Foi Como Foi E O Que Se Passou Passou?

Foi Como Foi E O Que Se Passou Passou? (Crédito: Imagem: Marcelo Breyner)

No dia 1º de setembro de 1939, as forças nazistas alemãs de Adolf Hitler invadiram a Polônia, dando início à Segunda Guerra Mundial. O Brasil passou a participar do conflito a partir de 1942. Na época, o presidente da República era Getúlio Vargas.

A princípio, a posição brasileira foi de neutralidade. Depois de alguns ataques a navios brasileiros, Getúlio Vargas decidiu entrar em acordo com o presidente americano Roosevelt para a participação do país na Guerra.

LEIA MAIS   Churchill na Segunda Guerra: não foi bem assim que aconteceu

Embora a história dos pracinhas – diminutivo de praça, que é soldado – seja ainda pouco comentada no Brasil, Marcus Firmino Santiago da Silva, coordenador do curso de Direito da Escola Superior Professor Paulo Martins, do Distrito Federal, e estudioso sobre a Segunda Guerra, afirma que a participação brasileira foi muito importante. “O apoio do Brasil foi disputado na Segunda Guerra. De forma um pouco velada por parte dos países do eixo (Alemanha, Itália e Japão) e de maneira clara pelos aliados, especialmente os norte-americanos, além da Inglaterra e da França”, afirma.

O primeiro grupo de militares brasileiros chegou à Itália em julho de 1944. O Brasil ajudou os norte-americanos na libertação da Itália, que, na época, ainda estava parcialmente nas mãos do exército alemão. Nosso país enviou cerca de 25 mil homens da Força Expedicionária Brasileira (FEB), e 42 pilotos e 400 homens de apoio da Força Aérea Brasileira (FAB).

PLANOS DE AULA– O Nazismo e o Holocausto- O surgimento da ONU- O Fascismo e suas faces- Violação dos direitos da criança em locais de conflitos armados

Foi Como Foi E O Que Se Passou Passou? Tropas brasileiras embarcando em aviões que participariam das missões de invasão da Itália na Segunda Guerra Mundial. Foto: FAB/Fotos Públicas

Os pracinhas conseguem vitórias importantes contra os alemães, tomando cidades e regiões estratégicas que estavam no poder destes, como o Monte Castelo, Turim, Montese, entre outras. Mais de 14 mil alemães se renderam aos brasileiros, que também ficaram com despojos como milhares de cavalos, carros e munição.

A ação dos pracinhas não foi fácil por vários motivos. O primeiro, porque o treinamento recebido no Brasil e nos Estados Unidos não era muito próximo à realidade da guerra que encontraram. Os soldados não estavam habituados ao clima frio dos montes Apeninos, que atravessam a Itália e nem acostumados a lutar em local montanhoso.

Só na batalha do Monte Castelo, houve mais de 400 baixas entre os brasileiros.

“Além disso, foi fundamental para o esforço de guerra a cessão de bases navais e aéreas no território brasileiro.

Um desses locais que teve participação decisiva foi Natal, no Rio Grande do Norte”, afirma o professor.

A capital potiguar serviu como local para abastecimento dos aviões de guerra americanos e base naval antissubmarinos. Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945, a FEB foi desfeita em 1946.

Brasil é o país que mais passou a ouvir músicas tristes na quarentena

O humor do brasileiro azedou diante da pandemia. Com o distanciamento social, praticado em diversos países ao redor do mundo, vieram mudanças de hábito e alterações profundas de rotina que se refletem nos mais variados aspectos do dia a dia —um deles é a música.

Pessoas deixaram de ouvir discos inteiros ou playlists a caminho do trabalho, a fome por informação aumentou o acesso a podcasts e o consumo de música ambiente —usada para relaxamento— e até das infantis cresceu nesses meses.

Entre os sucessos, as canções mais tocadas no país, a mudança foi de ânimo. Menos hits dançantes chegaram ao topo das paradas, e uma tristeza suave foi tomando conta das listas de mais tocadas.

