Não Quero Fazer Parte De Um Clube Que Me Aceite Como Membro?

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04/02/2018 02h00

O sol faz São Paulo parecer uma panela de pressão e os termômetros marcarem 32ºC. Em uma das regiões mais valorizadas da cidade, um homem de sunga lê o jornal, um grupo joga tênis e crianças brincam na piscina sob o olhar de babás vestidas de branco da cabeça aos pés.

A cena acontece no clube Pinheiros, no Jardim Europa, mas costuma se repetir em todos os clubes de elite da capital: do Paulistano ao Hebraica, do Sírio ao Harmonia.

Para responder ao crescimento das áreas de lazer dos condomínios de luxo, essas associações precisaram se reinventar na última década. O Pinheiros aposta cada vez mais no esporte. “Enquanto eu fico na academia, meus filhos não saem das quadras”, conta Adriana Piacsek, 47, sócia e mãe de um casal de 15 e 9 anos.

Já o Paulistano propicia o networking entre sócios, enquanto o Hebraica privilegia uma programação cultural variada. “A tecnologia, o crescimento dos condomínios e o trânsito travado fizeram com que os clubes se adaptassem”, avalia Gabriel Milevsky, diretor do Hebraica.

Só que, para associar-se a eles, é preciso trilhar um longo caminho. Nem todos têm títulos disponíveis. Quando há, a disputa é concorrida, deve-se ter a indicação de mais de um sócio e ser aprovado em entrevista com membros do conselho ou da diretoria. Depois, é hora de pagar as taxas, que podem chegar a R$ 500 mil.

*

PINHEIROS

Até a década de 1930, os sócios do clube Germânia passavam tardes inteiras à beira do rio Pinheiros, em competições de remo, aprendendo a nadar ou descansando nos cochos -cercadinhos de madeira nas margens.

Durante a Segunda Guerra, o Germânia passou a ser chamado de Pinheiros. Com o excesso de poluição, o rio, porém, tornou-se impróprio a seus frequentadores, que hoje aproveitam suas nove piscinas.

“O sócio quer praticar esportes. Se o objetivo é a parte social, ele acaba escolhendo outro lugar”, explica Roberto Cappellano, presidente do clube, que tem cerca de 39 mil sócios.

  • Hoje, o Pinheiros conta com 35 modalidades, para associados e atletas –medalhistas olímpicos como Cesar Cielo e Arthur Nory passaram por lá.
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  • ESPORTE CLUBE PINHEIROS

Há vagas?
Não. É preciso comprar o título diretamente de um sócio desistente

Preço do título
Varia. Como a venda é direta, pode chegar a cerca de R$ 20 mil. A transferência de titularidade custa até R$ 70 mil

  1. Mensalidade
    R$ 420 (individual)
  2. Ano de fundação
    1899, com o nome de Esporte Clube Germânia
  3. Principais atrações
    Complexo esportivo, onde é possível praticar 35 modalidades

r. Angelina Maffei Vita, 493, Jardim Europa, tel. 3598-9700, ecp.org.br

PAULISTANO

Aos que passam as catracas do Paulistano, um cartaz avisa: na área social do primeiro andar, não é permitido o uso de agasalho esportivo, regata, bermuda, tênis ou sandália. Para senhoras, a calça capri está liberada. Para homens e mulheres, o sapatênis também.

Ao andar pelos corredores ou visitar algum dos 12 restaurantes, bares e cafés, não é raro encontrar engravatados tomando um drinque ou gente que parece ter saído de uma
reunião importante mexendo no celular.

Fundado em 1900, o clube preza pela variedade de espaços de relacionamento e reúne parte da elite paulistana -os 25 mil sócios e dependentes pertencem às classes A e B, sendo que 50% têm mais de 40 anos. “A estrutura é ótima.

É um lugar para fazer contatos”, diz Cláudia Farina, 47, cuja família é sócia do Paulistano há mais de 65 anos. Diretora de uma agência de intercâmbios, ela promove palestras sobre o tema no lugar.

“Alguns dos meus clientes são do clube.”

Cláudia é também responsável pelo balé fitness do Paulistano. A atividade mistura a dança clássica com exercícios físicos e integra uma gama de opções que inclui ioga, pilates e sapateado. E 40 modalidades esportivas, como esgrima e tênis.

O esporte, aliás, motivou a criação da instituição. Até os anos 1930, as grandes atrações eram o time de futebol e a piscina, que tinha quatro trampolins. Hoje, o cafezinho e a troca de cartões de visita costumam falar mais alto.

