O Que É A Doença De Alzheimer E Como Se Manifesta?

17 de julho de 2019

  |  Tempo de leitura: 10 minutos

Alzheimer é um tipo de demência que causa problemas de memória, pensamento e comportamento. Os sintomas geralmente se desenvolvem lentamente e pioram com o tempo, tornando-se graves o suficiente para interferir nas tarefas diárias.

A doença de Alzheimer ainda é misteriosa. Entretanto, o primeiro passo na investigação da doença foi dado por Alois Alzheimer.

O Que É A Doença De Alzheimer E Como Se Manifesta?

Em 1906, o médico estudou o desenvolvimento da perda gradual da memória e linguagem de sua paciente de 51 anos, Auguste Deter. Auguste era uma mulher saudável e, com o passar do tempo, ficou incapaz de cuidar de si mesma. Quando ela faleceu, aos 55 anos de idade, o Dr. Alzheimer analisou o cérebro dela e fez uma descrição das alterações que ele percebeu. 

O que é a Doença do Alzheimer 

  • A Doença de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa crônica. 
  • É a maior causa de demência entre os idosos. 
  • Curiosamente, o Mal de Alzheimer afeta mais as mulheres do que os homens, mas isso pode ser explicado porque a expectativa de vida feminina é maior.
  • A doença pode ter um início precoce quando começa entre os 40 e 50 anos. 
  • Um estudo feito nos Estados Unidos informou que até 5% dos mais de 5 milhões de americanos que sofrem de Alzheimer tiveram um início precoce. 
  • Os casos mais frequentes da doença iniciam após os 65 anos de idade, sendo classificado como início tardio. 
  • Conforme a idade aumenta, o percentual de pessoas que sofrem da doença aumenta: 
  • 3% das pessoas com idade entre 65 e 74 anos;
  • 17% das pessoas com idade entre 75 e 84 anos: 17%
  • 32% das pessoas com idade superior a 85 anos. 

Causas do Alzheimer

Ainda hoje, os médicos não entendem completamente o que causa o Alzheimer. 

Sabe-se que os seguintes fatores aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a doença:

  • A genética consiste em 70% do risco;
  • Traumatismo craniano;
  • Depressão;
  • Hipertensão;
  • Obesidade;
  • Não fazer exercício físico;
  • Fumar ou conviver com pessoas que fumam (fumante passivo);
  • Nível elevado de colesterol no sangue;
  • Diabetes tipo 2 sem ser controlado;
  • Não comer frutas e vegetais;
  • Sofrer de Deficiência Cognitiva Leve (DCL);
  • Algumas circunstâncias ambientais;
  • Alguns cientistas relacionam poucos anos de estudo com o aumento do risco da doença.

O cérebro de um indivíduo que sofre da doença de Alzheimer possui um número muito menor de células e de conexões entre as células que sobreviveram. 

O Que É A Doença De Alzheimer E Como Se Manifesta?

Sintomas do Alzheimer 

A doença se manifesta lentamente e vai piorando ao longo do tempo. 

Chamamos de fases do Alzheimer a piora gradual da doença, que vai do inicial ao terminal. Assim como o caso estudado pelo Dr. Alzheimer, o paciente começa com pequenos lapsos de memória até a perda total da independência:

Estágio inicial

Geralmente, parentes, amigos e até mesmo os profissionais não percebem o estágio inicial, pois consideram os sinais como uma parte do envelhecimento. 

Na maioria das vezes, não é possível saber exatamente quando a pessoa começa a ficar doente, entretanto, os sintomas dessa fase são:

  • Problemas para falar;
  • Esquecimento de coisas que acabaram de acontecer;
  • Perda de noção temporal (dia da semana e horas);
  • Se perder em locais que a pessoa conhece;
  • Dificuldade em tomar decisões;
  • Falta de motivação;
  • Mudanças de humor, tais como depressão e ansiedade;
  • A pessoa pode ficar agressivamente em ocasiões incomuns;
  • Perder interesse por hobbies e outras atividades rotineiras;
  • Perguntar e responder a mesma coisa várias vezes, por não lembrar que já foram feitas antes;
  • Esquecer compromissos e eventos;
  • Começar a esquecer os nomes dos membros da família e objetos de uso cotidiano;
  • Dificuldade em encontrar palavras para nomear objetos.

