Homem Que Gosta De Homem Como Se Chama?

Vinicius de Moraes dizia, com graça, que se o cão é o melhor amigo do homem, então o whisky é um cão engarrafado. Eu acrescentaria: e a Gillette é a melhor amiga da mulher. Quem diz Gillette, diz Epilady, Braun ou outra geringonça qualquer que elimine pelos.

Que levante o braço quem nunca amaldiçoou o sistema capilar, mais o seu estúpido vigor. Parece de propósito: cada vez que surge um candidato a príncipe encantado no horizonte, nascem 100 novos pêlos nas pernas. I. passou seis meses sozinha.

Foram 180 serões a queimar as pestanas com os livros de Dan Brown e a enfeitar o ventre, mais ou menos liso, com dois belos pneus, insuflados a Häagen-Dazs, M&M e bolachas Maria com manteiga (céus, uma mulher só come bolacha Maria com manteiga quando está mesmo carente).

Mais de 12 semanas a descobrir – de início, contrariada – a cultura oriental com a telenovela O Caminho das Índias e outras tantas a adormecer no sofá com o riso sórdido do Dr. House.

Claro que ao fim dos primeiros dois meses deixou de ligar à Zezinha para marcar a tortura, vulgo depilação. Não pensem que é qualquer mulher que se submete a 60 minutos de escalpe só para se sentir bem consigo própria. Ainda por cima, era Inverno e a moda mandava usar saias com collants opacos. I.

estava, portanto, fechada no convento quando, numa bela sexta-feira à noite, foi jantar fora e caiu em tentação. Sabem como é – um amigo de um amigo, de um amigo. Consta que o rapaz era bom conversador, apreciador de jazz e com ares de Brad Pitt (talvez mais Braz Pinto do que outra coisa, mas a I.

pareceu-lhe um galã).

Claro que já não foi para casa ver o CSI Miami. Preferiu ficar a descobrir outros mistérios.

Às quatro da madrugada, depois de muito rir, beber e dançar, descobriu-se deitada no sofá – o tal que a amparou nos seis meses de reclusão –, com o penteado desfeito e o fecho do vestido aberto até meio das costas. Foi como se lhe dessem um choque eléctrico. “Lembrei-me de como tinha as pernas e entrei um pânico.”

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Não era caso para isso. Entre as 10 coisas que os homens mais abominam na cama, apuradas num estudo brasileiro de 2008, não há qualquer referência à falta de depilação.

A saber: eles detestam fazer sexo às escuras, não gostam de mulheres demasiado caladinhas nem muito tagarelas (a ideia é emitir um ou outro gemido e falar pausadamente, com a boca colada ao ouvido do parceiro), agradecem algum cuidado no manuseamento do seu órgão sexual (o que não implica tratá-lo como um vidrinho) e adoram ser estimulados.

Claro que aquela coisa de fazer sexo como quem vê um documentário histórico, distante e sensaborão, é impensável. Melhor ser considerada uma atrevida do que uma chata.

Estão proibidas as atitudes egoístas, do género, “mostra-me do que és capaz” – sexo é como Estado, quando as coisas correm mal a culpa também é sua; as trocas de nomes e os ataques de nostalgia. M. diz que desistiu definitivamente de P. quando, na terceira noite que passaram juntos, ele comparou o tamanho do soutien dela ao da ex – com clara desvantagem para M., diga-se de passagem.

Também não vale a pena discutir a descida das taxas de juros antes de se despir, e livre-se de sucumbir a um daqueles ataques de sopeirice que às vezes atacam as mulheres mais insuspeitas. Uma das coisas que mais desapontou J., no breve romance que manteve com A., foi a estúpida mania que ela tinha de lavar a loiça antes de se ir deitar…

A fechar este top ten de comportamentos anti-t…, surge o excesso de zelo de mulheres como I. Medo de serem rejeitadas por causa de três pêlos; pânico de serem apontadas por causa da celulite no rabo; raiva por não terem posto o body preto em vez daquelas cuecas brancas, etc., etc,, etc.

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Más notícias: pior do que pele casca de laranja e depilação mal feita, só uma tremenda insegurança. Minhas senhoras, acordem. Os homens também têm medo de falhar – e falham. Mais do que isso: eles gostam de mulheres reais e essas nem sempre têm nota 10.

Querem ver? Em 2007, o britânico Mirror fez um inquérito junto dos leitores para descobrir as 15 coisas que as mulheres nunca imaginaram que os homens consideram sexy.

Surpresa: eles gostam de pouca maquilhagem (nada pior, dizem, do que dar um beijo na boca e ficar a saber a bâton), estômagos redondos (o que explica o sucesso das Shakiras), rugas, pequenas cicatrizes e seios médios (apesar dos media fazerem a apologia do XL).

Ficam igualmente rendidos a mulheres que gostam de sair e beber copos (desde que não voltem para casa em ombros), e não se importam que elas lhes liguem a meio da noite para confessar que sentiram a falta deles.

Admiram as que têm jeito para crianças, desejam as que voltam para casa descalças e acham graça às que usam roupa interior desencontrada. A explicação é divertidíssima: “Eles adoram pensar que elas não estavam a planear ter sexo e que as conseguiram convencer a isso…”, explicou uma terapeuta sexual chamada Paula Hall ao Mirror.

