Em Que Cidade É Que Almeida Garret Esteve Colocado Como Diplomata?

Integrado na coleção «Edição Crítica das Obras de Almeida Garrett» este volume inclui os dramas Filipa de Vilhena e A Sobrinha do Marquês, numa edição apoiada numa escrupulosa verificação de fontes documentais, tomando por base os textos da edição, última em vida do autor, publicados em 1846 e 1848, respetivamente.

Em Que Cidade É Que Almeida Garret Esteve Colocado Como Diplomata?
Com edição de Sérgio Nazar David e coordenação de Ofélia Paiva Monteiro  e Maria Helena Santana, esta edição de  Filipa de Vilhena, A Sobrinha do Marquês oferece ao estudioso da literatura e da língua um instrumento de trabalho seguro e enriquecedor, digno do lugar que Garrett ocupa no património das Letras e da Cultura portuguesas.

João Baptista da Silva Leitão nasceu na cidade do Porto a 4 de fevereiro de 1799. Pouco depois, durante as invasões napoleónicas, refugia-se com a família nos Açores e é na ilha Terceira que inicia os seus estudos. Regressa ao continente, em 1816, para estudar Direito na Universidade de Coimbra, altura em que decide adotar os apelidos com que se notabilizou: Almeida Garrett.

Nos 55 anos que viveu, Garrett conseguiu com que o seu nome ficasse gravado não apenas na história do romantismo português, movimento do qual foi o precursor, mas também na história da Literatura Portuguesa, como um dos seus autores maiores.

Em Que Cidade É Que Almeida Garret Esteve Colocado Como Diplomata?

De personalidade rica e complexa, Almeida Garrett foi poeta, dramaturgo, romancista, jurista, jornalista, diplomata, deputado e ministro dos Negócios Estrangeiros.

O seu envolvimento nas lutas Liberais levaram-no ao exílio, primeiro em Inglaterra, depois em França. Regressaria a Portugal após a morte de D. João VI. D.

Pedro V viria a agraciá-lo poucos meses antes da sua morte, em 1854, com o título de Visconde de Almeida Garrett.

  • Figura nuclear no âmbito literário português, entre as suas principais obraEm Que Cidade É Que Almeida Garret Esteve Colocado Como Diplomata?s destaque para Camões, Dona Branca, Frei Luís de Sousa, Viagens na Minha Terra e Folhas Caídas.
  • Garrett foi ainda autor de uma profícua pesquisa sobre o património cultural do país, escreveu um tratado sobre educação e esteve na génese do Conservatório e do Teatro Nacional, até à data inexistentes em Portugal.
  • A Imprensa Nacional publica, desde 2004, a «Edição Crítica de Almeida Garrett», uma coleção que penetra na oficina de Garrett, através do contacto ao vivo com manuscritos e que tenta reproduzir de forma muito criteriosa aquela que se julga ser a última vontade do escritor.

Em Que Cidade É Que Almeida Garret Esteve Colocado Como Diplomata?

  1. Do prelo já saíram os títulos:
  2. Em Que Cidade É Que Almeida Garret Esteve Colocado Como Diplomata?O Arco de Sant’Ana
  3. Da Educação
  4. Viagens na Minha Terra
  5. Correspondência Familiar
  6. Fragmentos Romanescos
  7. Correspondência para Rodrigo da Fonseca Magalhães

    Um Auto de Gil Vicente

Em Que Cidade É Que Almeida Garret Esteve Colocado Como Diplomata?

Depois de Filipa de Vilhena, A Sobrinha do Marquês, já à venda nas livrariasé esperada a publicação de Frei Luís de Sousa.

Biografia de Almeida Garrett

Poeta portugu�s

Almeida Garrett (1799-1854) foi um poeta, prosador e dramaturgo portugu�s, teve um importante papel como o iniciador do movimento rom�ntico em Portugal com a publica��o do poema �Cam�es�.

Jo�o Batista da Silva Leit�o de Almeida Garrett nasceu na cidade do Porto, Portugal, no dia 04 de fevereiro de 1799. Acompanhou a fam�lia na mudan�a para os A�ores, durante a invas�o napole�nica.

