Fmi O Que É E Como Funciona?

Economia Fmi O Que É E Como Funciona?

por Tiago Reis 14/10/2018 17:01

Fmi O Que É E Como Funciona?

Imagine diversos países se unindo para criar um fundo que pudesse ajudá-los em momentos de dificuldade financeira. Este é o conceito do FMI, conforme explicam os livros.

A sigla FMI significa Fundo Monetário Internacional, tradução para o português do nome “Internacional Monetary Bank”.

O que é FMI?

O Fundo Monetário Internacional (FMI) é responsável por atuar diretamente em auxílios financeiros a seus países membros, evitando desequilíbrios no setor financeiro e nos sistemas cambiais, facilitando o comércio internacional e fomentando o crescimento econômico sustentável.

Atualmente, 188 países são aliados da organização.

Cada uma das nações signatárias é responsável por enviar um montante financeiro para a manutenção do fundo. Esse valor irá variar de acordo com os indicadores econômicos deste país.

  • Fmi O Que É E Como Funciona?
  • Cada país possui direito a voto, mas a sua relevância variará de acordo com o montante com o qual contribui.
  • Isso quer dizer que, quanto mais dinheiro um país tem, maior será a sua influência dentro do FMI.
  • No entanto, os Estados Unidos idealizador da instituição, são o único país com poder de veto no FMI.

A criação do FMI

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  1. Uma guerra sempre traz muitas perdas, tanto pessoais quanto econômicas.
  2. Então, após o fim da Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos teve receio quanto aos impactos financeiros e econômicos que tal destruição geraria.
  3. Assim, reuniu os países aliados para tentar encontrar uma forma de minimizar os danos causados pelo período bélico.
  4. O FMI foi criado em julho de 1944, na conferência de Bretton Woods, em New Hampshire, nos Estados Unidos.
  5. Na mesma ocasião foram criados ainda o Banco Mundial, o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e o GATT, atual Organização Mundial do Comércio (OMC).
  6. Fmi O Que É E Como Funciona?
  7. O intuito desta organização era evitar uma nova crise econômica como a vivida em 1929, uma vez que os países poderiam se valer das reservas ali instituídas.

Atualmente, uma das atribuições do FMI é acompanhar a política econômica dos países membros. Assim, periodicamente, a instituição faz recomendações aos seus signatários.

Além disso, o órgão desenvolve pesquisas, promove levantamentos estatísticos e divulga previsões econômicas, tanto de modo global quanto país a país.

Empréstimos do FMI

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  • O FMI é bastante conhecido pelos empréstimos que fornece aos países que fazem parte do fundo e passam por problemas financeiros.
  • O objetivo destas transações é auxiliar as nações com problemas econômicos.
  • O próprio Brasil já pegou dinheiro emprestado com o FMI, mas também com o Banco Mundial e o BIRD.
  • A dívida com o FMI foi quitada em 2005, com o pagamento de US$15,5 bilhões.
  • Apesar de ter sido criado para ajudar, o FMI possui uma série de regras e condições para a liberação dos empréstimos.
  • Fmi O Que É E Como Funciona?
  • Entre elas então o corte de gastos públicos, com a redução funcionários do Estado e privatização de empresas públicas e aumento de impostos.
  • Tais medidas são altamente impopulares.
  • Isso faz com que pedir auxílio ao FMI afete a aprovação do político responsável pela solicitação, por parte da população.
  • Apesar de controverso, o fato é que muitos países se valem do FMI, o Fundo Monetário Internacional, em casos de caos econômico.

Fundo Monetário Internacional: o que é e como funciona?

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Em 2018, reunião anual das Cortes de Reuniões na sede do FMI. Foto: Stephen Jaffe/Fotos Públicas

O Fundo Monetário Internacional é uma organização criada em 1944 com o objetivo de recuperar a economia internacional dos efeitos da Grande Depressão de 1929 e da Segunda Guerra Mundial.

Até hoje, no entanto, funciona como um centro de cooperação financeira entre seus 189 países-membros.

Além de ser uma grande reserva monetária, na qual países depositam e da qual emprestam dinheiro em situações de risco, o FMI produz análises econômicas, políticas de desenvolvimento para seus afiliados e regulamentações internacionais que promovem a estabilidade econômica mundial.