Quem diria que eles ficam excitados com maquilhagem desfeita (faz-lhe lembrar o pós-sexo), madeixas já descoloradas (diz a mesma especialista que lhes recorda as raparigas com que estavam proibidos de sair pela mamã) e falta de jeito para contar piadas? “Normalmente, sentem-se intimidados com mulheres muito intelectuais. As que se enganam ou esquecem o final das histórias revelam a sua vulnerabilidade. E isso desperta neles um instinto de protecção”, esclarece Simon Moore, chefe do departamento de psicologia da London Metropolitan University ao jornal inglês.

Finalmente, os homens gostam de tops justos (mas não muito curtos, sobretudo para quem tem umas gordurinhas), e, a partir de certa altura, preferem as mulheres que dormem de t-shirt às que vão para a cama como se estivessem a filmar um especial para a Playboy.

Traduzindo: ao fim de três semanas, eles estão fartos de mistério e de glamour. Querem é companhia.

Por falar nisso, I. continua com o seu Braz Pinto e, pelo sim pelo não, voltou à depilação.

O que eles realmente gostam

Para escrever What men really want in bed – The surprising secrets men wish women knew about sex, Cynthia W.

Gentry e Nima Badiey (ela escritora, argumentista e especialista em sexualidade; ele fotógrafo e consultor) ouviram mais de 300 americanos entre os 23 e os 64 anos, que lhes revelaram as suas experiências e fantasias.

O resultado é um livro que Cynthia Gentry, também autora de The bedside orgasm book (o livro de cabeceira do orgasmo), classifica de inovador, por revelar a perspectiva masculina do tema.

O facto de as mulheres ainda terem vergonha de discutir as suas preferências sexuais com os homens, bem como o hábito que eles têm de abordar quase sempre o assunto de forma lúdica, com os amigos, não tem contribuído para esclarecer o que eles e elas classificam de “noite inesquecível”.

Para ficar a saber mais sobre o assunto, vale a pena ler as confidências deles.

  1. É verdade. Os homens passam 95% do tempo a tentar seduzir as mulheres. Nos outros 5% querem realmente saber a opinião delas sobre um filme ou levá-las a tomar café.
  2. Os homens sabem apenas 1% do que as mulheres gostariam que eles soubessem. Por isso, não seja demasiado misteriosa, sob pena dele não perceber nada e você não ter prazer nenhum.
  3. A maioria adora ser seduzido – e conduzido. Esqueça os preconceitos e mostre-se interessada. Ah, eles preferem ficar por baixo: assim desfrutam melhor da visão da mulher.
  4. Estabeleça contacto físico. Os homens adoram toques inadvertidos nas mãos, nos braços. E na cama, seja afectiva. É falso que os homens não sejam dados a beijos. Mais: 56% dos inquiridos disse que gostava de trocar mimos depois de.
  5. Não insista em falar da relação (se já houver uma relação). Aproveite o momento e deixe-se de conversas sérias. Mas atenção: se tiver sido muito bom, pode contar-lhe.
  6. Livre-se dos ataques de remorsos e, sobretudo, nunca os confesse. Se acha que não devia ter ido tão longe, guarde isso para si. E se foi assim tão mau, vista-se e vá-se embora.
  7. A maioria dos homens só admite tirar partido de brinquedos sexuais quando tem uma relação cúmplice com a parceira. Entre quase desconhecidos pode ser confrangedor.
  8. Fale sobre sexo antes de o fazer. Aproveite um jantar para abordar o tema. Os autores do livro aconselham: “Se lhe faltar a coragem, use este livro como pretexto, diga que leu aqui.”
  9. Se não lhe apetece fazer sexo, não faça. E diga-o. Ao contrário do que se pensa, os homens detestam dormir com mulheres que parecem estar ali por obrigação.
  10. Conte-lhe as suas fantasias e peça-lhe que fale sobre as dele. Isso vai ajudar a que a relação não caia na rotina.

Artigo originalmente publicado na edição nº 295 da Máxima.

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Cisgênero e Transgênero

Você já ouviu os termos cisgênero e transgênero? Esses nomes referem-se ao que é conhecido como identidade ou expressão de gênero, ou seja, à maneira como uma pessoa identifica-se. O ser humano pode identificar-se com seu sexo de nascimento (macho ou fêmea, masculino ou feminino), com o gênero oposto ao seu biológico ou apresentar características dos dois tipos.

Cis x Trans

Cisgênero é o indivíduo que se identifica com o sexo biológico com o qual nasceu. Um exemplo de cisgênero é uma pessoa que nasceu com genitália feminina e cresceu com características físicas de “mulher”, além disso adotou padrões sociais ligados ao feminino, comumente expressados em roupas, gestos, tom de voz.

Transgênero é uma pessoa que nasceu com determinado sexo biológico, e não se identifica com o seu corpo. Um exemplo é o indivíduo que nasceu com genitália masculina, cresceu com as transformações causadas pelos hormônios masculinos, mas sua identificação é com o físico feminino.

Dentro dos transgêneros, estão inclusos os transexuais e as travestis.

→ O (a) transexual pode ser homem ou mulher que se identifica com o gênero oposto. Muitos transexuais sentem como se tivessem nascido em um corpo errado.

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Para adequarem-se ao gênero com o qual se identificam, essas pessoas fazem tratamentos hormonais para alcançar a aparência desejada, modificar a voz e, com autorização psiquiátrica, realizar a cirurgia de redesignação sexual e outras intervenções cirúrgicas que forem necessárias.

