O Que Devo Considerar Como O Ultimo Dia Da Menstruação?

Pelos gráficos que ilustram o ciclo menstrual, o período fértil é depois da menstruação. Porém, de acordo com a fisiologia feminina, ele acontece antes.

O Que Devo Considerar Como O Ultimo Dia Da Menstruação?

O período fértil é o intervalo do ciclo menstrual em que a mulher apresenta maior chance de engravidar caso não utilize anticoncepcionais hormonais e tenha relações sexuais desprotegidas.

Para explicar como acontece o ciclo menstrual, costuma-se considerar que o dia da chegada da menstruação é também o primeiro dia do ciclo.

Assim, a maior parte dos gráficos que representam o ciclo menstrual mostra justamente isto: a menstruação como o primeiro evento, iniciando-se no dia 1. Na metade do gráfico, mais especificamente no dia 14, costuma estar marcada a ovulação, ou seja, o dia em que ocorre a liberação do óvulo pelo ovário.

O Que Devo Considerar Como O Ultimo Dia Da Menstruação?

  • ®Wikipedia
  • Como a ovulação é o principal evento do período fértil, é possível dizer que ele acontece depois da menstruação – pelo menos de acordo com o gráfico que representa o ciclo menstrual.
  • Entretanto, se pensarmos no que realmente acontece no sistema reprodutor feminino, vamos descobrir que, na verdade, o período fértil é antes da menstruação – e que o sangramento menstrual é uma consequência dele quando não há gravidez.

Ciclo menstrual: entenda por que o período fértil é depois da menstruação

A introdução acima pareceu confusa? Então veja o que acontece nas diferentes fases do ciclo menstrual para entender a relação entre a menstruação e o período fértil:

ATENÇÃO: neste artigo, para exemplificar o que acontece no organismo feminino, consideramos um ciclo menstrual de 28 dias e regular (sempre com a mesma duração). Porém, tenha em mente que ciclos de 21 a 35 dias são normais e que a duração de cada fase pode variar de um ciclo para outro, mesmo que ele seja regular.

1. Menstruação: dias 1 a 4 do ciclo menstrual

A menstruação é o sangue que sai pela vagina devido à descamação do endométrio, a camada mais interna do útero. Considerando a fisiologia feminina, ela ocorre cerca de 14 dias depois da ovulação  do ciclo anterior – ou, em outras palavras, a menstruação acontece alguns dias depois do período fértil.

  1. Apesar de a menstruação ser considerada o primeiro evento do ciclo menstrual, é essencial saber que ela só acontece porque o sistema reprodutor se preparou para uma possível gravidez no ciclo anterior.
  2. Essa preparação consiste principalmente na formação do endométrio, a camada que ofereceria as condições ideais para o desenvolvimento do embrião caso houvesse ocorrido a fecundação (o encontro do espermatozóide com o óvulo).
  3. Quando isso não acontece, essa camada de sangue é eliminada pelo organismo na forma de menstruação.

2. Fase folicular: dias 5 a 13 do ciclo menstrual

A fase folicular pode começar no finzinho da menstruação, quando ainda é possível observar um leve sangramento de cor vermelho-escura ou marrom, ou logo depois dela.

Nessa etapa, o sistema reprodutor começa a se preparar novamente para uma possível gestação. Isso significa que o útero vai iniciar a formação de um novo endométrio e que, dentro dos ovários, vai começar o crescimento dos folículos – é por causa deles que esta fase se chama “folicular”.

Além disso, o útero começa a produzir o fluido cervical, uma secreção completamente normal que serve para aumentar o tempo de vida dos espermatozóides dentro do sistema reprodutor feminino, permitindo que eles sobrevivam por até cinco dias.

No início, o fluido cervical é mais consistente e pegajoso e tem coloração creme ou bege-clara, com aspecto opaco. Em seguida, ele se torna mais cremoso e sua cor fica mais esbranquiçada. Depois, essa secreção passa a ser transparente, úmida, escorregadia e elástica, parecida com uma clara de ovo crua.

Como regra geral, é possível entender que, quanto mais úmido for o fluido cervical, mais próximo a mulher está da ovulação.

3. Ovulação: dias 14 a 15 do ciclo menstrual

A ovulação é o momento em que o folículo dominante (aquele que mais cresceu) libera um óvulo dentro de um dos ovários (em casos raros, os dois ovários podem liberar um óvulo cada um com até 24 horas de intervalo).

Esse óvulo então vai sair do ovário e entrar na tuba uterina. Caso não seja fecundado, ele se desintegra depois de aproximadamente um dia, não havendo mais chance de gravidez nesse ciclo menstrual.

Se, por outro lado, houver o encontro do óvulo com o espermatozóide, ocorre a fertilização e a formação do embrião, que leva cerca de 7 dias para chegar ao útero e se fixar no endométrio.

Em geral, as representações gráficas do ciclo menstrual indicam que a ovulação acontece no 14º dia, que seria exatamente a metade de um ciclo de 28 dias. Porém, esse fenômeno varia de mulher para mulher conforme a duração do seu ciclo, além de variar de um ciclo para o outro, mesmo que eles sejam regulares.

