Em Que Ano Camoes Comecou A Carreira Como Poeta Lirico?

Daniela Diana

Professora licenciada em Letras

Luís de Camões (1524-1580) foi um poeta e soldado português, considerado o maior escritor do período do Classicismo. Além disso, ele é apontado como um dos maiores representantes da literatura mundial.

Autor do poema épico “Os Lusíadas”, revelou grande sensibilidade para escrever sobre os dramas humanos, sejam amorosos ou existenciais. Pouco se sabe sua vida, portanto, o local e os anos de nascimento e morte ainda são incertos.

Biografia de Camões

Filho de Simão Vaz e Ana de Sá, Luís Vaz de Camões nasceu em Lisboa por volta de 1524. Provavelmente teve uma boa e sólida educação, na qual aprendeu sobre história, línguas e literatura.

Estudos indicam que ele era indisciplinado e que supostamente teria ido à Coimbra para estudar. No entanto, não há registros de que ele tenha sido aluno da Universidade.

Ainda jovem, interessou-se pela literatura iniciando sua carreira literária como um poeta lírico na corte de Dom João III. Muitos historiadores dizem que nesse período Camões teve uma vida muito boêmia. Na altura, também passou por uma desilusão amorosa, momento em que decidiu tornar-se um soldado.

Assim, ingressou no Exército da Coroa Portuguesa em 1547 e, no mesmo ano, embarcou como soldado para a África. Foi ali que Camões perdeu o olho direito.

Em Que Ano Camoes Comecou A Carreira Como Poeta Lirico?Luís de Camões, um dos maiores poetas de língua portuguesa

Em 1552, ele volta a Lisboa e continua com sua vida boêmia e de promiscuidade. No ano seguinte, embarca para as Índias, onde participa de várias expedições militares.

Estudos apontam que ele foi preso tanto em Portugal, quando no Oriente. Foi durante uma de suas prisões que ele escreveu sua obra mais conhecida: Os Lusíadas.

Quando retornou a Portugal, resolveu publicar sua obra. No momento, recebeu uma pequena quantia em dinheiro do Rei Dom Sebastião. Muitas vezes incompreendido pela sociedade, Camões se queixou pelo pouco reconhecimento que teve em vida. Foi somente após sua morte que sua obra passou a ser foco das atenções.

Hoje, ele é considerado um dos maiores escritores de língua portuguesa e ainda, um dos maiores representantes da literatura mundial. Seu nome é conhecido em todo o mundo e é usado em diversas praças, avenidas, ruas e instituições.

Camões faleceu dia 10 de junho de 1580 em Lisboa, provavelmente vítima de peste. No final da sua vida, passou por grandes problemas financeiros morrendo pobre e infeliz, uma vez que não teve o reconhecimento que merecia.

O Dia de Portugal é celebrado em 10 de junho em comemoração à data de sua morte.

Em Que Ano Camoes Comecou A Carreira Como Poeta Lirico?Túmulo de Camões no Mosteiro dos Jerônimos, em Lisboa

Características e obras de Camões

Camões escreveu poesias, epopeias e obras de dramaturgia. Foi assim que tornou-se um poeta múltiplo, sofisticado e ao mesmo tempo, popular.

  • Decerto que ele possuía grande habilidade poética, na qual soube explorar com muita criatividade as mais diferentes formas de composição.
  • Foi um dos maiores poetas do Renascimento, mas às vezes se inspirou em canções ou trovas populares escrevendo poesias que lembram várias canções medievais.
  • Seus versos revelam que estudou os clássicos da Antiguidade e os humanistas italianos.
  • Suas obras de maior destaque são:
  • El-Rei Seleuco (1545), peça de teatro;
  • Filodemo (1556), comédia de moralidade;
  • Os Lusíadas (1572), grande poema épico;
  • Anfitriões (1587), comédia escrita em forma de auto;
  • Rimas (1595), coletânea de sua obra lírica;

Os Lusíadas: a grande obra de Luís de Camões

A poesia épica “Os Lusíadas”, publicada em 1572, celebra os feitos marítimos e guerreiros de Portugal. Destacam-se as conquistas ultramarinas, as viagens por mares desconhecidos, a descoberta de novas terras, o encontro com povos e costumes diferentes.

Tomando como assunto central a viagem de Vasco da Gama às Índias, Camões fez do navegador uma espécie de símbolo da coletividade lusitana. Ele exaltou a glória das novas conquistas e as proezas dos navegadores portugueses.

Em Que Ano Camoes Comecou A Carreira Como Poeta Lirico?Capa da primeira edição de Os Lusíadas

Isso permitiu comparar os feitos dos portugueses com as façanhas dos lendários heróis dos poemas de Homero (Odisseia e Ilíada) e de Virgílio (Eneida).

Camões usou os modelos clássicos para cantar os acontecimentos do seu tempo, que ao contrário dos antigos, eram reais e não fictícios. Camões faz algumas entidades mitológicas participarem da ação.

Assim, coube a Vênus o papel de protetora dos portugueses. Ela os defende do deus Baco que quer destruir a frota de Vasco da Gama.

No final do poema, os navegantes são levados à ilha dos Amores, onde são recompensados de seus esforços por sedutoras ninfas.