Não Quero Fazer Parte De Um Clube Que Me Aceite Como Membro?

CLUB ATHLETICO PAULISTANO

Há vagas?
Não. É preciso comprar o título de um associado

Preço do título
Varia. Pode chegar a R$ 25 mil. A transferência sai por cerca de R$ 500 mil

  • Mensalidade
    R$ 452 (individual)
  • Ano de fundação
    1900
  • Principais atrações
    As 12 opções de restaurantes, bares e cafés. O ginásio Antônio Prado Júnior, projetado por Paulo Mendes da Rocha, vale a visita

r. Honduras, 1.400, Jardim Paulista, tel. 3065-2000, paulistano.org.br

HEBRAICA

Vizinho ao Pinheiros -os dois clubes ficam frente a frente, cada um em uma calçada-, o Hebraica vem se esforçando nos últimos anos para deixar de lado a ideia de que é um espaço fechado e restrito à comunidade judaica.

Quem anda ao lado de suas seis piscinas e pelas alamedas arborizadas logo percebe que o lugar vive uma transformação. Uma reforma está prestes a criar novas áreas, como uma incubadora de start-ups, academia e centro para luta de artes marciais.

Além disso, cartazes anunciam uma programação incessante, que conta com shows, concertos, peças de teatro, mostras de artes e festivais de cinema. Muitas atividades são gratuitas e,
detalhe, abertas a não-sócios.

“Buscamos ser um clube integrado à cidade. Um verdadeiro centro de convivência. Mas, ao mesmo tempo, um local em que a comunidade judaica interaja com os seus pares e preserve as suas tradições”, conta o diretor-superintendente, Gabriel Milevsky.

  1. Não Quero Fazer Parte De Um Clube Que Me Aceite Como Membro?
  2. HEBRAICA
  3. Há vagas?
    Sim
  4. Preço do título
    R$ 68.590
  5. Mensalidade
    R$ 750 (familiar)
  6. Ano de fundação
    1953
  7. Principais atrações
    Além das seis piscinas, há o café Dulca, uma incubadora de start-ups e programação com shows e festival de cinema

r. Rua Hungria, 1.000, Jardim Europa, tel. 3818-8888, hebraica.org.br

SÍRIO

Formado em sua maioria por descendentes de árabes e empresários, o Sírio vem aumentando nos últimos anos o número de atividades para dois públicos específicos entre os 5.000 sócios: crianças e idosos.

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Uma das atrações é a programação gastronômica. Eventos costumam servir especialidades como esfihas, falafel e charutos –acompanhados ou não de apresentações de dança do ventre.

  • Não Quero Fazer Parte De Um Clube Que Me Aceite Como Membro?
  • ESPORTE CLUBE SÍRIO
  • Há vagas?
    Sim
  • Preço do título
    R$ 135 mil
  • Mensalidade
    R$ 500 (individual)
  • Ano de fundação
    1917

av. Indianápolis, 1.192, Indianópolis, tel. 2189-8500, sirio.org.br

HARMONIA

É o mais restrito dos clubes de elite. Seus sócios não gostam de aparecer nem de comentar que frequentam o espaço. Procurada pela reportagem durante os últimos três meses, a diretoria não quis dar entrevista. Tudo isso torna a instituição pouco conhecida pelos moradores da cidade.

Fundado por dissidentes do Paulistano, o local tem hoje pouco mais de 4.000 sócios e nunca planejou ter uma gama variada de esportes, preferindo priorizar o seu carro chefe: o tênis.

Reprodução
Não Quero Fazer Parte De Um Clube Que Me Aceite Como Membro?
Vista aérea do clube Harmonia, um dos mais restritos da cidade

SOCIEDADE HARMONIA DE TÊNIS

Há vagas?
Não. É preciso comprar o título de um associado

  1. Preço do título
    Varia. Pode passar de R$ 30 mil (não divulga valor de transferência)
  2. Mensalidade
    Não divulga
  3. Ano de fundação
    1930

r. Canadá, 658, Jardim América, tel. 3087-0533

o clube de livros da Intrínseca | Leia antes e se apaixone

O intrínsecos é o clube de assinatura de livros da Intrínseca, editora que publicou alguns dos livros mais legais dos últimos 15 anos. Fazendo parte do nosso clube do livro, você receberá todo mês um livro surpresa que nunca foi publicado no Brasil, em uma edição especial que somente quem faz parte do clube recebe.

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Que tipo de livros vou receber?