Por isso, quando falamos que a ovulação acontece de 14 a 16 dias depois do primeiro dia da menstruação, trata-se de uma média que não corresponde exatamente ao que acontece no organismo de todas as mulheres.

4. Fase lútea: dias 16 a 28 do ciclo menstrual

Depois de liberar o óvulo, o folículo dominante passa a ser chamado de corpo lúteo. Essa estrutura secreta hormônios que sinalizam para os ovários que a ovulação já aconteceu, então eles interrompem o crescimento dos demais folículos.

Esses hormônios também sinalizam ao útero que ele deve tornar o endométrio mais espesso, o que facilitaria a fixação de um possível embrião. Se houve fecundação, o corpo lúteo é preservado e o endométrio é mantido para permitir o desenvolvimento do futuro feto.

Por outro lado, se a fecundação não aconteceu, o corpo lúteo se dissolve em cerca de 14 dias depois da ovulação. Em consequência, o útero não vai mais receber os hormônios secretados por ele e dará início à descamação do endométrio.

Assim, ao término de um ciclo menstrual no qual não houve fecundação, o endométrio é eliminado do organismo em forma de menstruação, dando início a um novo ciclo.

E quando acontece o período fértil?

Para entender quando acontece o período fértil, é preciso ter bem claro que ele não é a mesma coisa que ovulação.

O Que Devo Considerar Como O Ultimo Dia Da Menstruação?

Embora o óvulo permaneça viável por cerca de 24 horas, os espermatozoides podem sobreviver por até 5 dias dentro do organismo da mulher. Por isso, podemos dizer que o período fértil começa 5 dias antes da ovulação e termina de 1 a 2 dias depois dela (dependendo de quantos óvulos foram liberados).

No entanto, como não há uma data fixa para a ovulação, também não existe data fixa para o início e o término do período fértil. Assim, em vez de basear-se apenas nos dias transcorridos desde a última menstruação, é mais seguro identificá-lo pelos sinais do organismo, incluindo:

  • Aumento do volume do fluido cervical, que fica mais úmido conforme a ovulação se aproxima;
  • Leve desconforto abdominal, que pode se parecer com uma pontada que atinge apenas um dos lados ou com uma cólica no baixo-ventre;
  • Pequeno sangramento de 1 a 2 dias (sangramento de ovulação), que não deve ser confundido com a menstruação;
  • Aumento da libido;
  • Aumento da temperatura corporal.
  • Dessa forma, se houver uma relação sexual desprotegida nesse intervalo, há uma grande possibilidade de que o óvulo liberado nesse período fértil dê origem a um embrião.
  • Contudo, quando não há relação ou o casal utiliza um método contraceptivo de barreira, impedindo o encontro do óvulo com o espermatozóide, a gravidez não vai acontecer, resultando na menstruação.
  • Agora que você sabe como o ciclo menstrual funciona, fica mais fácil entender por que, fisiologicamente falando, o período fértil é antes da menstruação, já que o sangramento é uma consequência da não fertilização do óvulo.

Em caso de dúvidas, consulte um ginecologista. Acesse o site ou o app do MEDPREV e agende sua consulta.

Fonte(s): Lado Oculto da Lua, V Student World e Beautiful Cervix

Menstruação: tudo que você precisa saber sobre o sangramento feminino

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Menstruação: tudo que você precisa saber sobre o sangramento feminino (Foto: Alexander Sergienko/Unsplash)

Aos 16 anos, Carrietta White teve uma surpresa no banheiro da escola: sangue começou a escorrer pelas suas pernas e, com medo que algo de grave poderia estar acontecendo, soltou um grito. “Se refugiou no lado de um dos quatro grandes boxes de chuveiro e lentamente desmoronou, caindo sentada.”

A cena é do livro Carrie, a estranha, de Stephen King, e se tornou uma das mais famosas do cinema, visto que a história foi adaptada para a telona duas vezes — em 1976 e 2013.

A garota teve uma educação severa porque a mãe era extremamente religiosa, e Carrie foi isolada de várias coisas, como o acesso à informação sobre saúde feminina.

Por isso, quando teve a menarca — primeiro fluxo menstrual de uma mulher —, ela ficou desesperada.

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Mas as dúvidas, desconhecimento e apreensões relacionadas à menstruação não são exclusivos da ficção. Uma pesquisa realizada pela organização Plan International, no Reino Unido, demonstrou que uma a cada dez mulheres não se sentem confortáveis para conversar sobre o tema com as próprias amigas.

A falta de diálogo faz o assunto permanecer como tabu, e ainda cria condições para que mitos sejam mantidos. Ao longo da história, por exemplo, já foi dito que o sangue menstrual era venenoso, podendo estragar a agricultura e deixar os animais loucos. Além disso, a menstruação era considerada “imunda” e reflexo de doenças mentais.

Por sorte, a ciência desmentiu algumas crenças e trouxe embasamento para afirmar que menstruar é algo natural. “É efeito da anatomia do corpo e acontece com toda mulher”, diz Patricia Bisestre Peres, ginecologista.