Neste artigo, contaremos um pouco da história do FMI, explicaremos suas principais atividades e o seu modelo de funcionamento, assim como sua importância para a economia mundial.

Como e por que nasceu o FMI?

Duas grandes guerras e uma depressão econômica que perdurou por 15 anos:  primeira metade do século XX foi caótica para a economia mundial. Dentro de suas próprias fronteiras, países enfrentavam crises particulares; fora delas, consequentemente, o comércio internacional declinava. As nações de todo o mundo cortavam relações comerciais na tentativa de salvarem as próprias economias. 

Pouco antes do fim da Segunda Guerra, em 1944, representantes de 45 países reuniram-se em Bretton Woods, nos Estados Unidos, para discutir medidas de controle da situação que se apresentava. Era preciso reavaliar as políticas econômicas que levaram o mundo àquele cenário, bem como evitar o surgimento de novas crises.

As reuniões em Bretton Woods promoveram acordos financeiros internacionais e a criação de instituições de apoio e fiscalização monetária, como o Banco Mundial e o próprio FMI. Foi ali, também, que se estabeleceu o dólar como moeda padrão para transações internacionais.

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Ao contrário do Banco Mundial, que foi idealizado como um meio de emprestar dinheiro para diversos tipos de projetos em países em desenvolvimento, o FMI surgiu com o propósito de garantir estabilidade econômica.

Percebeu-se, principalmente com a crise de 1929, que o colapso interno de uma nação poderia prejudicar toda a cadeia comercial que ela ajuda a sustentar.

Por isso, convinha criar um fundo monetário que emprestaria dinheiro a países em crise, evitando que um colapso interno tivesse efeitos internacionais. 

Além de funcionar como um fundo de auxílio direto, também coube ao FMI criar regulamentações e fiscalizar as políticas econômicas dos seus países-membros. Com estas medidas, o FMI poderia prever e prevenir desequilíbrios no sistema monetário internacional, resguardando a estabilidade econômica que lhe serviu de objetivo.

O Brasil foi um dos 29 países que primeiro filiaram-se à organização na data de sua fundação, 27 de dezembro de 1945. Atualmente, o FMI é uma Agência Especializada da ONU [1] e possui 189 países-membros. Sobre as relações entre o Brasil e o FMI, acesse este artigo do Politize!

Os objetivos estabelecidos do FMI, segundo a sua página no site da trabalha para:

  • Promover a cooperação monetária global;
  • Facilitar a expansão e o crescimento balanceado do comércio internacional;
  • Promover a estabilidade cambial;
  • Auxiliar na criação de um sistema multilateral de pagamentos;
  • Disponibilizar recursos (com as devidas salvaguardas) aos países membros com problemas no balanço de pagamentos.

Todas estas condições que a organização quer “promover”, “facilitar”, “fomentar” etc. podem ser englobados no objetivo da preservação da estabilidade econômica mundial. Como vimos, tal estabilidade seria importante para evitar catástrofes generalizadas, como a depressão de 1929. 

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Um dos fatores mais importantes da saúde econômica de um país é o seu balanço de pagamentos. Em termos simplificados, ele representa a soma do dinheiro que entra e o dinheiro que sai de um país.

Um balanço saudável, geralmente, é aquele que está próximo a um superávit, que possua valor de entrada maior que o valor de saída. Em geral, é bom que um país venda mais do que compre, ou receba mais do que perca.

Como a organização assume que desenvolver ou manter equilibrados esses fatores beneficia a economia mundial, a maioria dos seus esforços concentram-se neles.