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Por isso, se você quiser cancelar antes dos 12 meses, paga multa no valor de uma caixa (R$ 54,90). A parte boa é que você garante 12 caixas e ainda economiza R$ 60,00 ao final de um ano em comparação ao plano padrão.

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Desconfie do clube que te aceita como sócio

A Operação Lava Jato já deixou marcas na história brasileira. Apesar das fortes emoções que desperta, a qualidade de seu legado para a democracia e a luta anticorrupção não está dada. O episódio mais recente dá noção dos obstáculos externos e das armadilhas internas que enfrenta.

Um acordo entre a Petrobras e o governo dos Estados Unidos, auxiliado pela equipe do Ministério Público Federal (MPF), estabeleceu que 80% da vultosa multa que a Petrobras, em troca de não sofrer uma ação criminal, pagaria no exterior seria transferida ao Brasil sob a condição de que a empresa entrasse em outro acordo com autoridades brasileiras e que tais recursos se destinassem a ações específicas de combate à corrupção e promoção da cidadania. Não equivale a resgate de dinheiro roubado, mas a punição por um ilícito praticado, segundo lei americana. Seria dinheiro carimbado para fim particular e visível.

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Daí seguiu um acordo entre a Petrobras e a força-tarefa da Lava Jato.

Definiu-se que a quantia repassada pela Petrobras ao Brasil seria usada como fundo patrimonial (endowment) de uma fundação, sediada em Curitiba, com missão de interesse público.

Teriam assento nessa fundação membros da sociedade civil, um do MPF e outro do Ministério Público do Paraná. O modelo, segundo consta, segue orientações da comunidade internacional anticorrupção.

Críticas surgiram a partir de perguntas jurídicas cruciais: segundo a lei brasileira, a natureza dos recursos é pública ou privada? Não deveria ir para o Tesouro e obedecer a regras ordinárias do orçamento público? Teria o MPF competência para participar da negociação e, supondo que a fundação seja viável, liderar sua construção e participar de sua gestão? Qual sociedade civil governaria a fundação? Quem escolheria? A política pública não seria ferramenta mais democrática e eficiente para cumprir a tarefa? Não há terceira via entre, de um lado, a criação de fundação privada e, de outro, a destinação ao orçamento estatal, vala comum onde recursos podem se espalhar em alocações discricionárias e deixar de ser investidos numa finalidade determinada, tal como exige o governo americano?

Os críticos podem não ter acertado no alvo e no tom. O desafio jurídico não é trivial.

Acusações de que a força-tarefa estaria criando a “Fundação Lava Jato”, um “estado paralelo”, um “monstro político” que alimenta bolsonarismo, uma babel, uma conspiração de procuradores que pretendem alçar voos eleitorais não contribuíram para elucidar a natureza do problema e detectar eventuais lacunas a ser preenchidas na legislação brasileira. O episódio pede diálogo e inovação, não gritaria.

Em reação às críticas, porém, o procurador Carlos Fernando S.

Lima assim escreveu: “Há os que não leram e criticam; há os que leram, não entenderam e criticam; e há os que leram, entenderam e, por má-fé, criticam”.

Os críticos ignorariam os fatos e agiriam “com base em desinformação, leviandade”. Deltan Dallagnol retuitou. Uma pérola do que a prudência não recomenda e a boa educação não ensina.

Primeiro, uma sugestão ética: evitem chamar o crítico de burro e mau-caráter, mesmo que ele seja.

Segundo, uma dica tática: evitem chamar o crítico de burro e mau-caráter, mesmo que ele seja.

A posição institucional não lhes concede o luxo da incontinência verbal; a liberdade de expressão não lhes dá o direito à retórica autoritária nem à afetação santimoniosa. Na sabedoria popular: ajudem-nos a lhes ajudar. Não é mero manual de estilo e etiqueta, mas condição para começar a conversa e conquistar respeito.

Diante do barulho, a força-tarefa acabou por pedir ao judiciário a suspensão do acordo. Ao mesmo tempo, Raquel Dodge, procuradora-geral, solicitou ao STF sua anulação.

Protagonistas do episódio poderiam revisitar algumas das lições de arquitetura das democracias liberais: nenhuma instituição tem o monopólio da virtude; quem legisla, não controla; quem controla, não administra; quem administra, não legisla; quem acusa, não julga; alguém dá a última palavra, sempre falível, e por isso merece máxima vigilância; procedimentos rigorosos, não pessoas virtuosas, garantem a legitimidade e longevidade de instituições.

