Intervenção Pedagogica O Que É E Como Fazer?

Acompanhar o aprendizado e o rendimento dos alunos é papel de professores e coordenadores pedagógicos. Esse acompanhamento é fundamental para a identificação de conteúdos que precisam ser revistos, dificuldades e transtornos de aprendizagem. Para todos os tipos de dificuldades, existem intervenções pedagógica possíveis.

Preparamos este artigo para ajudar educadores e profissionais da educação a planejarem e realizarem intervenções pedagógicas em ambiente escolar. Confira!

O que é intervenção pedagógica?

A intervenção pedagógica é uma interferência feita por um profissional da educação sobre o processo de desenvolvimento e aprendizagem do estudante no momento em que uma dificuldade é identificada. O objetivo dessa ação envolve possibilitar que o aluno compreenda e absorva os conteúdos desenvolvidos na escola.

A intervenção pedagógica modifica o processo educacional na medida em que o docente precisa traçar estratégias e pensar em novas formas de abordar o conteúdo. Trata-se de um ótimo recurso para combater dificuldades escolares comuns, melhorando o relacionamento entre alunos e escola.

Como planejar intervenções pedagógicas?

A intervenção pedagógica é mais eficaz quando toma resultados de avaliações como base. Realizar avaliações de forma contínua é interessante para que o acompanhamento próximo do aprendizado dos alunos seja possível. Não basta, no entanto, aplicar as avaliações.

Os resultados precisam ser analisados para que a intervenção pedagógica consiga agir mais especificamente nas dificuldades encontradas e, assim, ser assertiva. Após a análise dos resultados, os educadores devem buscar novas formas de conduzir suas aulas e apresentar o conteúdo aos alunos.

A comparação de resultados entre diferentes turmas pode contribuir para identificação de possíveis melhorias.

Essa prática permite determinar componentes curriculares ou áreas do conhecimento que apresentam resultados mais ou menos heterogêneos.

Analisando a taxa de acerto das questões, é possível compreender em quais conteúdos o desempenho do aluno precisa melhorar, sendo mais claro para o educador onde agir.

A cultura de avaliar os estudantes continuamente permite que intervenções pedagógicas diferentes sejam realizadas. Assim, o professor consegue conhecer seus alunos, identificando quais as estratégias são mais eficazes e mais satisfatórias.

Intervenção Pedagogica O Que É E Como Fazer?

A intervenção pedagógica na sala de aula

Uma vez que os pontos que os alunos precisam melhorar são identificados, é hora de pensar nas estratégias que serão adotadas em sala de aula com foco no desempenho dos estudantes.

Aulas de revisão dos conteúdos mais errados

Aulas de revisão dos conteúdos com menores taxas de acerto é a forma mais comum de intervenção pedagógica. No entanto, é interessante que essa revisão seja feita de maneira diferente da forma que o conteúdo foi abordado inicialmente.

O educador pode e deve buscar novas estratégias para ensinar o conteúdo, não trabalhando apenas com aulas expositivas. O uso da internet é um grande aliado nesse processo.

Gamificação

O professor pode trazer as dinâmicas de games para a sala de aula. A gamificação no processo pedagógico busca torná-lo mais atrativo por meio de características como competição, busca por recompensa, socialização e prazer pela superação.

O uso de recursos tecnológicos, como celular ou tablet, é muito aplicável no processo de gamificação do aprendizado. Os alunos se sentem mais motivados quando a tecnologia é utilizada, uma vez que o aprendizado passa a ser mais divertido e desafiador.

Sala de aula invertida

A sala de aula invertida consiste em os alunos estudarem o conteúdo escolar em casa por meio de leituras, videoaulas e demais recursos virtuais. Já na sala de aula, fazem exercícios e tiram dúvidas com o professor.

Com esse modelo de aula, o aluno passa a assumir o papel de protagonista do seu próprio aprendizado. O professor, então, é o mediador do conteúdo.

Organizar grupos de estudos entre os alunos

O professor pode estabelecer um momento da aula em que os alunos são divididos em grupos para discutirem um assunto que têm dificuldade. Estudando em conjunto, eles podem se ajudar e compreender o conteúdo de forma mais leve e natural, desenvolvendo também questões ligadas à colaboração. O docente, portanto, pode intervir nesses momentos e solucionar dúvidas.