Garrett�passou a inf�ncia e a adolesc�ncia na ilha Terceira, onde fez seus primeiros estudos. Desde cedo manifestava inclina��o pela literatura e pela pol�tica., por�m, seus pais tentavam encaminha-lo para a carreira eclesi�stica,

Primeiros Poemas

  • Em 1816, Almeida Garrett deixou a fam�lia e retornou�para o continente�e ingressou�no curso de Direito na Universidade de Coimbra.
  • Nesse mesmo ano escreve seus primeiros poemas com caracter�sticas do Arcadismo, devido � forma��o neocl�ssica por ele recebida, reunidos mais tarde com o nome de �L�rica de Jo�o M�nimo�.
  • Em 1821 concluiu a Licenciatura e estabeleceu-se em Lisboa onde ingressou no Minist�rio do Interior e pouco depois passou a dirigir o servi�o de instru��o p�blica.

Nesse mesmo ano, publicou�o poema �Retrato de V�nus�, um ensaio sobre a hist�ria da pintura.

Seu conte�do foi considerado uma amea�a � moral e, por isso, ele respondeu a um processo judicial.

Retrato de V�nus

V�nus, V�nus gentil! � Mais doce, e meigo Soa este nome, � Natureza augusta. Amores, gra�as, revoai-lhe em torno, Cingi-lhe a zona, que enfeiti�a os olhos; Que inflama os cora��es, que as almas rende. Vem, � Cipria formosa, oh! Vem do Olimpo, Vem com mago sorriso, com terno beijo,

Fazer-me vate, endeusar-me a lira. (…)

O Romantismo em Portugal (Cam�es)

Com a revolu��o de 1823, Almeida Garrett � obrigado a exilar-se na Inglaterra devido sua participa��o na Revolu��o Liberal do Porto.

Em 1824, segue para a Fran�a, onde trabalha como correspondente comercial em Havre. Nesse per�odo, influenciado por Shakespeare, come�a a escrever poemas dentro do novo estilo rom�ntico.

Em Paris, publica o poema �Cam�es� (1825) cujo tema � a vida do poeta Lu�s Vaz de Cam�es e a composi��o de seu poema �pico Os Lus�adas. Publica ainda��A Conquista do Algarve� (1826), ponto de partida do Romantismo portugu�s.

Regressa para Portugal e com a vit�ria da causa liberal � nomeado Ministro dos neg�cios estrangeiros.

Em 1828 retorna para a Inglaterra, devido ao restabelecimento do regime absolutista por D. Miguel. Em 1832, regressa ao Porto, como combatente da causa liberal.

A poesia rom�ntica portuguesa apresentou dois momentos distintos, ao primeiro, pertencem Garrett, Alexandre Herculano e Castilho, poetas que tentaram introduzir os motivos medievais, hist�ricos e m�sticos no dom�nio po�tico.

O segundo momento, que aparece em meados do s�culo XIX, denomina-se poesia ultrarrom�ntica, que tem como maiores representantes, Camilo Castelo Branco e Soares de Passos.

Teatro Rom�ntico

Almeida Garrett � tamb�m o iniciador do teatro rom�ntico portugu�s, despertando, atrav�s dele, o sentimento de patriotismo e o gosto pelos momentos marcantes da hist�ria nacional.

A partir de 1838, desenvolve uma campanha a favor da edifica��o do Teatro Nacional D. Maria II e a cria��o do Conservat�rio de Arte Dram�tica.

Entre suas obras na dramaturgia se destacam: �Um Auto de Gil Vicente� (sua primeira pe�a rom�ntica, 1842), �O Alfageme de Santar�m� (1842), �Frei Lu�s de Souza� (uma trag�dia, obra prima da dramaturgia rom�ntica portuguesa, 1844) e �D. Filipa de Vilhena� (1846).

Viagens�na Minha Terra

Na prosa, Almeida Garrett eleva esse g�nero liter�rio atrav�s da narrativa de viagens, escrevendo prosas de fic��o, entre elas: �O Arco de Santana�, romance hist�rico (1845-1850), e �Viagens na Minha Terra� (1843-1845).

Viagem na Minha Terra � uma obra-prima, mesclada de medita��es filos�ficas. Fundamentada em uma viagem que realizou a Santar�m, em 1843. O autor relata, no estilo dissertativo, a narrativa do percurso, entremeado de coment�rios a respeito de tudo que observa.

Os epis�dios revelam os aspectos rom�nticos atrav�s das concep��es filos�ficas e liter�rias, como verdadeiro registro da excurs�o realizada.