Foi Como Foi E O Que Se Passou Passou? Cena do filme 'I'm Too Sad to Tell You', do artista holandês Bas Jan Ader, de 1970 – Reprodução/Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA)

Um levantamento feito pelo DeltaFolha, analisando as músicas que chegaram ao Top 200 do Spotify em 34 países, mostra que o Brasil é onde a variação de tristeza foi maior desde o começo da quarentena. Na prática, a lista de mais tocadas do país foi a que mais entristeceu neste período.

  • A métrica usada para medir a tristeza das músicas é a valência, que identifica por algoritmos traços melódicos das canções para classificar as faixas como mais ou menos felizes.
  • Além dos lançamentos de novos discos, nacionais e internacionais, o Top 200 do Brasil viu a ascensão de músicas pouco ou muito antigas e continua refletindo o sucesso de hits lançados entre o fim do ano passado e o começo deste.
  • Isso porque a quantidade de vezes que os hits da lista de mais tocadas foram ouvidos diminuiu consideravelmente com o começo da quarentena, o que significa que os ouvintes procuraram menos por novidade, enquanto canções que já eram sucesso conseguiram se manter em alta —ainda que com menos plays que antes.
  • Essas são as músicas com maior valência do Top 200, como os hits dos Barões da Pisadinha (como “Chupadinha” e “Tá Rochedo”), que fazem um tipo sintético e moderno de forró, músicas que tocaram muito no Carnaval (os bregafunks “Tudo OK”, “Hit Contagiante” e “Amor de Que”, de Pabllo Vittar) e sucessos do funk rave (como “Rave Jogando o L”, com DJ Piu e MC GW) e do sertanejo (“Cem Mil”, de Gusttavo Lima, e “Bebaça”, de Marília Mendonça).

Quem mais perde com a impossibilidade de aglomerações é a música pop e o funk, em geral responsáveis pelas músicas de maior valência. Esses gêneros dependem não só de festas e shows, mas da audição coletiva, seja nos paredões e carros de som ou nos encontros para dançar.

Poucas novas músicas desses estilos conseguiram sucesso consistente na pandemia. No funk, entre as exceções estão “Vai, Luan, Rainha dos Faixa Preta”, dos MCs Moana e Brunyn, e “Na Rapa Toma Tapão”, sucesso improvável do MC Niack que foi do TikTok direto para o topo do Spotify. Ainda assim, funks melódicos fizeram sucesso, como “Tudo Aconteceu” e “50 Tons”, ambas do MC Du Black.

No pop, Pabllo Vittar emplacou diversas faixas no Top 200, mas também puxou o humor para baixo com músicas mais dramáticas como “Salvaje” e “Ponte Perra”. Duas faixas menos entusiasmadas de Alok também ascenderam, “Hear Me Tonight” e “Symphonia”.

Uma música temática da quarentena, “Me Conta da Tua Janela”, singelo pop de violão do Anavitória, foi bastante ouvida, assim como outras faixas da dupla. É o mesmo caso de “Você pra Sempre em Mim”, a nova —e romântica— de Tiago Iorc.

Em sintonia com manifestações antirracistas pelo mundo, cresceram as audições de faixas de protesto ou exaltação da negritude, como “Alright”, de Kendrick Lamar, “Say It Loud – I’m Black and I’m Proud”, de James Brown, e “This Is America”, de Childish Gambino.

Leia também:  Quando Voce Muda A Forma Como Olha Para As Coisas?

O novo —e frio— disco de The Weeknd, “After Hours”, lançado no meio da quarentena, emplacou diversas músicas tristes no Top 200, como “Alone Again”, “Hardest to Love”, “After Hours”, “Scared to Live” e “Too Late”, entre outras.

No rap brasileiro, Djonga emprestou à lista as mais emotivas de seu último álbum, “Todo Errado”, “Não Sei Rezar” e “Procuro Alguém”. O trapper carioca Orochi, que lançou seu primeiro disco, teve algumas das mais atmosféricas do Top 200, incluindo “Acelerando” e “Balão”.