Essa prática pode ser incentivada para além da sala de aula. A escola pode propor que os estudantes mantenham os grupos de estudos e se disponibilizar para tirar as dúvidas que surgirem durante os encontros. Além disso, a instituição pode ceder uma sala para a prática, permitindo que os grupos aconteçam dentro da própria escola .

Estratégias para além da sala de aula

O educador e a escola devem incentivar e propor estratégias de intervenção para além da sala de aula. Além de grupos de estudos entre os alunos, podem incentivar que os estudantes busquem videoaulas, plantão online de dúvidas e estimular que alunos com melhor desempenho ajudem os colegas com mais dificuldade.

Conclusão

A escola tem o papel de acompanhar o desenvolvimento e o desempenho dos alunos. Quando uma dificuldade for encontrada, os educadores devem agir a fim de minimizá-la e impulsionar os resultados dos discentes. Para planejar uma intervenção pedagógica, é importante avaliar os alunos para identificar os pontos que precisam ser melhorados.

A partir da avaliação e análise de resultados, as intervenções podem ser planejadas e passam por diversas estratégias. Quer saber mais sobre como melhorar o desempenho dos alunos a partir da avaliação? Baixe o infográfico gratuito:

Intervenção Pedagogica O Que É E Como Fazer?

Sua escola tem a cultura de realizar avaliações contínuas e intervenções pedagógicas? Comente!

Como o professor faz intervenções pedagógicas com todos os alunos e atende às especificidades de aprendizagem de cada um?

Intervenção Pedagogica O Que É E Como Fazer?

Organizar a turma em grupos definidos a partir dos saberes das crianças é fundamental para que a situação didática aconteça

Era essa a questão de duas professoras em nossas reuniões de planejamento para 2013.  A resposta: planejando e organizando a turma em grupos definidos pelo professor que, a partir dos saberes das crianças, define quem vai sentar com quem para que a situação didática aconteça.  Dessa forma, o educador pode intervir em um grupo específico enquanto os demais fazem a atividade com autonomia.

Na Educação Infantil, um dos grandes objetivos é a conquista da autonomia.

Desde muito pequenas, incentivamos as crianças a pegar o jogo e guardar, usar os materiais de Artes Visuais adequadamente, limpar e organizá-los para deixar para o colega utilizar.

Sendo assim, os pequenos se tornam capazes de realizar muitas atividades sem a ajuda de um adulto e essa condição é fundamental para que o professor possa focar suas intervenções em um determinado grupo que necessita de mais atenção naquele momento.

  • Um exemplo prático – aconteceu na minha escola
  • Pedi para a Profª Andreia Amorim, que é bem experiente, relatar como aconteceu uma situação didática na sua classe (infantil 2), cujos objetivos eram avançar na contagem termo a termo e quantificar.  Foi assim:
  • – 12 crianças estavam em 3 mesas (4 em cada) brincando de jogo de percurso com 50 casinhas no “caminho” (tabuleiro, 1 pino da cada cor para cada criança e 1 dado). Nesse grupo estavam as crianças que já sabem fazer a contagem termo a termo entre 20 e 50, e em cada mesa havia 1 ou 2 crianças que sabiam o jogo e poderiam ajudar os colegas;
  • 6 crianças estavam em 2 mesas (3 em cada) com o jogo de preenchimento de 30 casas (cada criança tinha o seu tabuleiro e 1 dado, no meio da mesa um pote com muitas tampinhas), na sua vez a criança joga o dado e preenche as casinhas com as tampinhas conforme o número que tirou no dado. Nestes grupos estavam as crianças que fazem a contagem termo a termo entre 10 e 15 e apenas algumas quantificam, ficando uma em cada mesa;

No chão, próximo à lousa e mais afastada das mesas, estava a Andreia sentada em círculo com 8 crianças brincando com tampinhas coloridas e a história do Leprechaun (descrito no post de 23/10/2012 sobre os jogos de matemática no infantil 2, veja aqui). Nesse grupo estavam as crianças que não contam termo a termo. O desafio aqui é participar da brincadeira e, com a ajuda da professora, contar as “pedras preciosas” que ganhou.