Folhas Ca�das

Folhas Ca�das (1853) � a �ltima das obras l�ricas de Garrett e a melhor de suas composi��es amorosas. S�o poesias inspiradas na paix�o tardia por Maria Rosa, esposa do Visconde da Luz. Nelas, o autor retrata os aspectos ver�dicos do amor que partem dos desejos sensuais para concretizar-se atrav�s dos sentimentos, como na poesia �Quando Eu Sonhava�.

Quando Eu Sonhava

Quando eu sonhava, era assim Que nos meus sonhos a via, E era assim que me fugia, Apenas eu despertava, Essa imagem fugidia, Que nunca pude alcan�ar. Agora, que estou desperto, Agora a vejo fixar… Para que? � Quando era vaga, Uma ideia, um pensamento, Um raio de estrela incerto No imenso firmamento, Uma quimera, um v�o sonho, Eu sonhava � mas vivia: Prazer n�o sabia o que era,

Mas dor, n�o na conhecia…

Vida Pol�tica

Almeida Garrett viveu intensa vida pol�tica, foi eleito deputado em 1845. Em 1851 foi nomeado sucessivamente para a reda��o das instru��es ao projeto de lei eleitoral e para a comiss�o de reforma da Academia de Ci�ncias. Nesse mesmo ano recebeu o T�tulo de Visconde.

Em 1852, foi eleito novamente deputado e por um curto per�odo ocupou o cargo de Ministro dos Neg�cios Estrangeiros.

Almeida Garrett faleceu em Lisboa, Portugal, no dia 9 de dezembro de 1854.

Almeida Garrett

Iniciador do Romantismo, refundador do teatro português, criador do lirismo moderno, criador da prosa moderna, jornalista, político, legislador, Garrett é um exemplo de aliança inseparável entre o homem político e o escritor, o cidadão e o poeta.

É considerado, por muitos autores, como o escritor português mais completo de todo o século XIX, porquanto nos deixou obras-primas na poesia, no teatro e na prosa, inovando a escrita e a composição em cada um destes géneros literários.

João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu a 4 de fevereiro de 1799 no Porto, no seio de uma família burguesa, que se refugia em 1809 na ilha Terceira, a fim de escapar à segunda invasão francesa.

Nos Açores, recebe uma educação clássica e iluminista (Voltaire e Rousseau, que lhe ensinam o valor da Liberdade), orientada pelo tio, Frei Alexandre da Conceição, Bispo de Angra, ele próprio escritor.

Em 1817, vai estudar Leis para Coimbra, foco de fermentação das ideias liberais. Em 1820, finalista em Coimbra, recebe com entusiasmo e otimismo a notícia da revolução liberal.

Em 1821, representa o Catão e publica em Coimbra O Retrato de Vénus, obras marcadas ainda por um estilo arcádico. Arcádicos são igualmente os poemas que escreve durante este período e que serão insertos, em 1829, na Lírica de João Mínimo.

Em 1822, é nomeado funcionário do Ministério do Reino, casa com Luísa Midosi e funda o jornal para senhoras O Toucador.

Em 1823, com a reação miguelista da Vila-Francada, é obrigado a exilar-se em Inglaterra, onde inicia o estudo do Romantismo (inglês), e depois em França, onde se torna correspondente de uma filial da casa Lafitte.

Contacta então com a literatura romântica (Byron, Lamartine, Vítor Hugo, Schlegel, Walter Scott, Mme de Staël), redescobre Shakespeare e, influenciado pelas recolhas de cancioneiros populares, começa a preparar o Romanceiro.

Em 1825 e 1826, publica em Paris os poemas Camões e Dona Branca, primeiras obras portuguesas de cunho romântico, fruto da metamorfose estética em si operada pelas novas leituras.

Em 1826, publica também o Bosquejo da História da Poesia e Língua Portuguesa, como introdução à antologia de poesia portuguesa Parnaso Lusitano. Em 1826, durante um período de tréguas, regressa a Portugal e mostra-se confiante na Carta Constitucional acordada entre D. Pedro e D.

Miguel, mais moderada que o programa vintista. Dedica-se ao jornalismo político nos jornais O Português e O Cronista.

Em 1828, depois da retoma do poder absoluto por parte de D. Miguel, exila-se novamente em Inglaterra. Em 1829, publica em Londres a Lírica de João Mínimo e o tratado Da Educação.

