento (confira aqui estudos a respeito: 19, 20).

Vários estudos mostraram que, quando consumidos em quantidades suficientes, certas cepas de bactérias podem reduzir os sintomas de ansiedade e depressão em animais e seres humanos (confira aqui estudos a respeito: 21, 22, 23).

4. Coma feijão-da-flórida

O feijão-da-flórida, também chamado de Mucuna pruriens, contém naturalmente altos níveis de L-dopa, a molécula precursora da dopamina.

Estudos mostram que a ingestão desses grãos pode ajudar a aumentar a dopamina naturalmente, especialmente em pessoas com doença de Parkinson, um distúrbio causado por baixos níveis de dopamina.

  • Feijão: benefícios, contraindicações e como fazer

Um estudo em pessoas com doença de Parkinson descobriu que consumir 250 gramas de feijão-da-flórida aumentou significativamente os níveis de dopamina e reduziu os sintomas de Parkinson uma a duas horas após a refeição.

Da mesma forma, vários estudos sobre suplementos de Mucuna pruriens descobriram que eles podem ser ainda mais eficazes e mais duradouros do que os medicamentos tradicionais de Parkinson, além de terem menos efeitos colaterais (confira aqui estudos a respeito: 24, 25). Mas tenha em mente que esse feijão é tóxico em quantidades elevadas. Certifique-se de seguir as recomendações de dosagem no rótulo do produto.

5. Pratique yoga

A prática de exercício físico aumenta os níveis de endorfina e melhora o humor. Após dez minutos de atividade aeróbica já podem ser vistas melhorias no humor, mas elas tendem a ser mais altas após 20 minutos (confira aqui estudo a respeito: 26).

Embora esses efeitos provavelmente não sejam inteiramente devidos a mudanças nos níveis de dopamina, pesquisas em animais sugerem que o exercício pode aumentar os níveis de dopamina no cérebro.

Em ratos, a corrida em esteira aumenta a liberação de dopamina e aumenta o número de receptores de dopamina nas áreas de recompensa do cérebro (confira aqui estudo a respeito: 27). No entanto, esses resultados não foram consistentemente replicados em humanos.

  • Em um estudo, uma sessão de 30 minutos de corrida em esteira de intensidade moderada não produziu um aumento nos níveis de dopamina em adultos.
  • No entanto, um estudo de três meses descobriu que a realização de uma hora de yoga seis dias por semana aumentou significativamente os níveis de dopamina.
  • A prática frequente de exercícios aeróbicos também beneficia pessoas com doença de Parkinson, uma condição na qual baixos níveis de dopamina prejudicam a capacidade do cérebro de controlar os movimentos do corpo.
  • Vários estudos demonstraram que o exercício intenso regular várias vezes por semana melhora significativamente o controle motor em pessoas com Parkinson, sugerindo que pode haver um efeito benéfico no sistema de dopamina (confira aqui os estudos 28, 29).
  • Mais pesquisas são necessárias para determinar a intensidade, tipo e duração do exercício que é mais eficaz para aumentar a dopamina em humanos, mas a pesquisa já realizada é muito promissora.
  • Yoga: técnica milenar tem benefícios comprovados

6. Durma o suficiente

  1. Quando a dopamina é liberada no cérebro, há sensação de alerta e vigília.
  2. Estudos em animais mostram que a dopamina é liberada em grandes quantidades pela manhã, quando é hora de acordar e que os níveis caem naturalmente à noite, quando é hora de ir dormir.

  3. No entanto, a privação de sono parece perturbar esses ritmos naturais.

  • O que a privação do sono pode causar?
  • O que é ritmo circadiano?

Quando as pessoas são forçadas a permanecer acordadas durante a noite, a disponibilidade de receptores de dopamina no cérebro é drasticamente reduzida na manhã seguinte (confira aqui estudo a respeito: 30).

Como a dopamina promove a vigília, reduzir a sensibilidade dos receptores deve facilitar o sono, especialmente depois de uma noite de insônia. No entanto, ter menos dopamina normalmente vem com outras consequências desagradáveis, como concentração reduzida e coordenação deficiente (confira aqui estudos a respeito: 31, 32).

Obter um sono regular e de alta qualidade pode ajudar a manter os níveis de dopamina equilibrados e promover a vigília durante o dia (confira aqui estudo a respeito: 33).

  • Como dormir rápido com 13 dicas

7. Ouça música

  • Ouvir música pode ser uma maneira divertida de aumentar a dopamina no cérebro.
  • Vários estudos de imagens do cérebro descobriram que ouvir música aumenta a atividade nas áreas de recompensa e prazer, que são ricas em receptores de dopamina (confira aqui os estudos: 34, 35).
  • Um pequeno estudo que investigou os efeitos da música sobre a dopamina mostrou que houve um aumento de 9% nos níveis de dopamina no cérebro quando as pessoas ouviam músicas instrumentais que lhes davam arrepios.
  • Como a música pode aumentar os níveis de dopamina, ela também ajuda as pessoas com doença de Parkinson a melhorarem o controle motor fino (confira aqui estudo a respeito: 36).

Até hoje, todos os estudos sobre música e dopamina usaram músicas instrumentais.

Mais pesquisas são necessárias para ver se as músicas com letras têm os mesmos efeitos, ou são potencialmente maiores.

8. Medite

Um estudo incluindo oito professores experientes em meditação mostrou que houve um aumento de 64% na produção de dopamina após meditar por uma hora, comparado com o repouso tranquilo.

