Em Que Continente Fica A Região Conhecida Como Sahel?

Falar sobre todos os aspectos da África me levaria a escrever um livro de milhões de páginas devido ao tamanho de sua diversidade ambiental, cultural, social, econômica e principalmente histórica. Veja o resumo sobre o Continente Africano, e no destaque final veja Cultura do Antigo Egito.

A África, ou melhor dizendo, o Continente Africano é um território de grande dimensão que tem 54 países, sendo eles 49 continentais. Uma imensidão, tanto na área territorial, que é de cerca de 30 milhões de Km², quanto na pluralidade de etnias e culturas ali estabelecidas.

O Continente Africano

O Continente Africano abriga 20,3% da área total do planeta, sendo o 3º continente com maior extensão. É o único continente situado em todos os hemisférios da terra: norte, sul, leste e oeste. Isso acontece porque a África é cortada, ao mesmo tempo, pela Linha do Equador e pelo Meridiano de Greenwich.

Vimos que o continente africano é composto por uma grande quantidade de países, porém a sua divisão não ocorre somente entre nações.

Há maneiras distintas de dividir este continente imenso. Uma as divisões conhecidas é entre África Saariana (conhecida também como Islâmica e “África branca”) e África Subsaariana (ou África negra”).

Veja no mapa o continente africano:Em Que Continente Fica A Região Conhecida Como Sahel?O nome Saariana, indica que são os países ao Norte do Deserto do Saara. Já o  Subsaariana, indica os países ao Sul (sub-) do Deserto do Saara.

Resumo sobre o Continente Africano

Confira com o professor Rafael Carrieri um resumo simples e rápido para você gabaritar nas questões sobre o Continente Africano. Ele é um dos feras do Curso Enem Gratuito. Veja:

Muito bom este resumo do professor Carrieri. Agora veja “as diferentes Áfricas” no continente Africano:

África Saariana ( ou Branca)

Possui a maior parte da população de origem árabe. O Islamismo predomina nessa região que representa em torno de 30% da população africana. Essa parcela do continente sempre manteve ligação de milênios com a cultura europeia e do Oriente Médio.

Tal região sofreu no passado invasões de diferentes povos, como romanos, gregos, fenícios, árabes e turcos. O padrão de vida é considerado baixo, mas superiores aos do restante da África.

África Subsaariana (ou Negra)

A maior parte do Continente Africano é chamada de África Subsaariana. É a África dos povos, a maioria de cor negra, que abrange uma grande variedade de etnias formando uma heterogeneidade das mais complexas. Essa região corresponde a 75% da população africana.

Nessa área, a população em sua grande maioria é da religião animista( crença que acredita em espíritos da natureza ) e uma restrita população que pratica a religião cristã.

Uma região considerada a menos desenvolvida no mundo, os indicadores sociais são piores nessa região, com exceção da África do Sul , que é um país um dos países com maior desenvolvimento econômico deste continente.

Outra divisão muito utilizada também  para o continente africano é entre: África Ocidental, Central, Oriental e Austral. Veja no mapa:Em Que Continente Fica A Região Conhecida Como Sahel?África Ocidental é uma região no oeste da África, que inclui os países na costa oriental do Oceano Atlântico e alguns que partilham a parte ocidental do deserto do Saara.

Os países mais conhecidos são: Nigéria, Guiné-Bissau, Senegal, Serra Leoa, etc.

África Central é a sub-região que fica no centro do continente. Os países mais conhecidos são: Angola, Guiné-Equatorial, Camarões e Ruanda.

África Oriental é a parte da África banhada pelo Oceano Índico. Os países mais conhecidos são: Uganda e Zimbabwe.

África Austral, também chamada de África Meridional ou Sul de África, é a parte sul de África, banhada pelo Oceano Índico na sua costa oriental e pelo Atlântico na costa ocidental.  Os países mais conhecidos da África Austral são: África do Sul, Angola, Moçambique e Namíbia.

Durante muito tempo o continente africano foi dividido apenas entre etnias (povos de culturas e religiões diferentes), ou também conhecido como tribos. Muitas dessas tribos , inclusive, eram rivais e disputavam território, ou então protegiam o seu próprio território.

Porém, com o passar dos anos, os países europeus, começaram a explorar as terras da África, não só os recursos como também o seu povo. Um momento muito conhecido é durante o século XV com a alta da escravidão , onde muitos povos dessas tribos foram sequestrados e enviados para diversos países do mundo para exploração de trabalho.

Houve também um acordo de partilha entre esses países. Assim então, em 1884 se inicia uma divisão do continente africano entre países europeus.

Essa divisão gerou com o passar dos anos, e até a atualidade, diversos tipos de conflitos, guerras e migrações, uma vez que, durante a divisão , separam ao meio algumas tribos, e em outras partes juntavam tribos rivais no mesmo território.

Em Que Continente Fica A Região Conhecida Como Sahel?Apesar de tudo a África é um continente muito rico em recursos ambientais, minerais, culturais , sendo também considerada o berço da humanidade, pois cientistas apontam que é lá que se deu a origem dos nossos ancestrais mais remotos. Nesse continente que se desenvolveu a civilização mais antiga que conhecemos, o Egito.