Em 1830, publica o tratado político Portugal na Balança da Europa, onde analisa a história da crise portuguesa e exorta à unidade e à moderação.

Em 1832, parte para a ilha Terceira, incorpora-se no exército liberal, e participa no desembarque em Mindelo.

Escreve, durante o cerco do Porto, o romance histórico O Arco de Santana e colabora com Mouzinho da Silveira nas reformas administrativas.

Em 1834, é nomeado cônsul-geral em Bruxelas, numa espécie de terceiro exílio motivado pelo cada vez maior desencanto em relação à política portuguesa (a divisão dos liberais, a corrida aos cargos públicos), onde contacta com a língua e a literatura alemãs (Herder, Schiller e Goethe). Também exerceu funções diplomáticas em Londres e em Paris.

Em 1836, regressa a Lisboa, separa-se de Luísa Midosi e funda o jornal O Português Constitucional. No mesmo ano, após a Revolução de setembro, é incumbido pelo governo setembrista de Passos Manuel da organização do Teatro Nacional.

Nesse âmbito, desenvolverá uma ação notável, dirigindo a Inspeção Geral dos Teatros e o Conservatório de Arte Dramática, intervindo no projeto do futuro Teatro Nacional de D.

Maria II e escrevendo ao longo dos anos seguintes todo um repertório dramático nacional: Um Auto de Gil Vicente (1838), Dona Filipa de Vilhena (1840), O Alfageme de Santarém (1842), Frei Luís de Sousa (1843).

É por esta altura que inicia um romance com Adelaide Deville, que morrerá em 1841, deixando-lhe uma filha (episódio que inspirará o Frei Luís de Sousa).

Em 1838, torna-se deputado da Assembleia Constituinte e membro da comissão de reforma do Código Administrativo. No ano de 1843 publica o 1.º volume do Romanceiro, uma recolha de poesias de tradição popular.

Em 1845, lança o livro de poesias líricas Flores sem Fruto e o 1.º volume do romance histórico O Arco de Sant'Ana.

Em 1846, sai em volume o “inclassificável” livro das Viagens na Minha Terra, publicado um ano antes em folhetim na Revista Universal Lisbonense. Com este livro, a crítica considera iniciada a prosa moderna em Portugal.

Em 1851, depois de um período de distanciamento face à vida política, regressa com a Regeneração, movimento que prometia conciliação e progresso. Nesse ano, funda o jornal A Regeneração, aceita o título de visconde e reassume o seu papel de deputado, colaborando na proposta de revisão da Carta. Em 1852, torna-se, por pouco tempo, ministro dos Negócios Estrangeiros.

Em 1853, publica o livro de poesias líricas Folhas Caídas, recebido com algum escândalo: o poeta era, na época, uma figura pública respeitável (deputado, ministro, visconde), que se atrevia a cantar o amor desafiando todas as convenções, e muitos souberam ver na obra ecos da paixão do autor pela viscondessa da Luz, Rosa de Montufar.

Morreu em Lisboa em 1854, aos cinquenta e cinco anos.