“A menstruação, embora seja incômoda, é um sinal de saúde. Demonstra que os órgãos estão funcionando adequadamente”, enfatiza Erica Mantelli, ginecologista e obstetra.

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O que é a menstruação?Regra, chico, fluxo, catamênio, paquete, mênstruo, lua, menorreia, menarquia, período menstrual e menstruação são sinônimos e significam a perda de sangue pelo canal vaginal das mulheres. Geralmente acontece todo mês.

Não existe uma “maneira correta” de menstruar, sendo que o ciclo e suas reações atingem cada mulher de jeitos diferentes. Para algo ser considerado anormal, é preciso gerar desconforto social e físico. “A menstruação tem uma variação de normalidade muito grande.

Há mulheres que passam um mês sem menstruar e chega a ser um ciclo normal.

É importante se conhecer, saber seu ciclo, sempre buscar um ginecologista e entender o que é normal para você”, afirma Lívia Daia, ginecologista obstetra e mastologista, da Clínica Daia Venturieri.

O que acontece durante a menstruação? O sistema reprodutor feminino é composto de dois ovários, duas tubas uterinas, um útero, a vagina e a vulva.

A partir da puberdade, o endométrio (parte interna do útero) fica mais grosso, esponjoso e vascularizado (com muito sangue), pois está “programado” para receber um embrião.

“Com a ausência da fecundação há queda de hormônios e o tecido interno do útero se rompe e é perdido em forma de sangramento”, explica Daia. 

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Odor, textura e cor: como é a menstruação?Marrom, vermelho escuro ou vermelho muito intenso são as variações de cores que o sangue menstrual pode apresentar. A textura pode ser bem líquida ou em coágulos.

“O odor é característico de sangue. Se tiver cheiro de algo apodrecido ou estragado pode ser algum problema”, comenta Mantelli.

O que é fluxo menstrual?A quantidade de sangue que é eliminado durante o período menstrual representa o fluxo. Há mulheres que possuem hiperfluxo, ou seja, muito intenso, enquanto outras podem sangrar muito pouco, como gotas.

Como não há uma quantidade “ideal” da menstruação, é possível saber o tipo do fluxo observando, por exemplo, quantas vezes é necessário ir ao banheiro trocar de absorvente. “Se a mulher usa o absorvente noturno, e durante o dia o troca numa frequência maior que entre 2 e 2 horas, pode ser considerada anormal”, diz Daia.

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Quais recursos existem para lidar com o fluxo?Os principais métodos para “segurar” o sangue menstrual são os absorventes externos e internos descartáveis, coletor (copinho de silicone), calcinha absorvente lavável,  absorventes de pano e protetores diários descartáveis. “Muitas pacientes usam o protetor diário todos os dias, mas isso pode aumentar o índice de corrimento na mulher. A calcinha foi feita para absorver o suor da vagina, e o ideal é usá-lo só na menstruação”, reitera Peres. 

Coletores (Foto: Flickr/ squiddles/ Creative Commons)

Quais cuidados tomar com os recursos de absorção?Os absorventes externos são os mais tradicionais. Usá-los por muito tempo pode alterar o pH vaginal, causar assaduras e provocar reações alérgicas por causa dos componentes químicos que dão cheiro, por exemplo. O ideal é trocá-lo a cada três ou quatro horas.

O interno — inserido no canal vaginal — também precisa ser trocado nesse mesmo intervalo de tempo. Caso contrário, pode causar proliferação bacteriana e infecções. 

O coletor também fica no canal vaginal, mas pode ficar por mais tempo. Alguns fabricantes afirmam que é possível utilizá-lo por até 12 horas. O tempo de uso vai depender de cada mulher,  e por isso é importante entender como é seu fluxo para evitar vazamentos. “O coletor deve ser lavado em água corrente e higienizado sempre, a cada troca”, ressalta Peres.

A calcinha absorvente e os absorventes de pano também podem causar alergia. 

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Quanto sangue se perde durante a menstruação?“Isso varia bastante, a mulher não consegue fazer a quantificação, a não ser que use o coletor. Mas o mais importante é prestar atenção se há alguma alteração do padrão que a mulher apresenta”, fala Mantelli.  

Exemplo de absorvente interno (Foto: Pixabay/ EME/ Creative Commons)

Quanto tempo dura a menstruação?Segundo Daia, as mulheres ficam, em média, de quatro a cinco dias menstruada. Menstruar por atéoito dias também é considerado normal. 

A menstruação é pausada em algum momento? Durante o período menstrual o sangramento acontece continuamente, seja de dia ou de noite. O sangue só para de escorrer quando o ciclo acaba. 

De quanto em quanto tempo a menstruação ocorre?Cada ciclo menstrual acontece numa variação média de 25 a 30 dias. “A maioria tem um intervalo de 28 dias, mas algumas têm menos e outras mais”, diz Daia.

O período pode ser mais curto ou longo — e isso não representa necessariamente algum distúrbio menstrual.

“É considerado problema o que está fora do comum, ou sintomas que a paciente sente que não estão legais”, avisa Peres. Por isso, ela recomenda que as mulheres conheçam o próprio corpo e seu fluxo menstrual.