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  1. (IFCE/2016)

    Sobre o continente africano, é correto afirmar-se que

    • teve sua exploração iniciada em meados do século XIX, predominantemente por empresas asiáticas que utilizam mão de obra local e empregam equipamentos modernos para a realização dessa atividade.
    • é rico em minérios e fontes de energia como petróleo, ouro, zinco, urânio, ferro, chumbo, níquel, diamantes, prata, entre outros.
    • a sua exploração quase sempre favorece apenas os países que a praticam, que instalaram portos e ferrovias para beneficiar as nações africanas.
    • o campo das indústrias não é o mais moderno e consiste basicamente em indústrias que trabalham com a matéria prima importada.
    • consiste em um continente subdesenvolvido com alguns de seus países industrializados e outros ainda vivendo exclusivamente de atividades comerciais.

    Correto

    Parabéns! Siga para a próxima questão.

    Incorreto

    Resposta incorreta. Revise o conteúdo nesta aula para acertar na hora da prova!

  2. (UNITAU SP/2017)

    Em relação ao continente africano, é CORRETO afirmar:

    Correto

    Parabéns! Siga para a próxima questão.

    Incorreto

    Resposta incorreta. Revise o conteúdo nesta aula para acertar na hora da prova!

  3. (UDESC SC/2015)

    Analise as proposições em relação ao continente africano.

    I. No relevo predominam os planaltos em escudos antigos. II. O Norte do continente tem grandes restrições para o uso agrícola em razão da presença de um enorme deserto. III. As florestas se concentram na região equatorial do continente.

    IV. A população se concentra nas zonas litorâneas do continente.

Deserto do Saara – Biomas

O deserto do Saara é o segundo maior deserto do mundo, perdendo apenas para o deserto frio da Antártica, e o maior deserto quente do planeta.

O deserto do Saara está localizado no continente africano e o divide em duas partes: a África Subsariana e o Norte da África. O deserto tem aproximadamente 9.400.

000 km² de território e abrange parte dos países: Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Mauritânia, Marrocos, Níger, Sudão e Tunísia.

Na fronteira entre o deserto do Saara, ao norte, e o Sudão, ao sul, existe uma faixa semiárida de savana, de 500 a 700 km de largura e 5,4 mil km de extensão, em média, que é chamada de Sahel. O deserto do Saara expandiu e contraiu suas fronteiras devido a regimes climáticos variáveis ao longo do tempo e suas paisagens se modificaram em função destas mudanças climáticas e da atividade humana no local.

Em Que Continente Fica A Região Conhecida Como Sahel?

Localização do Deserto do Saara. Ilustração: AridOcean / Shutterstock.com [adaptado]

A parte mais interior do deserto do Saara possui um contingente humano que ocupa sua área há muitos séculos, sendo povos que hoje são em sua maioria nômades. Ao contrário do que muitos pensam, nem sempre o deserto do Saara foi uma região dominada pelo clima árido. Por volta de oito mil anos atrás, um período de chuvas se estabeleceu no norte da África, fazendo com que as populações humanas se dispersassem por quase todo o Saara. Neste período, corpos hídricos permanentes alimentados por estas chuvas surgiram pelo território do deserto. As populações humanas que ali residiam assentaram-se em acampamentos ou em pequenas aldeias, próximas às margens desses lagos e rios, pescando, caçando hipopótamos, crocodilos, antílopes, girafas, elefantes e muitos outros animais típicos de savana. As savanas, pradarias e alguns bosques compunham a paisagem do Saara, principalmente ao norte, neste período que também é conhecido como Saara verde.

Por volta de quatro a cinco mil anos atrás, devido ao intenso albedo da região e a mudança do clima com um período seco que durou aproximadamente 1.000 anos, os efeitos da dessecação do Saara começaram a se intensificarem e isto fez com que muitas das populações humanas abandonassem a região do Saara.

Atualmente, dentro do Saara existem alguns poucos e espalhados oásis que apareceram devido a aquíferos subterrâneos dentre os quais estão os de Ghardaia, Timimoun, Bahariya, Siwa e Kufra. O rio Nilo é o mais importante da região.

No leito dos rios podem-se encontrar alguns arbustos isolados como tamaris, acácias e a palmeira tamareira (introduzida pelos árabes). Os animais que habitam a região são em sua maioria escorpiões e insetos, lagartos, cobras e outros.

O dromedário é um dos principais animais do deserto e é o principal meio de locomoção das populações nômades que habitam o Saara. Outros animais característicos são o Addax (antílope), a gazela Dorcada (Cazella dorcas) e a raposa-do-deserto (conhecido como Feneco, Vulpes zerda).

Em Que Continente Fica A Região Conhecida Como Sahel?

Pôr-do-sol no Deserto do Saara, na Tunísia. Foto: Photoman29 / Shutterstock.com

Um fenômeno raro para a região, mas que já foi registrado por duas vezes no Saara na parte do território da Argélia, é a ocorrência de neve, quando a temperatura do deserto pode chegar a ficar abaixo de 0° C. A primeira vez em que aconteceu este fenômeno na região foi em 1979 no sul da Argélia e a segunda vez, mais recente, ocorreu em 2016, na região de Ain Sefra, também na Argélia.