Gisa – Documentos com referência a Garrett, Almeida. 1799-1854, escritor

  • Documento subordinado/Ato informacional, 1999 – 1999 Responsabilidade: Fernandes de Sá (il.) Local de edição: Porto Editor: Ateneu Comercial do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902, edição fac-similada, 1999)
  • Documento subordinado/Ato informacional, 1999 – 1999 Responsabilidade: Júlio Costa (il.) Local de edição: Porto Editor: Ateneu Comercial do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902, edição fac-similada, 1999)
  • Documento subordinado/Ato informacional, 1999 – 1999 Responsabilidade: Margarida Costa (il.) Local de edição: Porto Editor: Ateneu Comercial do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902, edição fac-similada, 1999)
  • Documento subordinado/Ato informacional, 1999 – 1999 Responsabilidade: José Marques da Silva (il.) Local de edição: Porto Editor: Ateneu Comercial do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902, edição fac-similada, 1999)
  • Documento subordinado/Ato informacional, 1999 – 1999 Responsabilidade: José Joaquim Teixeira Lopes (il.) Local de edição: Porto Editor: Ateneu Comercial do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902, edição fac-similada, 1999)
  • Documento subordinado/Ato informacional, 1999 – 1999 Responsabilidade: Júlia Molarinho (il.) Local de edição: Porto Editor: Ateneu Comercial do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902, edição fac-similada, 1999)
  • Documento subordinado/Ato informacional, 1999 – 1999 Responsabilidade: João Augusto Ribeiro (il.) Local de edição: Porto Editor: Ateneu Comercial do Porto Sépia Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902, edição fac-similada, 1999)
  • Documento subordinado/Ato informacional, 1999 – 1999 Responsabilidade: João Augusto Ribeiro (il.) Local de edição: Porto Editor: Ateneu Comercial do Porto Sépia Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902, edição fac-similada, 1999)
  • Documento subordinado/Ato informacional, 1999 – 1999 Responsabilidade: Isaías Newton (il.) Local de edição: Porto Editor: Ateneu Comercial do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902, edição fac-similada, 1999)
  • Documento subordinado/Ato informacional, 1999 – 1999 Responsabilidade: Roque Gameiro (il.) Local de edição: Porto Editor: Ateneu Comercial do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902, edição fac-similada, 1999)
  • Documento subordinado/Ato informacional, 1999 – 1999 Responsabilidade: Sousa Nogueira (il.) Local de edição: Porto Editor: Ateneu Comercial do Porto Colorido Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902, edição fac-similada, 1999)
  • Documento/Processo, 1902 – 1902 Responsabilidade: Sousa Nogueira (il.) Local de edição: Porto Editor: [Ateneu Comercial do Porto] Impressor: Lyt. Nacional Colorido Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902)
  • Documento/Processo, 1902 – 1902 Responsabilidade: Roque Gameiro (il.) Local de edição: Porto Editor: [Ateneu Comercial do Porto] Impressor: Oficinas do Comércio do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902)
  • Documento/Processo, 1902 – 1902 Responsabilidade: Isaías Newton (il.) Local de edição: Porto Editor: [Ateneu Comercial do Porto] Impressor: Oficinas do Comércio do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902)
  • Documento/Processo, 1902 – 1902 Responsabilidade: João Augusto Ribeiro (il.) Local de edição: Porto Editor: [Ateneu Comercial do Porto] Impressor: Oficinas do Comércio do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902)
  • Documento/Processo, 1902 – 1902 Responsabilidade: João Augusto Ribeiro (il.) Local de edição: Porto Editor: [Ateneu Comercial do Porto] Impressor: Oficinas do Comércio do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902)
  • Documento/Processo, 1902 – 1902 Local de edição: Porto Editor:[Ateneu Comercial do Porto] Impressor: Oficinas do Comércio do Porto Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902)
  • Documento/Processo, 1902 – 1902 Responsabilidade: José JoaquimTeixeira Lopes (il.); Emílio Biel (fotogr.) Local de edição: Porto Editor: [Ateneu Comercial do Porto] Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902)
  • Documento/Processo, 1902 – 1902 Responsabilidade: Margarida Costa (il.) Local de edição: Porto Editor: [Ateneu Comercial do Porto] Impressor: Typ. Académica Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902)
  • Documento/Processo, 1902 – 1902 Responsabilidade: Júlio Costa (il.) Local de edição: Porto Editor: [Ateneu Comercial do Porto] Impressor: Typ .Académica Preto e branco Estampilha: não (Coleção: Homenagem a Garrett, 1902)

Almeida Garrett em Literatura

Almeida Garrett foi o escritor que deu início ao romantismo em Portugal. Um dos autores mais importantes da literatura do país, teve intensa atuação também na vida política. Com ideais liberais, lutou contra o absolutismo e foi exilado mais de uma vez. Como muitos escritores, utilizou o jornalismo para transmitir suas ideias.

O autor também foi importante para o teatro português, participando de forma política e como dramaturgo. A construção do Teatro Nacional de D. Maria II, na época Teatro Normal, assim como a fundação do Conservatório de Arte Dramática, foi sugestão de Garrett.

O escritor foi responsável pelas primeiras obras do romantismo português. Com textos de temática patriótica, Almeida Garrett ficou mais conhecido pelo trabalho na poesia e no teatro.

É possível encontrar uma mistura de estilos, já que o autor apresenta obras de teor clássico e outras populares.

Em certas obras, o narrador se comunica com o leitor, essa característica foi vista anos depois nos livros do escritor brasileiro Machado de Assis.

Entre as principais obras do autor romântico estão: “Camões”, “Viagens na minha terra”, “O auto de Gil Vicente” e “Dona Branca”.