Um dica é anotar os dias que costumam acontecer o sangramento, para, assim, saber se há algo fora do padrão. 

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(Foto: Flickr/ Hey Paul Studios/ Creative Commons)

O que é a TPM?A sigla significa Tensão Pré-Menstrual ou Tensão Pós-Menstrual. A maioria das mulheres sente os sintomas nos dias que antecedem o sangramento. São eles: alteração no humor, aumento da ansiedade, insônia, dor de cabeça, inchaço, agitação ou até depressão. “Isso acontece por causa da queda dos hormônios progesterona e estrogênio no organismo”, informa Peres.

Menstruação dói? A menstruação não dói, o que pode ser doído é a cólica. 

O que é a cólica?É a contração que útero faz para eliminar o sangue. “Algumas mulheres sentem dor e outras não, depende da sensibilidade de sentir essa contração”, fala Mantelli.

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Como os remédios melhoram a cólica?Os anticoncepcionais podem ajudar a diminuir as dores pois diminui o fluxo sanguíneo da menstruação. E menos sangramento representa menos contração do útero. Já os remédios para cólica são antiespasmódicos: ou seja, evitam o espasmo do útero e isso faz a contração ser reduzida.

Quando acontece a primeira menstruação?De acordo com Peres, o mais comum é que a menarca ocorra entre os 12 e 13 anos. O início do fluxo menstrual a partir dos 8 anos e seis meses é considerado normal, mas abaixo dessa idade pode representar puberdade precoce ou alguma doença.

O que é a menopausa?

É quando o ovário para de responder aos estímulos do próprio corpo e não há mais ciclo menstrual. É uma fase que toda mulher passa, podendo apresentar ou não sintomas como insônia, alteração da pele e cabelos, aumento de peso e sensação de muito calor.

Geralmente a menopausa acontece na faixa dos 50 anos. Caso ocorra muito cedo, na casa dos 30 anos, por exemplo, pode ser considerada precoce, trazendo riscos de osteoporose, além de eliminar a possibilidade de gestação. 

(Foto: Flickr/ $pacemilk/ Creative Commons)

Como deve ser feita a limpeza na região íntima durante a menstruação?O ideal é lavar a região com água e sabão neutro. Caso não seja possível, a recomendação é usar lencinhos úmidos. “Como as entradas do ânus, vagina e uretra são muito próximos, a limpeza deve ser sempre do bumbum para fora, para não passar bactérias de um canal para o outro”, lembra Peres.

É possível escolher não menstruar?Existem medicamentos baseados em hormônios e anticoncepcionais que podem bloquear o espessamento do endométrio — evitando o sangramento.

Não há contraindicação para esse método, sendo que o mesmo é até recomendado para quem sofre com a menstruação, e para prevenir a endometriose (crescimento anormal do tecido uterino).

“Os efeito indesejável da pílula é o risco de trombose [coagulação sanguínea em uma veia]”, alerta Daia.

Além disso, alguns medicamentos com hormônios usados para tratar tireóide e para emagrecimento, por exemplo, também podem levar à ausência de menstruação.

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A mentruação pode ocasionar alguma doença?“Mulheres que tem hiperfluxo podem ter anemia e problemas de circulação. Também pode atrapalhar a vida sexual e gerar infecções por causa dos absorventes”, informa Daia.

Pode transar menstruada?“Isso vai depender do critério de cada pessoa, mas pode sim ter relação sexual, lembrando sempre de usar preservativo”, explica Peres.

Pode usar camisinha feminina ao transar menstruada?O preservativo feminino se encaixa dentro do canal vaginal. Segundo Peres, é possível utilizá-lo para ter relações sexuais, mas algumas mulheres podem ficar incomodadas. Além disso, não é porque há sangramento que a camisinha vai “escapar”. 

Camisinha feminina (Foto: Anka Grzywacz/ Wikimedia Commons)

Como diferenciar a menstruação de sangramento de escape?O escape é um sangramento que acontece entre um ciclo e o outro. “Na maioria das vezes o fluxo é baixo, e acontece por irregularidade menstrual ou uso de anticoncepcional”, explica Daia.

Homem transexual menstrua?Depende. Se o rapaz estiver fazendo tratamento com hormônios, os mesmos irão bloquear a produção hormonal nos ovários ocasionando a amenorreia (ausência de fluxo menstrual). Caso não haja a ingestão de hormônios, o homem irá menstruar.

É possível engravidar menstruada?Não, pois essa fase representa que não há óvulo pronto para receber a fecundação. 

É possível menstruar durante a gravidez?De acordo com Peres, algumas mulheres relatam ter sangramento durante a gestação, mas  ela aponta que não há evidências científicas que comprovam ser sangue de menstruação. “Pode ser por outras causas como alterações no embrião, colo do útero ou placenta”, afirma.

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A menstruação é interrompida em casos de gravidez psicológica?O ciclo menstrual é influenciado pelo meio ambiente e saúde da mulher. Caso ela tenha algum distúrbio emocional e ocasione a gravidez psicológica, a ausência da menstruação é um dos primeiros sinais.