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Referências Bibliográficas:

BUMBEERS, Fernando. O deserto do Saara já abrigou o maior lago de água doce do mundo. < http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/07/o-deserto-do-saara-ja-abrigou-o-maior-lago-de-agua-doce-do-mundo.html>

DIÁRIO DE PERNAMBUCO. Deserto do Saara registra neve após 37 anos.

MÁRQUEZ, William. Como era o Saara antes de se tornar o maior deserto do planeta.

Portal do Sahara: Fauna e Flora.

HARLAN, Jack R. Indigenous African Agriculture. In: The Origins of Agriculture. An International Perspective. C. Wesley Cowan, Patty J. Watson (Eds.). Washington D.C., Smithsonian Institution Press, 1992: 59-70 p. Tradução e síntese de Jairo Henrique Rogge.

Texto originalmente publicado em https://www.infoescola.com/geografia/deserto-do-saara/

Cinturão do Sahel, o esconderijo de jihadistas na África que preocupa cada vez mais a Europa – BBC News Brasil

Em Que Continente Fica A Região Conhecida Como Sahel?

Crédito, Getty Images

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Faixa de 5 mil km atravessa o continente africano e serve como transição entre o deserto do Saara e a savana africana

O Sahel é, basicamente, um mix de problemas. Não à toa é chamado de “cinturão da fome” africano.

Conflitos, pobreza, crime organizado e extremismo coexistem nessa faixa de 5 mil km que atravessa o continente, indo do oceano Atlântico, a oeste, ao Mar Vermelho, no leste, e serve como transição entre o deserto do Saara e a savana africana.

E nos últimos anos, outro problema agitou ainda mais esse vespeiro: a Líbia.

Com tudo isso tão próximo de sua fronteira sul, não é surpreendente que a Europa tenha voltado suas preocupações à área.

Os esforços estão focados em evitar que a zona, principalmente Mali, se torne um reduto extremista. Mas o desafio militar, devido à grande e complexa geografia, é enorme.

O coronel Ignacio Fuente Cobo, analista do Instituto Espanhol de Estudos Estratégicos (IEEE), ligado ao Ministério da Defesa da Espanha, define o cinturão como uma região em crise.

E vários fatores contribuem para isso. Em primeiro lugar, explica, há uma crise política: trata-se de “Estados muito fracos que surgiram de processos coloniais, cujas fronteiras não coincidem com a natureza das populações que se estabelecem nesses Estados”.

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Europa demonstra preocupação na cada vez mais maior com a área

E são Estados muito diversos, diz Eduard Soler, analista do Centro de Barcelona para Assuntos Internacionais (Cidob), think thank sediado na cidade espanhola, nos quais “o poder nem sempre foi representativo do conjunto. Há comunidades que se sentem marginalizadas da estrutura de poder”.

Há, por exemplo, as populações que se deslocam a cavalo por vários desses países, como os Tuareg, que rejeitam a existência de fronteiras entre eles.

Muitos desses lugares têm conflitos internos, como Mali, e a situação é agravada pelo terrorismo internacional e o crime organizado, já que a região converge rotas de tráfico ilegal de todos os tipos – de drogas a pessoas e armas, camufladas entre fronteiras porosas e áreas em que a presença do Estado não existe.

Além disso, um fator socioeconômico contribui para essa deterioração: na maioria dos casos, são Estados com uma renda per capita muito baixa e um crescimento explosivo da população. “É uma espécie de bomba demográfica”, resume o coronel Fuente Cobo.

Isso implica em um enorme número de jovens sem perspectivas econômicas e, portanto, “presas fáceis” dos grupos criminosos e extremistas que atuam na área, explica Soler.

Como se isso tudo não bastasse, as mudanças climáticas afetam drasticamente a região, e áreas que antes eram férteis, como Lago Chade, agora estão desertificando.

“O jihadismo islâmico se move de maneira muito confortável em toda a região”, afirma Fuente Cobo.

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Boko Karam tem feito diversos atentados na Nigéria

A al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) está presente na área – principalmente na Argélia, no Mali, na Mauritânia e no Níger – desde 2007. O Boko Haram foi fundado em 2002 e há vários anos opera em partes da Nigéria, do Níger, do Chade e de Camarões, da mesma forma que acontece com a Al Shabaab na parte oriental, principalmente na Somália.

E estes são apenas alguns exemplos de grupos que chegaram às manchetes após perpetrarem ataques sangrentos. Muitos outros operam na região.

Ou seja, a ameaça não é nova ou desconhecida para os países europeus. Na verdade, as primeiras tropas francesas que combateram o terrorismo na região foram implantadas em 2013 – primeiro com a Operação Serval, no Mali, substituída um ano depois pela Operação Barkhane, com foco em todo o Sahel.

Mas existem dois fatores que estão aumentando a tensão e o medo.

Em primeiro lugar, “o Sahel foi previamente isolado da Europa por uma série de países na margem sul do Mediterrâneo que tinham uma situação política estável”, explica o coronel Funte Lobo, “mas agora se abriu um buraco muito importante nessa região, que é a Líbia, um país que ninguém controla”.