Mas como o FMI realiza o seu trabalho? A partir de três atividades básicas:

  • Monitoramento: O FMI monitora as políticas econômicas dos países-membros a nível nacional, regional e global. Este monitoramento é feito em forma de estudos constantes, que incluem visitas aos países e discussões com suas autoridades sobre políticas monetárias, fiscais e regulatórias. Deste modo, a organização é capaz de sugerir mudanças, alertar seus filiados sobre riscos e prevenir possíveis crises.
  • Assistência Financeira: O FMI possui uma reserva em dinheiro — um fundo — financiada por todos os seus países membros, cada país contribuindo com uma quota-parte. Nações que sofrem ou têm o risco de sofrer uma crise relacionada ao balanço de pagamentos podem emprestar dinheiro deste fundo para reequilibrar sua situação. É importante citar que, para conceder um empréstimo, o FMI exige a implementação de certas políticas e ajustes na economia de um país, o que inclui uma lista de metas impostas pela organização. 
  • Capacitação: O FMI fornece assistência técnica e treinamento aos países-membros para auxiliar no seu desenvolvimento econômico. A capacitação inclui formulação e implementação de práticas administrativas, políticas monetárias e bancárias, regulamentações fiscais, gerenciamento de gastos etc.
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Qual a estrutura do Fundo Monetário Internacional?

A sede do Fundo Monetário Internacional encontra-se em Washington, D.C., nos Estados Unidos. 

O órgão de maior hierarquia dentro da organização é a Assembleia de Governadores. Cada país-membro é representado por um Governador, que normalmente é o Ministro da Fazenda (no Brasil, o Ministério da Fazenda foi extinto em 2019, dando seu lugar ao Ministério da Economia) ou chefe do Banco Central daquele país. O Brasil é representado por seu Ministro da Economia. 

O poder de voto de cada membro depende da sua quota de participação no FMI, ou seja, o sistema não é de “um país um voto”, mas é proporcional ao montante investido no Fundo.

Os cinco países com as maiores quotas e, consequentemente, com o maior peso de voto são Estados Unidos (16,52% dos votos totais), Japão (6,15%), China (6,09%), Alemanha (5,32%) e França (4,03%). O Brasil está em 10º lugar, representando 2,22% dos votos totais.

Para uma lista completa dos países e suas quotas, acesse este link.

A Assembleia reúne-se normalmente uma vez por ano e decide as questões mais importantes da organização, como a entrada de novos membros, mudanças nas quotas de participação e emendas e interpretações no regulamento interno. Estes poderes são indelegáveis.

Dissemos indelegáveis porque, teoricamente, a Assembleia de Governadores retém todo o poder do FMI.

No entanto, por reunir-se apenas uma vez por ano, ela delega a maioria dos seus poderes a outro órgão, o Conselho de Diretores, composto por 24 Diretores, eleitos pelos próprios Governadores.

O Conselho é responsável por gerir as atividades diárias do FMI, que vão desde análises econômicas dos países-membros até discussões de questões mais gerais sobre a economia mundial. 

Alguns destes diretores representam um grupo de países-membros, como é o caso do Ministro da Economia brasileiro, que representa, além do próprio Brasil, Cabo Verde, Equador, Guiana, Haiti, Nicarágua, Panamá, República Dominicana, Timor Leste, Trinidad e Tobago.

Conclusão

As críticas dirigidas ao FMI normalmente referem-se ao seu modelo empresarial de participação.

Como o peso dos votos dentro da instituição é calculado a partir da quota investida por cada país, nações com maior capacidade financeira possuem mais controle sobre atividades da organização, incluindo sobre as políticas econômicas que se exige dos países que tomam dinheiro emprestado. Este modelo, afirmam os críticos, reforça a hegemonia política e econômica dos países mais ricos.

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Por outro lado, pode-se considerar que o maior atrativo para aumentar as reservas do Fundo é o oferecimento de maior controle sobre a instituição. Se cada membro possuísse o mesmo poder de voto, provavelmente o FMI teria um valor menor em suas reservas, ou ainda, nações mais pobres não teriam capacidade econômica para se filiarem.

Ainda assim, o Fundo Monetário Internacional continua sendo uma das grandes peças do cenário internacional. A organização não apenas empresta dinheiro em situações emergenciais, mas também monitora o panorama econômico mundial, e tem grande influência até mesmo em políticas domésticas dos países. 