Grandes inventores da história democrática, como James Madison, arquiteto da Constituição americana, desconfiavam de si mesmos e desenharam instituições a partir dessa premissa. Desconfie do clube que te aceita como sócio, lembra a tirada marxista (do Groucho, não do Karl).

Conrado Hübner Mendes é doutor em Direito e professor da USP

Groucho Marx – Wikipédia, a enciclopédia livre

Groucho Marx

Groucho Marx em sua famosa caracterização: de óculos, bigodes e sobrancelhas pintados e charuto

Nome completo

Julius Henry Marx

Outros nomes

Groucho

Nascimento

2 de outubro de 1890Nova Iorque,  Estados Unidos

Nacionalidade

norte-americano(a)

Morte

19 de agosto de 1977 (86 anos) Estados Unidos

Ocupação

Ator, humorista, comediante, diretor de cinema, cantor, compositor e roteirista

Groucho Marx, pseudônimo de Julius Henry Marx (Nova Iorque, 2 de outubro de 1890[1] – 19 de agosto de 1977) foi um comediante e ator estadunidense, célebre como um dos mestres do humor. Fez treze filmes com seus irmãos, os Irmãos Marx, dos quais foi o terceiro por ordem de nascimento. Groucho também teve uma carreira solo bem-sucedida, especialmente como apresentador dos game shows de rádio e televisão You Bet Your Life e Tell it to Groucho.[2] Sua aparência característica, remanescente de seus dias de vaudeville, incluía detalhes como óculos e um charuto, além de espessos bigode e sobrancelhas pintados.

Biografia

Infância e pré-carreira em Hollywood

A família Marx cresceu num bairro judeu na virada do século. Hoje refere-se a esse bairro como Carnegie Hill no Upper East Side (E 93 Street off Lexington Avenue) de Manhattan. O edifício que moravam, ao qual Harpo chamava de “a casa real” era povoada por imigrantes europeus, principalmente artesãos – que incluía até um soprador de vidro.

Os pais de Groucho Marx eram Minnie Schoenberg e Sam Marx (“Frenchie”), ela era dona de casa e ele, alfaiate. O tio materno de Groucho era Al Schoenberg, que encurtou seu nome para Al Shean para o show business.

Ele fazia parte da dupla de Gallagher e Shean, um ato do vaudeville popular no início do século XX. Minnie Marx tinha uma intensa ambição para os seus filhos no palco.

Custeou aulas de piano para Leonard (Chico Marx) e descobriu voz de soprano em Groucho.

Seguiu o caminho artístico da família de sua mãe – o avô era mágico e a avó tocava harpa. Mesmos sonhos no palco dividia Júlio com a mãe.

Aos 12 anos, quando se tornava um leitor voraz particularmente de Horatio Alger, larga a escola para ganhar dinheiro para ajudar a família com pequenos “trampos”.

Durante todo o resto de sua vida, Marx iria superar sua falta de educação formal pelo exercício constante da leitura.

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Julius subiu ao palco como cantor mirim em 1905. Em 1909, Minnie Marx com sucesso se torna uma agente eficiente, confiável & ativa. Galgou seus filhos em baixas produções do vaudeville.

Excursionaram o centro-oeste norte-americano sempre voltando a Nova York.

Quando começaram a faturar em torno dos seus 18 e 20 anos com o 'The Four Nightingales, compram um carro e se mudam para La Grange, Illinois, para estabelecer-se melhor com shows no centro-Oeste.

Acabou indo para o teatro de comédia junto com seus três irmãos, com quem formou um grupo humorístico conhecido como Irmãos Marx, que se tornaram a maiores estrelas de comédia do Teatro do Palácio.

Grupo cômico Marx Brothers (irmãos Marx), em 5 de dezembro de 1948; da esquerda para a direita: Chico, Harpo; sentado: Groucho)

Tudo isso foi anterior a sua carreira em Hollywood. Groucho foi relançado para o estrelato no You Bet Your Life (um programa de TV), ele já havia se apresentado com sucesso por meio século.

Hollywood

Groucho Marx fez 26 filmes, 13 deles com os irmãos Chico e Harpo. Marx desenvolveu uma rotina como wise-cracking hustler, ou seja, um andar de galinha, além de figuradamente se apresentar sempre com um charuto, bigodes e sobrancelhas exagerados pintados a graxa.

Seu primeiro filme foi em 1919, mudo e nunca fora apresentado, acredita-se ter se destruído. Uma década mais tarde, o grupo fez alguns dos seus hits na Broadway em filmes, quando assinaram um contrato com a Paramount, onde fizeram uma série de comédias consideradas até hoje como clássicos: The Cocoanuts, Animal Crackers, Monkey Business e Duck Soup.