Por meio desse grande buraco, “muitos dos problemas do Sahel estão chegando ao território europeu”, além de permitir um movimento significativo de mercenários e armas da Líbia para o sul, alimentando os grupos jihadistas que atuam na região.

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Presidente francês, Emmanuel Macron visitou seus soldados na região

Muitos desses combatentes são integrantes do grupo autodenominado Estado Islâmico (EI) derrotados na batalha ocorrida na cidade líbia de Sirte em 2016. E agora, teme-se que os derrotados na Síria e no Iraque também busquem se estabelecer na região.

Todos os analistas consultados para esta reportagem pela BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, ponderaram que não se tratará de um movimento maciço vindo do Oriente Médio, uma vez que a maioria desses combatentes não consegue deixar a Síria e o Iraque, mas reconheceram que há uma preocupação.

“Uma parte (desses indivíduos) também está indo para o Afeganistão, uma zona de acolhida de jihadistas. Alguns estão indo para a região da Ásia-Pacífico e outros estão tentando chegar à zona do Sahel”, diz Fuente Cobo.

“Uma das grandes preocupações, ainda que não tenhamos dados confiáveis, é que possa se tornar uma nova área segura (para extremistas), uma espécie de novo Afeganistão, mas muito mais próximo das fronteiras europeias.”

Sergio Altuna, pesquisador especialista no Magrebe e no Sahel do think thank espanhol Instituto Real Elcano, avalia que a derrota do Estado Islâmico em outras regiões está fazendo com que a área seja vista como um “potencial ponto de reunificação” do movimento jihadista.

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Região é extremamente pobre

Mas, para isso, não há necessidade de o Estado Islâmico enviar novos combatentes para lá – os jihadistas estão operando na área há anos. Então, “um problema que já existia está sendo redescoberto”, acrescenta Altuna.

O analista Eduard Soler concorda. Para ele, o Sahel “não será a próxima etapa da luta contra o jihadismo, já é”, mas não será o único foco. “Há outros pontos de preocupação, como o Afeganistão e o Sudeste Asiático”, embora, no caso africano, exista uma “proximidade real” para a Europa.

Há uma grande mudanças nos sistemas de lealdade entre os grupos jihadistas que operam no Sahel, mas “al-Qaeda sempre foi o cavalo vencedor no Magrebe Islâmico”, diz Fuente Cobo.

“Quando o Estado Islâmico chegou, muitos desses grupos romperam sua lealdade com a al-Qaeda e foram com o EI.”

Mas o que acontece agora, após o EI ser derrotado na Líbia e, recentemente, no Iraque e na Síria? Eles vão competir uns com os outros ou vai haver uma absorção pela al-Qaeda?

Embora esta seja uma das grandes questões, já houve uma série de movimentos que mostram uma reconfiguração das forças.

“A diminuição do poder geopolítico e da capacidade do EI também o fez perder influência dentro do mundo islâmico”, explica o coronel. “Estamos assistindo ao ressurgimento de grupos ligados à al-Qaeda”.

No marco desse ressurgimento, em março de 2017 vários grupos na órbita da al-Qaeda, incluindo a AQMI, se uniram para formar a maior organização jihadista no Sahel: a Nusrat al Islam, ou Frente de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos.

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Cerca de 3 mil soldados franceses estão no Sahel para a Operação Barkhane

A união ocorre, explica Fuente, para impedir que integrantes remanescentes do EI oriundos das batalhas da Líbia ou do Oriente Médio possam se infiltrar no território que eles controlam.

“Para evitar que o EI use a área como uma nova base logística e uma zona de recuperação, todos os grupos na órbita da al-Qaeda se juntaram a esta nova organização.”

Todo esse acúmulo de ameaças e problemas levaram a uma presença militar cada vez mais intensa na área, principalmente europeia, embora existam também tropas americanas.

Há várias operações e missões em curso no Sahel, ligadas a diferentes organizações e países. Os esforços e concentram principalmente no Mali, o foco vermelho na região.

“O Mali é um país crítico, é o mais frágil, com um norte fundamentalmente árabe e touareg e um sul principalmente de populações negras, animistas cristãos. É um país claramente muito dividido, com fronteiras que são produto da descolonização”, explica Fuente Cobo.

É lá que as Nações Unidas operam, por meio da Missão Multidimensional de Estabilização Integrada das Nações Unidas no Mali (Minusma), criada em 2013 para apoiar as autoridades malinesas na pacificação do país após uma série de rebeliões islâmicas e um golpe de Estado em 2012.

Trata-se da missão mais poderosa da ONU, com cerca de 13 mil soldados, mas que também é muito atacada por grupos jihadistas. Trata-se de uma das missões mais perigosas do órgão em décadas, com mais de 115 capacetes azuis mortos em quatro anos.

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Um total de 115 soldados da ONU morreram em quatro anos atacados por grupos jihadistas

Do outro lado, está a Operação Barkhane, uma missão puramente antiterrorismo realizada pela França. Envolveu cerca de 3 mil soldados distribuídos em uma série de fortes, da Mauritânia ao Chade, “tentando criar uma espécie de barreira para que os jihadistas não se movam facilmente entre o norte do Sahel e a zona sul”.

