Motivos Que Levaram O Papa Alexandre A Reconheceu Portugal Como Reino?

Motivos Que Levaram O Papa Alexandre A Reconheceu Portugal Como Reino?

Resposta:

Em 5 de outubro de 1143, foi assinado pelo próprio Afonso Henriques e pelo primo, rei de Leão, o Tratado de Zamora, segundo o qual o rei de Leão reconheceu a independência do Condado Portucalense, que passou a denominar-se Portugal.

  • No entanto, só em 23 de Maio de 1179 é que o Papa Alexandre III aceitou e reconheceu, pela primeira vez, o reino de Portugal e D. Afonso I como seu primeiro monarca.

Explicação:

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  • obrigada lindaa, mas e o motivo?

  • Motivos Que Levaram O Papa Alexandre A Reconheceu Portugal Como Reino?

    aqui meu bem —o motivo foi nos termos do Tratado de Zamora, em 1143, Afonso VII de Leão e Castela reconheceu Portugal como reino e D. Afonso Henriques como rei, mas isso não era suficiente.

  • Motivos Que Levaram O Papa Alexandre A Reconheceu Portugal Como Reino?

    ❤️ espero que vc tenha entendido, se precisar de algo estou aqui

Podemos afirmar que durante
a colonização portuguesa dos
séculos XVI até o século XIX, a
população da região sul era
constituída :
A) O De imigrantes

de várias partes da Europa
que vieram juntos com os portugueses.

B) (A maioria da populaçkova constituida
principalmente por povos indigerias, e a maior parte
do territorio era encoberta por matas namas
C) (A população foi intensificando desde o
século XVI com a chegada dos portugueses.

D) [ Nenhuma das alternativas está correta.

Um dos documentos mais curiosos para a história da grande data de 15 de novembro consiste, a nosso ver, no aspecto inalterável da rua do Ouvidor, nos

dias 15, 16 e 17, onde, a não ser a passagem das forças e a maior animação das pessoas, dir-se-ia nada ter acontecido.

Tão preparado estava o nosso país para a República, tão geral foi o consenso do povo a essa reforma, tão unânimes as adesões que ela obteve, que a rua do Ouvidor, onde toda a nossa vida, todas as nossas perturbações se refletem com intensidade, não perdeu absolutamente o seu caráter de ponto de reunião da moda.

(Adaptado de THOME,J. “Crônica do chic”. 1889. Apud PRIORE,M.D.et alli. Documentos de História do Brasil de Cabral aos anos 90. São Paulo: Scipione, 1997.) “Em frase que se tornou famosa, Aristides Lobo, o propagandista da República, manifestou seu desapontamento com a maneira pela qual foi proclamado o novo regime.

Segundo ele, o povo, que pelo ideário republicano deveria ter sido protagonista dos acontecimentos, assistira a tudo bestializado, sem compreender o que se passava, julgando ver uma parada militar.” (CARVALHO, J.M. “Os bestializados: o Rio de Janeiro e a República que não foi. São Paulo: Companhia das Letras, 1987.

) Nos textos apresentados, encontram-se as opiniões de dois observadores do fim do século XIX – José Thome e Aristides Lobo – a respeito da Proclamação da República.

A divergência entre as posições dos autores sobre o evento refere-se ao seguinte aspecto:*a) ideário republicanob) reação da populaçãoc) caráter elitista do movimentod) caracterização política do regimee) Reação das Elites aliados à Igreja​

A arquitetura é o jogo primoroso, correto e magnífico de massas reunidas na luz. (CORBUSIER). Explique a afirmação

a cidade romana foi fundada pelos Jônios e aqueus egípcios ou hebreus? ajuda PFVRRRRR​

De que modo os líderes totalitários fortaleceram sua população nos países em que atuaram como dirigentes?​