Homem Que Gosta De Homem Como Se Chama? São exemplos de transexuais famosas as atrizes Jamie Clayton (Sense8) e Laverne Cox (Orange is the New Black). Crédito: Lev Radin / Shutterstock.com

→ A travesti nasce em um corpo masculino e identifica-se com a figura feminina. Muitas travestis não passam por cirurgias de redesignação sexual, mas algumas optam por colocar implantes nos seios. Elas adotam o visual feminino em seu cotidiano.

A diferença entre transexuais e travestis está ligada, principalmente, à forma como encaram seu sexo biológico durante a vida.

Transexuais podem ser homens ou mulheres e são pessoas que se sentem psicologicamente insatisfeitas com a genitália com a qual nasceram e com os padrões impostos pela sociedade.

A maioria das travestis, no entanto, não se sente extremamente desconfortável com seu órgão sexual, tanto que optam pela permanência do sexo de nascimento, mesmo mudando a aparência física e o tom de voz.

Outras identidades

Muitas pessoas confundem drag queens com travestis. As travestis levam a identidade feminina para a vida pessoal. Já as drag queens são personagens, uma expressão artística de homens que se montam (expressão usada para a transformação com vestimenta, maquiagem e acessórios) para o entretenimento (seja atuando, cantando ou desfilando).

Antigamente, conhecidas como transformistas, as drags voltam ao seu gênero original ao fim do show ou evento. Menos popular, há os drag kings, mulheres que se transformam em homens como expressão de arte.

Homem Que Gosta De Homem Como Se Chama? A drag queen Pabllo Vittar deu visibilidade ao movimento LGBT no cenário artístico brasileiro. Crédito: A.PAES / Shutterstock.com

As drag queens têm ganhado mais espaço nas diferentes mídias, que vêm abrindo espaço para tal expressão artística.

O exemplo mais famoso no Brasil é a cantora Pabllo Vittar, um rapaz homossexual que se apresenta em shows, programas de TV e faz seus clipes musicais com aparência feminina.

Apesar de ser mais conhecido pela figura da Pabblo, ele aparece em suas redes sociais no dia a dia sem estar montado.

Ainda há outros tipos de identidades de gênero:

Intersexual: pessoa que nasce com os dois sexos, ou seja, com sistema reprodutor misto (genitália mista: genitália de um gênero e sistema reprodutor de outro). Antigamente, o intersexual era mais conhecido como “hermafrodita”.

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Gênero flutuante: pessoa que pode adotar aparência masculina em uma época da vida e mudar para a feminina ou vice e versa, mas sem estabelecer uma identidade fixa.

Queer: pessoa que não se rotula como masculino ou feminino, nem como homossexual ou heterossexual. Além da sexualidade e da aparência física, o queer discute os papéis sociais de homens e mulheres, além de questionar e representar aquilo que é condicionado pela sociedade conservadora.

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Binário x Não binário

Uma dúvida comum é a diferença entre os gêneros binário e não binário. O que conhecemos como binário é a separação entre “homem” e “mulher”. Já a pessoa não binária não adota rótulos de gênero. Ela pode apresentar características físicas masculinas, femininas ou as duas, mas não se denomina “homem” ou “mulher”.

Identidade de Gênero x Orientação Sexual

Identidade de gênero e orientação sexual são dois aspectos diferentes de todo ser humano. A identidade, como explicada anteriormente, é a forma como a pessoa identifica-se fisicamente e psicologicamente (cisgênero ou transgênero). A orientação é a atração sentimental ou sexual que um indivíduo tem por outro(s) (heterossexual, homossexual, bissexual ou assexual).

  • Heterossexual: pessoa que se atrai apenas por pessoas do sexo oposto.
  • Homossexual ou homoafetivo: pessoa que se atrai somente por pessoas do mesmo sexo.
  • Bissexual ou biafetivo: pessoa que se atrai pelo sexo oposto e por pessoas do mesmo sexo.
  • Assexual: pessoa que não sente atração por nenhum gênero.

Transgêneros são homossexuais?

Não necessariamente.

Uma mulher que faz a redesignação para o sexo masculino e, ao adotar o gênero masculino, relaciona-se com mulheres será considerada heterossexual, já que, socialmente, ela passa a ser “homem”.

Esse é o caso do ator Thammy Miranda, filho da cantora Gretchen. Ele é um transexual com características masculinas e mantém um relacionamento com uma mulher.

Cisgêneros, por exemplo, também podem ser homossexuais ou bissexuais. Homens e mulheres que se identificam com seu gênero de nascimento, os cis, podem relacionar-se com pessoas do mesmo sexo, do sexo oposto ou com os dois. Isso é o que os define como homossexuais, heterossexuais ou bissexuais.

Uso ele ou ela?

Uma dúvida muito recorrente é quanto ao uso do pronome ao referir-se a transexuais ou travestis, por exemplo. Alguns transgêneros não se importam com o uso de “a” ou “o”, “ele” ou “ela” para se referirem a eles, mas a maioria incomoda-se com a incompreensão das pessoas. Por isso, ao ter dúvida, pergunte como a pessoa gostaria de ser tratada.

Via de regra, o tratamento é feito levando em consideração o gênero com o qual a pessoa identifica-se. Para travestis, o mais apropriado é usar o artigo “a”, já que é uma figura feminina. Para transexuais, depende se o gênero adotado é masculino ou feminino.