Estágio intermediário

Com o progresso da doença, o doente apresenta mais limitações, especialmente em tarefas do dia-a-dia:

  • Piora da perda da memória, sobretudo em relação aos eventos recentes e nomes de familiares; 
  • Começa a ter problemas para viver sozinho (a), como cozinhar e fazer compras;
  • Gradualmente, o doente começa a depender de um membro da família e/ou de um cuidador de idosos;
  • Fica cada vez mais difícil fazer a higiene pessoal;
  • Apresenta ainda mais dificuldade para falar;
  • A pessoa com Alzheimer começa a se perder tanto dentro de casa como fora dela;
  • Podem aparecer alucinações, em que o doente vê e escuta coisas que não existem. 

Estágio moderado

Quando a pessoa chega no estágio moderado da doença, os sintomas físicos do Alzheimer começam a ficar mais evidentes:

  • Já não é mais possível reconhecer parentes, amigos ou objetos do cotidiano;
  • Dificuldade em entender o que está acontecendo ao redor;
  • Quando se perde, o doente não consegue mais encontrar o caminho de volta para a casa;
  • Seu comportamento é inapropriado, inclusive em público.

Estágio grave

Ainda mais perto do estágio terminal, o doente começa a apresentar dificuldade para realizar as tarefas mais fáceis:

  • Exerce resistência para executar tarefas rotineiras, como tomar banho;
  • Sofre de incontinência urinária e fecal; 
  • Se alimentar fica cada vez mais difícil; 
  • O doente dificilmente consegue se comunicar;
  • É preciso ajuda para se locomover.

Estágio terminal

Nesse estágio, o cérebro do doente já está completamente danificado e o paciente:

  • Não consegue mais se locomover, ficando na cama ou na cadeira de rodas;
  • Não consegue mais falar; 
  • Sente dor ao engolir;
  • Costuma ter infecções frequentes. 

Como é feito o diagnóstico do Alzheimer

O primeiro passo para fazer o diagnóstico do Alzheimer, é preciso compreender que há diferença entre um esquecimento normal e passageiro de um caso mais grave e frequente. 

É difícil para um familiar admitir que o seu ente querido está começando a sofrer de demência. Entretanto, encaminhar o idoso à unidade de saúde mais próxima é essencial para identificar a doença o quanto antes. 

O diagnóstico é feito através dos seguintes exames:

  • Exames de sangue;
  • Exame de imagem do cérebro;
  • Histórico médico da família;
  • Exame neurológico;
  • Avaliação neuropsicológica;
  • Testes cognitivos para avaliar a memória e a capacidade de pensar;
  • Retirada do líquido da espinha. 

A importância da Neuropsicologia no diagnóstico e tratamento do Alzheimer

  1. A Neuropsicologia é uma área da ciência relativamente nova que surgiu da união entre neurologia com a psicologia.

     

  2. A avaliação neuropsicológica é usada para diagnosticar doenças neurológicas e psiquiátricas de pessoas de todas as idades, como o Alzheimer, o TDAH, distúrbios de aprendizagem, depressão, transtorno de bipolaridade, etc.

  3. Já a reabilitação neurológica arca com o atendimento psicoterápico do paciente, além de estimular a sua capacidade cognitiva e fazer reuniões em grupo.

Benefícios da psicoterapia para o paciente e seus familiares 

  • Uma das características do Mal de Alzheimer é o fato de muitos familiares se afastarem da família e da sociedade.
  • Além disso, a família começa a passar por apertos causados pelo comportamento impróprio na frente das pessoas, agressividade sem motivo e, acima de tudo, quando alguém que ama mal se lembra de você.
  • O familiar começa a viver mais em prol do doente do que de si mesmo, pois o seu familiar não consegue executar as tarefas mais simples sem ajuda. 
  • Em um estudo feito em 2015, foi constatado que os familiares passam por um estresse psicológico muito grande e, por conta disso, é importante prestar atendimento aos familiares. 
  • Nos últimos anos, a psicoterapia vem ajudando os familiares a lidarem com o desafio de cuidar de alguém que sofre de Alzheimer. 
  • A terapia ajuda o paciente e seus familiares a lidar com esta realidade, além de realizar atividades que estimulam não só a memória, mas também as demais funções intelectuais. 

O Que É A Doença De Alzheimer E Como Se Manifesta?

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Tratamento do Mal de Alzheimer

  1. Não há cura para o Alzheimer, mas, atualmente, há alguns medicamentos que estabilizam a doença podem retardar o seu desenvolvimento em até cinco anos ou mais.
  2. Com isso, o paciente e seus familiares podem ter algum alívio e maior qualidade de vida.