Curiosidade

Camões sofreu um naufrágio na costa do Vietnã e diz a lenda que ele nadou salvando o manuscrito de Os Lusíadas na mão.

Em Que Ano Camoes Comecou A Carreira Como Poeta Lirico?Selo em comemoração aos 400 anos do nascimento do poeta (1924)

Poesias de Camões

A maior parte da poesia lírica de Camões é composta de sonetos e redondilhas (estrofes com versos de cinco ou sete sílabas). Confira abaixo alguns exemplos:

Exemplo I

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,

  1. Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
  2. Verdes são os campos,
    De cor de limão:
    Assim são os olhos
  3. Do meu coração.
  4. Campo, que te estendes
    Com verdura bela;
    Ovelhas, que nela
    Vosso pasto tendes,
    De ervas vos mantendes
    Que traz o Verão,
    E eu das lembranças
  5. Do meu coração.
  6. Gados que pasceis
    Com contentamento,
    Vosso mantimento
    Não no entendereis;
    Isso que comeis
    Não são ervas, não:
    São graças dos olhos
  7. Do meu coração.

Exemplo III

  • Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
    Ligeiro, ingrato, vão desconhecido,
    Sem falta lhe terá bem merecido
  • Que lhe seja cruel ou rigoroso.
  • Amor é brando, é doce, e é piedoso.
    Quem o contrário diz não seja crido;
    Seja por cego e apaixonado tido,
  • E aos homens, e inda aos Deuses, odioso.
  • Se males faz Amor em mim se vêem;
    Em mim mostrando todo o seu rigor,
  • Ao mundo quis mostrar quanto podia.
  • Mas todas suas iras são de Amor;
    Todos os seus males são um bem,
  • Que eu por todo outro bem não trocaria.

Frases de Camões

  • “O fraco rei faz fraca a forte gente.”
  • “Ah o amor… que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê.”
  • “Coisas impossíveis, é melhor esquecê-las que desejá-las.”
  • “Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos.”
  • “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades.”

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  • Características do Classicismo
  • A Linguagem do Classicismo

Licenciada em Letras pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) em 2008 e Bacharelada em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em 2014. Amante das letras, artes e culturas, desde 2012 trabalha com produção e gestão de conteúdos on-line.

Luís Vaz de Camões: biografia, características, obras – Português

Luís Vaz de Camões é considerado um dos mais importantes autores da literatura portuguesa. Ele nasceu no ano de 1524, na cidade de Lisboa. Muito do que se sabe de sua vida não passa de especulação e lenda. No entanto, estudiosos afirmam que ele foi soldado, perdeu um olho no Marrocos, e viveu alguns anos na Índia, em Macau e em Moçambique.

O autor, que morreu em 1580, escreveu Os Lusíadas, um poema épico do classicismo português. Assim, é possível observar, nas obras do escritor, asseguintes características dessa escola literária: versos regulares, amor e mulher idealizados, bucolismo, além de referências greco-latinas.

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Biografia de Luís Vaz de Camões

Em Que Ano Camoes Comecou A Carreira Como Poeta Lirico? “Retrato de Camões” (1581), de autor desconhecido.

Luís Vaz de Camões nasceu, oficialmente, em 1524, na cidade de Lisboa, mas alguns estudiosos afirmam que pode ter sido em 1525. Fato é que a vida do escritor é cercada de especulações e lendas. Contudo, acredita-se que estudou Filosofia e Literatura na Universidade de Coimbra, onde seu tio, o frade D. Bento de Camões, era chanceler.

O escritor lutou, como soldado, em Ceuta, no território do Marrocos. Nesse período, perdeu o olho direito em batalha. De volta a Portugal, em 1552, foi preso devido a um desentendimento com certo funcionário da Corte. Um ano depois, recebeu o perdão do rei. Partiu, então, para Goa, Índia, em 1553. Alguns estudiosos afirmam que ele começou a escrever Os Lusíadas nessa época.

Em Macau, trabalhou como provedor-mor de defuntos e ausentes. Quando voltava para Goa, sofreu um naufrágio e quase perdeu os originais de sua obra-prima. O que se conta é que nadou com um braço enquanto o outro permanecia erguido e segurava o manuscrito. Nessa ocasião, sua amante chinesa Dinamene acabou morrendo. À sua memória, o poeta dedicou váriosversos.

Em 1568, estava vivendo, em Moçambique, em péssimas condições financeiras. Um ou dois anos depois, decidiu voltar a Portugal, com ajuda de amigos, que pagaram suas dívidas e compraram a passagem. Desse modo, em 1572, publicou Os Lusíadas, dedicado ao rei D. Sebastião (1554-1578), que concedeu ao autor uma pensão durante três anos.

No fim da vida, o poeta estava doente e pobre. Morreu em 10 de junho de 1580, sem deixar dinheiro para pagar o próprio enterro. No mais, as obras do autor acabaram servindo aos estudiosos como fonte de informação acerca de sua biografia. Eles buscavam, assim, trazer luz à vida do lendário Camões.

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Características das obras de Luís Vaz de Camões

A poesia camoniana é caracterizada pelo uso da medida nova, isto é, versos decassílabos (10 sílabas).