Também existem as missões de treinamento das forças locais pela União Europeia na área – a mais importante é a que está no Mali, atualmente liderada pela Espanha.

E, junto a isso, uma nova iniciativa criada em 2017: a força G5-Sahel, composta por um total de 5 mil soldados de Mauritânia, Mali, Chade, Burkina Faso e Níger, financiada pela UE e pelos Estados Unidos. Seu objetivo é tanto a luta contra o jihadismo como a contenção das redes de tráfico e migração ilegal.

A agência AFP informou que um documento interno do G5 descreve o norte do Mali como um “conhecido esconderijo para terroristas” e uma “plataforma para o lançamento de ataques contra outros países”.

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Os especialistas, porém, destacam que o aumento da militarização não pode ser o único caminho.

Os planos de cooperação para o desenvolvimento local, realizados pincipalmente pela França, a antiga potência colonial na região, estão se revelando insuficientes.

“A militarização não pode ser a única resposta. É indispensável criar condições de segurança, mas não é o suficiente”, diz Soler.

Segundo apontou o especialista no documento das Tendências de 2018 do Centro de Barcelona para Assuntos Internacionais, a esperança para o Sahel depende mais do desenvolvimento dos países da África Ocidental, como Gambia ou Gana, do que das armas.

“O Sahel concentra todas as crises do mundo”

Sahel significa “fronteira” e em África ganha a forma de gigantesca cintura de aridez onde cabem 22 países. Sinónimo de sofrimento prolongado, o Sahel é marcado pela seca, pela crónica falta de alimentos, por guerras e conflitos ancestrais.

Para complicar, com a crise líbia, o deserto do Sara passou a esconder terroristas e gangues do crime organizado internacional. Dez milhões de pessoas, entre as quais 1,4 milhões de crianças, dependem 100% da ajuda internacional.

Em linha horizontal, o Sahel vai da Mauritânia à Eritreia e inclui países com títulos extremos, como o Níger (o país mais pobre do mundo) e o Mali (que tem a maior taxa de natalidade do planeta). “O problema do Sahel é o nosso problema”, diz Ángel Losada, o embaixador espanhol que é o actual Representante Especial da União Europeia para o Sahel.

Está a três horas da Europa e é um problema que só aumenta. Em 1950, havia 30 milhões de pessoas no Sahel e em 2000 havia 367 milhões. Hoje há quase 500 milhões e as previsões dizem que em 2050 o número vai duplicar.

Esta segunda-feira, os chefes de Estado do G5, a recém-criada aliança que junta Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e Chade, reuniram-se em Bamako para uma reunião extraordinária.

O embaixador Losada esteve em Lisboa para um seminário no Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre o Sahel, que juntou vários embaixadores da União Europeia, e logo a seguir partiu para o Mali.

Um dos planos do G5, que a UE apoia, é a criação de um exército comum regional para lutar contra o crime organizado e o terrorismo.

O Sahel é uma prioridade europeia recente. Quais foram os progressos nestes três anos da nova estratégia?Primeiro, temos de colocar o Sahel no topo das agendas internacionais. Ou seja, explicar que a segurança na Europa depende muito da segurança no Sahel. Com a crise na Líbia, as relações de vizinhança mudaram.

Mas a estratégia europeia para o Sahel não é nova. O posto só tem três anos, mas a política é de 2011. O posto foi criado depois da crise no Mali. O meu predecessor negociou o processo de paz no Mali e com isso ganhou uma visão mais alargada do problema. A União Europeia foi a primeira a adoptar uma estratégia para o Sahel.

Agora, há 16! A do FMI e muitas outras.

A nossa estratégia centra-se na ideia de que não há segurança sem desenvolvimento e não há desenvolvimento sem segurança.

E dirige-se a cinco países, que para os europeus são o núcleo duro do Sahel: Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e Chade. No G5, todos estão conscientes de que se não houver paz no Mali, não há paz no Sahel.

Não se pode olhar de forma isolada ou nacional para questões como a segurança ou o contra-terrorismo, a luta contra o tráfico de droga.

Em termos de ameaça à segurança europeia, o Sahel é mais importante do que qualquer outra região em África?O Sahel tem um impacto directo na nossa segurança. Nestes meses, visitei todos os países mediterrânicos e vários do centro e do norte: vejo que hoje todos compreendem isto.

Aliás, os países europeus participam cada vez mais em missões da União Europeia e da ONU na região. Quanto a resultados: faço parte da mediação do processo de paz do Mali e do comité que segue a implementação do acordo assinado na Argélia.

Neste momento, estamos num ponto muito complicado, porque uma das partes abandonou a mesa das negociações e temos de ajudar a convencê-los a regressar. A Europa teve um papel muito importante em atrair apoio de vários países para ajudar no processo de paz no Mali. Mas também no processo de regionalização.

O G5 decidiu juntar todos os seus meios, recursos e capacidades num projecto comum para garantir a segurança na região.

Que projecto é esse?O G5 quer criar um exército comum. Na cimeira de chefes de Estado do G5 em Bamako vai-se discutir segurança. Mas a União Europeia não dá apenas apoio político.

Dá também apoio financeiro e de reforço das instituições. A UE é a principal organização doadora na região.