Em 1935 os irmãos se reduzem a três e alcançam ainda mais sucesso com A Night at the Opera, A Day at the Races e A Night in Casablanca. Ele se caracterizou pela irreverência, pelo inesperado e pelo humor inteligente.

Marx trabalhou como comediante e apresentador de rádio.

Em 1947, Groucho Marx estrelaria ao lado de Carmen Miranda o filme Copacabana, o longa-metragem marca sua primeira aparição sem seus irmãos.

[3] Após o termino das gravações, Marx faria apenas participações especiais em alguns outros filmes, ele iria pouco tempo mais tarde iniciar sua extensa carreira na TV.

Nesse período, foi escolhido para sediar um programa de rádio quiz You Bet Your Life transmitido pela ABC e CBS, antes de passar para a televisão NBC, em 1950.

Filmado diante de uma plateia ao vivo, a televisão mostra Marx entrevistando os participantes e jogando piadas, antes de fazer um questionário breve. O show foi o responsável pela frase “Diga a palavra secreta, e dividirá os 100 dólares” (isto é, cada participante receberia 50 dólares) e “Quem está enterrado no túmulo de Grant? ou “Qual é a cor da Casa Branca?”

Groucho foi objecto de uma lenda urbana, sobre uma suposta resposta a uma competidora que teve uma dezena de filhos.

Segundo esta lenda, Marx teria perguntado, descrente, por que ela tinha tantos filhos, ao que a candidata teria respondido: “Porque eu amo meu marido”; Marx então teria replicado: “Eu amo meu charuto, mas eu o tiro de minha boca de vez em quando”.

Groucho afirmou diversas vezes em entrevistas que isto nunca ocorreu, mas tal frase continua a ser uma de suas mais famosas citações.

Ao longo de sua carreira, ele introduziu uma série de canções memoráveis em filmes, incluindo “Hooray for Captain Spaulding”, “Everyone Says I Love You” e “Lydia the Tattooed Lady”. Frank Sinatra, que uma vez disse que a única coisa que podia fazer melhor do que Marx era cantar, fez um filme com Marx e Jane Russell em 1951, intitulado Double Dynamite.

Morreu aos 86 anos, vítima de uma pneumonia. Groucho se notabilizou por diversas frases célebres em seus filmes, como: “Eu nunca faria parte de um clube que me aceitasse como sócio” ou ¨Eu nunca esqueço um rosto, mas no seu caso, vou fazer uma exceção¨. Foi sepultado no Eden Memorial Park, Mission Hills, Califórnia no Estados Unidos.[4]

Filmografia

Carreira solo

  • Yours for the Asking (1936)
  • The King and the Chorus Girl (1937)
  • Instatanes (1943)
  • Copacabana (1947)
  • Mr. Music (1950)
  • Double Dynamite (1951)
  • A Girl in Every Port (1952)
  • Will Success Spoil Rock Hunter? (1957)
  • The Story of Mankind (1957)
  • The Mikado (1960)
  • Skidoo (1968)

Curtas-metragens

  • Hollywood on Parade No. 11 (1933)
  • Screen Snapshots Series 16, No. 3 (1936)
  • Sunday Night at the Trocadero (1937)
  • Screen Snapshots: The Great Al Jolson (1955)
  • Showdown at Ulcer Gulch (1956) (voz)
  • Screen Snapshots: Playtime in Hollywood (1956)

Referências

  1. ↑ Seu registro de alistamento da Primeira Guerra Mundial o lista como Julius Henry Marx, Chicago, Illinois Roll #1452474 – o censo de 1900 lista seu nascimento como outubro de 1890}}
  2. ↑ Los Angeles, August 19, 1977 Groucho Marx, the comedian, died tonight at the Cedar Sinai Medical Center here after failing to recover from a respiratory ailment that hospitalized him June 22. He was 86 years and 10 months old.. «Groucho Marx, Comedian, Dead. Movie Star and TV Host Was 86. Master of the Insult Groucho Marx, Film Comedian and Host of 'You Bet Your Life,' Dies.». The New York Times 20 de agosto de 1977  |acessodata= requer |url= (ajuda)
  3. ↑ William H. Young & Nancy K. Young. «World War II and the Postwar Years in America – 2 volumes: A Historical and Cultural Encyclopedia». Consultado em 21 de junho de 2014 
  4. ↑ Groucho Marx (em inglês) no Find a Grave

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