No entanto, alguns de seus poemas dialogam com o trovadorismo (poesia medieval), portanto, apresentam redondilhas, que são versos de cinco ou sete sílabas.

Além disso, o poeta demonstra uma visão filosófica do amor, definido por meio de antíteses e paradoxos, como comprova esta estrofe de um de seus sonetos mais famosos:

  • Amor é um fogo que arde sem se ver, É ferida que dói, e não se sente, É um contentamento descontente,
  • É dor que desatina sem doer.
  • As principais temáticas da poesia camoniana são:
  • o desconcerto do mundo;
  • a inconstância; e
  • o sofrimento amoroso.

Camões vivia em uma época em que a racionalidade era extremamente valorizada, em oposição à fé religiosa, que marcara o período histórico anterior, ou seja, a Idade Média.

Portanto, apontar o desconcerto (o desequilíbrio) da realidade era uma forma de tirar dela o véu das ilusões.

Assim, a constatação de que tudo na vida é transitório eliminava a importância das coisas mundanas.

Ainda nesse sentido, somente o pensamento filosófico e a arte podiam atingir o equilíbrio, a harmonia perfeita. A razão e a expressão artística estavam, dessa forma, em posição de superioridade se comparadas aos afazeres diários e às regras sociais. Por isso, o amor carnal mostrava-se inferior ao amor ideal, filosófico e não sexualizado.

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Obras de Luís Vaz de Camões

Em Que Ano Camoes Comecou A Carreira Como Poeta Lirico? Capa do livro “Os Lusíadas”, de Luís Vaz de Camões, publicado pela editora BestBolso. [1]

  • Os Lusíadas (1572) — epopeia
  • Anfitriões (1587) — teatro
  • Filodemo (1587) — teatro
  • Rimas (1595) — poesia lírica
  • El rei Seleuco (1645)|1| — teatro

Os Lusíadas

Os Lusíadas é a obra-prima de Camões e único livro publicado durante a vida do autor. A obra é um poema épico, dividido em 10 cantos, com versosdecassílabos (10 sílabas poéticas). Por ser uma epopeia, traz a figura heroica de Vasco da Gama (1469-1524) e enaltece a nação portuguesa:

As armas e os Barões assinalados Que da Ocidental praia Lusitana Por mares nunca de antes navegados Passaram ainda além da Taprobana, Em perigos e guerras esforçados Mais do que prometia a força humana, E entre gente remota edificaram Novo Reino, que tanto sublimaram;

[…]

  1. O poema foi dedicado ao rei D. Sebastião I:
  2. Vós, poderoso Rei, cujo alto Império O Sol, logo em nascendo, vê primeiro, Vê-o também no meio do Hemisfério, E quando desce o deixa derradeiro; Vós, que esperamos jugo e vitupério Do torpe Ismaelita cavaleiro, Do Turco Oriental e do Gentio
  3. Que inda bebe o licor do santo Rio:
  4. Inclinei por um pouco a majestade Que nesse tenro gesto vos contemplo, Que já se mostra qual na inteira idade, Quando subindo ireis ao eterno templo; Os olhos da real benignidade Ponde no chão: vereis um novo exemplo De amor dos pátrios feitos valorosos, Em versos divulgado numerosos.

[…]

O livro conta a viagem de Vasco da Gama e de sua frota portuguesa a caminho da Índia.

No início da aventura, os deuses do Olimpo discutem se os lusitanos devem ter sucesso em sua empreitada.

Com aprovação deles, a frota chega a Moçambique e depois parte para Melinde, onde Vasco da Gama conta ao rei desse lugar a história gloriosa de Portugal.

Depois da narrativa, a frota de Gama segue rumo a Calicute, na Índia. No entanto, Baco, Netuno e outros deuses do mar decidem, com a ajuda de Éolo, afundar os navios da expedição, pois temem que os portugueses acabem sendo tão poderosos quanto os deuses. Quase vencidos pela tempestade, Vasco da Gama roga a Deus:

  • Vendo Vasco da Gama que tão perto Do fim de seu desejo se perdia, Vendo ora o mar até o Inferno aberto, Ora com nova fúria ao Céu subia, Confuso de temor, da vida incerto, Onde nenhum remédio lhe valia, Chama aquele remédio santo e forte
  • Que o impossível pode, desta sorte:
  • — Divina Guarda, angélica, celeste, Que os céus, o mar e terra senhoreias:
  • Tu, que a todo Israel refúgio deste Por metade das águas Eritreias; Tu, que livraste Paulo e defendeste

[…]

Após a prece, Vasco da Gama é ajudado por Vênus e chega a Calicute, onde vive mais perigosas aventuras. Em seguida, ao regressar a Portugal, os navegantes encontram a Ilha dos Amores.

Ali, ninfas, atingidas pelas flechas de Cupido, apaixonam-se pelos navegantes portugueses, que têm, assim, em um lugar agradável, a recompensa pela sua coragem, antes de retomarem o caminho de volta a casa.