Como é a menstruação depois da gravidez?“Não existe regra. As mulheres que amamentam no peito ficam mais tempo sem menstruar”, informa Mantelli. Ela também esclarece que menstruar não irá deixar o leite materno mais fraco. 

A menstruação depois da gravidez volta desregulada?O padrão antigo tende a voltar. Os primeiros meses podem ser diferentes, mas não há regras.

Pode vir falhada, e a primeira vez pode ser entre 30 e 40 dias depois do parto (independente de qual tipo tenha sido).

 “É importante sempre fazer acompanhamento pós-parto, solicitar exames, observar seu padrão e se há cólicas”, recomenda Mantelli. 

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Quais recursos absorventes podem ser usados após a gravidez?Coletor e absorvente interno só podem ser utilizados depois de 40 dias do parto, independemente de qual tipo tenha sido.

* Com supervisão de Thiago Tanji

Menstruação e Ciclo Menstrual

A menstruação ou cataménio, por vezes, também chamado período, é resultado da descamação do interior do útero, sendo composto de sangue e células endometriais.

Com a diminuição das hormonas (sobretudo progesterona), no final do ciclo menstrual anterior, diminui a estimulação desta camada uterina (endométrio), que se desintegra parcialmente, saindo pelo colo do útero e vagina, dando origem ao “período” ou fluxo menstrual. 

O período menstrual ou ciclo menstrual é o intervalo de tempo desde o início de uma menstruação até à menstruação seguinte.

A este intervalo também se dá o nome de interlúnio. Trata-se do conjunto de mudanças cíclicas que permitem a gravidez.

Envolve o equilíbrio de vários órgãos e um conjunto de hormonas cuja sincronia é fundamental para que o ciclo se desenvolva normalmente.

Fases do ciclo menstrual

Por convenção, o ciclo menstrual começa com a menstruação ou cataménio, que se pode entender como um reinício de todo o sistema, na ausência de gravidez no ciclo anterior.

Depois um novo folículo é desenvolvido enquanto se “reconstrói” o endométrio.

Chegando a altura da ovulação, iniciam-se alterações da estrutura endometrial, que voltam a desaparecer na ausência de gravidez, reiniciando o ciclo.

Habitualmente distinguimos duas fases do ciclo, separadas pela ovulação.

A primeira fase, proliferativa, ou fase folicular, relaciona-se com o crescimento de um novo folículo e espessamento gradual do endométrio.

No final desta fase dá-se a ovulação e depois, o conjunto de hormonas em circulação torna o endométrio recetivo a um possível embrião. Esta segunda fase, lútea ou secretora, termina quando a mulher menstruar, iniciando-se o novo ciclo.

Quantos dias tem um ciclo menstrual?

Os ciclos de mulheres adultas saudáveis têm entre 21 e 35 dias, sendo 28 dias a média. Mulheres dos 25-35 anos aproximam-se mais do intervalo 28-35 dias. Em adolescentes pode ter entre 21 e 45 dias.

Os ciclos regulares têm uma variação inferior a 7-9 dias de ciclo para ciclo. Ou seja, a diferença entre os ciclos mais curtos e mais compridos é menor que cerca de 7 dias.

Várias teorias foram sendo apontadas para a duração média do ciclo, mas não existe evidência clara que esta esteja relacionada, nomeadamente, com o ciclo lunar, que tem 29,5 dias. As marés foram relacionadas, por serem resultado da proximidade lunar. A luz proporcionada pela lua também foi apontada como influenciadora.

Ainda relacionado com a lua, uma explicação evolucionária, de eco genético dos nossos antepassados caçadores coletores: estes usariam o ciclo lunar para medir o tempo e caçariam mais durante a lua cheia e menos durante a lua nova, pelo que existiria vantagem evolutiva para as mulheres que ovulassem numa altura específica de menor atividade, por exemplo a lua nova.

Isso levaria a uma seleção dos humanos com esse tipo de ciclos, mais próximos do “calendário” usado.

Apesar de evidência pontual e argumentos terem aparecido ao longo dos anos para as teorias referidas, nenhuma delas foi confirmada em estudos maiores, pelo que não são, geralmente, aceites.

A lua não tem, hoje, nenhum efeito provado na fisiologia humana.

Dizemos hoje porque numa altura sem iluminação elétrica teria certamente um efeito na atividade (ou ausência desta) dos humanos à noite, o que por sua vez poderia ter efeitos na fisiologia.

A variação da duração do ciclo relaciona-se sobretudo com a variação da fase folicular. A fase lútea é relativamente constante.

Quantos dias dura a menstruação?

Numa mulher saudável, com ciclos espontâneos (sem medicação ou pílula), o cataménio (período) tem habitualmente uma duração menor que 8 dias. Dentro deste intervalo, existe grande variação entre mulheres, mas menos variação de ciclo para ciclo, numa mulher com ciclo regulares.

Sinais e sintomas no ciclo menstrual 

Um ciclo menstrual normal dá origem a variações identificáveis objetivamente e percetíveis pela mulher. Começando pela menstruação, que é um sinal objetivo do início do ciclo novo.