Billie Eilish, que já tinha suas faixas mais tristes entre as mais tocadas, manteve o apelo, e o americano Travis Scott emplacou traps viajados recentes e antigos. Esses sons mais lentos e reflexivos, inclusive, são alguns dos responsáveis pelo entristecimento dos hits no Brasil, seja com novas do mineiro Sidoka e do coletivo paulista Recayd Mob ou antigas do cearense Matuê.

Algumas faixas suaves e confortantes, presentes em playlists para trabalhar, estudar ou relaxar, tiveram destaque individualmente, como “Death Bed”, de Powful, e “Ily”, do Surf Mesa, uma versão acalmada ao violão da clássica “Can’t Take My Eyes Off You”.

Mas a mudança na “idade” das músicas talvez seja o principal fator que acompanha a queda acentuada e repentina da alegria no Top 200. Na quarentena, os brasileiros buscaram canções que já conhecem.

Nesse sentido estão baladas que foram sucesso recentemente e voltaram ao topo, como “Shallow”, de Lady Gaga, e diversos hits nacionais.

A lista contém “Apenas Mais Uma de Amor”, de Lulu Santos, “Pra Você Guardei o Amor”, de Nando Reis, “Boate Azul”, na voz de Bruno & Marrone, “Até que Durou”, de Péricles, “Quando Você Passa”, de Sandy & Junior, “Every Breath You Take”, do The Police, e “Tempo Perdido”, do Legião Urbana.

Além da natural busca por conforto em tempos incertos, a maior procura por músicas antigas também tem a ver com o sucesso das lives no Brasil. O formato, que rendeu verdadeiros fenômenos de audiência, em especial no sertanejo, levou os fãs a correr atrás das obras dos artistas que viram nas transmissões.

Até por isso, o sertanejo —sempre dominante entre as mais tocadas— sofreu pouca variação em relação ao que já era ouvido. Jorge & Mateus, Gusttavo Lima, Marília Mendonça, Henrique & Juliano, Matheus & Kauan e Wesley Safadão são provavelmente os artistas do gênero mais ouvidos do Brasil no último ano —e se mantiveram com sucesso.

Jorge e Mateus em 'Live na Garagem' Foi Como Foi E O Que Se Passou Passou?

A virada de pop para pagode de Ludmilla, que emplacou todas as faixas de seu EP recente no Top 200, talvez seja a mais emblemática do período. Sai a trilha para dançar, entra a desilusão romântica.

  1. ‘Tempo Perdido’, do Legião Urbana A música lançada nos anos 1980 voltou ao Top 200 do Spotify durante a quarentena. Brasileiros passaram a ouvir mais músicas antigas
  2. ‘Alone Again’, do The Weeknd Com o novo disco, “After Hours”, o cantor canadense emplacou diversas músicas entre as mais tocadas no Brasil. Frio e solitário, o álbum contribuiu para o entristecimento da parada de sucesso no streaming
  3. ‘A Boba Fui Eu’, de Ludmilla Pagode que entrou no Top 200, representa a mudança de humor. Em vez de faixas dançantes, Ludmilla teve todas as músicas de seu EP romântico entre as mais ouvidas

Como foi a morte de Pablo Escobar, segundo os agentes que o apanharam

Pablo Escobar foi o maior narcotraficante da Colômbia

© Raul ARBOLEDA / AFP

Pablo Emilio Escobar Gaviria, o rei da cocaína e de Medellín. O narcotraficante mais procurado dos anos 90. Mas, acima de tudo, o ícone da Colômbia mais sombria, transformou-se a 2 de dezembro de 1993 num fugitivo assustado e acabou como cadáver na cidade onde dominava.

Correram teorias de que se teria suicidado quando foi cercado pelas forças especiais que o encurralaram.

Mas os agentes que estiveram envolvidos na operação relatamagora, no novo livro “Caça ao homem: como apanhámos Pablo Escobar”, que o famoso traficante foi mesmo morto pela polícia.