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Poesias de Luís Vaz de Camões

No seguinte soneto de Camões, o eu lírico fala da passagem do tempo. Diz que o destino trouxe a dor e recorda a felicidade do passado, mas o eu lírico chega a duvidar das alegrias que sentiu, já que elas passaram tão rápido. Por fim, ele conclui que já não tem nada a perder, a não ser a vida, e lamenta ainda estar vivo:

Ah! Fortuna cruel! Ah! duros Fados! Quão asinha em meu dano vos mudastes! Passou o tempo que me descansastes,

  1. Agora descansais com meus cuidados.
  2. Deixastes-me sentir os bens passados, Para mor dor da dor que me ordenastes; Então numa hora juntos mos levastes,
  3. Deixando em seu lugar males dobrados.
  4. Ah! quanto melhor fora não vos ver, Gostos, que assim passais tão de corrida,
  5. Que fico duvidoso se vos vi:
  6. Sem vós já me não fica que perder, Se não se for esta cansada vida,
  7. Que por mor perda minha não perdi.

No que se refere às características do classicismo, o poema possui a medida nova, isto é, versos decassílabos. Esse rigor formal produz uma estrutura harmônica, equilibrada.

É possível apontar também influência greco-latina quando a voz poética faz referência à Fortuna e ao Fado como a divindades.

Por fim, temos a temática da inconstância, recorrente na poesia camoniana.

Já no próximo soneto, a medida nova também é utilizada para falar do Amor. Assim, o eu lírico afirma que a Morte poderia acabar com o Amor por meio da Ausência e do Tempo. Além disso, a Morte uniria contra o Amor duas forças contrárias: a Razão e a Fortuna (destino).

  • Contudo, a voz poética diz que, se a Morte é capaz de separar o corpo da alma, o Amor pode juntar e unir duas almas em um mesmo corpo. Dessa forma, o Amor vence a Morte, apesar da Ausência, do Tempo, da Razão e da Fortuna:
  • A Morte, que da vida o nó desata, Os nós, que dá o Amor, cortar quisera Na Ausência, que é contr’ele espada fera,
  • E co Tempo, que tudo desbarata.
  • Duas contrárias, que uma a outra mata, A Morte contra o Amor ajunta e altera: Uma é Razão contra a Fortuna austera,
  • Outra, contra a Razão, Fortuna ingrata.
  • Mas mostre a sua imperial potência A Morte em apartar dum corpo a alma,
  • Duas num corpo o Amor ajunte e una;
  • Porque assim leve triunfante a palma, Amor da Morte, apesar da Ausência,
  • Do Tempo, da Razão e da Fortuna.
  • Veja também: Cinco poemas de amor de Fernando Pessoa

Escola literária de Luís Vaz de Camões

Em Que Ano Camoes Comecou A Carreira Como Poeta Lirico? “Mona Lisa”, de Leonardo da Vinci (1452-1519), é a obra mais famosa do renascimento.

O classicismo é uma escola literária que teve seu auge, na Europa, no século XVI, como reflexo do renascimento. Portanto, as obras de Luís Vaz de Camões apresentam características dessa escola, tais como:

  • Racionalismo
  • Antropocentrismo
  • Neoplatonismo
  • Semipaganismo
  • Influência greco-latina
  • Simplicidade
  • Harmonia
  • Amor idealizado
  • Mulher idealizada
  • Rigor formal
  • Bucolismo

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Frases de Luís Vaz de Camões

A seguir, vamos ler algumas frases de Camões, retiradas de sonetos do poeta, cujos versos foram aqui convertidos em prosa:

  • “Que pena sentirei, que valha tanto, que inda tenho por pouco o viver triste?”
  • “Por sinal do naufrágio que passei, em lugar dos vestidos, pus a vida.”
  • “Jura Amor que brandura de vontade causa o primeiro efeito; o pensamento endoudece, se cuida que é verdade.”
  • “Converteu-se-me em noite o claro dia; e, se alguma esperança me ficou, será de maior mal, se for possível.”
  • “Amor um mal, que mata e não se vê.”
  • “Não sei para que é ter contentamento, se mais há de perder quem mais alcança.”
  • “Dobrada glória dá qualquer vingança, que o ofendido toma do culpado, quando se satisfaz com coisa justa.”
  • “Todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades.”
  • “O tempo cobre o chão de verde manto, que já coberto foi de neve fria, e, enfim, converte em choro o doce canto.”
  • “Louvado seja Amor em meu tormento, pois para passatempo seu tomou este meu tão cansado sofrimento!”
  • “Qualquer grande esperança é grande engano.”
  1. Nota
  2. |1| Segundo Vanda Anastácio, doutora em Estudos Portugueses, “esta peça permaneceu desconhecida até 1645, data em que surge publicada na primeira parte das Rimas dadas à estampa por Paulo Craesbeeck”.
  3. Crédito da imagem
  4. [1] Grupo Editorial Record (reprodução)

Principais obras de Luís Vaz de Camões – Literatura

Nascido em Lisboa no dia 10 de junho de 1579, Luiz Vaz de Camões foi um exímio poeta português. Sua vida é envolta por sombras, já que certezas sobre sua origem são questionáveis até hoje.

Educação

De sua infância há quase nenhuma informação significativa e em sua juventude passou por uma educação nos moldes clássicos da época, que consistiam em: latim, literatura, história antiga e moderna.