[1]  Agências Especializadas são “braços” autônomos da ONU. Possuem orçamento, administração e regulamentação próprios, e não respondem diretamente às Nações Unidas. Outros exemplos de Agências Especializadas são a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e o Banco Mundial

  • E, então, entendeu como funciona o Fundo Monetário Internacional? 
  • REFERÊNCIAS
  • Fundo Monetário Internacional
  • Governance Structure
  • IMF at a Glance 
  • Where the IMF Gets Its Money
  • IMF Surveillance

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Como funciona o FMI

  • Como funciona o FMI
  • Neste artigo, veremos como funciona o FMI – suas principais funções e objetivos.
  • Como funciona o FMI

Para que uma pessoa possa comprar ou vender produtos estrangeiros, ela precisa trocar sua moeda nacional pela(s) moeda(s) estrangeira(s).

Por exemplo, você é brasileiro e quer comprar um carro norte-americano que custa US$10.000. Para poder pagar pelo carro, você precisa trocar a moeda brasileira (reais) por dólares norte-americanos.

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Toda moeda, por exemplo, o real ou o peso mexicano, tem um valor em relação a outras moedas – este valor é o que chamamos de taxa de câmbio. O comércio exterior cairia drasticamente se não existisse a possibilidade de troca entre as várias moedas e a manutenção de taxas de câmbio relativamente estáveis.

Usando o exemplo acima, se você não conseguisse trocar seus reais por dólares, você nunca poderia comprar o carro de $10.000. Se as taxas de câmbio subissem muito, você pensaria duas vezes antes de adquiri-lo. As recentes variações do real o comprovam: se 3 reais são equivalentes a 1 dólar, então o carro lhe custaria R$ 30.000.

Mas caso o real flutue muito e, uma semana depois, 4 reais forem equivalentes a 1 dólar, então o carro lhe custaria R$ 40.000.

O Fundo Monetário Internacional foi criado há mais de 50 anos para permitir que as moedas fossem trocadas livre e facilmente entre os países membros da instituição. Hoje, o FMI procura assegurar que seus membros sempre tenham reservas em moeda forte que lhe permitam continuar comercializando com outras nações do mundo.

Vamos agora imaginar a seguinte situação, para entender a necessidade de existência do FMI:

Você é um empresário que vive no Brasil e o país está sofrendo com a falta de reservas em moeda forte. Não existe o FMI e você não consegue encontrar alguém disposto a trocar seus reais por dólares.

Há uma forte razão pela qual você precisa de dólares norte-americanos. Você importa chips de computadores dos Estados Unidos, monta os computadores em sua fábrica brasileira e os vende pelo país. Mas a fábrica norte-americana cobra um preço em dólar pelos chips e não aceita pagamento em reais.

A razão é evidente: os preços de produtos e serviços nos Estados Unidos são todos cotados na moeda nacional, isto é, em dólares norte-americanos, e, portanto, um norte-americano não tem motivos para aceitar reais. Você entende a recusa do produtor de chips. Você, por exemplo, não aceitaria rúpias, a moeda da Índia, como pagamento para seus computadores.

Você que vive no Brasil quer ser pago em reais ou em dólares, por serem moeda forte.

Como não consegue encontrar alguém disposto a trocar seus reais por dólares, você decide tentar trocar seu dinheiro no banco. Ao chegar lá, descobre que o banco também não tem dólares.

Você é informado pelo gerente que os bancos brasileiros somente adquirem dólares norte-americanos quando o país exporta produtos para os Estados Unidos.

Você sabe que o Brasil importa mais do que exporta para os Estados Unidos e que todos os dólares que chegam ao país, resultantes de vendas para os norte-americanos, já foram usados por outros que queriam importar produtos, assim como você deseja fazer, agora.

Quanto mais o Brasil exportar para os Estados Unidos, mais dólares entrarão no país, pois os norte-americanos utilizarão dólares para pagar pelos produtos brasileiros. O mesmo vale para os investimentos: quando os norte-americanos investem seu dinheiro para comprar ações brasileiras, mais dólares são trazidos ao País e trocados por reais.

Muitas vezes um país não exporta tanto quanto poderia em virtude de suas leis e regulamentações governamentais. O Brasil, por exemplo, é o único país do mundo que impõe taxas sobre suas próprias exportações.

Vamos imaginar, por exemplo, que o Brasil está tentando exportar cerveja para os Estados Unidos ao preço de 1 dólar por lata de cerveja. Porém, há um imposto de exportação de 10% e, portanto, um norte-americano terá que pagar 1dólar e 10 centavos por lata.