Filho de Antônio Bernardo da Silva Garret e Ana Augusta de Almeida Leitão, o escritor nasceu em 1799 como João Leitão da Silva. O Baptista foi uma homenagem ao padrinho, adicionado ainda na infância. O Almeida Garret passa a ser utilizado pela família em 1918 apenas.

Nascido no Porto, foi para Lisboa em 1816 cursar Direito. Foi na faculdade que conheceu os ideais do movimento liberal. Já na capital, lançou “O Retrato de Vênus” dois anos depois, é a primeira versão da obra. Por conta do poema, foi acusado de ateu e imoral.

O jovem com aspirações políticas fez parte da revolução liberal em 1820. Três anos depois, com a volta do absolutismo, foi morar na Inglaterra, exilado. O lado positivo do exílio foi a descoberta de autores importantes da literatura inglesa, como Shakespeare, e do romantismo, que viria a marcar sua obra.

Ficou na Inglaterra por um ano e foi para a França. Foi nesse período que escreveu a obra que marcou o começo do romantismo português, “Camões”. Voltou para terras portuguesas em 1826 e passou a trabalhar como jornalista. Foi responsável pelo jornal “O Português” e logo depois pelo “O Cronista”. Fica em Portugal por apenas dois anos, logo que D. Miguel assume o trono, volta à Inglaterra.

Almeida Garrett pode se estabelecer em Portugal novamente quando o liberalismo sai vitorioso da Guerra Civil Portuguesa, ou Guerras Liberais. Chegou a lançar um jornal voltado para causas políticas, o “Regeneração” tratava da guerra que levou os liberais ao poder.

O importante dramaturgo e escritor marcou o teatro, a literatura e a política portuguesa. Morreu com 55 anos. 

FonteWikipedia

“Viagens na minha terra” – Resumo da obra de Almeida Garret

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A obra foi publicada originalmente em folhetins na Revista Universal Lisbonense entre 1845 e 1846, sendo editada em livro apenas em 1846. Tida como obra única no Romantismo português por sua estrutura e linguagem inovadoras, Viagens na minha terra é um marco para a moderna prosa portuguesa e um importante documento de referência para entender a decadência do império português.

– Leia a análise de Viagens na minha terra

Resumo
A obra é composta por dois eixos narrativos bem distintos.

No primeiro, o narrador conta suas impressões de viagens, intercalando citações literárias, filosóficas e históricas das mais diversas, com um tom fortemente subjetivo e repleto de digressões e intertextualidades.

Dentre as referências literárias, podemos levantar citações a Willian Shakespeare, Luis de Camões, Miguel de Cervantes, Johann Goethe e Homero. Já dentre as citações históricas e filosóficas, temos Napoleão Bonaparte, D. Fernando, Bacon e outros.

Já o segundo eixo, que é interposto no meio dos relatos de viagem, conta o drama amoroso que envolve cinco personagens. Essa narrativa amorosa tem como pano de fundo as lutas entre liberais e miguelistas (1830 a 1834).

O livro começa com o narrador contando sobre a sua vontade de partir em uma viagem de Lisboa à Santarém. Chegando a seu destino, o narrador começa a tecer comentários através da observação de uma janela. Nesse ponto, dá-se início à história de amor entre Joaninha e Carlos.

No romance, Joaninha é uma moça que mora apenas com sua avó, D. Francisca. Semanalmente, elas recebem a visita de Frei Dinis, que traz notícias do filho de D. Francisca, Carlos. Ele está ausente da cidade já há alguns anos e faz parte do grupo de D. Pedro. Frei Dinis e D. Francisca guardam algum segredo sobre Carlos.

Frei Dinis foi um nobre cheio de posses, mas resolveu abandonar tudo e sumir e volta para Santarém dois anos depois, como frei. O narrador critica essa mudança, por para ele qualquer um poderia facilmente ser ordenado frei de uma hora para outra.

Quando a guerra civil atinge Santarém, Carlos, que havia ido para a Inglaterra após desentender-se com Frei Dinis, resolve voltar à cidade. É quando ele reencontra sua prima Joaninha. Eles trocam um beijo apaixonado como se fossem namorados. Porém, Carlos tem uma esposa na Inglaterra, chamada Georgina, se vê atormentado pela dúvida de contar ou não a verdade para sua prima.