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O curso universitário pode ter ocorrido na Universidade de Coimbra (mas como boa parte de sua vida, não se tem certeza dessa informação). Iniciou a carreira como poeta lírico durante a época em que era frequentador da corte de D. João III. Como todos os poetas da época, seus textos eram baseados em amores com mulheres da nobreza e plebeias.

Em Que Ano Camoes Comecou A Carreira Como Poeta Lirico?

Amor frustrado o levou à guerra

Boêmio, viu sua vida mudar quando, frustrado por um amor, foi para África, perdendo um olho durante uma batalha. De volta a Portugal, arrumou problemas e foi preso e perdoado posteriormente, viajando em seguida para o Oriente.

Lá estabeleceu moradia, mas passando por outros problemas foi preso várias vezes e lutou ao lado de seus compatriotas em guerras. Todo esse calvário serviu de inspiração para a criação de sua obra mais conhecida, Os Lusíadas, uma epopeia que se divide em dez cantos repartidos em oitavas, tendo como tema os feitos portugueses de navegações e de guerras.

Obra imortal

O reconhecimento só veio depois de sua morte. Hoje é considerado como um dos grandes poetas que já existiram, com suas obras publicadas em vários países. De suas obras líricas renderam a coletânea Rimas. Posteriormente foram encontradas três obras de teatro cômico. Suas principais e mais conhecidas obras são:

Lírica

Em Que Ano Camoes Comecou A Carreira Como Poeta Lirico?

  • 1595 – Amor é fogo que arde sem se ver
  • 1595 – Eu cantarei o amor tão docemente
  • 1595 – Verdes são os campos
  • 1595 – Que me quereis, perpétuas saudades?
  • 1595 – Sôbolos rios que vão
  • 1595 – Transforma-se o amador na cousa amada
  • 1595 – Sete anos de pastor Jacob servia
  • 1595 – Alma minha gentil, que te partiste
  • 1595 – Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
  • 1595 – Quem diz que amor é falso ou enganoso

Teatro

  • 1587 – El-Rei Seleuco
  • 1587 – Auto de Filodemo
  • 1587 – Anfitriões

Camões foi considerado o renovador de sua língua-mãe (português de Portugal), tornando-se um dos mais imponentes e importantes símbolos de sua pátria, sendo referência para toda a comunidade lusófona internacional. Seu nome e obra ecoam até hoje em vários lugares, como em filmes, músicas e roteiros.

Postado em 16/07/2015 às 18:41.

Luís Vaz de Camões – Quem foi, biografia resumida, obras, Os Lusíadas

Luís Vaz de Camões foi um poeta português, considerado uma das maiores figuras da literatura lusófona. Conhecido principalmente por sua obra Os Lusíadas, considerada a epopeia portuguesa por excelência.

Camões é o maior representante do Classicismo Português. Suas obras, compostas por peças teatrais, poesias líricas, épicas e sonetos, até hoje influenciam a música, cinema e literatura.

Quem foi Luís de Camões?

Nascido no ano de 1523 em Lisboa, Camões pertencia à alta nobreza portuguesa. Pouco se sabe sobre sua vida, mas desde muito novo foi apresentado à literatura, ao estudo do latim e as antigas histórias portuguesas.

Foi aluno do colégio do convento de Santa Maria, onde adquiriu um profundo conhecimento de história, geografia e literatura.

Tudo indica que estudou Teologia na Universidade de Coimbra, mas sua passagem pela academia não foi documentada. Frequentou a corte de Dom João III e lá iniciou sua carreira como poeta lírico.

Na corte, envolveu-se em amores com damas da nobreza e, possivelmente, com plebeias, além de levar uma vida boemia e turbulenta.

Foi preso várias vezes, combateu ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas.

Em Que Ano Camoes Comecou A Carreira Como Poeta Lirico?Camões marcou o século XVI e orgulhou o povo português ao escrever Os Lusíadas.

Em Macau, na China é nomeado provedor do país e, durante sua estadia, escreveu mais 6 contos de seu poema épico. Morreu em 1580, muito pobre, na cidade de Lisboa.

Após sua morte, sua poesia começou a ser reconhecida como valiosa e de alto padrão estético por vários nomes importantes da literatura europeia, ganhando prestígio, crescente entre o público e influenciando gerações de poetas em vários países.

No entanto, durante sua vida, Camões reclamava que as obras não tinham o prestígio que mereciam.

As bases e as formas da sua escrita

Luís de Camões redigiu poemas, peças de teatro e a própria essência heroica, a epopeia Os Lusíadas. Nessa amplitude lírica, entregou-se às elegias, aos vilancetes, às glosas, às redondilhas e também às cantigas.

Esses meios permitiam ao poeta exprimir uma poesia que fundia o trovadoresco com a cortesia, o que não o impedia de ser irônico e mordaz.

Escreveu sobre o amor e sobre as suas turbulências, retratando seu lado doce e amargo. Devido às vivências fora de Portugal, suas prisões e exílios, foi levado a um sentimento de angústia e martírio, conduzindo-o a sentir a nação como irredutível em seus escritos.

Mesmo com influências renascentistas e percursos líricos, que se afastavam do epicurismo e da tranquilidade de espírito, suas experiências de vida o direcionavam ao maneirismo, iluminando a arte que se fazia nesta chegada da Idade Moderna.