Nomenclatura

No Brasil, o movimento social de representatividade e luta pelos direitos de minorias ligadas à sexualidade é chamado de LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). A nomenclatura foi adotada em 2008 e modificou o termo GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes).

A forma de nomear tal movimento muda conforme o país. Alguns locais utilizam LGBTQI (termo em que estão inseridos os termos queer e intersexual) como forma oficial, assim como há lugares em que o termo assexual está englobado.

Um erro comum entre as pessoas é o uso do sufixo -ismo para falar de homossexuais.

“Homossexualismo” é um termo que não existe desde 1993, ano em que as práticas homoafetivas deixaram de ser consideradas como doença, de acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID).

O correto é usar a palavra homossexualidade, já que o sufixo -dade significa prática ou vivência.

Novos termos podem surgir nos próximos anos para denominar os diferentes tipos de identidades de gênero. Seja qual for o gênero com o qual uma pessoa identifica-se, o importante é respeitar a individualidade do ser humano.

  • _______________ *Crédito: Ronnie Chua / Shutterstock.com Por Lorraine Vilela
  • Equipe Brasil Escola

Identidade, gênero e sexo: entenda a diferença entre essas partes da expressão sexual

Em muitas culturas e lares, infelizmente, a sexualidade ainda é um tabu, e a expressão sexual continua não sendo vista como simplesmente uma escolha pessoal. Há preconceito e, às vezes, até violência — o que reforça o quanto ainda precisamos evoluir.

Buscar informações confiáveis e compreender as expressões relacionadas ao tema são passos importantes para poder abrir a mente e ajudar a combater os estigmas.

Homem Que Gosta De Homem Como Se Chama?

Gênero

De acordo com o site Infoescola, gênero é o termo usado para designar a construção social do sexo biológico. Ele tem a ver com a organização da sociedade em relação aos sexos. 

Assim, a definição de homens e mulheres é resultado do contexto social e histórico, em vez da anatomia de seus corpos. Dessa forma, teríamos dois gêneros: o masculino e o feminino. 

Identidade

Está relacionada à forma como a pessoa se sente em relação ao gênero. Não tem a ver com o sexo, mas, sim, com o jeito que ela se percebe.

A identidade de gênero pode ser binária, homem ou mulher, ou não-binária, quando a pessoa se identifica com outro gênero, diferente daquele que é determinado ao nascer. Este é o caso de pessoas transgêneros, travestis e transsexuais. 

Outro termo comum que pode surgir neste aspecto é o cisgênero. A pessoa cisgênera é aquela que se identifica com o gênero indicado ao nascer e corresponde a maioria da população.

Sexo

  • Este faz referência à anatomia e a fisiologia de cada um — mulheres têm vulva, vagina, hormônio progesterona e estrogênio, enquanto homens têm pênis e testosterona.
  • Quando se trata de expressão sexual, há outros fatores envolvidos, como a sexualidade — forma como lidamos com o sexo em busca de prazer, referente às escolhas afetivas, ao desejo e ao erotismo — e a orientação sexual — como exercemos essa sexualidade e a atração pelo gênero de outra pessoa.
  • Socialmente, temos as seguintes orientações sexuais:
  • heterossexuais: pessoas que se atraem pelo sexo oposto;
  • homossexuais: indivíduos que gostam de alguém do mesmo sexo. Podem ser gays (homens que se relacionam com outros homens) ou lésbicas (mulheres que gostam de outras mulheres);
  • bissexuais: aqueles que gostam de pessoas de ambos os gêneros,
  • assexuais: sujeitos que não têm interesse afetivo ou sexual por nenhum gênero.

População trans

As pessoas que se identificam como trans não são necessariamente homossexuais. Por isso elas não são “classificadas” pela orientação sexual, mas, sim, pela identidade de gênero:

  • transgênero: pessoa que não se identifica com o gênero que tem. Apesar de ter um sexo biológico, ela se percebe como pertencente ao sexo oposto;
  • travesti: homem que se identifica com o gênero feminino. Essas pessoas podem apenas se vestir como mulheres ou passarem por procedimentos cirúrgicos e hormonais para mudar o corpo; 
  • transsexuais: transgênero que modificam o corpo, por meio de cirurgias e medicamentos, para adotar um novo gênero. Eles também passam por tratamentos psicológicos para garantir que se sentem adequados à mudança,
  • Drag queen: artista homem que se veste de mulher, muitas vezes, com roupas e maquiagens exageradas. Pode ser heterossexual. 

Respeito a todos

Independentemente de qual é a orientação sexual ou a identidade de gênero de um cidadão, é fundamental destacar que somos todos humanos, por isso, toda pessoa merece respeito.

Por sorte, muitas empresas já estão reconhecendo a importância da inclusão de pessoas de diferentes gêneros e orientações sexuais em seus quadros de profissionais, garantindo que todos tenham as mesmas oportunidades e chances de exercer a identidade da maneira que melhor convir. Este é o caminho!

Por que homens ‘heteros’ fazem sexo com outros homens?

Homem Que Gosta De Homem Como Se Chama?

Sim, você leu certo: homens que fazem sexo com outros homens e não são homossexuais. É mais habitual do que se pode imaginar. E é bem simples: um homem heterossexual conhece outro (num bar, numa rede social, tanto faz) e eles decidem fazer alguma brincadeira sexual. E, como se não bastasse, gostam. Depois, cada um segue com sua vida perfeitamente hétero, sem que o encontro os faça duvidar da sua orientação. O que leva alguns homens a essas práticas? E por que é incorreto catalogá-los como gays?