Suponhamos que o mesmo produto seja vendido pelo México, também por 1 dólar, porém sem esse imposto de exportação. O custo final para o norte-americano, pela mesma cerveja se viesse do México, seria 1 dólar.

Obviamente, o norte-americano preferirá comprar cerveja do México e não do Brasil, pois estaria pagando 1 dólar, ao invés de 1 dólar e 10 centavos. Podemos ver através desse exemplo que um imposto pode ser decisivo na capacidade de um país de exportar.

Além disso, certas leis do governo podem acabar desencorajando os investidores a trazer dólares (ou outras moedas) para a economia de um país. Um ex-presidente brasileiro confiscou o dinheiro de pessoas que estavam investindo no País.

Isto pode preocupar um estrangeiro que queira investir no Brasil, temendo que algo parecido possa ocorrer novamente. Um país também pode ter impostos ou regulamentações complicadas, que prejudiquem os investimentos.

Por exemplo, se o Brasil aplicar a CPMF para operações no mercado de ações, os norte-americanos poderão perder o interesse em investir seus recursos no País, pois estariam pagando uma taxa adicional sempre que realizassem uma transação financeira.

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O investidor pode achar que a CPMF consome quase todo o lucro que ele esperaria obter em uma operação financeira no Brasil.

O que fazer?

Sendo um empresário brasileiro de sucesso, você entra em contato com o Presidente, informando-o sobre as suas dificuldades em obter dólares para importar os chips dos Estados Unidos.

O Presidente lhe pede sugestões sobre como solucionar esse problema, que também afeta muitos outros brasileiros. Você explica que o Brasil deveria mudar sua legislação para conseguir aumentar as exportações e o investimento externo.

  Isto faria com que mais moeda estrangeira entrasse no país.

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O Presidente lhe responde que tem conhecimento da situação, mas não pode garantir que essas medidas serão aprovadas de imediato. O Presidente lhe pede sugestões e você faz as seguintes recomendações:

1. Aumento das exportações

Você sugere que o Brasil exporte mais produtos para os Estados Unidos, para que entrem mais dólares no país. Quando houver mais dólares no Brasil, os importadores brasileiros terão mais facilidade para trocar seus reais.

Mas para exportar mais para os Estados Unidos, o Brasil tem que produzir produtos de boa qualidade e a preços baixos, de modo a atrair os consumidores norte-americanos.

As exportações brasileiras têm que ser mais competitivas, principalmente porque o comércio exterior envolve custos de transporte.

Se os norte-americanos conseguem produtos melhores e mais baratos em seu país, eles não comprarão os produtos brasileiros.

Contudo, para que o Brasil possa produzir produtos melhores e mais baratos, o País terá que importar tecnologia. Empresários brasileiros precisarão de dólares para comprar tecnologia norte-americana e melhorar suas indústrias locais. Portanto, voltamos ao problema inicial: a falta de dólares norte-americanos em nosso País.

Você sugere ao Presidente uma outra possibilidade: talvez o Brasil possa convencer os norte-americanos a investir em empresas brasileiras – o que seria uma maneira de o Brasil importar tecnologia e conseguir a entrada de mais dólares no País.

Mas você descobre que os empresários norte-americanos temem investir no Brasil. Eles não concordam com o sistema de impostos do país, que, na opinião deles, já deveria ter sido reformado há anos. Eles também acreditam que os trabalhadores brasileiros precisam de mais instrução e treinamento.

Você percebe que não está fácil atrair investimentos para o Brasil. Você pensa em outras possibilidades. De repente, encontra uma possível solução: por que importar norte-americanos? Nós brasileiros deveríamos construir nossas próprias fabricas de chips de computador (e de outros produtos) que poderiam ser tão boas ou até melhores que as indústrias de outros países.

Você começa a pesquisar sobre como construir uma fábrica de chips para computação no Brasil. Mas você descobre que o equipamento, treinamento e tecnologia devem ser importados dos Estados Unidos. Esta solução é bastante complexa. Seria mais fácil conseguir dólares para importar os chips.

2. Conseguir um empréstimo em dólares

Ao pensar nas formas de resolver o problema de falta de câmbio, você cogita a ideia de pedir um empréstimo, em dólares, ao Banco do Brasil. .