     

  3. Em 2002, o Ministério da Saúde instituiu o Programa de Assistência aos Portadores da Doença de Alzheimer no SUS.

     

  4. Há 26 Centros de Referência em Assistência à Saúde do Idoso no Brasil, sendo que eles oferecem diagnóstico, tratamento, acompanhamento do paciente e prestam atendimento tanto aos familiares quanto os cuidadores. 

Recomendações para familiares 

  • Mesmo que o doente não saia de casa, é importante que ele use uma pulseira ou qualquer outro adereço que conste os dados de identificação (nome, endereço, telefone etc.) e as palavras “Memória Prejudicada”;
  • Estabeleça uma rotina diária da forma mais simples possível e se comprometa a ajudá-lo a cumprir;
  • Espalhe avisos pela casa como “feche a geladeira”, “apague a luz”, etc. 
  • Não faça tudo pelo portador de Alzheimer logo de cara: dê ordens simples e objetivas e ele (a) conseguirá cumprir, como “tire os sapatos”, “entre no chuveiro”, etc. 
  • Faça com que o doente coma refeições equilibradas e não deixe de fazer exercícios físicos;
  • Não deixe o doente consumir álcool ou cigarro;
  • Mesmo que seja difícil, ajude o paciente a conviver com os seus familiares e amigos;
  • Pense nas coisas que você não deixaria perto de uma criança e aja da mesma forma com um doente de Alzheimer;
  • Não carregue o fardo de cuidar de seu familiar sozinho. Chame outros membros da família, amigos ou pague um profissional;
  • Mesmo que seja doloroso, é importante que você tenha consciência de que a doença não tem cura e as habilidades que o ente querido perder não vão mais voltar.

É possível prevenir o Alzheimer

Para tratar o Alzheimer, é importante que você cuide da saúde física e mental. Não se esqueça de incentivar os seus familiares, especialmente os de idade mais avançada, a fazerem o mesmo:

  • Atividade física;
  • Alimentação balanceada e rica em antioxidantes;
  • Não beber álcool em excesso;
  • Não fumar;
  • Atividades intelectuais, como a leitura, testes e exercícios mentais como palavra cruzada;
  • Manter o convívio familiar e social. 

A doença do Alzheimer é difícil tanto para o portador quanto para os seus familiares, mas a neuropsicologia e a psicoterapia podem ajudar a passar por isso com mais tranquilidade. 

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Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness. Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Você também pode me seguir no Instagram @tatianaacpimenta

O que causa e como diagnosticar o Alzheimer

A doença de Alzheimer é um tipo de síndrome demencial que causa degeneração progressiva dos neurônios do cérebro e comprometimento das suas funções cognitivas, como a memória, atenção, linguagem, orientação, percepção, raciocínio e pensamento. Para entender quais são os sintomas, veja os sinais de alerta para a doença de Alzheimer. 

Existem algumas hipóteses que tentam demonstrar o que provoca esta doença, e que explicam muitos dos sintomas que surgem ao longo do seu desenvolvimento, mas se sabe que o Alzheimer está relacionado à junção de várias causas que incluem a genética e outros fatores de risco como envelhecimento, sedentarismo, traumatismos cranianos e tabagismo, por exemplo.

O Que É A Doença De Alzheimer E Como Se Manifesta?

Assim principais possíveis causas para a doença Alzheimer são:

1. Genética

Foram demonstradas alterações em alguns genes, que influenciam no funcionamento do cérebro, como os genes da APP, apoE, PSEN1 e PSEN2, por exemplo, que parecem estar relacionados com lesões nos neurônios que levam à doença de Alzheimer, mas ainda não se sabe exatamente o que determina as alterações. 

Apesar disto, menos da metade dos casos desta doença são de causa hereditária, ou seja, é passado pelos pais ou avós da pessoa, que é o Alzheimer familiar, que acontece em pessoas mais jovens, com 40 a 50 anos, tendo uma piora muito rápida. As pessoas afetadas por essa variação do Alzheimer, tem 50 % de chance de transmitir a doença para os filhos.

O tipo mais comum, entretanto, é o Alzheimer esporádico, que não tem relação com a família e acontece em pessoas acima dos 60 anos, mas ainda há dificuldades para encontrar a causa desta condição.

2. Acúmulo de proteínas no cérebro

Observou-se que pessoas com a doença de Alzheimer têm um acúmulo anormal de proteínas, chamadas proteína Beta-amiloide e proteína Tau, que causam inflamação, desorganização e destruição das células neuronais, principalmente nas regiões do cérebro chamadas de hipocampo e córtex.