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Ferido durante a guerra, Carlos fica hospedado próximo à casa de Joaninha. Após se recuperar, ele pede para que D. Francisca revele o segredo que ela esconde. Então, ela acaba contando que Frei Dinis é o pai de Carlos e que sua verdadeira mãe já morreu.

Ao saber da verdade, Carlos parte e volta a viver com a esposa. Porém, Georgina diz ter ouvido de Frei Dinis toda a história de amor entre Carlos e Joaninha e declara não mais amar o marido. Carlos pede perdão à esposa e diz não mais amar Joaninha, porém, Georgina não o aceita de volta.

Na parte final sabemos através de Frei Dinis o destino das personagens: Carlos larga as paixões e começa sua carreira na política como barão, mas depois de um tempo desaparece. Joaninha, sem seu grande amor, e D. Francisca morrem. Georgina vai para Lisboa. “Santarém também morre; e morre Portugal”, termina por relatar Frei Dinis.

Durante os relatos da viagem, o autor-narrador faz uma série de digressões filosóficas, reflexões sobre fatos históricos e crítica literária sobre diversos autores, tanto clássicos quanto modernos, e suas obras.
Dentre estes comentários, podemos citar o mais famoso deles: “Eu não sou romanesco.

Romântico, Deus me livre de o ser – ao menos, o que na algaravia de hoje se entende por essa palavra”. Garrett, embora pertencente ao movimento romancista de Portugal, deixa claro nessa passagem uma crítica ao Romantismo então vigente.

Uma crítica dirigida a um romantismo “fabricado” por escritores menores que buscavam modelo numa literatura fácil para agradar ao público, com interpretações abusivas e uma vulgarização do que seria o verdadeiro movimento modernista.


Personagens

As personagens de “Viagens na Minha Terra” funcionam como uma visão simbólica de Portugal, buscando-se através disso as causas da decadência do Império Português. O final do drama, que culmina na morte de Joaninha e na fuga de Carlos para tornar-se barão, representa a própria crise de valores em que o apego à materialidade e ao imediatismo acaba por fechar um ciclo de mutações de caráter duvidoso e instável.

Temos, então, as seguintes personagens e suas possíveis interpretações simbólicas dentro da obra:

Carlos: é um homem instável que não consegue se decidir sobre suas relações amorosas, podendo ser ligado às características biográficas do próprio Almeida Garrett.

Georgina: namorada inglesa de Carlos, é a estrangeira de visão ingênua, que escolhe a reclusão religiosa como justificativa para não participar dos dilemas e conflitos históricos que motivaram sua decepção amorosa.
Joaninha: prima e amada de Carlos.

Meiga e singela, é a típica heroína campestre do Romantismo. Simboliza uma visão ingênua de Portugal, que não se sustenta diante da realidade histórica.
D. Francisca: velha cega avó de Joaninha.

Mostra-nos a imprudência e a falta de planejamento com que Portugal se colocava no governo dos liberalistas, levando a nação à decadência.
Frei Dinis: é a própria tradição calcada num passado histórico glorioso, que no entanto, não é mais capaz de justificar-se sem uma revisão de valores e de perspectivas.

Sobre Almeida Garrett
Almeida Garrett nasceu na cidade do Porto, Portugal, em 1799, com o nome de batismo de João Leitão da Silva. Durante sua época de estudante de Direito, em Coimbra, passou a adotar o nome que o tornaria célebre: Almeida Garrett.

Participou da revolução liberal e ficou exilado na Inglaterra em 1823. Durante esse tempo, casou-se e teve contato com o movimento romântico inglês. Em 1824 mudou-se para França e escreveu Camões e Dona Branca, obras que inauguraram o romantismo português.

Ávido defensor do liberalismo, Almeida enfrenta outros diversos exílios ao longo dos anos.

Após retornar definitivamente a Portugal, passa a incentivar a literatura e o teatro, escrevendo inúmeros livros e peças teatrais. É dele, por exemplo, a iniciativa de criar o Conservatório de Arte Dramática e o Teatro Normal (atualmente Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa). Faleceu em Lisboa no dia 9 de dezembro de 1854.

Suas principais obras são: “Camões” (1825), “Dona Branca” (1826), “Romanceiro” (1843), “Cancioneiro Geral” (1843), “Frei Luis de Sousa” (1844), “D’o Arco de Santana” (1845) e “Viagens na minha terra” (1846).

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