Esta é muitas vezes acompanhada por dores menstruais, que por vezes começam ainda antes da menstruação. Não raras vezes, pode ser necessária medicação para aliviar a dor.

Dismenorreia é o termo clínico para menstruação dolorosa, que pode ser debilitante em alguns casos.

As mudanças identificáveis continuam com as alterações do corrimento, que se torna progressivamente mais claro e transparente. Chegando a altura da ovulação, estas características são máximas e o corrimento poderá ser “esticado” entre dois dedos. Também podem ser sentidas dores durante a ovulação.

A ovulação determina mudanças hormonais que, por sua vez, levam a novos sintomas. Tensão mamária, corrimento mais espesso, entre outras alterações variáveis entre mulheres podem ser sentidas, de forma cíclica, nesta fase (fase lútea).

O sangramento antes da menstruação, especialmente se recorrente, merece uma avaliação. É, no entanto, uma queixa habitual e raramente associada a patologia, se aparecer apenas numa ocasião ou raramente.

Síndrome pré-menstrual

A síndrome pré-menstrual é um conjunto de alterações físicas, psíquicas e de humor que normalmente aparecem dias antes do cataménio (menstruação). Devem ser distinguidas de outras patologias, nomeadamente do foro psiquiátrico.

Habitualmente envolvem mudanças de humor e irritabilidade.Esta síndrome varia desde pequenas alterações, que são desvalorizadas pelas próprias mulheres, durante dois ou 3 dias, até sintomatologia severa e limitante que pode durar até duas semanas.

O tratamento, depois de bem caracterizada a situação e feito o diagnóstico, poderá passar pelo uso de fármacos, sendo a pílula um dos mais comuns. Exercício físico, diminuição da cafeína e álcool podem ajudar nos casos leves a moderados e são recomendáveis a todas as mulheres.

Qual o período fértil para engravidar?

A gravidez pode ocorrer sempre que existe fecundação do ovócito (que é gerado em cada ciclo menstrual) por um espermatozoide. Este ovócito poderá ser fecundado em cerca de 12 horas após a ovulação.

O período fértil é de cerca de 6 dias, incluindo o dia da ovulação e os 5 dias anteriores.

A probabilidade aumenta, se existiu uma relação sexual nos cerca de dois dias precedentes à ovulação, e no dia da ovulação.

Com ciclos regulares, será possível calcular a ovulação como cerca de 14 dias antes da próxima menstruação esperada.

De uma forma geral, relações cada dois a três dias poucos dias após cessação do fluxo menstrual aumentam a probabilidade de gravidez, mesmo sem uma precisa identificação da ovulação.

Menstruação irregular

Já vimos, acima, em que consiste um ciclo regular. O ciclo menstrual pode ser irregular por diversos motivos. Interessa, por isso, caracterizar as queixas e um calendário menstrual, em que são registadas as perdas menstruais. A menstruação irregular, dita como tal, tem de ser objetivada.

É frequente, depois de uma análise, explicar que as supostas irregularidades do ciclo se devem a desconhecimento da fisiologia normal. Algumas mulheres queixam-se de “menstruação desregulada” ou período irregular porque atrasam sempre (no dia do mês) quando isso pode significar que têm ciclos regulares e normais de, por exemplo, 34 dias.

Assim, uma menstruação vem sempre mais tarde no dia do mês do que a anterior.

Entre as causas mais frequentes de irregularidades menstruais podemos referir a imaturidade hormonal, (comum na adolescência), alterações estruturais do útero, como miomas ou pólipos, alterações dos ovários, como quistos ou alterações da ovulação.

Saiba, aqui, tudo sobre irregularidades do ciclo menstrual.

Alterações no cataménio (período ou menstruação)

O fluxo menstrual normal dura até 8 dias, com perda de sangue entre 5-80ml, e aparece com regularidade (ver Quantos dias tem um ciclo menstrual?). A cor varia desde que começa até acabar, e entre mulheres. A menstruação prolongada tem mais de 8 dias e deve ser estudada, se habitual.

Algumas mulheres têm um corrimento antes da menstruação diferente, que pode ter características como cor acastanhada.

A menstruação, para além do vermelho em várias tonalidades, pode ser castanha (marrom), por vezes mais escura, raras vezes quase preta, com aspeto “borra de café”.

Estas cores escuras aparecem mais vezes quando o fluxo é em menor quantidade, sendo resultado da decomposição do ferro presente no sangue.

Uma menstruação “adiantada” ou atrasada depende, como vimos, de uma correta interpretação do ciclo menstrual da mulher, e uma análise dos vários ciclos (meses) precedentes.

Tendo em conta que o fluxo menstrual total pode ser de apenas de 5ml, esta pode ser erradamente interpretada como pouca. Nestes casos, é também, como vimos, mais castanha ou escura. Da mesma forma, a menstruação abundante é difícil de objetivar.

Uma menstruação que vaze pensos grandes em pouco tempo (menos de 3 horas), que use mais de cerca de 20 pensos, que vaze habitualmente durante a noite, com coágulos grandes, que cause anemia, ou que de outra forma interfira física, psíquica ou socialmente na qualidade de vida da mulher merece avaliação.