Além da ajuda normal – 3,5 mil milhões de euros em cinco anos – decidimos criar um fundo fiduciário de 1,8 mil milhões para as causas profundas da migração: segurança, controlo e gestão de fronteiras.

Além disso, temos a ferramenta institucional: as missões no terreno. A UE já deu formação a 70% do exército do Mali e há missões civis que fazem formação de polícias, juízes e de todo o aparelho judiciário. E também no Níger. O Sahel concentra todas as crises do mundo: a crise do terrorismo, a crise da migração, a crise económica, a crise ambiental.

Como é que a estratégia europeia para o Sahel se cruza com a estratégia do contra-terrorismo?De certo modo, o documento estratégico europeu não interessa.

O que interessa é o Plano de Acção Regional para o Sahel, que tem quatro prioridades: juventude, luta contra a radicalização – luta e análise, porque nós não sabemos muito sobre radicalização –, migração e gestão de fronteiras, e luta contra o tráfico ilegal. Este último é muito importante.

A criação do G5 permite aos cinco países trabalharem de forma conjunta no controlo das suas fronteiras. O G5 está a construir um novo conceito de segurança no qual os exércitos dos cinco países relacionam-se entre si e trabalham juntos contra o terrorismo.

O G5 criou uma estrutura de segurança regional e quer até criar escolas comuns de segurança. A UE vai apoiar a Escola de Segurança do Sahel, criada pelo G5, com o novo fundo fiduciário.

O Sahel não está no nosso radar e até a palavra é desconhecida nas elites europeias.O Sahel é a três horas de Roma, de Alicante, de qualquer lugar. O Sahel está mesmo aqui ao lado e com a crise líbia tudo se complicou muitíssimo. Se não prestarmos atenção ao que está a acontecer no Sahel, vamos ter um problema muito maior no futuro.

O ministro do Interior do Níger disse-me que há uns anos, o deserto do Sara era para eles um tampão de segurança, tudo parava quando chegava ao Sara; mas que hoje, como é impossível controlar as fronteiras com a crise líbia, o Sara tornou-se um problema real.

Ninguém consegue controlar o que se passa no deserto. Todo o tipo de traficantes e criminosos se esconde lá. Estamos a falar de países com áreas imensas, como o Níger ou o Mali. A França cabe no Norte do Mali.

É por isso que a União Europeia está a ajudar estes países nas suas estruturas de segurança.

Porquê vir a Lisboa fazer um seminário com os embaixadores europeus sobre o Sahel? Os europeus estão a subestimar a região?Não acho que se esteja a subestimar. Mas as populações do Sahel estão a aumentar muito.

Em alguns países vão duplicar em 18 anos e no Níger a média de filhos é de sete crianças por mulher – a média! Se não os ajudarmos a absorver a sua própria população, em 20 ou 40 anos o Sahel vai ter um problema ainda mais sério. E o problema do Sahel é o nosso problema. O seminário de Lisboa é o terceiro do género.

Fizemos em Madrid e em Berlim. Servem para afinar a estratégia neste novo contexto do G5.

Os seus colegas europeus não lhe dizem que estão demasiado ocupados para falar sobre o Sahel porque Donald Trump está a desfazer a ordem internacional e o Reino Unido está a sair da União Europeia?Não, isso não me acontece.

Eu respondo a uma necessidade identificada pela União Europeia e o meu mandato acaba de ser renovado. Nenhum país pode enfrentar sozinho estes problemas. Se nos juntarmos, podemos pelo menos fazer parte do que se está a passar na região.

Mas disse que a sua primeira preocupação é “colocar o Sahel no topo das agendas internacionais”…

Sim, mas a um nível mais alargado, aos países de Leste e ao centro da Europa. O objectivo da reunião de Lisboa não é chamar a atenção para o Sahel. Isso já existe. O objectivo é estruturar e articular a resposta ao problemas e ajudar-me a fazer o meu trabalho como representante europeu.

O que mais o surpreendeu neste primeiro ano a trabalhar no Sahel?O processo de paz no Mali e a reacção dos diferentes movimentos, que lutavam uns contra os outros e que agora estão sentados à mesma mesa. É o nosso maior desafio.

Como surpresa positiva, foi a vontade política dos chefes de Estado do G5 para trabalharem juntos. Eles também já perceberam que sozinhos não resolvem nada.

Gestão de fronteiras, luta contra traficantes e contra o crime organizado, que está a gangrenar, literalmente, o poder do Estado.

Esses são problemas de muitos países africanos. O que tem o Sahel de particular?O Sahel tem características muito próprias. É o fim de uma parte de África e é o princípio de outra parte de África. E há dicotomias importantes.

Árabes e tuaregues versus negros, que lutam há séculos; Norte versus Sul; Leste versus Oeste; agricultores versus pastores; terras onde há água versus terras secas; centro versus rural. Lutam pela água ou lutam porque um animal comeu a produção e o agricultor matou o animal do pastor e a seguir há uma vingança. O Sahel é um lugar onde estão concentradas as maiores crises do mundo.