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Hoje em dia, a aceitação da diversidade sexual é muito maior do que no passado. “À medida que há uma maior tolerância, todos saímos um pouquinho dos nossos armários”, argumenta o psicólogo, psicoterapeuta e sexólogo espanhol Joan Vílchez.

“Homens que não chegam a se sentir muito satisfeitos sexualmente podem ter a chance de manter relações com outras mulheres, com um homem, ou de experimentar certas práticas que em outros tempos eram mais censuradas.

” Para Juan Macías, psicólogo especializado em terapias sexuais e de casal, “conceitos como heteroflexível ou heterocurioso estão permitindo aos homens explorar sua sexualidade sem a necessidade de questionar sua identidade como heterossexuais”. Por outro lado, a Internet facilita o contato, que pode ser virtual ou físico.

A orientação sexual é construída socialmente, são categorias rígidas e excludentes, com implicações que afetam a identidade individual e social”

Os especialistas acham isso a coisa mais natural do mundo, pois partem da premissa de que uma coisa é a orientação sexual de um indivíduo, e outra as práticas que ele realiza. “A orientação sexual”, explica Macías, “é construída socialmente, são categorias rígidas e excludentes, com implicações que afetam a identidade individual e social”.

Forçosamente, alguém precisa se encaixar em alguma destas três classificações: heterossexual, homossexual ou bissexual. Por outro lado, “a prática sexual é mais flexível e mais livre, é um conceito descritivo.

Um espaço tremendamente saudável na exploração do desejo se abre quando a pessoa se liberta da identificação com uma orientação sexual”, diz Macías.

Isso é tão natural que vem de longe. Na Roma antiga, não era raro que um homem comprometido com uma mulher mantivesse um amante. Por não falar do que acontecia nos bacanais. E jovens de todas as épocas recorreram a passatempos com uma conotação sexual difusa.

“Na adolescência é bastante comum que haja jogos de certa forma associados aos genitais: ver quem urina mais longe, ver quem tem o maior, existem toques…”, diz Vílchez.

“Não deixam de ser incursões homossexuais, mas ainda prepondera o modelo heterossexual, e acontecem a partir da transgressão própria da juventude”, observa o psicólogo.

Em 2006, um estudo sobre a discordância entre comportamento sexual e identidade sexual realizado por pesquisadores da Universidade de Nova York revelou que 131 homens, de um total de 2.898 entrevistados, admitiram ter relações com homens apesar de se definirem como heterossexuais. Pelos cálculos dos especialistas, esse grupo representa 3,5% da população.

Há anos, os médicos empregam a sigla HSH para se referir ao conjunto dos homens (héteros ou gays) que fazem sexo com outros homens. Mas, recentemente, aflorou outro acrônimo mais preciso para definir esse grupo: SMSM (“straight men who have sex with other men”, ou homens heterossexuais que fazem sexo com outros homens). Sites como o Straightguise.

com se dedicam ao tema.

Em julho, saiu os EUA o livro Not Gay: Sex Between White Straight Men (“Não gay: sexo entre homens brancos heterossexuais”), em que a professora Jane Ward, da Universidade da Califórnia, fazia a seguinte colocação: uma garota hétero pode beijar outra garota, pode gostar disso, e mesmo assim continua sendo considerada hétero; seu namorado pode inclusive estimulá-la a isso.

Mas e os rapazes? Eles podem experimentar essa fluidez sexual? Ou beijar outro garoto significa que são gays? A autora acredita que estamos diante de um novo modelo de heterossexualidade que não se define como o oposto ou a ausência da homossexualidade. “A educação dos homens tem sido bastante homofóbica.

Fizeram-nos acreditar que é antinatural ter esses impulsos por outros homens”, explica Vílchez.

O perfil mais estendido é o do explorador sexual: aquele a quem gosta de provar coisas novas

As motivações, logicamente, são múltiplas. O perfil mais difundido é o do explorador sexual, que gosta de provar coisas novas.

“Experimentar uma relação homossexual é uma novidade para ele e, mesmo que ele goste, não podemos dizer que seja homossexual, e sim que goste dessa prática”, diz o médico de família e sexólogo Pedro Villegas. Vílchez compartilha dessa ideia.

“A bissexualidade está muito na moda, e na verdade somos todos bissexuais: se você fechar os olhos, dificilmente conseguiria identificar quem está lhe acariciando, se é um homem ou uma mulher. Não há um homem que seja 100% homossexual, nem 100% heterossexual”, sentencia.

Outra das causas é um desencanto com as mulheres, frequente depois de alguns rompimentos conjugais.

Vílchez explica: “Quando um casal heterossexual está em crise, é habitual que alguns homens sintam que não se entendem com as mulheres, que são incapazes de se dar bem com elas, e é como se olhassem para o outro lado.

Acontece uma espécie de regressão, volta-se a um estágio anterior no qual os homens se sentiam bem juntos, como na adolescência. Em muitos casos é uma necessidade mais afetiva do que realmente sexual”.

De fato, para esse especialista, essas relações eróticas às vezes escondem uma necessidade de afeto que o homem não está acostumado a expressar. “Nos homens há muita tendência à genitalização.