As alterações do fluxo menstrual são interpretadas no contexto do ciclo menstrual da mulher. Daí que a sua normalidade dependerá de uma série de fatores, como a duração, timing previsto da ovulação (e se esta ocorre), idade, etc.

Nunca esquecer que a pílula e outras medicações hormonais alteraram todas estas características, na medida em que, na maioria das vezes, o ciclo menstrual é interrompido e a “menstruação” (mais corretamente chamada de hemorragia de privação), se existente, terá características em relação com o(s) fármaco(s) usado(s).

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Menstruação atrasada

Uma menstruação atrasada é causa de grande ansiedade na mulher, quer deseje ou não uma gravidez. Já vimos que a variabilidade normal do ciclo pode ir até 7 dias entre os ciclos mais curtos ou longos. Se a menstruação não for regular, esta diferença pode ser muito superior.

Um atraso menstrual significativo (mais de uma semana num ciclo regular) pode ser um sinal de gravidez, mas nem sempre. Um simples teste de gravidez da farmácia poderá confirmar ou excluir gravidez com enorme certeza em poucos minutos. Atualmente, qualquer teste de urina é extremamente fiável, quando existe um atraso menstrual.

A minha menstruação será normal?

Já vimos que existe grande variabilidade naquilo que se pode considerar normal. Na dúvida, deve consultar o seu médico para esclarecer as suas dúvidas em relação a este aspeto da sua fisiologia.

Alguns sinais que deverão suscitar esclarecimento e/ou acompanhamento, serão:

  • Ausência de menstruação aos 14 anos sem desenvolvimento das características sexuais secundárias (por exemplo, crescimento mamário);
  • Ausência de menstruação aos 16 anos, independentemente do restante desenvolvimento;
  • Ausência de menstruação regular e espontânea;
  • Dores muito fortes durante a menstruação (dismenorreia), especialmente se aparecerem sem nunca as ter tido (ou com essa intensidade) e/ou não cederem facilmente a medicação;
  • Menstruações muito abundantes ou muito prolongadas (mais de uma semana);
  • Perdas sistemáticas ou abundantes de sangue fora do cataménio (período) sem uso de medicação que o justifique.

Primeira menstruação

A primeira menstruação (menarca) acontece em média entre os 12-13 anos, e normalmente até aos 15 anos. Amenorreia primária é o nome para a ausência de menstruação numa jovem que ainda não menstruou aos 16 anos, ou dois anos após o desenvolvimento das suas características sexuais secundárias, como o desenvolvimento mamário.

Puberdade, ou aparecimento de sinais sexuais secundários (desenvolvimento das mamas e pelo púbico) antes dos 8 anos numa menina poderá não ser normal. Ausência da puberdade aos 14 anos merece também estudo.

Qual a idade normal da menopausa?

A menopausa é definida por cessação permanente da menstruação, sem outra causa patológica ou fisiológica. Diagnostica-se 12 meses após a última menstruação. A idade média da menopausa é de cerca de 51 anos, sendo habitual entre os 43 e os 57 anos.

Antes dos 40 anos merece avaliação e estudo, pois nesta faixa define-se como insuficiência ovárica primária (antes chamada falência ovárica prematura).

O diagnóstico da menopausa é clínico, pelo que as análises e exames servirão apenas para avaliar dúvidas clínicas em relação à causa da amenorreia (ausência de menstruação), ou estudo de uma menopausa precoce.

A menopausa ou, mais precisamente, a peri-menopausa ou climatério pode causar várias irregularidades menstruais. Este período de transição pode durar até 5 anos ou mais, sendo altamente variável. As alterações incluem irregularidades da duração do ciclo, intervalos crescentes de amenorreia (ausência de menstruação) e cessação da ovulação.

Calendário menstrual (tabelinha): entenda seu período fértil!

Você já parou para pensar que ainda que muitas mulheres fiquem grávidas sem planejar, engravidar pode não ser tão simples quanto parece? De maneira geral, podemos dizer que é necessário conhecer bem o seu corpo e entender cada fase do ciclo menstrual para fazer as tentativas no momento em que o organismo está mais propício. Para isso, há quem aposte no uso de um calendário menstrual: a famosa tabelinha.

Provavelmente, você já ouviu falar que esse método, por si só, não é totalmente eficaz. O problema, nesse caso, não é a falibilidade da tabelinha em si, mas sim a dificuldade que muitas mulheres encontram para identificar essas fases.

É importante perceber que a contagem do ciclo menstrual não deve ser baseada somente em matemática, mas também precisa considerar os sintomas que indicam a ocorrência do período fértil, como dores abdominais e mudanças no muco cervical. Assim sendo, você deve estar atenta a eles.

Para entender melhor como utilizar corretamente a tabelinha, continue a leitura deste post especial sobre o tema e confira!

Quais são as fases do ciclo menstrual?

A cada mês, a mulher passa por algumas fases relacionadas ao ciclo menstrual. Elas são divididas conforme abaixo.