Classicismo

O Classicismo foi um movimento artístico que surgiu na França, durante o período do Renascimento. Esse período marca o fim da Idade Média e o início da Idade Moderna, fazendo referência aos modelos clássicos: grego e romano.

Todos os estilos literários que vigoravam nesse período eram chamados de classicistas, não só na literatura, como em todas as produções. As principais características do movimento classicista são:

  • Equilíbrio, proporção, objetividade e transparência;
  • Obra como concerto harmônico;
  • Subjetividade: o valor está na obra, não no autor;
  • Rigor formal: as formas utilizadas no texto clássico devem seguir um conjunto de regras;
  • Temática da mitologia greco-romana;
  • Antropocentrismo: a centralidade da existência humana;
  • Noção do ideal de beleza grego e equilíbrio das formas;
  • Valorização da racionalidade, opondo-se ao sentimentalismo.

Poema de Camões

  • Amor é fogo que arde sem se ver
  • Amor é fogo que arde sem se ver,
    é ferida que dói, e não se sente;
    é um contentamento descontente,
  • é dor que desatina sem doer.

Biografia de Lu�s de Cam�es

Poeta portugu�s

Lu�s de Cam�es (1524-1580) foi um poeta portugu�s. Autor do poema Os Lus�adas, uma das obras mais importantes da literatura portuguesa, que celebra os feitos mar�timos e guerreiros de Portugal. � o maior representante do Classicismo Portugu�s.

Nascimento e Juventude

Lu�s Vaz de Cam�es nasceu em Lisboa, Portugal, por volta de 1524. Era filho de Sim�o Vaz de Cam�es e Ana de S� e Macedo, aparentada com a casa de Vimioso, da alta nobreza portuguesa, e sobrinho de D. Bento de Cam�es, c�nego da Igreja de Santa Cruz de Coimbra.

Em 1527, durante uma epidemia de Peste, em Lisboa, D. Jo�o III e a corte transferiram-se para Coimbra, e Sim�o, a mulher e o filho, com apenas tr�s anos, acompanharam o rei.

Lu�s de Cam�es viveu sua inf�ncia na �poca das grandes descobertas mar�timas e tamb�m no in�cio do Classicismo em Portugal. Foi aluno do col�gio do convento de Santa Maria. Tornando-se um profundo conhecedor de hist�ria, geografia e literatura.

Em 1537, D. Jo�o III transferiu a Universidade de Lisboa para Coimbra. Cam�es iniciou o curso de Teologia, mas levava uma vida irrequieta, desordeira, al�m da fama de conquistador, mostrando pouca voca��o para a Igreja.

O Poeta e o Soldado

Em 1544, com 20 anos, deixou as aulas de teologia e ingressou no curso de filosofia. J� era conhecido como poeta. Nessa �poca, comp�s uma elegia � Paix�o de Cristo, que ofereceu a seu tio. Seus versos revelam que ele estudou os cl�ssicos da Antiguidade e os humanistas italianos.

Em 1544, com 20 anos, encontra-se com D. Catarina de Ata�de, dama da rainha D. Catarina da �ustria, esposa de D. Jo�o III e, desse encontro nasce uma ardente paix�o, mais tarde imortalizada pelo poeta, que se referia � dama do pa�o, com o anagrama �Nat�rcia�.

Nessa �poca, a intelectualidade nacional era incentivada, sobressaindo-se escritores, pensadores e poetas, como S� de Miranda e o pr�prio�Cam�es.

Em um sarau, seguido de um torneio po�tico, o espanhol Juan Ramon, sobrinho de um professor da Universidade, sentiu-se ofendido por causa dos versos de Cam�es.

Seguiu-se um duelo e o espanhol saiu ferido, o que terminou na pris�o do poeta, sob o protesto dos estudantes. No final de muitas discuss�es, Cam�es � perdoado, com a condi��o de ser desterrado durante um ano em Lisboa.

Na capital, os versos do poeta eram apreciados pelas damas da corte. Era perseguido por outros poetas, sendo v�tima de muitas intrigas para desprestigi�-lo e afast�-lo da corte. Para fugir das persegui��es, em 1547, Cam�es resolve embarcar, como soldado, para a �frica. Serviu dois anos em Ceuta. Combateu contra os mouros e durante uma briga perdeu o olho direito.

Em 1549, Lu�s de Cam�es retorna para Lisboa e entrega-se a uma vida desregrada. Em 1553, envolve-se em novo incidente, ferindo um empregado do pa�o. Foi preso e permaneceu um ano encarcerado.

Nessa �poca, inspirado nas conquistas ultramarinas, nas viagens por mares desconhecidos, na descoberta de novas terras e no encontro com costumes diferentes, escreve o primeiro canto de sua imortal poesia �pica, Os Lus�adas.

Posto em Liberdade, em 1554, Cam�es embarca para as �ndias. Esteve em Goa, e toma parte de v�rias outras expedi��es militares.

Em Que Ano Camoes Comecou A Carreira Como Poeta Lirico? Cam�es – Retrato pintado em Goa (1581)

� nomeado provedor em Macau, na China e durante sua estada a�, escreveu mais 6 contos de seu poema �pico. Em 1556, parte novamente para Goa, mas sua embarca��o naufraga na foz do rio Nekong.