Entre a cabeça e os genitais há o coração, que representa os sentimentos, e os intestinos, que simbolizam os comportamentos mais viscerais e as emoções mais intensas, e é como se os homens tivessem aprendido a fazer um desvio: passamos da cabeça diretamente para os genitais, sem viver plenamente as emoções. No caso das mulheres, por tanta repressão da sua sexualidade e por medo da gravidez, acontece o contrário: elas têm muita dificuldade de genitalizar. Para um homem às vezes é mais fácil fazer isso do que expressar emoções mais sutis ou dizer a outro homem: ‘É que me sinto inseguro, tenho medo, sinto-me frágil, não sei o que quero’.”

Entre os homens héteros que vão para a cama com outros homens também há muitos narcisistas. “É aquele sujeito que gosta que prestem atenção nele.

Acontece muito nas academias de ginástica: ele gosta de despertar admiração, e não se importa se isso provém de homens ou mulheres”, aponta Eugenio López, também psicólogo e sexólogo.

Outros simplesmente têm vontade de transar e recorrem a inferninhos gays, porque acham que lá será mais fácil.

Há homens heterossexuais que se envolvem com homens porque gostam; outros, por falta de alternativas – pensemos nos que são privados do contato com mulheres por períodos prolongados (será que eram mesmo gays os caubóis de O Segredo de Brokeback Mountain?). “O ser humano se rege por seus pensamentos”, argumenta López. “E, se ele acreditar que está perdendo sua sexualidade pela falta de uma mulher, pode reafirmá-la com outro homem. Costuma começar com um simples roçar.”

Alguns desses neo-heterossexuais podem ter sentido impulsos desse tipo no passado, mas sem se atreverem a dar o passo.

“Aí vêm as circunstâncias da vida que colocam isso de bandeja e eles decidem viver a experiência, mas isso gera um conflito para eles, porque por um lado lhes proporciona prazer, mas por outro ameaça um pouco seu status e sua imagem: ‘Sou ou não sou?’, perguntam-se”, comenta Vílchez.

Também podem ficar confusos aqueles que chegam ao SMSM pela carência de uma figura paterna positiva na sua infância: “Às vezes, para reforçar sua masculinidade, integram-se a atividades ‘de homens’ (futebol, musculação) ou têm contatos sexuais com outros homens, mas o que procuram é sobretudo compreensão e carinho”, acrescenta. Os psicólogos são unânimes em dizer que sua intervenção é dispensável quando essas experiências não provocam um conflito no indivíduo. “Se não estão incomodados, não há nada para tratar”, conclui Villegas.

Orientação Sexual e Identidade de Gênero

A sexualidade e as diferentes formas de vivência das relações afetivas são aspectos da vida humana que despertam a curiosidade e geram polêmica em alguns grupos sociais. Para entender como o ser humano relaciona-se, é preciso conhecer os conceitos de orientação sexual e gênero, primeiramente.

Orientação Sexual

A orientação sexual é a atração ou ligação afetiva que se sente por outra pessoa. Indivíduos que gostam de outros do sexo oposto (homem que se interessa por mulher ou mulher que se interessa por homem) são chamados de heterossexuais (ou heteroafetivos).

Quando o interesse é por uma pessoa do mesmo sexo, a pessoa é denominada como homossexual (ou homoafetiva). No caso dos homens, são popularmente chamados de gays, enquanto as mulheres são conhecidas como lésbicas.

Existem as pessoas que sentem atração por homens e mulheres. Trata-se dos bissexuais (ou biafetivos). Há também os assexuais, indivíduos que não se interessam sexualmente ou de forma afetiva por nenhum gênero.

A orientação sexual (hétero, homo ou bi) não possui explicação científica e também não é uma escolha, por isso o termo “opção sexual” não é correto. A pessoa descobre-se ao longo de seu desenvolvimento e, a partir daí, tem noção de sua atração por um ou mais gêneros.

Outro termo que não deve ser utilizado é “homossexualismo” ou “bissexualismo”, já que o sufixo – ismo refere-se a doenças. A mudança na nomenclatura para o sufixo – dade, que significa vivência ou prática, foi estabelecida em 1993, após a Classificação Internacional de Doenças (CID) deixar de considerar as práticas homoafetivas como doenças.

O reconhecimento da homoafetividade como prática normal ligada à orientação sexual do ser humano sofre constantemente com o preconceito. Em 1999, gays, lésbicas e bissexuais ganharam uma importante luta: a proibição da realização de terapias curativas feitas por psicólogos, decisão tomada pelo Conselho Federal de Psicologia.

Gênero

Outro fator fundamental para entendermos as relações humanas e a forma como o ser humano define-se como “persona” é o gênero.

O gênero é o sexo (do ponto de vista físico) com o qual a pessoa nasce, ou seja, masculino e feminino. Há as exceções, como os hermafroditas (intersexo ou terceiro sexo), pessoas que possuem as duas genitálias ou sistemas reprodutores mistos.

No entanto, a forma como uma pessoa sente-se em relação ao próprio corpo e como ela define-se vão além do seu “sexo” de nascimento.

Identidade de Gênero

Apesar dos padrões heteronormativos da sociedade, existem as pessoas que não se identificam com o seu gênero. Os transgêneros são pessoas que nascem com um determinado “sexo”, mas se enxergam com o gênero oposto. Eles dividem-se em transexuais e travestis.

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As travestis nascem com o corpo masculino, mas se identificam com a figura feminina. Com isso, elas optam por fazer modificações que vão desde o vestuário até o uso de hormônios, por exemplo. Apesar da identificação com o gênero oposto, as travestis reconhecem seu sexo de nascimento e costumam permanecer com a sua genitália masculina.