Foi com o boom da cocaína nos anos 1980 que a Colômbia rapidamente se tornou a capital desta droga e que Pablo Escobar passou a ser o maior traficante, acumulando a maior fortuna do país e uma das maiores do mundo.

Fechar

Subscreva as newsletters Diário de Notícias e receba as informações em primeira mão.

O seu império era tão grande que foi criada uma unidade especial, o Bloco de Procura, composta por policias, militares e agentes da DEA (US Drug Enforcement Administration), para o rastrear.

O governo colombiano ofereceu uma recompensa de cinco milhões de dólares a quem o conseguisse capturar .

A surpresa foi que a cidade de Medellín, onde era muito popular, não parecia interessada em ajudar as autoridades.

Mas a 2 de dezembro de 1993, um dia após seu 44º aniversário, Escobar foi encurralado pelas Forças Armadas, numa residência próxima do estádio Atanasio Girardot, na zona oeste da cidade.

O correspondente do jornal ABC, Sebastián de Aristizábal, relata que 500 soldados e polícias cercaram a casa e “os soldados começaram a invadir o local onde estavam Escobar e um guarda-costas”.

Segundo o relato dos policias, o primeiro dos três tiros que atingiu o traficante veio da arma do agente que cobria a porta de trás da casa, quando Escobar tentava fugir pelo telhado. A bala atingiu-o na nuca e alojou-se entre os dentes, segundo uma perícia.

, e fê-lo cair Um segundo tiro, localizado na coxa esquerda, impediu-o de se levantar. Por fim, o terceiro, atingiu-o na cabeça a uma curta distância (facto mais tarde negado pelo Bloco de Procura) e entrou pelo lado direito da cara, próximo à orelha.

A bala matou-o instantaneamente.

Quem puxou o gatilho? As teorias são variadas e contraditórias. A família de Escobar continua defender que, após receber a primeira bala, o narcotraficante suicidou-se, como sempre prometera antes de se deixar apanhar: “Nunca na porra da vida eles vão apanhar-me vivo”, ouve-se numa das gravações feitas pelo Bloco de Procura.

Em entrevistas subsequentes, em 1993, o coronel da polícia Hugo Martínez Poveda, chefe do Bloco de Procura, negou que quaisquer tiros à queima-roupa tenham sido disparados quando Escobar já estava no solo e apoiou a versão oficial de que foram disparados por um dos seus homens, o sargento Hugo Aguilar. Da mesma forma, Martínez descartou a participação de homens da DEA ou de outras agências de segurança dos Estados Unidos na operação porque “eles tinham ordem de não intervir”.

A famosa fotografia do agente Steve Murphy ao lado do corpo ocorreu 15 minutos após a morte de Pablo Escobar, segundo o depoimento do militar. Nesse sentido, especulou-se que os tiros foram disparados por um experiente atirador da Força Delta.

Leia também:  Como Saber Quem Visitou Meu Canal No Youtube?

“Enquanto olhava a área ao redor do orifício de entrada da orelha de Escobar, não vi nenhum sinal de queimadura de pólvora, indicando suicídio por arma de fogo ou tiro disparado à queima-roupa. Claramente, não foi suicídio.

Determinar a causa da morte foi importante porque, anos depois, o seu filho, Juan Pablo, tentaria manipular a verdade e alegar que o seu pai se suicidou no telhado. De certa forma, isso deveria fazê-lo parecer corajoso “, garante Murphy no livro.

Segundo este agente americano, o suicídio foi descartado pelas evidências. O prédio tinha sinais de tiroteio. O coldre duplo de Escobar estava ao lado do corpo junto com duas pistolas 9 mm.

Mas já estaria sem balas quando chegou ao telhado. “Depois de examinar a cena e as provas, não tive motivos para não acreditar na polícia colombiana e na sua versão do que aconteceu”, conclui Murphy no livro.

O que foi a Guerra do Paraguai?

A Guerra do Paraguai foi um conflito que aconteceu de dezembro de 1864 a março de 1870 e colocou o Paraguai contra Brasil, Argentina e Uruguai.