Claro que às vezes as crianças dos outros grupos solicitavam o auxílio da professora, ocorriam pequenos conflitos e muitas vezes jogavam errado.

Andreia falava com elas, pedia para uma ou outra criança voltar para o seu grupo, mas  seu objetivo era intervir com o 3º grupo enquanto os demais participassem do jogo, assegurando que a atividade continuasse acontecendo nas mesinhas (mesmo que com alguns equívocos). Afinal as crianças aprendem na interação com os colegas e não só com as intervenções do professor.

Ela relatou que no próximo dia dessa atividade acompanhará e intervirá junto às 6 crianças cuja contagem está entre 10 e 15 enquanto os demais vão brincar com outra configuração de organização de agrupamentos.  Cada uma das 8 crianças que ainda não fazem a contagem termo a termo estará num grupo onde os outros 2 ou 3 sabem e poderão ajudá-la e assegurando que o jogo aconteça.

A atividade proposta não precisa ser do mesmo conteúdo para todos os grupos, pode ser uma atividade de leitura de nomes dos colegas com metade da turma e a outra metade brincando com jogos de encaixe ou modelagem (atividades que fazem com autonomia e índice muito baixo de conflitos entre as crianças). O importante é que o professor saiba que ora ele vai estar junto fazendo intervenções e registrando numa pauta os avanços daquele grupo e ora não estará, os pequenos participarão com os colegas de outra atividade, havendo sempre um revezamento do grupo que está junto ao professor.

Quanto mais se conhece os saberes e afinidades das crianças mais fácil fica para organizar grupos que funcionam bem.

É muito comum algumas crianças na sala de aula fazerem a tutela de outras, pode ser muito bom se o professor souber direcionar e não permitir que se tornem dependentes, quem tutela também aprende muito quando  ajudar ou ensina  um colega.

  O tutelado também sai ganhando, pois pode aprender muitos procedimentos e compreender um jogo, participar mais ativamente com a ajuda de um colega e aprender.

As professoras que estavam com dúvidas compreenderam como se faz e, com ajuda, minha e das colegas,  poderão planejar as situações didáticas de maneira mais ajustada.  E na sua escola as professoras também se ajudam?

Um beijo, Leninha.

O que são intervenções pedagógicas? – Portal Educação

Intervenção Pedagogica O Que É E Como Fazer? PEDAGOGIA

23/04/2013

A intervenção pedagógica é uma interferência que um profissional, tanto o educador quanto o psicopedagogo, faz sobre o processo de desenvolvimento ou aprendizagem do sujeito, o qual no momento apresenta problemas de aprendizagem.

Entende-se que na intervenção o procedimento adotado interfere no processo, com o objetivo de compreendê-lo, explicitá-lo ou corrigi-lo. É preciso introduzir novos elementos para que o sujeito, pense, elabore de uma forma diferenciada, quebrando padrões anteriores de relacionamento com o mundo das pessoas das ideias.

A seguir, descrevemos algumas atividades que podem contribuir de forma positiva para a realização de uma intervenção pedagógica na leitura e escrita.

Atividade permanente: Leitura e interpretação de textos – Nesta atividade o aluno necessita da:

– Familiarização com um gênero textual (uso de um mesmo gênero por um tempo determinado); – Familiarização com um tema e reflexão sobre os diferentes modos de abordá- lo (diferentes gêneros textuais em um determinado intervalo de tempo); – Desenvolvimento de estratégias de leitura (mesmo que os alunos não sejam alfabetizados); – Aumento de repertório textual (letramento); – Contato com texto escrito (familiarização com as letras e direção da escrita).

Projeto didático: leitura, produção de textos e reflexão sobre o gênero textual, atendendo a finalidades reais.