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As (os) transexuais, por sua vez, não conseguem conviver de forma saudável com o seu gênero, já que, do ponto de vista psicológico, essas pessoas sentem-se como se tivessem nascido em um corpo errado. As (os) trans fazem tratamentos hormonais para alcançar a aparência desejada, modificar a voz e, com a autorização psiquiátrica, realizam a mudança de sexo e outras intervenções cirúrgicas.

Vale lembrar que transgêneros costumam procurar atendimento especializado para que as mudanças possam ser feitas em seu corpo. Os acompanhamentos psiquiátrico e psicológico são fundamentais para que a pessoa tenha certeza de sua necessidade em encontrar o seu novo gênero.

Uma confusão muito comum é entre os conceitos de travesti e drag queen. As travestis são pessoas que levam a figura feminina para o seu dia a dia por identificação pessoal.

Já as drag queens são artistas (homens ou mulheres) que se “montam” (cabelo, maquiagem, roupas e acessórios) com a intenção de divertir e expressar sua arte.

Ser drag não está relacionado à orientação sexual, já que héteros também podem incorporar tais personagens.

Nomenclatura

Homem Que Gosta De Homem Como Se Chama? Bandeira LGBT representa lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros

Desde 2008, o Brasil adota como nomenclatura oficial o termo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). O T da sigla representa as travestis e transexuais. Antigamente, era comum o uso da sigla GLS (Gays, Lésbicas e Simpatizantes), mas as demais orientações eram excluídas e optou-se por uma reformulação dessa nomenclatura.

Outros países utilizam siglas diferentes, agregando o I ao LGBT para representar os intersexuais.

Há, ainda, grupos representativos que acrescentam o Q para referir-se também aos chamados “queers”, pessoas que não se limitam a nenhuma nomenclatura (binária ou não) e estão abertas a relacionarem-se com diferentes gêneros.

Os queers vão além da sexualidade e da aparência física, eles discutem os papéis sociais de homens e mulheres e representam o desvio do que é condicionado pela sociedade conservadora.

Com a vasta quantidade de nomenclaturas, muitas dúvidas surgem sobre como se referir à pessoa, se deve-se usar ele, ela, o ou a. Por exemplo, o correto é falar “a” travesti, já que a figura social é feminina, a pessoa identifica-se como mulher. Já em relação ao transexual, o tratamento vai depender se o indivíduo identifica-se como homem ou mulher.

Novas nomenclaturas podem surgir nos próximos anos, o que mudará o que conhecemos atualmente. Independentemente de orientação sexual ou identidade de gênero, deve prevalecer o respeito ao indivíduo pela maneira como ele ou ela se identifica.

Publicado por: Lorraine Vilela Campos

Qual que é o nome do masculino que gosta de mulher: heterosexual?
bissexual
ou outro?

6. Qual é a função da linguagem utilizada no poema ao lado? Por quê?
a. Função poética, pois ele utiliza a forma de uma xícara de chá para criar a sua

mensagem
b.

Função metalinguística, pois a forma utilizada corresponde ao mesmo ao tema tratado, propondo uma relação entre o que dito e a forma que é dito.
c. Função referencial, pois o poema simplesmente fala sobre como é gostosa uma xícara de café.
d.

Função apelativa, pois o eu-lírico quer convencer o leitor a tomar uma xícara de café.
e. Função emotiva, o poema demonstra a paixão do eu-lírico por café.
Ajudem pfv

️️ AVAKIN LIFE OU IMVU QUAL VCS PREFEREM ME:IMVU UwUvale 100 pontos •ᴗ•​

Como faz para dar “melhor resposta” aqui?

1) O gênero textual reportagem é um conteúdo jornalístico, escrito ou falado, baseado notestemunho direto dos fatos e situações explicadas em palavras

e, numa perspectiva atual, emhistórias vividas por pessoas, relacionadas ao seu contexto. Conhecendo o gênero textualreportagem, qual o objetivo principal do gênero e qual a linguagem apresentada em umareportagem!genteeeee me ajuda​

5. Na Teoria da Comunicação de Jakobson, além das três categorias normais (emissor – aquele que diz; receptor – aquele que recebe; mensagem – aquilo q

ue é dito), temos também três outras categorias. Quais são?
a. Interlocutor, contexto e conteúdo
b. Canal, método e mensagem
c. Canal, código e mensagem
d. Meio, contexto e mensagem
e. Interlocutor, discurso, contexto
Ajudem pfv!

Lela o texto abaixo.Como fazíamos sem mapasAté o século 20, a solução era olhar as estrelas e fazer cálculosQuem já rabiscou um mapinha para indicar u

m caminho repete um gesto tão antigo quanto ahumanidade.

“Uma das necessidades mais primordiais da comunicação é indicar um rio ou uma caverna”,diz Jorge Pimentel Cintra, professor de História da Cartografia […]. Muitos desses desenhos devem ter seperdido, ainda assim, o primeiro mapa já visto bem antigo. Ele surgiu no Egito, há 4 mil anos, edelimitava propriedades rurais.

Para áreas maiores, foi necessário recorrer à matemática e à astronomia. Conhecedores dessas duasciências, os babilônios criaram um mapa-mundi, que mostra um círculo de terra rodeado por água e porcorpos celestes. Depois, o grego Erastótenes (276-194 a.C.