Sabe-se que estas alterações são influenciadas pelos genes que foram citados, entretanto, ainda não se descobriu o que causa este acúmulo exatamente, e nem o que fazer para impedi-lo, e, por isto, a cura do Alzheimer ainda não foi encontrada. 

3. Diminuição do neurotransmissor acetilcolina

A acetilcolina é um importante neurotransmissor liberado pelos neurônios, com um papel muito importante para transmitir os impulsos nervosos do cérebro e permitir que este funcione adequadamente.

Sabe-se que, na doença de Alzheimer, a acetilcolina está diminuída e os neurônios que a produzem se degeneram, mas ainda não se sabe a causa.

Apesar disto, o tratamento atual que existe para esta doença é o uso de remédios anticolinesterásicos, como Donepezila, Galantamina e Rivastigmina, que atuam para aumentar a quantidade desta substância, o que, apesar de não curar, retarda a progressão da demência e melhora os sintomas. 

4. Riscos do ambiente

Mesmo que existam riscos por causa da genética, o Alzheimer esporádico também se manifesta devido à condições que são influenciadas pelos nossos hábitos, e que causam inflamação no cérebro, como:

  • Excesso de radicais livres, que se acumulam no nosso corpo devido a alimentação inadequada, rica em açúcares, gorduras e alimentos industrializados, além de hábitos como fumar, não praticar atividade física e viver sob estresse;
  • Colesterol elevado aumenta as chances de ter Alzheimer, por isso é importante controlar esta doença com medicamento para o colesterol, como Sinvastatina e Atorvastatina, além de ser outro motivo para cuidar da alimentação e praticar atividade física regularmente;
  • Aterosclerose, que é o acúmulo de gordura nos vasos causado por condições como pressão alta, diabetes, colesterol elevado e tabagismo, pode diminuir a circulação de sangue para o cérebro e facilitar o desenvolvimento da doença;
  • Idade acima dos 60 anos é um grande risco para o desenvolvimento desta doença, pois, com o envelhecimento, o corpo não consegue reparar as alterações que podem surgir nas células, o que aumenta o risco de doenças;
  • Lesão cerebral, que acontece após traumatismo craniano, em acidentes ou prática de esportes, por exemplo, ou por um AVC, aumenta as chances de destruição dos neurônios e desenvolvimento do Alzheimer.
  • Exposição a metais pesados, como o mercúrio e alumínio, pois são substâncias tóxicas que podem se acumular e causar lesões em vários órgãos do corpo, inclusive o cérebro.

Por estes motivos, uma importante forma de evitar o mal de Alzheimer é ter hábitos de vida saudáveis, preferindo uma alimentação rica em vegetais, com poucos produtos industrializados, além da prática de atividade física. Veja quais são as atitudes que se deve ter para viver muito e com saúde.

5. Vírus da herpes

Estudos recentes têm indicado que outra possível causa do Alzheimer é o vírus responsável pela herpes labial, o HSV-1, que pode entrar no organismo ainda durante a infância e permanecer adormecido no sistema nervoso, sendo reativado apenas em períodos de estresse e enfraquecimento do sistema imunológico.

Os cientistas indicam que as pessoas portadoras do gene APOE4 e do vírus HSV-1 possuem maiores chances de ter Alzheimer.

Além disso, com o avançar da idade, há o enfraquecimento do sistema imunológico, o que pode favorecer a chegada do vírus ao cérebro, sendo ativado em períodos de estresse ou diminuição do sistema imune, e resultando em acumulação de proteínas anormais beta-amiloides e tau, que são característicos do Alzheimer. Vale salientar que nem todas as pessoas que possuem o vírus HSV-1 vão necessariamente desenvolver Alzheimer.

Devido à descoberta da possível relação entre o vírus da herpes e o desenvolvimento de Alzheimer, os pesquisadores têm procurado opções de tratamento que possam ajudar a retardar os sintomas do Alzheimer ou até mesmo curar a doença através do uso de medicamentos antivirais, como o Aciclovir, por exemplo.

O Que É A Doença De Alzheimer E Como Se Manifesta?