 Pode até ser que o Banco cobre juros baixos sobre o empréstimo, mas se o real sofrer uma desvalorização, sua dívida poderá se tornar monstruosa. Por exemplo, suponhamos que você recebe um empréstimo de 100.000 dólares, que equivale a 300.000 reais. Um ano depois, você terá de devolver o empréstimo, mas o dólar estará valendo 4 reais. Além dos juros, você terá que pagar 400.000 reais.

3. O governo brasileiro pede um empréstimo ao governo dos Estados Unidos

Você sugere ao Presidente que o Brasil peça um empréstimo em dólares ao governo americano. O Presidente pode tentar convencer o governo dos EUA que esse empréstimo beneficiará ambos os países, pois brasileiros usariam esses dólares para comprar produtos americanos (no caso, os chips para computador).

Porém o governo americano pode hesitar em fazer um empréstimo ao Brasil. E se o Brasil entrar em uma crise financeira e não conseguir pagar o dinheiro emprestado, como já aconteceu anteriormente, não apenas com o nosso País mas  também  com outros países da América Latina?

Como funciona o FMI: como o Fundo Monetário Internacional pode ajudar

Ao tentar resolver seu problema, você pensou em diversas soluções. Mas elas são complicadas e levariam muito tempo para serem implementadas. Você e muitos outros brasileiros precisam de dólares imediatamente, tanto por razões empresariais (importação de chips) como por razões pessoais (comprar um carro americano que não é produzido no Brasil).

O FMI foi criado para resolver justamente estes problemas de câmbio.

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A melhor forma que um país tem para resolver seus problemas de reservas em moeda forte é aumentar as exportações, o que não é um processo fácil nem rápido.

Isso exige investimento, paciência e trabalho árduo e requer que os líderes dos países incentivem as exportações.

Quando uma nação como o Brasil impõe taxas sobre suas exportações, seus produtos ficam ainda mais caros para os consumidores estrangeiros.

Geralmente, os países com falta de câmbio não conseguem reverter esta situação rapidamente. O FMI ajuda os governos desses países, emprestando as reservas em moeda forte necessárias e ajudando a reformular suas políticas econômicas. 

Com a ajuda do FMI, você, que é fabricante de computadores, poderia importar os chips que precisa dos Estados Unidos de forma mais simples e rápida. Você iria a um banco e trocaria seus reais por dólares.

  E o banco, com o empréstimo concedido pelo FMI ao governo brasileiro, teria dólares para lhe conceder o empréstimo (e para outros importadores que precisassem de câmbio).

É importante ressaltar que o FMI faz empréstimos a governos, não a empresas privadas.

No próximo artigo, vamos conhecer mais detalhadamente as medidas adotadas pelo FMI para ajudar um país a superar uma crise financeira.

FMI e Banco Mundial. Características do FMI e Banco Mundial

O FMI (Fundo Monetário Internacional) é um organismo com sede na cidade norte-americana de Washington; criado em 1945, seu objetivo é estabelecer a cooperação econômica em escala global.

Sua atuação visa garantir estabilidade financeira, favorecer as relações comerciais internacionais, implantar medidas para geração de emprego e desenvolvimento sustentável e buscar formas de reduzir a pobreza.

Cada país possui uma cota de participação no fundo, estabelecida preliminarmente, o destaque é para os países desenvolvidos, que são os maiores cotistas; por essa razão, são eles que gerenciam o organismo.

Os empréstimos do FMI são concedidos aos países com problemas financeiros, para isso é preciso cumprir as metas estipuladas pelo organismo, nelas estão previstas a implantação, por parte do devedor, de: ajuste orçamentário, cortes nos gastos públicos, monitoramento da taxa cambial, barrar o consumo excessivo com a diminuição salarial, dentre outros. Quando o FMI é acionado por um país em crise, agentes são enviados para analisar a situação financeira do mesmo e, a partir daí, direcionar as medidas que poderão contribuir para a resolução dos problemas. O principal objetivo desses agentes é evitar que tais problemas se alastrem e tomem proporções maiores, que possam repercutir internacionalmente na economia.