EXPLIQUE OS SEGUINTE TERMOS PRESENTES NO RENASCIMENTO

retome. o estudo. sobre a grecia antiga (tema 1 desta unidde)e faca uma comparacao. entre ser escravo em atenas ou esparta e ser escravo na rona antig

a indicando. semelhancas e diferencas​

4-Descreva o que foi a partilha no continente africano e asiático. me ajuda aqui galera por favoem preciso dessa resposta ​

De acordo com o texto os jacobinos conseguiram conquistar apoio popular devido à: * a) Devido à extrema violência praticada.

b) Apesar da violência pr

aticada, pois adotou diversas medidas de caráter social, como a abolição da escravidão nas colônias francesas, o tabelamento do preço do pão e de outros alimentos, a realização de uma ampla reforma agrária, além de programas de apoio aos indigentes, às viúvas e aos órfãos.

c) O governo jacobino adotou medidas de caráter religioso, abolindo os cultos pagãos. d) Apesar da adoção de medidas de caráter social, os jacobinos confiscaram bens dos burgueses e os doaram para os nobres.

Questão 05 – Em 1910, o Almirante Negro João Cândidoabalou as estruturas da Marinha do Brasil quando,juntamente com outros marinheiros, tomou os navio

s eapontou os canhões para Rio de Janeiro exigindo o fimdos maus tratos na Marinha.Esse movimento social foi a (o):(A) Revolta dos Marinheiros(B) Revolta da Armada(C) Revolta da Esquerda(D) Revolta Dos Quilombos​

23 DE MAIO DE 1179: O PAPA ALEXANDRE III RECONHECE A SOBERANIA DE D. AFONSO HENRIQUES, COM A BULA "MANIFESTIS PROBATUM"

 A Bula “Manifestis Probatum”

A Bula Manifestis probatum  é um dos mais importantes documentos pontifícios da História de Portugal. Foi enviada pelo Papa Alexandre III a D.

 AfonsoHenriques, a 23 de Maio de 1179, confirmando-lhe o título de rei e atribuindo esse título também aos seus sucessores.

 Por outro lado, concedia aomonarca português o domínio dos territórios conquistados e a conquistar aos Mouros, o que representava um importante estímulo à expansão territorial.

Alexandre III foi  um dos papas mais cultos da Idade Média, professor de direito e de teologia, cujas teorias do poder papal aplicou depois de eleito Papa. Alexandre III exerceu uma influência incontestável na Europa do seu tempo. 

A suzerania papal era um facto em relação aos Estados da Europa e a autoridade da Santa Sé aumentou consideravelmente durante o pontificado de Alexandre III. D.

Afonso Henriques tomando-se tributário da Santa Sé e prestando vassalagem ao Papa, obteve o apoio necessário e indispensável na época para garantir uma independência já adquirida de facto, mas ainda não confirmada expressamente pela única autoridade que podia conceder-lha.

De resto, o teor da bula claramente indica que o privilégio concedido se devia aos inumeráveis serviços prestados à Santa Igreja pela propagação da fé cristã, que assinalaria D. Afonso Henriques aos vindouros como um nome digno de memória e um exemplo merecedor de imitação, e porque a Providência divina escolhera-o para governo e salvação do povo.

Deste modo, o Papa, atendendo às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo, toma D.

Afonso Henriques «sob a protecção de São Pedro e a nossa», concede e confirma por autoridade apostólica ao seu domínio, o Reino de Portugal com todas as honras inerentes à realeza, bem como as terras que arrancara das mãos dos sarracenos e nas quais não podiam reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. O privilégio estende-se a todos os seus descendentes, prometendo o Papa defender esta concessão com todo o seu poder supremo.

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Fontes: O Portal da História

Bula “Manifestis Probatum”. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013. 

  • wikipedia (Imagens)
  • Motivos Que Levaram O Papa Alexandre A Reconheceu Portugal Como Reino?
  • Papa Alexandre III

Motivos Que Levaram O Papa Alexandre A Reconheceu Portugal Como Reino?