Como diagnosticar

O Alzheimer é suspeitado quando existem sintomas que demonstram alteração da memória, principalmente a memória mais recente, associado a outras alterações do raciocínio e comportamento, que pioram com o tempo, como:

  • Confusão mental;
  • Dificuldade para memorizar a aprender informações novas;
  • Fala repetitiva;
  • Diminuição do vocabulário;
  • Irritabilidade;
  • Agressividade;
  • Dificuldades para dormir;
  • Perda da coordenação motora;
  • Apatia;
  • Incontinência urinária e fecal;
  • Não reconhecer pessoas conhecidas ou da família;
  • Dependência para as atividades diárias, como ir ao banheiro, tomar banho, usar o telefone ou fazer compras.
  • Para o diagnóstico do Alzheimer é necessária a realização de testes do raciocínio como o Mini exame do estado mental, Desenho do relógio, Teste da influência verbal e outros testes Neuropsicológicos, feitos pelo neurologista ou geriatra.
  • Podem, ainda, ser solicitados exames como ressonância magnética do encéfalo para detectar alterações cerebrais, além de exames clínicos e de sangue, que podem descartar outras doenças que causam alterações da memória, como hipotireoidismo, depressão, deficiência de vitamina B12, hepatites ou HIV, por exemplo.
  • Além disto, o acúmulo de proteínas beta-amiloide e proteína Tau podem ser verificadas pelo exame de coleta do líquido céfalo-raquidiano, mas, por ser caro, nem sempre está disponível para a realização.
  • Faça um teste rápido agora respondendo as seguintes perguntas que podem auxiliar a identificar o risco de Alzheimer (não substituindo a avaliação do médico):

Tratamento para Alzheimer

O tratamento para o Alzheimer consiste em diminuir os sintomas da doença, contudo esta enfermidade ainda não tem cura. Para o tratamento sugere-se o uso de medicamentos, como Donepezila, Galantamina, Rivastigmina ou Memantina, além de estímulos com a prática de fisioterapia, terapia ocupacional e psicoterapia.

Saiba mais sobre como é feito o tratamento para a doença de Alzheimer.

Sinais de Alerta para um Diagnóstico Precoce

O Que É A Doença De Alzheimer E Como Se Manifesta? Muitas vezes, pode ser difícil perceber a diferença entre as alterações nas funções cognitivas resultantes do processo natural de envelhecimento, com sintomas que poderão traduzir a instalação de um quadro patológico.Se de alguma forma, as alterações interferirem na vida quotidiana da pessoa, é aconselhável o recurso a uma consulta médica, para que após avaliação clínica, seja iniciado o processo de diagnóstico diferencial.A tabela apresentada, pretende alertar para a importância de estar atento a sinais que não sendo por si só reveladores de patologia, justificam uma avaliação médica e psicológica.

Esquecer-se de parte ou da totalidade de um acontecimento Ter uma vaga lembrança de um acontecimento
Progressivamente perder a capacidade de seguir indicações verbais ou escritas Manter a capacidade de seguir indicações verbais ou escritas
Progressivamente perder a capacidade de acompanhar a história de uma novela ou filme Manter a capacidade de acompanhar a história de uma novela ou filme
Esquecer-se progressivamente de informação que conhecia, como dados históricos ou político Esquecer-se de nomes ou palavras, mas recordá-los posteriormente
Perder progressivamente a capacidade de, autonomamente, se lavar, vestir ou alimentar Manter a capacidade de se lavar, vestir, alimentar, apesar das dificuldades impostas pelas limitações físicas
Progressivamente perder a capacidade de tomar decisões Tomar uma decisão errada pontualmente
Progressivamente perder a capacidade de gerir o seu orçamento Cometer erros ocasionais, por exemplo a passar um cheque.
Não saber em que data ou estação do ano está Ficar confuso sobre o dia da semana em que se encontra, mas lembrar-se mais tarde
Ter dificuldades em manter uma conversa, não conseguindo manter o raciocínio ou lembrar-se das palavras Esquecer-se, às vezes, de qual a melhor palavra a usar
Esquecer-se do local onde guardou um objeto e não ser capaz de fazer o processo mental retractivo para se lembrar Perder alguma coisa de vez em quando, mas conseguir encontrá-la através do seu raciocínio lógico

10 Sinais de Alerta da Doença de Alzheimer

No começo são os pequenos esquecimentos, normalmente aceites pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente.

As pessoas com Doença de Alzheimer tornam-se confusas, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmas quando colocadas frente a um espelho.

À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão permanente, até mesmo para as atividades elementares do quotidiano como alimentação, higiene, vestuário, etc..

Muitas vezes, pode ser difícil perceber a diferença entre as mudanças características do envelhecimento e os primeiros sinais da Doença de Alzheimer. A perda de memória é uma característica natural do envelhecimento.

Mas quando a perda de memória começa a perturbar a vida quotidiana da pessoa, já não estamos a falar de algo natural, mas sim daquilo que poderá ser um sintoma de demência.