É uma cintura de 5700 quilómetros de comprimento, que vai do Atlântico ao Mar Vermelho, e mil quilómetros de largura. A palavra Sahel vem do árabe e significa “fronteira”. É um lugar onde duas culturas embatem há séculos. São um pouco Magreb e um pouco África negra. São como o ponto de encontro de duas placas tectónicas. Só isso seria relevante em qualquer lugar do mundo.

Mas quando vemos que esta junção de placas é ali, com uma população a crescer a enorme velocidade, percebe-se porque é que a qualquer momento pode explodir.

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A região do Sahel é um cinturão da África de até mil quilômetros de largura, e se estende por 5 400 km desde o Oceano Atlântico até ao mar Vermelho
Grupos étnicos do Sahel

O Sahel (do árabe ساحل, sahil, que significa “costa” ou “fronteira”) é uma faixa de 500 a 700 km de largura, em média, e 5 400 km de extensão, entre o deserto do Saara, ao norte, e a savana do Sudão, ao sul; e entre o oceano Atlântico, a oeste, e ao mar Vermelho, a leste.

O Sahel atravessa os seguintes países (de oeste para leste): Gâmbia, Senegal, a parte sul da Mauritânia, o centro do Mali, norte do Burkina Faso, a parte sul da Argélia, Níger, a parte norte da Nigéria e dos Camarões, a parte central do Chade, centro e sul do Sudão, o norte do Sudão do Sul e a Eritreia. Eventualmente, são incluídos também a Etiópia, o Djibouti e a Somália.[1]

Constitui uma zona de transição entre a ecozona paleoártica e a ecozona afro-tropical, ou seja, entre a aridez do Saara e a fértil da savana sudanesa (no sentido norte-sul).[2]

Trata-se de uma região fitogeográfica dominada por vegetação de estepes, que recebe uma precipitação entre 150 e 300 mm por ano. Pode, portanto pensar-se que a agricultura no Sahel está condenada ao fracasso.

No entanto, a região é protegida por um cinturão verde constituído por uma flora altamente diversificada, que a protege dos ventos do Saara. Por outro lado, o Sahel tem sido atingido por longos períodos de seca.

Entre 1968-1974, a prolongada seca levou a uma situação de fome nos países da região, o que motivou a fundação do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, uma agência especializada das Nações Unidas.

Por vezes, o termo 'Sahel' designa os países da África ocidental, para os quais existe um complexo sistema de estudos da precipitação.

Ao longo da História da África, o Sahel assistiu à sucessão de alguns dos mais avançados reinos africanos, que beneficiaram do comércio através do deserto, conhecidos como Reinos Sahelianos.

Referências

  1. ↑ “Sahel: $1.6 billion appeal to address widespread humanitarian crisis”. United Nations Office for the Coordination of Humanitarian Affairs. Acessado em 24 Junho 2013.
  2. ↑ «Sahelian Acacia savanna». Terrestrial Ecoregions. World Wildlife Fund. Consultado em 7 de dezembro de 2009 

Ver também

  • África subsaariana
  • Grande muralha verde (África)
  • Guerra do Sahel

Ligações externas

  • Sahel rainfall index, 1898 – 2002
  • Portal da geografia
  • Portal da África
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  • v
  • d
  • e

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Em que continente fica a região conhecida como sahel?

escreva um pequeno texto sobre abordando as responsabilidades do poder público e também como
cada um de nós pode poupar a água usando bem este recurso

tão precioso. Nó mínimo 15 linhas.

POR FAVOR ME AJUDEM!!!!!!!!MARQUE V PARA VERDADEIRO E F PARA FALSO: *(V) VERDADEIRO(F) FALSO( )A latitude pode ir de 0° no Equador a 90° nos pólos n

orte e sul.( )A latitude pode ir de 0°em Greenwich a 180°nos polos norte e sul.( )Os paralelos são linhas traçadas paralelamente ao Meridiano de Greenwich.

( )As coordenadas geográficas são linhas imaginárias que representam medidas, em graus, e possibilitam identificar a localização de um lugar na superfície do globo.( )O Equador é o paralelo principal, traçado a igual distância dos polos, que divide a Terra horizontalmente em dois hemisférios: o Setentrional ou Boreal e o Meridional ou Austral.

( )Os paralelos localizados a 66° 33’N e S definem, respectivamente, os trópicos de capricórnio e de câncer.( )A longitude pode ir de 0°no Equador a 180°nos polos norte e sul.( )A longitude inicial é de 0o e a final de 180o, podendo ser norte ou sul.( )No Hemisfério Meridional, encontram-se os paralelos: Trópico de Capricórnio e Círculo Polar Antártico.

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( )O Equador é o paralelo principal, traçado a igual distância dos polos, que divide a Terra horizontalmente em dois hemisférios: o Setentrional ou Boreal e o Meridional ou Austral.

( )Os paralelos localizados a 66° 33’N e S definem, respectivamente, os trópicos de capricórnio e de câncer.( )A longitude pode ir de 0°no Equador a 180°nos polos norte e sul.( )A longitude inicial é de 0o e a final de 180o, podendo ser norte ou sul.( )No Hemisfério Meridional, encontram-se os paralelos: Trópico de Capricórnio e Círculo Polar Antártico.