Cam�es consegue se salvar nadando, levando consigo os originais dos Lus�adas. Chegando a Goa, � preso novamente em consequ�ncia de novas intrigas. Ali recebeu a not�cia da morte prematura de D. Catarina de Ata�de.

Os Lus�adas

Em 1569, Cam�es resolve voltar para Portugal e embarca na nau Santa F�, levando consigo um escravo, que lhe acompanhou at� seus �ltimos dias. Chega a Cascais em 7 de abril de 1570. Depois de 16 anos, estava de volta � sua p�tria. Em 1572, publica seu poema Os Lus�adas. Que celebra os feitos mar�timos e guerreiros de Portugal.

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Cam�es faz do navegador uma esp�cie de s�mbolo da coletividade lusitana e exalta a gl�ria das conquistas, os novos reinos formados e o ideal de expans�o da f� cat�lica pelo mundo. O poema � composto de dez cantos, cada canto � formado por estrofes de oito versos. Com o sucesso, Cam�es recebe do rei D. Sebasti�o uma pens�o anual, que mesmo assim n�o o livrou da extrema pobreza em que vivia.

Inspirado em A Eneida, de Virg�lio, Cam�es narra fatos heroicos da hist�ria de Portugal, em particular a descoberta do caminho mar�timo para as �ndias por Vasco da Gama. No poema, Cam�es mescla fatos da Hist�ria Portuguesa a intrigas dos deuses gregos, que procuram ajudar ou atrapalhar o navegador.

Um aspecto que diferencia Os Lus�adas das antigas epopeias cl�ssicas � a presen�a de epis�dios l�ricos, sem nenhuma rela��o com o tema central que � a viagem de Vasco da Gama. Entre os epis�dios, destaca-se o canto III que relata o assassinato de In�s de Castro, em 1355, pelos ministros do rei D. Afonso IV de Borgonha, pai de D. Pedro, seu amante:

  • Canto III
  • Passada esta t�o pr�spera vit�ria, Tornado Afonso � Lusitana Terra, A se lograr da paz com tanta gl�ria Quanta soube ganhar na dura guerra, O caso triste e digno da mem�ria, Que do sepulcro os homens desenterra, Aconteceu da m�sera e mesquinha
  • Que depois de ser morta foi Rainha.
  • Tu, s� tu, puro amor, com for�a crua, Que os cora��es humanos tanto obriga, Deste causa a molesta morte sua, Como se fora p�rfida inimiga. Se dizem, fero Amor, que a sede tua Nem com l�grimas tristes se mitiga, � porque queres, �spero e tirano,
  • Tuas aras banhar em sangue humano.
  • Estavas linda In�s, posta em sossego, De teus anos colhendo doce fruto, Naquele engano da alma, ledo e cego, Que a fortuna n�o deixa durar muito, Nos saudosos campos do Mondego, De teus formosos olhos nunca enxuto, Aos montes ensinando e �s ervinhas
  • O nome que no peito escrito tinhas.

Um Poeta M�ltiplo

Cam�es foi um poeta sofisticado e popular.�o poeta erudito do Renascimento, mas �s vezes, se inspirava em can��es ou trovas populares e escreveu poesias que lembram as velhas cantigas medievais.

Al�m de Os Lus�adas, Cam�es escreveu poemas l�ricos, versos buc�licos, as com�dias El-rei Seleuco, Filodemo�e Anfitri�es�e uma cole��o de sonetos de amor, entre eles o mais famoso�O Amor � fogo que arde sem se ver:

  1. Amor � fogo que arde sem se ver, � ferida que d�i, e n�o se sente, � um contentamento descontente, � dor que desatina sem doer, � um n�o querer mais que bem querer, � um andar solit�rio por entre a gente, � nunca contentar-se de contente, � cuidar que se ganha em se perder, � querer estar preso por vontade, � servir a quem vence, o vencedor, � ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos cora��es humanos amizade,
  2. Se t�o contr�rio a si � o mesmo Amor?

Morte

Lu�s�de Cam�es morreu em Lisboa, Portugal, no dia 10 de junho 1580, em absoluta pobreza. Segundo alguns bi�grafos, Cam�es n�o tinha sequer um len�ol para lhe servir de mortalha. Teria sido enterrado em cova rasa. Mais tarde, em 1594, Dom Gon�alo Coutinho, mandou esculpir uma l�pide com os dizeres: “Aqui jaz Lu�s de Cam�es, Pr�ncipe dos Poetas do seu tempo. Viveu pobre e assim morreu”

Luís de Camões

Para quem não sabe, Luís de Camões (1524-1580), além de um dos maiores poetas de Portugal, foi também um soldado de seu país. Luís, devido suas obras é considerado um dos maiores escritores do período do Classicismo, isso sem mencionar que é considerado um dos maiores do mundo.

E por mais famoso que seja esse ilustre poeta português, pouco se sabe a respeito de sua vida ou até mesmo sua morte. O que se sabe ao seu respeito se limita a qualidade de seus trabalhos e, destacando, Os Lusíadas que revelou uma sensibilidade do autor para destacar em sua obra-prima, dramas humanos, existenciais e amorosos.