D. Afonso Henriques

PUBLICADA POR CARLA BRITO EM ESTÓRIAS DA HISTÓRIA 

A 23 DE MAIO DE 1179, O PAPA ALEXANDRE III EMITE A BULA “MANIFESTIS PROBATUM”, A QUAL DECLARA INDEPENDENTE O CONDADO PORTUCALENSE, E D. AFONSO HENRIQUES, O SEU SOBERANO.

CONSTITUI, PARA MIM, UMA DAS MAIS BELAS REDACÇÕES, RIQUÍSSIMA DAQUILO QUE ASSENTA NA GÉNESE DA PERSONALIDADE PORTUGUESA. DESGRAÇADAMENTE EM CONTRASTE COM A REALIDADE ACTUAL, NELA ENCONTRAMOS O PROJECTO ORIGINAL DA NAÇÃO. PESE EMBORA GENUINAMENTE APOSTÓLICA, A BULA PREVÊ A ORIENTAÇÃO POLÍTICA, ESPIRITUAL, ESTRATÉGICA E, IMPLICITAMENTE CULTURAL, DE PORTUGAL.

“ALEXANDRE, BISPO, SERVO DOS SERVOS DE DEUS, AO CARÍSSIMO FILHO EM CRISTO, AFONSO, ILUSTRE REI DOS PORTUGUESES, E A SEUS HERDEIROS, IN 'PERPETUUM'.

ESTÁ CLARAMENTE DEMONSTRADO QUE, COMO BOM FILHO E PRÍNCIPE CATÓLICO, PRESTASTE INUMERÁVEIS SERVIÇOS A TUA MÃE, A SANTA IGREJA, EXTERMINANDO INTREPIDAMENTE EM PORFIADOS TRABALHOS E PROEZAS MILITARES OS INIMIGOS DO NOME CRISTÃO E PROPAGANDO DILIGENTEMENTE A FÉ CRISTÃ, ASSIM DEIXASTE AOS VINDOUROS NOME DIGNO DE MEMÓRIA E EXEMPLO MERECEDOR DE IMITAÇÃO.

DEVE A SÉ APOSTÓLICA AMAR COM SINCERO AFECTO E PROCURAR ATENDER EFICAZMENTE, EM SUAS JUSTAS SÚPLICAS, OS QUE A PROVIDÊNCIA DIVINA ESCOLHEU PARA GOVERNO E SALVAÇÃO DO POVO.

POR ISSO, NÓS, ATENDEMOS ÀS QUALIDADES DE PRUDÊNCIA, JUSTIÇA E IDONEIDADE DE GOVERNO QUE ILUSTRAM A TUA PESSOA, TOMAMO-LA SOB A PROTECÇÃO DE SÃO PEDRO E NOSSA, E CONCEDEMOS E CONFIRMAMOS POR AUTORIDADE APOSTÓLICA AO TEU EXCELSO DOMÍNIO O REINO DE PORTUGAL COM INTEIRAS HONRAS DE REINO E A DIGNIDADE QUE AOS REIS PERTENCE, BEM COMO TODOS OS LUGARES QUE COM O AUXÍLIO DA GRAÇA CELESTE CONQUISTASTE DAS MÃOS DOS SARRACENOS E NOS QUAIS NÃO PODEM REIVINDICAR DIREITOS OS VIZINHOS PRÍNCIPES CRISTÃOS. E PARA QUE MAIS TE FERVORES EM DEVOÇÃO E SERVIÇO AO PRÍNCIPE DOS APÓSTOLOS S. PEDRO E À SANTA IGREJA DE ROMA, DECIDIMOS FAZER A MESMA CONCESSÃO A TEUS HERDEIROS E, COM A AJUDA DE DEUS, PROMETEMOS DEFENDER-LHA, QUANTO CAIBA EM NOSSO APOSTÓLICO MAGISTÉRIO.” (TRADUÇÃO DE LUÍS RIBEIRO SOARES «A BULA 'MANIFESTIS PROBATUM' E A LEGITIMIDADE PORTUGUESA»)

MÁRIO NEVESCAUSA REAL – REAL ASSOCIAÇÃO DA BEIRA LITORAL

FONTE: http://realbeiralitoral.blogspot.pt/2014/05/23-de-maio-de-1179-o-papa-alexandre-iii.html

Manifestis Probatum – Wikipédia, a enciclopédia livre

A bula papal Manifestis Probatum .
Motivos Que Levaram O Papa Alexandre A Reconheceu Portugal Como Reino? D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal.
O Reino de Portugal na Península Ibérica (1210).