– Familiarização com o gênero textual; – Reflexão sobre as características predominantes; – Construção de representações sobre as situações de produção de textos; – Produção de texto oral e escrito (textualização); – Revisão textual. Alfabetização como prioridade do ensino -Refletir sobre as palavras -Manipular as palavras -Comparar as palavras -Decompor as palavras -Escrever e ler as palavras -Desenvolver consciência fonológica, relacionando pauta sonora e sequência gráfica

As estratégias de leitura

Para que utilizemos as estratégias de leitura necessitamos ativar nosso conhecimento prévio que temos sobre todos os aspectos envolvidos na leitura para selecionar as informações que possam criar o contexto de produção de leitura, garantindo sua fluência. Refere-se a conhecimento sobre o assunto, o gênero, o portador, onde foi publicado o texto (jornal, revista, livro, folder, panfleto, folheto etc.); o autor do texto, a época em que foi publicado, ou seja, as condições de produção do texto a ser lido. A antecipação de informações que podem estar contidas no texto a ser lido realiza interferência quando lemos, ou seja, lemos para além do que está nas palavras do texto, lemos o que as palavras nos sugerem, por isso é importante: – A localização de informações presentes no texto; – A conferência das inferências e antecipações realizadas ao longo do processamento do texto, de forma a podermos validá-las ou não; – A sínteses das informações dos trechos do texto; – O estabelecimento de relações entre os diferentes segmentos do texto; – O estabelecimento de relações entre tudo o que o texto nos diz e o que outros textos já nos disseram, o que sabemos da vida, do mundo e das pessoas.

Nas sociedades letradas, como a nossa, esse processo de apropriação está estreitamente ligado ao conhecimento da linguagem escrita, principalmente no que se refere à leitura.

Reconhecemos esse conhecimento e compreendemos a partir da referência a um grau ou tipo de letramento que inclui tanto saber decifrar o escrito, quanto ler/escrever com proficiência de leitor/escritor competente.

Neste sentido, saber utilizar nas práticas sociais de leitura e de escrita às estratégias e procedimentos que conferem maior fluência e eficácia ao processo de produção e atribuição de sentidos aos textos com os quais interagimos.

A importância do fazer pedagógico no processo ensino aprendizagem e a intervenção do psicopedagogo. – Brasil Escola

Resumo: O objetivo central desse trabalho de investigação visou identificar a importância de um trabalho pedagógico qualificado e voltado para o processo do desenvolvimento da aprendizagem de crianças do ensino fundamental.

A ênfase na reflexão e construção do mesmo instrumento buscou entrelaçar a constituição de veículos de qualidade no desenvolvimento, na aprendizagem e na intervenção do psicopedagogo; considerando a aprendizagem como um processo articulado entre: o momento do aprendiz, a sua história e as suas possibilidades sob os aspectos cognitivo, afetivo e social.

A responsabilidade dos educadores na formação holística dos educandos no processo ensino aprendizagem representa uma outra temática no artigo, apontando para o aprofundamento da reflexão como proposta de (re)pensar os fazeres inerentes a trama pedagógica.

A questão do fazer pedagógico tem sido bastante discutido pelos educadores preocupados, sensíveis e comprometidos com a promoção expressiva dos seus alunos, na perspectiva de favorecer o surgimento de atores autônomos, críticos e criativos na sociedade local e planetária. Segundo FREIRE (1996, p.

45) “o que importa, na formação docente, não é a repetição mecânica do gesto, este ou aquele, mas a compreensão do valor dos sentimentos, das emoções, do desejo, da insegurança a ser superada pela segurança do medo que, ao ser educado, vai gerando a coragem”.

A coragem do uso social do conhecimento como mecanismo de (re)construção do meio e dos pensamentos que fazem emergir uma sociedade diferente, fomentadora das necessidades mais urgentes de seus partícipes.

  • Portando, uma educação de qualidade está diretamente condicionada ao fato do professor compreender que o seu fazer pedagógico é também determinante para desenvolver o intelecto dos alunos e por via de conseqüências as dimensões sociais.
  • Para fazer essa relação do professor pedagógico com o processo de ensino e aprendizagem, é imperativo falar sobre as práticas educacionais, vez que o professor competente poderá organizar uma ação adequada para as reais necessidades dos alunos.
  • Práticas Educacionais

Segundo Zabala (1998, p.13) “Um dos objetivos de qualquer bom profissional consiste em ser cada vez mais competente em seu ofício. Geralmente se consegue esta melhoria profissional mediante o conhecimento e a experiência: o conhecimento das variáveis que intervêm na prática e a experiência para dominá-las”.

É importante que os educadores internalizem a convicção de que um trabalho mantenedor de bons resultados acontece quando sua dedicação é total, limitado não somente em sala de aula junto aos seus alunos, mas na procura para inovar a sua prática.