Luís de Camões e sua biografia

Luís de Camões, como falamos logo acima, foi um dos maiores poetas da língua portuguesa. Sua obra é repleta de conteúdo e até os dias de hoje, continua sendo alvo de estudos devido a sua complexidade e qualidade literária.

Luís foi filho de Simão Vaz e Ana de Sá. Nasceu em Lisboa e, provavelmente contou com uma educação de qualidade, na qual aprendeu línguas, história e literatura. Mesmo tendo uma educação esmerada, algumas fontes afirmam que Luís de Camões era indisciplinado e que chegou a se mudar para Coimbra para estudar, contudo, não existem registros que comprovem seu ingresso em alguma universidade.

Segundo historiadores, Luís começou sua carreira literária ainda jovem como poeta lírico na corte de Dom João III. Nessa época, existem boatos, que indicam que Luís era adepto da boêmia e que também foi nessa época que sofreu uma grande desilusão amorosa, o qual o impulsionou para a carreira de soldado.

Luís de Camões lutou pela Coroa Portuguesa no ano de 1547. Foi durante esse período que acabou embarcando para uma guerra que era travada na África contra os Celtas, em Marrocos, local responsável por perder seu olho direito.

No ano de 1552, Luís retorna para Lisboa e para sua vida boêmia e de promiscuidade, em 1553 expedições militares o enviam para a Índia.

Luís foi preso tanto em Portugal quanto no Oriente e segundo alguns relatos, foi quando começou a escrever Os Lusíadas.

Ao regressar para Portugal, Luís lançou sua obra com o pouco dinheiro que recebeu do Rei Dom Sebastião, mas não alcançou o reconhecimento esperado. E isso o frustrou, porém, foi depois de sua morte que suas obras começaram a ganhar atenções e se destacar, primeiramente, em seu país natal.

Com certeza, Luís de Camões, quando em vida, não sabia o que sua obra representaria para o mundo. Hoje em dia, além de um dos maiores escritores português, Camões é sinônimo de talento, de reconhecimento e de qualidade literária mundial. Hoje, suas letras são inseridas em canções e seu nome é utilizado para batizar, ruas, avenidas e etc.

Luís de Camões e seu falecimento

Como Luís de Camões não teve o reconhecimento que gostaria em vida, acabou morrendo no dia 10 de junho de 1580, mergulhado em sua pobreza e infelicidade. Alguns estudiosos afirmam que o grande poeta português faleceu vítima da peste. Atualmente, a data da morte do poeta é comemorado o Dia de Portugal.

As características da obra de Luís de Camões

Camões escreveu grandes obras, entre elas: peças, epopeias e poesias. Foi por essa diversidade que o poeta português se tornou conhecido por ser um poeta múltiplo e ao mesmo tempo popular. Isso demonstra que Luís, era um artista de grande sensibilidade, criatividade e conhecimento que soube muito bem como explorar suas composições.

Camões também é considerado um dos maiores poetas do Renascimento, porém, é possível perceber em seus escritos, uma certa influência das antigas canções medievais e trovas. Algo que deixa claro sua dedicação aos estudos dos clássicos da Antiguidade e os humanistas italianos.

As maiores obras de Camões: 

  • El-Rei Seleuco (1545), peça de teatro;
  • Filodemo (1556), comédia de moralidade;
  • Os Lusíadas (1572), grande poema épico;
  • Anfitriões (1587), comédia escrita em forma de auto;
  • Rimas (1595), coletânea de sua obra lírica.

Camões e Os Lusíadas

Em Os Lusíadas, publicado em 1572, encontramos uma poesia épica, onde se é possível acompanhar todos os feitos marítimos de Portugal. É nesta obra de arte que Camões destaca as conquistas ultramarinas, as viagens, as novas terras descobertas, o descobrimento de povos e costumes tão diferentes.

Camões utilizou outra figura portuguesa para centralizar sua obra, Vasco da Gama, ao seguir para as Índias. Camões transformou o navegador em um tipo de símbolo lusitano. Ele comemorou em seus escritos seus feitos através de mares desconhecidos, celebrando suas proezas e sua coragem. Algo que, tornou possível, uma comparação dos heróis gregos com o navegador português.

Camões fez uso da fórmula clássica para criar suas obras, entretanto, inseriu em seu trabalho, algumas figuras fictícias para trazer uma aura de grandiosidade. Algo que pode ser percebido ao percebermos que o autor coloca Vênus como protetora dos portugueses.

É Vênus que defende os navegantes portugueses do deus Baco que tenciona destruir a frota de Vasco da Gama, mas, no final do poema, lemos que o corajoso desbravador dos sete mares chega à ilha dos Amores, onde é recompensado por toda sua luta e esforços por belas e sedutoras ninfas.

E falando em façanhas marítimas, dizem que, Luís de Camões, sofreu um naufrágio e que sobreviveu levando seu Os Lusíadas nas mãos.

Conheça algumas frases celebres de Camões:

  • “O fraco rei faz fraca a forte gente.”
  • “Ah o amor… que nasce não sei onde, vem não sei como, e dói não sei porquê.”
  • “Coisas impossíveis, é melhor esquecê-las que desejá-las.”
  • “Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos.”
  • “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades.”

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