Pergunte-se: Isto é algo novo?Por exemplo, se a pessoa nunca foi muito boa a passar um cheque, não há motivos para se preocupar se a pessoa tiver dificuldades em passar um cheque. Mas se a sua capacidade de passar um cheque mudou muito, é algo a partilhar com um médico.

Algumas pessoas podem reconhecer mudanças em si mesmas antes que alguém se aperceba. Outras vezes, os amigos e a família serão os primeiros a observar as alterações na memória da pessoa, nos seus comportamentos ou capacidades.Para o ajudar, a Alzheimer Portugal criou esta lista de sinais de alerta para a Doença de Alzheimer e outras demências.Cada pessoa é um caso único e, por isso, pode ter um ou mais destes sinais em diferentes graus. Muitos dos sintomas da Doença de Alzheimer podem ser, também, sintomas de outras doenças como, por exemplo, depressão. Por isso, caso detete alguns destes sinais, consulte o seu médico de famíliaEsta lista pode ajudá-lo a reconhecer os sinais de alerta da Doença de Alzheimer:

1. Perda de Memória

Um dos sinais mais comuns da Doença de Alzheimer, especialmente nas fases iniciais, é o esquecimento de informações recentes.

Outros exemplos incluem o esquecimento de datas importantes ou eventos, repetir a mesma pergunta várias vezes, usar auxiliares de memória (por exemplo, notas, lembretes ou dispositivos eletrónicos) ou mesmo membros da família para as coisas que habitualmente se lembrava por si mesmo.O que é normal?Às vezes, esquecer-se de nomes ou palavras, mas recordá-los posteriormente.

2. Dificuldade em planear ou resolver problemas

Algumas pessoas podem perder as suas capacidades de desenvolver e seguir um plano de trabalho ou trabalhar com números. Podem ter dificuldade em seguir uma receita familiar ou gerir as suas contas mensais. Podem ter muitas dificuldades de concentração e levar muito mais tempo para fazer coisas que habitualmente faziam de forma mais rápida.

O que é normal?

Cometer erros ocasionais, por exemplo a passar um cheque.

3. Dificuldade em executar tarefas familiares

Pessoas com Doença de Alzheimer podem ter dificuldades em executar diversas tarefas diárias.

Podem ter dificuldades em conduzir até um local que já conhecem, gerir um orçamento de trabalho ou em lembrar-se das regras do seu jogo favorito.

A pessoa com Doença de Alzheimer pode ser incapaz de preparar qualquer parte de uma refeição, ou esquecer-se de que já comeu.

O que é normal?

Às vezes precisar de ajuda para gravar um programa de televisão ou deixar as batatas no forno e só se lembrar de as servir no final da refeição.

4. Perda da noção de tempo e desorientação

As pessoas com Doença de Alzheimer podem perder a noção de datas, estações do ano e da passagem do tempo. Podem ter dificuldades em entender alguma coisa, que não esteja a acontecer naquele preciso momento. Às vezes podem até esquecer-se de onde estão ou como chegaram até lá.

O que é normal?

Ficar confuso sobre o dia da semana em que se encontra, mas lembrar-se mais tarde.

5. Dificuldade em perceber imagens visuais e relações espaciais

Para algumas pessoas, ter problemas de visão pode ser um sinal de Doença de Alzheimer. Podem ter dificuldades de leitura, dificuldades em calcular distâncias e determinar uma cor ou o contraste. Em termos de perceção, a pessoa pode passar por um espelho e achar que é outra pessoa, não reconhecendo a sua imagem refletida no espelho.

O que é normal?

Ter problemas de visão devido a cataratas.

6. Problemas de linguagem

As pessoas com doença de Alzheimer podem ter dificuldades em acompanhar ou inserir-se numa conversa. Podem parar a meio da conversa e não saber como continuar ou repetir várias vezes a mesma coisa. Podem ter dificuldades em encontrar palavras adequadas para se expressarem ou dar nomes errados às coisas.

O que é normal?

Às vezes ter dificuldade em encontrar a palavra certa para dizer alguma coisa.

7. Trocar o lugar das coisas

As pessoas com Doença de Alzheimer podem colocar as coisas em lugares desadequados. Podem perder os seus objetos e não serem capazes de voltar atrás no tempo para se lembrarem de quando ou onde o usaram. Às vezes, podem até acusar os outros de lhes roubar as suas coisas.

O que é normal?

Perder coisas de vez em quando, como não saber onde estão os óculos ou o comando da televisão.