O saber não chega sem a procura, e os docentes precisam se conscientizar de que o fazer pedagógico só tem eficiência quando mudamos nossa prática educativa buscando atender as necessidades reais e urgentes dos nossos alunos. Para Zabala (1998), (..

) a melhoria de nossa atividade profissional, como todas as demais, passa pela análise do que fazemos, de nossa prática e do contraste com outras práticas. Segundo Tardif (2002, p. 118), “ao entrar em sala de aula, o professor penetra em um ambiente de trabalho construído de interação humana.

” Um dos grandes desafios dos educadores é penetrar no mundo real dos alunos, isso acontece quando o aluno consegue acreditar no trabalho que os mesmos realizam na co-autoria de seus fazeres.

O fazer pedagógico de qualidade protocola os alunos, eleva sua auto-estima, fazendo o próprio educando confiar em suas potencialidades e apesar de muitos virem de uma realidade social cruel, somente através do trabalho desenvolvido pelo professor conseguem acreditar que é possível mudar sua qualidade de vida.

O ensinamento que na sua prática busca a melhoria social e intelectual dos seus alunos, acredita que os mesmos são capazes de reescrever sua própria história.

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Processo de ensino e aprendizagem

É no contato com a primeira sociedade “família” que a criança tem suas primeiras aprendizagens. Nesse contato a criança cria seu próprio estilo de aprendizagem, que terá modificações à medida que a mesma tenha convívio com outros contextos. Segundo Almeida (1999, p.

48): “Cada estágio da afetividade, ou seja, as emoções, o sentimento e a paixão, pressupõem o desenvolvimento de certas capacidades, em que se revelam um estado de maturação. Portanto, quanto mais habilidade se adquire no campo da racionalidade, maior é o desenvolvimento da afetividade.

” Vê-se com isso que o inicio da aprendizagem humana se dá no âmbito familiar, e depois no social e na escola, ou seja, observa-se que existe um conflito quando a criança deixa o convívio familiar e é inserido na escola..

Nos dias iniciais do contato escolar, muitos alunos sofrem e outros não; em muitos casos os professores não são compreensivos e receptivos, prejudicando a vida acadêmica e o asco de certos alunos por determinadas disciplinas, aumentando o índice do insucesso escolar .

Existem outros fatores que prejudicam o processo ensino aprendizagem: crianças que são indisciplinadas, pais que ameaçam os filhos, fazendo com que os mesmos não se lembrem do que estudou cognitivo, afetivo e social, comprometidos.

As dificuldades em aprender ler e escrever, podem ser advindas de uma desestrutura no processo educacional ao longo da história pessoal do sujeito, tornando-se necessário um resgate no processo de ensino aprendizagem, alertando os educadores e os pais sobre a incompreensão de problemas como a leitura e escrita. Domínio do código letrado e seu uso social.

É papel da instituição escolar encaminhar essas crianças com dificuldades a especialistas, no sentido de identificar, historiar e intervir nos problemas existentes, ajudando as crianças a superarem os mesmos.

Existem dois: O psicopedagogo institucional, aquele que trabalha no ambiente escolar, ocupando-se de crianças e adolescentes que evidenciam dificuldades de aprendizagem, além de orientar os pais. O psicopedagogo clínico, que pode atender crianças também com problemas escolares com intervenção mais acentuadas. Esses profissionais estão preparados para a prevenção, associado diagnóstico e o tratamento dos problemas da aprendizagem escolar. Com o diagnóstico clinico ou institucional identifica-se a causa do problema através de testes e atividades pedagógicas (história, jogos, etc). O psicopedagogo dentro da escola vai atuar junto aos professores, visando à melhoria do processo ensino aprendizagem.

Conclui-se que a psicopedagogia, pode fazer um trabalho associado aos muitos profissionais com vias ao desenvolvimento da criança, bem como, pode contribuir para que os alunos sejam capazes de olhar esse mundo em que vivem, de interpretá-lo e de nele ter condições de interferir com segurança e competência. Assim o psicopedagogo não só contribuirá com o desenvolvimento da criança, mas contribuirá com a evolução de um mundo que melhore as condições de vida planetária, contribuindo para a formação do sujeito holístico.