O Banco Mundial (World Bank) ou BIRD (Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento) é uma agência das Nações Unidas criada em 1° de julho de 1944, a sede está localizada na capital dos Estados Unidos, Washington. Originalmente, foi criado com a finalidade de ajudar os países que foram destruídos na Segunda Guerra Mundial.

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Fmi O Que É E Como Funciona? Sede do Banco Mundial.

Hoje, aproximadamente 150 países membros participam na composição do capital do banco. O valor de cota e o direito de voto são determinados a partir do nível de participação no mercado mundial.

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O principal acionista é os Estados Unidos, fato que lhe concede o poder de veto em todas as decisões.

O Banco Mundial fornece financiamentos para governos, que devem ser destinados, essencialmente, para infraestura de transporte, geração de energia, saneamento, além de contribuir em medidas de desenvolvimento econômico e social.

  • Além de governos, empresas de grande porte podem adquirir empréstimos, porém, é necessário apresentar a viabilidade da implantação de projetos, além disso, o país de origem da empresa deve garantir o pagamento dos recursos.
  • Por Eduardo de Freitas Graduado em Geografia

O que é e como funciona o FMI? Descubra!

Início » Economia » Fundo Monetário Internacional: o que é e como funciona o FMI?

Você já ouviu falar da sigla FMI nos noticiários sobre economia, não é mesmo? Com a recente situação do país vizinho, Argentina, e sua declaração de moratória, no entanto, é ainda mais frequente acompanharmos notícias envolvendo o Fundo Monetário Internacional.

.Um importante órgão de amparo à economia mundial, o FMI é uma das muitas agências criadas pelas Nações Unidas para ajudar a melhorar a relação entre os países. Além disso, é o FMI que auxilia diversos países em dificuldades financeiras.

Mas você sabe o que é e como funciona, de fato, o Fundo Monetário Internacional? Então acompanhe o artigo para aprender um pouco mais sobre o FMI!

O que é o Fundo Monetário Internacional?

O Fundo Monetário Internacional, como dito, é uma agência criada pelas Nações Unidas. É especializada nos temas de economia e foi criada na conferência de Bretton Woods, em New Hampshire, nos Estados Unidos em julho de 1944.

O objetivo do FMI, de acordo com o próprio site brasileiro das Nações Unidas é:

  • promover a cooperação monetária global;
  • garantir a estabilidade financeira dos países;
  • facilitar o comércio internacional;
  • promover um ótimo nível de emprego;
  • fomentar um crescimento econômico sustentável;
  • contribuir para reduzir a pobreza dos países em todo o mundo

O Fundo Monetário Internacional foi criado no final da Segunda Guerra Mundial com objetivo de construir uma organização para cooperação entre os países e evitar que políticas econômicas que levaram à Grande Depressão dos anos de 1930 e os posteriores conflitos globais se repetissem.

A sede do FMI fica na cidade de Washington, capital dos Estados Unidos. No Brasil, o escritório de representação fica em Brasília.

Quais as missões do FMI?

A missão do FMI é realizada de três formas: monitoramento do sistema monetário internacional, concessão de empréstimos aos países membros e capacitação dos mesmos.

Entenda melhor sobre cada uma:

Monitoramento do sistema monetário internacional

O FMI é responsável por monitorar o sistema monetário internacional e as políticas econômicas de todos os 189 países que são membros. Essa tarefa é feita tanto a nível global quanto a nível individual em cada um dos países.

Dessa forma, o FMI consegue destacar os possíveis riscos para a estabilidade e oferece conselhos sobre políticas econômicas.

Concessão de empréstimos aos países membros

Os países membros que enfrentam problemas, sejam estes eminentes ou apenas possíveis de acontecer, podem contar com empréstimos do FMI. Trata-se de uma responsabilidade central ajudar os membros que correm riscos de não realizar seus pagamentos.

Essa ajuda financeira permite que esses países com problemas reconstruam suas reservas internacionais, estabilize sua moeda, pague as importações. E, principalmente, restaure as condições econômicas para crescer economicamente de maneira forte e consistente. Colaboram, ainda, na implementação de políticas para corrigir problemas latentes.

Importante ressaltar que o FMI não concede empréstimos para projetos específicos que o país deseja implementar. O FMI não é um banco de desenvolvimento nesse sentido.