Manifestis Probatum (ou Manifestus Probatum) é uma bula emitida pelo Papa Alexandre III, a 23 de Maio de 1179, que declarou o Condado Portucalense independente do Reino de Leão, e D. Afonso Henriques, o seu soberano. Esta bula reconheceu a validade do Tratado de Zamora, assinado a 5 de outubro de 1143 em Zamora, pelo rei de Leão, e por D. Afonso Henriques.

História

O Condado Portucalense era um pequeno território pertencente ao Reino de Leão, que o rei deste cedera, juntamente com a mão da sua filha, D. Teresa, a D. Henrique de Borgonha, um cavaleiro francês que veio ajudar o monarca leonense na luta contra os muçulmanos.

Juntos, D. Teresa e D. Henrique tiveram um filho, D. Afonso Henriques. Quando D. Henrique faleceu, a viúva, D. Teresa, herdou o Condado.

Já desde 1128 que D. Afonso Henriques acreditava que o Condado Portucalense devia ser independente. No entanto, a sua mãe, aconselhada pela nobreza galega e pelo seu novo marido, também galego, não acreditava nesta possibilidade, sendo contra ela.

Incitado e encorajado pela nobreza e pelo clero portucalenses, D. Afonso Henriques travou contra a mãe a batalha de São Mamede (1128), vencendo-a. Tornou-se então conde e estabeleceu duas prioridades:

  1. Tornar independente o condado;
  2. Conquistar território aos sarracenos, que ocupavam ainda uma boa parte da Península Ibérica.

Em 5 de outubro de 1143, foi assinado pelo próprio Afonso Henriques e pelo primo, rei de Leão, o Tratado de Zamora, segundo o qual o rei de Leão reconheceu a independência do Condado Portucalense, que passou a denominar-se Portugal. No entanto, só em 23 de Maio de 1179 é que o Papa Alexandre III aceitou e reconheceu, pela primeira vez, o reino de Portugal e D. Afonso I como seu primeiro monarca.[1]

A Bula

A Bula reza (em português atual e no original em latim):

“Alexandre, Bispo, Servo dos Servos de Deus, ao Caríssimo filho em Cristo, Afonso, Ilustre Rei dos Portugueses, e a seus herdeiros, 'in perpetuum'.

Está claramente demonstrado que, como bom filho e príncipe católico, prestaste inumeráveis serviços a tua mãe, a Santa Igreja, exterminando intrepidamente em porfiados trabalhos e proezas militares os inimigos do nome cristão e propagando diligentemente a fé cristã, assim deixaste aos vindouros nome digno de memória e exemplo merecedor de imitação.

Deve a fé Apostólica amar com sincero afecto e procurar atender eficazmente, em suas justas súplicas, os que a Providência divina escolheu para governo e salvação do povo.