Publicado por: MARGARIDA ROSA FERRAZ

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Meu Artigo. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

Projeto de intervenção pedagógica em gestão escolar: como fazer

Gerir uma escola é tarefa que exige comprometimento de toda a comunidade escolar. E é por isso que em todo início de período letivo o foco está voltado a desenvolver uma gestão escolar eficiente e que proporcione à escola o destaque e os resultados esperados. 

Porém, muitas vezes, os planos e as ações pensadas podem não dar tão certo quanto o previsto. Quando isso acontece é necessário repensar e, muitas vezes, desenvolver um projeto de intervenção pedagógica em gestão escolar.

Bom, se você quer conhecer melhor este projeto, quando e o que levar em consideração na hora de desenvolvê-lo, este artigo foi feito para você! Basta seguir na leitura e conferir um conteúdo superpertinente e produtivo! Vamos lá?

O que é um projeto de intervenção pedagógica em gestão escolar?

  • O projeto de intervenção pedagógica em gestão escolar é uma ferramenta que pode ser utilizada por educadores, pedagogos ou coordenadores, e visa compreender, explicitar ou corrigir um plano de gestão escolar já em vigor dentro da instituição de ensino.
  • Este um projeto que deve ser pensado com cuidado, já que geralmente entrará em ação quando a gestão pedagógica estiver apresentando dificuldades ou quando o desempenho escolar dos alunos não estiver tão bom quanto o esperado.
  • A gestão pedagógica é um dos pilares mais importantes de toda a gestão escolar, já que ela está estritamente ligada à atividade fim da escola: preparar os docentes para o Enem e vestibulares, além de participar ativamente da construção de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres.

Porém, antes de pensar em um projeto de intervenção pedagógica em gestão escolar, é necessário ter acesso aos resultados obtidos por um relatório gestão escolar. Assim, você conseguirá compreender quais os pontos necessitam de reparos e poderá desenvolver um projeto de intervenção completo.

O ideal é que você se baseie nos dados voltados à gestão pedagógica, já que este vai ser o ponto de atuação do projeto de intervenção. A seguir vamos te mostrar alguns pontos que você deve levar em consideração.

Quais aspectos um relatório de gestão escolar deve medir?

Um relatório de gestão escolar deverá medir os seguintes aspectos:

  • Otimização do desempenho escolar
  • Integração entre os setores
  • Funcionamento das metas
  • Métricas da escola

Procure analisar os dados obtidos por meio do relatório para que assim seja possível analisar os desafios e propor soluções eficazes em seu projeto de intervenção pedagógica em gestão escolar.

Como saber quando é o momento para instituir um projeto de intervenção pedagógica em gestão escolar?

Uma dúvida que acomete vários educadores é: qual o momento certo para elaborar e aplicar um plano de intervenção pedagógica em gestão escolar?

Essa é uma questão bastante pessoal e vai variar de uma escola para outra. O ideal é que você não deixe que as coisas fiquem muito difíceis de se resolver e aja antecipadamente.

Suponhamos que o objetivo principal do plano de gestão escolar do ano, na área pedagógica, seria melhorar o desempenho escolar dos alunos no Enem. Porém, durante o primeiro semestre um simulado com correção TRI foi aplicado e notou-se que os alunos do 3º ano obtiveram uma média muito abaixo da esperada.

O ideal, nesse caso, seria implementar ao fim deste mesmo semestre um projeto de intervenção pedagógica, a fim de melhorar essa média já para o próximo simulado. Assim, você age no cerne do problema, enquanto ele ainda é embrionário, tendo mais seis meses para trabalhar aquilo que não foi trabalhado e melhorar a média desses alunos até a data do Exame oficial. 

Quais pontos devo levar em consideração na hora de desenvolver um projeto de intervenção pedagógica?