A guerra foi resultado do choque de interesses políticos e econômicos que as nações platinas possuíam durante a década de 1860. Ao longo dos anos de conflito, o grande prejudicado foi o Paraguai, que teve sua economia arrasada.

Estima-se que o total de mortos de acordo com as diferentes estatísticas seja de 130 mil a 300 mil mortos.

Quais foram as razões que deram início à Guerra do Paraguai?

Diferentemente do que se acreditava até meados da década de 1990, a Guerra do Paraguai não foi resultado do imperialismo inglês.

Essa interpretação do conflito foi superada por novos estudos realizados na área que levaram os historiadores a um novo entendimento.

O conflito hoje é entendido como fruto da disputa de interesses entre as nações platinas naquele período do século XIX.

O Paraguai, antes visto como nação possuidora de um modelo de desenvolvimento econômico e industrial único, passou a ser enxergado, com os novos estudos, como uma nação agrária que havia passado por uma modernização exclusivamente no exército e que era sim dependente do capital e de técnicos ingleses. Além disso, era governado de maneira ditatorial por Francisco Solano López, que utilizava sua função para enriquecer sua família ilicitamente.

As razões para o conflito desencadearam-se a partir de 1862, quando Francisco Solano López assumiu como presidente paraguaio. O presidente e ditador paraguaio colocou em prática uma política de aproximação com os federalistas de Urquiza – adversários do governo de Buenos Aires – e com os blancos uruguaios – adversários dos governos argentino e brasileiro.

A aproximação com os blancos era importante para o Paraguai porque garantiria uma saída para o mar. No entanto, internamente, o Uruguai vivia um período de grande turbulência política por causa da disputa pelo poder travada entre blancos e colorados. Os colorados, liderados por Venancio Flores, lutavam contra o presidente do país, o blanco Bernardo Berro.

Essa disputa política repercutiu no Brasil quando o governo brasileiro passou a ser pressionado pelos estancieiros gaúchos para que seus interesses no Uruguai fossem defendidos. O governo brasileiro deu seu apoio aos colorados e demonstrou interesse em intervir militarmente no Uruguai.

O interesse brasileiro não agradou ao presidente do Paraguai, que havia sido convencido por seus aliados – os blancos – de que a ingerência brasileira fazia parte de um projeto de anexação do território uruguaio e, em um futuro próximo, do Paraguai. O Brasil, porém, interferiu no Uruguai apenas para garantir seus interesses econômicos e não possuía interesses expansionistas.

A ação brasileira gerou uma resposta do governo paraguaio, que lançou em agosto de 1864 um ultimato para que o Brasil não interviesse no conflito uruguaio. O ultimato paraguaio foi ignorado pelo governo brasileiro, que invadiu o Uruguai em setembro de 1864 e colocou os colorados no poder.

Em represália à interferência brasileira, Francisco Solano López autorizou o ataque ao Brasil e, em dezembro do mesmo ano, uma embarcação brasileira que navegava o Rio Paraguai foi aprisionada. Em seguida, a província do Mato Grosso foi invadida por tropas paraguaias. A guerra teve início.

Quais foram os principais acontecimentos do conflito?

Após o início da Guerra do Paraguai, o conflito pode ser dividido em dois momentos distintos, sendo um deles caracterizado pelo predomínio das ações ofensivas por parte do Paraguai. Esse período, no entanto, teve breve duração e foi logo substituído pelo predomínio das ações ofensivas por parte dos membros da Tríplice Aliança (Brasil, Uruguai e Argentina).

Não pare agora… Tem mais depois da publicidade 😉

Após a invasão do Mato Grosso, o exército paraguaio coordenou ofensivas militares que ocasionaram a invasão do Rio Grande do Sul e da província argentina de Corrientes.

A invasão da província de Corrientes foi responsável pela entrada da Argentina na guerra.

A entrada dos argentinos possibilitou a formação da Tríplice Aliança, formalizada em 1º de maio de 1865 e composta por Brasil, Argentina e Uruguai.