  • 12 incríveis benefícios da meditação

9. Exponha-se ao sol

Embora a exposição ao sol possa aumentar os níveis de dopamina e melhorar o humor, é importante seguir as diretrizes de segurança, pois a exposição excessiva ao sol pode ser prejudicial (pode causar câncer de pele e outros problemas) e possivelmente viciante.

Um estudo com usuários de camas de bronzeamento pelo menos duas vezes por semana durante um ano descobriu que as sessões de bronzeamento levaram a um aumento significativo nos níveis de dopamina e um desejo de repetir o comportamento.

10. Inale óleo essencial de bergamota

Um pequeno estudo feito em mulheres no Japão descobriu que o óleo essencial de bergamota inalado misturado ao vapor de água reduziu a ansiedade e a fadiga. Um artigo concluiu que a aromaterapia com bergamota pode aliviar a depressão, a ansiedade e outros transtornos do humor, pois faz com que o cérebro aumente a liberação de dopamina e serotonina.

11. Tome suplemento

O corpo requer várias vitaminas e minerais para criar dopamina. Estes incluem ferro, niacina, folato e vitamina B6 (confira aqui estudos a respeito: 37, 38, 39). Se você possui deficiência de algum desses nutrientes, é possível que seus níveis de dopamina estejam baixos (confira aqui estudo a respeito: 40).

Além da nutrição adequada, vários outros suplementos têm sido associados ao aumento dos níveis de dopamina, mas até agora a pesquisa é limitada a estudos em animais. Estes suplementos incluem magnésio, vitamina D, curcumina, extrato de orégano e chá verde. Entretanto, mais pesquisas são necessárias em humanos (confira aqui estudos a respeito: 41, 42, 43, 44, 45).

Adaptado de Erica Julson – Healthline

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Entenda como funcionam os hormônios da felicidade no nosso cérebro

A dopamina, serotonina e adrenalina são neurotransmissores, substâncias químicas produzidas pelos neurônios, que regulam o humor e a liberação de alguns hormônios. Quando liberados no cérebro, dão sensação de bem-estar e felicidade.

Um artigo publicado em 2014 discutiu que há aspectos endógenos e externos (socioculturais, econômicos, geográficos, eventos da vida), que influenciam a felicidade. Entre os endógenos, há cinco fatores: genética, neurotransmissores cerebrais, hormônios e glândulas endócrinas, saúde física e biótipo.

Tem pessoas que possuem genes mais favoráveis à liberação de serotonina, ou seja, produzem mais serotonina. Mesmo que você seja uma pessoa que geneticamente produz menos serotonina, tudo bem.

Isso só quer dizer que você vai precisar se esforçar mais para sentir-se feliz. Ter um gene favorável à produção de serotonina não determina que você será mais feliz, mas é uma constatação de que a genética influencia, sim, no seu estado de humor.

Estudos com gêmeos sugerem que fatores genéticos influem 35-50% na felicidade.

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Entenda como os hormônios da felicidade agem no nosso cérebro — Foto: Reprodução/ TV Globo

Entenda como os hormônios da felicidade agem no nosso cérebro — Foto: Reprodução/ TV Globo

COMO LIBERAR OS NEUROTRANSMISSORES DO PRAZER? 1) Tenha pensamentos positivos: o pensamento positivo aumenta a liberação de endorfina, o que equilibra o sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático e dá sensação de felicidade. Pensamento positivo não é só achar que tudo vai dar certo, mas pensar em algo que lhe traz felicidade, como um momento bom que teve no passado.

2) Faça atividade física: quando fazemos atividade física, o corpo libera dopamina, que dá motivação para correr mais; e serotonina que dá bem-estar mais prolongado. Vale lembrar que não funciona só se mexer de vez em quando! Se você tem dificuldade de fazer atividade sozinho, convide alguém para ir com você. Além de liberar dopamina, você ainda libera endorfina.

3) Socialize: ter relações de amizade e fazer atividades em grupo aumentam a liberação de endorfina.

4) Faça o bem: um estudo mostrou que comprar presentes para uma pessoa que precisa mantém a sensação de felicidade e bem-estar por mais tempo do que comprar presente para si próprio.

5) Coma chocolate: o chocolate tem teobromina, substância que aumenta a produção de dopamina. Só tome cuidado com exageros. Saiba que após comer, você vai sentir-se feliz, mas logo depois ficará com vontade de comer mais para manter a sensação de prazer, se tiver tendência a comportamentos de compulsão

6) Abrace: o abraço aumenta a ocitocina, que facilita relacionamentos e melhora comportamentos sociais. Aumenta conexões.

7) Ouça música: olhe fotos antigas e converse sobre momentos felizes do passado com amigos. Isso aumenta a serotonina.

8) Medite: os neurocientistas descobriram que monges que passam anos meditando apresentam um maior crescimento do córtex pré-frontal esquerdo, a principal parte do cérebro responsável pelo sentimento de felicidade. Mas não se preocupe. Você não precisa passar anos vivendo isolado e em silêncio como celibatário. Bastam cinco minutos por dia observando sua respiração. Enquanto faz isso tente ser paciente.

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Entenda como os neurotransmissores agem no cérebro — Foto: Reprodução/ TV Globo

Entenda como os neurotransmissores agem no cérebro — Foto: Reprodução/ TV Globo

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