Capacitação dos países membros

O Fundo Monetário Internacional possui um programa de capacitação, assistência técnica e treinamento para auxiliar os países membros a criar e implementar políticas econômicas para promover sua estabilidade, crescimento e fortalecer suas habilidades e capacidades institucionais.

O FMI, em outras palavras, coloca a assistência técnica e treinamento em conjunto para maximizar a eficácia dessas políticas.

Como funciona o FMI?

O FMI tem a seguinte estrutura: o comando fica a cargo da Assembleia de Governadores, no qual o Ministro da Fazenda (ou similar) é o titular, no caso do Brasil. Essa Assembleia toma decisões e elege o Conselho de Diretores.

São ao todo 24 diretores, ou seja, muitos deles representam um grupo de países. O Diretor brasileiro representa, além do Brasil, os seguintes países: Cabo Verde, Equador, Guiana, Haiti, Nicarágua, Panamá, República Dominicana, Timor Leste e Trinidad e Tobago.

As diretrizes políticas da agência são sempre definidas em reuniões que acontecem duas vezes ao ano no Conselho de Assuntos Financeiros e Monetários a nível ministerial.  Tais reuniões geralmente são realizadas na sede em abril e outubro e reúnem-se uma quantidade de ministros que correspondem ao número de diretores.

Como dito, no caso brasileiro, é o Ministro da Fazenda (ou similar) que se apresenta para esses compromissos.

Cada país possui uma cota de participação no fundo. Os países mais desenvolvidos são os maiores cotistas e, por essa razão, gerenciam a organização.

Os países com problemas financeiros que recebem o empréstimo do FMI devem cumprir determinadas metas estipuladas em relação a implantação de: ajustes orçamentários, corte de gastos públicos, monitoramento de taxa cambial, prevenção de consumo predatório e outros.

Quando o país em crise aciona o FMI, são enviados agentes para analisar a situação financeira do local e aconselhar as medidas que podem contribuir para que o problema seja resolvido. Esses agentes tem como principal objetivo evitar que o problema se agrave, tomando proporções maiores e repercutindo no cenário internacional.

Fundo monetário Internacional e Banco Mundial

É muito comum as pessoas terem dúvidas e confundirem o Fundo Monetário Internacional com o Banco Mundial. Contudo, tratam-se de duas organizações distintas.

O Banco Mundial também é uma agência das Nações Unidas, criada no mesmo ano (julho de 1944) cuja sede também se encontra em Washington. Sua finalidade era de ajudar os países que ficaram destruídos durante a Segunda Guerra Mundial.

Atualmente, cerca de 150 países são membros e compõem o capital do banco. O principal acionista é os Estados Unidos e o valor da cota e o direito de voto são determinados pelo nível de participação dos países no mercado mundial.

O Banco Mundial visa conceder financiamentos para os países cuja destinação deve ser para: geração de energia, transporte, saneamento e questões de desenvolvimento social e econômico. Além de países, grandes empresas podem pedir empréstimos, contanto que apresente os motivos do projeto e que o país de origem da empresa possa pagar os recursos.

Por esses motivos, é muito fácil confundir as duas agências da ONU. Porém, é possível perceber suas diferenças, objetivos e finalidades.

Críticas ao FMI

O Fundo Monetário Internacional tem seus defensores e críticos. Uma das principais críticas é o fato de dar maior poder aos países que têm melhores condições financeiras (países desenvolvidos), como é o caso dos Estados Unidos.

Há quem entenda também que o FMI seja ineficiente para controlar crises internacionais. Ainda, alguns economistas criticam a forma que o FMI concede os empréstimos, forçando os países a terem maior controle orçamentário que o devido.

Conclusão

O Fundo Monetário Internacional é um dos principais protagonistas no cenário econômico e geopolítico internacional. Sua importância se mostra nos momentos em que contribui para que os países que se declaram em crise financeira precisam de ajuda para poder melhorar sua condição.

E foi com o auxílio do FMI que muitos países, inclusive o Brasil, conseguiram sair de graves problemas económicos e fazer sua economia crescer.

E você, já sabia do que se tratava o Fundo Monetário Internacional? Então que tal continuar aprendendo mais sobre economia e entender para que serve o PIB?

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