A invasão do Rio Grande do Sul e a de Corrientes foram grandes fracassos do exército paraguaio, que foi obrigado a recuar de volta para seu território e posicionar-se defensivamente. Isso deu início à segunda fase do conflito, na qual os países da Tríplice Aliança tomaram conta das grandes ações ofensivas.

Nesse período, destacou-se a Batalha Naval de Riachuelo (junho de 1865), na qual a Marinha brasileira alcançou uma vitória importantíssima. Nessa batalha, a Marinha paraguaia foi quase inteiramente derrotada e foi imposto um bloqueio naval ao Paraguai, que ficou impedido de receber provisões durante o restante da guerra.

Outro destaque pode ser feito para a Batalha de Curupaiti, caracterizada por uma grande derrota dos exércitos da Tríplice Aliança. Estima-se que de 4 a 9 mil soldados (entre brasileiros, argentinos e uruguaios) tenham morrido nessa batalha.

Uma vitória fundamental dos exércitos da Tríplice Aliança aconteceu durante a conquista da Fortaleza de Humaitá, em 1868.

A Fortaleza de Humaitá era um ponto estratégico da defesa paraguaia, e sua conquista abriu margem para novas conquistas.

O enfraquecimento das defesas paraguaias após perderem Humaitá permitiu ao Brasil e aos seus aliados conquistarem Assunção, capital paraguaia, em 1869.

As batalhas de destaque após a conquista de Assunção foram, primeiramente, a Batalha de Acosta Ñu, famosa pelo fato de o exército paraguaio que lutou nela ter sido composto por adolescentes com menos de 15 anos. A derrota final do Paraguai aconteceu na Batalha de Cerro Corá, em março de 1870, quando Francisco Solano López foi morto por soldados brasileiros.

Leia também:  Como Fazer Com Que A Menstruação Venha Mais Cedo?

Quais foram as consequências da guerra?

No caso do Paraguai, a guerra gerou uma grande destruição na frágil infraestrutura e economia do país e causou um grande número de mortos. No caso brasileiro, a guerra contribuiu para o fortalecimento do exército como instituição e para o enfraquecimento do sistema político monárquico, que passou a ser questionado. Além disso, economicamente, a guerra foi desastrosa para o Brasil.

No caso de Argentina e Uruguai, os impactos da guerra foram bem menores, o que evidencia o baixo grau de envolvimentos de ambos no conflito.

Na questão política, a guerra garantiu o fim dos conflitos políticos que aconteciam nos dois países (federalistas x unitaristas, no caso argentino, e blancos x colorados, no caso uruguaio).

Além disso, a Guerra do Paraguai contribuiu para o enriquecimento da classe mercantil de Buenos Aires.

  • *Créditos da imagem: Boris15 e Shutterstock
  • Por Daniel Neves
  • Graduado em História

Faz 10 anos do surto de H1N1; relembre como foi e veja como se cuidar

Abril é o mês de lançamento da campanha de vacinação contra a gripe e também marca os 10 anos da pandemia da gripe A H1N1 no mundo.

Em abril de 2009, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarava pandemia de gripe A H1N1 mundial, na época ainda conhecida como gripe suína.

O surto global caracterizou-se por uma variante de gripe suína cujos primeiros casos ocorreram no México, em meados do mês de março de 2009.

Já no registro dos primeiros casos de contaminação pelo vírus, o mundo entrava em alerta acompanhando com apreensão as notícias sobre o surto da doença em diversos países, inclusive no Brasil. Acreditava-se que poderia ser a pior epidemia desde a ocorrida em 1977 e 1978, conhecida como “Gripe Russa” e que afetou principalmente crianças e adolescentes.

“Foi a primeira emergência de saúde pública de importância mundial declarada pela OMS.

Foi um momento em que nós colocamos em prática o novo regulamento sanitário internacional, instrumento que ajuda a comunidade internacional a prevenir a graves riscos de saúde pública”, relembrou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), Wanderson Kleber, que na época coordenou na SVS a resposta nacional a pandemia de influenza e atuou como ponto focal para o regulamento sanitário internacional.