Pois bem, após analisar o relatório de gestão escolar e saber qual o momento certo para intervir, você deverá levar em consideração alguns aspectos para desenvolver um projeto de intervenção pedagógica em gestão escolar. Confira quais são eles a seguir:

  • O planejamento anual e os planos de aula estão realmente cumprindo as diretrizes educacionais propostas pela BNCC, como esperado?
  • O Projeto Político Pedagógico (PPP) está sendo seguindo ou os educadores estão tendo alguma dificuldade para se adequar a ele?
  • O material didático escolhido está sendo suficiente ou ele apresenta falhas e deve ser trocado?
  • Tem acontecido diálogos ativos e produtivos entre a equipe pedagógica e docente ou isso ainda é muito distante da realidade da escola?
  • As práticas pensadas para preparar a escola para a educação inclusiva são as corretas ou precisamos repensá-las e adequá-las melhor?
  • O que os indicadores educacionais da escola têm nos mostrado? Os alunos têm obtido um bom desenvolvimento educacional e pessoal? 
  • Qual o feedback dos alunos em relação ao ensino oferecido?
  • As metodologias ativas que foram propostas estão obtendo os resultados esperados e mantendo os alunos motivados?
  • Aqueles estudantes com baixo desempenho têm conseguido se recuperar? As práticas pedagógicas têm atuado nesse sentido?

Estes são alguns dos pontos que você e sua equipe devem levar em consideração na hora de elaborar um projeto de intervenção pedagógica em gestão escolar. 

Como a Imaginie pode te ajudar na hora de criar um projeto de intervenção pedagógica em gestão escolar?

Todo o processo de gerir uma escola é uma tarefa que exige muito esforço e tempo de toda a equipe pedagógica. E na hora de desenvolver um projeto de intervenção pedagógica em gestão escolar não é diferente. 

  1. Mesmo porque esse projeto vá ser uma intervenção e, logo, uma reformulação de tudo aquilo que já havia sido pensando em um momento anterior. 
  2. E para produzir um projeto tão importante você pode contar com a ajuda da Imaginie, uma plataforma online que oferece soluções à escola e busca otimizar o tempo de educadores, coordenadores e diretores. 
  3. A Imaginie desenvolve plataformas de inteligência educacional focadas em auxiliar as instituições de ensino a melhorarem o desempenho escolar dos estudantes. 
  4. Por meio de soluções para redação, avaliações online e orientação vocacional, é possível otimizar a formulação e aplicação de atividades, além de coletar e analisar dados que ajudam a criar estratégias de ensino eficientes.  
  5. As avaliações online que a Imaginie propõe aos alunos é feita nos moldes do Enem e possui correção TRI, o que é muitíssimo importante para os relatórios de gestão escolar pedagógicos, que serão utilizados como base para desenvolver um projeto de intervenção pedagógica em gestão escolar.

Bom, esperamos que você tenha gostado de conhecer mais sobre o projeto de intervenção em gestão escolar. Aproveite para conhecer melhor as soluções que a Imaginie propõe para a sua escola e melhore o desempenho escolar dos alunos!

O que são intervenções pedagógicas e como fazer de forma remota?

Os alunos aprendem diferentes conteúdos todos os dias, mas nem todos são assimilados no mesmo ritmo por toda a turma. Os professores devem acompanhar o rendimento dos estudantes e realizar intervenções pedagógicas quando necessário. 

É importante que os educadores estejam sempre atentos para identificar quais são as dificuldades e transtornos de aprendizagem da turma. Durante a suspensão das aulas em prevenção ao coronavírus, essa atenção é ainda mais importante para manter a rotina escolar dos alunos. 

Leia o manifesto da Agenda Edu – A Jornada educacional continua

O que são intervenções pedagógicas?

As intervenções pedagógicas são interferências feitas pelos profissionais da educação quando percebem uma dificuldade no processo de desenvolvimento e aprendizagem de um aluno. Seu objetivo é ajudar os estudantes a realmente compreender os conteúdos. 

Leia mais: Dificuldade de aprendizagem: como ajudar os alunos a contorná-la?

É necessário trazer novos elementos para a sala de aula, mudar a abordagem e permitir que os alunos consigam pensar de uma forma diferente. São criadas novas estratégias para combater as dificuldades da rotina escolar e melhorar o relacionamento entre estudantes e escola. 

Quando devo fazer uma intervenção?

Para saber qual é o momento certo para as intervenções pedagógicas, o professor precisa realizar avaliações periodicamente com os alunos. Assim, é possível analisar os resultados, junto ao psicopedagogo, para que o processo seja feito de forma específica e assertiva com as dificuldades que foram encontradas. 

Veja mais: Como fazer acompanhamento pedagógico remoto

Ao perceber que existem estudantes que precisam de intervenção, os educadores já podem começar a planejar qual é a melhor maneira de adaptar as aulas para ensinar o conteúdo de forma diferenciada. 