Por isso, Nós, atendemos às qualidades de prudência, justiça e idoneidade de governo que ilustram a tua pessoa, tomamo-la sob a proteção de São Pedro e nossa, e concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de Portugal com inteiras honras de reino e a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos Sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos. E para que mais te fervores em devoção e serviço ao príncipe dos apóstolos S. Pedro e à Santa Igreja de Roma, decidimos fazer a mesma concessão a teus herdeiros e, com a ajuda de Deus, prometemos defender-lha, quanto caiba em nosso apostólico magistério. Continua, pois, a mostrar-te filho caríssimo, tão humilde e devotado à honra e serviço da tua mãe, a Santa Igreja Romana, e a ocupar-te em defender os seus interesses a dilatar a fé cristã de tal modo que esta Sé Apostólica possa alegrar-se de tão devoto e glorioso filho e não duvide da sua afeição. Para significar que o referido reino pertence a São Pedro, determinaste como testemunho de maior reverência pagar anualmente dois marcos de oiro a Nós e aos nossos sucessores. Cuidarás. por isso, de entregar tu e os teus sucessores, ao Arcebispo de Braga pro tempore, o censo que a Nós e a nossos sucessores pertence. Determinamos, portanto, que a nenhum homem seja lícito perturbar temerariamente a tua pessoa ou as dos teus herdeiros e bem assim o referido reino, nem tirar o que a este pertence ou, tirado, retê-lo, diminuí-lo ou fazer-lhe quaisquer imposições. Se de futuro qualquer pessoa eclesiástica ou secular intentar cientemente contra o que dispomos nesta nossa Constituição, e não apresentar satisfação condigna depois de segunda ou terceira advertência, seja privada da dignidade da sua honra e poder, saiba que tem de prestar contas a Deus por ter cometido uma iniquidade, não comungue do sacratíssimo Corpo e Sangue de Jesus Cristo nosso divino Senhor e Redentor, e nem na hora da morte se lhe levante a pena. Com todos, porém, que respeitarem os direitos do mesmo reino e do seu rei, seja a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo, para que neste mundo recolham o fruto das boas obras e junto do soberano juiz encontrem o prémio da eterna paz. Ámen. Ámen.”

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  • Pedro, Paulo, Alexandre PP. III            Eu Alexandre, Bispo da Igreja Católica SS            BENE VALETE
  • Eu Ubaldo Bispo de Óstia SS
  • Eu Teodino Bispo do Porto e de Santa Rufina SS
  • Eu Pedro Bispo de Frascati SS
  • Eu Henrique Bispo de Albano SS
  • Eu Bernardo Bispo de Palestrina SS
  • Eu João Cardeal presbítero do título dos Santos João e Paulo e de Pamáquio SS
  • Eu João Cardeal presbítero do título de Santa Anastásia SS
  • Eu João Cardeal presbítero do título de S. Marcos SS
  • Eu Pedro Cardeal presbítero do título de Santa Susana SS
  • Eu Viviano Cardeal presbítero do título de Santo Estêvão no Monte Celio SS
  • Eu Cíntio Cardeal presbítero do título de Santa Cecília SS
  • Eu Hugo Cardeal presbítero do título de S. Clemente SS
  • Eu Arduino Cardeal presbítero do título de Santa Cruz em Jerusalém SS
  • Eu Mateus Cardeal presbítero do título de S. Marcelo SS
  • Eu Jacinto Cardeal diácono do título de Santa Maria em Cosmedína SS
  • Eu Ardício Cardeal diácono do título de S. Teodoro SS
  • Eu Laborana Cardeal diácono do título de Santa Maria in Porticu SS
  • Eu Rainério Cardeal diácono do título de S. Jorge em Velabro SS
  • Eu Graciano Cardeal diácono do título dos Santos Cosme e Damião SS
  • Eu João Cardeal diácono do título de Santo Angelo SS
  • Eu Rainério Cardeal diácono do título de Santo Adriano SS
  • Eu Mateus Cardeal diácono do título de Santa Maria-a-Nova SS
  • Eu Bernardo Cardeal diácono do título de S. Nicolau in Carcere Tulliano SS
  • Dada em Latrão, por mão de Alberto, Cardeal presbítero e Chanceler da Santa Igreja Romana, a 10 das kalendas de Junho (23 de Maio), indicção XI, ano MCLXXVIIII da Encarnação do Senhor e XX do Pontificado do Papa Alexandre III.
  • (português)
  • SS – “Subscrevi”.

“Alexander Episcopus, servus servorum Dei, Charissimo in Christo filio Alpohso illustri Portugalensium Regi, eiusque Haeredibus, in perpetuam rei memoriam.