A gripe A H1N1 chegou no Brasil em maio de 2009, quando se registrou 20 casos da doença nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Pouco mais de um mês da pandemia, no final de junho, 627 pessoas em todo o país estavam contaminadas com o vírus. A primeira morte aconteceu no Rio Grande do Sul.

Respondendo à emergência da OMS, a primeira ação do Governo Brasileiro foi a implantação de um sistema de barreira sanitária de Influenza em todos os aeroportos e nas capitais brasileiras.

“Pela barreira sanitária foi possível saber do primeiro caso da gripe no Brasil, que ocorreu no Rio Grande do Sul.

Era uma paciente que tinha acabado de chegar no país e foi para uma cidade do interior do estado”, contou Gerson Penna, que na época era o secretário da Vigilância em Saúde do Ministério e hoje é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz.

Também havia um monitoramento diário da situação, com a ajuda dos estados e municípios.

“O Mistério formou um Comitê de Gerenciamento de Crise para Influenza, constituído por representantes de várias superintendências e com pessoas ligadas à vigilância, trocando experiências positivas e negativas de cada caso, para conter a propagação do vírus”, explicou. A ação foi essencial para que o Ministério da Saúde tivesse um maior controle e orientava no desenvolvimento de outras medidas para conter a pandemia.

Para a contenção do surto da doença, foi intensificada a campanha de vacinação contra gripe. “Na época, nós saímos dos Centros de Saúde e fomos para vários lugares públicos, como shoppings, Festa do Peão em Barretos. Diferentemente do que se imaginava, a população mais frágil eram os jovens, que se achavam imunes à gripe”, completou Gerson.

Outro aspecto importante que impactou na mudança do cenário de pandemia no Brasil foi a ampliação dos grupos prioritários para a vacina.

“Na época a faixa etária era de 60 anos de idade e, a partir de 2010, a vacinação passou a ser indicada para grupos prioritários com maior risco de complicações, visando contribuir para a redução da morbimortalidade associada à influenza”, contou o secretário da SVS, Wanderson Oliveira. O secretário lembrou ainda que a mudança contribuiu com a imunização em áreas que estavam efetivamente em risco.

A vacinação é a única maneira de garantir que doenças erradicadas não voltem a circular no Brasil. “Não existe registro de qualquer doença que tenha sido erradicada depois que ela é tratada. A vacina é usada para imunizar pessoas saudáveis que ainda não adoeceram; é a única possibilidade de erradicar as doenças”, enfatizou o pesquisador Gerson Penna.

Além da prevenção, o Ministério da Saúde recomendava o uso de antiviral (fosfato de oseltamivir) em todos os pacientes com SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) e na SG (infecção por influenza) nos pacientes com fatores de risco para complicações, independentemente da situação vacinal. A indicação impactou na redução das mortes pela doença, já que o medicamento reduz a duração dos sintomas e ocorrência de complicações da infecção pelos vírus da influenza.

Campanha de Vacinação contra a gripe deste ano já começou

A Campanha deste ano tem a meta de vacinar 58,6 milhões de pessoas entre os dias 10 de abril e 31 de maio. A novidade é a ampliação da faixa etária do público infantil, que agora vai até menores de 6 anos.

Isso possibilitou a inclusão de 2,8 milhões crianças na campanha. Até o dia 18 de abril, são prioridade para a vacina da gripe crianças, gestantes e grupos mais vulneráveis às complicações causadas pela influenza.

“Precisamos entender que a vacina é um direito das crianças e um dever dos seus responsáveis, que somos todos nós, pais, mães, avós, tias, professores e profissionais de saúde.

Não podemos deixar de perguntar se uma criança está com o Calendário de Vacinação em dia.

Em alguns lugares do país, é exigido que a Caderneta de Vacinação esteja em dia para que seja confirmada a matrícula da criança e do adolescente”, destacou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no lançamento da campanha deste ano.

SIGA O UOL VIVABEM NAS REDES SOCIAIS

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*