8. Discernimento fraco ou diminuído

As pessoas com Doença de Alzheimer podem sofrer alterações na capacidade de julgamento ou tomada de decisão.

Por exemplo, podem não ser capazes de perceber quando os estão claramente a enganar e ceder a pedidos de dinheiro, podem vestir-se desadequadamente ou mesmo não não ir logo ao médico quando têm uma infeção, pois não reconhecem a infeção como algo problemático.

O que é normal?

Tomar uma decisão errada de vez em quando.

9. Afastamento do trabalho e da vida social

As pessoas com Doença de Alzheimer podem começar a abandonar os seus obbies, atividades sociais, projetos de trabalho ou desportos favoritos. Podem começar a demonstrar dificuldade em assistir a um jogo do seu clube até ao fim, como faziam antes, ou podem esquecer-se de acabar alguma atividade que começaram.

O que é normal?

Às vezes, sentir-se cansado do trabalho, da família, ou não lhe apetecer sair.

10. Alterações de humor e personalidade

O humor e a personalidade das pessoas com Doença de Alzheimer pode alterar-se. Podem tornar-se confusos, desconfiados, deprimidos, com medo ou ansiosos.

Podem começar a irritar-se com facilidade em casa, no trabalho, com os amigos ou em locais onde eles se sintam fora da sua zona de conforto.

Alguém com a Doença de Alzheimer pode apresentar súbitas alterações de humor ? da serenidade ao choro ou à angústia ? sem que haja qualquer razão para tal facto.

O que é normal?

Desenvolver formas muito específicas de fazer as coisas e irritar-se quando a sua rotina é interrompida.

Adaptado de Dementia Australia

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Doença de Alzheimer | Drauzio Varella

O Que É A Doença De Alzheimer E Como Se Manifesta?

A doença de Alzheimer provoca deterioração das funções cerebrais, como perda de memória e da linguagem. Conheça recomendações após o diagnóstico.

A doença de Alzheimer (Alois Alzheimer, neurologista alemão que primeiro descreveu essa patologia) provoca progressiva e inexorável deterioração das funções cerebrais, como perda de memória, da linguagem, da razão e da habilidade de cuidar de si próprio.

Cerca de 10% das pessoas com mais de 65 anos e 25% com mais de 85 anos podem apresentar algum sintoma dessa enfermidade e são inúmeros os casos que evoluem para demência. Feito o diagnóstico, o tempo médio de sobrevida varia de oito a 10 anos.

Causas do Alzheimer

Não se conhece a causa específica da doença de Alzheimer. Parece haver certa predisposição genética para seu aparecimento. Nesses casos, ela pode desenvolver-se precocemente, por volta dos 50 anos.

Veja também: Conheça as fases da doença de Alzheimer e como lidar com os pacientes em cada uma delas

Pesquisadores levantam a hipótese de que algum vírus e a deficiência de certas enzimas e proteínas estejam envolvidos na etiologia da doença. Outros especulam que a exposição ao alumínio e seu depósito no cérebro possam contribuir para a instalação do quadro, mas não foi estabelecida nenhuma relação segura de causa e efeito a respeito disso.

Sintomas do Alzheimer

  • Estágio I (forma inicial) – alterações na memória, personalidade e habilidades espaciais e visuais;
  • Estágio II (forma moderada) – dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos; agitação e insônia;
  • Estágio III ( forma grave) – resistência à execução de tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para comer, deficiência motora progressiva;
  • Estágio IV (terminal) – restrição ao leito, mutismo, dor à deglutição, infecções intercorrentes.

Veja também: Como lidar com o paciente de Alzheimer?

Diagnóstico

Não há um teste diagnóstico definitivo para a doença de Alzheimer. A doença só pode ser realmente diagnosticada por exame do tecido cerebral obtido por biópsia ou na autópsia após a morte.

Médicos baseiam o diagnóstico no levantamento minucioso do histórico pessoal e familiar, em testes psicológicos e por exclusão de outros tipos de doenças mentais.

Mesmo assim, estima-se que o diagnóstico possa estar equivocado em 10% dos casos.

Tratamento do Alzheimer

Até o momento, a doença permanece sem cura. O objetivo do tratamento é minorar os sintomas. Atualmente, estão sendo desenvolvidos medicamentos que, embora em fase experimental, sugerem a possibilidade de controlar a doença.

Vídeo: Dr. Drauzio fala sobre a socialização do paciente com Alzheimer

Recomendações sobre o Alzheimer

Cuidar de doentes de Alzheimer é desgastante. Procurar ajuda com familiares e/ou profissionais pode ser uma providência absolutamente necessária.