Os professores devem implementar no seu cotidiano o costume de avaliar e observar constantemente os alunos. Conhecer os estudantes é um dos papéis mais importantes de um educador, já que assim eles conseguem identificar quais estratégias serão mais eficazes na sala de aula. 

Como aplicar na sala de aula remota

Você percebeu que alguns alunos estão com dificuldade de aprendizagem e precisam de ajuda para absorver melhor o conteúdo? Chegou a hora de aplicar as intervenções pedagógicas. 

Confira algumas dicas que podem ser utilizadas em sala de aula e em aulas remotas para melhorar o desempenho dos alunos:

Grupos de estudo 

Organizar os alunos em grupos e rodas de conversa é ideal para equilibrar a sala e estimulá-los a ajudarem seus colegas. Ao estudar juntos, eles conseguem entender o conteúdo de forma mais natural com uma aprendizagem horizontal (aluno com aluno), ao invés da aprendizagem vertical (professor para aluno). 

Ao colocar estudantes que tenham dificuldade em uma matéria com outros que têm mais facilidade, eles também vão aprender sobre colaboração e como encontrar soluções em conjunto. O professor age como mediador, intervindo quando necessário. 

Leia mais: Roda de conversa: como usar essa estratégia na sala de aula 

Para realizar um grupo durante a suspensão das aulas, os professores podem utilizar a funcionalidade Eventos na Agenda Edu para fazer transmissões ao vivo. Os alunos participarão da chamada em tempo real e podem ser acompanhadas pelo educador. 

Saiba como fazer videoaulas e transmissões ao vivo na Agenda Edu 

Gamificação

A gamificação está cada vez mais presente na sala de aula. A tecnologia deve ser vista como uma aliada do professor e utilizada para complementar o estudo. Trazer o universo dos games para a escola torna o conteúdo mais atrativo e faz com que os alunos tenham um novo entendimento do conteúdo. 

Os alunos se sentem motivados e desafiados ao estudar com tecnologia, se divertem mais e desenvolvem uma competição saudável, além de interagir com os colegas e tentar melhorar o seu desempenho. 

Com a funcionalidade Atividades, a escola pode enviar dinâmicas com dicas de games para os estudantes. Que tal criar uma competição online? Crianças, jovens e responsáveis podem se envolver, aprender e se divertir. 

Realizar revisões periodicamente é uma ótima maneira de garantir que os alunos terão contato com o conteúdo mais de uma vez. Essa é uma das formas mais comuns de intervenções pedagógicas e é bastante fácil de aplicar. 

É importante que o professor faça a revisão com uma abordagem diferente da que foi utilizada quando o assunto foi ensinado pela primeira vez. Buscar novas estratégias, materiais e atividades fará com que o conteúdo seja melhor assimilado e desperte o interesse dos estudantes. 

Os professores também podem utilizar a funcionalidade Mensagens para criar canais personalizados, como um plantão “Tira Dúvidas” e um “Correção de Atividades” para os alunos enviarem tarefas e receberem dicas e orientações. 

Sala de aula invertida

Uma da intervenções pedagógicas que pode ajudar os alunos de forma mais ativa é a sala de aula invertida. Nesse método educacional, os alunos estudam o conteúdo previamente em casa com livros, vídeos e outros recursos. 

Assim, os estudantes já entendem sobre o assunto que irão discutir e fazem exercícios e tiram dúvidas na sala de aula. Esse tipo de aula estimula o protagonismo do aluno e faz com que ele assuma o seu aprendizado. 

Veja mais: Sala invertida como solução de engajamento na escola

Agenda digital

Os professores podem utilizar a agenda digital para enviar conteúdos complementares para os alunos. Estimular o estudo em casa com videoaulas, plantão de dúvidas e sugestões de leitura são algumas alternativas para ajudar os estudantes a se aproximarem da matéria. 

Sua escola não tem Agenda Edu? Para superarmos juntos os impactos do Covid-19 na educação, estamos disponibilizando o uso gratuito de uma versão reduzida da plataforma para não parceiros por 90 dias. Saiba mais e solicite na sua escola.

  • Fonte:
  • Sistema de ensino pH
  • Portal Educação

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