Manifestis probatum est argumentis quod per sudores bellicos et certamina militaria inimicorum Christiani nominis intrepidus Extirpato, et Propagator diligens fidei Chistianae, tanquam bonus filius, et Priceps Catholicus, multimoda obsequia Matri tuae Sacrosanctae Ecclesiae impendisti, dignum memoriae nomen, et exemplum imitabile Posteris relinquens: Aequum est autem ut quos ad regimen et salutem populi ab alto dispensatis Coelestis elegit, Apostolica Sedes affectione sincera diligar, et in justis postulationibus studeat efficaciter exaudire. Proinde nos attendentes Personam tuam prudentia ornatam, justitia praeditam, atque ad Populi regimen idoneam, eam sub Beati Petri et nostra protectione suscipimus, et Regni Portugalensium cum integritate honoris Regni et dignitate, quae ad Reges pertinet, nec non omina loca quae cum auxilio Coelestis gratiae de Saracenorum manibus eripueris, in quibus jus sibi no possunt Christiani Principes circum positi vendicare, Excellentiae tuae concedimus, et authoritate Apostolica confirmamus. Ut autem ad devotionem et obsequium Beati Petri Apostolorum Principis et Sacro-sanctae Romanae Ecclesiae vehementius accendaris, haec ipsa prafatis Haeredibus tuis duximus concedenda, eosque super his quae concessa sunt Deo propitio, pro injuncti nobis Apostolatus Officio defendemus. Tua itaque intererit, Fili Charissime, ita circa honorem et obsequium Matri tuae Sacrosanctae Romanae Ecclesiae humilem et devotum exostere, et si te ipsum in eius oportunitatibus, et dilatandis Christianae fidei finibus exercere, ut de tam devoto et glorioso Filio Sedi Apostolicae gratuletur, ut in eius amore quiescat. Ad indicium autem quod praescriptum Regnum Beati Petri juris existat, pro amplioris reverentiae argumento, statuisti duas marhas auri annis singulis nobis, nostrisque successoribus persolvendas, quem unquem censum ad utilitatem nostram, successorumque nostrorum Bracharensi Archiepiscopo, qui pro tempore fuerit, tu et successores tui curabitis assignare. Decernimus ergo, ut nulli omnino licdar Personam tuam, aut Haeredum tuorum, vel etiam praefatum Regnum temere perturbare, aut eius possessiones aufferre, vel ablatas retinere, minuere, aut aliquivus vexationibus fatigare. Si qua igitur in futurum Ecclesiastica, secularisue Persona, sane nostram Constitutionis paginam sciens, contra eam venire temere tentaverit, secundo, tertioue commonita nisi reatum suum digna satisfactione correxirit, potestatis honorisque sui dignitate careat, reamque se divino Judicion existere de perpetua iniquitate cognoscat et a Sacratissimo Corpore et Sanguine Dei et Domini Redemptoris nostri Jesu-Christi aliean fiat, atque in extremo examine districtae ultioni subjaceat. Cunctis autem eidem Regno et Regi sua jura servantibus, sit pax Domini Jesu-Christi quatenus et hic fructum bonae actionis percipiant, et apud districtum Judicem praemia aternae pacis inveniant, Amen, Amen, Alexander” (latim)[2]

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Referências

  1. ↑ «Novo Milênio: MNDLP – Bula papal que reconhece Portugal em 13/4/1179». www.novomilenio.inf.br. Consultado em 25 de maio de 2020 
  2. ↑ (em castelhano)Sousa, Antonio Caetano de Sousa: Provas da Historia Genealogica da Casa Real Portugueza, MCCXXXIX

Bibliografia

  • SOARES, Luís Ribeiro (1979) A Bula 'Manifestis Probatum' e a Legitimidade Portuguesa, Lisboa: Academia Portuguesa da História, 8º Centenário do Reconhecimento de Portugal pela Santa Sé (Bula ‘Manifestis Probatum’, 23 de maio de 1179), Comemoração Académica, 143-191.