5. Qual das seguintes atividades econômicas NÃO contribuiu para a integração do território
brasileiro durante o século XX?
a) Cultivo do café
b) Indus

trialização
c) Navegação marítima
d) Construção de Brasília

Sobre a descrição da paisagem apresentada, responda a questão abaixo.

“A baía protegida e com encostas elevadas era a formação ideal para a construç …

ão de uma cidade segura, por esse motivo, Portugal escolheu o interior da baía para implantar a Cidade do Salvador.


Qual fator de fixação humana é descrito no trecho? Por que ele pode ser considerado fator de atração para a ocupação humana?

Alguém me ajudaaaaaaa

clima tropical de altitude predominante em qual região brasileira​

você se lembra o que como pedemos nos localizar na terra ?​

Como o Brasil é visto pelos estrangeiros?

considerando a linha do Equador e o meridiano de greenwich,responda em qual dos quatro hemisférios (norte,sul,leste,oeste) o Brasil não possui ter

ras?​

Atualmente, ainda existem alguns países que tem sua base política socialista. São eles: * 1 ponto China, Emirados Árabes e Chile; Cuba, Chipre e União

Soviética; Cuba, União Soviética e Nigéria; China, Cuba e Vietnã;

Colunas – Luiz Felipe de Alencastro – O Sahel e as ameaças sobre o Mediterrâneo ocidental

Sahel é o nome da faixa territorial de 600 km de largura e 5.400 km de extensão situada entre o Saara e as savanas ao norte da floresta tropical africana.

Lá atrás, há 4 mil anos, quando começou a desertificação saariana, povos berberes ocuparam a região.

Mais tarde, a introdução do dromedário facilitou o nomadismo das comunidades berberes e, em seguida árabes, adaptadas à inclemência do meio ambiente.

Colonização e descolonização moderna no Sahel, essencialmente promovidas pela França e pelo Reino Unido, geraram fronteiras que separaram etnias da mesma cepa e misturaram num mesmo território nacional culturas dissemelhantes e por vezes antagônicas. Vários conflitos marcaram a região, mas a derrubada do regime de Kadafi em 2011, no auge da Primavera Árabe, desestabilizou todo o Sahel.

A imensa quantidade de armas estocada no país durante anos foi apropriada por grupos que disputavam o poder na Líbia e nos países vizinhos. Mercenários tuaregues malianos e nigerenses da Legião Islâmica, formada na Líbia por Kadafi, voltaram armados para os seus países e, no Mali, se rebelaram contra o governo de Bamako.

Para salvaguardar seus interesses, sobretudo do Níger, que contém grandes reservas de urânio e, mais ainda, para evitar o desabamento dos Estados da região frente aos grupos jihadistas, a França lançou em 2014 a operação Barkhane. Reunindo 4.500 soldados franceses e algumas dezenas de militares britânicos, esta força expedicionária possui consistente apoio aéreo e intervém na Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger e no Chade, cinco ex-colônias francesas.

No Mali há também uma força de paz da ONU, composta por cerca de 9 mil soldados majoritariamente africanos.

De seu lado, os Estados Unidos fornecem uma ajuda anual de US$ 5,5 bilhões para a segurança dos países desta parte da África.

Nos últimos tempos, a atividade de grupos armados ligadas à Al-Qaeda e ao Estados Islâmico recrudesceu, relançando violências étnicas no Mali e no Burkina Faso.

Incluídos pela ONU na lista dos mais pobres do mundo, os cinco países mencionados acima se organizam desde 2014 no âmbito do G5 Sahel. Organismo de cooperação regional para o desenvolvimento e a segurança coletiva, o G5 entretém relações desiguais com a França, cujos militares se impõem às autoridades sahelianas, gerando sentimentos antifranceses entre a população local.

Criticado em seu próprio país por manter há cinco anos tropas francesas numa zona de confrontos armados, o presidente Macron convocou no começo do mês os presidentes do G5 Sahel, para uma reunião em Pau (sul da França), a fim de “clarificar” as relações entre Paris e as cinco capitais africanas.

Numa conferência realizada em Marrakesh na mesma época, um diplomata africano, comentou: “Macron quer desmentir críticas ao neocolonialismo francês, e o que ele faz? Chama os cinco presidentes do Sahel para uma reunião na França.

Por que ele não vem encontrá-los em Niamey (capital do Níger e sede do G5)?”.

Um ataque jihadista que resultou na morte de 71 soldados nigerenses e um acidente de helicóptero no Mali que matou 13 soldados franceses, levaram ao adiamento do encontro entre o presidente da França e os presidentes do G5 e deram mais relevo aos conflitos no Sahel.

No horizonte geopolítico, os países ocidentais e principalmente os países mediterrânicos europeus, temem que a desarticulação dos Estados do Sahel provoque tumultos na África do Norte, desencadeando guerras civis e fluxos de refugiados, a exemplo do que já acontece na Líbia e no Oriente Médio.

Em julho de 2012, quando começou a insurreição dos tuaregues vindos da Líbia no norte do Mali, Laurent Fabius, ministro do exterior do governo de François Hollande, declarou: ” Nós já tivemos o Afeganistão, não pode haver agora Sahelistão”. Sete anos depois, o destino e a estabilidade dos países do Sahel ainda não estão garantidos.

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