) acrescentou uma ferramenta útil para oscálculos: o conceito de latitude Em Roma, no século 2, um livro de Marino de Tiro (60-130) e CláudioPtolomeu (87-150) dava as coordenadas de 8 mil locais. Mas os desenhos ainda não eram confiáveis. […] Esse texto é uma reportagem, porque(A) O busca orientar o leitor a realizar determinada tarefa.

(B) O conta uma história inventada pelo autor do texto.(C) O procura cativar o leitor por meio de uma estrutura versificada.(D) tem por finalidade compartilhar uma opinião do autor.(E) visa a informar o leitor sobre um assunto de interesse coletivo. ​

O objetivo comunicativo desse texto

obeserve o texto, realizando a leitura das duas linguagens (verbal e não verbal )juntas que mensagem transmite?me ajudem pfvvvvvv​

Questão 1 – Leia o texto a seguir e responda:A professora pergunta:Marquinhos, quem descobriu o Brasil?Marquinhos responde:Não sei, professora, eu nem

sabia que ele estava coberto!!!!!!!Quem é o emissor?Quem é o receptor interlocutor?Questão 2 – Leia o texto:Enfim te vejo! – enfim posso,Curvado a teus pés, dizer-te,Que não cessei de querer-te,Pesar de quanto sofri.Muito penei! Cruas ânsias,Dos teus olhos afastado,Houveram-me acabrunhadoA não lembrar-me de ti!​por favor me ajudem

genteeee, me diz, quantos anos 6 acha que eu tenho? kk

Um homem que se relaciona com uma mulher trans ou travesti é gay ou hétero?

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Assucena Assucena (Foto: Divulgação)

Certo dia, uma amiga me abordou com o pretexto de me apresentar a um de seus amigos como um possível pretendente para mim, vulgo crush. No entanto, havia uma questão: eu sou uma mulher trans e o amigo dela é gay. Onde está o erro de minha amiga?

Na realidade, a resposta para a questão do título deste texto e para o erro de minha amiga é a mesma resposta, e é muito simples.

Me parece que coisas óbvias, muitas vezes, são atravessadas e encobertas por construções de ideias conservadoras, as quais nos impedem de acessar com naturalidade o que chamamos de óbvio, tornando o movimento do entendimento algo complexo. Então vamos descomplicar, partindo de um pré-requisito básico para compreender essa questão?

saiba mais

O primeiro passo é entender a diferença entre sexualidade e identidade de gênero. Na sigla LGBT, por exemplo, as três primeiras letras referem-se à sexualidade.

No caso de L ou G, diz respeito às pessoas que se interessam sexo-afetivamente por outras pessoas do mesmo gênero que o delas, e B para pessoas que se atraem tanto pelo gênero masculino quanto pelo feminino, ao mesmo tempo.

Apenas a letra T da sigla, trata-se de identidade de gênero, que é quando uma pessoa não se identifica com o gênero compulsório, designado à ela ao nascer e baseado na genitália – a isso chamamos de gênero cisnormativo – e faz o movimento de transição para o outro gênero com o qual ela se compreende; por exemplo: uma pessoa designada socialmente homem ao nascer, pode se identificar ao longo da vida com o universo de performance do feminino, reconhecendo-se mais tarde como uma mulher-trans e vice-versa.

A maioria das pessoas possui uma sexualidade e um gênero com o qual se identifica, portanto, todas as lésbicas tem um gênero e são necessariamente mulheres, assim como toda mulher trans tem pelo menos uma das sexualidades possíveis.

Eu sou uma mulher trans heterossexual, por exemplo, e tenho amigas trans que são lésbicas, o fato delas terem se entendido no mundo como mulheres trans não alteraram sua sexualidade, por isso é comum ver mulheres trans com esposas, naturalmente.

Uma vez esclarecido o que chamei de pré-requisito básico, vamos à questão: um homem que se relaciona com uma mulher-trans ou travesti é hétero ou gay? Ele é hétero ou, no mínimo, está tendo um comportamento heterossexual. Ora, a performance de gênero pela qual um homem hétero se interessa é a performance do feminino e essa qualidade é própria de mulheres trans, travestis e de mulheres cis normativas.

Uma questão interessante disso tudo é que alguns homens heterossexuais casados sentem muito prazer em ser penetrados por suas esposas, seja com um dedo, seja com o pênis ou com artigos de sex shop.

Esses homens desejam ser penetrados, mas não se interessam e não buscam a performance do masculino para realizá-lo, a imagem e performance que os satisfazem é a do feminino.

Portanto se um homem hétero é penetrado por uma mulher trans, travesti, ou por uma mulher cisgênero, ele naturalmente é hétero ou está tendo um comportamento heterossexual. Não haveria problema algum se eles fossem gays, mas não o são.

O cerne do problema é sempre o mesmo: o machismo que desemboca na homofobia e na transfobia e que impedem pessoas que se interessam mutuamente de se relacionarem livremente, sem ser alvo de chacota e violência psicológica ou física.

E aí chegamos no erro de minha amiga: querida amiga, mulheres trans podem até se interessar por gays, mas gays não se interessam por mulheres.

* Eu estou falando em primeira pessoa, portanto no lugar de uma mulher trans, quando digo o termo “homem” no texto, me refiro a homens trans ou cisnormativos, seja ele hetero, bi, assexuado ou gay.

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