Ver também

  • Anexo:Lista de bulas

Ligações externas

  • Bula Manifestis Probatum, de 23 de Maio de 1179, Portal da História, Manuel Amaral 2000-2010
  • A bula Manifestis Probatum, o documento fundador do reino, Os Dias da História – A bula Manifestus Probatum, por Paulo Sousa Pinto, Antena 2, 2017
  • [1]

A Wikisource contém fontes primárias relacionadas com Bula Manifestis Probatum

  • Portal do catolicismo
  • Portal da História
  • Portal de Portugal

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A bula Manifestis Probatum, o documento fundador do reino

A 23 de maio de 1179, o papa Alexandre III emitiu uma bula dedicada ao rei português D.

Afonso Henriques e aos seus herdeiros, na qual reafirmava a proteção da Santa Sé e continha a seguinte declaração: “concedemos e confirmamos por autoridade apostólica ao teu excelso domínio o reino de Portugal com inteiras honras de reino e a dignidade que aos reis pertence, bem como todos os lugares que com o auxílio da graça celeste conquistaste das mãos dos Sarracenos e nos quais não podem reivindicar direitos os vizinhos príncipes cristãos”.

Assim, e pela primeira vez, o papa declarava de forma inequívoca o reconhecimento de Portugal como reino e de D.

Afonso Henriques como rei, e salvaguardava os territórios adquiridos na guerra como fazendo parte integrante de Portugal. Foi um passo decisivo para a independência de Portugal e para D.

Afonso Henriques, então já muito perto dos 70 anos de idade, que via finalmente ser-lhe reconhecida a dignidade e o título de rei.

  • Portugal não era já independente, desde o Tratado de Zamora?

Nos termos do Tratado de Zamora, em 1143, Afonso VII de Leão e Castela reconheceu Portugal como reino e D. Afonso Henriques como rei, mas isso não era suficiente. O rei de Castela e Leão intitulava-se imperador e, portanto, apelidar o seu primo de rei era até uma forma de aumentar o seu próprio prestígio.

A estratégia de D. Afonso Henriques e dos seus homens, nomeadamente de D. João Peculiar, arcebispo de Braga, visava obter o reconhecimento direto do Papa, devido à importância que possuía na cristandade europeia da época. Declarou-se vassalo da Santa Sé e manobrou nos meandros diplomáticos para obter a separação e a primazia do arcebispado de Braga sobre Toledo e Santiago de Compostela.

Esta posição fazia naturalmente parte de uma estratégia diplomática mais vasta, junto de outros reinos da Europa, para acentuar a distinção e a autonomia de Portugal como reino soberano e independente. Mas continuava a faltar o reconhecimento da Santa Sé. Ao fim de quase 40 anos, finalmente, o papa Alexandre III concedeu-lhe o estatuto desejado.

  • Por que demorou tanto tempo, esse reconhecimento?

O processo foi naturalmente lento porque dependeu da alteração da conjuntura internacional. O reconhecimento da independência de Portugal não agradava, naturalmente, aos reis de Castela-Leão. Mas a morte do imperador Afonso VII e a separação destes dois reinos, em 1157, assim como a emancipação definitiva de Aragão, facilitou as pretensões de D. Afonso Henriques.

Por outro lado, a autoridade do papado esteve enfraquecida ao longo do século XII, com o envolvimento em querelas com o Sacro Império Romano-Germânico e o surgimento de vários anti-Papas.

A eleição de Alexandre III, em 1159, alterou este cenário. Alexandre III era um personagem enérgico, que pretendia desempenhar novamente um papel interventivo na cena política internacional.

No mesmo ano em que emitiu a bula Manifestis Probatum, Alexandre III convocou o 3º Concílio de Latrão, no qual a Santa Sé voltou a afirmar-se como o árbitro da Europa. O reconhecimento de Portugal e de D. Afonso Henriques constituiu, portanto, um sinal de afirmação da sua própria autoridade.

Ouça aqui outros episódios do programa Dias da História

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