Menstruação

Todos os meses, o corpo feminino prepara o útero para receber um embrião. Caso a mulher não engravide, o endométrio (camada interna do útero) se desprende e desce em forma de sangue. Durante esse período, o útero se prepara para reconstruir o endométrio, e os ovários se preparam para liberar novo(s) óvulo(s) no próximo ciclo.

Por não haver óvulos maduros, as chances de ocorrência de uma gravidez são muito baixas.

Período ovulatório

Eis que chega a hora de engravidar! Por volta de 14 dias após o início da menstruação (considerando-se um ciclo de 28 dias), o muco cervical adquire o aspecto de uma clara de ovo. Esse é um dos sinais das mudanças hormonais do período da ovulação, indicando que o óvulo está pronto para ser fecundado. Trata-se da fase ideal para manter relações sexuais.

Pós-ovulação

Nessa fase, caso não tenha sido fecundado, o óvulo deve se degenerar, minimizando as possibilidades de uma gravidez nesse período. O muco cervical se torna mais seco, e logo a menstruação chegará novamente.

Para que serve a calculadora do período fértil?

A calculadora do período fértil serve para identificar a época na qual a mulher está mais propensa a engravidar.

Trata-se de uma maneira de mensurar, a partir de cálculos, em qual fase do ciclo menstrual você está. Associado à observação dos sinais do seu corpo, o uso da ferramenta constitui um instrumento eficaz na identificação do seu período fértil.

Como usar a tabelinha?

Para começar a usar a ferramenta, você precisará observar a quantidade de dias do seu ciclo durante alguns meses. Portanto, caso a mulher tenha ciclos muito irregulares, o uso da tabelinha não é tão fidedigno para evidenciar o período fértil.

A contagem deve iniciar no primeiro dia de uma menstruação até o dia que antecede o início da próxima. A partir daí, conhecendo o número aproximado de dias do seu ciclo, é possível estimar que o período fértil ocorra em torno de duas semanas antes da próxima menstruação.

Como calcular o calendário menstrual?

Hoje em dia, existem ferramentas na web, como a nossa, que permitem o cálculo do período fértil a partir da inserção da média de dias do seu ciclo e da data do início da última menstruação.

O calendário menstrual costuma ser eficaz para casais que estão tentando engravidar, ou mesmo para aqueles que querem evitar uma gravidez. Entretanto, o corpo humano não é uma ciência exata, e os sinais que ele envia também precisam ser observados. Além disso, se o casal já mantém relações sexuais frequentes, automaticamente as tentativas ocorrerão também no período fértil.

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Médica ginecologista com especialização em Reprodução Humana na HCFMRP – USP. CRM-SP 164.436

Há algum tempo minha menstruação acaba com um sangue mais escuro. É normal?

Sim, é normal e está relacionado ao fim do período menstrual.

Geralmente, a menstruação pode durar até 8 dias e a cor do sangue variar um pouco, sendo mais escura no final, pois a sua quantidade e velocidade de saída são menores.

Além disso, junto ao plasma também vem um pouco de coágulo, que são bolsas mais espessas de sangue com cerca de 1 ou 2 cm, e isso pode contribuir para deixar a cor da menstruação mais escura.

Mas é importante saber que, frequentemente, o sangue menstrual tem a coloração marrom no começo e no fim e é mais avermelhado no meio do fluxo.

Algumas mulheres que menstruam muito pouco podem ter o sangue mais escuro todos os dias e não há nada de errado nisso.

A atenção deve ser dobrada caso a menstruação seja muito intensa, tenha coágulos maiores do que 2 cm, se houver dor ou algum tipo de odor.

Já quando o período menstrual acabou, mas cerca de um ou dois dias depois ainda sai um pouco de líquido com a cor mais amarronzada, parecida com a da borra de café, também não requer grandes atenções.

Isso porque esse é um sangue que já foi em parte metabolizado pelas bactérias da flora vaginal e ficou acumulado no fundo da vagina. Não é mais a menstruação propriamente dita ocorrendo, mas sim o que sobrou de sangue daquele período.

Então, conforme a mulher se movimenta, ou pratica alguma atividade física, relação sexual, etc., o sangue vai saindo aos poucos.

O grande problema está no incômodo que isso pode causar. Então, o melhor é procurar a ajuda de um ginecologista para que ele possa investigar melhor e indicar um tratamento ou algo que possa ser feito para aliviar o desconforto.

Fontes: Alexandre Pupo, ginecologista e obstetra do Hospital Sírio Libanês e Hospital Albert Einstein, ambos em São Paulo; Bárbara Murayama, ginecologista, especialista em endoscopia ginecológica pela Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e diretora da Clínica Gergin, em São Paulo; Cristina Laguna Benetti Pinto, coordenadora da Comissão Nacional Especializada em Ginecologia Endócrina da Febrasgo, e Maurício Abrão, professor pós-doutor associado e chefe do Departamento de Endometriose da USP (Universidade de São Paulo) e chefe da ginecologia avançada da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Quais são suas principais dúvidas sobre saúde do corpo e da mente? Mande um email para [email protected] Toda semana, os melhores especialistas respondem aqui no VivaBem.

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