Seguem algumas sugestões de medidas que podem facilitar a vida dos doentes e de quem cuida deles:

  • Fazer o portador de Alzheimer usar uma pulseira, colar ou outro adereço qualquer com dados de identificação (nome, endereço, telefone etc.) e as palavras “Memória Prejudicada”, porque um dos primeiros sintomas é o paciente perder a noção do lugar onde se encontra;
  • Estabelecer uma rotina diária e ajudar o doente a cumpri-la. Espalhar lembretes pela casa (apague a luz, feche a torneira, desligue a TV etc.) pode ajudá-lo bastante;
  • Simplificar a rotina do dia a dia de tal maneira que o paciente possa continuar envolvido com ela;
  • Encorajar a pessoa a vestir-se, comer, ir ao banheiro, tomar banho por sua própria conta. Quando não consegue mais tomar banho sozinha, por exemplo, pode ainda atender a orientações simples como: “Tire os sapatos. Tire a camisa, as calças. Agora entre no chuveiro”;
  • Limitar suas opções de escolha. Em vez de oferecer vários sabores de sorvete, ofereça apenas dois tipos;
  • Certificar-se de que o doente está recebendo uma dieta balanceada e praticando atividades físicas de acordo com suas possibilidades;
  • Eliminar o álcool e o cigarro, pois agravam o desgaste mental;
  • Estimular o convívio familiar e social do doente;
  • Reorganizar a casa afastando objetos e situações que possam representar perigo. Tenha o mesmo cuidado com o paciente de Alzheimer que você tem com crianças;
  • Conscientizar-se da evolução progressiva da doença. Habilidades perdidas jamais serão recuperadas;
  • Providenciar ajuda profissional e/ou familiar e/ou de amigos, quando o trabalho com o paciente estiver sobrecarregando quem cuida dele.

Veja também: Doença de Alzheimer afeta mais mulheres que homens

Perguntas frequentes sobre o Alzheimer

Fazer exercícios físicos reduz o risco da doença de Alzheimer?

Sim. Segundo orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS), praticar atividades físicas regularmente, ter uma alimentação equilibrada, não fumar e controlar a pressão arterial e o nível de açúcar no sangue são ações que ajudam a reduzir o risco de demência, condição que atinge mais de 50 milhões de pessoas no mundo. A doença de Alzheimer é o tipo mais comum de demência.

O que o paciente esquece primeiro?

No início, as memórias recentes são as mais comprometidas, pois as informações que aconteceram há pouco tempo não são registradas de forma adequada. É comum que o paciente esqueça um telefonema que acabou de fazer ou o que comeu no almoço, por exemplo. Com o passar do tempo e a evolução da doença do Alzheimer, as lembranças do passado também são atingidas.

Quais são os principais fatores de risco?

A prevalência da doença de Alzheimer é muito alta após os 85 anos. A partir dos 65, o risco duplica a cada cinco anos. Apesar disso, existem casos mais raros em pessoas na faixa dos 50 anos. O risco também é maior em pessoas que têm Síndrome de Down, com histórico familiar da doença e em mulheres.

Como contar ao paciente sobre o diagnóstico?

Não há recomendação única. Contar ou não ao paciente com Alzheimer que ele tem a doença é uma decisão da família, mas profissionais de saúde envolvidos no caso podem auxiliar nessa decisão.

É indicado que a família pese os prós e contras de revelar a notícia.

Em alguns casos, a decisão é de não falar para evitar o sofrimento da pessoa diante da perspectiva de prejuízos que afetarão sua vida.

Como tornar a rotina mais tranquila?

No estágio inicial, é importante permitir que a pessoa seja produtiva e tenha sua independência. Algumas medidas podem auxiliar o paciente no dia a dia, como fazer passeios, atividades como fisioterapia e academia e reduzir opções de escolha do paciente (diminuir a quantidade de peças do guarda-roupa, por exemplo, a fim de evitar frustração e estresse na hora de vestir uma roupa).

De que forma lidar com episódios agressivos?

Pessoas com a doença de Alzheimer podem ter momentos de agressividade de vez em quando.

Esses episódios podem acontecer de repente, sem razão aparente, ou surgirem após alguma frustração, desconforto (como dor, cansaço ou sono) ou por conta de fatores externos (como multidões ou ambientes com pessoas desconhecidas).

É preciso ter paciência e tentar entender o que levou àquilo para prevenir acontecimentos semelhantes no futuro. É importante limitar as distrações do paciente, além de conversar calmamente e em tom suave.

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